Coletivo das Galochas estreia Cantos de Refúgio, espetáculo sobre refugiados sírios-palestinos no Brasil

                                                                             Foto de Daniel Lopes

Em meio à crise de refugiados pela guerra na Síria, o Coletivo das Galochas se inspira para a criação de Cantos de Refúgio, que está em cartaz na Ocupação Aqualtune até dia 30 de abril.

A direção é de Rafael Presto e dramaturgia de Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes. No elenco, os atores Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos.

Sinopse
Depois de ser expulsa de sua terra, uma família palestina busca se estabelecer em um campo de refugiados na Síria. Os gêmeos Leila e Jamal vivem sua infância entre os escombros da guerra e a esperança de estabelecer uma nova casa. Por conta das dificuldades, a família envia um dos irmãos para tentar a vida em outro país: o Brasil.

Então chega a guerra, obrigando Leila a realizar uma jornada atrás de seu irmão. O universo onde a história se desenrola, embora atravessado pela destruição, é um ambiente mágico e alegórico, recheado de música, dança e criaturas fantásticas, inspirados na rica tradição e cultura palestinas. Para contar a história, o grupo utiliza recursos de teatro de sombra, projeções e teatro de animação.

Após cada sessão, aos sábados, haverá um ciclo de aulas públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h. No local, também haverá uma barraca com comida árabe à venda, feita por uma das famílias de refugiados sírios conhecida pelo grupo durante a pesquisa da peça.

FICHA TÉCNICA
Direção: Rafael Presto. Elenco: Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos. Direção Musical & Sonoplastia: Antonio Herci. Músicas: Antonio Herci, Kleber Palmeira, Rafael Presto. Figurinos & Cenografia: Diego Henrique, Daniel Lopes, Kleber Palmeira e Rafael Presto. Dramaturgia: Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes. Iluminação: Daniel Lopes e Rafael Presto. Preparação Vocal: Antonio Herci. Professor de Árabe: Mohammad Hmede. Oficinas de Dabke: Anderson Vaccari. Oficina de Sombras: Daiane Baumgartner. Realização: Coletivo de Galochas.

SERVIÇO
Temporada: Sábados e Domingos, 16h. De 11/03/2017 a 30/04/2017.
Não haverá sessões nos dias 8 e 9 de abril.

Endereço: Ocupação Aqualtune – Rua Butantã, 233, Pinheiros, São Paulo – SP (entrada na rua sem saída ao lado)
Informações: (11) 9 9847 7684
Duração: 70 min
Lotação: 50 lugares
Classificação: Livre
Gratuito

AULAS PÚBLICAS

Depois das apresentações teremos um ciclo de Aulas Públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h.

11/03/2017 – 1ª Aula Pública – Literatura na construção da identidade palestina

18/03/2017 – 2ª Aula Pública –  Conflito Israel-Palestina: a desterritorialização de um povo

25/03/2017 – 3ª Aula Pública – Indústria da Guerra: sobre Palestinas e UPPs

01/04/2017 – 4ª Aula Pública – Crise dos Refugiados no Capitalismo Contemporâneo

SOBRE O COLETIVO DE GALOCHAS

O grupo inicia suas atividades em 2010, ligado ao Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo, ocupando a Praça do Relógio com o Projeto Zucco (2010). Em seu segundo trabalho, o Coletivo de Galochas habita por um ano a maior ocupação de moradia vertical da América Latina, na Avenida Prestes Maia, realizando neste processo a peça Piratas de Galochas (2011). Em sua terceira produção, o grupo realiza um espetáculo circulando pelas ruas da estigmatizada região da Cracolândia, Piratas de Galochas na Luz (2012). O quarto trabalho do Coletivo de Galochas, Revolução das Galochas (2014), acontece como espetáculo itinerante da Praça Princesa Isabel, seguido de uma ampla circulação por diversas periferias de São Paulo. Atualmente o grupo está em processo de montagem do seu próximo espetáculo, o infantil Cantos de Refúgio. O Coletivo de Galochas pesquisa formas de atuações político-poéticas, além de desenvolver um repertório técnico de ocupação teatral. Em 2017, o grupo completa 7 anos de trabalho continuado.

 

 

 

Companhia Dos à Deux apresenta GRITOS

 

 

Novo espetáculo da companhia franco-brasileira

está indicado aos principais prêmios de artes cênicas de 2016

 

29ª Edição do Prêmio Shell de Teatro (2 indicações): Direção e Cenário (André Curti e Artur Luanda Ribeiro).

 

4ª Edição do Prêmio Cesgranrio de Teatro(4 indicações): Melhor Diretor, Melhor Espetáculo, Melhor Cenografia (André Curti e Artur Luanda Ribeiro) e Melhor Iluminação (Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier). Espetáculo vencedor nas categorias Iluminação e Cenografia.

 

5º PrêmioBotequim Cultural (8 indicações): Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Ator, Autor, Cenografia e Categoria Especial (André Curti e Artur Luanda Ribeiro); Iluminação (Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier) e Direção Musical (Beto Lemos).

 

11ª Edição do Prêmio APTR (4 indicações): Melhor Espetáculo e Melhor Direção (André Curti e Artur Luanda Ribeiro), Iluminação (Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier) e Música (Beto Lemos, Fernando Mota e Marcelo H).

 

Em Dos à Deux, primeira montagem da companhia franco-brasileira de mesmo nome, estavam em cena apenas os seus fundadores, André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Dezoito anos depois, a dupla de atores e diretores volta a trabalhar em duo, como no início da parceria, no espetáculo Gritos. Com concepção, dramaturgia, cenografia e direção de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a nova peça da Cia. Dos à Deux é formada por três poemas gestuais metafóricos criados a partir de um tema: o amor. Gritos faz temporada de 10 de março a 24 de abril, no CCBB São Paulo.

Em uma atmosfera onírica, os três poemas que compõem Gritos são revelados por meio de uma partitura gestual sutil e minuciosa. Inspirada em temas da atualidade, a dramaturgia foi criada durante o processo de pesquisa e de criação artística. As pessoas invisíveis na sociedade, o preconceito, o desprezo, os refugiados a guerra e o amor permeiam os três poemas gestuais – os três gritos.

Há anos trabalhando com teatro gestual, a dupla experimenta, neste novo trabalho, a transformação de seus próprios corpos em bonecos de proporções humanas, como se estivessem refletidos no espelho. Com colaboração da marionetista russa Natacha Belova (responsável também pelos bonecos do espetáculo Irmãos de sangue) e do brasileiro Bruno Dante, André e Artur tiveram partes dos seus corpos – cabeça, mãos, pés e braços – esculpidos com gesso e depois trabalhados em diferentes materiais.

“Essa pesquisa, na fronteira entre artes plásticas, formas animadas, teatro e dança, nos fez ter uma nova sensação gestual que, até então, não havíamos experimentado. Um gestual potente, complexo e contido”, explica Artur. “Ao longo da criação, na pesquisa de formas animadas, nós fomos dando vida ao invisível dos corpos, aos poucos. Como se a vida tivesse arrancado um pedaço desses personagens, nos obrigando a dar poesia e intenção a objetos que se tornaram corpos, e corpos que se tornaram objetos”, explica André.

A cenografia de Gritos é uma instalação plástica composta por estruturas de colchões de mola, que vão se transformando em objetos insólitos ao longo da peça. Em alguns momentos, os colchões formam labirintos de onde os personagens procuram uma saída. Em outros, um quarto para um encontro amoroso. Na pesquisa da Cia. Dos à Deux, a cenografia é mutável, com arquitetura servindo organicamente à dramaturgia – à qual, assim como nas criações anteriores, a luz se funde, sublinhando os espaços cenográficos criados pela dupla. “Trabalhar a luz como um personagem sempre fez parte de nossa pesquisa”, conta Artur. “Nosso universo é construído pensando num todo: luz, cenário, bonecos e dramaturgia caminham juntos”, complementa André.

OS TRÊS POEMAS– OS TRÊS GRITOS

Grito 1: Louise
Louise nasceu num corpo de homem que ela não quer, deseja ser invisível aos olhares dos outros, convivendo com um turbilhão de preconceitos, Cuidando de sua mãe, uma velha senhora doente,também invisível perante a sociedade, Louise busca o amor e a aceitação.

Grito 2:  O homem
Um poema metafóricoe metafisico sobre o homem que perdeu a cabeça. Um muro os divide. Um poema gestual entre o sonho, o onírico e o absurdo.

Grito 3:  Amor em tempos de guerra
Numa atmosfera surrealista, uma mulher vestida de negro surge revelando sua beleza e seus gestos lentos. Em meio a guerra, uma dança de amor misteriosa começa, revelando a trajetória e a luta de uma mulher do Extremo Orientena sua existência.

 

Mais informações no site oficial da Cia. Dos à Deux: www.dosadeux.com


FICHA T
ÉCNICA
Espetáculo: Gritos
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Concepção, dramaturgia, cenografia e direção: Artur Luanda Ribeiro e André Curti
Interpretação: Artur Luanda Ribeiro e André Curti
Pesquisa e realização objetos/bonecos: Natacha Belova e Bruno Dante
Assistente de realização objetos/bonecos: Cleyton Diirr
Criação Musical Grito 1: Fernando Mota
Colaboração: Beto Lemos e Marcelo H

Gritos 2 e 3
Direção Musical: Beto Lemos
Criação Musical: Marcelo H
Cenotécnico: Jessé Natan
Iluminação: Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier
Figurinos: Thanara Schonardie
Contramestra: Maria Madelana Oliveira
Comunicação visual: Bruno Dante
Técnico de Luz : PH
Técnico de Som: Gabriel Reis
Contrarregra: Jessé Natan e Leandro Brander
Direção de Produção: Sergio Saboya
Produção executiva: Ana Casalli
Difusão – França:Drôles de Dames
Realização próteses: Dra. Rita Guimarães de Freitas
Fotos: Renato Mangolin

Serviço:
CCBB São Paulo> de 10 de março a 24 de abril de 2017
Sexta, sábado e segunda às 20h, domingo às 19h.
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 1h15

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651/3652
Ingressos: R$ 20,00 (meia R$ 10,00)
Funcionamento da bilheteria: das 9 às 21h, de quarta a segunda

Capacidade do teatro: 130 lugares
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal.

www.bb.com.br/cultura – www.twitter.com/ccbb_sp – www.facebook.com/ccbbsp
Ingresso pela Internet: www.ingressorapido.com.br
Estacionamento conveniado:

Estapar
Rua Santo Amaro, 272
Informações pelo telefone (11)3113-3651
R$ 15,00 pelo período de 5 horas. (Necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.)

Traslado gratuito
Transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua Santo Amaro, 272, e na Rua da Quitanda, próximo ao CCBB. No trajeto de volta, tem parada no Metrô República.

Musical Na Laje relembra o clima do pagode dos anos 90 no Teatro Viradalata
Temporada prorrogada até dia 24 de junho
Sábados às 22h

Fotos de Gustavo Morita

No ápice dos anos 90, o pagode viveu o seu auge com diversas músicas e grupos. Com inspiração nessa atmosfera, o musical Na Laje prorroga sua temporada, após grande sucesso de público no Teatro Viradalata. A montagem tem concepção e direção geral de Fezu Duarte e dramaturgia de Marcos Ferraz, direção musical de Crikka Amorim e Ivan Parente além da coreografia de Juliana Sanches.

O espetáculo é uma comédia romântica musical conduzida por canções do universo do pagode que fizeram sucesso nos anos 90. Apresenta personagens cativantes e os clássicos que estão na ponta da língua dos espectadores. Na Laje eleva o conceito de teatro a uma experiência musical, envolvendo todos em um clima de bar com amigos, já que o espectador conta com serviço de bar durante a encenação.

Lançando mão de recursos cênicos megalomaníacos, que satirizam os grandes musicais, a produção conta a história de um grupo de pessoas que vive na Cohab. Pimpolho é um cara bem legal que quer levar sua vida simples, administrando seu boteco, tocando seu pagode com os amigos e casando com sua namorada, Tânia. Contudo, o concurso de televisão nacionalmente conhecido como “A Garota da Laje” vai fazer uma seleção no bairro, algo que mudará a vida dos dois e da produtora do concurso Inara.

A diretora Fezu Duarte contou sobre os pilares que movem a peça. “O espetáculo traz a reflexão do público sobre a importância da música em nossas vidas, pegando carona na temática que resgata o espírito e os clássicos do samba e do pagode dos anos 90. A música brasileira, anda, permeia come e bebe como a antropofagia. O pagode é uma mistura para se obter uma nova sonoridade, livres de preconceitos, afinal a música brasileira é feita do povo para todos os povos”.

Clássicos de Negritude Júnior (Cohab City), Katinguelê (Lua Vai) e Art Popular (Pimpolho e Temporal)estão no repertório. O elenco é formado por Diego Rodda, Fábio D’Arrochella, Fernando Fecchio,Marilice Cosenza, Paula Flaibann, Pedro Passari e Veridiana Toledo.

“A escolha da inserção das músicas partiu do autor (Marcos Ferraz) e da diretora (Fezu Duarte). Nos ensaios também aconteceram improvisações que trouxeram novas músicas para o repertório”, diz o supervisor musical Ivan Parente.

“O musical aborda, de forma leve e despretensiosa, a discussão do que é o bom gosto. Quem define o que é boa música? O pagode dos anos 90 vem com uma força popular muito grande porque é feito por gente majoritariamente das periferias, mas, como todo ritmo popular, primeiro ele é rejeitado pela elite intelectual para só depois ser absorvido pela classe média. A peça tem como objetivo fazer o público se divertir, cantar e sair feliz do teatro”, conta o autor Marcos Ferraz.


Ficha Técnica:
Gênero: Musical.
Concepção e Direção Geral: Fezu Duarte
Autor: Marcos Ferraz
Direção Musical: Crikka Amorim e Ivan Parente
Arranjos Musicais: Crikka Amorim
Arranjos vocais: Rogério Matias
Coreógrafa: Juliana Sanches
Sonoplasta: Janice Rodrigues
Figurinista: Fernando Fecchio
Cenógrafo: Chicão Guerrero
Luz: Fernando Liberal
Elenco: Diego Rodda, Pedro Passari, Fábio D ́Arrochella, Fernando Fecchio, Marilice Cosenza, Paula Flaibann e Veridiana Toledo
Direção de Produção: Fezu Duarte, Fernanda Bianco e Guilherme Maturo
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção e Comunicação: Elemento CulturalServiço:
Teatro Viradalata – Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo.
Telefone: (11) 3868-2535
Temporada: De 10 de março a 24 de junho de 2017
Sábados às 22h
Preço: R$ 60,00 (inteira) R$ 30,00 (meia entrada)
Duração: 120 Minutos. Classificação Etária: Livre.

Com atuação de Amanda Lyra e direção de Leonardo Moreira, QUARTO 19 reestreia no Teatro Eva Herz no dia 06 de setembro

Concebida a partir do conto de Doris Lessing e indicada ao Prêmio Shell SP 2018,  Prêmio APTR de Teatro 2019 ambos na categoria Melhor Atriz, e vencedora do Prêmio Questão de Crítica na categoria Melhor Atriz, a peça conta a história de uma mulher de classe média casada e com três filhos que se vê despersonalizada pelo casamento burguês, pela maternidade e pela fragmentação de sua identidade feminina.

Fotos de Cris Lyra

QUARTO 19, espetáculo solo de Amanda Lyra construído a partir do conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), prêmio Nobel de Literatura em 2007, reestreia dia 06 de setembro no Teatro Eva Herz. A direção é de Leonardo Moreira, dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo.

A peça estreou em 2017 no Sesc Pinheiros, em São Paulo, e já realizou diversas temporadas bem-sucedidas na cidade. Em julho de 2018, a peça estreou no Rio de Janeiro, em uma temporada com ingressos esgotados no teatro Poeira. Quarto 19 teve uma ótima repercussão de público e crítica em todas as praças que se apresentou e foi indicada ao Prêmio Shell 2018 de Melhor Atriz e vencedora do Prêmio Questão de Crítica categoria Melhor Atriz.

O conto To Room, publicado pela primeira vez em 1963, conta a história de uma mulher de classe média casada e com quatro filhos que se vê despersonalizada pelo casamento burguês, pela maternidade e pela fragmentação de sua identidade feminina.

As questões abordadas pelo texto e pela encenação de Quarto 19 dizem respeito principalmente às mulheres, mas não só a elas. Nesse conto, Lessing aborda com simplicidade e força alguns de seus temas mais persistentes, como o cabo de força entre o desejo humano e os imperativos do amor, da traição e da ideologia, as tensões entre o doméstico e a liberdade, a responsabilidade e a independência. A construção da identidade, o trabalho para estabelecê-la, defini-la e refiná-lá, talvez seja o fio que liga toda a obra de Lessing.

A ATUALIDADE DO TEXTO

A atriz Amanda Lyra, também idealizadora do projeto e tradutora do texto, conta: “To Room 19 foi publicado pela primeira vez em 1963. Esta peça estreou em 2017. Tanto tempo no fim das contas parece tão pouco. É doloroso perceber a universalidade e atemporalidade desse texto. Perceber que estamos nos debatendo com mesmas questões tantos anos depois, com o movimento feminista já em sua quarta vaga.

Mas Quarto 19 vai além de um retrato da condição da mulher. O conto de Lessing questiona o ideal de felicidade da família burguesa, o modelo social racional e inteligente que soterra nossa sensibilidade, nossa selvageria. É uma grande tarefa lutar pela sobrevivência da própria identidade numa sociedade com modelos tão sufocantes. O quarto 19, aqui, é mais do que um espaço físico. Ele é uma metáfora de libertação. Um espaço/estado onde qualquer pessoa pode ser o que quiser, a despeito do que se exige dela na sociedade.”

A personagem do conto está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente. Mas o mal que a aflige está também – e talvez principalmente – no âmago da sociedade, e não só em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres. Uma luta gigante, onde o desejo de autenticidade se vê̂ barrado por princípios e modelos culturais.

A MONTAGEM

O cenário e a luz de Marisa Bentivegna criam um espaço limpo e claro, que traz somente uma parede ao fundo, um carpete e uma poltrona. Na cena predominam os tons de verde. O figurino, realista, é de uma mulher comum, e suas cores dialogam com o tom geral da montagem. É através do trabalho da atriz que todos os espaços são desenhados – a casa da família, o jardim, o quarto 19.

Sobre Leonardo Moreira – diretor 

Dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo, é mestre em Dramaturgia pela Universidade de São Paulo. Estreou como autor e diretor com a peça Cachorro Morto (2008) e com o texto seguinte, Escuro, recebeu o Prêmio Shell 2010 de Melhor Autor, Prêmio CPT – Melhor Autor e Melhor Espetáculo. Com O Jardim (2011) recebeu 19 indicações aos principais prêmios do país e venceu o Prêmio Shell 2012 como Melhor Autor, além do Prêmio APCA 2012 de Melhor Direção, Prêmio Governador do Estado de São Paulo – Melhor Espetáculo, e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro – Melhor Autor e Melhor Espetáculo. Depois também escreve e dirige com a Cia. Hiato os espetáculos Ficção, indicado em três categorias (direção, ator e atriz) no prêmio Shell 2014, e 2 Ficções, realizado em coprodução com o Kunsten Festival dês Arts (Bruxelas, onde fez sua estreia mundial). Também são de sua autoria Bagagem (finalista do Prêmio Luso Brasileiro de Dramaturgia), Prometheus – a tragédia do fogo (indicado a três Prêmios Shell 2012, indicado a Melhor Autor Prêmio CPT 2012,) e Menor que o Mundo, que também dirigiu. Dirigiu o espetáculo “O Silêncio Depois da Chuva” (indicado a 2 Prêmios Shell 2012) e criou a instalação Del lugar en el que estoy, para a exposição Espacios Revelados, em Buenos Aires (2014). Em 2016, foi convidado a dirigir e escrever o espetáculo Wiosna, no Teatr Studio, na Varsóvia (Polônia) e criou o espetáculo Amadores, também com a Companhia Hiato, tendo sido indicado ao Prêmio APCA 2016 de Melhor Direção.

Além disso, é roteirista para cinema (De Onde Eu Te Vejo, A Noite do Halley) e TV (Três Teresas, GNT; Vizinhos, GNT; Jogo da Memória, Globo). Seus espetáculos já foram apresentados nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Grécia, Polônia, Bélgica, Romênia, Chile, Colômbia, Argentina e Áustria.

Sobre Amanda Lyra – atriz 

Formada em atuação pela Escola de Arte Dramática da USP. Idealizou, produziu e atuou nos espetáculos: Tragédia: uma tragédia, de Will Eno, com direção de Carolina Mendonça, e que estreou no Sesc Pompeia em 2014; Uma História Radicalmente Condensada da Vida Pós-Industrial, direção de Carolina Mendonça e com texto criado a partir do livro Breves Entrevistas com Homens Hediondos, de David Foster Wallace, que estreou na Mostra Sesc de Artes 2012 e circulou por quatro capitais com o Prêmio Funarte Myriam Muniz. Atuou nos espetáculos A Pior Banda do Mundo, da Cia. dos Outros e Mateus, 10, do grupo Tablado de Arruar (vencedor do Prêmio Shell 2012 de Melhor Autor).

Fez assistência de direção e atuou para Leonardo Moreira no espetáculo O Jardim, da Cia Hiato, vencedor de Melhor Autor no prêmio Shell e Melhor Direção no Prêmio APCA. Também atuou nos espetáculos Êxtase, texto de Mike Leigh e direção de Mauro Baptista Vedia, que estreou no CCBB-SP, Há um Crocodilo Dentro de Mim, direção de Silvana Garcia, que estreou no Sesc Consolação. Codirigiu, junto com Carolina Bianchi, o espetáculo Solos Impossíveis, da Cia. do Outros.

Na TV, atuou na novela Malhação – Vidas Brasileiras, da TV Globo, e na séries Assédio (Globo em parceria com a O2 – inédita); Samantha! (Netflix – estreia em julho 2018) e Agora Sim (Canal Sony). No cinema atuou no filme TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva, com direção de Paulo Caruso e Teo Poppovic e A Performance, dirigido por Mauro Baptista Vedia e Luis Dantas.

SINOPSE 

A peça conta a história de uma mulher de classe média que vive o que se conhece como um vida perfeita: tem um marido bonito e amoroso, três lindos filhos, uma bela casa, estabilidade material. Após anos sem trabalhar fora por escolha própria, para se dedicar à criação dos filhos, ela espera o momento em que o mais novo entrará para a escola, quando finalmente voltará a ter algum tempo para si. Mas quando isso acontece, ela não encontra dentro de si a liberdade que buscava. Numa tentativa de se livrar da irritação doméstica e do intenso ritmo familiar, ela decide alugar um quarto de hotel no centro da cidade, o quarto 19.

“A atriz, indicada ao Prêmio Shell pelo trabalho, capta a atenção do público e com ele estabelece uma rara cumplicidade. (…) O talento da protagonista confere um vigor extraordinário ao monólogo” (Folha de São Paulo)

“(…) a intérprete encontrou um veículo sob medida para expor seu talento, sem tropeçar em excessos e atingindo a plateia.” (Veja São Paulo)

FICHA TÉCNICA 

Idealização, tradução e atuação: Amanda Lyra

Direção: Leonardo Moreira

Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna

Figurino: Amanda Lyra

Criação de Som: Miguel Caldas

Preparação Corporal: Tarina Quelho

Assistente de Cenário: Amanda Vieira

Cenotécnico: César Rezende

Fotos: Cris Lyra

Direção de Produção: Aura Cunha

SERVIÇO

Quarto 19, a partir do conto de Doris Lessing

Teatro Eva Herz – Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01311-940
Temporada: de 06 de setembro a 18 de outubro
sextas-feiras, às 21h

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada).

Duração: 75 minutos
Classificação: 16 anos
Gênero: drama
Telefone: (11) 3170-4059
Capacidade do teatro: 168 lugares

 

“O Planeta Tá um Lugar Perigoso” do premiado autor húngaro László Garaczi estreia dia 8 de março no Teatro Augusta

Tragicomédia tem tradução de Albert Kiss e direção de Kiko Marques. No elenco estão os atores Leonardo Miggiorin, Frida Takáts, João Bourbonnais e Andrea Tedesco

 Fotos de Claudinei Nakasone

O dramaturgo húngaro László Garaczi acumula mais de 20 prêmios na Hungria, além de outros na Itália, Áustria e Nova York. Essa é a primeira vez que um texto seu é montado no Brasil. O Planeta Tá um Lugar Perigoso estreia dia 8 de março no Teatro Augusta com direção de Kiko Marques e trilha sonora de André Abujamra.

Leonardo Miggiorin, João Bourbonnais, Andrea Tedesco e Frida Takáts (também idealizadora e produtora do espetáculo) estão no elenco.

“Procurava por um texto contemporâneo, que falasse sobre nós e nosso mundo moderno. Achei na Hungria este texto provocativo, com uma linguagem permeada de humor, ironia e muitas referências. O título é uma delas, remete a uma frase de Einstein: O mundo é um lugar perigoso de se viver”, conta Frida.

O texto trata sobre questões sensíveis, da impossibilidade do amor dentro do mundo patriarcal onde os papéis do homem e da mulher são ditados pela sociedade. Fala também sobre a frieza das relações no mundo tecnológico, o hedonismo, o individualismo e outros ismos.

Sinopse
Pedro, um menino de sete anos é uma criança exemplar, não fosse o estranho problema que leva sua mãe a procurar um psicólogo: Sempre que tenta dizer “eu te amo” é acometido por uma curiosa reação que o leva a fazer caretas, se contorcer e balir como um carneiro. No consultório, o terapeuta resolve aplicar no menino o método da hipnose progressiva. Através dela veremos tudo o que irá lhe acontecer até completar quarenta anos.

Ficha técnica:
Elenco: Leonardo Miggiorin, Frida Takáts, João Bourbonnais e Andrea Tedesco.
Direção: Kiko Marques
Trilha Sonora: André Abujamra
Idealização e Direção de Produção: Frida Takáts
Criação de Luz: Adriana Dhan
Produtora Executiva: Paula Malfatti
Técnica de Som e Luz: Fernanda Guedella
Fotografia: Claudinei Nakasone
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço:
Quartas e quintas – de 08 de março até 27 de abril
21h | R$ 40
na sala experimental do Teatro Augusta
Rua Augusta, 943
50 lugares
Duração: 90 min
Classificação indicativa: 16 anos
Tragicomédia

Pés Descalços faz temporada no Teatro Alfredo Mesquita
1º a 23 de abril

 Fotos de Karim Sauro

Teaser:

https://www.youtube.com/watch?v=2UmOZNlERT8

Depois de um longo tempo sem realizar uma temporada na cidade de São Paulo, O grupo Morpheus Teatro volta a apresentar o seu primeiro espetáculo voltado para toda a família, o infantil Pés Descalços, contemplado com o 4° PRÊMIO ZÉ RENATO 2016, da Secretaria Municipal da Cultura, no Teatro Alfredo Mesquita com temporada de 1º a 23 de abril, sempre aos sábados e domingos, as 16h.

A montagem utiliza a linguagem do teatro de animação para falar da beleza do encontro, da aceitação do outro, do despojar-se de ideias pré-concebidas, da força da imaginação e do ato criativo. A história narra o encontro de um menino e uma menina e da criação de um mundo que eles são capazes de construir dentro de um simples tanque de areia. Um mundo sem muros e com os pés descalços.

O universo de um tanque de areia de um parquinho, através do encontro de Florência, uma menina intrépida e falante, com Rodolfo, um menino tímido e contemplativo, cria um mundo de possibilidades cênicas com a poesia dos personagens e suas peripécias, além de estimular o público infantil a se sensibilizar com várias emoções. Sobre os medos e anseios, sobre a timidez, a sensação de inadequação, situações que pertencem a todos serem humanos, desde a mais tenra idade.

“Queremos falar de temas difíceis como solidão e medo, com lirismo e comicidade. Buscando fazer desta atividade artística, um forte instrumento de enriquecimento do imaginário infantil, sensibilizando este espectador para sua formação como ser humano.O teatro de animação é uma forma de expressão com grande força de identificação por parte das crianças. É uma linguagem íntima, lúdica e funciona como uma ponte para o aprendizado com o mundo. O resultado é uma grande cumplicidade para sentir, brincar e criar”, conta Verônica Gerchman, que assina o texto e a direção.

SOBRE GRUPO MORPHEUS

O grupo Morpheus Teatro completa 15 anos de trabalhos ininterrupto em 2017, desenvolve sua pesquisa com as linguagens do teatro de animação, das máscaras e do teatro físico. Apresenta seu repertório de espetáculos para adultos e para toda a família em teatros, instituições, espaços alternativos e escolas por todo o Brasil, além de participar de mostras e festivais de teatro nacionais e internacionais. Teve a honra de apresentar-se em países como Vietnam, Irlanda, Itália, Argentina, Chile e Colômbia. O grupo foi laureado com prêmios Nacionais e internacionais, e contemplado com editais de montagem e circulação de espetáculos das secretarias de cultura municipal e estadual de São Paulo e do governo do Brasil. Ministra a oficina “A presença do ator no teatro de animação” onde introduz para atores jovens e adultos, profissionais ou amadores, inte¬ressados em artes cênicas, aos princípios da manipulação direta (técnica do teatro de animação onde os bonecos são conduzidos diretamente sem o uso de fios ou varas). Em 2016 foi vencedor do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Bonecos.

Ficha Técnica:

Direção e texto: Verônica Gerchman. Atores: Verônica Gerchman, João Araujo, Cassia Domingues, Dani Boni. Músicos: João Araujo e Dani Boni. Construção de bonecos, cenário e iluminação: Morpheus Teatro. Operação Técnica: Morpheus Teatro. Construção da Trilha Sonora: Yuri de Franco, Dani Boni ,Mavutsinim e Mateus Pires. Figurinos: Luana de Lucca e Denise França. Fotos:Karim Sauro. Produção Executiva: Deborah Corrêa. Produção: Morpheus Teatro – Cooperativa Paulista de Teatro. Duração: 50 minutos. Livre para todos os públicos – Idade recomendada a partir de 3 anos. Estreou – agosto de 2010 no SESC Pinheiros.

Serviço:
Temporada Pés Descalços – 1 a 23 de abril, sempre sábados e domingos, às 16h.
Teatro Alfredo Mesquita: Av Santos Dumont 1770 – São Paulo – SP
Estações do Metrô Próximas: Carandiru e Portuguesa-Tietê
BILHETERIA
(11)  2221 3657
Não aceita reservas

Valor do ingresso
R$ 10  

 

 

 

 

Douglas Picchetti – (11) 9 9814-6911

Heloisa Cintra Castilho – (11) 994028732

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MONTAGEM BRASILEIRA DE COMÉDIA “JANTAR”, SUCESSO NO WEST END DE LONDRES, VOLTA EM CARTAZ DIA 4 DE MARÇO, NO TEATRO VIRADALATA, EM SP

 Fotos de Heloisa Bortz


Comédia ácida da dramaturga inglesa Moira Buffini tem direção de Mauro Baptista Vedia (diretor de A Festa de Abigaiu) e mostra o vazio espiritual da sociedade contemporânea

 

Jantar (Dinner) foi indicada a Melhor Comédia do Ano em 2003 na Inglaterra e sucesso de público no West End de Londres. A versão brasileira da comédia volta ao cartaz dia 4 de março, no Teatro ViradaLata, em São Paulo. O texto, o primeiro montado no Brasil da dramaturga inglesa Moira Buffini, tem direção do diretor e cineasta uruguaio-brasileiro Mauro Baptista Vedia, diretor, entre outros, do grande sucesso de público e crítica A Festa de Abigaiu. A tradução é de Andre Carvalho.

A temporada vai até 23 de abril, com sessões aos sábados às 21h e domingos às 20h. Os ingressos custam R$ 40, com meia-entrada (R$ 20) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, de terça a sábado, das 14h às 23h, domingo das 9h às 22h.

Retrato da sociedade contemporânea, onde a utopia e a esperança genuínas perderam-se no consumo desenfreado, Jantar mostra a dualidade do homem superficialmente bem-sucedido, mas capaz de se autodestruir ao revelar sua vaidade e egoísmo durante uma elegante refeição de quatro pratos.

No elenco estão Michelle Boesche, Alexandra Golik, Hélio Cicero, Julia Diniz, Marco Barretho, Mauro Schames e Victor de Seixas. A cenografia e os figurinos levam a assinatura de Mauro Baptista Vedia, a iluminação é de Aline Santini e a trilha sonora, de Jonathan Harold. A direção de produção de Edinho Rodrigues.

“A peça se caracteriza pela riqueza das personagens, muito singulares e excêntricas. Procuro dirigir os atores de forma a cada um deles ter uma composição única diferente. Cada um com seu tempo, voz e corpo próprios. Tento encontrar o que chamo de interpretação polifônica”, conta o diretor Mauro Baptista Vedia.

O enredo, com vários pontos de virada, apresenta cada um deles de forma cômica e surpreendente, às vezes surreal, levando o espectador a refletir sobre o que vê, na mesma medida em que também se diverte. Como alerta, aponta para um mundo cada vez mais desigual e competitivo a todo custo, onde as relações humanas importam cada vez menos.

Em uma entrevista ao jornal londrino The Independent, à época da estreia, a autora Moira Buffini, também reconhecida roteirista de cinema e televisão, falou sobre seu processo de criação e de suas impressões a respeito da obra:

“Toda vez que eu tento escrever sobre algo realmente sério, acaba se tornando cômico. Em Dinner, queria mostrar um mundo fora do comum. Por isso, deliberadamente, criei personagens inteligentes, educados e liberais, mas miseravelmente egoístas, com um vazio espiritual e moral em seus corações. É trágico, realmente, mas segui adiante porque também é extremamente engraçado”, declarou.

“É uma dramaturgia bem contemporânea, com várias camadas. Um texto muito divertido e muito inteligente, muito político e agitado ao mesmo tempo, instigante, inteligente a ágil. O desafio da direção é conseguir dar conta de todas estas camadas com sutileza e múltiplos ritmos”, acrescenta Vedia.

Vedia, também diretor de cinema (Jardim Europa_, dirigiu três obras teatrais do cineasta e dramaturgo Mike Leigh, A Festa de Abigaiu (mais de 60.000 espectadores em três anos de temporada), Extase e Os penetras, a peça Ligações Perigosas (teatro FAAP) e a infanto juvenil Gangue, ganhadora de três prêmios FEMSA.

Vedia ressalta ainda que preferiu manter as referências britânicas contidas no texto original, por entender que a estrutura de classes e o comportamento delas é bem diferente do que ocorre no Brasil. “Por outro lado, tratamos de questões universais, como a relação entre elite e classe trabalhadora, o que certamente vai envolver o público quanto às questões ali colocadas”, afirma.

Sinopse – Um casal reúne amigos para um jantar.Todos experimentam grandes transformações em relação ao passado e expressam, ao mesmo tempo, irritação e conformismo. A anfitriã, elegante e ácida, recebe um cientista brilhante e egocêntrico; uma vegetariana à primeira vista apática, mas que, na verdade, está atrás de seu marido; uma apresentadora de TV vista como mulher-objeto, mas cínica e inteligente; um escritor de best-seller narcisista; um garoto de entregas que se diz ladrão de mansões, ardiloso e revoltado; e um misterioso garçom, contratado pela internet.

 


JANTAR
Reestreia dia 4 de março
Temporada até 23 de abril
Teatro ViraDaLata
Rua Apinajés, 1387 – Perdizes/SP – Tel. (11) 3868-2535
Quando: de 04 de março a 23 de abril. Sábado 21h e Domingo 20h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia)
Bilheteria: terça a sábado, das 14h às 23h, domingo das 9h às 22h. 
Aceita dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa e Master Card).
Duração: 70 minutos
Gênero: Comédia
Classificação Indicativa: 14 anos
Capacidade do espaço: 273 lugares

Texto de Moira Buffini
Direção de Mauro Baptista Vedia
Traduzida por André Carvalho

Elenco
Michelle Boesche (Paige), Hélio Cicero (Lars), Alexandra Golik (Wynne), Mauro Schames (Hal), Julia Diniz (Sian), Marco Barretho (Mike) e Victor de Seixas (o Garçom).
Cenografia e Figurino Mauro Baptista Vedia
Iluminação Aline Santini
Trilha Sonora Jonatan Harold
Design Gráfico Fabrício Síndice
Fotografia Heloísa Bortz
Produção Executiva: Fabricio Sindice
Direção de Produção: Edinho Rodrigues
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização Brancalyone Produções Artísticas e Kashmir Produções

 

Espetáculo Fuente Ovejuna discute justiça e vingança com público jovem no Viga Espaço Cênico

Fotos de Juliane Arguello

Fuente Ovejuna estreia dia 4 de março, sábado, às 17h no Viga Espaço Cênico. A montagem é direcionada ao público jovem e faz uma reflexão sobre o poder feminino. Espetáculo tem texto do dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562 –1635), direção de Juliano Barone e tradução e adaptação de Marcos Daud.

Completam a ficha técnica Wagner Passos (direção musical), Joca Andreazza (preparação em máscara expressiva), Guryva Portela (direção de movimento), cenário, figurino eiluminação de Kleber Montanheiro e máscaras de Jair Corrêa.

O espetáculo é uma continuação do projeto“Trilogia da Taverna”, que busca transpor clássicos da dramaturgia mundial, para um espaço cênico alternativo, denominado “Sala Taverna”. A primeira parte da Trilogia foi a adaptação de “O Inspetor Geral” de Nikolai Gogol.

Sinopse
Em uma pacata vila espanhola, um jovem comandante é enviado para protegê-la de possíveis ameaças. Após desonrar a população de Fuente Ovejuna, enfrenta a ira de todos que clamam por justiça e vingança.

Fuente Ovejuna e sua Instalação Cênica
A apresentação acontece em uma instalação cênica, criada pelo multi-artista Kleber Montanheiro, que simula uma taverna onde os espectadores dividem o espaço cênico com os atores e músicos do espetáculo, acomodados em mesas que retratam um autêntico bar medieval.

“Trabalhar com a obra “Fuente Ovejuna” é falar diretamente para os jovens do séc. XXI sobre a questão do machismo, o autoritarismo e quais as faces da justiça. Ressalto a importância de discutir essas questões para repensarmos nossas atitudes diárias, criando um paralelo entre a ficção e a realidade”, conta Juliano Barone.

O espetáculo se conecta diretamente com o mundo atual ao expor situações que estão enraizadas na sociedade, “escancarar as ações cometidas pelo Comandante e seus capachos (personagens de Lope de Vega) é abrir para a discussão os crimes diários que vivemos. É dar voz a todas às crianças, jovens e mulheres que, a cada 11 minutos, são violentadas no Brasil; é valorizar o debate sobre a posição da mulher no séc. XXI; é discutir questões políticas relacionadas às nossas estruturas sócio-econômica-culturais; e, principalmente, questionar nossas atitudes perante as injustiças que vivemos”, enfatiza Juliano.

“Fuente Ovejuna” coloca em questão a revolução imediata, a justiça feita pelo povo. Baseada em fatos reais, esta obra é uma forma de expor o hábito para assim questionar as atitudes que tomamos no dia a dia.

Ficha Técnica

Direção Geral: Juliano Barone. Texto: Lope de Vega. Tradução e Adaptação: Marcos Daud. Direção Musical: Wagner Passos. Elenco: Alexandre Paes Leme, Dudu Oliveira, Gabriel Ferrara, Juliane Arguello, MarieliGoergen, Marcus Veríssimo, Monique Fraraccio, Pedro Casali, Pedro Monteiro, Pipo Belloni, Priscilla Dieminger, Robson Dasa e Thiago Azevedo. Musicista: Lisi Andrade. Técnico de Luz e Som: Rodrigo Holanda. Treinamento em Máscara Expressiva: Joca Andreazza. Direção de Movimento: Guryva Portela: Confecção de Máscaras: Jair Correia. Cenário / Figurino: Kleber Montanheiro. Iluminação: Gabriele Souza, Jorge Leal e Kleber Montanheiro. Adereços: Michele Rolandi e Tide Nascimento. Cenotécnico: Evas Carretero. Maquiagem: Gabriela Jovine. Produção Geral: Tânia Reis. Assistente de Produção: Daniela Duarte.

Serviço:
Viga Espaço Cênico – Rua Capote Valente, 1323
(11) 3801-1843
Sala Taverna
Temporada. De 4 de março até 24 de junho.
Sábados, às 17h.
Preço: 40,00
Duração: 110 min.
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 60 pessoas

O PROCESSO

Joseph K. na manhã do seu 30º aniversário é despertado e, em vez do café da manhã, recebe uma ordem de prisão sem qualquer explicação lógica. Começa aí uma espécie de pesadelo burocrático que o levará à ruina psicológica, moral e física.

A justiça o fará passar por audiências, cartórios, salas de espancamento e tribunais, sem que ele nunca saiba de que crime é acusado. Como típico anti-herói kafkiano, ele se resigna e nunca tenta escapar das garras da justiça, ao contrário, acata o estranho rito processual, esperando pelos acontecimentos futuros e pelos próximos trâmites do processo.

No entanto, em nenhum momento são apresentados a ele os autos acusatórios, ficando, assim, impedido de saber o crime que teria cometido. Josef K. permanecerá titubeante, numa busca por respostas que não virão, e que o levará em direção ao completo auto aniquilamento.

A coreografia se vale dos elementos angustiantes da obra literária para reforçar uma ambientação insólita e sinistra, tão essenciais ao universo kafkiano. E é a culpa acusatória que Josef K. carrega em suas costas que se faz presente no espetáculo de dança O Processo.

Ficha Técnica
Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora,Mainá Santana e Rafael Carrion
Concepção, Coreografia e Direção: Sandro Borelli
Assistente de Coreografia: Rafael Carrion
Trilha Sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues
Luz: Sandro Borelli
Figurino: Grupo
Fotografia: Alex Merino e Júnior Cecon
Preparação Corporal: José Ricardo Tomaselli e Vanessa Macedo
Direção de Produção: Júnior Cecon
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

TEMPORADA:
De 02 a 26 de março de 2017
Quinta à sábado: 21h
Domingo: 19h
Duração: 50 minutos
Recomendação: 16 anos
Lotação: 50 lugares
Ingressos: um quilo de alimento não perecível

Kasulo Espaço de Cultura e Arte
R. Sousa Lima, 300/sobreloja, Barra Funda (próximo ao teatro São Pedro)
F: (11) 3666-7238 / 95157 9773
Informações: ciacarneagonizante@gmail.com

Mulheres Ácidas prorroga temporada até dia 3 de maio

Com texto de Cristiane Wersom (quem está em cena ao lado de Marianna Armellini) e direção geral de Cristiane Paoli Quito, espetáculo faz temporada até dia 29 de março no Teatro Eva Herz 

Fotos de Vitor Vieira

Realizar Mulheres Ácidas é um sonho antigo das atrizes Marianna e Cristiane. O texto escrito por Cristiane conta a história de diversas mulheres, em diferentes estágios da vida, em épocas distintas. Suas relações, frustrações, medos, anseios e encontros. Suas vidas são narradas também por mulheres, que se identificam, criticam e se emocionam com as vidas das outras. “Eu escrevi para mim e para a Mari fazermos. Nos conhecemos há muito tempo e passamos várias fases da vida juntas. Agora, aos 40, a gente ficou com essa vontade de fazer um humor mais maduro. Acho que essa peça é o resultado de duas atrizes que estão repensando suas carreiras e suas posições dentro da sociedade“, conta a atriz e dramaturga Cristiane Wersom.

Uma peça sobre o feminino feita por três mulheres que tem muito em comum, Quito, Cristiane e Marianna. Cris e Marianna são amigas e parceiras de trabalho há anos, as duas já desenvolveram diversos projetos, como o canal de humor no youtube “Mulheres Ácidas” e a “As Olívias”, grupo de comédia da qual elas fazem parte, junto com as atrizes Renata Augusto, Sheila Friedhofer e o ator Victor Bittow. A diretora Cristiane Paoli Quito foi professora de ambas na Escola de Arte Dramática da USP e desde então, as três acompanham os trabalhos uma das outras. “Eu e Cris somos parceiras de vida e de trabalho. Mesmo quando é difícil, é fácil. Porque tem diálogo, tem o entendimento para além da fala. Só posso agradecê-la por confiar seu primeiro texto a mim. Muito do que ela escreveu é meu já, tem a ver com a minha história, que ela conhece de trás para frente. E ter a Quito como mestra disso é uma sorte!”, comenta Marianna.

As personagens da peça vivem diferentes contextos de vida em diferentes gerações.  Isadora, uma mulher que passa a vida inteira tentando entender um amor. Sofia, uma garota que não aceita os padrões impostos à ela. Otacília, uma senhora que espera a visita de seus filhos. Histórias passadas a limpo com humor, num texto ácido e rápido. “Essas mulheres são a minha mãe, a minha vó, eu, minhas amigas, as mães e filhas das minhas amigas…  Elas são um misto das alegrias, angústias, faltas e desejos que eu observei e vivenciei ao longo desses anos todos”, completa Cristiane Wersom.

FICHA TÉCNICA
Texto: CRISTIANE WERSOM
Direção Geral: CRISTIANE PAOLI QUITO
Elenco: CRISTIANE WERSOM e MARIANNA ARMELLINI
Assistência de direção: LEONARDO DEVITTO
Preparação corporal: FABRÍCIO LICURSI
Figurinos: MARIANNA ARMELLINI
Projeto de luz: FABRÍCIO LICURSI
Técnicos de Luz e Som: CRIS SOUTO e CIRO GODOY
Mídia digital: ELEMENTO CULTURAL
Projeto gráfico: VICTOR BITTOW
Fotos: VITOR VIEIRA
Produção: LEONARDO DEVITTO
Administração: JOCA PACIELLO
Patrocínio: EUROFARMA

SERVIÇO
Temporada: de 14 de fevereiro a 3 de maio. Terças e quartas às 21 horas.
Duração: 80 minutos
Classificação – 14 anos
Ingressos: R$ 40

TEATRO EVA HERZ
Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo – SP
Telefone – 3170-4059
Ingressos à venda na bilheteria do teatro ou no site da Ingresso Rápido.

Bilheteria: terça a sábado das 14 às 21 horas
Domingo das 12h às 19h – aceitas todos os cartões de crédito e débito. Não aceitam cheques.
Ingresso Rápido – www.ingressorapido.com.br ou 4003-1212