gratuitas

Escrita e dirigida por André Sun, a peça de máscaras balinesas narra a saga de boêmios que armam um plano mirabolante para salvar um amigo preso por ordem de um rei autoritário. Tudo acontece ao som de clássicos e novos hits do brega nacional, cantados ao vivo pelo elenco. Clique aqui para acessar o release.

A Pane, de Friedrich Dürrenmatt, estreia no Sesc Santana dia 27 de março

Espetáculo tem direção de Malú Bazan e traz no elenco Antonio Petrin, Oswaldo Mendes, Heitor Goldflus, Roberto Ascar, Cesar Baccan e Marcelo Ullmann

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Ao chamar de “A Pane” seu conto (depois transformado em teatro), Dürrenmat não estava só pensando na falha mecânica de um Jaguar, que leva o protagonista a uma situação inesperada. A pane também diz respeito a este nosso mundo, repleto de imperfeições e catástrofes, de falhas da Justiça, de culpas e desculpas. Dürrenmat é daqueles autores que divertem e dão o que pensar.

A situação é inusitada. Um jogo em que velhos e octogenários juristas aposentados encenam suas antigas ocupações e, como diz o juiz anfitrião, agora não mais presos “a formas, protocolos, leis e todo o entulho inútil dos tribunais”. Neste jogo eles enredam um próspero representante comercial. Qual o seu crime? Não importa: “crime é algo que sempre se pode encontrar”.

Ao brincar de tribunal, os personagens nos fazem questionar o conceito de justiça, o sistema de Justiça, e este nosso mundo “de inocentes com culpa e culpados sem culpa”. A encenação reúne atores de várias gerações, para falar, não de uma história antiga, mas de “uma história ainda possível”, como o autor a qualifica. Divirtam-se!

Sobre o autor

Dürrenmatt (Konolfingen, 5 de janeiro de 1921 — Neuchâtel, 14 de dezembro de 1990) foi um escritor suíço. Embora possua grande fama por sua obra como dramaturgo foi também um prolífico contista e romancista.

Politicamente ativo, o autor escreveu dramas vanguardistas, profundos romances policiais, e algumas sátiras macabras. Um de seus principais bordões era: “Uma história não está terminada até que algo tenha dado extremamente errado”.

Como Brecht, Dürrenmatt explorou as vertentes do teatro épico. Suas peças visavam envolver o público a um debate teórico, e não somente ser entretenimento puramente passivo.

Quando tinha 26 anos, sua primeira peça, “Está Escrito”, (em alemão “Es steht geschrieben”), estreou causando grande controvérsia. A história da peça se passa em torno de uma batalha entre um cínico obcecado pelo sucesso e um religioso fanático que leva as escrituras ao pé da letra, tudo isto acontecendo enquanto a cidade em que vivem está cercada. A noite de estréia da peça, em abril de 1947, causou confusão e protestos por parte do público.

Na década de 50, com o conto “A Pane”, chegou ao que muitos consideram o auge de sua capacidade estilística e narrativa.

Morreu em 1990, considerado como um dos grandes narradores e dramaturgos de sua geração.

SINOPSE

“A Pane” é uma comédia ácida sobre a justiça. Hóspede inesperado se transforma em réu de um jogo cruel e divertido em que juiz, promotor, advogado e carrasco aposentados revivem suas profissões. Uma fábula que fala dos nossos dias. No elenco, um encontro de gerações.

FICHA TÉCNICA
Texto: Friedrich Dürrenmatt
Tradução: Diego Viana
Direção: Malú Bazán
Elenco:
Antonio Petrin
Cesar Baccan
Heitor Goldflus
Marcelo Ullmann
Oswaldo Mendes
Roberto Ascar

Concepção cenográfica: Anne Cerutti e Malú Bazán
Figurino: Anne Cerutti
Assistente de figurino e cenário: Adriana Barreto
Desenho de luz: Wagner Pinto
Música Original: Dan Maia
Operador de luz: Gabriel Greghi
Operador de som: Rodrigo Papa
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Visagismo: Dhiego Durso
Programador Visual: Rafael Oliveira
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Assistente de Produção: Rebeca Oliveira
Co-Produção: Kavaná Produções
Produção e Realização: Baccan Produções

SERVIÇO
A Pane, de Friedrich Dürrenmatt, com direção de Malú Bazán
Sesc Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
Temporada: de 27 de março a 3 de maio
Às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 18h
Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada) e R$ 12 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Bilheteria: terça a sexta, das 9h às 22h; aos sábados, das 10h às 21h; e aos domingos e feriados, das 10h às 19h
Início das vendas: 17/03 ao 12h30 venda online, 18/03, 17h30 venda presencial na rede de bilheterias do Sesc
Informações: (11) 2971-8700
Duração: 70 minutos.
Classificação: 14 anos.
Capacidade:  330 lugares.

 

Com texto e direção de Pedro Garrafa, espetáculo vídeo-teatral NOMO estreia em abril no Teatro Jardim Sul

Peça jovem cria discussão sobre a conexão sincera e real entre as pessoas na era digital. Elenco é formado por Kuka Annunciato e Lucas Padovan

Uma imagem contendo em pé, quarto

Descrição gerada automaticamente

Crédito: Fernanda Bianco. Baixe aqui imagens de divulgação

A dependência da tecnologia nos dias de hoje e a necessidade de estabelecer conexões reais e profundas entre as pessoas são temas do espetáculo jovem NOMO, com texto e direção de Pedro Garrafa, que estreia no dia 5 de abril no Teatro Jardim Sul. A peça, estrelada por Kuka Annunciato e Lucas Padovan, fica em cartaz até 31 de maio, com apresentações aos domingos, às 19h (exceto nos dias 12/4 e 10/5).

A trama conta a história de amizade entre dois adolescentes: Lis, uma garota de 16 anos, ácida e sarcástica, que sofre por nunca se sentir adequada às tribos ou situações; e Guilherme, um garoto de 15 apelidado de “Nomo”, por ser diagnosticado com um caso agudo de NOMOFOBIA, um tipo de dependência comportamental pela tecnologia.

Lis toca a campainha do apartamento vizinho. Guilherme resiste, mas atende à porta. Ela dá a desculpa de estar sem a chave de casa e apertada para usar o banheiro. Na verdade, está curiosa para conhecer o garoto que mora ao lado. O jovem rapaz, tímido e recluso à sua relação com o celular e os jogos online, aos poucos cede às investidas da garota e se abre a essa nova amizade.

Entre conversas no aplicativo e visitas ao apartamento vizinho, Lis e Guilherme desenvolvem uma estreita amizade que pode mudar a vida deles. Guilherme conta a Lis porque é apelidado de Nomo e Lis se abre sobre sua difícil situação com sua mãe, que a insiste em exigir que se comporte como uma “princesa da Disney”. Nomo fala sobre como acha inútil a terapia que sua mãe o obriga a fazer e Lis revela a ele que já se cortou para sentir-se melhor, sem resultado.

Enquanto a amizade dos dois evolui, vamos conhecer outras personagens: Valter, o terapeuta que tenta ajudar Nomo a trabalhar um trauma do passado; Rosely, a ausente mãe de Lis; Paulo, o amigo “baladeiro” de Nomo que tenta dissuadi-lo da vida reclusa; Mércia, a mãe de Nomo às avessas com a dependência do filho e Eduardo, o amigo de infância e confidente de Nomo, que também enfrenta seus fantasmas.

No desenrolar da trama, um obstáculo se impõe à intimidade crescente de Lis e Nomo: o garoto está cada vez mais adicto aos games. Quanto mais Lis tenta tirá-lo da dependência, mais ela também se isola de seu próprio mundo. Juntos eles vão procurar uma resposta à difícil tarefa de se libertar da dependência comportamental, apoiando-se no que tem de mais genuíno: a conexão real entre os dois.

A temática: Por que falar sobre a conexão entre as pessoas?

Segundo reportagem recente da revista ISTOÉ (maio de 2019), estima-se que 10% da sociedade brasileira seja “viciada em tecnologia”. Esse tipo de comportamento compulsivo patológico é uma dependência comportamental silenciosa e extremamente perigosa no atual contexto, onde somos muitas vezes convencidos de que o meio digital é o principal campo de ação social contemporâneo.

Outros exemplos de comportamentos compulsivos como os distúrbios alimentares e a automutilação, presentes principalmente entre os jovens na atualidade e, também, incluído no debate proposto pelo espetáculo, estão na lista dos temas mais urgentes com os quais as famílias e instituições de ensino estão sendo obrigadas a lidar.

Especialistas sobre o assunto ao redor de todo mundo apontam que uma das melhores soluções ao problema está na conexão real entre as pessoas. É a partir do reforço dos laços pessoais, da presença dos amigos e familiares, do apoio e do carinho dessas pessoas que as dependências ganham maiores chances de serem tratadas.

Sendo assim, o objetivo da montagem de NOMO é falar sobre a questão de maneira aberta e clara. Com essa iniciativa, o espetáculo se torna uma oportunidade de oferecer ao jovem um espaço de debate sobre as suas angústias e de fazê-lo buscar ajuda a partir da conexão real com seus amigos e parentes.

Um espetáculo vídeo-teatral

Por ter como ponto de partida o tema da dependência na tecnologia, NOMO é um espetáculo teatral que apresenta uma linguagem híbrida entre Vídeo e teatro.

Em cena, enquanto a conexão real entre Nomo e Lis acontece em carne e osso sobre o palco, outras personagens aparecem em vídeo e interagem com eles. A ideia é contrapor esses tipos de conexão, a presencial e a virtual, brincando com a sensação de isolamento que qualquer tipo de dependência causa em quem a sofre. Ora falando como se estivessem mediados pela tecnologia, ora como se, mesmo compartilhando o mesmo espaço a relação entre as personagens fosse mais distante e “truncada”, a presença dessas duas telas e das aparições de alguns personagens em vídeo torna o jogo de cena curioso e diferente, e ajuda a contar essa história a partir do seu tema principal: a conexão como solução para a dependência.

SINOPSE

Lis é uma garota ácida e sarcástica de 16 anos, que sofre por nunca se sentir adequada às tribos ou situações; e Guilherme, um garoto de 15 anos apelidado de “Nomo”, por ser diagnosticado com um caso agudo de NOMOFOBIA, um tipo de dependência comportamental pela tecnologia. Lis é intrometida, Nomo é avesso à intimidade. Juntos, eles começam uma amizade disfuncional que vai mudar as suas vidas. NOMO é um espetáculo que fala sobre conexão, sobre conectar-se realmente ao outro.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção: Pedro Garrafa
Assistência de direção e direção audiovisual: Rafael Cabral
Elenco: Kuka Annunciato e Lucas Padovan
Participações especiais em Vídeo: Eduardo Leão, Flávia Garrafa, Luan Iaconis, Paulo Sommer Nascimento e Suia Legaspe.
Fotografia Audiovisual: Pipo Gialluisi
Edição de Vídeo: Magda Rimolo
Trilha Sonora: Rafael Cabral
Direção de movimento e coreografia: Raony Iaconis
Assessoria de imprensa: Pombo Correio.
Produção: Elemento Cultural.

SERVIÇO
NOMO, com texto e direção de Pedro Garrafa
Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul – Piso 2- Av. Giovanni Gronchi, 5819 – Vila Andrade
Temporada: de 5 de abril a 31 de maio (exceto nos dias 12/4 e 10/5)
Aos domingos, às 19h
Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 120 lugares
Informações: (11) 2122-4087

Com peças curtas de Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes, MALDITOS estreia no Teatro Cemitério de Automóveis dia 4 de março

Cenas do espetáculo criam reflexões sobre discursos de ódio e atitudes moralmente reprováveis. Elenco traz Ester Laccava, João Bourbounnais, Marcos Gomes, Mário Bortolotto e Pablo Perosa

O espetáculo MALDITOS, composto por peças curtas de Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes, estreia no dia 4 de março no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até o dia 26 desse mês. As apresentações acontecem às quartas e quintas-feiras, às 21h. O elenco conta com a participação de Ester Laccava, João Bourbounnais, Marcos Gomes, Mário Bortolotto e Pablo Perosa.

Dirigida por Mário Bortolotto, Lucas Mayor e Marcos Gomes, a peça reúne quatro situações independentes unidas apenas pela relação com discursos de ódio e atitudes moralmente reprováveis.

 “Temos investigado na oficina que conduzimos no Cemitério de Automóveis há algum tempo a questão das formas breves nas narrativas. E nossos trabalhos nesse tempo, por vezes, tem sido convidar outros dramaturgos para escrever conosco cenas ligadas por algum tipo de temática. Pensamos a estrutura do conto para a concepção de uma peça”, esclarece o codiretor Lucas Mayor sobre a linguagem do espetáculo.

Em “Vida Game Over”, de Daniela Pereira de Carvalho, um homem solitário –interpretado por Bortolotto – cheira cocaína, joga videogames violentos e se transforma em uma máquina de matar para fugir da própria vida. “Malditos”, de Marcos Gomes, discute como o “outro” é sempre o inimigo e como as amizades são utilitárias a partir de duas figuras que se encontram em diferentes situações.

Enquanto cuida desajeitadamente de um bebê, um casal troca palavras agressivas em uma discussão sobre como parecer sofisticado diante de uma família finlandesa na peça curta “Grandes Esperanças”, de Lucas Mayor.

Já no texto “Justiça”, de Aramyz, um homem vocifera contra criminosos e defensores dos direitos humanos. Ele defende que todas essas pessoas deveriam ser mortas e terem seus órgãos doados para “cidadãos de bem” que ficam doentes.

SINOPSE

MALDITOS reúne peças curtas de Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes, que dialogam com o tema discursos de ódio e atitudes moralmente reprováveis. Quatro situações se ligam por esse tema: um homem solitário cheira cocaína, joga games violentos e se transforma em uma máquina de matar; dois amigos falam de forma venenosa sobre outras pessoas fora de seu círculo; um casal tem uma discussão enquanto cuida de um bebê; e um homem fala coisas horríveis ao vociferar contra criminosos e defensores dos “diretos dos manos”.

FICHA TÉCNICA
Direção: Lucas Mayor, Marcos Gomes e Mário Bortolotto
Textos: Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes
Elenco: Ester Laccava, João Bourbounnais, Marcos Gomes, Mário Bortolotto, Pablo Perosa
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
MALDITOS, de Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes
Teatro Cemitério de Automóveis – Rua Frei Caneca, 384, Consolação
Temporada: 4 a 26 de março
Às quartas e quintas-feiras, às 21h
Ingressos: R$40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Capacidade: 35 lugares

Dirigido por William Pereira, O NÁUFRAGO estreia dia 7 de março no Sesc Bom Retiro

Espetáculo faz a transposição para o palco da obra homônima de um dos mais importantes autores de língua alemã do século XX, Thomas Bernhard

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Créditos: Leopoldo De Léo Jr

Lançado no Brasil pela Companhia das Letras em 1996, foi um enorme sucesso de vendas, e mesmo com uma segunda edição em 2006, encontra-se esgotado nos catálogos das livrarias, transformando-se na obra mais conhecida e vendida do autor. O romance foi adaptado para teatro por William Pereira, para um elenco de dois atores, Luciano Chirolli e Dagoberto Feliz.

William queria muito trabalhar com Dagoberto e Chirolli nesta montagem, o talento e experiência destes dois atores foram essenciais na decisão do diretor. Luciano Chirolli e William Pereira fizeram USP na década de 80. William na ECA e Chirolli na EAD. “Eu dirigi muitas obras em que ele atuava, enquanto estávamos na faculdade, e sempre quis voltar a trabalhar com este excelente ator, Náufrago é a oportunidade perfeita. Dagoberto Feliz, além do grande ator, músico e diretor que é, tem muita intimidade com o piano, o que contribuirá bastante para a encenação” comenta William.

Sinopse

Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach.

Sobre a encenação

O grande desafio na transposição de uma obra literária para a cena é criar teatralidade para que o espetáculo não se transforme somente em um ator narrando fatos, uma leitura dramática. No espetáculo “O Náufrago” essa narrativa que no romance é feita por um único personagem, é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Dagoberto Feliz), o personagem que é citado durante toda a obra e é um alter-ego, uma sombra daquele que conta a história e está sempre em um segundo plano, atrás de uma tela transparente, sobre os destroços de um piano de cauda, que surge e desaparece como em um grande corte cinematográfico.

Em cena, William propõe dois planos: memória e tempo presente, estes planos vão se fundindo ao longo do espetáculo e os limites entre lembrança e realidade se rompem. “Eu trabalhei para que a densidade do texto esteja emoldurada por uma dramaticidade visceral, sinto como se em vez de dirigir, eu estivesse regendo, inclusive pedi ao atores que chegassem no primeiro dia de ensaio com os textos completamente decorados, para que eu pudesse reger as pausas, o ritmo, os volumes e os tempos, já que o grande foco nesta peça é a palavra, o texto”, completa o diretor.

A trilha sonora é o terceiro personagem. Um contraponto entre a genialidade da execução de Glenn Gould e a interpretação medíocre de Wertheimer em seus últimos dias.

Os figurinos e o cenário também são assinados pelo diretor William Pereira, a luz é de Caetano Vilela, que desenvolve grandes parcerias artísticas com o diretor há mais de 20 anos, e a direção de produção é de Leopoldo de Leo Jr, com quem William Pereira faz parceria desde 2001, além de serem sócios na LNW Produções Artísticas desde 2009. A produtora é uma sociedade entre Leopoldo, William e o dramaturgo e diretor Newton Moreno.

Sobre William Pereira

Encenador, Regisséur, Cenógrafo. Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e ópera no Brasil, iniciou sua formação artística com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1.987. Fez estágio em Direção Operística na English National Opera e Royal Opera House em Londres – Inglaterra em 1992-1993 em produções dirigidas por David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez

Representante da vanguarda teatral dos anos 80, um dos fundadores do grupo Barca de Dionisos onde dirigiu “Leonce e Lena” de G. Büchner e “O Burguês Fidalgo” de Moliére. Seus mais recentes trabalhos em teatro são, “Dom Juan “de Molière, “Aula Magna com Stálin” de David Pownal e “Um Berço de Pedra”de Newton Moreno.

Dirigiu nas principais casas de ópera do país. onde se destacam suas produções de “Pedro Malazartes” de C. Guarnieri, “Colombo” de Carlos Gomes e “Olga” de J. Antunes (estréia mundial), ”O Morcego “de J. Strauss, “I Pagliacci” de Leoncavallo no Theatro Municipal de São Paulo, “Os Pescadores de Pérolas” de Bizet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “O Messias” de Haendel e “A Menina das Nuvens” de Villa-Lobos no Palácio das Artes de Belo Horizonte, “Il Guarany” de Carlos Gomes no Theatro da Paz em Belém, “Carmen” de Bizet e “Olga” no III Festival de ópera de Brasília, “Madama Butterfly” de Puccini, “Le Nozze de Fígaro” de Mozart, “Romeo et Juliette” de Gounod, “Le Dialogue des Carmèlites”de Poulenc, “I Puritani”de Bellini , a estréia nacional de “As Aventuras da Raposa Astuta”de Janacék, a estréia mundial de “Onheama” de J.G.Ripper no Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas de Manaus, “A Tempestade” de R. Miranda (estréia mundial), “Gianni Schicchi” de Puccini , “Il Barbieri di Siviglia” de Rossini, “A Viúva Alegre” de Lehàr e “O Anão” de Zemlinsky, “Pulcinella e Arlecchino” de Stravinsky/Busoni, “ALCINA” de Haendel no Theatro São Pedro em São Paulo.

Entre os inúmeros prêmios recebidos por seu trabalho, destacam-se o Prêmio Governador do Estado-SP, Troféu Mambembe, APCA e Prêmio Shell.

Sobre a LNW Produções Artísticas

A LNW Produções Artísticas Ltda, foi criada em 1984 por Leopoldo De Léo Junior – produtor cultural – e desde então realizou mais de 70 espetáculos na área de teatro e Dança, com o nome de ECP S/C Ltda. A partir de 2009, com a entrada de dois sócios que já atuavam juntos de maneira informal : William Pereira ( diretor ) e Newton Moreno ( autor, diretor e ator ), passam a integrar a sociedade apenas alterando o nome ( de ECP S/C Ltda para LNW Produções Artísticas Ltda  – proveniente das iniciais dos três nomes).

Produções mais recentes: “A Serpente no Jardim” (2011), “Isso É O Que Ela Pensa” (2012), “Assombrando Julia” (2012), “O Salão de Baile Elétrico” (2012), “Um Berço de Pedra” (2016), “Aula Magna com Stalin” (2018) e “O Mal-Entendido” (2018).

Sobre Dagoberto Feliz

Fundador do Grupo Teatral FOLIAS. Graduado em Direito pela UNISANTOS. Possui cursos de Pós-graduação junto à ECA-USP na área teatral e Curso de Aperfeiçoamento para Professores – Lato Sensu – SP. Também músico de formação através de curso técnico de piano QP-4. Atuou como regente e coralista de vários núcleos corais da cidade de Santos e de São Paulo.

Junto ao Folias participou como diretor, ator ou diretor musical de vários espetáculos: Chiquita Bacana no Reino das Bananas, Folias d’Arc, Folias Galileu, A Saga Musical de Cecília Santa, A Dócil, Medéia, a Mulher-Fera, Cabaré da Santa, Orestéia, El Día Que me Quieras, Otelo, Babilônia e Happy End. Com outros núcleos teatrais: A Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, Amar, Verbo Intransitivo, Terrenal, Jornada de Um Imbecil Até O Entendimento, MPB-Musical Popular Brasileiro, Cantando na Chuva,Roque Santeiro, Rainhas do Orinoco, Peer Gynt, Godspell, A Tempestade, Cabaré Falocrático, Hamlet ao Molho Picante, Single Singers Bar,  Le Devin Du Village, The Pillowman, Processo de Giordano Bruno, Logun-Edé, Noite na Taverna, Casting, Cabaré das Utopias entre muitos outros.

É Palhaço ligado aos Doutores da Alegria como orientador de formação.

Sobre Luciano Chirolli

Formado pela EAD/ECA/USP. Considerado pela crítica o ator de sua geração que mais interpretou montagens de sucesso do autor russo Anton Tchecov. Participou de montagens de grandes dramaturgos universais como Büchner, Brecht, Lorca, Ibsen, Shakeaspeare, Molière, entre outros.

Trabalhou com os melhores diretores brasileiros como William Pereira, Aderbal Freire Filho, Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Rafael Gomes entre outros.

Sua parceria com Maria Alice Vergueiro foi responsável por montagens teatrais que viajaram 8 países e a montagem de ” NO ALVO ” de Thomas Bernhard lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de melhor diretor e deu a atriz o Shell de melhor atriz.

Ganhador dos prêmios GOVERNADOR DO ESTADO- 1986, MAMBEMBE-1987 e SHELL-2011 de melhor ator.

Em 2015 foi indicado ao Prêmio Shell como melhor ator por “Gotas D’agua sobre Pedras Escaldantes” de Rainer Fassbinder. Em 2016 ao completar 30 anos de carreira participou do monólogo ” Memórias de Adriano ” da obra de Marguerite Yourcenar,. Em 2019 esteve em cartaz com “CASA DE BONECAS – Parte 2”.

FICHA TÉCNICA

O Náufrago de Thomas Bernard
Tradução de Sérgio Tellaroli
Adaptação, encenação e direção: William Pereira

Elenco:
O narrador: Luciano Chirolli
Wertheimer:  Dagoberto Feliz

Cenários e Figurinos: William Pereira
Iluminação: Caetano Vilela
Direção de Palco: Elisete Jeremias
Ensaiadora: Lígia Pereira
Construção cenográfica e adereços: Giorgia Massetani e Alício Silva
Fotos e vídeo: Marcos Frutig
Programação Visual: Giuliano Almeida Ziviani

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Mobiliário: City Design
Operador de Luz: Guilherme Soares
Operador de Som: William Pereira
Contrarregra, Maquinista e Operador de Vídeo: Henrique Pina
Produção Executiva: Rafaela Penteado
Assistente de Produção: Adriana Florence

Direção de produção: Leopoldo De Léo Jr
Produção: LNW Produções Artísticas Ltda
Realização: SESC

Serviço:
O Náufrago, de Thomas Bernard
De 7 de março a 12 de abril no Sesc Bom Retiro
Sextas e sábados às 21h e domingos às 18h. Exceto 10/4
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: (R$40,00 inteira, R$ 20,00 meia, R$ 12,00 comerciário)

Obs: a sessão do dia 3/4 contará com Tradução em Libras e Audiodescrição.
Transporte: o Sesc oferece transporte gratuito entre a Estação Luz (saída CPTM/José Paulino) e o Sesc Bom Retiro.

HORÁRIOS DA VAN
Ida: Sextas e sábados, a partir das 17h30. Domingos e Feriados, a partir das 16h.
Volta: Ao término do espetáculo. Sextas e sábados, até 23h45. Domingos e Feriados, até 21h

AO VIVO, com peças curtas de Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes, estreia no Viga Espaço Cênico dia 3 de março

Cenas do espetáculo estabelecem diálogos com diferentes programas televisivos. Elenco conta com Andrea Tedesco, Antoniela Canto, Daniela Schitini, Monalisa Vasconcelos, Rodrigo Sanches e Walter Figueiredo

Crédito: Marta Santos. Baixe mais imagens de divulgação aqui

O espetáculo AO VIVO é composto por textos curtos de Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes que se relacionam com o universo dos programas televisivos. A peça estreia no dia 3 de março no VIGA Espaço Cênico, onde segue em cartaz até 1º de abril. As apresentações acontecem às terças e quartas, às 21h.

Dirigida por Lucas Mayor e Marcos Gomes, que pesquisam as cenas curtas em seu núcleo no Cemitério de Automóveis, a peça reúne quatro situações independentes unidas apenas pelo universo da televisão. “Temos investigado há algum tempo a questão das formas breves nas narrativas. E nossos trabalhos nesse tempo, por vezes, tem sido convidar outros dramaturgos para escrever conosco cenas ligadas por algum tipo de temática. Na nossa oficina de dramaturgia, pensamos a estrutura do conto para a concepção de uma peça”, revela Mayor.

Em “Não foi isso que eu quis dizer”, o autor Marcos Gomes narra uma entrevista ao vivo conduzida por uma jornalista com a dramaturga de uma peça polêmica, que tem sido bastante atacada nas redes sociais. As duas começam a conversar em clima ameno, mas, aos poucos, a sabatina vai esquentando ao tratar de temas como o fazer artístico nos tempos atuais.

Já no texto “Ninguém me conhece tão bem”, de Lucas Mayor, um casal participa daqueles programas de relacionamento nos quais os casados devem provar que conhecem bem seu/sua companheiro(a). Claudio e Fátima não conseguem ouvir o que o outro está respondendo e a apresentadora gera uma enorme confusão com as suas perguntas.

Uma repórter investigativa não consegue se desligar do trabalho em “Plantão”, de Carla Kinzo. A cena narra a conversa dessa profissional com sua analista em uma sessão de psicanálise. A jornalista tenta a todo custo ter o controle daquela “entrevista”.

Finalmente, em “Trem Louco”, de Bruna Pligher, um casal, que já está junto há bastante tempo, participa de um programa de entrevistas sobre casamentos bem-sucedidos. As perguntas da apresentadora e as reações dos espectadores pela internet podem colocar essa relação à prova, sobretudo quando o tema da conversa é a traição.

SINOPSE

AO VIVO reúne peças curtas de Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes que dialogam com programas televisivos. Quatro situações independentes se ligam apenas por esse tema. São elas: um casal tenta provar que se conhece bem em um programa de relacionamentos; uma dramaturga é sabatinada durante uma entrevista por uma jornalista; uma repórter em plantão não se deixa “entrevistar” em sua sessão de psicanálise; e o relacionamento de longa data de um casal pode ser colocado em xeque em um programa de entrevistas sobre casamentos.

FICHA TÉCNICA
Direção: Lucas Mayor e Marcos Gomes
Textos: Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes
Elenco: Andrea Tedesco, Antoniela Canto, Daniela Schitini, Monalisa Vasconcelos, Rodrigo Sanches e Walter Figueiredo
Iluminação: Gabriel Oliveira
Fotos: Marta Santos
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
AO VIVO, de Bruna Pligher, Carla Kinzo, Lucas Mayor e Marcos Gomes
Viga Espaço Cênico – Rua Capote Valente, 1.323, Pinheiros
Temporada: 3 de março a 1º de abril
Às terças e quartas, às 21h
Ingressos: R$40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Capacidade: 40 lugares

Com texto e direção de Mário Bortolotto, Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio estreia dia 28 de fevereiro no Teatro Cemitério de Automóveis

Para o dramaturgo e diretor, este é o seu texto que mais se aproxima da obra de Plínio Marcos. Elenco traz Gabriela Fortanell, Rodrigo Cordeiro e Walter Figueiredo

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Fotos de Lucas Mayor

O Teatro Cemitério de Automóveis apresenta o espetáculo Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio, texto que Mário Bortolotto considera um de seus trabalhos que mais se aproxima da obra do saudoso Plínio Marcos (1935-1999), uma de suas maiores influências. A peça estreia no dia 28 de fevereiro e segue em cartaz até 27 de março, com sessões às sextas-feiras, às 21h.

Bortolotto conta que escreveu a peça a convite de Renato Borghi. “Em 2002, ele estava organizando a Mostra de Dramaturgia Contemporânea no Teatro do SESI junto com o Elcio Nogueira, a Luah Guimarães e a Débora Duboc. Eles convidaram 15 dramaturgos para escreverem 15 peças curtas e eu fui um dos convidados. Fiquei pensando no que eu poderia escrever para eles e me veio a ideia desses personagens ‘perdedores’, lado b da sociedade. Foi uma montagem muito maneira sob a direção do meu Mestre Fauzi Arap. Aí, um tempo depois eu dirigi a minha própria versão”, revela.

“Justamente por conta dos personagens, da ambientação e da temática. Tem tudo a ver com as primeiras peças do Plínio Marcos. Quando estava escrevendo e já sabendo que teria direção do Fauzi Arap, pensava muito no Plínio. Queria uma peça que remetesse ao universo dele. Acho que ficou muito próximo do que ele faria se tivesse trabalhando com esses mesmos personagens”, acrescenta o dramaturgo.

A trama gira em torno de Bel, uma garota de programa que começa um caso promissor com um francês que quer levá-la para viver com ele na Europa. Elcio, o irmão de Bel, vislumbra a oportunidade de sua vida de conseguir sair do Brasil e fugir da situação miserável em que se encontra tendo que se sustentar como michê.

“São três personagens sem nenhuma perspectiva de vida. A garota faz programas. O Irmão dela é michê o melhor amigo deles é um “homem placa”, um desses caras que passam os dias com placas penduradas no pescoço com algum tipo de indicação para empreendimentos imobiliários, oculistas ou empregos. Quer dizer, um tipo de exemplares perdedores como são, aliás, os personagens das primeiras peças do Plínio. Eles evidentemente vislumbram uma vida melhor e se agarram a qualquer possibilidade que apareça para tirá-los de suas vidas miseráveis. Então, quando a garota descola um francês medianamente abastado e que promete levá-la para a terra dele, os outros dois só pensam em colar na banca dela. Acho que esses personagens são sempre atuais em um país com alto índice de miséria como o nosso”, comenta o autor sobre essas figuras.

Sobre sua direção, Bortolotto conta: “É uma peça realista. Não há muitos segredos. Faço um trabalho de direção de ator mais especificamente. O mais importante é sempre o ator servindo ao texto, é claro. Mas o ator em primeiro lugar, já que o texto também está lá para servir a ele. Então, a minha preocupação é sempre com o ator para que ele compreenda todas as intenções e sub intenções que o texto oferece e que possa com isso fazer um bom trabalho”.

SINOPSE
Bel, uma garota de programa começa um caso promissor com um francês que quer levá-la para viver com ele na Europa. Elcio, o irmão de Bel, vislumbra a oportunidade de sua vida de conseguir sair do Brasil e fugir da situação miserável em que se encontra tendo que se sustentar como michê.

FICHA TÉCNICA
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Gabriela Fortanell, Rodrigo Cordeiro e Walter Figueiredo.
Operação Técnica: Ademir Muniz
Fotos: Lucas Mayor
Cartaz: André Kitagawa
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio, de Mário Bortolotto
Teatro Cemitério de Automóveis – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação
Temporada: 28 de fevereiro a 27 de março
Às sextas-feiras, às 21h
Ingressos: 40 (inteira) 20 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 45 minutos
Capacidade: 35 lugares
Informações: (11) 2371-5743

Coletivo de Galochas celebra 10 anos de existência com uma Ocupação no Espaço Cia. da Revista

Mostra reúne os espetáculos Mau Lugar e Piratas de Galochas, além de instalação no hall do teatro, cineclube e oficina

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Créditos para Leonardo Fernandes

Para comemorar seus 10 anos de trajetória, o Coletivo de Galochas ocupa o Espaço Cia. da Revista, entre os dias 7 e 29 de março, com uma programação especial composta pelos espetáculos Mau Lugar e Piratas de Galochas, por uma oficina teatral, um cineclube e uma ocupação no hall do teatro.

O tema do suicídio como um ato de resistência é discutido em Mau Lugar, dirigido por Daniel Lopes, com apresentações nos dias 7, 8, 14 e 15 de março. A peça narra uma realidade distópica na qual uma onda de suicídios toma conta da cidade, e, em resposta a isso, o Estado – dominado por corporações e milícias – torna esse ato um crime hediondo, com violentas punições aos familiares de quem tirou a própria vida.

Entre as muitas formas possíveis de controle, nesta sociedade ele se dá através do consumo obrigatório do remédio da felicidade: qualquer insatisfação ou resistência não será tolerada. Diante dessa realidade, a gerente de fábrica Lúcia vê sua vida virar de cabeça para baixo após o suicídio de sua filha.

Com trilha sonora tocada ao vivo, a peça cria uma reflexão sobre as seguintes questões: como compreender o suicídio nessa realidade? Este é um ato de desespero ou desobediência? Esta é uma forma de desistir da vida ou resistir à opressão? É uma rendição ou recusa a ela?

O espetáculo estreou em 2017 no Espaço de Galochas e cumpriu duas novas temporadas no TUSP em 2018 e no Teatro de Arena Eugênio Kusnet em 2019.

Já a peça Piratas de Galocha, encenada nos dias 21, 22, 28 e 29 de março, estabelece um diálogo entre a pirataria clássica e o movimento social de luta por moradia. A comédia narra a saga de uma tripulação de piratas que ocupa a Ilha de Providence, liderada pelo capitão Willie William Will o’Well. Nesse lugar, eles fundam a bem-sucedida Federação de Piratas, mas, em pouco tempo, a Coroa Inglesa encontra problemas no aumento vertiginoso de bucaneiros.

O espetáculo estreou em 2011 e foi criado dentro da Ocupação Prestes Maia, a maior ocupação vertical da América Latina. A ideia da montagem é atritar, a partir de um universo ficcional, os elementos simbólicos que constituem uma ocupação; além de debater em cena os elementos que gerem o imaginário e a organização desse movimento social por moradia.

A dramaturgia pretende enfocar as imposições do poder instituído e as possibilidades da autonomia. As cenas recortam, sobretudo, as dificuldades de viabilizar um processo de ocupação. Os assuntos, em meio às gags, construções farsescas, brigas e quedas, giram em torno do direito à violência, das possibilidades de autonomia de ação, das contingências impostas a determinados setores mais pobres da sociedade. A peça pretende, sobretudo, mostrar as dificuldades de se resistir.

As coreografias e trilha sonora da peça seguem a estética do hip hop, com beats e bases inspiradas no RAP, com uma batida-tema para cada personagem. Toda a trilha sonora, que incluí quatro músicas cantadas ao vivo, é 100% autoral, desenvolvida ao longo do processo de pesquisa e montagem da peça.

Sobre o Coletivo de Galochas

Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado em 2010, a partir de um projeto de conclusão de curso de Direção Teatral da Universidade de São Paulo, com a peça “Zucco”. Em seu segundo trabalho, o coletivo ultrapassa os muros da universidade e passa a habitar por um ano a maior ocupação de moradia vertical da América Latina, a Ocupação Prestes Maia, localizada em São Paulo, realizando neste processo a peça “Piratas de Galochas” (2011) e colaborando para o estabelecimento de um núcleo cultural na ocupação, através da realização de oficinas de teatro e mediação de leitura.

O terceiro trabalho do Coletivo de Galochas, “Revolução das Galochas” (2014), realizado a partir do Proac Primeiras Obras, apresenta um Brasil não muito distante, em que trabalho, consumo e controle assumem a dianteira, acontece como espetáculo itinerante da Praça Princesa Isabel, seguido de uma ampla circulação por diversas regiões da cidade.

Em 2016 o grupo é contemplado na 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo com o projeto “Refugiados de Galochas”, que possibilita a montagem do seu primeiro infantil, “Cantos de Refúgio”, construído a partir da vivência do grupo com refugiadas e refugiados sírio-palestinos que vivem na Ocupação Leila Khaled. A peça foi pré-indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Em 2020, o grupo completará 10 anos de trabalho continuado, consolidando-se como um grupo de atuações político-poéticas, com galochas que caminham por toda a cidade: escolas, museus, ocupações, teatros, ruas, universidades ou vielas.

SERVIÇO
Ocupação do Coletivo de Galochas
Espaço Cia. da Revista – Alameda Nothmann, 1135, Santa Cecilia
Temporada: 7 a 29 de março, aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
Informações: (11) 3791-5200
Capacidade: 82 lugares

MAU LUGAR – 7, 8, 14 E 15 DE MARÇO

Sinopse: Uma onda de suicídios toma conta da cidade. Como resposta, o Estado, controlado por corporações e empresários, torna o suicídio crime hediondo, com violentas punições aos familiares de quem comete tal ato. Lúcia, uma gerente de fábrica, vê sua vida se transformar após o suicídio de sua filha.

Ficha Técnica
Criação: Coletivo de Galochas
Direção: Daniel Lopes
Elenco: Diego Henrique, Kleber Palmeira, Marina Di Giacomo, Natália Quadros, Rafael Presto, Wendy Villalobos
Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto
Direção Musical e Sonoplastia: Antonio Herci
Iluminação: Mariana Queiroz e Rafael Presto
Cenografia e Bonecos: Daniel Lopes, Diego Henrique e Kleber Palmeira
Figurinos: Mariana Queiroz e Roanne Aragão
Piano preparado: Antonio Herci
Contrabaixo acústico: Miguel D’Antar
Preparação Corporal: Gabriela Segato
Danças Urbanas: Andrezinho
Fotos: Daniel Lopes, Juvenal Pereira e Leonardo Fernandes

Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos

PIRATAS DE GALOCHAS – 21, 22, 28 E 29 DE MARÇO
Sinopse: Nessa comédia da piratas, uma tripulação ocupa a Ilha de Providence, liderados pelo Capitão Willie William Will o’Well, e fundam uma Federação de Piratas. A Federação é um sucesso, e em pouco tempo a Coroa Inglesa se vê em problemas pelo aumento vertiginoso de bucaneiros. A peça busca um intercâmbio entre a pirataria e o Movimento de Ocupação de moradia.

Ficha Técnica
Criação: Coletivo de Galochas
Direção: Rafael Presto
Elenco: Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Nina Hotimsky, Mariana Queiroz, Wendy Villalobos
Dramaturgia: Rafael Presto
Direção Musical e Sonoplastia: Antonio Herci
Iluminação: Rafael Presto
Cenografia e Figurinos: Coletivo de Galochas
Danças Urbanas: Andrezinho
Fotos: Leonardo Fernandes

Classificação:  14 anos
Duração: 75 minutos

Há oito anos em cartaz, CRIANCEIRAS transforma poemas de Manoel de Barros em canções para crianças e abre a temporada infantil do Teatro-D

Espetáculo é idealizado por Márcio de Camillo, tem direção teatral de Luiz André Cherubini (do Grupo Sobrevento) e ilustrações de Martha Barros (a filha do poeta)

Uma imagem contendo homem, pessoa

Descrição gerada automaticamente

Crédito da foto – Everton Tavares
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Concebido para aproximar as crianças do universo artístico e literário do poeta Manoel de Barros (1916-2014), o musical CRIANCEIRAS tem quatro novas apresentações no Teatro-D, entre os dias 7 e 28 de março, aos sábados, sempre às 16h. O espetáculo, concebido pelo músico Márcio de Camillo, transforma poemas desse grande autor brasileiro em canções, que são apresentadas ao público infantil junto com ilustrações, animações, projeções de vídeo e várias outras linguagens artísticas.

A adaptação teatral do espetáculo é assinada por Luiz André Cherubini (do Grupo Sobrevento); as ilustrações por Martha Barros (filha do poeta), as animações por Josué Júnior e Andréa Senise; e a cenografia e figurinos por Telumi Hellen. Em cena, ainda estão os atores João Bresser e Driely Palácio; os músicos Márcio De Camillo, Nath Calan e Tiago Sormani; e o VJ Paulo Higa.

O projeto utiliza metalinguagens que despertam a curiosidade e o amor pelo mundo das artes. “Ao mergulhar em sua obra, percebi o quão lúdico é aquele universo de encantamento e descobertas, vividas pelo poeta em sua infância pantaneira. Assim, musiquei sua obra para as crianças, de forma que seus versos pudessem ser entoados como o canto dos passarinhos, e levados com o vento, sem direção”, conta o idealizador e realizador do projeto, o cantor e compositor sul-mato-grossense Márcio de Camillo.

CRIANCEIRAS MANOEL DE BARROS tem CD gravado, seguindo a ideia original do compositor, de aproximar a própria filha pequena da poesia, e, também, do desejo de homenagear a obra de um dos maiores poetas brasileiros, que inclusive, acompanhou a musicalização. Manoel de Barros foi vizinho e amigo de Márcio.

Desde 2012, quando foi indicado ao “Prêmio de Música Brasileira”, na categoria de ‘Melhor Álbum Infantil’, as faixas do CD ganharam videoclipes pelo canal Gloob, o que tornou a obra ainda mais presente no cotidiano das crianças. Ainda naquele ano, Márcio estreou o espetáculo cênico musical, concebido a partir do primeiro CD, e dirigido por Luiz André Cherubini, um dos fundadores do Grupo Sobrevento, especializado em teatro de animação. O espetáculo vem percorrendo o Brasil inteiro ao longo desses oito anos.

CRIANCEIRAS MANOEL DE BARROS reúne poesia, música, imagem, ação e movimento numa encenação delicada e divertida, concebida por artistas comprometidos com a arte contemporânea feita para crianças, animando e cativando o público com as poesias de Manoel de Barros, além de mesclar elementos reais e virtuais.

As personagens, que foram ilustradas pela filha do poeta, Martha Barros, saem do papel e ganham vida no palco, por meio de recursos digitais e de outras linguagens, interagindo com o cantor, músicos e atores ao longo do musical.

O primeiro CD também rendeu um aplicativo com conteúdo educativo disponível para download gratuito na Googleplay e Appstore. Tanto os CDs, como o musical e App, possuem um grande viés educativo e têm sido cada vez mais utilizados por professores e educadores como ferramenta pedagógica para aproximar seus alunos e educandos de obras literárias de importantíssimo valor para a cultura brasileira. Ensina poesia e literatura de um jeito divertido, sem subestimar os pequenos, valorizando-os plenos e capazes de compreender poesia. Até porque toda criança nasce meio poeta. Pais, mães e educadores sabem bem disso!

SINOPSE

Concebido pelo músico Márcio de Camillo, o espetáculo musicaliza poemas de Manoel de Barros e os apresenta para crianças com múltiplas linguagens. As iluminuras de Martha Barros, filha do poeta, ganham vida e contracenam com os músicos e atores, através do cinema de animação. A adaptação teatral é assinada por Luiz André Cherubini. O projeto foi concebido para aproximar as crianças do universo artístico e literário e despertar a curiosidade e o amor pelo mundo das artes.

REPERTÓRIO
“Bernardo”
“Linhas Tortas”
“O Menino e o Rio”
“Os Rios Começam a Dormir”
“Sombra Boa”
“O Silêncio Branco”
“Se Achante”
“O Idioma das Árvores”
“Sabastião”
“Um Bem-te-vi”

FICHA TÉCNICA
Poesias: Manoel de Barros
Ilustrações: Martha Barros
Música: Marcio De Camillo (também autor e intérprete)
Direção Teatral: Luiz André Cherubini (Grupo Sobrevento)
Assistência de direção: Andréa Freire
Cenografia e Figurinos: Telumi Hellen
Animações: Josué Júnior e Andréa Senise
Adereços: Carol Jordão
Designer Gráfico: Lula Ricardi / XYZ Design
Percussão, Bateria e Vocal: Nath Calan
Teclado, Sopros e Vocal: Tiago Sormani
Atriz: Driely Palacio
Ator: João Bresser
VJ: Paulo Higa
Operação de Luz: Leandra Demarchi
Técnico de Som: Daniel Inácio
Produção Executiva: Izabella Maggi | Criatto Produções

SERVIÇO
“Crianceiras Manoel de Barros”
Teatro-D – Rua João Cachoeira, 899, Piso G2 (hipermercado Extra) – Itaim Bibi
Temporada: de 7 a 28 de março, aos sábados, às 16h
Ingressos: R$80 (inteira) e R$40 (meia-entrada)*
*Moradores do Itaim Bibi pagam meia com comprovante de residência
Bilheteria: Todos os dias, a partir das 10h (bilheteria@teatrod.com.br) ou pelo site Sympla
Telefone: 11-3079-0451
Duração: 50 minutos (não é permitido entrar após o início do espetáculo)
Gênero: musical
Classificação: livre
Estacionamento Grátis: melhor entrada pela Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 366 (cancela do hipermercado Extra)

Com direção de Cininha de Paula e Gustavo Klein, Achados & Perdidos (o Musical) estreia no Teatro Nair Bello em fevereiro

Com 30 atores mirins, espetáculo cria reflexão sobre as dores e glórias de envelhecer a partir do ponto de vista de um grupo de crianças e adolescentes abandonados em uma cidadezinha 

Baixe fotos do espetáculo aqui. Crédito: Carlos Izidoro
Assista ao teaser do espetáculo aqui

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro em 2019, Achados & Perdidos (o Musical) estreia no dia 9 de fevereiro no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca, onde segue em cartaz até 29 de março. O espetáculo tem texto de Simone Beghinni, direção de Cininha de Paula e Gustavo Klein e um time de 30 atores mirins, entre 6 e 18 anos, que se revezam em dois elencos. A direção de ator é assinada pela atriz Cynthia Falabella.

Com uma mistura de drama e comédia, a montagem transita entre o realismo e a fantasia para acompanhar a comovente jornada de crianças e adolescentes que vivem sozinhos em um casarão em uma cidadezinha qualquer, onde todos os adultos sumiram misteriosamente em uma manhã de céu azul.

Esses jovens não sabem como ou por que foram parar ali e precisam aprender a sobreviver sem ajuda das tecnologias e ferramentas da sociedade contemporânea. São eles: a Menina do Casarão, o Garoto Puxa-Saco, a Menina-Órfã, a Menina do Computador e o Menino das Cartas, a Menina do Coelho e a Menina-Maluquinha, a Menina-Bailarina e sua irmã mais velha – Cleo (a única a ter nome) –, a Menina-Fútil, a Menina do Riso, a Menina Novata, a Menina do Pijama, a Menina da Praia e a Menina do Calendário.

“O passado com os adultos determina as atitudes e o comportamento assumidos por cada um no presente. Que padrões vigoram quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto? Em que se transformarão sem a censura, sem os limites? Obrigados a crescer antes do tempo, contra a Natureza, que projeto de ser humano surgirá em cada personagem? Achados & Perdidos fala dessas crianças perdidas, mas também fala dos adultos que as criaram. É uma obra de ficção, mas que contém uma verdade universal: o ato de crescer se desenvolve por dores e glórias. Por perdas e ganhos. Por repetições e rupturas. Por dezenas de fins e de recomeços”, comenta a autora Simone Beghinni.

A trama acompanha as crianças por 20 anos, quando elas terão que aprender a lidar com assuntos cada vez mais assustadores como o aquecimento global e o fim do planeta Terra. “A nossa discussão vai mais alto! Depois que temos filhos ficamos, na maioria, apreensivos com nossa possível ausência. Mas se pensarmos NA AUSÊNCIA, sob a ótica da criança, como seria? Aí está o cerne do musical. Sei que parece drama, mas não é! Sim, talvez, uma “dramédia”, um gênero novo da atualidade. Se passa agora em 2020 e termina em 2040, com um final esperançoso e feliz!”, explica a diretora Cininha de Paula.

O musical conta com 17 números musicais interpretados ao vivo, com sonoridades do rap ao rock n’roll. “Aproveitei os predicados de todos do elenco, na feitura do espetáculo, que é cantado ao vivo, dançado, com um número de sapateado na realidade musical brasileira e, principalmente, com uma discussão à altura de atores maduros. Simples e também divertido. Discutimos relações humanas ligadas ao confinamento, hoje muito em voga nos REALITY SHOWS! Claro, com a possibilidade da saída a qualquer momento, como também da chegada de outrem! É preciso conferir para saber como são possíveis e próximos estes momentos vividos por este elenco”, acrescenta a encenadora.

Para retratar os vários ambientes do casarão onde a história se desenrola, o espetáculo explora um cenário virtual e objetos cênicos eitos com materiais alternativos.

SINOPSE

O musical narra a comovente jornada de grupo de 15 crianças e adolescente que ficaram sozinhos em um casarão depois que os adultos simplesmente desapareceram sem qualquer explicação. Eles precisam aprender a viver sem ajuda pelos próximos 20 anos e terão que enfrentar questões como as consequências do aquecimento global e o fim do planeta Terra. O que será que acontece quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto?

FICHA TÉCNICA
Texto: Simone Beghinni
Direção: Cininha de Paula e Gustavo Klein
Direção de ator: Cynthia Falabella

Elenco:

Menina do Casarão: Clarah Passos / Paola Rabetti
Menina Maluquinha: Mafê Mossini / Lívia Peruzza
Menino Puxa-saco: Ryan Cursino / Daniel Freitas
Menino das Cartas: Marcus Carvalho / Gui Brumatti
Menina do Computador: Bela Moleiro /Annie Leonel
Menina da Praia: Kaká Rufato / Julya Inhota
Menina Bailarina: Aurora Jockyman/ Babi Correia
Menina Fútil: Ludmylla Reis/ Giovanna Leão
Menina do Coelho: Carol Rachid/ Carol Pfeiffer
Menina Novata: Mariana Di Giacomo/ Duda Mota
Menina do Riso: Pietra Lucas / Bia Bom
Menina(o) do Pijama: Rafa Calazans/ Anthony Caio
Menina(o) do Calendário: Miguel Varela/ Bruna Rodrigues
Menina do Balão: Erin Borges / Manu Reis
Menina Órfã: Natália Calanca/ Leticia Natal

SERVIÇO

Achados & Perdidos (o musical), com direção de Cininha de Paula
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca – 3º Piso – Rua Frei Caneca, 569 – 401A – Consolação
Temporada: de 9 de fevereiro a 29 de março, aos domingos, às 12h e às 15h
Ingressos: R$70 (inteira) e R$35 (meia-entrada)
Bilheteria: de quarta a sábado, das 15h às 21h; aos domingos, das 15h às 18h ou 19h (de acordo com o horário da peça que estiver em cartaz).
Informações: (11) 3472-2414
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre