{"id":2586,"date":"2019-07-22T09:52:07","date_gmt":"2019-07-22T12:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pombocorreio.art.br\/?p=2586"},"modified":"2019-07-22T09:52:07","modified_gmt":"2019-07-22T12:52:07","slug":"balada-dos-enclausurados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/daniel.pombocorreio.art.br\/index.php\/2019\/07\/22\/balada-dos-enclausurados\/","title":{"rendered":"BALADA DOS ENCLAUSURADOS"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" id=\"docs-internal-guid-170b191f-7fff-d432-66ea-e4936934ed57\" style=\"text-align: center;\"><strong>Projeto Balada dos Enclausurados, composto por solos de Erica Montanheiro e Eric Lenate, estreia em 2 de agosto no Teatro do N\u00facleo Experimental<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><em>Espet\u00e1culos Invent\u00e1rio, inspirado na artista francesa Camille Claudel (escrito e interpretado por Erica Montanheiro e dirigido por Eric Lenate), e Testemunho L\u00edquido, com inspira\u00e7\u00e3o no bailarino russo Vaslav Nijinski (escrito e interpretado por Eric Lenate e dirigido por Erica Montanheiro), criam reflex\u00f5es sobre a loucura, a morte, a mem\u00f3ria, o abandono e o encarceramento. Antes dos espet\u00e1culos, o p\u00fablico \u00e9 recebido por uma instala\u00e7\u00e3o c\u00eanica imersiva, criada por Kleber Montanheiro (em parceria com Lenate e Erica), que o conduz at\u00e9 o espa\u00e7o c\u00eanico\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/ugfQVMiVYWI-pCkinilZF4R1sfoFJVqaGOyuavSdgNu2iiNbuG6lQo7LqV3Hm52hzdiz4vLwhAr0gKEnIizvAb0-cSR-VGJQ5GHyGme2L24Kl4qNmaf6WmTpkp_DBD37t6uW1iY\" width=\"567\" height=\"387\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1KTNWYvIu65p-Z6_W40dDa9UBHdKKgroN?usp=sharing\">Fotos de Leekyung Kim<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Figuras de destaque na cena teatral paulistana, Erica Montanheiro e Eric Lenate perceberam que suas dramaturgias nestes dois mon\u00f3logos dialogavam e em 2017 se reuniram para idealizar o projeto Balada dos Enclausurados, composto pelos solos Invent\u00e1rio e Testemunho L\u00edquido, nos quais os dois artistas se alternam na dire\u00e7\u00e3o, atua\u00e7\u00e3o e na dramaturgia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os espet\u00e1culos estreiam simultaneamente para o p\u00fablico no dia 02 de agosto, no Teatro do N\u00facleo Experimental, e ser\u00e3o apresentados em sequ\u00eancia, \u00e0s sextas, s\u00e1bados e segundas, \u00e0s 19h e \u00e0s 21h, e aos domingos, \u00e0s 18h e \u00e0s 20h.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dois solos, embora escritos por dois artistas com trajet\u00f3rias e estilos bem diferentes, tocam em quest\u00f5es similares como loucura, morte, abandono, encarceramento, interdi\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria de si, mem\u00f3ria do outro, legado art\u00edstico, amor, al\u00e9m de terem sido inspirados em dois grandes artistas (Camille e Nijinski), que inclusive ficaram internados na mesma \u00e9poca hist\u00f3rica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O projeto Balada dos Enclausurados foi contemplado pela 7\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Z\u00e9 Renato de Apoio \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sobre o Invent\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Escrito e interpretado por Erica Montanheiro e dirigido por Eric Lenate, Invent\u00e1rio \u00e9 inspirado na vida e na obra da artista pl\u00e1stica francesa Camille Claudel (1864-1943), que passou 30 anos encarcerada em uma institui\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica. Antes de ser internada, ela viveu durante muitos anos \u00e0 sombra de dois homens, seu irm\u00e3o escritor Paul Claudel e seu amante escultor Auguste Rodin, de quem ela foi aprendiz e assistente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Camille encontrou dificuldade e contradi\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o com os pais, no trabalho com Rodin e na rela\u00e7\u00e3o com o irm\u00e3o Paul. Foi diagnosticada com um del\u00edrio paran\u00f3ide e alienada da sociedade logo depois da morte de seu pai. Abandonada e rotulada como desajustada, ela destruiu a maior parte da pr\u00f3pria obra art\u00edstica. Uma parte de suas mem\u00f3rias foi transformada em livro a partir das cartas escritas por ela, nas quais a artista apresenta sua incompreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O interesse de Erica Montanheiro pela figura de Camille Claudel aconteceu durante uma resid\u00eancia art\u00edstica realizada pela atriz no programa Centre Des R\u00e9collets, na Fran\u00e7a, entre os anos de 2008 e 2009. O impulso que moveu a cria\u00e7\u00e3o foi o abandono das mulheres que n\u00e3o se enquadram na sociedade e se recusam a se submeter. O texto come\u00e7ou a ser escrito em 2013, quando a autora participou do N\u00facleo de Dramaturgia A Palavra e a Cena, orientado por Alexandre Dal Farra e C\u00e1ssio Pires.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em cena, o p\u00fablico encontra uma mulher presa em um lugar sufocante que fala consigo mesma. Ela se prepara para deixar aquele lugar. Durante esta prepara\u00e7\u00e3o aos poucos se d\u00e1 conta de que j\u00e1 deixou o mundo f\u00edsico, que agora \u00e9 um espectro que pertence ao mundo dos mortos. Diante desta constata\u00e7\u00e3o, acessa suas mem\u00f3rias, buscando compreender seu destino e que legado deixar\u00e1 para o mundo dos vivos. Quando ela assume a morte, revive, rejuvenesce. \u00c9 como se Camille come\u00e7asse encarcerada e terminasse livre. Como se, por meio de seu invent\u00e1rio,\u00a0 Camille se libertasse \u2013 uma met\u00e1fora tamb\u00e9m para todas as mulheres em processo de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO que Erica escreveu possui a for\u00e7a de um c\u00e2ntico ancestral. Como aqueles de uma \u00e9poca em que as mulheres se reuniam em volta de fogueiras no meio da madrugada, dentro de uma floresta ou no alto de uma montanha, para evocar o verdadeiro, primevo e essencial sentido das coisas. \u00c9 um c\u00e2ntico que ressoa com notas agudas e graves, abala, desestrutura. Ela conseguiu domar as palavras \u2013 essa mat\u00e9ria amorfa \u2013 e, como Camille, esculpiu um discurso com uma estrutura que ousa, desafia e inspira. E juntos, discurso e estrutura, produzem solavancos em nossos sentimentos e em nosso intelecto. (&#8230;) A Obra que Erica Montanheiro prop\u00f5e \u00e9 um manifesto autoral que vem n\u00e3o s\u00f3 para se inscrever com import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia em nosso cen\u00e1rio art\u00edstico, mas tamb\u00e9m para ecoar muito forte no belo, incontrol\u00e1vel e incontorn\u00e1vel coro que luta pelo verdadeiro e inalien\u00e1vel lugar da mulher na sociedade e que nunca deveria ter sido outro que n\u00e3o este: o da igualdade total perante a vida e a liberdade total para decidir sobre seu destino e legado\u201d, escreve o diretor Eric Lenate sobre a pe\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sobre Testemunho L\u00edquido<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 Testemunho L\u00edquido, escrito e interpretado por Eric Lenate e dirigido por Erica Montanheiro, \u00e9 inspirado na vida e na obra do lend\u00e1rio bailarino e core\u00f3grafo russo Vaslav Nijinski (1889-1950), considerado pai da dan\u00e7a contempor\u00e2nea, que tamb\u00e9m passou os \u00faltimos 30 anos de sua vida interditado em sanat\u00f3rios. Em 1919, poucos anos depois de revolucionar a hist\u00f3ria da dan\u00e7a ao apresentar ao mundo as coreografias \u201cL\u2019Apr\u00e8s midi d\u2019un faune\u201d (Prel\u00fadio \u00e0 tarde de um fauno) e \u201cLe sacr\u00e9 du printemps\u201d (A sagra\u00e7\u00e3o da primavera), o dan\u00e7arino come\u00e7ou sua peregrina\u00e7\u00e3o por institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desde cedo, o bailarino apresentava ind\u00edcios de uma doen\u00e7a psiqui\u00e1trica, mas os surtos se agravaram durante aquele inverno, quando ele acompanhava a temporada das suas obras-primas em Saint-Moritz, na Su\u00ed\u00e7a, ao lado da esposa Romola e de sua filha mais velha, Kyra. A separa\u00e7\u00e3o da companheira e a demiss\u00e3o da companhia Ballets Russes agravaram ainda mais os surtos de agressividade e os desequil\u00edbrios internos. Ele foi diagnosticado e internado em 1919, aos 30 anos, com uma \u201cconfus\u00e3o mental de natureza esquizofr\u00eanica\u201d. O respons\u00e1vel pelo diagn\u00f3stico foi o famoso professor Eugen Bleuler, diretor do hospital psiqui\u00e1trico universit\u00e1rio Burgh\u00f6lzli, em Zurique, que, inclusive, aconselhou Romola a se separar do marido, de modo que ele n\u00e3o tivesse mais obriga\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pe\u00e7a de Eric Lenate come\u00e7ou a ser escrita em 2009, durante um per\u00edodo de fragilidade emocional enfrentado pelo artista, logo ap\u00f3s seu rompimento abrupto com o CPT \u2013 Centro de Pesquisa Teatral, o Grupo de Teatro Macuna\u00edma e o encenador Antunes Filho, com quem trabalhava desde 2005. O texto sobreviveu a essa fase turbulenta na vida do autor e ganhou muitas outras vers\u00f5es at\u00e9 2017, quando Lenate come\u00e7ou a trabalhar com Erica. A parceira iniciou uma provoca\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica, levantando quest\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura e sugerindo a fric\u00e7\u00e3o do texto com a figura do bailarino, trabalho que resultou nesta vers\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A trama acontece durante a madrugada, quando um ser, que parece estar em tratamento psiqui\u00e1trico, tem um acesso de f\u00faria e descontrole e precisa ser acalmado por m\u00e9dicos e agulhas. Depois de domado, \u00e9 deixado sob os cuidados e olhares de um m\u00e9dico e uma enfermeira. Seu corpo permanece atado, por seguran\u00e7a, mas sua voz \u00e9 liberada. Aos poucos, ele recobra sua fala e conversa com algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 ali. E o que presenciamos, a partir de ent\u00e3o, \u00e9 sua tentativa de entender o que est\u00e1 acontecendo consigo e a sua volta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c\u00c9 um ator escrevendo com as mesmas pot\u00eancias de estados e contornos daquele que um dia foi o \u2018deus da dan\u00e7a\u2019, Nijinski. \u00c9 um diretor escrevendo porque arquiteta cada cena, entregando-a pronta para ser encenada. Assim como em suas dire\u00e7\u00f5es, Eric Lenate deixou seu texto ser afetado por uma \u2018po\u00e9tica da morte\u2019. O texto \u00e9 repleto de humor \u00e1cido, que exp\u00f5e as contradi\u00e7\u00f5es daquela figura diante da sua condi\u00e7\u00e3o de semi-morto. O jogo com a sonoridade e com as palavras trazem o aspecto vertiginoso do texto. A viol\u00eancia e a delicadeza das imagens apresentadas pelo autor convivem em estranha harmonia. E \u00e9 um artista vivendo e transformando dor em arte, sublimando a morte para contar hist\u00f3rias, expondo suas luzes e sombras, criando abismos e se jogando neles. (&#8230;) As supostas sombras dessa figura enclausurada mostram seu humor no jogo com as palavras. O enclausuramento do \u2018louco Nijinski\u2019 (que o \u00e9 sem nunca ter sido?), conduz seu corpo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da dan\u00e7a. A loucura contida nessa figura \u00e9 a mais perfeita lucidez. E nem por isso deixa de ser triste. E amoroso. N\u00e3o tenho d\u00favidas que brincar com as palavras vai ser a nova obsess\u00e3o do autor, al\u00e9m dos seus j\u00e1 m\u00faltiplos talentos como diretor, ator e cen\u00f3grafo\u201d, escreve a diretora Erica Montanheiro sobre a pe\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sobre a Experi\u00eancia Imersiva\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Balada dos Enclausurados recebe a plateia com uma Experi\u00eancia Imersiva, criada pelo multi-artista Kleber Montanheiro, em parceria com Erica e Lenate. Trata-se de uma exposi\u00e7\u00e3o-instala\u00e7\u00e3o imersiva que funciona como uma esp\u00e9cie de caminho vertiginoso, que pretende confundir a no\u00e7\u00e3o espacial do espectador. Quando o p\u00fablico entra no espa\u00e7o c\u00eanico \u00e9 convidado por sutis sinais sonoros ou luminosos a fazer um percurso a p\u00e9, que o conduz a diferentes ambientes sanatoriais, como uma imers\u00e3o em uma estrutura aleg\u00f3rica de tratamento psiqui\u00e1trico. Ao cumprir este percurso, o p\u00fablico chega finalmente aos ambientes c\u00eanicos onde acontecer\u00e3o cada mon\u00f3logo, respectivamente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>ERICA MONTANHEIRO &#8211; dramaturgia, atua\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e cenografia<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Bacharel em Letras, pela USP, e formada em teatro na \u00c9cole Philippe Gaulier, Fran\u00e7a, Erica realizou pesquisa sobre Melodrama e Est\u00e1gio no Th\u00e9\u00e2tre du Soleil, em 2008\/09. \u00c9 atriz e integrante da Cia. Os Fofos Encenam desde 2004: faz parte dos espet\u00e1culos A Mulher do Trem, Ferro em Brasa, Assombra\u00e7\u00f5es do Recife Velho,Terra de Santo, Ba\u00fa da Arethuzza e O deus da cidade. Criou e atuou nos espet\u00e1culos Solil\u00f3quios, de Amarildo F\u00e9lix, dire\u00e7\u00e3o Johana Albuquerque (SESI); \u00d3pera do Malandro, de Chico Buarque de Hollanda, dire\u00e7\u00e3o Kleber Montanheiro (CCBB-SP); e os infantis O rei e a coroa enfeiti\u00e7ada, dire\u00e7\u00e3o Cynthia e D\u00e9bora Falabella; e Procurando firme, de Neyde Veneziano, entre outros.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foi orientadora em diversos programas teatrais como Teatro Vocacional. Foi assistente de dire\u00e7\u00e3o no espet\u00e1culo jovem Os meninos e as Pedras, dire\u00e7\u00e3o Juliana Monteiro. Vencedora do Pr\u00eamio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem 2008 na categoria melhor atriz coadjuvante por Sonho de uma noite de ver\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o Kleber Montanheiro e indicada ao Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2014 na categoria melhor atriz coadjuvante por O rei e a coroa enfeiti\u00e7ada. Recentemente, integrou o N\u00facleo de Dramaturgia do SESI-British Council, coordenado por Marici Salom\u00e3o. Como atriz, integrou o elenco de Histeria, com dire\u00e7\u00e3o de J\u00f4 Soares, pelo qual recebeu o pr\u00eamio Aplauso Brasil 2017 de melhor atriz coadjuvante. Ainda sob a dire\u00e7\u00e3o de J\u00f4, atuou em O libertino, em 2011 \u00a0e em 2018 em A Noite de 16 de janeiro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dirigiu o espet\u00e1culo Voc\u00eas que me habitam, de autoria pr\u00f3pria em parceria com Gustavo Colombini. Em 2018 dirigiu Dois a duas, escrito por Maria Fernanda Barros Batalha, pelo qual acaba de receber o pr\u00eamio APCA de teatro na categoria melhor espet\u00e1culo para p\u00fablico jovem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>ERIC LENATE &#8211; dramaturgia, atua\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e cenografia<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Profissionalizou-se em 2004 pelo SATED. Em 2005, ingressou no CPT &#8211; Centro de Pesquisa Teatral do SESC, sob a dire\u00e7\u00e3o de Antunes Filho. Em quatro anos de CPT, foi integrante do N\u00facleo de Cenografia e atuou nas montagens: O Canto de Greg\u00f3rio, A Pedra do Reino e Senhora dos Afogados. Em 2006, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Antunes, passou a desenvolver seu trabalho como diretor. Sua estreia profissional se deu com O C\u00e9u 5 minutos antes da tempestade, de Silvia Gomez, nomeado para o Pr\u00eamio Qualidade Brasil de melhor espet\u00e1culo \u2013 drama. Em 2009, dirigiu Celebra\u00e7\u00e3o, de Harold Pinter. Dirigiu e realizou a arquitetura c\u00eanica dos seguintes trabalhos: Um Ver\u00e3o Familiar, Rabbit, (indicado ao Pr\u00eamio CPT de Teatro 2012 nas categorias melhor espet\u00e1culo apresentado em sala convencional e melhor dire\u00e7\u00e3o), Vestido De Noiva, de Nelson Rodrigues (Pr\u00eamio Aplauso Brasil 2013 de arquitetura c\u00eanica). Em 2012, foi indicado ao Pr\u00eamio Shell na categoria especial \u201cpela for\u00e7a performativa de seus experimentos\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2014 estreou Sit Down Drama, de Michelle Ferreira (indicado ao Pr\u00eamio Shell de melhor dire\u00e7\u00e3o). Em 2015 funda a Sociedade L\u00edquida, projeto-provoca\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos trabalhos: Ludwig e suas irm\u00e3s, de Thomas Bernhard; Mantenha fora do alcance do beb\u00ea, de Silvia Gomez; Fim de Partida, de Samuel Beckett, pelo qual foi indicado ao pr\u00eamio APCA de melhor ator em 2016; O teste de Turing, de Paulo Santoro, e Refluxo, de Angela Ribeiro, que esteve em cartaz no primeiro semestre de 2017 no Mezanino do Centro Cultural FIESP, pelo qual Lenate recebeu o pr\u00eamio Shell de melhor cen\u00e1rio e foi indicado ao mesmo pr\u00eamio na categoria melhor dire\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo. Love, Love, Love, de Mike Bartlett, estreado em janeiro de 2017, no Rio de Janeiro, e em mar\u00e7o de 2018, em S\u00e3o Paulo, em parceria com o Grupo 3 de Teatro, \u00e9 um de seus mais recentes trabalhos. Por este trabalho, Lenate foi indicado ao pr\u00eamio APTR 2017 de melhor dire\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m foi indicado ao pr\u00eamio Shell 2017 de melhor dire\u00e7\u00e3o, ambos no Rio de Janeiro. Este trabalho ainda foi indicado em 2018 ao pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>INVENT\u00c1RIO \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Texto e atua\u00e7\u00e3o: Erica Montanheiro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o: Eric Lenate<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Mateus Monteiro<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>TESTEMUNHO L\u00cdQUIDO<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Texto e atua\u00e7\u00e3o: Eric Lenate<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o: Erica Montanheiro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Larissa Matheus<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>FICHA T\u00c9CNICA DO BALADA DOS ENCLAUSURADOS<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Balada Dos Enclausurados \u00e9 uma idealiza\u00e7\u00e3o de Erica Montanheiro e Eric Lenate<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Leonardo Devitto<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Arquitetura C\u00eanica e Experi\u00eancia Imersiva: Erica Montanheiro, Kleber Montanheiro e Eric Lenate<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Trilha Sonora Original, Sonoplastia e Engenharia de Som: L.P. Daniel<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Figurino e Visagismo: Carol Badra e Leopoldo Pacheco<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ilumina\u00e7\u00e3o: Aline Santini<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o Audiovisual: Laerte K\u00e9ssimos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Can\u00e7\u00f5es Originais [Invent\u00e1rio] E Assist\u00eancia De Dire\u00e7\u00e3o Musical<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Luisa Gouv\u00eaa<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Prepara\u00e7\u00e3o M\u00fasico-Vocal [Invent\u00e1rio]: Cida Moreira<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Artista Pl\u00e1stica Respons\u00e1vel Pela Cria\u00e7\u00e3o Das Esculturas E Aderecista [Invent\u00e1rio]: Ligia Yamaguti<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ator Convidado [Testemunho L\u00edquido]: Guilherme Conrado<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Elenco De Apoio [Testemunho L\u00edquido]: Larissa Matheus e Celso Jos\u00e9<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assessoria de Imprensa: Pombo Correio<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Designer Gr\u00e1fico: Laerte K\u00e9ssimos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">M\u00eddias Sociais: Lolita &amp; La Grange Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Registro de Fotos e V\u00eddeo: Leekyung Kim<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Operador de Luz e V\u00eddeo: Clara Caramez<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Operador de Som: Rodrigo Florentino<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Contrarregras e Cenot\u00e9cnicos: Larissa Matheus e Celso Jos\u00e9<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assistente de Produ\u00e7\u00e3o: Antonio Vanfill<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Realiza\u00e7\u00e3o: Lolita &amp; La Grange Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em parceria com: Sociedade L\u00edquida<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>BALADA DOS ENCLAUSURADOS<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Teatro do N\u00facleo Experimental \u2013 Rua Barra Funda, 637, Barra Funda<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Temporada: de 02 de agosto a 02 de setembro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sextas, s\u00e1bados, e segundas, \u00e0s 19h e \u00e0s 21h.*<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Domingos, \u00e0s 18h e \u00e0s 20h. *<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ingressos (para cada pe\u00e7a): R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Programa completo: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Capacidade: 40 lugares<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Informa\u00e7\u00f5es: (11) 3259-0898<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">* Durante a temporada, o p\u00fablico pode assistir os dois espet\u00e1culos no mesmo dia, em sequ\u00eancia, ou em dias diferentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>INVENT\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Apresenta\u00e7\u00f5es:\u00a0 \u00e0s sextas e aos s\u00e1bados, \u00e0s 19h; aos domingos, \u00e0s 20h; e \u00e0s segundas, \u00e0s 21h<\/strong><br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o: 14 anos<\/strong><br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o: 60 minutos<\/strong><br \/>\n<strong>G\u00eanero: Drama<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sinopse: Um ser que um dia foi Camille Claudel est\u00e1 presa em um lugar sufocante e fala consigo mesma. Ela se prepara para deixar aquele lugar. Durante esta prepara\u00e7\u00e3o, aos poucos se d\u00e1 conta de que j\u00e1 deixou o mundo f\u00edsico e que est\u00e1 se tornando um espectro. Neste processo, acessa suas mem\u00f3rias, recebe a visita de afetos e desafetos, e busca compreender seu destino e o legado que deixar\u00e1 para o mundo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>TESTEMUNHO L\u00cdQUIDO<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Apresenta\u00e7\u00f5es: \u00e0s sextas e aos s\u00e1bados, \u00e0s 21h; aos domingos, \u00e0s 18h; e \u00e0s segundas, \u00e0s 19h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Classifica\u00e7\u00e3o: 14 anos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dura\u00e7\u00e3o: 75 minutos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">G\u00eanero: Drama<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sinopse: Durante uma determinada madrugada um ser, que um dia foi Vaslav Nijinski, parece estar em tratamento psiqui\u00e1trico. Ap\u00f3s um acesso de f\u00faria e descontrole foi acalmado por m\u00e9dicos e agulhas. Depois de domado, esse ser \u00e9 deixado sob os cuidados e olhares de um m\u00e9dico e uma enfermeira. Seu corpo permanece atado, mas sua voz \u00e9 liberada. Aos poucos, recobra sua fala e conversa com algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 ali. E o que presenciamos \u00e9 sua tentativa de entender o que est\u00e1 acontecendo consigo e a sua volta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Balada dos Enclausurados, composto por solos de Erica Montanheiro e Eric Lenate, estreia em 2 de agosto no Teatro do N\u00facleo Experimental Espet\u00e1culos Invent\u00e1rio, inspirado na artista francesa Camille Claudel (escrito e interpretado por Erica Montanheiro e dirigido por Eric Lenate), e Testemunho L\u00edquido, com inspira\u00e7\u00e3o no bailarino russo Vaslav Nijinski (escrito e interpretado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-2586","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historico"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>BALADA DOS ENCLAUSURADOS - 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