Sucesso de crítica e de público, premiado Caros Ouvintes, de Otávio Martins ganha nova temporada no Teatro Vivo em março

Espetáculo foi assistido por mais de 70 mil espectadores desde sua estreia em 2014 e ganhou destaque no Times Square Chronicles. Elenco traz Marcello Airoldi, Thiago Albanese, Agnes Zuliani, Natállia Rodrigues, Eduardo Semerjian, Alex Gruli, Carol Bezerra e Léo Stefanini

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Visto por mais de 70 mil espectadores, o premiado espetáculo Caros Ouvintes, com texto e direção de Otávio Martins, volta em cartaz no Teatro Vivo a partir de 4 de março. A peça estreou em 2014, venceu os principais prêmios do teatro paulistano, como o Shell e o Aplauso Brasil, além de ter recebido destaque no site Times Square Chronicles.

O elenco é formado por Marcello Airoldi, Thiago Albanese, Agnes Zuliani, Natállia Rodrigues, Eduardo Semerjian, Alex Gruli, Carol Bezerra e Léo Stefanini.

Caros Ouvintes é uma comédia sobre o começo das telenovelas, sob o ponto de vista dos atores que faziam sucesso nas radionovelas. Na década de 1960, quando os aparelhos de televisão começaram a fazer parte das casas brasileiras, o público começou a prestar atenção não somente na voz dos personagens, mas também em sua imagem. Assim, muitos atores que faziam sucesso no rádio começaram a temer a TV: muitos galãs eram gordinhos e carecas, muitas mocinhas já eram senhoras.

Na comédia, a ação se passa numa das últimas emissoras a produzir radionovelas. O elenco prepara uma grande apresentação ao vivo, para depois se despedir do público em um palco armado do lado de fora da rádio.

Vicente (Marcello Airoldi), o produtor da radionovela, mantém com a atriz Conceição (Natállia Rodrigues) um caso amoroso que entra em colapso quando ela é chamada para estrelar uma telenovela. Empenhado para que o último capítulo seja impecável, Vicente conta com a absoluta lealdade e profissionalismo do sonoplasta Eurico (Alex Gruli) e do locutor Wilson (Eduardo Semerjian).

Vespúcio (Thiago Albanese), o publicitário, quer que o casal romântico da rádio repita a dose na telenovela que seu cliente irá patrocinar, despertando ódio no ex-galã Péricles Gonçalves (Léo Stefanini), Ermelinda Penteado (Agnes Zuliani) e a cantora decadente Leonor Praxades (Carol Bezerra). A série de atritos é desencadeada quando o anúncio de que o patrocinador passará a produzir telenovelas vem à tona, colocando em risco o final da radionovela.

Premiações
– Prêmio Shell
Melhor cenário: Marco Lima
Melhor Música: Ricardo Severo

– Prêmio Arte Qualidade 2014
Melhor direção: Otávio Martins
Melhor espetáculo: Caros Ouvintes

– Prêmio Top Quality Brazil
Melhor atriz: Natállia Rodrigues

– Prêmio Aplauso Brasil
Melhor figurino: Fábio Namatame

– Prêmio R7 de teatro
Melhor figurino: Fábio Namatame

– Melhores do ano 2014 Veja São Paulo

– Melhores do ano 2014 Folha de S. Paulo

SINOPSE
Caros Ouvintes é uma comédia sobre o começo das telenovelas, sob o ponto de vista dos atores que faziam sucesso nas radionovelas. Em uma das últimas emissoras a produzir radionovelas, o elenco de um programa se prepara para se despedir do público em uma grande apresentação ao vivo em um palco armado do lado de fora da emissora.

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Otávio Martins
Assistente de direção: Marcos Damigo
Elenco:  Agnes Zuliani, Alex Gruli, Carol Bezerra, Eduardo Semerjian, Léo Stefanini, Marcello Airoldi, Natállia Rodrigues e Thiago Albanese
Cenário: Will Siqueira e Fabio Almeida Prado
Cenotécnica: Rafael Mesquita, Rafael Junqueira, Rafaelle Magalhães e Phelippe Lima
Direção de arte: Fábio Almeida Prado
Música Original: Ricardo Severo
Desenho de luz: Matheus Macedo
Figurino:  Fábio Namatame, Otávio Martins e Adriana Grzyb
Visagismo: Eliseu Cabral
Operador de luz: Matheus Macedo
Operador de som: Vinícius de Souza
Contrarregras: Danilo Queiroz e Lucas Ramos
Fotos: Heloisa Bortz
Vídeo: Matheus Luz
Produção: Adriana Grzyb, Léo Stefanini e Will Siqueira
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assistente de produção: Gabriela Fiorentino
Assistente de elenco: Mayara Justino
Design: Aline Moreira
Administração: Adriana Grzyb
Realização: Cora Produções Artísticas Ltda.

SERVIÇO
Caros Ouvintes, de Otávio Martins
Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2.460
Temporada: 4 de março a 29 de abril, quartas, às 20h.
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Capacidade: 274 lugares
Bilheteria: (11) 3279-1520
Vendas online: www.sympla.com.br
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Estreou dia 16 de Agosto de 2014

A partir do romance de Mário de Andrade, Amar, Verbo Intransitivo ganha nova temporada no Teatro Eva Herz

Dirigida por Dagoberto Feliz, a peça coloca em pauta o papel de subordinação da mulher na sociedade patriarcal. Elenco traz Luciana Carnieli (indicada ao Prêmio APCA de Melhor Atriz por este papel)  e Pedro Daher

Link para download de fotos – João Caldas Fº

Escrito em 1927 e considerado o primeiro romance do escritor modernista Mário de Andrade (1893-1945), Amar, Verbo Intransitivo ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz. O espetáculo estreou em maio de 2019 e volta em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, para uma temporada às sextas-feiras, às 20h, de 31 de janeiro a 27 de março de 2020.

A trama narra a história da governanta Fräulein Elza (interpretada pela própria Luciana Carnieli), que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos (vivido por Pedro Daher), o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.

Leitor da alma feminina, Mário de Andrade constrói uma protagonista que se destaca por sua multiplicidade. A governanta, professora de línguas, de piano e de amor deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, e torna-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro. Uma prostituta alemã inserida na sociedade aristocrática de disfarces. A protagonista, apesar de estar colocada no contexto histórico do início do século XX, é ideal para discutir o constante papel de subordinação da mulher na sociedade burguesa e patriarcal.

“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos de 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher. Na história, vemos claramente que a sociedade paulistana, a aristocracia e a burguesia não mudaram nada”, revela a atriz Luciana Carnieli, que idealizou a montagem.

A encenação tem como foco central o jogo cênico entre os dois atores, que narram a história e simultaneamente interpretam os personagens. Assim, a linguagem cênica se alterna entre narração e dramatização.

A ação transcorrerá em um cenário que simula um estúdio cinematográfico. As partes dramatizadas acontecerão como se estivessem sendo filmadas, acrescentando mais um degrau à história e à linguagem do espetáculo. Literatura, teatro e cinema se intercalam nessa transposição do romance para o palco.

A criação dos figurinos conta com elementos essenciais e necessários para a construção desse universo. A música e a iluminação também darão suporte para retratar o ambiente de aparências e a sociedade patriarcal em que estão inseridos os personagens.

Sobre Dagoberto Feliz – direção

Diretor, ator e diretor musical. Entre seus trabalhos como Diretor Teatral, estão “Godspell”, “Single Singers Bar”, “Chiquita Bacana no Reino das Bananas”, “Avental Todo Sujo de Ovo”, “Folias D’Arc”, “The Pillowman”, “Folias Galileu” e “Hamlet ao Molho Picante”. Como ator, esteve em espetáculos como “Cantando na Chuva”, “Roque Santeiro, o Musical”, “Peer Gynt”, “Palhaços”, “L’Ilustre Molière”, “El Dia Que Me Quieras” e “Otelo”. É vencedor de dois Prêmios APCA com os espetáculos “Chiquita Bacana no Reino das Bananas” (melhor espetáculo infantil) e “Folias Galileu” (melhor direção) e de um Prêmio Shell de Melhor Direção Musical pelo espetáculo “El Dia Que Me Quieras”.

Sobre Luciana Carnieli – dramaturgia

Atriz formada pela Escola de Arte Dramática/ ECA/ USP. Em teatro, atuou em espetáculos como “Roque Santeiro, o Musical”, dirigido por Débora Dubois; “Rainhas do Orinoco”, por Gabriel Villela; “Lampião e Lancelote”, por Débora Dubois (vencedora do Prêmio Femsa de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho neste espetáculo); “O Libertino”, por Jô Soares; “Absinto”, por Cássio Scapin; “Estranho Casal”, por Celso Nunes; e “Simpatia”, por Renata Melo.

FICHA TÉCNICA
Autor: Mário de Andrade
Adaptação: Luciana Carnieli
Direção: Dagoberto Feliz
Elenco: Luciana Carnieli e Pedro Daher
Música: Dan Maia
Figurino: Kleber Montanheiro
Cenário : Marcela Donato
Iluminação: Túlio Pezzoni
Operação técnica: Sylvie Laila
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção: Luminária Produções Artísticas

SERVIÇO
Amar, Verbo Intransitivo, a partir da obra de Mário de Andrade
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César
Temporada: 31 de janeiro a 27 de março de 2020
Às sextas-feiras, às 20h
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Telefone: (11) 3170-4059
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos