Cia Articularte comemora 18 anos com estreia do espetáculo Menino Coragem

Fotos de João Valério

 

Um menino (Boneco Zaki) e sua irmã se perdem de sua família e vivem uma aventura inusitada. Com muita coragem, eles serão obrigados a cruzar uma floresta escura, com seres surreais, depois um mar de criaturas marinhas fantásticas, até chegarem em uma nova terra, onde terão que adaptar-se à vida daquele povoado. Diversos bonecos e formas animadas ajudam a contar essa curiosa trama dirigida por Dario Uzam,  praticamente sem palavras, elaborada pela Cia. Articularte.

Livremente inspirado em histórias de vida de imigrantes, exilados, refugiados e suas crianças, Menino Coragem estreia dia 3 de junho, às 16h, no Teatro Cacilda Becker comemorando 18 anos de companhia.

Em cena, quatro atores-animadores (Surley Valerio, Gabriela Zenaro, Renato Bego, Flávio Borzi) dão vida a doze bonecos. A montagem ganhou prêmio edital de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. A sonoplastia é assinada por Raul Teixeira e a coordenação de dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

Uma peça de viagem e coragem
“Contamos aventuras de crianças corajosas e destemidas com muita animação e peripécias. Nós nos inspiramos livremente em histórias e contos de crianças refugiadas e imigrantes. É na hora de encarar os pequenos apuros que se conhece o verdadeiro ser humaninho. A música e trilha sonora são diferenciadas e ajudam a navegarmos para outros mundos. Os figurinos são divertidos, falantes e o cenário com iluminação setorizada indicam pura alegria. Uma peça de viagem, fantasia e coragem!”, conta Dario Uzam.

Ficha Técnica
Direção e autoria: Dario Uzam. Bonequeira e adereços: Surley Valério
Coordenação de dramaturgia: Luis Alberto de Abreu.
Trilha sonora: Raul Teixeira e Aragonesco
Elenco: Surley Valerio, Gabriela Zenaro, Renato Bego, Flávio Borzi.
Figurinos: Deborah Correa.
Cenografia, Direção de Arte e Pintura  – Michele Rolandi e Tide Nascimento (Casa Amarela).
Artes Gráficas: Aída Cassiano
Iluminação: Dario Uzam, Eric Valério e Cia. Articularte
Direção de Produção: Deborah Correa
Fotos: João Valério
Produção Executiva: Cia. Articularte – 2017

Serviço
Teatro Cacilda Becker – Rua Tito, 295
198 lugares
Temporada: de 03 a 24 de junho – sábados e domingos às 16h
Ingressos:R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia.
Classificação indicativa: Livre – Recomendado a partir de 4 anos de idade.
Duração: 45 minutos
Site: www.articularte.com.br/
Página do espetáculo: www.articularte.com.br/menino-coragem/

O Jogo do Amor e da Morte estreia 27 de maio em um casarão na Vila Mariana

Com texto e direção de Eliseu Paranhos, a peça é encenada na antessala da”Casa dos Fagundes”

Foto de Vagner Click.

“O Jogo do Amor e da Morte” busca inspiração em diversas obras literárias para contar a história de um homem (interpretado por Eliseu Paranhos) e de uma mulher (interpretado por Juliana Fagundes), fragilizados e paralisados diante de suas dores. A cada noite um jogo é proposto. Assim, “Os Maias” de Eça de Queiroz, “Giovanni” de James Baldwin e “Olhos Azuis – Cabelos Pretos” de Marguerite Duras emprestam seus personagens para que esses “jogos” se estabeleçam, numa expiação incessante que só acontece à noite – durante os dias os personagens somem, como vampiros.

Os espectadores ficam a poucos metros dos atores de forma que uma experiência naturalista é levada às últimas consequências, ainda que elementos distanciadores desafiem esta lógica – como o notebook ligado o tempo todo ou o som de mar intermitente vindo de alto-falantes.

Sinopse Curta
Um homem contrata uma mulher para lhe fazer companhia por cinco noites. A cada noite um jogo é proposto no qual eles devem representar papéis diferentes, sempre relacionados a amores frustrados e abandonos.

Sinopse
Um homem contrata uma mulher para lhe fazer companhia por cinco noites durante as quais ela não deve fazer perguntas a seu respeito. A cada noite um jogo é proposto no qual eles devem representar papéis diferentes, sempre relacionados a amores frustrados e abandonos.

Os enredos criados remetem a personagens literários de forma que o que é verdade e o que é representação acaba se perdendo em meio aos devaneios e às dores, como num jogo de espelhos.

É certo, no entanto, que uma relação íntima e desesperada se estabelece e se fortalece durante esse período, de forma que um último abandono se torna imperativo sem que nenhum deles possa controlar.

Sobre o texto inédito de Eliseu Paranhos
“O Jogo do Amor e da Morte” é um pastiche cujos autores são, em última análise, os dois personagens da peça. São eles que citam e usam, como inspiração, as obras e autores que lhes convém. O texto tem como fontes os enredos e personagens dos romances “Olhos Azuis – Cabelos Pretos”, de Marguerite Duras, “Giovanni”, de James Baldwin e “Os Maias” de Eça de Queiroz, bem como referências ao filme “Blade Runner”, de Ridley Scott, à música “La Maison Dieu”, de Renato Russo e à peça “Galileu Galilei”, de Bertold Brecht.

“Em nossa fábula um homem está chorando em uma praia quando é abordado por uma mulher de olhos azuis, que também começa a chorar. Por algum motivo, o homem a contrata para lhe fazer companhia por cinco noites durante as quais ela não deve fazer perguntas a seu respeito.

Noite após noite os dois passam a representar papéis com o propósito aparente de entender e purgar os motivos pelos quais os dois se sentem tão abandonados e com tantas dores.

Destes jogos, às vezes lúdicos, às vezes extremamente dolorosos, nasce uma intensa relação fadada a uma interrupção ríspida devido à natureza do contrato que os une”.

Sobre a encenação
Concebida desde o início para ser encenada numa casa, para poucos espectadores, a peça possui inúmeras características que a afastam de uma experiência convencional de teatro.

“O cenário é composto pela própria arquitetura e pelos móveis da casa – uma casa da década de 40, localizada em frente ao Instituto Biológico, na Vila Mariana. Nada foi retirado ou colocado. Não há um aparato cênico específico de teatros – equipamento de luz e de som, urdimentos ou nada parecido”, conta Eliseu.

A trilha sonora é composta por três canções compostas por Eliseu para o espetáculo e cantadas “à capela” e por um barulho constante de mar, que vem de um notebook utilizado como um elemento cênico. A luz é toda feita pelas luminárias e abajures que fazem parte da mobília da própria casa, por aparelhos celulares e “tablets”, num confronto entre o novo e o antigo.

“Alie-se isso ao tom poético e literário do texto e não poderíamos deixar de experimentar uma interpretação que não fosse intimista e radicalmente naturalista, com a encenação flertando mais com a linguagem cinematográfica do que a teatral”, completa Eliseu.

Ao espectador resta a sensação quase literal de ser um intruso, um “voyeur”, de ter um olhar privilegiado sobre aquelas veias abertas em que se transformam as pessoas à sua frente, cujas dores são tão intensas que fica difícil decifrar o que é mentira e o que é verdade nas encenações propostas pelos personagens.

Sobre a produção
“O Jogo do amor e da Morte” foi todo produzido através do empenho de artistas e outros colaboradores sem o uso de nenhuma lei de incentivo ou outro tipo de financiamento. O espaço, ora denominado “Casa dos Fagundes”, foi gentilmente cedido pela família Fagundes.

“Eu e Juliana Fagundes produzimos com recursos próprios (e poucos) o que foi impossível conseguir através de apoios.“Lord Lu” – de Luciano Ferrari e ElenZamith – produziram os figurinos, Paula Di Paoli o design gráfico, VagnerClick fez as fotos e Lena Roque faz a administração. Sem estas parcerias, estas amizades e sem as memórias que estas relações nos proporcionaram este projeto não seria possível.” explica o diretor.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Eliseu Paranhos
Elenco – Eliseu Paranhos e Juliana Fagundes
Cenário – Casa dos Fagundes
Figurino – Luciano Ferrari
Produção de Figurinos – Elen Zamith
Iluminação – Eliseu Paranhos e Juliana Fagundes
Projeto Gráfico – Paula di Paoli
Ilustração Projeto Gráfico – Luciano Ferrari
Ilustração “Casa dos Fagundes” – Pedro Brecheret Fagundes
Fotografia – Vagner Click
Administração – Lena Roque
Agradecimentos: Lena Roque, Julio Pompeo, Beto Magnani, Elaine Bortolanza, Ulysses Fagundes Neto, Claudio Marco Antonio, Mauro Casa dos Fagundes, Clarete Paranhos, Mauro Nemirovsky de Siqueira

SERVIÇO
Casa dos Fagundes: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1239 (em frente ao Instituto Biológico) – próximo à estação Ana Rosa do metrô.
Estreia: dia 27 de maio.
Temporada: sábados às 21h e domingos às 20h.
Duração: 80 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
Capacidade: 20 pessoas
Ingressos: R$ 60,00 / meia-entrada: R$30,00– reservas pelo telefone: 993319366 (Vivo)
Até: 26 de agosto

CAVALOS estreia dia 9 de maio no Centro Cultural São Paulo

 Com dramaturgia e direção de Lucienne Guedes, o espetáculo questiona a relação da arte com o espaço de passagem da cidade, a possibilidade de alteridade entre indivíduos e o empoderamento da mulher

 Fotos de Franciele Meireles e Juliana Smanio

 O projeto Cavalos, da Cia Zero8 de Teatro – iniciou-se em 2015 na Escola Superior de Artes Célia Helena, quando Lucienne Guedes  foi convidada para dirigir e fazer a dramaturgia em processo colaborativo com os atores. O grupo partiu da obra de Luiz Ruffato, “Eles eram muitos cavalos (2001)”, assim como de outros textos, incluindo o discurso do autor proferido na Feira de Frankfurt em 2013, no qual Ruffato questiona-se a respeito do que significa ser um escritor num país como o Brasil, onde “o termo ‘capitalismo selvagem’ não é uma metáfora”, segundo suas próprias palavras.

O elenco da peça, predominantemente feminino, questiona a relação da arte com o espaço de passagem da cidade, a possibilidade de alteridade entre indivíduos e o empoderamento da mulher em meio a este cenário caótico. A cada dia um diretor é convidado a fazer parte do elenco, guiando os atores a seu modo e interferindo na linearidade da história.

O convite para viajar nas pequenas histórias de Luiz Ruffato e nos próprios pensamentos sobre espaço urbano ampliou a dramaturgia e revelou a cidade de São Paulo como um não-lugar, um lugar de não-permanência, em que os encontros se fazem através da violência, da falta de tempo e do êxtase.

 

Como exemplo disso, surgem figuras como a de uma mulher que anda sobre corpos nus, explicitando poeticamente a violência dos padrões impostos para este gênero e a falta de representatividade destas neste espaço. São diversas cenas que, assim como o livro de Ruffato, se sucedem forçando o ritmo de um caleidoscópio que deixa entrever a humanidade estilhaçada e comprimida.
SINOPSE
11 atores estão prontos para realizar um teste para uma peça a ser dirigida por importante diretor/diretora, na cidade de São Paulo. O teste exige técnica, exposição por vezes pessoal e de visão de mundo. Cada um deles vai se virando como pode.

FICHA TÉCNICA:
Direção e Dramaturgia: Lucienne Guedes Assistente de Direção: Leonardo Birche Preparação Corporal: Luaa Gabanini Elenco: Cia Zero8 de Teatro (Ana Paula Pimenta, Bárbara Sgarbi, Irene Catunda, Isabel Oliveira, Jessica Rodrigues, Larissa Janotti, Lígia Cossé, Lucas D’Alessandro, Luísa Mira, Luísa Renaux e Victória Martinez. Cenografia, Figurino e Trilha Sonora: Cia Zero8 de Teatro. Iluminação: Lui Seixas Operação de luz: Lui Seixas e Gabriel Tavares. Operação de Som: Pedro Knirsh. Fotografia Divulgação: Franciele Meireles e Juliana Smanio. Fotografia Espetáculo: Rebecca Catalani Design Gráfico: Gui Neves Produção: Contorno Produções e Cia Zero8 de Teatro. Produtores Associados: Escola Superior de Artes Célia Helena. Apoio Cultural: Teatro Pequeno Ato e Espaço Mirabilis. Estagiária em Produção: Gabrielle Vacirca.

 

​SERVIÇO:

09, 10, 11 e 12 de maio às 20 horas.

23 de maio a ​14 de junho

Terças e Quartas às 20 horas.

Dias 07 e 13 de junho também haverá espetáculo às 16 horas.

 

Sala Adoniran Barbosa

Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP

150 lugares

 

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 16 anos.

R$ 20

Pagamentos em dinheiro ou cartão de débito.

(*dias 30 de maio, 7 e 13 de junho: entrada gratuita)

 

Douglas Picchetti (11) 998146911
Helô Cintra (11) 994028732
Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Rua Comendador Paulo Brancato, 172

www.pombocorreio.art.br

 

BOI
Grupo Alerta – Pesquisa Dramática
Estreia em São Paulo
7 a 14 de maio
Armazém 19 | Vila Maria Zélia

Fotos de Alex Gaudêncio

O mais recente trabalho do grupo teatral carioca Alerta – Pesquisa Dramática estreia em São Paulo com texto, concepção e direção de Afonso Henrique Soares. A temporada é curtíssima, de 7 a 14 de maio no Armazém 19, Vila Maria Zélia.

SINOPSE
Um incidente leva uma mulher a um lugar estranho – uma espécie de prisão – a uma visita cujo motivo diz desconhecer. De um modo ou de outro busca uma saída. Mas percebe que é cada vez mais impregnada pela atmosfera que a oprime e aprisiona. Um homem a levou àquele lugar. Quem? Diante de si, uma figura decadente que pode ter as respostas que procura. Mas talvez ela já saiba. Só não quer enxergar a verdade.

TRAJETÓRIA
Em 2014, a iniciativa de realização da temporada de “BOI” no Pequeno Engenho das Artes – uma antiga casa no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio, que há cinco anos se propõe como ponto de encontro de arte e artistas – determina novos rumos ao fazer artístico do grupo ALERTA – Pesquisa Dramática. Aponta um novo pensamento sobre a criação e meios de produção, uma nova estética há algum tempo estudada a partir da obra de Jean-Marie Piemme, “O Máximo de Estéticas Minoritárias”, em que se pensa a criação teatral segundo a mínima necessidade de elementos visuais para a cena, evidenciando radicalmente o ator.

Também evidenciou a proposta de descentralização do fazer artístico na Cidade do Rio de Janeiro ao ofertar a sua criação aos habitantes de toda a região do Grande Méier.

“O clima é de inquietação permanente. A cena, dividida nos momentos claro e escuro, produz diversos sons, estimula pensamentos e sensações diversos, o que gerou comentários importantes de algumas pessoas que assistiram as temporadas no bairro do Engenho Novo. A casa, muito antiga, contribuiu com o imaginário de cada espectador e com a ambientação criada por cenário, figurinos, luz e som muito específicos, foi ao mesmo tempo promotora e testemunha de diversos tipos de impacto”, diz Afonso.

Dando sequência, a peça retorna à cena em 2016. A configuração do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – o Castelinho do Flamengo – dá continuidade a essa proposta cênica, por ser um espaço igualmente antigo, de características peculiares. Também fora observados vários tipos de impacto por parte do público.

E em 2017, a oportunidade de realização dessa curta temporada no Armazém 19, na Vila Maria Zélia, residência artística do Grupo XIX de Teatro, mantém a estética e linguagem originais de “BOI”. A peça se incorpora ao espaço e estabelece uma outra conexão, uma outra realidade, um outro jogo com o público.

O GRUPO
Criado em fins de 2004 e iniciado suas atividades em 2005 como um projeto de desenvolvimento de dramaturgia, passou por várias formações na busca um novo modo de concepção artística e viabilização da produção a partir do essencial, do minimalista. Um aprofundamento estético e temático com a linguagem do suspense, envolvendo o público não numa simples trama, mas na atmosfera reinante e nas ações e reações dos personagens ou arquétipos, num ritmo intenso e vertiginoso. Trabalhamos sob a premissa de ser o Teatro uma habitação do pensamento coletivo a partir de experiências individuais.

ALERTA – Pesquisa Dramática: histórico de atividades
Espetáculos | “Plataforma 4, linha D” – 2005 – Teatro Glauce Rocha / Auditório Murilo Miranda (RJ)| “Trincheira 701” – 2007 – Teatro Villa-Lobos (RJ) Espaço 3 | “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”  – 2008 e 2009 – SESC Tijuca (RJ)  Teatro 2 | “ISIANE” – 2013 – Teatro Municipal Maria Clara Machado (RJ) | “BOI” – 2014 – Pequeno Engenho das Artes (RJ) e 2016 – Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho / Castelinho do Flamengo (RJ);
Esquetes em festivais | “Meu Craque!” (Geringonça – SESC Tijuca / RJ 2005) | “Assim caminha a Justiça!” (Mercadão Cultural – Teatro Carlos Gomes / RJ 2006)| “Fui parar na Gardênia Azul!!!” (2º. Festival de Esquetes do Rio – Casa de Cultura Laura Alvim / RJ 2007);
Participações em mostras teatrais | Novíssimas Pesquisas Cênicas – SESC Tijuca (RJ) 2008 | A Cena da Cidade – IBAM (RJ) 2009, ambas com “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”
Leituras dramatizadas | “ISIANE” – CIB – Clube Israelita Brasileiro (RJ) | Drama tempo – Espaço Cultural Sérgio Porto (RJ) em maio e novembro de 2006 | Biblioteca Mário de Andrade (SP) em agosto de 2016 | “BOI” – Midrash Centro Cultural(RJ) em abril de 2014
Prêmios | 3º. Lugar – Júri Popular – Novíssimas Pesquisas Cênicas – SESC Tijuca (RJ) 2008 – “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”

O AUTOR; ATOR E DIRETOR

Afonso Henrique Soares – é ator, formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras em 1995 e desde então trabalhou como ator em diversos espetáculos, dirigidos por nomes como Gilberto Gawronski; Renato Borghi; Paulo de Moraes; Felipe Vidal, Lenerson Polonini, entre outros. A partir de 2005, à frente do ALERTA – Pesquisa Dramática como autor, atuou na maioria dos projetos, passando também a dirigi-los. Possui ainda trabalhos em TV e Cinema.

ELENCO
Aline Gomes – atriz, diretora teatral, pedagoga e especialista em acessibilidade cultural. Como atriz, iniciou no teatro em 1996, com o grupo Mirante, da Universidade de Fortaleza, com o qual ganhou diversos prêmios, assim como – também em Fortaleza – inicia o seu trabalho como Diretora. Passou por outros grupos, participou de festivais nacionais e internacionais, como o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, em Portugal. No Rio, atuou em diversos espetáculos, trabalhou com importantes diretores como Jiddu Saldanha e Bruce Gomlevsky.

Victor Nalin – ator, com vinte anos de atividades, entre teatro e cinema, trabalhou com importantes diretores como Felipe Vidal; Claudio Torres Gonzaga; Guilherme Miranda, entre outros. Participa do projeto “Bibliotecas do Mundo”, voltado ao público infanto-juvenil e de montagens teatrais nascidas no Pequeno Engenho das Artes, espaço de pesquisa e criação na zona norte carioca com os espetáculos “BOI”, de Afonso Henrique Soares e recentemente com “Casa a Venda”, de Cecília Terrana.

A PALAVRA DO DIRETOR
Em fins de 2013 me ocorria a ideia de criar novas obras, novos textos que propusessem outros tempos de duração. Mas também era hora de repensar os meios de se produzir. Uma linguagem que demande a economia de tais meios. Uma busca pelo minimalismo talvez… Mais foco no jogo dos atores e suas potencialidades. Peças teatrais mais curtas. Ao mesmo tempo um exercício de objetividade e uma dose a mais de subjetividade no jogo. Um jogo instigante num turbilhão de sensações e de impactos onde o tempo nem é sentido. A vida feita de momentos breves onde muitas coisas podem acontecer.

FICHA TÉCNICA
Temporada 2017 – Armazém 19 – Vila Maria Zélia (SP)
“BOI”
Texto | Concepção| Direção Afonso Henrique Soares
Elenco Aline Gomes; Victor Nalin e Afonso Henrique Soares
Participação especial Cleo Moraes
Cenário | ALERTA – Pesquisa Dramática
Figurinos | Marina Pereira e ALERTA – Pesquisa Dramática
Light Design-Instalação Mônica Ann Diniz
Sons Afonso Henrique Soares
Divulgação Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Mídias sociais ALERTA – Pesquisa Dramática
Colaboração especial em produção Cleo Moraes
Produção e Realização ALERTA – Pesquisa Dramática

SERVIÇO
Dias 07 e 08 (domingo e segunda) e dias 13 e 14 de maio de 2017 (Curta Temporada)
Vila Maria Zélia – Armazém 19
Segunda e sábado às 20h e domingos às 19h
Duração: 40 minutos

INGRESSOS
R$ 30
Obs.: lista amiga R$ 10,00 para moradores da Vila Maria Zélia
Classificação etária: 14 anos.

 

­HOTEL MARIANA está em cartaz na Estação Satyros até dia 10 de julho

Fotos de Custodio Coimbra

Criado a partir de relatos de alguns sobreviventes da tragédia de Mariana (MG) que ocorreu em novembro de 2015, o espetáculo Hotel Mariana está em cartaz até dia 10 de julho  de 2017 na Estação Satyros. Com direção de Herbert Bianchi e dramaturgia de Herbert Bianchi e Munir Pedrosa, em cena os atores usam fones de ouvido e reproduzem instantaneamente os relatos que estão ouvindo – coletados pelo idealizador do projeto Munir Pedrosa, que foi até a cidade uma semana depois do desastre.

Sinopse
Eram quase três e meia da tarde de 5 de novembro de 2015, um dia quente, como de costume no vale do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos de minérios de Fundão, em Mariana-MG, com cerca de 55 bilhões de litros de lama espessa, rompeu-se sobre os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Depoimentos perturbadores e surpreendentes são colocados no palco e evidenciam a simplicidade de pessoas que perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Da criança do grupo escolar ao velho da folia de reis, do ativista de direitos humanos à aposentada que escreve poemas, somos convidados a escutar os sobreviventes que, com suas histórias, traçam um panorama político, histórico e cultural do nosso país.

Ficha técnica

Elenco
Angela Barros
Bruno Feldman
Clarissa Drebtchinsky
Fani Feldman
Isabel Setti
Lucy Ramos
Marcelo Zorzeto
Munir Pedrosa
Rita Batata
Rodrigo Caetano

Idealização e pesquisa: Munir Pedrosa
Direção: Herbert Bianchi
Edição: Herbert Bianchi e Munir Pedrosa
Assistente de direção: Letícia Rocha
Designer de luz: Rodrigo Caetano
Cenário: Herbert Bianchi
Cenotécnico: Marcelo Maffei
Figurinos: Bia Piaretti e Carol Reissman
Acervo: David Parizotti
Produção executiva e direção de produção: Munir Pedrosa
Apoio: Greenpeace e Oficinas Culturais do Estado de São Paulo
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização: Governo do Estado de São Paulo

Serviço:
Temporada: 6 de maio a 10 de julho.
Sábados e segundas, às 20h. Domingos, às 18h.

Estação Satyros.
Endereço:Praça Franklin Roosevelt, 134 Consolação São Paulo – SP

Telefone:(11) 3258.6345 / (11) 3231.1954 
Capacidade:
60 lugares
Classificação:
Livre
Duração:
70 minutos
Ingressos:
Sábados e domingos – inteira 30 reais / meia 15 reais. Segundas-feiras – gratuito.

A Má Companhia Provoca: REALITY IS BACK – o corte final do programa sem censura de Michelle Ferreira

Sucesso de público e crítica, o segundo espetáculo da A Má Companhia Provoca volta a São Paulo com novo nome e cenário e figurinos reformulados. A nova temporada vai de 5 a 28 de maio no Teatro Alfredo Mesquita, na zona norte

Fotos de Leekyung Kim


“A doença que se alastra não tem cura”. A locução em off de Antonio Abujamra anuncia o que está por vir. Nos próximos 55 minutos, o que se vê no palco são as últimas semanas de vida de Eva LoBrac (Maura Hayas), uma atriz falida e de cadente com uma doença terminal, que volta ao canal que a desprezou para participar de um reality show em que ganha quem morrer por último.

Com ela, estão o traficante que lhe fornece drogas alucinógenas relaxantes (André Correa); a filha, uma artista incompreendida (Michelle Ferreira); uma garota com leucemia que sonha com a fama (Flávia Strongolli); uma produtora inescrupulosa amante do médico narcisista que faz as vezes de animador de auditório (Paula Brandão); e uma assistente de produção que quer ascensão profissional (Solange Akierman).

O texto premiado de Michelle Ferreira, REALITY (FINAL), estreou em São Paulo em novembro de 2014 e agora volta aos palcos com cenários e figurinos reformulados e novo nome: REALITY IS BACK – O CORTE FINAL DO PROGRAMA SEM CENSURA DE MICHELLE FERREIRA.

A direção é de Ramiro Silveira e no elenco, além da própria Michelle, estão Flávia Strongolli, Maura Hayas, Solange Akierman e os atores convidados Paula Brandão e André Corrêa. A estreia acontece no dia 5 de maio, no teatro Alfredo Mesquita, em Santana, zona norte. A curta temporada popular terá ingressos a R$ 20e R$ 10.

Escrito em 2009, o texto de Michelle Ferreira ficou entre os cinco finalistas do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia promovido pela Funarte e pelo Instituto Camões de Portugal (2010), ganhou o segundo lugar do Prêmio Heleny Guariba, em 2011 e foi finalista da seleção Brasil em Cena do CCBB, em 2012, com leituras dramáticas em Brasília e Rio de Janeiro. O texto também participou da Vigília Cultural do Sesc Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, em 2012, em leitura dramática com a participação de Paulo Betti, Teresa Seiblitz e Sara Antunes, entre outros. A estreia nos palcos aconteceu em novembro de 2014, no Sesc Pinheiros.

Situações limite
Para o diretor Ramiro Silveira, a dramaturgia possui tanta originalidade e ausência de pudor que o que parece mórbido é, na verdade, uma comédia que faz refletir sobre a vida e seus limites. “É admirável a forma com que Michelle Ferreira aborda temas considerados ‘pesados’ mas sensivelmente humanos e, portanto, urgentes”, diz ele. A encenação usa o tema do reality show como pano de fundo para falar de situações limite e de relações familiares. Os personagens vivem, na vida privada, a doença, a morte, o fracasso e as crises nas relações familiares. Ao mesmo tempo, habitam a sociedade do espetáculo que, por causa de seu voyeurismo, é capaz de produzir extremos como um reality show de doentes terminais. “A invasão da privacidade será levada ao extremo em um espetáculo ácido e instigante, calcado no jogo dos atores e nas suas interpretações, e em suas relações tão intensas e bem construídas”, explica o diretor.

“Nós não criamos o mundo, nós reproduzimos o mundo”
Com foco no trabalho do ator, Ramiro Silveira optou pela simplicidade na encenação em um espetáculo com poucos elementos e esteticamente limpo. Na nova versão da A Má Companhia Provoca o jogo proposto pelo diretor e pela autora fica ainda mais claro no cenário que evidencia um estúdio de TV. O destaque fica por conta dos figurinos, cada um numa paleta de cores, referenciando o sistema de cores NTSC. O “mundo” descrito por Michelle Ferreira é reproduzido a partir dessa base com a luz, que tem um papel fundamental na peça, inclusive pontuando algumas cenas. A trilha sonora traz composições feitas especialmente para o espetáculo, além de releituras de sucessos dos anos 80 e 90.

Sobre a Má Companhia Provoca
Criada em 2011, A Má Companhia Provoca trabalha com textos inéditos, relevantes dentro da dramaturgia contemporânea, seja na temática, na linguagem, na forma ou no modo de construção. A intenção é produzir obras atuais e promover questõesurgentes com o objetivo de criar em cada trabalho um território de comunicação sem hierarquia entre o objeto (a peça) e seu espectador. Os Adultos Estão na Sala foi o primeiro texto encenado do grupo e teve excelente aceitação de público e crítica, tendo cumprido sete temporadas de sucesso entre 2013 e 2017,  além da participação em diversos festivais e circulação por mais de 20 cidades. A peça recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2013 (melhor texto e melhor atriz)  e uma indicação ao prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro  (melhor elenco). Em novembro de 2014, a companhia voltou ao palco do Sesc Pinheiros com seu segundo trabalho, “REALITY (FINAL)”, também com texto de Michelle Ferreira, e direção de Ramiro Silveira. A peça cumpriu ainda uma segunda temporada em janeiro de 2015 no Club Noir, em São Paulo, além de apresentações no Sesc Campinas e Sorocaba e Piracicaba e participação no Fentepp 2015. No mesmo ano, circulou por oito municípios do interior do estado de São Paulo, por meio do Circuito Cultural Paulista.

Em abril de 2016, a companhia estreou sua terceiramontagem: “OS MÉDIOS”, de autoria e direção de Michelle Ferreira, contemplada com o prêmio Zé Renato de Teatro. Fazem parte da companhia Flavia Strongolli, Maura Hayas, Michelle Ferreira, Ramiro Silveira e Solange Akierman.

Ficha Técnica
REALITY IS BACK – O CORTE FINAL DO PROGRAMA SEM CENSURA DE MICHELLE FERREIRA
Texto – Michelle Ferreira.
Direção – Ramiro Silveira.
Elenco – Flávia Strongolli (Victoria Alegre), Maura Hayas (Eva LoBrac), Paula Brandão (Tita Pilapitese), Michelle Ferreira (Cinthia), Solange Akierman (Simone) e André Corrêa (Doctor Daddy e Val Kott)
Diretor Assistente – Leonardo Santiago.
Figurinos – A Má Companhia Provoca.
Design de Luz – Ariene Godoy.
Trilha Sonora – Ricardo Bertran.
Projeto Gráfico – Maura Hayas.
Assessoria de imprensa – Pombo Correio.
Idealização e Produção Geral – A Má Companhia Provoca.
Duração – 55 minutos.
Espetáculo recomendado para maiores de 14 anos.

Serviço:
Teatro Alfredo Mesquita
Av Santos Dumont, 1770 – Santana
Telefone: (11) 2221-3657
Estreia dia 5 de maio, às 21 horas
Temporada de 5 a 28 de maio
Sextas e sábados às 21 horas e domingos às 19 horas
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, professores, maiores de 60 anos, classe artística)
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.

O espetáculo Reality (Final) estreou em 6 de novembro de 2014, realizando duas temporadas em São Paulo, além de apresentações nos Sescs Campinas, Piracicaba  e Sorocaba e no Fentepp 2015 e circulação pelo Circuito Cultural Paulista também em 2015.

 

DOUTOR FAUSTO com direção de Neyde Veneziano faz nova temporada de 2 a 25 de junho no Teatro Arthur de Azevedo

 Fotos de Daniel Segin

Uma das mais importantes e respeitadas obras da literatura universal, Doutor Fausto recebe adaptação de Calixto de Inhamuns e direção de Neyde Veneziano. Daniel Costa, Guryva Portela, Rita Carelli, Claudinei Brandão, Jhe Oliveira e Fabiola de Morais estão no elenco.

Sinopse
Tomando como mote o pacto com o demônio e seus reflexos no imaginário coletivo, a adaptação de Calixto de Inhamuns busca sua principal referência nos clássicos Fausto, uma Tragédia e UrFaust (Fausto Zero), de Goethe. Ao transportar a lenda para a realidade brasileira, surge um Fausto intelectual, deprimido, ateu e estudioso da essência humana: uma espécie de neurocientista empenhado em entender a frágil natureza humana. Um Mefistófoles moderno lhe devolve o desejo de poder, de viver e lhe devolve também a sexualidade. Mas esta retomada do sopro vital tem o preço descrito no acordo: Fausto vendeu sua dignidade.

A sensual e meiga Margarida, objeto do desejo carnal, depois de seduzida e rejeitada, perde o rumo de sua vida e comete um infanticídio “à la brasileira”, produto da marginalização e da miséria. Noites de Valpúrgis, loucuras e drogas, levam Fausto à destruição moral arquitetada por Mefistófoles. É a tragédia da vaidade, combinada ao erotismo e à sede de poder. Pelo poder Fausto vendeu sua alma ao diabo.

A direção
Neyde Veneziano conta que a montagem tem ‘uma encenação moderna, poética e contemporânea. A poética da cena vai sublinhar os espaços com luz, música erudita e sons extraídos dos próprios corpos do atores, dentro de um cenário nada realista e nada figurativo. A poesia de Goethe saltará aos olhos e aos ouvidos da plateia. O prazer da palavra se juntará à musicalidade e à estética da obra contemporânea’.

“Desta vez não faço teatro de revista, nem commedia dell’arte. Estou perseguindo o mito fáustico, a tragédia da arrogância e do conhecimento. E que é também uma tragédia erótica. Com esses temas, a poética da cena se revela absolutamente necessária. Se Goethe alcançou o belo cantando em versos toda a história universal, nós usaremos a plasticidade dos cenários, da luz, das óperas, e, principalmente, da musicalidade nas falas dos atores com seus corpos líricos e essenciais”.

Ficha técnica

Elenco:
Daniel Costa (Doutor Fausto)
Guryva Portela (Mefisto)
Rita Carelli (Margarida)
Claudinei Brandão (Wagner)
Jhe Oliveira (Valentim / Poderoso / Mendigo)
Fabiola de Morais (Prostituta / Poderosa)

Direção: Neyde Veneziano
Assistente de Direção: Carol Bezerra
Cenografia: Amanda Vieira
Figurinos: Cássio Brasil
Desenho de Luz: Domingos Quintiliano
Trilha Sonora Original: Ricardo Herz
Preparação Vocal: Renata Rosa
Coreografia de cenas: Dirceu de Carvalho
Visagismo: Mary Paiva
Idealização do Projeto: Guryva Portella

Produção Executiva: Michelle Gabriel
Assistente de Produção Executiva: Kamunjin Tanguele
Operador de Luz e Som: André Lemes
Estagiária assistência direção: Helena Fraga
Fotografias do Espetáculo: Priscila Prade
Design Gráfico: Amanda Vieira
Fotografias Making Of: Marco Zschommler
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de Produção e Administração: Michelle Gabriel

Serviço:
Teatro Municipal da Mooca Arthur de Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Mooca
Telefone: (11) 2605-8007
Temporada: de 02 a 25 de junho –  sextas e sábados às 21h e domingos às 19h
Ingresso: R$ 20
Duração: 80 minutos
Lotação: 349 lugares

 

‘Senhor das Moscas’ reestreia dia 17 de agosto no Teatro do SESI

Peça foi líder de indicações na categoria espetáculos para jovens do Prêmio São Paulo. Está pré-indicada a melhor espetáculo jovem, produção, direção, iluminação, ator (dois concorrentes – Bruno Fagundes e Ghilherme Lobo) e ator coadjuvante (Thalles Cabral).

Fotos de Giovana Cirne

Com direção de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia e elenco de 13 atores, o texto de William Golding adaptado para o palco por Nigel Williams ganha tradução de Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula.

Senhor das Moscas reestreia no Teatro do SESI para temporada gratuita de 19 de agosto a 3 de dezembro. O elenco é composto por Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral.

Sinopse
Crianças inglesas de um colégio interno ficam presas em uma ilha deserta, sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra. Os meninos se vêm sob duas lideranças naturais: Jack está sempre preocupado em caçar, matar os porcos selvagens que existem na ilha, organizando sua equipe de caçadores; enquanto Ralph ocupa-se em deixar uma fogueira sempre acesa, para que possam ser, um dia, salvos. Ralph deseja voltar para o mundo moderno, para a civilização, enquanto Jack cada vez mais rompe seus laços com ela.

A situação se torna mais complexa quando aparece um “bicho” para aterrorizá-los. Então as crianças escolhem um símbolo sobrenatural: uma cabeça de porco espetada numa estaca, que eles batizaram como Senhor das Moscas e para quem pedem proteção contra os perigos da ilha.

Sobre a encenação – por Zé Henrique de Paula

“Senhor das Moscas” é um clássico da literatura inglesa – escrito em 1954, em plena Guerra Fria, o romance se tornou um dos mais importantes do século XX e deu a William Golding um Prêmio Nobel de Literatura. Mas o que existe nele que ainda possa nos interessar e, mais ainda, provocar interesse no jovem de hoje em dia?

Felizmente, a obra sobreviveu ao tempo e está mais atual do que nunca. Em tempos de grande agitação política, de ídolos instantâneos e de fluidez de identidade (especialmente entre os adolescentes), as aventuras de Jack, Ralph, Simon e Porquinho e seus dilemas éticos, morais e afetivos parecem ter sido escritos para o Brasil do século XXI. Como numa saga shakespereana em que há drama, comédia, luta, morte, natureza, aventura e religião – tudo junto numa só história – queremos dar combustível à peça através de uma de suas principais características: a velocidade e a ferocidade dos acontecimentos.

Há muito esse binômio ritmo acelerado/violência tem frequentado o cinema, as graphic novels, o videoclipe. No teatro, o fenômeno é sazonal: visitou os palcos na era elisabetana, reapareceu pontualmente em alguns momentos do século XX. Pois é esse binômio que queremos explorar, acreditando ser a matéria prima que trará à tona os grandes eixos temáticos da obra de Golding – a essência verdadeiramente bestial do ser humano; a luta pela civilização; a formação dos partidos (em sentido mais amplo, não o meramente político); o sentido de amizade, lealdade e a criação dos vínculos afetivos; a natureza do misticismo, a necessidade dos deuses e da epifania espiritual na vida dos homens.

O Núcleo Experimental tem como base de seu trabalho o ator. Aliado à síntese de elementos cênicos e à busca de bons textos, o trabalho dos atores é o foco de nossa pesquisa cênica. Pesquisamos a expressividade da ação física, o sentido de coesão e união cênica e, paralelamente, experimentamos os possíveis usos para a música e o canto no acontecimento teatral. Todos esses elementos permeiam a encenação de “Senhor das Moscas”, já que buscamos uma encenação limpa, de poucos elementos, com iluminação e música com alta significação cenográfica e direcionada aos quatorze intérpretes das crianças criadas por William Golding. Ele que é o nosso protagonista, uma vez que acreditamos que não há bom teatro se não iluminarmos, antes de mais nada, as ideias do autor.

Elenco
Arthur Berges
Bruno Fagundes
Davi Tápias
Felipe Hintze
Felipe Ramos
Gabriel Neumann
Ghilherme Lobo
Lucas Romano
Paulo Ocanha Jr.
Pier Marchi
Rodrigo Caetano
Rodrigo Vellozo
Thalles Cabral
Stand-in: Gabriel Malo, João Paulo Oliveira e Luiz Rodrigues

Ficha Técnica:

Texto WILLIAM GOLDING
Adaptado para o palco NIGEL WILLIAMS
Tradução HERBERT BIANCHI E ZÉ HENRIQUE DE PAULA
Direção ZÉ HENRIQUE DE PAULA
Direção Musical e Preparação Vocal FERNANDA MAIA
Cenografia BRUNO ANSELMO
Figurinos ZÉ HENRIQUE DE PAULA
Iluminação FRAN BARROS
Desenho de som JOÃO BARACHO
Preparação de atores INÊS ARANHA
Coreografia GABRIEL MALO
Arte Gráfica/ Ilustração LAERTE KÉSSIMOS
Fotos GIOVANA CIRNE
Direção de palco LUCAS FARIAS
Assistente de direção RODRIGO CAETANO
Assistente de figurinosDANILO ROSA E LEANDRO OLIVEIRA
Assistente de Iluminação TULIO PEZZONI
Assistente de cenografia CAROLINA CAMINATA
Coordenação de produção CLAUDIA MIRANDA
Produção LAURA SCIULLI, LOUISE BONASSI E MARIANA MELLO
Assessoria Jurídica GRACE CARREIRA
Assessoria de Imprensa POMBO CORREIO

Serviço
17 de agosto a 3 de dezembro 2017
Teatro do SESI Avenida Paulista, 1313
Quinta a sexta (agendamento escolar), 15h | sábado às 15h
Domingos às 14h30.
90 minutos
14 anos
Grátis

Kazuki e a Misteriosa Naomi estreia dia 29 de abril no Teatro Sérgio Cardoso

 Inspirada livremente na lenda japonesa “O Pássaro do Poente” e desenvolvida em colaboração com a equipe, a dramaturgia de Marcus Cardeliquio tem direção geral de Heitor Goldflus, idealização e pesquisa de Deborah Corrêa e Niveo Diegues e os atores Camila Cohen, Fernando Nitsch e Vitor Vieira no elenco

 Fotos de Roberto Ramos

A peça conta a história de um jovem conhecido pelo nome de Kazuki, o Peixeiro, que vivia numa pobre e solitária cabana no alto de um grande penhasco. De lá, o rapaz tinha uma visão muito bela de todo o horizonte, recortado por imensas montanhas nevadas, assim como da pequena Aldeia de Minekata, onde o rapaz vendia seus peixes e sonhava um dia morar. Sem amigos com quem pudesse conversar, Kazuki conversava com os animais da região, dos quais acabava sendo uma espécie de guardião. Foi assim que ele salvou a vida de uma garça ferida e acabou adotando um gato selvagem, que se tornou um verdadeiro amigo.

Mas, numa fria noite de tempestade, bateu à sua porta uma bela jovem chamada Naomi, dizendo ter se perdido pelas trilhas da montanha e que estava ali para lhe pedir ajuda. Kazuki, prontamente, ordenou que a moça fosse se aquecer ao fogo, enquanto lhe providenciava algo quente para beber. No dia seguinte as trilhas interditadas pela neve, impossibilitaram Naomi de partir e, confinados na pequena cabana por mais de uma semana, os jovens se viram obrigados a conviver e, assim, foram se conhecendo melhor, se gostando, e acabaram se casando. A partir daí a vida de Kazuki mudou completamente, mas um grande segredo estava por trás daquela grande transformação.

A encenação
Além de seus personagens principais, os três atores se revezam como narradores e como manipuladores dos bonecos dessa estória de mistério. “Nossa ideia, desde o início, era trabalhar com o narrador em cena. O cotidiano da sala de ensaio nos possibilitou experimentar os três atores como narradores e com sucesso transformar aquela espécie de “contação” em uma encenação plena de jogos entre os atores, com muito humor e ritmo”, conta Heitor.

A textura do papel é o elemento básico para a composição do cenário, assinado pelo dramaturgo e cenógrafo Marcus Cardeliquio, assim como dos bonecos com acabamentos inspirados nos origamis, criados pelo ator bonequeiro Márcio Pontes, figurinos concebidos por Deborah Corrêa e os adereços de Michele Rolandi e Tide Nascimento. A trilha sonora original foi composta por Dr. Morris e traz as distintas sonoridades da música oriental para a estória.

“Um conto japonês é o nosso ponto de partida. A cultura japonesa é repleta de rituais, tradições e belos elementos visuais, mais ou menos conhecidos do nosso olhar ocidental. Tocar neste baú de possibilidades é sempre muito arriscado, tanto mais por não sermos orientais nem termos essa cultura como raiz; mas é, ao mesmo tempo, absolutamente inspirador”, comenta o diretor.

Ficha técnica
Idealização e Pesquisa: Deborah Corrêa e Niveo Diegues
Dramaturgia / Cenografia: Marcus Cardeliquio
Direção Geral: Heitor Goldflus
Co-Criação Dramatúrgica: Heitor Godflus, Julia Ianina, Fernando Nitsch, Vitor Vieira e Camila Cohen
Elenco: Camila Cohen (Naomi, Narradora e Manipulação de Bonecos), Fernando Nitsch (Narrador Principal, Governador e Manipulação de Bonecos) e Vitor Vieira (Kazuki, Narrador e Manipulação de Bonecos).
Música Original: Dr. Morris
Concepção, Confecção e Direção de Animação: Marcio Pontes
Figurinos: Deborah Corrêa
Assistente de Direção / Preparação Corporal: Camila Cohen
Iluminação: Vânia Jaconis e César Pivetti
Adereços: Michele Rolandi e Tide Nascimento
Visagismo: Kleber Montanheiro
Apoio Teórico (Cultura Japonesa): Lúcia Hiratsuka
Produção Musical: Yvo Ursini
Operador de Som: Alexandre Maldonado
Contra Regra: Emerson Nigro
Cenotécnica: Jorge & Dênis Produções Cenográficas
Produção Executiva: Karlito Soares
Costureira: Marluce
Designer Gráfico: Estúdio Aida Cassiano
Fotos: Roberto Ramos
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de Produção: Niveo Diegues e Deborah Corrêa
Realização: Núcleo Kazuki da Cooperativa Paulista de Teatro

Serviço
Temporada – 29 de abril a 11 de junho
Sábados e domingos, às 16h

Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Estações do Metrô próximas: São Joaquim e Brigadeiro.
Linhas de ônibus: 475M-10 Jd. da Saúde; 967A-10 Imirim/Pinheiros
Capacidade Sala Paschoal Carlos Magno: 144 lugares
Bilheteria: (11) 3288-0136 – atendimento de terça a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Vendas antecipadas: de terça a sábado das 14h às 19h
Ingressos: R$ 20,00
Ingresso rápido – www.ingressorápido.com.br ou 4003-1212