Espetáculo infantil A menina que veio do rio faz três apresentações gratuitas on-line em outubro, novembro e dezembro

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Depois de seis meses de processo para desenvolvimento da estreia e circulação do espetáculo A Menina que Veio do Rio, de Júlia Fovitzky em apresentações presenciais, o projeto ganhou um novo formato, agora multiplataforma, por conta da pandemia do novo Coronavírus. As apresentações acontecem pela página do Facebook da peça e da Complementar Produções nos dias 2 de outubro, 3 de novembro e 1º de dezembro. Todas as apresentações são gratuitas.

Com direção de Paula Klein Flecha Dourada, o elenco é formado por Jean Marcelino, Safira Santos, Leandro Leo e Joy Catharina. O cenário e acessórios, assinados por Gabriel Roemer, são feitos de material reciclado ou de reuso, fortalecendo a essência original do projeto, de preservação do meio ambiente.

O figurino é assinado pela artista e costureira Dani Tereza, proprietária da marca Camisaria Tereza, que tem como compromisso a mistura de tecidos para compor peças da coleção, reforçando a ideia de reutilização e ressignificação para as roupas

SINOPSE

Fred, uma criança paulistana, cria uma forte amizade com Maia, uma garota que morava dentro de um rio. Ao descobrir que Maia está sem lar e separada de sua família após o soterramento do rio onde morava, Fred e sua mãe se unem à menina para buscar uma maneira de salvá-la antes que a secura do mundo terrestre a adoeça de vez.

SOBRE A DIRETORA

Paula Klein Flecha Dourada é Mestre em Pedagogia do Teatro pela USP – Universidade de São Paulo e graduada em Artes Cênicas pela mesma instituição. Atualmente cursa o doutorado em Comunicação e Semiótica na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Seus últimos espetáculos como atriz com o Teatro da Vertigem foram O Filho, Patronato 999 metros e Bom Retiro 958 metros. É integrante do núcleo artístico da Cia. São Jorge de Variedades com a qual realizou os espetáculos Fausto, Barafonda, Quem não Sabe Mais Quem É o Que É ou Onde Está Precisa Se Mexer, O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado, Bastianas e Biedermann e os Incendiários entre outros. Dirigiu os espetáculos premiados O Que Não Cabe Em Mim Cabe Na Rua e A Vida é Sonho, comemoração dos 10 anos da Cia. Teatral Boccaccione e As Relações Naturais do autor gaúcho Qorpo Santo com a Santa Cia. Atualmente dirige a Trupe Liud’s com os espetáculos circenses Mjiba a Boneca Guerreira, agora dirige o espetáculo  “A Menina Que Veio do Rio” e suas variações.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Júlia Fovitzky
Direção: Paula Klein Flecha Dourada
Elenco: Jean Marcelino, Safira Santos, Leandro Leo e Joy Catharina
Cenografia: Gabriel Roemer
Figurinos: Dani Tereza
Direção de produção: César Ramos e Gustavo Sanna
Produção: Complementar Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO:
“A Menina Que Veio do Rio”, de Júlia Fovitzky
3 apresentações
Dia 2 de outubro, às 15h
Dia 3 de novembro, às 15h
Dia 1º de dezembro, às 15h
40 minutos
Livre
Grátis

Informações: amqvdr@gmail.com
Local de acesso: www.facebook.com/ameninadoveiodorio

Cenas Invisíveis, novo projeto da Cia Filhos do Dr. Alfredo, estreia dia 24 de setembro no Youtube e IGTV 

Narrativas curtas em formato de áudio, escritas alternadamente por Luis Filipe Caivano e Marcelo Braga, têm direção de José Eduardo Vendramini e Marcelo Braga. O elenco é formado pelos atores Ademir Emboava, Ana Carolina Capozzi, Natália Beukers, Alex Moreira, Martha Almeida, Viníccius Boaventura e Rodrigo Veras

 

Ilustração de Gabriela Caivano
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O projeto CENAS INVISÍVEIS traz para o público a experiência de ouvir teatro, receber as falas dos atores e imaginar o contexto, cenário, figurino e todo o entorno da história. Cenas Invisíveis junta obras curtas de dois dramaturgos: Luis Filipe Caivano (4 cenas) e Marcelo Braga (2 cenas). “Apesar das diferenças mais que naturais entre os dois autores, as cenas escolhidas por eles criaram uma surpreendente unidade a partir do ponto de vista coincidentemente crítico que ambos utilizam em suas respectivas criações. Os dois foram aproximados pela possibilidade – trazida pela pandemia do coronavírus – de terem suas cenas gravadas para veiculação pela Internet, mas agora somente em áudio. Oxalá, no futuro, cenicamente.”, comenta o diretor José Vendramini.

Luis Filipe Caivano é um jovem dramaturgo brasileiro com um futuro mais do que promissor à sua frente. Seu ponto de vista é sempre crítico, às vezes sarcástico, até mesmo cáustico.

Marcelo Braga, mestre, doutor, encenador e professor na área teatral, há algum tempo vem se aventurando em busca de uma dramaturgia própria, com forte viés ativista em defesa da diversidade, e sempre com uma pegada humanista, que ri e chora a partir do patetismo das relações familiares.

“Esta junção criou automaticamente um grupo de produtores, atores e técnicos que, mesmo lutando contra os impedimentos de se resolver à distância o fenômeno teatral, que implica presente ficcional e presença física dos atores e público, está redescobrindo – com encantamento! – o valor expressivo da palavra”, completa Vendramini.

Sobre a dramaturgia
Essa é a primeira vez que os autores escrevem um texto para o formato somente de áudio, uma nova experiência direcionada para um espectador à distância. Sobre este processo Luis Filipe observa, “A quarentena, a pandemia e todo o contexto político atual nos obrigam a buscar válvulas de escape para mantermos o que resta da nossa sanidade. Quanto mais tensa a situação, tanto maior é a necessidade de encontrarmos algo que nos traga alguma leveza. O projeto propositalmente não aborda a quarentena e a pandemia diretamente justamente por acreditarmos que as pessoas querem um respiro de tudo o que tem acontecido no mundo exterior. Não obstante, as cenas em geral partem de situações tensas ou tristes e, assim, buscam o humor em lugares insuspeitos. Assim, ao mesmo tempo em que há ironia e crítica, também há algo de esperançoso nelas. Ao meu ver, fazer piada é uma forma de elaborar o luto coletivo pelo qual estamos passando”.

Para Marcelo Braga o princípio dramatúrgico é o mesmo, “mas agora existe uma preocupação a mais que é: inserir elementos para que, só com a voz dos atores e efeito sonoros, o público acompanhe as nossas histórias”.

CIA FILHOS DO DR. ALFREDO
A Cia. Filhos do Dr. Alfredo foi criada em 2001, por atores formados pela EAD-Escola de Arte Dramática/ECA/USP, com a intenção de desenvolver pesquisas de linguagens próprias a partir de diferentes formas dramatúrgicas. O nome é uma homenagem a Alfredo Mesquita, fundador do conjunto amador Grupo de Teatro Experimental (GTE), uma das raízes para a criação do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e fundador da EAD.

Com quase vinte anos de existência, a companhia já possui uma importante trajetória e pretende continuar seu trabalho de montagens buscando, a partir do encontro com diferentes diretores e autores, proporcionar cada vez mais desafios para os atores e com isso desenvolver espetáculos que dialoguem diretamente com a nossa realidade.

Com nova formação, o grupo está fundamentado na parceria de longa data entre o autor e diretor Marcelo Braga e o dramaturgo e encenador José Eduardo Vendramini. Alguns dos espetáculos anteriores criados por essa dupla foram “Sinfonia do Tempo”, “Jogo de Damas” e o texto de “Quem fica com Quem”.

JOSÉ EDUARDO VENDRAMINI – DIRETOR
É dramaturgo, encenador, professor titular emérito aposentado do Departamento de Artes Cênicas da USP. Iniciou sua trajetória artística em 1964. Membro fundador do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Teve encenada sua peça CARTAS LIBANESAS no SESC Ipiranga-SP, com três indicações para prêmios de melhor dramaturgo do ano: APCA-SP, Shell-SP e Aplauso Brasil. Ganhou quatro prêmios GOVERNADOR DO ESTADO (como figurinista e cenógrafo) e várias MENÇÕES HONROSAS, em concursos nacionais de dramaturgia. Entre seus inúmeros textos de teatro, destacam-se: O CANIL (premiado pelo Serviço Nacional de Teatro em 1974 e publicado pela ART&TEC EDITORA, em 1992), BAILE DE DEBUTANTES (premiado pelo Serviço Nacional de Teatro em 1978 e publicado pela ART&TEC EDITORA, em 1992), VIAGEM AO INTERIOR (premiado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, em 1993), LONA ESTRELADA (premiado e publicado pela FUNARTE, em 2003), FELIZ 64 ou AULA DE AMOR (premiado pela Fundação Brasileira de Teatro e pela Fundação Banco do Brasil, em 1992), DIÁLOGO COM A MÃE (encenado, com direção de William Pereira), SINFONIA DO TEMPO (encenado, com direção de Silnei Siqueira), JOGO DE DAMAS (encenado, com direção do Autor e Marcelo Braga) e QUERIDO BRAHMS (publicado pela GIOSTRI EDITORA em 2013, em edição bilíngüe, português e alemão, presente na Feira do Livro de Frankfurt do mesmo ano; encenado em 2015, com direção de Tadeu Aguiar). Dirigiu grandes textos da dramaturgia mundial, como À MARGEM DA VIDA, de Tennessee Williams, ROMEU E JULIETA, de William Shakespeare, A MANDRÁGORA, de Maquiavel, LIOLÁ e ESTA NOITE SE IMPROVISA, de Pirandello (o segundo na cidade do Porto, em Portugal, para a SEIVA TRUPE), NÃO SE BRINCA COM O AMOR, de Alfred de Musset, A DISPUTA, de Marivaux, ANTÍGONE, de Jean Anouilh, entre outros. Integra a Cia Filhos do Dr. Alfredo, tendo dirigido “Montanha-russa” (2018) e “Quem fica com quem” (2019), contemplado pelo Prêmio Cleyde Yáconis da Prefeitura de SP.

MARCELO BRAGA – AUTOR E DIRETOR
Dramaturgo, ator e diretor, formado pela EAD/ECA/USP e pelo Curso de Interpretação e Formação de Atores e Cantores – FUNARTE, coordenado por Myrian Muniz. Coordenador e Professor de Artes Cênicas na Universidade Anhembi Morumbi e na Faculdade Paulista de Artes. Foi coordenador de equipe de Teatro no PROGRAMA VOCACIONAL da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo por sete anos. É doutor pela Escola de Comunicações e Artes da USP com tema DO SER AO ATOR – UMA TRAJETÓRIA PEDAGÓGICA BASEADA EM MYRIAN MUNIZ, e é mestre pelo Instituto das Artes da UNESP em Pedagogia Teatral. Seu primeiro texto publicado foi PERTENCIMENTO, lançado em 2013, pela Giostri Editora. Escreveu MONTANHA RUSSA (2018) que recebeu sua primeira montagem profissional com a Cia. Filhos do Dr. Alfredo e direção de J. E. Vendramini e foi indicado ao Prêmio APLAUSO BRASIL como Melhor Dramaturgia de 2018. Dirigiu QUEM FICA COM QUEM, de sua autoria e de J. E. Vendramini, no VIGA Espaço Cênico (2019), JOGO DE DAMAS, de José Eduardo Vendramini, no Teatro João Caetano (2010), AO VENCEDOR, AS BATATAS!!  de Machado de Assis (2009/10/11/12), no FRINGE, no Teatro Alfredo Mesquita, nos CEUs e teatros de Mogi Mirim e São Bernardo do Campo, RITUAL ÍNTIMO de João Silvério Trevisan (2007/2008), no Centro Cultural São Paulo, Espaço dos Satyros e Porto Alegre em Cena, dentre outros.

ADEMIR EMBOAVA – ATOR
Ator formado pelo Macunaíma e pelo Teatro Escola Célia Helena. Últimos trabalhos em audiovisual foram Arcanjo Renegado, Bruna Surfistinha, Coisa Mais Linda, novela Jesus, Outro lado do Paraíso. Últimos trabalhos em teatro foram Pai Filho Pai direção/dramaturgia José Eduardo Vendramini, Galileu Galilei direção: Dagoberto Feliz, Como Gostais direção: Marcelo Lazzarato. Realizou cursos de interpretação audiovisual com Eduardo Milewicz, Escola de circo Picadeiro e curso de interpretação com Juliana Carneiro da Silva Théâtre du Soleil. Professor de Interpretação Teatral no Teatro Escola Célia Helena e Lourenço Castanho.

ANA CAROLINA CAPOZZI – ATRIZ
Atriz formada pelo Célia Helena. Cursou também Interpretação para Cinema na Academia Internacional de Cinema. Indicada ao Prêmio Aplauso Brasil em 2018 como melhor atriz coadjuvante, pela peça “Montanha-russa”, de Marcelo Braga, dirigida por J. E. Vendramini. Em 2019, compôs o elenco de “Quem fica com quem”, de Marcelo Braga e José Eduardo Vendramini, espetáculo contemplado pelo Prêmio Cleyde Yáconis, edital de fomento da Prefeitura de SP. Esteve no elenco de “Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube” de Carlos A. Soffredini, com direção de Ednaldo Freire, em 2016 e 2017. Na TV, trabalhou com o Emílio Fontana, em seriados para a TVCOM. Palestrante convidada em workshops do Sesc e professora de produção executiva do Instituto de Cinema e da Academia Internacional de Cinema.

NATÁLIA BEUKERS – ATRIZ
Começou a estudar teatro aos 10 anos, na Casa do Teatro, escola da Lígia Cortez (2008-2013). Formada pela Escola de Atores Wolf Maya, em 2016, estreou profissionalmente em 2017 com a peça “O Tambor e O Anjo”, direção de André Garolli. No mesmo ano, entrou para o núcleo de pesquisa e aprofundamento de linguagem do Grupo TAPA. Nesse período, participou do espetáculo “Anatol”, com direção de Eduardo Tolentino de Araujo, assim como da produção de mais de 10 peças da companhia. Em 2019, de janeiro a junho, esteve em cartaz com a peça “O Jardim das Cerejeiras”, dirigida, também, por Tolentino. Desde então, estuda com o diretor e atores do Grupo TAPA. Fundadora da página INFO TEATRO.

LUIS FILIPE CAIVANO – AUTOR
Formado em direito e administração pública pela Fundação Getúlio Vargas. Frequentou o curso Intensivo de Roteiro da Academia Internacional de Cinema em 2019 e atualmente frequenta o curso de Formação de Roteiristas da Roteiraria. Professor de produção executiva do Instituto de Cinema e da Academia Internacional de Cinema.

ALEX MOREIRA – ATOR
Começou sua pesquisa artística em 1998 tornando se profissional em 2002, desde então atuou em diferentes áreas. Como ator fez radionovela, dublagem, cinema e teatro, em seu currículo constam trabalhos como “Os Saltimbancos” direção de Maximiliana Reis, “O empinador de estrelas” direção de Milton Morales Filho, “A Canção dos Ápices Humanos” (espetáculo que circulou por festivais ganhando mais de 15 prêmios) direção Mateus Faconti. Com esse espetáculo foi indicado três vezes como melhor ator sendo premiado em 2016 no festival de cenas FESCETE. Ao longo da carreira participou de diversas montagens, mais recente em 2019 participou do espetáculo “Quem fica com quem” direção Marcelo Braga e José Eduardo Vendramini.

MARTHA ALMEIDA – ATRIZ
Atriz, psicanalista e publicitária, formada pelo Curso Profissionalizante Célia Helena e Pedagogia pela PUC-SP. Atuou como locutora, narrando histórias de Natal Bauducco e para o site infantil o Pequeno Leitor. É produtora e locutora de histórias para o site infantil Radioteca. Atuou como publicitária por 18 anos, tendo passado pelas agências AlmapBBDO, Peralta e DPZ&T. Produziu o espetáculo ‘Montanha-russa”, da Cia Filhos do Dr. Alfredo. Produziu e atuou na peça “Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube” de C. A. Soffredini, em 2016 e 2017.

Serviço:
Cenas curtas de até 10 min cada
Estreia – quinta, 24/09, 20h
Lançamento de uma nova cena a cada semana até 29/10
Todas as quintas, às 20h
No Youtube da Cia. Filhos do Dr. Alfredo:
https://www.youtube.com/channel/UCAKyh7cMsAx0Ks21hONWiIA

No IGTV da Cia Filhos do Dr. Alfredo:
https://www.instagram.com/filhosdodralfredo/

Ficha Técnica
Realização: Cia Filhos do Dr. Alfredo
Direção: José Eduardo Vendramini e Marcelo Braga
Textos: Luis Filipe Caivano e Marcelo Braga
Elenco: Ademir Emboava, Ana Carolina Capozzi, Natália Beukers, Alex Moreira, Martha Almeida, Viníccius Boaventura e Rodrigo Veras
Produção Executiva: Ana Carolina Capozzi e Luis Filipe Caivano
Montagem e finalização de áudio: Renato Frei
Ilustrações: Gabriela Caivano

Cena 1: Delícias do Panóptico Açaí e Lanches
Direção: José Eduardo Vendramini
Texto: Luis Filipe Caivano
Elenco: Alex Moreira e Luis Filipe Caivano

Cena 2: Bananas e Pêssegos
Direção: José Eduardo Vendramini
Texto: Luis Filipe Caivano
Elenco: Ana Carolina Capozzi e Natália Beukers

Cena 3: Meu Podcast Favorito de Cinema
Direção: José Eduardo Vendramini
Texto: Luis Filipe Caivano
Elenco: Ademir Emboava, Ana Carolina Capozzi, Natália Beukers, Rodrigo Veras e Viníccius Boaventura

Cena 4: Café Via Láctea
Direção: José Eduardo Vendramini
Texto: Luis Filipe Caivano
Elenco: Alex Moreira, Ana Carolina Capozzi e Rodrigo Veras

Cena 5: Parceria de Uma Vida I
Direção: Marcelo Braga
Texto: Marcelo Braga
Elenco: Martha Almeida e Ana Carolina Capozzi

Cena 6: Parceria de Uma Vida II
Direção: Marcelo Braga
Texto: Marcelo Braga
Elenco: Ademir Emboava, Alex Moreira e Martha Almeida

Após grande sucesso de público e crítica de Fale Mais Sobre Isso, Flávia Garrafa estreia Faça Mais Sobre Isso

A comédia escrita e interpretada por Flávia Garrafa e dirigida por Kuka Annunciato  e Pedro Garrafa será transmitida ao vivo pelo Zoom, com vendas pelo Sympla, e captada por mais de cinco câmeras do apartamento da atriz na Zona Sul de São Paulo. As apresentações acontecem de 13 de setembro a 4 de outubro, todos os domingos, às 19h

Homem preparando comida na cozinha

Descrição gerada automaticamente

Foto de Fernanda Bianco
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O primeiro solo de Flávia Garrafa estreou em 2014. Fale Mais Sobre Isso é um monólogo cômico e escrito pela atriz e psicóloga com 26 anos de carreira, que uniu o conhecimento das duas áreas. Depois de 6 anos em cartaz e turnê pelo Brasil, Flávia estreia a continuação, agora via Streaming, de seu espetáculo: Faça Mais Sobre Isso, dirigido Kuka Annunciato e Pedro Garrafa.

Segundo Flávia, “o primeiro passo é reconhecer o desejo de mudar e o segundo é agir, de fato, em busca dessa mudança”. A personagem central do espetáculo Doutora Laura está de volta, mas, dessa vez, falando sobre fazer. A terapeuta interpretada por Flávia traz para o público suas questões pessoais e também de seus pacientes.

“Entre o querer fazer e o já fiz existe um caminho longo a percorrer e é normalmente nele que nos perdemos, estagnamos, desistimos, encontramos uma desculpa para não agir. Neste novo momento, a personagem tem filhos adolescentes e enfrenta outras questões como mãe, tal como ter que conviver com a primeira namorada do filho, que no primeiro espetáculo, era uma criança”, conta Flávia.

Já em fase de ensaio, o processo da peça foi interrompido por conta da pandemia do novo Coronavírus. A equipe criativa resolveu que era hora de retomar, mesmo que de forma online, o assunto tão necessário. Então, tudo foi adaptado.  “Trata-se de uma outra linguagem, um teatro audiovisual, marcando uma nova era de expressão artística. É preciso seguir, criar e inventar novos caminhos para que possamos alimentar a alma. O Teatro não vai morrer e nem ser substituído. Mas enquanto ele dorme, sonhamos que voamos com as asas da tecnologia”, comentam Flávia, Kuka e Pedro.

Ficha técnica:
Texto: Flávia Garrafa
Direção: Pedro Garrafa
Co-direção: Kuka Annunciato
Elenco: Flávia Garrafa
Iluminador: Pedro Garrafa
Figurino: Flávia Garrafa
Produção e Comunicação Visual: Elemento Cultural
Fotógrafos: Fernanda Bianco e Guilherme Maturo
Comunicação Visual: Elemento Cultural
Operação de vídeos: Cássio Rotschild

Serviço:
De 13 de setembro a 4 de outubro
Domingos, às 19h
Duração: 59 minutos
Classificação Indicativa: 10 anos
Capacidade: 80 pessoas
Ingressos: R$ 40 a R$ 60
Vendas: https://www.sympla.com.br/facamaissobreisso

Três espetáculos online para crianças e adolescentes compõem o projeto Me Ajuda a Olhar, idealizado pela Equipe Flávia Garrafa 

Temas como a pressão do cotidiano, a crise com o corpo  e a repulsa causados pelo medo e as relações familiares e sociais em tempos de pandemia são abordados nas peças de 2 a 23 de agosto pelo Zoom. Após todas as apresentações acontece um bate-papo com o elenco e direção

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Flávia Garrafa e seu irmão Pedro Garrafa são sócios na Equipe Flávia Garrafa, referência em teatro educação no Brasil. Com a pandemia, sentiram a necessidade de inovar e inventar. Assim deram o start no projeto Me Ajuda a Olhar, composto por três espetáculos online e criados e ensaiados durante a quarentena, que são apresentados no mês de agosto pelo Zoom: a reestreia de Acorda, Gabi! e a estreia de dois novos trabalhos Já pra cama, Theo! e Se enxerga, Alice!.

Me ajuda a olhar nasceu da ideia (de Flávia Garrafa e Kuka Annunciato) de levar ao público trabalhos teatrais feitos pelo elenco da Equipe e sobre temas que são constantes no universo dos alunos. O Trabalho, que era para ser realizado no presencial, devido a pandemia , foi desenvolvido a partir da experiência de suas aulas online de teatro em 2020. Os espetáculos são voltados para o público infantil e jovem e os temas permeiam a pressão do cotidiano, a crise com o corpo e  o fascínio e a repulsa causados pelo medo e as relações familiares e sociais em tempos de pandemia.

“A ideia do teatro online veio da vontade de provarmos para nós mesmos que seria possível continuar fazendo teatro das nossas casas e assim mostrar para os nossos alunos que não existem barreiras para fazer arte. Basta ter iniciativa e criatividade. Entendemos, então, que não só o teatro online é possível, como ele também pode ser usado como respiro e ferramenta de discussões saudáveis para o âmbito escolar. As cenas online, assim como no teatro presencial, são feitas ao vivo. Portanto tudo o que o público vai ver, estará acontecendo naquele exato momento e dessa maneira o teatro continuará com seu frescor. O teatro feito de maneira virtual nos oferece outras opções que não tínhamos no presencial como, por exemplo, inserir um vídeo no meio da peça que tenha conexão com a linguagem utilizada nela”, explicam Flávia e Pedro.

ACORDA, GABI!
Dias 02, 09, 16 e 23/08 às 18h30
Indicado para crianças a partir de 10 anos
R$ 25
40 minutos

A Gabi explodiu!

Também, pudera… Tanta pressão!

O terceiro ano de ensino médio, a pandemia, a preocupação com seu corpo, a pressão para fazer as coisas, as provas, as aulas online, a tristeza batendo à porta, a opinião dos outros. Tudo isso foi demais pra ela! Agora, explodida e espalhada aos pedacinhos, Gabi precisa se juntar de novo para voltar a ser quem ela era. Mas será que isso é possível?

Texto e direção: Pedro Garrafa e Flávia Garrafa
Elenco: Beatriz Baulhouth, Flávia Garrafa, Francisco Godinho, Julia Bentes, Julia Freire, Kuka Annunciato, Kauê  Monzillo, Natália Viviani e Pauline Mingroni
Direção audiovisual, trilha sonora e coordenação técnica: Cassio Rothschild  e Rafael Cabral
Operação de som e vídeo: Maria Helena Chira
Programação visual: Natalia Viviani
Produção: Adriana Moreno Sanchez e Equipe Flávia Garrafa.

JÁ PRA CAMA, THEO!
Dias 02, 09, 16 e 23 às 15h30
Indicado para crianças a partir de 3 anos
R$ 25
35 minutos

Quem nunca encontrou um monstro embaixo da cama? Theo é um menino de 5 anos que adora histórias apavorantes. Adora, mas morre de medo! Como se não bastasse ter que lidar com a sua fértil imaginação, as conversas de adultos que não pode participar, o nascimento da sua irmãzinha, para completar, apareceu um zumbi que diz ser o dono do seu quarto. Agora, Theo terá de enfrentá-lo para ter seu quarto de volta e o pavor não engoli-lo de vez. Para isso, ele vai precisar entender de onde vem os seus medos e como dominá-los. Será que alguém pode ajudar o Theo?

Apostando em cenas lúdicas e mergulhando no universo dos rabiscos infantis, a Equipe Flavia Garrafa traz a tona uma questão importante na vida das crianças (e de todos nós): o medo.

Texto: Pedro Garrafa
Direção: Pedro Garrafa
Direção de vídeo: Cassio Rothschild
Elenco: Kuka Annunciato, Maria Helena Chira e Natália Viviani
Participação em vídeo: Flavia Garrafa
Produção: Equipe Flavia Garrafa

SE ENXERGA, ALICE!
Dias 07, 14, 21 e 28 de agosto às 19h
Indicado para crianças a partir de 8 anos
R$ 25
30 minutos

Alice não aguenta mais se olhar no espelho, ela está em guerra com o seu reflexo. Um dia, ao gravar um vídeo no celular, ela não aguenta de raiva e manda sua imagem embora para sempre. O problema é que agora ela vai ter que lidar com as imagens que ela criou, que não são nada generosas com ela.

Alice acaba entrando em uma caminho perigoso do mundo da estética, onde ela não sabe mais quem ela é realmente e quem ela está criando para se auto sabotar. Será que a verdadeira imagem da Alice vai voltar?

Ou será que o que ela inventou vai tomar conta do que ela vê no espelho? A partir de uma linguagem de cartoon/teatro online, a Equipe Flavia Garrafa aposta no ritmo e no humor para lidar com uma questão importante na vida de nossos jovens: a auto imagem.

Texto: Kuka Annunciato
Direção: Flávia Garrafa
Direção de vídeo: Cassio Rothschild
Elenco: Cassio Rothschild, Kuka Annunciato e Maria Helena Chira
Produção: Equipe Flavia Garrafa

Sobre a Equipe Flávia Garrafa
A Equipe Flávia Garrafa acredita no teatro como ferramenta de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, potencializador de talentos e catalizador de transformações sociais. Amparada entre psicologia, pedagogia e arte, a Equipe foi fundada por Flávia Garrafa, que tem 27 anos de experiência no ensino de teatro para jovens e se tornou uma referência neste ramo de atividade. Atriz, psicóloga, diretora e dramaturga, Flávia já participou de diversas novelas, séries e filmes e tem mais de 25 peças de sucesso na capital paulista. Flávia ainda conta com o seu irmão e sócio Pedro Garrafa, dramaturgo e diretor teatral que nos últimos 15 anos vem se dedicando ao ensino do teatro para jovens e à produção de espetáculos profissionais que em sua maioria são voltados ao mesmo público. Ganhador do Prêmio São Paulo (FEMSA) de Teatro Infantil e Juvenil como Melhor Texto e Melhor Espetáculo de 2015, por O ALVO, espetáculo de grande sucesso de público e crítica, Pedro ainda assinou no último ano o texto e a direção do espetáculo NOMO, ganhador do prêmio APCA de melhor espetáculo para jovens. A dupla, junto com uma equipe de professores e também atores vem, há 27 anos, ministrando cursos de teatro para as mais diversas faixas etárias, com um método exclusivo de trabalho. Seja nos cursos dentro das instituições de ensino, ou cursos livres para jovens e adultos, a Equipe tem como foco o bem-estar e o desenvolvimento saudável de corpo e da mente dos seus participantes.

Livro O Canto dos Homens da Terra do ator, diretor e dramaturgo Carlos Canhameiro será lançado dia 22 de julho pela editora Mireveja

Com distribuição gratuita, edição tem ilustrações inéditas de Cacá Meirelles. Livro completa o díptico do autor, que começou em “O Canto das Mulheres do Asfalto. No lançamento haverá uma leitura dramática do texto em forma de podcast e uma live com o autor e convidados.

Foto em preto e branco de flor

Descrição gerada automaticamente

Quatro anos depois de escrever O Canto das Mulheres do Asfalto, em 2014, peça que foi encenada pelas mãos da diretora Georgette Fadel com uma bem-sucedida carreira de apresentações e boas críticas, Carlos resolve falar do masculino. O autor, que já estudava o feminismo e seus desdobramento há anos, tem a percepção da urgência em pesquisar o masculino ao se deparar com uma frase de Virginie Despentes, em Teoria King Kong: “de que autonomia os homens tem tanto medo que continuam a se calar, a não inventar nada? A não produzir nenhum discurso novo, crítico, inventivo sobre sua própria condição? Para quando é a emancipação masculina?”. A partir dai começa a escrita da dramaturgia de O canto dos Homens da Terra.

“Em 2018 eu comecei a perceber que não estava falando do masculino, estava há um bom tempo debruçado no feminino, nas feministas, a luta feminista de vários ângulos, desde o feminismo radical até o transfeminismo. Não é o meu lugar de fala, mas artisticamente sempre me interessou abordar e pesquisar este assunto. Aí eu entendi que precisava falar do masculino. A frase do livro de Virginie me pegou e pensei: é verdade, a gente não fala, ficamos pensando sobre o mundo, mas sobre a nossa construção gênero/sexo a gente não elabora. Foi assim que vislumbrei o Canto dos Homens da Terra.”, conta Carlos.

Inicialmente, quando o autor escreveu O Canto das Mulheres do Asfalto, não tinha em mente que seria a primeira parte de um díptico, Carlos a escreveu de um modo muito rápido, a partir de uma cena que construiu junto com o dramaturgo João das Neves, três anos antes. “Eu só retomei porque estava imbuído de pesquisas e sensações de que o homem era, e acho que ainda é, o grande vilão, para trabalhar uma coisa bem maniqueísta. E eu tinha o Heiner Müller em mente, porque em Hamlet Machine tem a fala de Hamlet – deveriam costurar as mulheres, assim poderíamos nos matar à vontade. E eu penso: não, isso não é uma decisão dos homens. São as mulheres que precisam chegar a essa conclusão, se elas querem ou não parir. Então eu escrevi uma peça na qual as mulheres desistiam de parir. A peça é autônoma, não tinha vontade de escrever uma continuidade, é uma dramaturgia que não deixa brecha para seguir o assunto. Mas falar da masculinidade foi uma necessidade que veio depois e me fez criar essa peça que lanço agora, sobre os dois últimos homens da terra, que são dois coveiros. Então instaurou-se o díptico, no qual as peças não se completam, mas existe uma fricção entre as duas”.

Do ensaio para a impressão do livro.

O Canto dos Homens da Terra já estava sendo ensaiada para estrear dia 5 de junho no Centro Cultural São Paulo, com o mesmo elenco que fez O Canto das Mulheres do Asfalto (Cris Rocha, Paula Carrara, Michele Navarro, Paula Serra, André Capuano e Weber Fonseca), e direção do próprio dramaturgo. Com a pandemia tudo foi adiado e o lançamento da dramaturgia se tornou uma necessidade para que a obra pudesse nascer. “Eu gosto de ver o texto ganhar outros olhares, tenho apego nenhum, podem dirigir, usar pedaços. Em O Canto das Mulheres do Asfalto imprimimos 2 mil livros e distribuímos para as pessoas no final das apresentações. Já teve gente que pediu para montar no Rio, em Osasco, em Portugal, gente que estuda cenas na faculdade. O melhor que pode acontecer com uma dramaturgia é as pessoas quererem encená-la”, comenta o autor. Além das cotas para órgãos públicos, serão enviados livros para entidades e bibliotecas ligadas ao fomento à leitura, ao teatro e à literatura.

Da falta de pontuação.

O livro não tem ponto algum, o texto é escrito de forma corrida, e a única alteração visual que existe na narrativa é o uso de letras maiúsculas e minúsculas. Já tem um tempo que essa é a escolha de Carlos Canhameiro ao escrever suas obras. Ele vê essa forma como uma possibilidade de ampliar as possibilidades de entendimento das frases, especialmente para quem vai encená-las no teatro. Bastante influenciado por Heiner Müller, que não usa pontuação em algumas de suas obras emblemáticas, Carlos deixa as frases sem pontuação para que a dúvida de seu sentido seja um impulsionador na busca de sentido. “No começo causa uma rejeição, tanto como literatura como dramaturgia para teatro, mas depois fui percebendo que tem muita abertura na forma de construção de sentido da frase, não chega a ser uma escrita dadaísta, sem sentido, mas, se você não coloca ponto final, exclamação, dependendo da forma de construção da frase, algumas você fica na dúvida, outras você tem certeza do que se trata, mesmo sem a pontuação. Para fazer uma cena eu sempre me divirto com as interpretações que vem dos atores e atrizes. Não só quando eu estou dirigindo, em O Conto Mulheres do Asfalto, dirigido pela Georgette Fadel, eu não participei do processo e era surpreendente ouvir uma pergunta em uma frase que quando eu escrevi tinha certeza que era uma afirmação, por exemplo.”, completa o dramaturgo.

Sobre Carlos Canhameiro

Carlos Canhameiro é diretor, dramaturgo e ator. Trabalha há mais de 15 anos em São Paulo onde criou dezenas de peças com diferentes artistas e coletivos teatrais. É integrante fundador da Cia. LCT e da Cia De Feitos, além de artista parceiro da Cia. Teatro de Riscos e Cia. 4 pra Nada. Tem doutorado em artes pela Unicamp (universidade onde também fez mestrado e graduação em artes cênicas). É pai do Lucas e da Nina e acredita que a maneira como lidamos com as crianças diz muito (ou tudo) do presente onde estamos inseridos.

Sobre a editora Mireveja

A Mireveja é uma editora jovem com uma equipe experiente, que já passou nas últimas duas décadas por jornais, revistas e grandes editoras. Foi criada em 2019 pelo jornalista João Correia Filho, autor de quatro guias literários e ganhador do Prêmio Jabuti 2012, na categoria turismo, com Lisboa em Pessoa. A Mireveja tem se dedicado a projetos diferenciados que envolvem literatura, dramaturgia e fotografia, buscando publicar livros que dialoguem com os tempos atuais.

Ficha Técnica do podcast:

Realização
Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Cultura, por meio do ProAC – Programa de Ação Cultural
Edital 20/2019 – Produção e publicação de obras teatrais

Este projeto foi contemplado pela 9ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura

Ficha Técnica

Direção e dramaturgia
Carlos Canhameiro

Elenco
André Capuano
Weber Fonseca
Cris Rocha
Michele Navarro
Paula Carrara
Paula Serra

Trilha sonora original
Rui Barossi

 

Por conta da pandemia, Ocupação Folias será transposta para plataforma digital

Dividida em duas etapas “Festival Virtual”, com 14 espetáculos e “Circulação”, com 4 intervenções, a ação do grupo Folias D’arte de acontece de 9 a 19 de julho.

Uma imagem contendo ao ar livre, edifício, pessoa, homem

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Esta ação surgiu a partir da intervenção “Relato de uma morte que aconteceu na esquina” dirigida por Rogério Tarifa, dentro do projeto Folias Brechtianas que contava com um cortejo cênico-musical ocupando toda a rua. Para conseguir realizar foi necessário fechá-la, através de uma autorização da CET. O grupo aproveitou a oportunidade para fazer um grande festival: foram três dias com atrações de teatro (infantil e adulto) e música. As tardes de domingo se encheram de atividades para os mais variados públicos. A experiência foi tão potente que o festival tornou-se um objetivo do grupo, realizando edições frequentes. Um evento aberto e gratuito em um espaço que consegue abarcar as mais diferentes classes sociais, um lugar de troca entre artistas das mais diversas áreas, momento de habitar a rua, de fazer dela local de convívio.

Com o novo contexto da pandemia, o grupo decidiu transpor este evento comunitário e de ocupação da rua para a plataforma virtual, com cada pessoa assistindo de sua tela, de sua casa. A ação virtual possibilita atingir um público diverso que poderá acompanhar uma rica e diversificada programação cultural de 48 horas de duração, de 17 a 19 de julho, além de quatro intervenções que acontecem de 9 a 12 de julho. O link de acesso estará no site –  www.galpaodofolias.com.br

Em 2020, o Galpão do Folias comemora 20 anos de portas abertas ao público. Este lugar, que já foi igreja e oficina mecânica, inaugurou no dia 14 de abril de 2000 a configuração que mantém até hoje: a de um teatro. Abarcando diversas linguagens: espetáculos teatrais, performáticos, de música, ensaios, além de encontros de formação e reflexão. Ponto de convergência de fazedores/criadores teatrais e de cidadãos interessados em reconstruir a vida social e política.

“Sobrevivendo a duras penas às chuvas, aos ratos, à toda espécie de carniça e intempéries do tempo e do capital, é com muito orgulho que comemoramos os 20 anos de existência deste palco pisado por tanta gente interessante e talentosa em um evento virtual. Já que a pandemia colocou a todos dentro de casa, queremos olhar neste momento de isolamento social para as ações que aconteceram e acontecem na rua: nosso mais recente oceano de pesquisa, espaço público de encontro, de arte e de lazer. Estão todos convidados a fazer parte desta experiência.” Comenta Clara Moser, atriz e integrante do grupo.

Programação:

Festival Virtual – de 17 a 19 de julho – Disponibilização de intervenções do Folias Brechtianas por 48 horas: dia 17 de julho a partir das 19h.

Intervenções disponibilizadas:

Destas cidades restará: o vento que por elas passa, direção de Georgette Fadel. Duração 10 minutos

Canções de Guerra e Poesia, direção de Cida Moreira. Duração 42 minutos

Brecht Sample, direção de Eugênio Lima. Duração 38 minutos

Relato de uma Morte que Aconteceu na Esquina, direção de Rogério Tarifa. Duração 45 minutos

Ocupação Brecht, direção de Humberto Vieira. Duração 33 minutoS

Atrações Convidadas:

Trupe Lona Preta – disponibilização de vídeo do espetáculo O Circo Fubanguinho – 17 de julho, aberto a partir das 16h.

SINOPSE – “O Circo Fubanguinho” é um espetáculo inspirado nas charangas, farsas e bufonarias. As músicas pontuam e costuram o enredo. Nele, dois palhaços, demitidos e expulsos do picadeiro, tentam se inserir a qualquer custo.

Cumbia Calavera – live de lançamento do seu primeiro clipe – 18 de julho às 16h.

SINOPSE – A Cumbia Calavera propõe releituras instrumentais de cumbias clássicas além de composições próprias, difundindo melodias e elementos rítmicos da cumbia chicha, da cumbia colombiana e da música folclórica andina. Com integrantes vindos de diversos países – Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Togo e Uruguai, o grupo se apresenta em formato de fanfarra – instrumentos de sopro e de percussão- e de maneira performática, baseada na iconografia da Fiesta de los Muertos do México. A Cumbia Calavera celebra a vida e reverencia a morte, derrubando fronteiras e aproximando culturas através da música.

DJ Evelyn – live Balaio Grove- 18 de julho às 21h

SINOPSE – Em seus sets Evelyn comanda a festa com sonoridades que vão além do entretenimento. Em uma interatividade rítmica, música e memória proporcionam o encontro de várias gerações onde dialogam ritmos afetivos com reflexões etnomusicais em passeio harmônico desde o lounge, nu-jazz, indie, da soul music à eletro bossa, pelos nossos sambas, maracatu e a força do afrobeat. Além de sua potente presença enquanto DJ que atravessa a pratica do play list, seus samples mixam um repertório eclético atualizado da música de todos os tempos.

Barracão Teatro – disponibilização de vídeo do espetáculo O Circo do Só Eu – 19 de julho, aberto a partir das 10h – Criação, direção e atuação: Ésio Magalhães.

SINOPSE – O majestoso Circo do Sol, com todas as suas atrações fenomenais, aceitou prazerosamente o convite para se apresentar nesta cidade até que recebe outra proposta muito mais lucrativa e decide cancelar, de última hora, a apresentação do espetáculo. Zabobrim, o palhaço, se apresenta sozinho com números de equilíbrio de pratos, macacos em monociclo, hipnose, mágica, acrobacia, música e muito mais! Muitas são as atrapalhações e confusões desse palhaço durante o esforço imensurável de realizar sozinho o espetáculo de uma companhia inteira.

OCUPAÇÃO BRECHT (17 a 19 de julho)

Direção: Humberto Vieira

Sinopse: Sete personagens da dramaturgia brechtiana à procura de um palco, de um espaço para apresentar suas potências cênicas e que juntos ocupam o espaço “entre” o teatro e a via pública, onde transeuntes transmutados em espectadores são chamados a interagir e a jogar com as criaturas que mostramos. Sete seres caminham sobre o fio da navalha, borderlines, clandestinos que tentam existir em um cenário inóspito, na selva das grandes cidades, à margem do tecido social que permeia e estrutura as grandes metrópoles, todos reféns de um país insano.

BRECHT SAMPLE – Aos que hesitam ou Somos o que sobrou?

Direção: Eugênio Lima

Sinopse: Trata-se de uma intervenção cênica que integra discursos históricos, imagens, depoimentos pessoais, personagens e poemas do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Cada performer trará em cena samples (recortes da obra de Brecht), unindo este material com os dilemas do tempo que nos toca viver. Um mosaico-sonoro-imagético-performático no território Ana Cintra /Santa Cecília/São Paulo/Brasil. Em mãos o microfone e a pergunta que não cala: “Somos o que Sobrou? Com quem podemos contar?”

Relato de uma Morte Que Aconteceu na Esquina

Direção: Rogério Tarifa

Sinopse: A partir do poema de Brecht “A Infanticida Marie Farrar”, da canção “A Balada do Soldado Morto” e a narrativa da morte de um morador de rua da Santa Cecília, o Grupo Folias com a sua Rádio Rato criou um cortejo cênico-musical que desfila pelas ruas. A direção musical é de William Guedes, composições de Jonathan Silva e conta ainda com a participação do Núcleo Musical da Cia. do Tijolo e da Cia. Mevitevendo, responsável pela criação e orientação cênica de máscaras e bonecos.

Canções de Guerra e Poesia – As Estrelas Estarão Sempre Lá, Sr. Brecht?

Direção: Cida Moreira

Sinopse: A intervenção é composta por canções compostas por Brecht, Weill e Hans Eisler e textos de personagens que estão dentro da guerra, no seio das lutas dos homens por sua liberdade, onde a palavra atrocidade é talvez a mais branda. Aqui, juntos, somos infanticidas, soldados vivos e mortos, ratos, mães, bêbados, perdedores, prostitutas, viúvas na guerra, mães comerciantes da guerra, nas palavras do Sr. Keuner (alter ego de Brecht): escravos dos nossos fins. E mais que tudo somos poetas, estrelas caídas de um universo manipulado por um deus perverso e piedoso, reconstruindo a cruel poesia de todas as guerras.

Destas cidades restará: apenas o vento que por elas passa!

Direção: Georgette Fadel

Sinopse: Um coletivo, um único poema, uma única ideia: ventar. A partir da conexão estabelecida entre os jogadores e o espaço público, relações são criadas na tentativa de entender “Essa Confusão Babilônica”. O poema do Brecht é material criativo para encontros e desencontros com o outro e consigo mesmo.

Circulação de 9 a 12 de julho

INTERVENÇÕES

Disponibilização de link com vídeos inéditos da intervenção por 24h, sendo estes divulgados em parceria com equipamentos municipais, abertos sempre às 15h nas seguintes datas:

(09/07)  “Relato de uma Morte que Aconteceu na Esquina”, direção: Rogério Tarifa

  • em parceria com Casa de Cultura Vila Guilherme.

(10/07) “Brecht Sample”, direção: Eugênio Lima

  • em parceria com Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes.

(11/07) “Canções de Guerra e Poesia”, direção: Cida Moreira

  • em parceria com o Teatro Arthur Azevedo.

(12/07) “Destas cidades restará: o vento que por elas passa”, direção: Georgette Fadel

  • em parceria com Biblioteca Mário de Andrade e Centro Cultural Olido.

Cia Carne Agonizante estreia espetáculo online inspirado em Carlos Lamarca e Iara Iavelberg

Dedicado aos mortos, torturados e desaparecidos políticos pela ditadura militar brasileira, MR-8 estreia dia 17 de julho na Plataforma Zoom, sob direção de Sandro Borelli

Imagem em preto e branco de homem em pé

Descrição gerada automaticamente

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Créditos: Junior Cecon

A mais recente criação da Cia Carne Agonizante se apoia na figura de Carlos Lamarca, militar desertor e guerrilheiro brasileiro e um dos líderes da acirrada luta armada contra a ditadura militar que ocorreu no Brasil a partir de 1964. A temporada é de 17 a 21 de julho, às 20h, na Plataforma Zoom.  A concepção e direção geral é de Sandro Borelli e no elenco estão os intérpretes-criadores Alex Merino, Rafael Carrion e Renata Aspesi.

MR-8 foi criado em período de isolamento social para ser apresentado em plataforma virtual. Para Sandro Borelli, “foi um modo diferente de construção de dança. Tivemos que criar outros dispositivos criativos. Confesso que gerou uma angústia estranha. Uma dança que foi arrancada do útero da cena”.

Para o intérprete-criador Rafael Carrion, “foi um grande desafio iniciar uma criação em um momento tão conturbado. (Fazer o trabalho em isolamento social) implicou em diversas dificuldades técnicas, que envolvia toda a tecnologia que mediava nossos encontros. Então, fomos encontrando novas maneiras de trabalhar. Gosto muito do que está sendo produzido e acho que reflete muito sobre os objetivos do grupo e também sobre o momento atual, que interfere de uma maneira muito incisiva na nossa forma de trabalho e corporeidade”.

Lamarca assumiu suas posições políticas frente aos conflitos sociais e políticos pelos quais o país passou entre o final da década de 1950 até o final do século XXI, oficialmente em 1985 com a retirada dos militares do poder maior. Para alguns, um herói que lutou pela restauração da democracia no Brasil, para outros, um traidor do exército brasileiro. Por conta disso, morreu fuzilado em uma emboscada organizada pelos seus perseguidores no interior da Bahia em 1971.

O espetáculo pretende-se transformar em gestos e movimentos, a poesia revolucionária que Lamarca construiu enquanto esteve vivo, mesclando momentos de delicadeza e intensidade, contida em sua trajetória, em um ambiente mesclado de violência e ternura. Além disso, também se apoiará na energia revolucionária de Iara Iavelberg, sua amante e companheira, igualmente sendo assassinada pela repressão militar.

Lamarca e Iara foram mortos pelos donos do poder porque foram potentes vozes dissonantes de um sistema político arcaico e escravizante. Estado, um estuprador constante da Utopia, progenitor de animais dóceis, decentes e covardes.

Ficha Técnica:
Concepção e Direção Geral – Sandro Borelli
Intérpretes-criadores: Alex Merino, Rafael Carrion e Renata Aspesi
Trilha Sonora: Gustavo Domingues
Programação Visual: Gustavo Domingues
Imagens: Alex Merino, Rafael Carrion e Renata Aspesi
Edição: Alex Merino
Fotografia: Júnior Cecon
Direção de Produção: Júnior Cecon

Classificação Indicativa – 16 anos

Apresentações acontecerão de 17 a 21 de julho, às 20h, pela Plataforma Zoom.
Os ingressos podem ser reservados gratuitamente pelo Sympla –
https://www.sympla.com.br/espetaculo-de-danca—mr-8__902872

O espetáculo integra o projeto ‘Corpo: protagonista perpétuo das dores do mundo’ contemplado pela 26ª edição do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

Criada pelos atores Débora Falabella e Gustavo Vaz, websérie Se Eu Estivesse Aí une experiência imersiva, internet, sonorização 3D e audiovisual, e convida o espectador para dentro da cena e da cabeça dos personagens.

Nova obra da ExCompanhia de Teatro estreia dia 8 de junho no Gshow e propõe um formato inédito onde o público vivencia, em primeira pessoa, episódios de até 5 minutos gravados com áudio 3D, uma tecnologia de som que cria a sensação de presença física do que é escutado por fones de ouvido.

Still de cenas

Fotos de Jorge Bispo

No roteiro escrito por Gustavo Vaz, um casal recém separado e isolado pela pandemia global do COVID-19 tenta resolver o possível final da relação através da troca de áudios pela internet. A imaginação dos personagens transforma cada mensagem sonora na sensação de presença de quem está distante, num encontro impossível com o outro que não está ali.

A partir da pesquisa iniciada em 2012 pela ExCompanhia de Teatro (integrada por Gustavo Vaz, Bernardo Galegale e Gabriel Spinosa), Débora e Gustavo estão criando, produzindo, gravando e editando a série dentro do apartamento onde passam a quarentena. “Esta situação de isolamento social trouxe a necessidade de continuar criando como artista, já que seremos os últimos a poder voltar a trabalhar. Quando o mundo está muito revirado como agora, acontecendo coisas tão difíceis e ruins, precisamos de um pouco de arte como respiro, tanto nós que criamos, como as pessoas que consomem arte. Essa websérie surgiu como uma necessidade de continuar em movimento, fazendo o que a gente acredita. Minha casa então se tornou sala de criação, ensaio, edição, e locação, o que dá muito trabalho, já que temos as limitações do espaço. Ao mesmo tempo, a gente acaba mostrando um pouco das nossas intimidades, o que não é fácil, mas é a opção que a gente tem. Tentamos modificar a casa como pudemos, buscamos gravar em horários que não atrapalhasse a rotina de todos aqui, mas por outro lado é uma experiência, um lugar que a gente conhece muito e que, de repente, quando a gente começa a filmar, descobre outras características.”, comenta Débora

A websérie conta com 10 episódios, sendo 5 na perspectiva em vídeo do personagem ELE e 5 na perspectiva em vídeo da personagem ELA. No projeto, os personagens conversam entre si a cada dois episódios, como se um sempre respondesse ao outro. No roteiro, o público que ouve a cena em primeira pessoa está sempre no lugar do personagem que escuta o outro, fazendo com que os participantes vivenciem um importante movimento de empatia e uma profunda sensação de experiência de encontro, ambos fundamentais nos tempos atuais. A websérie dura 5 semanas, com dois episódios novos a cada segunda-feira sendo veiculados no site GSHOW da Rede Globo, e às quintas-feiras nas redes sociais de Gustavo e Débora, sendo o primeiro episódio postado às 21h e o segundo – a resposta do outro personagem – às 21h30. Ainda nas redes sociais dos artistas (@gustavo_vaz e @deborafalabellaofical) durante as 5 semanas, os seguidores poderão acompanhar uma dramaturgia exclusiva para o Instagram, como fotos e textos trocados pelos personagens da trama, antes e durante a pandemia, reforçando o caráter transmídia do projeto.

Para Gustavo Vaz “o projeto é feito para causar a sensação do encontro durante o isolamento social e colocar público em primeira pessoa potencializa essa sensação. Estamos carentes do toque, do olhar do outro,  e neste trabalho buscamos usar a tecnologia como a ponte para a aproximação, para a sensação de se estar junto, mesmo a partir de uma história de separação.” Coincidentemente, o uso da tecnologia como aliada do teatro e a interdisciplinaridade para a criação de uma obra artística já é um caminho que vem sendo trilhado pela ExCompanhia de teatro, da qual Gustavo é um dos criadores e diretores, além de dramaturgo. O grupo sempre enxergou o teatro como lugar para a experimentação, usando, junto às suas criações, conceitos do cinema, performance, áudio dramaturgia, instalação, internet e redes sociais, às vezes, tudo junto. ”O fato de uma companhia de arte ou de teatro, que experimenta linguagens e cria novos formatos há oito anos, entrar em uma plataforma acessada por milhões de pessoas como o Gshow, significa reafirmar que o trabalho experimental tem grande valor, interesse e função também junto ao grande público”, completa Vaz.

A criação, produção, roteirização, atuação, edição, mixagem, finalização e as demais etapas na construção da websérie são realizadas exclusivamente pelo casal de artistas, que, no momento, encontra-se confinado na mesma casa, além da participação remota do produtor de som, artista transmídia, locutor, músico e ator Gabriel Spinosa, parceiro do projeto.

Sobre Débora Falabella

Filha do ator e diretor de teatro Rogério Falabella, Débora Falabella descobriu desde cedo a vocação para atuar e aos 12 anos já participava de peças de teatro amador na Belo Horizonte.  Quando se mudou mais tarde para o Rio de Janeiro ficou conhecida do grande público por atuações em novelas como O Clone (2001) e Avenida Brasil (2012), ambas da Rede Globo. Depois se dedicou a séries como Dupla Identidade, Nada Será como  Antes, Se eu Fechar os Olhos Agora e Aruanas.  No cinema, Débora pode ser vista no curta metragem Françoise (2000), de Rafael Conde, trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado e no Festival de Brasília, e também em longas como Dois perdidos numa noite suja (2002; prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília), de José Joffily, Lisbela e o prisioneiro (2003), de Guel Arraes, A dona da história (2004), de Daniel Filho, e Cazuza – O tempo não para (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho, o Primo Basílio (2007), de Daniel Filho, Meu País (2011) Andre Ristum, O Filho Eterno (2016), O Beijo no Asfalto (2017). Paralelo a trajetória na TV e no cinema, Débora tem uma vida ativa nos palcos com sua companhia, o Grupo3 de teatro, e nos últimos quinze anos participou de espetáculos teatrais de grande sucesso: Noites Brancas (2004), quando venceu os prêmios de melhor atriz do Troféu USIMINAS/SINPARC e do Prêmio SATED-MG,   A Serpente   (2005),   O   Continente Negro (2007), O amor e outros estranhos rumores (2010), Contrações (2013), pelo qual recebeu os prêmios APCA , APTR e Aplauso de melhor atriz e Love, Love Love (2017) espetáculo pelo qual foi indicada ao prêmio Botequim e Cesgranrio de melhor atriz. Atualmente está em cartaz com o espetáculo Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante. Débora também dirigiu dois espetáculos em parceria com sua irmã, Cynthia Falabella, O Rei e a Coroa Enfeitiçada, pelo qual ganhou o prêmio FEMSA de direção revelação e a Mini Costureira.

Sobre Gustavo Vaz

É ator, dramaturgo, diretor e locutor com 16 anos de carreira. Carioca radicado em São Paulo, formou-se na Escola de Teatro Martins Penna e, desde então, busca transitar por diferentes plataformas, linguagens e experimentar novos formatos artísticos em suas criações. Como ator, construiu uma sólida carreira no teatro onde integrou o elenco de inúmeros espetáculos de sucesso. Em 2018 venceu os mais importantes prêmios do Brasil no segmento como Melhor Ator no Prêmio Shell e no Prêmio Cesgranrio e Melhor Ator Coadjuvante no Prêmio Botequim Cultural e Prêmio Cenym pelo espetáculo Tom na Fazenda, além de uma indicação ao Prêmio APTR como melhor ator. Em 2012 criou a ExCompanhia de Teatro onde busca capturar o zeitgeist em projetos que exploram o universo transmídia no Teatro, áudio, instalação, cinema, redes sociais, smartphones, às vezes, tudo junto. A partir de dramaturgias site specific, cria experiências imersivas que colocam o público no centro da obra. Destacam-se na trajetória do grupo “EU – Negociando Sentidos”, uma experiência  cênica transmídia que unia redes sociais, encontros virtuais e presenciais com personagens, com apresentações em São Paulo e na Alemanha; “FREQUÊNCIA AUSENTE 19Hz”, um jornada  existencial em áudio 3D pelas ruas das cidades inspirada em “A Náusea” de Sartre, e apresentada em importantes Festivais e instituições do Brasil, e fora do país, em Portugal e Montenegro, onde recebeu o Special Award de performance destaque do FIAT 2017; e O ENIGMA VOYNICH, thriller de suspense numa série em áudio 3D e grafite digital via app onde o público se tornava o personagem central da história. Atua frequentemente também no cinema, como em Divórcio, O Doutrinador, Maria do Caritó, e nos ainda inéditos Depois a Louca sou Eu e O Jardim Secreto de Mariana. Na Tv e no streaming também marca presença como em Coisa Mais Linda da Netflix, Aruanas na TV Globo e Globoplay e Os Homens São de Marte no GNT.

Sobre a ExCompanhia de Teatro

A ExCompanhia de Teatro é um lugar de experimentação. Teatro, cinema, performance, áudio dramaturgia, instalação, internet e redes sociais, às vezes, tudo junto. O primeiro projeto da companhia foi criado em 2012, “Eu – Negociando Sentidos”, experiência cênica imersiva transmídia com um mês de duração. A experiência unia redes sociais e encontros virtuais com personagens, além de encontros presenciais numa casa e em vários lugares da cidade – com apresentações em São Paulo e Munique na Alemanha. No final de 2013 a ExCompanhia é selecionada no edital de Co-Patrocínio Fomento ao Audiovisual da Prefeitura de São Paulo para reformatar o projeto numa websérie.

Cria em 2015 a experiência “Frequência Ausente 19hz” dentro da programação oficial da Virada Cultural no Instituto Capobianco e do Festival Satyrianas. Em 2016, participa do Festival Imaginarius, em Portugal e em 2017 do FIAT em Montenegro, onde recebe o Special Award pela inventividade do projeto. Em 2018, se apresenta com o mesmo projeto na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, e realiza pequena temporada na FUNARTE em SP, participando da programação oficial da Jornada do Patrimônio da Prefeitura de São Paulo.

Em 2017 lança o app O Enigma Voynich, uma série em áudio 3D e grafite digital em primeira pessoa que media o encontro do público com bibliotecas publicas da cidade de São Paulo.

Em 2019 a instalação interativa “frequencia_ausente.doc”, dramaturgia site specific e documental que conduz o visitante em uma experiência imersiva pelos andares da Unidade do Sesc Paulista e versa sobre o desaparecimento de um ator, ex integrante da ExCompanhia de Teatro, nas dependências do Sesc no dia da estreia do seu monólogo.

Criado pelos atores Bia Borinn e Eduardo Munniz, o podcast HISTÓRIA DE BOCA estreia terceira temporada recheado de fábulas

Com histórias narradas em português para o público infantil, o projeto comemora o alcance de mais de 100 mil plays, em 53 países. A terceira temporada traz fábulas de Esopo e contos populares brasileiros, com convidados ilustres para acompanhar os atores Bia e Edú nas narrações. São eles: Flávio Tolezani, Daphne Bozaski, Iberê Thenório, Daniele Valente, Márcia de Oliveira, Rai Teichimam, Thiago Adorno e Sidney Santiago

Link do podcast no Spotify

História de Boca vai mergulhar no universo das fábulas nesta nova temporada. Farão parte do repertório: “O Leão e o Rato”, “A Tartaruga e a Lebre”, “A Raposa e as Uvas”, “A Cigarra e a Formiga”, “O Lobo e o Cordeiro”, todas de Esopo, mas também estão sendo preparadas histórias brasileiras como “A Onça e o Gato” e “O bem se paga com o bem”, contos populares reunidos pelo autor Marco Haurelio. Como de costume, vozes dos personagens serão feitas pelos atores e criadores do projeto, Bia Borrinn e Eduardo Munniz mas, nesta terceira temporada, eles optaram por convidar artistas que admiram para fazerem parte do time dos narradores. O primeiro episódio da terceira temporada sai nesta quinta-feira, dia 8 de outubro.

O História de Boca surgiu em maio de 2019 como uma homenagem ao Miguel (8 anos), filho mais velho do Edú e da Bia. A avó do Miguel, Fátima, costuma contar histórias durante o jantar, e quando Miguel quer escutá-las ele diz “Vó, conta as histórias de boca?”. Isso se somou ao fato de Bia dar aulas de português como Língua de Herança e Cultura Brasileira para crianças em Los Angeles, CA, onde moram. “Estamos em nossa terceira temporada, e muito felizes por podermos criar conteúdo, agora com parceiros tão inspiradores, e também por termos um diálogo com as famílias que nos escutam. Sempre recebemos recados das crianças através de mães e pais. E sabemos que isso é o que é fundamental na vida das crianças: a ligação afetiva entre pais e filhos. Queremos contribuir um pouquinho para que este laço fique mais íntimo e afetuoso através do momento de escutar nossas histórias.”

O podcast foi criado com dois objetivos: alimentar a imaginação das crianças que estão imersas num mundo absolutamente visual, onde existe pouquíssimo espaço para o que não se vê; e difundir a língua portuguesa nas comunidades brasileiras no exterior. Para a surpresa de Bia e Edú, 60% do público está no Brasil. Os outros 40% está dividido em 37 países.

Desde seu lançamento podcast alcançou o número de 115 mil plays em 53 países. “É muito bom saber que mães e pais estão atentos a fornecer conteúdo de qualidade em português para seus filhos, fomentar a apropriação da nossa língua materna e estimular o bilinguismo. No caso do nosso público no Brasil, que é a maioria, temos ouvintes de todos os estados! Então ficamos atentos a diversidade de culturas e sotaques, apesar de sermos uma paulista e um carioca. Recebemos recadinhos tão lindos, de norte a sul. E sabemos que a possibilidade de crescermos ainda mais é grande, ainda mais numa era onde todo mundo está em frente às telas” comenta Bia Borinn

Bia e Eduardo apostam no estímulo à imaginação que o ato de escutar uma história pode causar. “Esperamos que, além dos cuidadores, os educadores tomem conhecimento da nossa existência, para oferecerem uma alternativa nesta época de pandemia. Uma possibilidade de as crianças fecharem os olhos, ou mesmo de olhos abertos, imaginarem as cores e formas das suas personagens através do História de Boca.” completa Eduardo.

Repertório e processo criativo

A escolha do repertório para o podcast é feita pelo casal, que também leva em consideração os pedidos dos ouvintes, como foi o caso de “Pinóquio” e “Peter Pan”. Os contos não são lidos na sua forma original, Bia e Edú fazem adaptações e improvisam muito enquanto gravam, aproveitando o repertório de voz e criação que possuem. Sobre este processo criativo, Edú completa: “Depois de escolhido o episódio, eu e a Bia estudamos juntos os principais turning points da história. Criamos uma espécie de estrutura para a contação. Todo o resto, com raríssimas exceções, é feito no momento, improvisando. Nenhuma voz, nenhum personagem, nada é antecipado. Tudo é criado ali, na hora. Isso dá frescor aos episódios, mas sem perder o fio da meada.” Quem assina a edição e o design sonoro e Bia Borinn.

Desde seu lançamento, o História de Boca já tem vinte histórias sendo, três delas, parcerias especiais: “A Cor de Coraline”, de Alexandre o livro “Peixe Vivo”, de Felicia Jennings-Winterle e Patricia Scheld; e a leitura da “Carta às meninas e aos meninos em tempos de Covid-19”, obra realizada pelo Fórum Mineiro de Educação Infantil. Ainda dentro do universo da quarentena, Edu e Bia criaram uma meditação para crianças “Qual é a sua estrela?”, além uma história para a Páscoa em tempos de pandemia, sobre um coelho que está bem confuso em resolver como entregar os ovos sem ser notado, já que todos estão em casa, “Uma Páscoa Bem Confusa”.

Além dessas, quem entrar no podcast vai encontrar muitas opções para as crianças ouvirem e soltarem a imaginação; João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, Pinóquio, João e Maria, Mula sem Cabeça, Saci, Iara, Princesa da Pedra Furada, Curupira, Raimunda e São João, Hobin Hood, O Patinho Feio, Branca de Neve e Peter Pan.

Um pouco sobre Bia Borinn e Eduardo Munniz

Bia e Edú são atores com vasta experiência em diversas manifestações artísticas como teatro, TV e cinema. São atores de voz também, tendo cedido suas vozes para inúmeros projetos artísticos e de publicidade nos últimos 15 anos. O “História de Boca” marca a estreia de ambos nesta plataforma, o podcast. São casados há 11 anos e têm dois filhos, Miguel e Matteo (8 anos e 1 ano). Residem nos EUA e Brasil desde 2014.

Experiência teatral online Pandas, ou era uma vez em Frankfurt tem temporada prorrogada no Zoom até o dia 5 de julho

Inspirada na obra de Matéi Visniec, o experimento teatral online que funciona com o microfone do público aberto, foi concebido durante a quarentena e fez um mês de temporada com ingressos rapidamente esgotados. Entendendo o interesse do público em discutir novas formas de fazer arte em meio à crise, equipe prorroga temporada por mais um mês

Mulher com chapéu

Descrição gerada automaticamente

Link para download de fotos

A equipe de criação prefere não chamar de teatro. Com vasta experiência nos palcos, Mauro Schames e Nicole Cordery (elenco) e Bruno Kott (direção e dramaturgismo) se organizaram para estrear um trabalho na plataforma Zoom, que é mais do que uma leitura. Pandas, ou era uma vez em Frankfurt é uma experiência teatral online ao vivo, que foi concebida durante e para a quarentena da Covid-19 com os artistas envolvidos isolados em suas casas e lança agora a segunda temporada: até dia 5 de julho, às sextas, sábados e domingos às 20h.

A experiência é uma adaptação do texto teatral História do Urso Panda (contada por um saxofonista que tem uma namorada em Frankfurt), do dramaturgo romeno Matéi Visnic. Na primeira temporada, a equipe foi surpreendida por um público de todo o Brasil e percebeu que isso também é uma riqueza que a troca online possibilita.

“Está sendo uma aventura doida, mas, acima de tudo, estimulante”, conta a atriz Nicole Cordery, que foi apresentada ao texto pelo Mauro Schames, que teve a ideia de fazer esse projeto para o Edital do Itaú Cultural. Juntos, fazendo a leitura do texto pelo aplicativo Zoom, decidiram que precisavam de um diretor. É aí que entra Bruno Kott, por indicação do Mauro – Nicole e Bruno, por exemplo, não se conhecem ao vivo até hoje.

Bruno Kott chegou com uma proposta de diminuir o texto (a apresentação tem 40 minutos de duração) e trouxe conhecimentos tecnológicos e uma proposta estética para a história. “Mergulhamos profundamente em ensaios diários. Tínhamos menos de uma semana para produzir uma filmagem deste texto, que não fosse uma leitura. Falei com o autor Matéi Visniec por e-mail, que respondeu prontamente e nos mandou uma carta dizendo estar de acordo com a nossa experiência”, conta Nicole.

Ensaios longos diários, estudo de texto, pesquisa de linguagem, crises dos atores, medo da capacidade de se adequar a tantas mudanças. “Como manter a teatralidade inerente ao texto estando a um palmo de uma câmera?”, fala Nicole sobre suas aflições durante processo.

Sobre a direção, por Bruno Kott

O texto original de Matei Visniec fala sobre a relação de um homem com a morte (simbolicamente expressada pela mulher). Este projeto começou neste contexto estranho onde o medo e a insegurança sobre o futuro se instauraram. Entendo esses dois sentimentos como pequenas mortes, principalmente sobre o falso controle do futuro.

Como contrapartida, o próprio autor sugere um ambiente cômico, que inclusive permeou toda a minha adaptação do texto e fica visível na estética dos cenários, figurino e sonoplastia (onde temos o prazer de utilizar um trecho do filme “O bandido da luz vermelha” de Rogerio Sganzerla de 1968, em que indica que terceiro mundo vai explodir!).

Penso que o humor é um caminho para a reflexão de temas existenciais; uma porta especial afetuosa.  Optamos por imagens nonsense, que quebrassem o código do realismo, que servissem como gatilho para um entendimento menos racional, e mesmo com atores atuando num fundo infinito para a câmera do notebook, não trouxessem uma atmosfera cinematográfica, mas sim, teatral. O que me guiou para essa narrativa tanto dramatúrgica quanto estética, foi a teoria do multiverso, que explora realidades paralelas como uma opção de existência.

O online é uma realidade paralela. Ele já é uma forma de vida única, com símbolos próprios. Na experiência teatral online, exploramos esses símbolos através de stories, referências pop, mesclado com textos autorais sobre essa sensação latente de solidão dos tempos atuais. A arte tem um poder forte de subversão. Ao ocupar uma ferramenta de reunião on-line para fazer teatro, sinto que estamos pensando em novas possibilidades de resistência. Uma comédia para sorrir de si. O ponto de identificação é o vazio, e o vazio pode ser o espaço para o novo.

E, agora, com vocês: Pandas, ou era uma vez em Frankfurt

O projeto não ganhou o edital do Itaú Cultural. Tarde demais. Mauro, Nicole e Bruno já estavam tão envolvidos com essa experiência que não cogitaram não apresentá-la. Decidiram fazer a primeira temporada: ingressos esgotados em todas as sessões e um interesse muito grande da plateia em continuar na plataforma após a apresentação para conversar com os criativos sobre este caminho que estão seguindo.

Agora, Pandas ou era uma vez em Frankfurt prorroga a temporada, sentindo que essa discussão sobre fazer arte em tempos de pandemia é muito forte e  necessária.

Para assistir, é necessário fazer o download do aplicativo Zoom (a equipe indica que seja no computador, mas no celular também funciona) e comprar o ingresso no www.sympla.com.br/pandas, fazer o login e comprar seu ingresso. No dia da apresentação, o link ficará disponível no site e te direciona automaticamente para a plataforma Zoom. É necessário entrar na sala 15 minutos antes para ser recebido pelo diretor na sala com as recomendações.

Os microfones do público ficam ligados – assim é possível acompanhar a reação da plateia. Enquanto isso, Mauro e Nicole estão, cada um em sua casa, fazendo alongamento, aquecimento, limpeza vocal e maquiagem. Toca o terceiro sinal, todos com os celulares desligados em um lugar silencioso e a experiência teatral se (re)inicia.

Ficha técnica
Texto: Matéi Visniec
Direção e dramaturgismo: Bruno Kott
Elenco: Mauro Schames e Nicole Cordery
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço
Até dia 6 de junho
Sextas e sábados às 20h
De 12 de junho a 5 de julho
Sextas, sábados e domingos às 20h

Na Plataforma Zoom
Ingressos: R$ 20
Via Sympla: http://www.sympla.com.br/pandas

(Para assistir à experiência, é necessário baixar o aplicativo Zoom no seu computador. Depois, é só reservar o seu ingresso pelo Sympla e seguir as instruções).

Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: 14 anos