COM DIREÇÃO DE ERIC LENATE, REFLUXO ESTREIA DIA 12 DE ABRIL NO MEZANINO DO CENTRO CULTURAL FIESP

Fotos de Leekyung Kim

 Cenário da peça convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a trama, acompanhando tudo do ponto de vista do ascensorista. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes em cena. A entrada é gratuita

São Paulo, março de 2017 – Texto inédito de Angela Ribeiro foi desenvolvido durante a 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia do SESI – British Council(vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação). Refluxo exibe um olhar incomodado sobre a sociedade contemporânea. O espetáculo tem direção de Eric Lenate e fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp de 12 de abril a 2 de julho, de quarta a sábado, às 20h30 e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita.

O Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council promoveu leituras dos textos da 7ª turma dirigidas por diretores convidados e na ocasião Eric Lenate assistiu a leitura de Refluxo. No dia seguinte Lenate escreveu para a autora dizendo que tinha interesse em transformar o texto em espetáculo. “Enquanto assistia a leitura, apareciam na minha cabeça as imagens de uma possível encenação, com o texto me solicitando um tipo de realismo muito particular. Uma espécie de ‘realismo cubista’. E esse tipo de solicitação de uma dramaturgia me desperta fascínio”, conta o diretor.

Meses depois, o texto de Angela foi escolhido pelo SESI-SP para ganhar uma temporada no Mezanino do Centro Cultural Fiesp. A coordenadora do Núcleo de Dramaturgia, Marici Salomão,entrou em contatocom Lenate convidando-o para conversar sobre uma possível parceria e, para surpresa do diretor, era a direção deRefluxo.

A ENCENAÇÃO

Eric Lenate é um diretor-cenógrafo, que utiliza a arquitetura cênica como grande aliada de suas encenações e assina essa parte da criação também. Em Refluxo não será diferente. O diretor optou por transformar o Mezanino do Centro Cultural Fiesp, espaço gerenciado pelo SESI-SP,em uma espécie de instalação que convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a história. Depois de percorrer a entrada do prédio, o corredor e entrar no elevador, o público encontra sua arquibancada e é convidado a se sentar, em uma tentativa de induzir a sensação de entrar e permanecer dentro do elevador durante todo o espetáculo, participando do ponto de vista de Dário, o Ascensorista, personagem protagonista da peça. Cada vez que a porta do elevador se fecha, a cena se concentrará no espaço que delineia o elevador. E cada vez que a porta do elevador se abre, o público terá acesso visual ao saguão do prédio e aos outros andares que compõem a instalação cenográfica. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes.

A encenação se inscreve no gênero “suspense cômico-dramático”.

“As personas da peça podem ser consideradas como que “destituídas de superego. É um texto forte, violento, cheio de quinas, curvas fechadas, o que nos encaminhou para um trabalho de composição de personagens com feições cubistas, para conseguirmos dar conta de todas as características que existem em cada personagem e que coexistem, às vezes, em uma única fala.Tudo no espetáculo tem contornos dilatados. Não existem meios tons. As personas receberam um desenho hiperbólico. A fala é partiturizada. Elementos cuidadosamente combinados para fornecer ao público o que chamo de ‘efeito estilingue’: estranhamento de imediato, seguido de uma violenta imersão e envolvência com o espetáculo. Apesar dessa saturação, penso que o público pode conseguir enxergar o cotidiano ali no palco”, completa Lenate.

 

Sinopse: Refluxo é uma necessidade de expelir o que de mais indigesto a sociedade tem nos feito engolir: a violência moral. Dário (Maurício de Barros) é um ascensorista que trabalha em um prédio de classe média decadente onde todos acham que suas próprias inquietudes são sempre as mais insuportáveis. Naquele dia, em especial, dois incidentes atravessam seu trajeto até o trabalho: uma obstrução monstruosa nas linhas do metrô e uma árvore que cai em frente ao prédio. De um ninho da árvore, ele recolhe um pássaro, uma espécie de esperança que tenta preservar neste dia estranho, permeado por moradores que transitam entre o extremo da violência e a conveniente generosidade. Algo muito terrível está acontecendo. Ninguém sairá imune, impune.

Sobre o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council

Criado em 2007, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, é voltado para descoberta e formação de novos autores teatrais através do incentivo a discussão e reflexão sobre o cenário contemporâneo. Sob a coordenação da dramaturga e jornalista Marici Salomão e assistência do diretor César Baptista, o programa oferece exercício de técnicas, estudo de teorias, atendimento individual e coletivo, leituras comentadas de peças, atividades práticas de escrita e sistema narrativo.

Serviço:

Refluxo

Temporada:12 de abril a 2 de julho de 201

Horários: quarta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h30

Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: Suspense cômico-dramático

Grátis.Reservas antecipadas de ingressos para as sessões realizadas entre os dias 1º e 15 de cada mês devem ser realizadas pelo portal Meu SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi) a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30; domingos, das 11h às 20h).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.

Ficha técnica:Texto:Angela Ribeiro | Direção: Eric Lenate | Elenco: Agnes Zuliani, Carlos Morelli, Felipe Ramos, Laerte Késsimos, Lavínia Pannunzio, Maurício de Barros, Patrícia Vilela e Sheila Faermann | Arquitetura Cênica: Eric Lenate | Figurinos: Rosângela Ribeiro | Iluminação: Aline Santini | Trilha Sonora: L. P. Daniel | Direção Audiovisual: Laerte Késsimos | Visagismo: Leopoldo Pacheco | Fotógrafo:Leekyung Kim | Material Gráfico: Laerte Késsimos | Ilustrações: João Pirolla | Assistência de Direção: Felipe Ramos | Ouvinte de Direção: Mariana Leme | Assistência de Produção: Jamil Kubruk | Produção Executiva:  Munir Pedrosa | Direção de Produção: Luís Henrique (Luque) Daltrozo | Produção: Daltrozo Produções | Realização: SESI-SP | Criação: Sociedade Líquida

 

 

Dança

Juliana Moraes estreia solo EU ELAS no SESC Belenzinho dia 7 de abril

 Fotos de Cris Lyra

EU ELAS parte de gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 50, para desconstruir e questionar esses comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante 30 minutos, a artista elabora uma dramaturgia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando apuradas combinações.

O solo desdobra-se majoritariamente no silêncio, tendo o corpo como marcador de pulso repetitivo e mecânico, quebrado por variações enérgicas nas quais ações se embaralham em extrema aceleração.

Na segunda metade do solo, o silêncio é quebrado por uma única música, de cinco minutos, composta especialmente por Laércio Resende, cuja entrada e saída se dão inesperadamente.

No final, Juliana retira um saco plástico do bolso, usa-o para conter a respiração e a fala, e, a seguir, enfia-o inteiro na boca, numa clara crítica à quietude ainda imposta ao feminino.

O trabalho foca a identidade feminina construída em processos complexos de submissão e resistência. Tais processos são levados à cena como estratégias coreográficas que forçam a intérprete a lidar, no tempo presente, com a submissão e a resistência de seu próprio corpo às posturas e aos gestos que ela aprendeu desde a infância.

EU ELAS é resultado do aprimora poético de Juliana Moraes, que vem se especializando no uso da repetição como estrutura de composição em dança. Nessa nova fase, a artista faz uso de estratégias de edição cinematográfica para a organização temporal do solo, entre as quais o tempo reverso. Juliana também se aprofunda na criação coreográfica alicerçada em estados corporais através do controle polirrítmico do corpo e de diversos usos da respiração, além da sustentação de pausas após longos trechos de fiscalidade cansativa e vice-versa.

A aceleração gera uma alteração no estado físico-psíquico da artista, a partir da qual ela compõe no tempo real da cena. Juliana argumenta que essa forma de performar não pode ser chamada de improvisação, pois consiste em composição coreográfica a partir de posturas e estados físicos, psíquicos e emocionais estudados exaustivamente em ensaios. A artista busca uma coreografia que não se organiza linearmente, pois em vez de fazer um movimento depois do outro busca a simultaneidade e o acúmulo.

A textura corporal básica do solo EU ELAS vem sendo trabalhada pela artista desde 2005. O aprimoramento dessa corporalidade ao longo dos anos permite que agora Juliana elabore um solo inteiro somente a partir dela, mergulhando no conceito e expandindo sua assinatura poética, que alia fisicalidade vigorosa a extremo rigor formal.

Ficha técnica
Direção, coreografia e interpretação: Juliana Moraes
Música: Laércio Resende
Desenho de luz: Juliana Moraes e Armando Junior
Operação de luz e som: Pamola Cidrack
Produção: Gustavo Sanna e César Ramos / Complementar Produções
Fotografias: Cris Lyra
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço:
SESC Belenzinho – Rua Padre Avelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo.
Duração: 30 minutos
Ingressos: R$ 20
Dias 7, 8 e 9 de abril, sextas e sábados às 20h30 e domingos às 17h30.


WORKSHOP
Dia 4 de abril das 15h às 21h30
Sesc Belenzinho – R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo

Mauro Baptista Vedia dirige comédia dramática do cartunista Caco Galhardo no Teatro Sérgio Cardoso

Fotos de Luciana Nunes e Gustavo Vargas 

Com direção de Mauro Baptista Vedia e dramaturgia do cartunista Caco Galhardo, a peça Flutuante estreia dia 7 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Paschoal Carlos Magno. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h até 30 de abril.O elenco conta com Martha Nowill, Rafael Lossoe Paulo Tiefenthaler.

A montagem é uma comédia dramática sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar. Essa súbita alteração em seu comportamento é o estopim para uma sucessão de acontecimentos que acaba por conduzi-la, na companhia de seu namorado e seu aluno das cinco, em um redemoinho de desejos, incertezas e obsessões que, aos poucos, os eleva a um estado de suspensão.

Neste texto, há um tipo de humor mais denso, ritmo mais ágil, mudança de cenários e divisão em dois atos e um epílogo. Uma comédia com elementos de reflexão, com temas pertinentes à sociedade atual, mais especificamente os desejos e neuroses dos habitantes de grandes metrópoles, tema sempre abordado pelo autor em seus quadrinhos diários na imprensa e que ganha maior profundidade na linguagem do teatro.

O projeto também consolida a parceria estabelecida entre o autor e a atriz Martha Nowill, que ganha corpo com este segundo texto. É uma peça sobre um momento na vida em que “perdemos o chão”. No epílogo, temos o desfecho com a saída encontrada por cada personagem após aquele “dia estranho”.

“O texto tem humor bem contemporâneo e pop e o desafio da direção é fazer uma peça ágil, inteligente, sutil e extremamente divertida, que ao mesmo tempo passe a ideia de ser paulista e brasileira e universal. Flutuante tem tudo a ver com peças que já dirigi como A festa de Abigail e Jantar, por exemplo. Há uma inteligência no texto de assumir uma certa banalidade do contemporâneo, personagens sem eixo, sem uma âncora, perdidos na sociedade globalizada”, diz o diretor.

Este é o terceiro texto para teatro de Caco Galhardo, que teve sua estreia em 2010 com o espetáculo Meninas da Loja, produzido por Martha Nowill, dirigido por Fernanda D’Umbra, com Martha Nowill, Chris Couto, Cinthya Falabella e Mari Noguera no elenco. A temporada foi de três meses no Espaço Parlapatões, em São Paulo.

Já Pac-Woman, segundo texto do cartunista, foi apresentada no Satyrianas de 2012, com Marina Person e Tiago Martelli, direção de Fernanda D’Umbra, remontada em 2015 na programação Quintas em Cena do Teatro Cemitério de Automóveis, com Carcarah, Antoniela Canto e direção de Mauro Baptista Vedia.

Ficha Técnica
Texto: Caco Galhardo. Direção: Mauro Baptista Vedia. Elenco: Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler. Cenário e Figurino: Frank Dezeuxis. Luz: Fran Barros. Fotografia: Luciana Nunes. Arte Gráfica: Caco Galhardo.Direção de Produção:Martha Nowill, Gustavo Sanna e César Ramos. Produção: Complementar Produções. Realização: Mil Folhas Produções Artísticas. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.

Serviço:
Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
São Paulo – SP. Sala Paschoal Carlos Magno. Telefone: (11) 3288-0136.Capacidade: 144 lugares. Temporada: Sextas, sábados e domingos, sempre às 20h, até 30 de abril.Ingressos: R$40 reais (inteira) e R$ 20 reais (meia). Classificação: Livre. Duração: 70 minutos.

UMA VIDA BOA está em cartaz no Teatro Eva Herz até dia 30 de junho

 Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, espetáculo traz no elencoAmanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol. Peça recebeu indicações aos prêmios Cesgranrio e APTR no Rio de Janeiro em 2015

 Link para todas as fotos.
D
e Renato Mangolin

Sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, Uma vida boa estreia em São Paulo realizando temporada de 06 de abril a 26 de maio de 2017 no Teatro Eva Herz. Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, o espetáculo traz Amanda Mirásci como protagonista e idealizadora do projeto ao lado de Pablo Sanábio. Daniel Chagas e Julianne Trevisol completam o elenco da peça, o mesmo desde 2014 quando estreou.

Baseado em uma história real ocorrida nos Estados Unidos em dezembro de 1993, Uma vida boaapresenta a história de B., um homem nascido num corpo de mulher, que enfrenta as consequências de sua decisão e acaba sendo assassinado por isso. O fato que deu origem ao espetáculo inspirou também o documentário The Brandon Teena Story (1998) e o filme Meninos não choram (1999).

Uma vida boa propõe uma discussão ampla que vai além da questão da sexualidade e da transexualidade.É peça sobre amor e também sobre a intolerância humana. “Estava em busca de um trabalho que pudesse ter um forte impacto sobre o público e, quando cheguei a esse acontecimento real, eu mesma fiquei impactada com a beleza e a violência dele. Interpretar um transexual me exigiu uma composição muito delicada e um estudo muito longo e aprofundado”, lembra Amanda.

Para compor o personagem B., Amanda assistiu a diversos documentários e filmes como Tomboy (2011), além de estudar o livro Viagem solitária(2011) de João Nery, o primeiro transhomem a ser operado no Brasil. “Pude perceber como esse assunto ainda é desconhecido para muitas pessoas. Escutamos coisas como ‘aquela menina que se veste de menino’ ou ‘aquele menino que finge que é menina’, porém, não é nada disso. É um dilema humano e profundo, sobre uma pessoa que, de fato, sente e acredita ter nascido no corpo errado”, conta a atriz.

Para a criação da dramaturgia, Rafael Primot se baseou naquilo que foi publicado na imprensa na época da tragédia. No entanto, mais do que tentar ser fiel aos fatos, o dramaturgo informa: “aproveitei situações reais, mas busquei criar uma nova narrativa a partir do real”. Assim, em Uma vida boa, o que se apresenta é a mesma história, porém, através de uma cronologia descontinuada, que visa oferecer ao público deslocamentos entre o tempo presente e o fato ocorrido no passado.

A partir dos desafios da dramaturgia, a cenografia, composta por Brunella Provvidente, apresenta estruturas finas de aço que remetem a portas, janelas e molduras vazadas, sugerindo um espaço frágil tal como parece ser a memória e também a vertigem acelerada da atualidade. A estética do espetáculo inspira-se nas cores e pinturas do anglo-irlandês Francis Bacon, apresentando um jogo de revelações e ocultamentos, tal como parece ser o dilema vivido por B..

É nesse universo que o diretor Diogo Liberano propõe o seguinte jogo de cena: “na memória, encenamos o fato tal como ele aconteceu, logo, as personagens vivem aquela história sem possibilidade de modificá-la. Já no espaço da atualidade, flagramos estas personagens no tempo presente, reféns de alguma consciência crítica sobre os fatos do passado que, hoje, podem apenas ser lembrados. O espaço da memória só está vivo porque as personagens se lembram dessa história hoje, no mesmo tempo em que o público que vai ao teatro”, explica o diretor.

Uma vida boa estreou em março de 2014 no Teatro Oi Futuro do Flamengo no Rio de Janeiro. Em julho do mesmo ano, fez segunda temporada no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). A peça recebeu três indicações ao prêmio Cesgranrio 2015(melhor texto para Rafael Primot, melhor atriz para Amanda Mirásci e melhor iluminação para Daniela Sanchez) e duas indicações ao prêmio APTR 2015 (melhor atriz para Mirásci e melhor iluminação para Sanchez, tendo sido vencedor nessa última categoria).

SINOPSE
Escrito por Rafael Primot e dirigido por Diogo Liberano, o drama Uma vida boa é baseado na história real de Brandon Teena (também apresentada no filme “Meninos não choram”) e nos acontecimentos que o tornaram vítima de um crime de ódio em dezembro de 1993 nos Estados Unidos. A peça apresenta a história de um rapaz nascido em um corpo de mulher e a sua luta por ser quem ele era: um homem.

FICHA TÉCNICA
Texto: Rafael Primot
Direção: Diogo Liberano
Elenco: Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol
Diretora assistente: Dominique Arantes
Trilha sonora original: Diogo Ahmed Pereira
Iluminação: Daniela Sanchez
Figurinos: Bruno Perlatto
Cenário: Brunella Provvidente
Assistente de cenografia: Ana Machado
Direção de movimento: João Pedro Madureir
Preparação vocal: Verônica Machad
Projeto gráfico: Daniel Vides Veraz
Design gráfico: Ale Pessôa
Diretor de Palco: Fernando Queiroz
Mídias sociais: Teo Pasquin
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Foto de cena: Renato Mangolin
Foto de divulgação: Sérgio Baia
Produção local: Andreia Porto
Produção geral: Amanda Mirásci
Idealização: Pablo Sanábio
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

 

SERVIÇO TEATRO EVA HERZEspetáculo:Uma vida boa
Temporada:06 de abril a 30 de junho de 2017
Dias e horários: quintas e sextas, às 21h
** Dias 14 e 21 de abril, às 18h
Após o espetáculo, o elenco faz um debate com a plateia.Teatro Eva Herz
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo
Telefone: (11) 3170-4059
164 lugares
16 anos
60 minutos
R$ 40

Vendas: Ingresso Rápido

COLÔNIA PENAL

 Espetáculo de dança

Fotos de Júnior Cecon

Inspirado na obra homônima de Franz Kafka (1883 -1924) e na ditadura militar brasileira (1964-1985)

A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra.

O escritor Checo faz uma análise crítica sobre o instituto da pena, analisando os seus limites, a sinistra imposição de penas baseadas em castigos corporais pelo Estado e ilustra com clareza e precisão as barbáries que constituíam as técnicas medievais na aplicação desses castigos punitivos. É uma crítica aberta aos regimes despóticos nos quais o processo judicial e o direito de liberdade são subjulgados.

O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro;na estranha relação entre o poder oficial e o condenado.

O coreógrafo Sandro Borelli e Grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época.Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador.

Colônia Penal caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira.

Ficha Técnica
Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli
Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues
Fotografia: Júnior Cecon
Luz: Sandro Borelli
Figurino e cenário: Grupo
Preparação Corporal: José Ricardo Tomaselli e Vanessa Macedo
Direção de produção: Júnior Cecon
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

TEMPORADA:
De 30 de março a 23 de abril de 2017
Quinta à sábado: 21h
Domingo: 19h

Duração: 70 minutos
Recomendação: 16 anos
Lotação: 50 lugares
Ingressos: um quilo de alimento não perecível

 

Café Azedo faz nova temporada aos domingos no Teatro Pequeno Ato

Dirigido por Einat Falbel, espetáculo mergulha no universo feminino com inspiração em Virginia Woolf

Fotos de Pedro Clash

 

Inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia, o espetáculo Café Azedo faz nova temporada: de 4 a 25 de junho, domingos, às 19h no Teatro Pequeno Ato. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte.

Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias.

Para a composição do espetáculo, serviram como referência o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, conversando mentalmente com os demais frequentadores na obra Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus.

Outra referência vem do romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). Um romance com intensa troca de ponto de vista narrativo. Cada personagem vai passando o bastão à próxima em um enredo que se passa num único dia.

“O texto do espetáculo procura gerar empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Três mulheres interagindo num plano imaginário. São mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns”, diz a autora.

Ficha Técnica:
Elenco: Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel. Eliane Sombrio (stand -in). Dramaturgia: Paula Mandel. Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos. Desenho de Luz: Yuri Cummer. Figurino: Veridiana Toledo. Cenografia: João Alfredo Liébana Costa. Colaboração: Pedro Granato e Teatro do Pequeno Ato. Produção: Confraria das pequenas mentiras. Fotografia e Visagismo: Gleiber Felix. Desenho de Som: Franco de Paula.

Serviço:
Teatro Pequeno Ato – Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque.
Temporada: 4 a 25 de junho de 2017.
Domingos às 19h
R$ 40
Classificação: 14 anos.
Bilheteria aberta com uma hora de antecedência. Aceita cartões. Ar condicionado.
Capacidade: 30 lugares.

 

Michelle Ferreira trabalha com o enigma na peça Não Somos Amigas no Sesc Consolação

Fotos de Ligia Jardim

Novo texto de Michelle Ferreira Não Somos Amigas faz temporada no Sesc Consolação de 27 de março a 18 de abril. A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve.

A peça desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo?

Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste”.

SERVIÇO
Sesc Consolação – Espaço Beta – 3° andar. R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo – SP, Telefone: (11) 3234-3000.Capacidade: 50 lugares. Temporada: de 27 de março a 18 de abril. Horário: Segundas e terças, às 20h. Duração: 60 minutos. Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 6,00 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)

FICHA TÉCNICA
Texto: Michelle Ferreira. Direção: Maria Maya. Diretora Assistente: Cynthia Falabella. Elenco: Lulu Pavarin e Sabrina Greve. Figurino: Tatiana Brescia. Desenho de Luz: Aline Santini. Sonoplastia: Aline Meyer. Cenografia e Design Gráfico: Amanda Vieira. Fotografia: Ligia Jardim. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Produção Executiva: Fernanda Moura e Renata Araújo. Produção: Impacto R e Palimpsesto Produções Artísticas. Assistente de Produção: Taís Luna. Idealização e Direção de Produção: Lulu Pavarin.

 

 

Artistas se reúnem no palco da Comedoria do Sesc Pompeia para celebrar sucessos da Motown Records

 Gravadora foi responsável por lançar artistas como Jackson 5, Stevie Wonder, Marvin Gaye e Diana Ross

Foto Blubell (Cred – Gal Oppido)

O Sesc Pompeia recebe, nos dias 24 e 25 de março, sexta e sábado, o Som da Motown, show especial que celebra os hits e artistas lançados por umas das mais importante gravadora na história da música. O elenco do espetáculo conta com BNegão, Curumin, Charly Coombes, Leo Cavalcanti, Izzy Gordon, Blubell, Tássia Reis (dia 24) e Laura Lavieri (dia 25).

As diferentes vertentes dos artistas convidados trazem uma nova interpretação de sucessos clássicos lançados pela Motown, como What’s Going On (Marvin Gaye), ABC (Jackson 5), Dancing in The Street (Martha and the Vandellas), For Once In My Life (Stevie Wonder), My Girl (The Temptations) e Ain’t No Mountain High Enough (Diana Ross).

A Motown Records foi fundada pelo empresário musical Berry Gordy em 1959, na cidade de Nova York. A gravadora foi a responsável por lançar nomes que, hoje, são indispensáveis na história da música, como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Diana Ross e Jackson 5; além de ser o definidor da linguagem de gêneros como o soul, funk e hip hop, moldando, assim, a música pop e tendências sonoras das últimas décadas. Ao longo de sua história, a Motown emplacou quase 250 sucessos nas principais paradas americanas.

Apesar de se concentrar na cena musical americana, também influenciou a sonoridade do Brasil e inspirou importantes artistas para a cena musical clássica e atual, como Tim Maia, Hyldon, Frenéticas, Lulu Santos, Daffé, Gerson King Combo, Trio Esperança, Golden Boys, Ed Motta, Cassiano, Rappin Hood e Racionais MC’s.

Ficha técnica

Vocalistas
BNegão
Leo Cavalcanti
Curumim
Charly  Coombes
Blubell
Izzy Gordon
Tássia Reis (dia 24)
Laura Lavieri (dia 25)

Banda
Zé Antonio Algodoal (Pin Ups) – Guitarra
Victor José (Antiprisma) – Guitarra
Leonardo Russo (Clube do Balanço) – Baixo
Charly Coombes (Supergrass / 22-20’s / Solo) – Teclados
Pedro Pelotas (Cachorro Grande) – Teclados
Rogério Bastos (Tom Zé) – Bateria
Michelle Abu (Scandurra / Arnaldo Antunes / Palavra Cantada) – Percussão
Sidinei Borgani – Trombone
Paulo Pascali – Sax
Valmir Vill – Trumpete
Sergio Freitas – Cello
Fabio Tagliaferri – Viola
Alex Braga – Violino

Direção Geral – Zé Antonio Algodoal
Direção Musical –  Zé Antonio Algodoal, Pedro Pelotas e Fabio Tagliaferri
Produção – Adriano Ministro / Raiz Forte

Serviço:
O Som da Motown
Dias 24 e 25 de março, sexta e sábado – 21h30
Comedoria
*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 150. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa às 20h30.

Ingressos: R$12,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$20,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e  R$40,00 (inteira).

Venda online a partir de 14 de março, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 15 de março, quarta-feira, às 17h30.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

 

Alice, Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo faz única apresentação no Teatro Vivo dia 5 de setembro que será transmitida ao vivo de forma online

 Para assistir, basta se inscrever no site www.teatrovivoonline.com.br ou no link do perfil no Instagram @vivo.cultura a partir do dia 3 de setembro

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O monólogo “Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo” tem uma longa trajetória e já foi apresentado em mais de 22 espaços com diferentes arquiteturas, entre Brasil, Argentina e Portugal. Agora o desafio é outro: usar a linguagem do teatro digital, o uso da câmera em um teatro vazio para estabelecer o diálogo com o espectador, que assistirá via Zoom, de casa. A apresentação é gratuita e acontece no dia 5 de setembro, sábado, às 20h.

O espetáculo tem atuação de Nicole Cordery (indicada ao APCA 2015 Melhor Atriz por Dissacar uma Nevasca), dramaturgia de Marina Corazza (indicada ao APCA 2018 Melhor Dramaturga por Aproximando-se da Fera na Selva) e direção de Malú Bazán (indicada ao APCA 2018 Melhor Direção por Aproximando-se da Fera na Selva).

A peça estreou em 2016 na Sala Beta do Sesc Consolação, mas a parceria e pesquisa em torno desse projeto existem desde 2011. Antes de sua estreia, aconteceu a primeira abertura de processo no Ateliê Compartilhado na Casa Amarela em São Paulo, ocupação de uma antiga casa ociosa transformada em centro cultural e ateliê de diversas linguagens artísticas. Depois uma cena curta foi apresentada Mostra ObsCENAS e, em 2014, outra versão do trabalho foi encenada em Recife numa experiência de teatro domiciliar que aconteceu na casa de uma de suas integrantes. Após a estreia oficial em São Paulo, aconteceram diversas apresentações pelo Brasil, além da peça ter sido selecionada para uma turnê pelo interior da Argentina (circuito INT) e feito apresentações em Portugal.

Sinopse

O espetáculo põe em cena a companheira de Gertrude Stein, Alice B. Toklas. Autora de um famoso livro de receitas, Alice foi também personagem de uma autobiografia escrita por outra pessoa: Gertrude Stein. Os múltiplos fragmentos que compõem a vida dessa mulher singular são vividos em presente contínuo por Nicole.

Sobre o espetáculo

A dramaturgia de Marina surgiu de duas importantes referências: The Alice B. Toklas Cookbook, escrito por Alice, e A autobiografia de Alice B. Toklas, escrita por Gertrude Stein.

No primeiro, Alice, companheira de Gertrude Stein, já doente, descreve as receitas servidas no 27 Rue de Fleurus, um dos endereços mais badalados da Paris dos anos 20. Em meio às receitas, de forma absolutamente prosaica e autêntica, Alice revela fatos e anedotas de sua vida ao lado da famosa e sobre a efervescência cultural da qual faziam parte.

Já o segundo se tornou o livro mais conhecido de Gertrude. Nele, ela escreve a “autobiografia” de sua companheira. Ao assumir a voz de Alice, Gertrude conquista a popularidade literária que tanto almejava, de forma a ampliar o alcance de suas pesquisas literárias na direção de uma estética cubista na literatura. Mas e a própria Alice: quem era? Como vivia? O que dizia e como dizia?

Depois da morte de sua companheira, Alice viveu ainda mais 20 anos, nos quais se ocupou em preservar e divulgar a obra de Stein.

A peça discute as fronteiras entre realidade e ficção, entre as histórias e suas dissonantes interpretações. Nela, Alice passeia por diferentes tempos e espaços, numa espécie de mosaico. Escolher a personagem real e ao mesmo tempo fictícia de Alice B. Toklas potencializa múltiplas miradas sobre a relação de amor entre essas duas mulheres e sobre como influenciaram e foram influenciadas pela efervescente Paris dos anos 20 e 30.

Desde o início do trabalho, criar um jogo de espelhos, que embaralha a noção do eu e do outro foi um dos objetivos do projeto. A perseguição foi por uma dramaturgia que ousasse friccionar as pesquisas estéticas de Stein, as memórias de Alice, e também a posição de quem olha com certo distanciamento histórico, se reconhecendo e se estranhando com essas duas mulheres.

Para compor esse caleidoscópio, Nicole Cordery, Malú Bazán e Marina Corazza   contaram com o grande apoio do dramaturgo, professor e pesquisador americano Leon Katz, falecido em janeiro de 2017. Em 1952, Katz foi premiado com uma bolsa da Fundação Ford que lhe possibilitou passar um ano com Alice, entrevistando-a a partir de anotações nunca publicadas de Stein que, na iminência da II Guerra, foram enviadas às pressas para a Yale Library, nos Estados Unidos. “Estimulado com o fato de procurarmos por materiais sobre Alice Toklas, Katz nos enviou não só seu relato sobre o ano que passou como Alice, como uma primeira versão de seu monólogo “Nurturing Alice”, nos autorizando a fazer uso desses materiais para a composição da peça”, conta a atriz Nicole Cordery.

Além das obras já citadas e do material cedido por Leon Katz, foram consultados também trechos dos livros: Paris, França, Lifting Belly, Q.E.D., Melanctha, Ada, entre outras obras de Gertrude Stein, e Staying on Alone (letters of Alice B. Toklas) e What is Remembered, ambos de Alice B. Toklas.

Assim, a dramaturgia da peça é composta pelo choque desses inúmeros materiais que se tensionam, ora simétrica, ora assimetricamente, e criam novas materialidades, que se revelam a partir de seus interstícios.

Um pouco sobre a época

Paris, 1907. Gertrude Stein cuidava da impressão de Três Vidas, do qual fez uma edição particular, e estava mergulhada em The Making of Americans, seu livro de mil páginas. Picasso tinha acabado o retrato dela de que ninguém gostava, a não ser o retratista e a retratada, e começara um estranho quadro complicado de três mulheres.

É nesse período conhecido como “idade heroica” do cubismo que a casa da escritora norte-americana, 27 Rue de Fleurus, florescia como endereço de encontro e de debate entre pintores, escritores e críticos. A cada sábado, ela os recebia com a mesa posta em uma época em que a comida era escassa. Bastava ao recém-chegado responder uma espécie de pergunta ritual: “quem te enviou”? para ter acesso à casa, suas conversas e as longas tardes que se desenrolavam no ateliê anexo.

Gertrude Stein era a figura de visibilidade do casal: sua casa era uma exposição constante dos pintores nos quais apostava. Sua literatura trazia padrões estéticos completamente novos e, ainda hoje, provocadores.

Enquanto isso, Alice Toklas era uma anfitriã impecável. Além de amante e companheira, era a grande cozinheira da casa, primeira leitora, secretária atenta, revisora, editora, crítica e organizadora geral da obra de Stein.

Nas paredes, quadros de Gauguin, Braque, Matisse, Greco, Valloton, Cézanne. Como na época a maior parte deles não valia grande coisa, a porta do ateliê se abria com uma grande chave única. Alice fazia peixes, ovos e jardins.

FICHA TÉCNICA
Alice Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo
Texto: Marina Corazza
Elenco: Nicole Cordery
Direção: Malú Bazán
Cenário e Figurino: Anne Cerutti
Iluminação: Nelson Ferreira
Adaptação de luz e Operação: Fernanda Guedella
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Teatro Vivo – Transmitido via Zoom
Gratuito
5 de setembro às 20h

Para assistir, basta se inscrever no site www.teatrovivoonline.com.br ou no link do perfil no Instagram @vivo.cultura a partir do dia 3 de setembro

Duração: 55min
Classificação Indicativa: 14 anos

 SESC PINHEIROS “GAGÁ”, ESPETÁCULO INFANTIL INÉDITO DE MARCELO ROMAGNOLI

 Foto: Maria Clara Diniz

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O Sesc Pinheiros recebe o espetáculo GAGÁ, com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli. Voltada a crianças de todas as idades, a peça tem no elenco os atores Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco. A temporada vai de 12 de março a 30 de abril, sempre aos domingos, em dois horários: às 15h e 17h.

O espetáculo conta a história de Lelé e Tantã, que vivem aparentemente felizes em um espaço sem portas nem janelas, à espera de seu cuidador, o Sr. Gagá. Enquanto esperam, passam o tempo divertindo-se com jogos e lembranças. Podem ser amigos ou casados há 70 anos. Podem ser duas crianças brincando em um quarto de dormir. Podem ser dois velhos doidos num asilo.

Os personagens passeiam pelo absurdo e pelo patético, alternando humor, memória e lirismo para mostrar que todo tempo é um grande movimento circular da vida. O cenário representa um não-lugar, onde tudo é branco porque a memória é branca: uma cama de ferro branca, um alto-falante branco e uma escada branca que leva ao céu.

“Este é um espetáculo que pretende se comunicar com todas as idades, pois a cada pessoa é oferecida uma camada de entendimento. É uma peça divertida que fala sobre o cuidar, a atenção com o outro, que flerta com a filosofia e com o teatro do absurdo. As cenas reúnem gags e a encenação não tem medo de investir em silêncios. A comicidade é muito marcante na montagem e traz uma reflexão sobre o sentido da vida, sobre as semelhanças entre a velhice e a infância através de metáforas e simbologias”, fala Marcelo Romagnoli.

O espetáculo reforça a pesquisa de uma dramaturgia para crianças que envolva toda a família e que considera o teatro para crianças uma arte que vai além do entretenimento. Sua linguagem pretende ser o conjunto de um pensamento artístico que converse com diferentes públicos em vários níveis ou camadas de entendimento.

Na percepção dos artistas envolvidos em GAGÁ, a dramaturgia para crianças no Brasil vem se aprofundando muito nos últimos anos. É notável a evolução artística dos espetáculos para a infância que ocorre em São Paulo e no país. Este projeto, portanto, faz parte de uma pesquisa de linguagem, iniciada com o premiado espetáculo Terremota, de 2012, composto por grande parte desta mesma equipe.

No elenco, Jackie Obrigon, atriz formada pela EAD em 1994, com mais de 30 espetáculos na carreira, entre eles; Os Collegas, Assembleia dos Bichos, O Tesouro do Balacobaco, A Falecida, Boca de Ouro, A Alma boa de Setsuan e Galileu Galilei. Completam o elenco, Guto Togniazzolo, da Cia do Feijão e Fausto Franco, também formado pela EAD em 1992 e com longo currículo de espetáculos em SP.

Na equipe principal de criação o figurinista Chris Aizner, que transita entre a ópera, o teatro adulto e o infantil; a iluminadora e cenógrafa Marisa Bentivegna, integrante de Cia Hiato, Banda Mirim e outros grupos da cidade e o músico, cantor e compositor Morris Piccioto, o Dr. Morris, da Cia Barracão Cultural.

SINOPSE
Enquanto esperam a visita de seu cuidador, Lelé e Tantã divertem-se alternando humor, memória e lirismo. Vivem felizes num espaço sem portas nem janelas e hoje prepararam uma surpresa para o Sr. Gagá. A peça, uma comédia do absurdo para todas as idades, fala sobre o tempo, o movimento circular da vida, a velhice e a infância.

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Marcelo Romagnoli
Elenco: Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco
Cenário e Luz: Marisa Bentivegna
Trilha Sonora: Dr Morris
Figurino: Chris Aizner
Adereços: Ivaldo de Melo
Operação de Som: Bruno Garcia
Operação e Montagem de Luz: Jean Marcel
Cenotécnico: César Rezende Santana
Assistente de Cenografia: Amanda Vieira
Produção: Stella Marini/ Púrpura Produções Artísticas

 

SERVIÇO
GAGÁ
TEMPORADA: de 12 de março a 30 de abril de 2017. Domingos, às 15h e às 17h

Local: Auditório (3º andar) – 98 lugares

Duração: 50 minutos
Classificação: Livre para todos os públicos.
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos. Ingressos à venda nas bilheterias da Rede Sesc. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa do espetáculo:

Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Douglas Picchetti (11) 9 9814 6911
Helô Cintra (11) 9 9402-8732
Rua França Pinto, 1124
www.pombocorreio.art.br

Assessoria de Imprensa do Sesc Pinheiros:

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