Pasárgada reencena musical infantil Moinhos e Carrosséis, de José Geraldo Rocha, no Teatro João Caetano

Espetáculo gratuito faz parte da Mostra que comemora os 47 anos de grupo

Uma imagem contendo pessoa, chão, homem

Descrição gerada com alta confiança

Fotos de Weslei Soares

“É possível que acabemos nos destruindo. Talvez o inimigo comum dentro de nós seja forte demais para ser reconhecido e vencido. Talvez o mundo seja reduzido a condições medievais ou muito piores” – Carl Sagan

Encenado pela primeira vez em 1988, o musical infantil Moinhos e Carrosséis, de José Geraldo Rocha, dá continuidade à Mostra retrospectiva Itinerário do Pasárgada, iniciada em 2018, com a proposta de celebrar os 47 anos da companhia.

Com direção de Debora Dubois e José Geraldo Rocha, o espetáculo ganha uma nova temporada gratuita no Teatro João Caetano,  entre 30 de março a 21 de abril, aos sábados e domingos, 16 hs. O elenco traz Carla Margareth, Daniel Langer, Janaina Rocha, Joana Freire, Keila Tasquini, Luiã Borges, Mari Rosinski, Pedro Machitte, Ricardo Aguiar e Tais Orlandi.

A montagem foi embasada em um estudo sobre o impacto que muitos autores de ficção científica – como Júlio Verne, Arthur Clarke, Carl Sagan, Ray Bradbury, provocaram nas décadas de 1980 e 1990. Sobretudo, o predecesor de todos: Ievguêni Zamiátin, com sua literatura visionária, política e libertadora. Uma ficção atual e contundente de sua obra – NÓS, Narrativas da Revolução – escrita em 1920, revela a distopia de um futuro de trajetória cruel e cáustica.

Bradbury retoma esse tema em Farenheit 451 e Frutos Dourados do Sol. Especificamente, no conto Um Som de Trovão, o autor nos leva a uma viagem ao passado, por meio de uma máquina do tempo. Os visitantes caminham por uma pista flutuante para caçar animais pré-históricos em seu habitat natural. Um dos personagens sai da pista e pisa em uma borboleta, provocando um efeito de proporções sem limites, milhões de anos depois, até nossos dias.

Esses autores inspiraram o dramaturgo a falar de emoções e sentimentos que mantenham vivos, nossos sonhos de liberdade, imaginação e escolhas.

A encenação valorizou todas as nuances do texto para realizar um espetáculo sem o tom de caos e catástrofe, como se o futuro estivesse comprometido. Ao mesmo tempo, deixa às claras um alerta sobre a realidade que estamos vivendo, que assusta e amedronta pela falta de esperança que nos envolve e impede de enxergar novos rumos.

Apesar de ter sido escrito em 1988, o texto continua atual mesmo após mais de 30 anos. A reencenação foi assinada por Debora Dubois, em parceria com José Geraldo Rocha e atores do Pasárgada. O espetáculo também tem criação e direção musical de Gustavo Kurlat e Valnice Vieira Bolla, responsável pela criação de adereços, cenografia e figurinos do Grupo; ambos participaram da  primeira montagem.

Sobre a Cia

Criado por ex-alunos da Escola de Arte Dramática da Fundação das Artes de São Caetano, no início da década de 1970, o Pasárgada possui uma longa história de teatro para infância e juventude, caracterizado pela curiosidade e investigação sobre o universo infantil. Tal trajetória também se tornou referência como teatro de grupo, pesquisa de linguagem, estética, espetáculos populares e produções cooperativadas. O resultado desse trabalho aparece nas várias indicações e premiações recebidas pelo grupo e seus integrantes ao longo de todo seu Itinerário.

No currículo do Grupo, com mais de 20 montagens, destacam-se: Panos e Lendas, Velhos Retratos, Moinhos e Carrosséis, Avoar, Pequenas Estórias Sem Pé Nem Cabeça, Até Onde o Vento Levar, O Lixão, Peixe Vivo e Labirinto de Filó.

SINOPSE

Esta é uma obra de ficção e se passa em um ano qualquer do futuro. P.4783 e F.9501 são dois personagens que, junto com outros visitantes, fazem uma viagem para visitar um museu com figuras do passado. Eles caminham sobre uma pista flutuante, não podem tocar nas figuras e são proibidos de sair fora do roteiro de visita. Um Sistema de Segurança e Controle que está em todos os lugares, tem completo domínio sobre a ação dos visitantes. P. e F., atraídos por uma melodia, penetram em uma galeria desconhecida e descobrem outras figuras que provocam emoções e sentimentos com profundo significado para a sobrevivência da espécie humana.

FICHA TÉCNICA
Texto: José Geraldo Rocha
Direção geral: Debora Dubois e José Geraldo Rocha
Elenco: Carla Margareth, Daniel Langer, Janaina Rocha, Joana Freire, Keila Tasquini, Luiã Borges, Mari Rosinski, Pedro Machitte, Ricardo Aguiar e Tais Orlandi
Músicas e direção musical: Gustavo Kurlat
Letras das canções: Gustavo Kurlat e José Geraldo Rocha
Cenários e figurinos: Claudio Cretti e Valnice Vieira Bolla
Criação e confecção de bonecos: Bolla
Criação e confecção de adereços: Bolla e Mariano Marziars
Concepção de luz: Luiz Alex Tasso
Operação de luz: Emerson Fernandes e Vitor Fernandes
Cenografia: André (JAM Cenografia)
Contrarregras: Daniel Langer e Saulo Aguil
Costureira: Jane e Jaqueline
Coreografia e preparação corporal: Fabrício Licursi e Mari Rosinski
Designer visual: Kleber Góes
Produção executiva: Grupo Pasárgada
Direção de produção: Grupo Pasárgada
Administração: VVB Produções Artísticas
Assessoria jurídica: APHH Sociedade de Advogados
Assessoria contábil: ServKeep Contabilidade
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Agradecimentos especiais

Este espetáculo é dedicado à memória de Plínio Teixeira, Joy João Luiz de Oliveira e Vlad Vladimir Capela que ajudaram a construir a História do Pasárgada e revelaram os caminhos do jogo teatral e a improvisação no teatro para crianças e jovens. Aos meus amigos e parceiros, fundadores do Pasárgada, Belmiro Arruda, Claudio Campana, Darci Spironello, João José Araujo, ZéCarlos Machado, Marilu Dominguez, Neide Calegari, Plínio Teixeira, Richards Paradizzi, Tadeu Faleiros e nossos mestres: Timochenco Wehbi, Dilma de Mello, Jefferson Del Rios, Jura Otero, Antonio Petrin entre outros; nossa eterna gratidão por continuar nos inspirando em 48 anos de estrada. Evoé!

Zé e Bolla

Agradecimentos
Denis, Jorge, Renato Gonda, Gerson Correra, Instand do Brasil, Ricardo Simi, Lindomar (Secretaria de Cultura de Embu das Artes), Rosana, Amanda e Jomar (Secretaria de Turismo de Embu das Artes),  Danilo (Casa de Cultura Butantã), Rogério Tôio, Ricardo Van Meenen, Alexandre Barros (JAM Cenografia), Luis Felipe Correa, Flávia, Alessandra, Thiago Vasconcelos (Cia Antropofágica) e todos os amigos queridos que tornaram possível esse Itinerário de 47 anos.

Projeto contemplado pela 32ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo

SERVIÇO
Moinhos e Carrosséis, de José Geraldo Rocha
Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino – São Paulo
Temporada: 30 de março a 21 de abril
Aos sábados e domingos, às 16h
Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes
Classificação: livre
Duração:  65 minutos
Gênero:  Musical
Capacidade: 400 lugares
Informações:(11) 5573-3774

Meia-Noite, Feliz Natal reestreia nos Parlapatões
Temporada de 5 de novembro a 11 de dezembro

 Fotos de Carolina Schievenin

Após estreia de seu primeiro espetáculo Oito Balas, a Cia do Ruído volta aos palcos com a peça Meia-Noite, Feliz Natal de Carol Rainatto a partir do dia 05 de novembro nos Parlapatões para temporada até 11 de dezembro.

Em noite de Natal, os filhos de Dona Martha reúnem-se pela primeira vez sem sua presença e não imaginam que esta pode ser a noite de estopim para a família. Tradição, convenção e protocolo fazem parte de uma noite em que todos um dia já quiseram observar do lado de fora da fechadura.

A dramaturgia levanta pontos cotidianos que contam com uma especificação: relação familiar. A partir de uma visão que nos coloca em direta intimidade para com as situações vividas pela família Assunção, compreende-se como todo indivíduo é um ser de dualidade. Os conflitos que geralmente são comuns entre famílias chegam ao estopim.

Um limite (muitas vezes tênue sobre as reações e pontos de vista) dos seres humanos envolvidos ali é explorado e exposto em sua máxima potência. Uma família considerada nos “padrões” da sociedade chega em um ponto deplorável. Todas as regras e organização (também explorada na estética visual do espetáculo), é contrária à realidade da mente de cada um dos personagens, que se encontram em verdadeira bagunça psicológica.

O desenvolvimento de criação partiu desse ponto para a construção de interiorização e do “típico lar feliz”. Acessar os contrapontos que existem entre a nossa contemporaneidade e os já tão conhecidos e clássicos “assuntos de família”.

Ficha Técnica
Texto: Carol Rainatto
Direção: Carol Rainatto e Lucas Romano
Elenco: Carolina Rossi, Filipe Pereira, Homero Ligere, Mariana Spinola, Rodrigo de Castro, Tchello Palma, Vitoria Blat e YnaraMarson
Cenografia: Luma Yoshioka
Cenotécnico: Alicio Silva
Iluminação: Andressa Pacheco
Assistente de cenografia/iluminação/figurino: Aline Navarro
Figurinos: Ananda Sueyoshi
Trilha Sonora Original: Yan Montenegro
Sonoplastia: Lucas Pinheiro Paiva
Preparadora Vocal: Camila Blat
Dramaturgia do Corpo: Pietro Almeida
Preparação inicial: Daví Lopes
Designer Gráfico: Lucas Sancho
Produção: Contorno Produções
Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez
Assistente de Produção: Flávia Mian
Realização: Cia. do Ruído

Serviço
Temporada: de 05 de novembro a 11 de dezembro
Sábados às 21h e domingos às 20h
Local: Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Cia dos Tolos faz nova temporada de ‘Mais Um Hamlet’ no Teatro Pequeno Ato de 2 a 23 de novembro

 Fotos de Valérie Mesquita

A peça dirigida por Pedro Haddad e com dramaturgia de Maria Giulia Pinheiro é uma adaptação cômica da peça “Hamlet”, de William Shakespeare. Nesta adaptação contemporânea a história do príncipe da Dinamarca é contada de forma bem humorada, abusando dos clichês acerca desta figura tão famosa. A ideia de dessa montagem é estabelecer um diálogo com o público, apresentando os conflitos do príncipe dinamarquês como humanos e parte de todos nós.

O cenário é composto apenas por cinco cadeiras, e cada ator traz consigo todos os objetos que utilizará em cena. Os atores são responsáveis por toda manipulação de adereços, cenário, e parte da iluminação e sonoplastia – tudo acontece aos olhos do público, com o objetivo de trazer os bastidores para dentro da encenação.

“Como se trata de teatro, as figuras são colocadas numa situação que as obriga a, da melhor forma possível, trabalhar em grupo – porém se confrontam com modos de fazer diferentes, humores, rixas e outros fatores que dificultam cada vez mais o jogo de cena, todos evidenciados pela ausência de coxias, e espelhados não só no enredo da peça, mas também na personalidade de cada ator. A peça tem como protagonistas a inadequação, o desconforto e, muitas vezes, o nonsense. Todos esses se fazem presentes para que, de forma cômica, seja narrada a história do príncipe Hamlet. O espectador se pergunta e reflete sobre o que se passa em cena e o que é a realidade, de fato – sendo, nesta brincadeira, convidado a entrar no jogo cênico. “, conta o diretor Pedro Haddad.

SINOPSE
Cinco figuras esquisitas são convidadas a contar a história de Hamlet, príncipe da Dinamarca em apenas 70 minutos. Hamlet ainda está de luto pela morte do pai quando sua mãe se casa com Cláudio, seu tio e o novo rei dinamarquês. Hamlet é avisado pelo fantasma de seu pai que ele foi assassinado por Cláudio, e pede ao filho que vingue sua morte. A partir daí o príncipe se vê num conflito entre o agir e o pensar, até ser capaz de concretizar o que lhe foi pedido: matar o rei da Dinamarca. Utilizando-se das frases célebres de Shakespeare e dos acontecimentos da peça original, os atores-personagens “improvisam” o espetáculo, aproveitando toda e qualquer deixa para mostrar o quanto são especia- listas nesta obra-prima.

Sobre o diretor:
Pedro Haddad é mestre em Artes Cênicas pela UNICAMP, possui graduação em Jornalismo pela PUC de São Paulo e é ator formado pelo Célia Helena Teatro Escola. Atualmente é professor da Escola Superior de Artes Célia Helena e professor de teatro da Escola Nova Lourenço Castanho. Como artista fundador da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico exerce as funções de ator, produtor e pesquisador desde 2000, e participou de diversos espetáculos, entre eles: “A Ilha Desconhecida” de José Saramago; “A Hora Em Que Não Sabíamos Nada Uns dos Outros”, de Peter Handke; “Amor de Improviso”, criação coletiva da Cia. Elevador; “Do Jeito Que Você Gosta”, de William Shakespeare; “Ifigênia”, adaptado do original de Eurípedes por Cássio Pires; todos sob direção de Marcelo Lazzaratto. Ministrou aula de teatro na Casa do Teatro entre 2000 e 2011 e foi Diretor-Colaborador do Projeto Conexões, uma parceria entre British Council, Cultura Inglesa, Célia Helena Teatro-escola e NationalTheatre de Londres, entre 2007 e 2011.

Ficha Técnica
Direção: Pedro Haddad. Dramaturgia: Maria Giulia Pinheiro. Elenco: Beatriz de Miranda, Maria Eugênia Portolano, Ronan Ammirati, Taiguara Chagas, Valérie Mesquita. Assistente de direção: Giulia Fontes. Cenário e figurinos: Cia dos Tolos. Iluminação: Taiguara Chagas. Produção: Contorno Produções. Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez

Serviço
Temporada: de 02 a 23 de novembro
Quartas-feiras às 21 horas
Ingressos: R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia
Lotação: 40 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Gênero: Comédia
Local: Teatro Pequeno Ato
Rua Teodoro Baima, 78 – República / SP

ROMEU E JULIETA – De almas sinceras a união sincera nada há que impeça
com direção de Zé Henrique de Paula faz nova temporada no Teatro do Núcleo Experimental de 6 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017

Sextas e sábados às 21h
Domingos às 19h  

Texto: William Shakespeare
Adaptação: Zé Henrique de Paula

 Fotos de Ronaldo Gutierrez

Escrita entre 1591 e 1595, Romeu e Julieta se tornou uma das maiores referências da obra teatral de William Shakespeare. Baseado no mito romano de Píramo e Tisbe, tornou-se um dos maiores signos de romantismo da História, sendo quase impossível listar todas as obras que se inspiraram neste clássico. De Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, até a saga Crepúsculo, best seller da escritora americana Stephanie Meyer, passando pela ópera de Gounod, pelo musical da Broadway West Side Story e pelas versões cinematográficas, as leituras se sucedem sempre revelando novos aspectos e refletindo sobre o amor puro (e proibido), capaz de atos de entrega extrema, como a própria morte.

Tão forte quanto o obstáculo que alimenta e potencializa a paixão entre os dois jovens, está a ideia de amor interrompido, que não tem tempo para passar pelas adversidades dos relacionamentos humanos, sejam estes de que época forem. Quais seriam os obstáculos ao amor no século XXI?

Na versão do original montada pelo Núcleo Experimental em 2006 com o título de R&J, quatro atores se revezavam entre todos os papéis da peça, permitindo um olhar sobre a afetividade em todas as suas manifestações.

Nesta remontagem, um elenco jovem de quatro atores e três atrizes aprofunda essa investigação sobre como as questões de gênero influenciam na leitura de uma mesma obra: até que ponto estamos atrelados a papéis e a modelos de comportamento impostos pelo gênero? Como as questões de gênero se relacionam com a construção da afetividade? Como as questões de gênero se relacionam com a descoberta da sexualidade? Como a sociedade encara a homoafetividade e a homofobia?

Num espaço abandonado de uma grande cidade qualquer (pode ser a São Paulo de Marco Feliciano ou a Moscou de Vladimir Putin), sete jovens estudantes de teatro resolvem passar a noite ensaiando Shakespeare e se revezam nos papeis de Romeu e Julieta. Na medida em que a peça avança em direção ao seu desfecho trágico, a ficção e a realidade se misturam; o espaço e o tempo se relativizam, abrindo caminho para a violência, a paixão, o poder e a morte. Ao final, a peça é ainda mais real do que todos poderiam imaginar.

Ficha Técnica
Texto: William Shakespeare
Adaptação: Zé Henrique de Paula
Direção – Zé Henrique de Paula
Direção Musical e Preparação Vocal – Fernanda Maia
Preparação de Elenco – Inês Aranha
Assistente e Direção – Herbert Bianchi
Cenário – Zé Henrique de Paula
Assistente de Cenografia – João Paulo Oliveira
Figurinos – Zé Henrique de Paula e Cy Teixeira
Iluminação – Fran Barros
Projeto Gráfico – Herbert Bianchi
Coordenação de Produção – Claudia Miranda
Produção Executiva – Mariana Mello
Assistente de Produção – Laura Sciulli

Elenco
Cícero de Andrade
Danilo Rosa
Débora Peccin
Lucas Sanchez
Luiza Porto
Natália Foschini
Thiago Sak

Serviço
ROMEU E JULIETA – De almas sinceras a união sincera nada há que impeça
Teatro do Núcleo Experimental
6 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017
Sextas e sábados às 21h. Domingos às 19h.
Duração: 1h40
Ingressos: R$ 40
Classificação: 14 anos

Douglas Picchetti (11) 998146911
Helô Cintra | (11) 9 9402-8732
Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Rua França Pinto, 1124
www.pombocorreio.art.br

 

MYRNA SOU EU

Consultório Sentimental de Nelson Rodrigues volta ao Teatro Eva Herz para temporada até dia 11 de dezembro

 Adaptação, Roteiro e Direção: Elias Andreato
Interpretação: Nilton Bicudo

link para fotos de João Caldas

Após o sucesso nos palcos cariocas de abril a julho, o espetáculo Myrna Sou Eu – Consultório Sentimental de Nelson Rodrigues faz nova temporada em São Paulo. Com Nilton Bicudo e adaptação, roteiro e direção de Elias Andreato, reestreia no Teatro Eva Herz e fica em cartaz até 11 de dezembro.

Nelson Rodrigues dizia que,”Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava.”Por muitos anos, Nelson escreveu crônicas no Correio da Manhã assinando como Myrna. Nelas, tentava falar direto aos corações femininos e suas dilacerantes (e eternas) dúvidas. Daí nasceu Myrna Sou Eu, um monólogo, ora engraçado, ora comovente, onde Myrna responde às perguntas que suas ouvintes fazem no programa de rádio Consultório Sentimental. A personagem, vivida por Nilton Bicudo, dá voz a Nelson em toda sua coragem e lucidez. O ator sobe ao palco lançando mão de toda feminilidade de sua alma.

Apesar de dialogar com as mulheres, os homens, na verdade, são os personagens principais dessa história, pois é sobre seu comportamento que Myrna raciocina junto ao público.Myrna Sou Eu – Consultório Sentimental de Nelson Rodrigues fica em cartaz aos domingos às 15h até 11 de dezembro

SERVIÇO:
Local: Teatro Eva Herz – Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo/SP
Temporada: de 9 de outubro a 11 de dezembro.
Domingos às 15h.
Duração: 70 minutos.
Classificação indicativa: 12 anos.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia).
Vendas:
Unidade: Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073 – Bela Vista – São Paulo/SP
Horários: Terça a Sábado, das 14h às 21h
Domingos, das 12h às 19h
Ingresso Rápido: (11) 4003-1212
A compra está sujeita a uma taxa de conveniência de 20% sobre o valor de cada ingresso.

Ficha Técnica:
Texto : Nelson Rodrigues
Roteiro e Direção: Elias Andreato
Diretor Assistente: André Acioli
Interpretação : Nilton Bicudo
Cenário: Elias Andreato
Trilha Composta: Jonatan Harold
Cenário: Elias Andreato
Iluminação: Adriano Tosta
Figurino: Fabio Namatame
Visagismo: Allex Antonio
Técnico e Luz e Som: Adriano Tosta
Contrarregragem: Paulo Travassos
Produção: Solo Entretenimento
Direção de Produção:  Daniella Griesi
Produção Executiva: Rosy Farias
Fotos :João Caldas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Patrocínio: SEGUROS UNIMED

Cia Articularte – Teatro de Bonecos dá início à primeira etapa do seu novo projeto HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS, criado para as crianças – filhos de refugiados.

A UNICEF afirma que cerca de 50 milhões de crianças estão deslocadas no mundo. Relatório da ONU diz que desse total, 28 milhões tiveram de fugir de suas casas por causa de conflitos e violência. E o Brasil está entre os 10 países que mais recebem refugiados nas Américas. A notícia é preocupante porque atesta que uma em cada 200 crianças no mundo é refugiada. O histórico recente informa que quando essas crianças chegam aos países de destino, enfrentam discriminação e xenofobia, estando sempre sujeitas a sequestro, tráfico humano, estupro, além de risco de abusos diversos.                    Fonte: Edgard Júnior, da Rádio ONU em NY.

A partir dessa dura realidade, a Cia Articularte criou o projeto premiado pelo Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo “Histórias sem Fronteiras” com o objetivo de integrar estas pessoas ao nosso país, das mais diversas formas possíveis. A primeira fase do projeto busca apresentar cultura brasileira- através de espetáculos baseados nas obras da pintora Tarsila do Amaral “A Cuca Fofa da Tarcila”, do pintor Cândido Portinari, “Portinari, Pé de Mulato” e do músico Heitor Villa-Lobos “O Trenzinho Villa – Lobos” em diferentes regiões da cidade como o Museu da Imigração (7, 8 e 9 de outubro), a Galeria Olido (21, 22 e 23 de outubro) e o Teatro Sérgio Cardoso (4, 5 e 6 de novembro), sempre às 15h com ingresso gratuito. O objetivo é oferecer elementos de comportamentos, visuais e musicais importantes da nossa cultura para a formação de um novo repertório de conhecimento e memória afetiva a esses grupos humanos.

FOTOS
Portinari Pé de Mulato https://goo.gl/bVG8En
A Cuca Fofa de Tarsila https://goo.gl/c38TKh
O Trenzinho Villa – Lobos https://goo.gl/hbm3Dj
No final de cada apresentação, haverá oficinas culturais sensitivas e afetivas, estimulando contações de histórias de vidas da plateia sobre a cultura do seu pais de origem, ou mesmo histórias pessoais. Com essas Oficinas, pretende-se coleta e registro de material para elaboração e produção do novo espetáculo da Cia. Articularte, última etapa do projeto, em 2017.

A partir desse intercâmbio cultural proporcionado pela relação direta do público pretende-se ajudar a romper estereótipos, promover a aceitação da diversidade cultural e ao mesmo tempo ressaltar que existem semelhanças entre nós, mesmo que o mundo seja diferente, mas que podemos trabalhar em conjunto visando troca de ideias e de novos desenvolvimentos, para que todos possam viver melhor em uma sociedade justa e com oportunidades múltiplas em todos os sentidos.

O projeto prevê fóruns que abordem o tema Refugiados, Exilados e Imigrantes. O primeiro deles acontece dia 7 de novembro NO Teatro Sérgio Cardoso e vai propor uma conexão de experiências, impressões e ideias com o tema ORATÓRIA, os participantes desse dia são: Gabriela Rabelo – diretora e atriz.

Raquel Barcha – musicista, atriz e contadora de histórias, Marcelo Haydu – Instituto de Reintegração do Refugiado – Brasil eMarina Reinoldes – MEMOREF – Cultura, Memória e Identidade. O segundo debate trará o tema ESCRITA e o terceiro falará de MEMÒRIA.

Sobre os espetáculos
A CUCA FOFA DE TARSILA
Sinopse: Este premiado espetáculo de teatro de animação de bonecos inventa e conta uma lenda de duelo entre o Abaporu e o mágico Boi da Lua pela disputa do amor da Negra Tarsila. Um Passarinho Verde fofoca e aumenta a notícia do duelo e tudo se transforma em uma confusão tamanha, que a Negra Tarsila terá que resolver com a ajuda de entes fantásticos como a Urutu, a Uiara e a Cuca. A peça é inspirada na obra da artista plástica Tarsila do Amaral, considerada a sinhazinha do Modernismo Brasileiro, que irá completar 95 anos em 2017.

Ficha Técnica:

Elenco: Surley Valério, William Lobo, Renato Bego, Camila Lobo.
Direção e texto: Dario Uzam – Encenação da Cia. Articularte – Teatro de Bonecos. Produção: Deborah dos Santos Correa –Direção Musical: Dario Uzam e Cia. Articularte. Adereços e Pintura dos bonecos: Hernandes de Oliveira. Bonecos: Surley Valério (Prêmio Panamco 2000 – pelo item Criação de Bonecos).

PORTINARI PÉ DE MULATO

Uma vizinha invejosa coloca “olho gordo” (sem querer querendo) em uma obra de Cândido Portinari, fazendo com que a boneca Denise e seu Carneirinho caiam do um quadro recém-pintado. Denise é curiosa e faz algumas artes marotas, quando derruba uma sacaria de café, deixando furioso o bravo Capataz que quer dar uma lição na menina. A boneca Denise passa por uma verdadeira aventura de suspense entre as obras do seu avô Portinari para encontrar o seu carneirinho fujão antes que suas tintas sequem. O espetáculo é todo animado por uma seleção de ricos Chorinhos, com algumas músicas cantadas ao vivo pelos quatro atores animadores.

Ficha Técnica:

Elenco: Surley Valério, William Lobo, Renato Bego, Camila Lobo.
Direção e Texto: Dario Uzam – Encenação da Cia. Articularte – Teatro de Bonecos. Produção: Deborah dos Santos Correa –Direção Musical: Chico Botosso e Mariana Anacleto. Cenografia e pintura de bonecos: Hernandes de Oliveira. Construção de Bonecos: Surley Valério.

O TRENZINHO VILLA-LOBOS

Inspirado nas artes marotas e musicais do menino Tuhu, apelido de infância de Heitor Villa-Lobos, o espetáculo de bonecos fala da sensibilidade musical que existe em todos nós. A peça encena as aventuras e peraltices de Tuhu, seu contato com o mundo da música e a descoberta de sua verdadeira vocação. A história mostra também o relacionamento difícil do menino Heitor com o seu pai, bastante severo. O espetáculo tem algumas músicas cantadas ao vivo e é regido por trechos de obras originais de Villa-Lobos que compôs mais de 1.000 peças musicais. Os 10 bonecos artesanais foram elaborados por Surley Valério. Dramaturgia de Dario Uzam.

Ficha Técnica: Elenco: Surley Valério, William Lobo, Renato Bego, Camila Lobo.Direção e Texto: Dario Uzam – Encenação: Cia. Articularte – Teatro de Bonecos. Produção: Deborah dos Santos Correa –Direção Musical: Chico Botosso e Mariana Anacleto. Cenografia e pintura de bonecos: Hernandes de Oliveira. Criação de Bonecos: Surley Valério.

Serviço Museu da Imigração:

Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca

O Museu dispõe de bicicletário na calçada da instituição.

 

A CUCA FOFA DE TARSILA – 07 de outubro às 15h – duração 40 minutos

TRENZINHO VILLA-LOBOS – 08 de outubro às 15h – duração 50 minutos

PORTINARI PÉ DE MULATO – 09 de outubro às 15h – duração 50 minutos

Bilheteria: Retirada de ingressos uma hora antes

Fone: (11) 2692-1866

O Museu oferece aos visitantes livre acesso às áreas de convivência da instituição.

Ingresso: Gratuito

Bilheteria: entrada livre

Capacidade: 80 pessoas – ao ar livre

A estação de metrô mais próxima ao Museu da Imigração é a Bresser-Mooca.Os terminais mais próximos ao Museu da Imigração do Estado de São Paulo são Vila Prudente, Parque Dom Pedro e Princesa Isabel.

Serviço Galeria Olido

Galeria Olido – Avenida São João, 473 – Centro – Ponto de Referência: Largo do Paissandú
Estações de metrô: São Bento (Linha azul); República e Anhangabaú (Linha vermelha).
Ônibus: http://www.sptrans.com.br/itinerarios

 

PORTINARI PÉ DE MULATO – 21 de outubro às 14h – duração 50 minutos

O TRENZINHO VILLA-LOBOS – 22 de outubro às 15h – duração 50 minutos

A CUCA FOFA DE TARSILA – 23 de outubro às 15h – duração 50 minutos

Sala Olido: 293 lugares

 

BILHETERIA: Térreo ​ – 1º piso do foyer.​

Horário de Atendimento: ​das 10h00 às 21h30 de segunda à sexta-feira, aos sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 20h00

Fone: ​ 11 3397-0171​

Ingresso: gratuito

Serviço Teatro Sergio Cardoso

Teatro Sérgio Cardoso: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. Estações do Metrô Próximas: São Joaquim e Brigadeiro. Linhas de ônibus: 475M-10 Jd. da Saúde; 967A-10 Imirim/Pinheiros

PORTINARI PÉ DE MULATO – 04 de novembro às 15h – duração 50 minutos

TRENZINHO VILLA-LOBOS – 05 de novembro às 15h – duração – 50 minutos

A CUCA FOFA DE TARSILA – 06 de novembro às 15h – duração – 40 minutos

Capacidade: Sala Paschoal Carlos Magno: 144 lugares

Bilheteria: 11 3288-0136 Atendimento de terça a domingo, das 14h até o início do espetáculo
Ingresso: Gratuito

Fórum de Debates – 07 de novembro às 19h – duração – 02 horas.

Debatedores:

Gabriela Rabelo – diretora e atriz

Raquel Barcha – musicista, atriz e contadora de histórias.

Marcelo Haydu – Instituto de Reintegração do Refugiado – Brasil.

Marina Reinoldes – MEMOREF – Cultura, Memória e Identidade.

 

FOTOS

Portinari Pé de Mulato https://goo.gl/bVG8En

A Cuca Fofa de Tarsila https://goo.gl/c38TKh

O Trenzinho Villa – Lobos https://goo.gl/hbm3Dj

 

ESPETÁCULO NUVENS INSETOS ESTREIA NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

A apresentação de dança do Cia. Fragmento, dirigido e coreografado por Vanessa Macedo, é inspirado nas emoções de pessoas que escreveram sua “última carta”

Fotos de Leo Lin

A CAIXA Cultural São Paulo, apresenta nos dias 23, 24 e 25 de setembro o espetáculo Nuvem Insetos, um trabalho de dança contemporânea que convida jovens e adultos a refletirem sobre as relações líquidas da contemporaneidade. O projeto iniciou por meio de uma pesquisa realizada em 2011, onde os artistas da Cia. Fragmento abordavam os transeuntes e perguntavam: “O que você escreveria se essa fosse sua última carta?”. Com mais de 100 adesões, o espetáculo reflete o conteúdo dessas cartas de ruptura, de despedida, suicidas, e também sobre as diversas formas de comunicação num tempo marcado pelo mundo virtual e pela carência de relações presenciais. A entrada é gratuita e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Escrever à mão é um tipo de experiência não muito usual. A pesquisa, portanto, se interessou por outras possibilidades de expressão do corpo e foi assim que chegou ao estudo da linguagem das Libras. Em Nuvens Insetos, real e ficcional se misturam, buscando formas de se encontrar no outro e de encontrar o outro em si.

Após cinco anos, “Nuvens insetos” se reinventou coletando mais cartas de pedestres do centro de São Paulo. Neste novo momento, algumas pessoas disseram não saber escrever e pediram aos bailarinos para fazê-lo. Outras pediram para que as cartas fossem enviadas pelo correio. Foi com esse ineditismo de público e referências que a companhia atualizou a criação.

“O acesso à informação e o encurtamento da distância territorial facilitado pela internet também é um lugar de solidão, e desejamos pesquisar de que forma isso afeta nossas relações”, diz Vanessa Macedo.

Durante o período de apresentações na CAIXA Cultural São Paulo, haverá uma exposição onde o público é convidado a escrever cartas a partir da pergunta “O que você escreveria se essa fosse a sua última carta?”, além de um workshop com o tema sobre a Dramaturgia do Corpo.

Ficha Técnica:

Coreografia e Direção: Vanessa Macedo

Colaboração artística: Angela Nolf

Assistência de coreografia: Maitê Molnar

Intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Flavia Tiemi, Maitê Molnar e Vanessa Macedo.

Colaboração/ linguagem de Libras: Caio Graneiro

Preparação corporal: José Ricardo Tomazelli (clássico) / Vanessa Macedo (contemporâneo)

Criação de luz: André Prado

Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues

Cenografia e Figurino: Cia Fragmento de Dança

Fotos: Leo Lin

Produção administrativa e executiva: Iolanda Sinatra

Criação da exposição: Daíse Neves
Serviço:
Espetáculo “Nuvens Insetos”
Local:
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)
Data:
 23 a 25 de setembro de 2016 – (de sexta-feira a domingo)
Hora:
19h15
Informações:
(11) 3321-4400
Classificação indicativa:
14 anos
Capacidade: 90 lugares
Duração: 55 minutos

Entrada franca (retirada de ingressos a partir das 9h do dia do evento)
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio:
Caixa Econômica Federal

Workshop: Dramaturgia do Corpo
24 de setembro de 2016, sábado, das 14h às 17h
Inscrições através do e-mail producaociafragmento@gmail.com 

OPOVOEMPÉ mostra repertório no Sesc Belenzinho de 22 de setembro a 16 de outubro. Cinco espetáculos e uma exposição com a trajetória do grupo integram a programação

Trens, ruas, parques, supermercados, feiras livres, janelas de edifícios, galerias, teatros – da Praça da Sé a Lapa, da Berrini a Presidente Altino, de Frankfurt a Zagreb, diversos espaços e cidades foram alvo das ações, intervenções e projetos teatrais do OPOVOEMPÉ, que completa dez anos de trajetória.

 

A partir de 22 de setembro, o grupo apresenta Mostra de Repertório no Sesc Belenzinho com cinco espetáculos e também uma Exposição/Instalação, que propõe uma vivência da linguagem do grupo.

 

A pesquisa do coletivo dirigido por Cristiane Zuan Esteves iniciou-se em 2005 com uma série de intervenções no espaço público da cidade de São Paulo: o projeto Guerrilha Magnética. Tratavam-se de intervenções/subversões que transitavam entre evento e invisibilidade, e que, a partir do estranhamento, criavam vários níveis de participação do público. Apontava-se então um dos principais focos do trabalho do grupo: a criação de experiências onde o público é convidado a participar.

Esse convite sutil à participação adquiriu várias facetas, determinou dramaturgias, investigou formatos e estabeleceu procedimentos que compõem a linguagem do OPOVOEMPÉ em toda a diversidade. Percursos sonoros, espetáculos teatrais, ações no espaço público, dramaturgias instantâneas se fundam na questão: “Qual é o papel do público?” E esse mesmo público torna-se ora elemento compositor da cena, ora co-autor, ora observador, ora criador de vestígios.

 

 

Os espetáculos teatrais incorporam estas inquietações através de diferentes espacialidades e distintas relações entre palco e plateia. Os espectadores são convidados à ação, ao jogo e à reflexão, dissolvendo as funções atribuídas usualmente ao ator e ao público. A dramaturgia original, realizada pela diretora, constrói-se ao longo do processo de pesquisa, utilizando material documental, textos originais, adaptações e propostas das atrizes criadoras Ana Luiza Leão, Manuela Afonso e Paula Possani, que também compõem o núcleo artístico desde sua fundação.

 

Em 10 anos de existência do OPOVOEMPÉ, muito material foi coletado junto ao público, sobretudo, por meio de perguntas. Questões que direcionam a experiência e propõem um universo de reflexão. As respostas, recolhidas em suportes vários, constituem em si outro objeto artístico. Criam ainda outra dimensão dialógica, não mais do artista com o público, mas dos vários integrantes do público entre si, mesmo que separados no espaço e tempo.

 

OPOVOEMPÉ propõe visitar a própria trajetória sob a ótica da relação com o público lançando a pergunta: “E agora? O que é participar?”.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A EXPOSIÇÃO UM ESPAÇO VIVO

De 22/09 a 16/10.Quinta a sábado das 14h às 20h30 e domingo das 14h às 17h30

Local: Sala de Espetáculos I

 

Sala de Espetáculos I do SESC Belenzinho, onde serão apresentados os espetáculos da Mostra de Repertório, acontece também a parte expositiva do projeto. Não se trata de uma exposição da cronologia dos trabalhos do grupo, mas de reunir parte do material documental coletado junto ao público nestes 10 anos.  Através de pequenas instalações, serão recriadas experiências originalmente propostas nos espetáculos e intervenções. Os visitantes poderão interferir com sua participação.  O espaço estará em constante transformação.

Trabalhos que compõem a exposição:

 

As intervenções

•        PAUSA PARA RESPIRAR

•        OUT OF KEY(S) – FORA DE CHAVE

•        A LISTA

•        ESTE SOFÁ É PRA CONTAR

•        O QUE VOCÊ NÃO DEIXA PARA TRÁS?

 

 

Os espetáculos

•        ARQUEOLOGIAS DO PRESENTE

•        FRANKFURT EVAKUIEREN

•        A MÁQUINA DO TEMPO (ou longo agora)

•        AQUIDENTRO AQUIFORA

•        W POLSCE, CZYLI GDZIE?

 

 

 

Ficha técnica

OPOVOEMPÉ

Núcleo Artístico:

Concepção, direção artística e dramaturgia: Cristiane ZuanEsteves

Atrizes Criadoras: Ana Luiza Leão, Manuela Afonso e Paula Possani

 

Direção de Produção – Anayan Moretto

Criação de Luz da Exposição e Adaptação de Luz dos Espetáculos – Grissel Piguillem

Criação de Cenografia da Exposição: Júlio Dojcsar e Silvana Marcondes – Casa da lapa

Criação de Ambiência Sonora da Exposição: Pedro Semeghini

Textos programa – Cristiane Zuan Esteves

Dramaturgia Exposição – Cristiane Zuan Esteves e Marie Ange Bordas

Teatro

W POLSCE, CZYLI GDZIE?

(NA POLÔNIA, ISSO É ONDE?)

(2015)

 

De 22 a 25 de Setembro

Quinta a Sábado, 21h30. Domingo 18h30

Duração: 60 min

120 Lugares

Local: Sala de Espetáculos I

Não recomendado para menores de 12 anos

R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escolapública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

Se vivesse no Brasil hoje, que obras faria Tadeusz Kantor? A impossibilidade de responder a esta pergunta leva a muitas outras. O que a Polônia de Kantor tem a dizer em relação aos questionamentos que fazemos hoje? E o Brasil, fica onde?

 

Realizado especialmente para compor a programação paralela da exposição Máquina Tadeusz Kantor (Sesc Consolação – 2015),  o trabalho busca estabelecer pontes entre a Polônia pós Holocausto, que motivou toda a obra de Kantor, e o momento histórico do Brasil.

Ficha técnica original

Concepção, Direção artística e Dramaturgia: Cristiane Zuan Esteves

Atrizes criadoras: Ana Luiza Leão, Manuela Afonso, Paula Possani

Atriz criadora convidada: Andrea Tedesco

Trilha sonora: Pedro Semeghini

Produção: Anayan Moretto

Iluminação: GrisselPiguillem

Elenco atual:

Ana Luiza Leão, Andrea Tedesco, Cristiane Zuan Esteves, Manuela Afonso

 

 

 

Teatro

9:50 QUALQUER SOFÁ

(2007)

De 29 de Setembro a 01 de Outubro

Quinta a Sábado, 21h30

                                                                                                  Duração: 50 min

80 lugares

Local: Sala de Espetáculos I

Não recomendado para menores de  10anos

R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escolapública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

 

As grandes catástrofes.

As pequeninas catástrofes.

… Uma mulher é atingida por raio e sobrevive.

… Um homem pula da ponte atrás de seus 10 Reais.

Pequenas aberturas: acidentes e ações vêm romper a lógica, esvaziar de sentido os pensamentos e revelar inúteis as cotidianas repetições desnecessárias.

Mas seguimos na ilusória busca de segurança e certezas diante do que nos chega sem ordem nem plano. É assim que vivemos?

Em nosso estado de ignorância, talvez só nos caiba respirar.

Generosamente.

E repetir: estou vivo.

 

9:50 Qualquer Sofá é um experimento de narrativa, um  poema teatral  coreográfico, com um olhar divertido sobre os fait divers (aquelas notícias que só são destacadas pelos jornais porque são curiosas, inusitadas) que rompem nosso cotidiano. Neste espetáculo, OPOVOEMPÉ trouxe pela primeira vez a linguagem desenvolvida nas intervenções urbanas, para um espaço fechado.

 

Ficha técnica original

Concepção, direção e dramaturgia: Cristiane Zuan Esteves

Atrizes-criadoras: Ana Luiza Leão, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso e Paula Possani

Colaborou na criação: Malgorzata Haduch (Polônia)

Iluminação: Flávio Rabelo

Figurino: Anne Cerutti

Trilha sonora: Mano Bap

Músicas: Mano Bap, Denis Duarte e Maurício Takara

Direção de produção: Carla Estefan

Programação visual: Bruno D ́Angello

Elenco atual:

Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso

 

 

 

Teatro

AQUIDENTRO AQUIFORA

(2009)

De 06 a 09 de Outubro

Quinta a Sábado, 21h30 / Domingo, 18h30

Duração: 60 min

80 lugares

Local: Sala de Espetáculos I

Não recomendado para menores de 12anos

R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escolapública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

E em meio ao caos-liquidificador-de-todos-nós-demiurgos-de-vastos-mundos, a experiência compartilhada: dizer sim ao outro, a grande chance da alegria.          

O público dentro da ação, quem sabe, brincando de “outrar-se”.

Pequenas caixas de ressonância do desajuste desta época.

Um convite sutil para repensar “a dor do eu” e a “dor do mundo”.

A intervenção cada vez mais se deseja no íntimo de cada um.

 

Contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro em 2008, AquiDentro AquiFora nasceu  a partir de uma palestra de Maria Rita Kehl sobre depressões. O projeto traz originalmente dois formatos cênicos distintos e independentes: um percurso-intervenção pelas ruas do centro de São Paulo e um espetáculo em espaço fechado.

 

Em 2010, AquiDentro AquiFora, foi considerado um dos destaques da última década pela Revista Cult, pelo crítico Mauro Fernando. Em AquiDentro, o público é convidado a dialogar em intimidade com as outras pessoas. Caixas de remédio. Balões azuis. Um experimento. Ao longo do espetáculo, são propostas outras formas da relação entre os performers e o público e do próprio público entre si.

 

Ficha técnica original

Concepção, direção e dramaturgia: Cristiane Zuan Esteves

Atrizes criadoras: Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso e Paula Lopez

Trilha sonora: Lucas Santtana

Iluminação: Vinícius Andrade

Figurinos: Anne Ceruttii

Observadores participativos: Dilson Rufino (iluminação), Joana Dória (direção), Júlia Pires (produção), Pedro Semeghini (trilha sonora)

Direção de produção: Henrique Mariano (H2E Produções)

Elenco atual: Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso e Paula Lopez

 

 

O ESPELHO – UMA CONTEMPLAÇÃO DA VIDA E DA FINITUDE

parte do projeto A MÁQUINA DO TEMPO (ou longo agora)

(2012)

 

De 01 a 15 de Outubro

Sábados, 16h00

Duração: 80 min

20 lugares

Local: Praça

Classificação livre

Espetáculo destinado ao public adulto

(Grátis)

 

 

Se o tempo é “o tecido da vida” como escreveu Antonio Cândido, o que estamos tecendo hoje neste mundo que chamamos contemporâneo?

A velocidade parece nos mover em todas as dimensões cotidianas – informação, mercados, transportes, tecnologia, demandas produtivas. Um Cronos autofágico, cotidiano, que a cada nova tarefa devora a possibilidade de tomar o tempo pra si. Neste turbilhão, como ficam as relações que só acontecem quando ativamos outras dimensões de experiência do tempo? A contemplação, a imaginação, a memória, o encontro com o outro? Como ficam os excluídos da velocidade, que circulam de forma mais lenta? Como fica o sentido? Tem que ter sentido?

 

Em 2011, o Projeto A Máquina do Tempo (ou longo agora) foi contemplado com a Lei Municipal de Fomento ao Teatro. O projeto buscou promover reflexões sobre diferentes aspectos da experiência contemporânea do tempo, com três criações independentes:

 

A FESTA – COMPARTILHAR O AGORA

O FAROL – UMA CONTEMPLAÇÃO DA VELOCIDADE

O ESPELHO – UMA CONTEMPLAÇÃO DA VIDA E DA FINITUDE

O ESPELHO acontece em um parque, entre árvores, o gramado e uma grande mesa posta com uma antiga toalha de mesa. Em meio a um café com bolo, público e atrizes partilham memórias de infância e depoimentos.

 

Ficha técnica original

Concepção, Direção e Dramaturgia: Cristiane Zuan Esteves

Atrizes Criadoras: Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Graziela Mantoanelli, Manuela Afonso, Paula Lopez e Paula Possani

Criação Musical e Sonoplastia: Pedro Semeghini

Assistência de Direção: Joana Dória

Direção Musical: Erico Theobaldo

Cenografia: Simone Mina

Figurinos: Anne Cerruti

Direção de Produção: Henrique Mariano (H2E Produções)

Elenco Atual: Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Manuela Afonso, Paula Lopez. Paula Possani ou Andrea Tedesco

 

 

 

Teatro

ARQUEOLOGIAS DO PRESENTE

A BATALHA DA MARIA ANTÔNIA

(2013)

 

De 13 a 16 de Outubro

Quinta a Sábado, 21h30 / Domingo, 18h30

Duração: 120 min

80 lugares

                            Local: Sala de Espetáculos I

Não recomendado para menores de 12anos

R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escolapública com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

Em um salão de jogos, os participantes do público são convidados a compartilhar memórias, negociar significados, realizar acordos e refletir sobre a construção das formas da democracia. O que resta da Ditadura Militar Brasileira na estrutura da sociedade e, sobretudo, no seu imaginário?

 

Convidado pela I Bienal Internacional de Teatro da Universidade de São Paulo – Realidades Incendiárias – em 2013, OPOVOEMPÉ criou o espetáculo-instalação Arqueologias do Presente – A Batalha da Maria Antônia.

 

Em 1968, o prédio da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo foi destruído e fechado após uma luta campal entre estudantes da faculdade e estudantes do Mackenzie, ligados ao Comando de Caça aos Comunistas e apoiados pela Polícia. A Batalha da Maria Antônia, como ficou conhecido este episódio, marcou a derrocada do movimento estudantil e compôs o complexo quadro que levou ao definitivo fechamento da Ditadura Militar com o AI-5. Este trabalho busca relacionar as diferenças e similitudes entre os eventos de 1968 e o que experienciamos no atual momento histórico brasileiro, refletindo sobre o aparato repressivo, o desmonte da educação, o papel da mídia e a polarização da sociedade.

 

Ficha técnica original

Concepção, Direção e Dramaturgia: Cristiane Zuan Esteves

Atores Criadores: Ieltxu Martinez, Manuela Afonso e Mariana Senne

Criação Sonora: Pedro Semeghini

Iluminação: Grissel Piguillem

Direção de Arte: Vânia Medeiros

Direção de Produção: Anayan Moretto e Manuela Afonso

Elenco Atual: Ana Luiza Leão, Cristiane Zuan Esteves, Ieltxu Martinez e Manuela Afonso ou Andrea Tedesco.

 

Oficina

 

Estratégias Para Um Espectador Autor – Com Cristiane Zuan Esteves.

A oficina objetiva refletir com os participantes do ponto de vista prático e teórico a questão da relação com o público. Para tanto, deve-se explorar técnicas fronteiriças do teatro e das artes plásticas, promover discussões teóricas, práticas de observação e exercícios de criação. Durante a oficina, serão abordadas questões, práticas e estratégias desenvolvidas pelo OPOVOEMPÉ ao longo de 11 anos de pesquisa em torno de diferentes possibilidades de relação com o público. Serão abordadas questões básicas com as quais o performer se confronta no trabalho de composição e criação. Os participantes poderão se familiarizar com instrumentos que desenvolvem a capacidade de interação e resposta com o grupo e o meio.
Nesta oficina, o aspecto teórico será abordado prioritariamente através do exercício criativo, apostando na experiência como forma de conhecimento.
Público: Performers, atores, artistas plásticos, diretores, artistas em geral, iniciantes ou não, interessados em pensar a relação com o público. 20 vagas.
Inscrições: até dia 27/09, por meio de envio de currículo resumido para opovoempe@belenzinho.sescsp.org.br.
Os candidatos selecionados serão avisados por e-mail até dia 30 de setembro.
Não recomendado para menores de 16. Grátis.

04 a 06/10, Terça a quinta, às 13h30.  

 

 

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

www.sescsp.org.br/belenzinho

 

Estacionamento
Para espetáculos com venda de ingressos:

R$ 11,00 (não matriculado); R$ 5,50 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

 

Assessoria de Imprensa e Credenciamento

Sesc Belenzinho

Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762

Sueli Freitas: (11) 2076-9763

imprensa@belenzinho.sescsp.org.br

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Após sucesso da primeira temporada Esperando Godot de Samuel Beckett dirigido por Elias Andreato retoma temporada no Tucarena dia 21 de janeiro 

No papel de Estragon, Elias comemora mais uma parceria artística com Claudio Fontana, que faz o papel de Vladimir. Completam o elenco, Clovys Torres, Raphael Gama, e Guilherme Bueno. A peça patrocinada pelo Banco Bradesco ficará em cartaz de 21 de janeiro a 19 de fevereiro

Fotos de João Caldas F°

 Cenas do espetáculo

O dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906 – Paris, 22 de dezembro de 1989), vencedor do prêmio Nobel de Literatura, voltou-se para questões filosóficas sobre a condição humana, onde o tempo não existe senão como uma eternidade imóvel e morta e que tem como meio de expressão a decrepitude física dos corpos, a preocupação de Beckett não reside em mostrar o absurdo da existência a partir da vida social, mas sim através do choque do homem consigo mesmo, percebendo em seu íntimo a perplexidade desse encontro.

Em “Esperando Godot”, escrita no pós-guerra (1943-1953) ele explora uma situação estática, o lugar é deserto, somente uma árvore ao centro. Dois velhos vagabundos, Vladimir e Estragon estão esperando Godot. Nada acontece e a atmosfera de vacuidade e monotonia não é alterada senão pela passagem de Pozzo e Lucky (respectivamente senhor e escravo) que, ao saírem fazem retornar o vazio. Para preencher o tempo, para enganar o tédio dos dias vazios e iguais, Vladimir e Estragon falam um com o outro mesmo sem ter o que dizer, travam brigas inúteis e refazem as mesmas perguntas, para assim preencherem o vazio da existência e para se darem ao menos, a impressão de existirem.

Claudio e Elias já tem uma rica trajetória artística juntos, “Minha parceria com Elias Andreato nasceu da profunda admiração de um ator pelo trabalho de outro e cresceu pelo meu respeito ao respeito dele pelo teatro. Elias sabe o que é o ofício de ser ator. E como diretor empresta a sensibilidade do ator e intuitivamente cria cenas belas e poéticas. Minha parceria com ele nasceu da direção de “Adivinhe Quem Vem Para Rezar”, espetáculo com Paulo Autran, passou por “Andaime”, onde ele dirigiu e atuou, “Mãe é Karma”, texto de Elias que produzi, “Amigas Pero No Mucho”, “Édipo Rei” e finalmente “Um Réquiem Para Antonio”. Foi nos camarins “Réquiem” que “encontramos Godot”, comenta Fontana.

A encenação
Elias trabalhou em cima da ideia do tempo, o aceleramento das horas da existência contemporânea. “Quando foi escrito no pós guerra, a relação com o tempo era outra, hoje o tempo mudou, a espera é mais angustiante, vivemos em um tempo violento, as guerras são outras, tudo mais diluído, cada um batalhando no seu mundinho, não existe uma sensação coletiva, cada um tem o seu tempo individual de espera, porque você não sabe se o Godot já veio ou não, talvez ele tenha vindo e nem tenham percebido”, diz Elias Andreato.

A cenografia assinada por Fábio Namatame representa uma grande engrenagem de relógio e o figurino do Gabriel Villela também busca retratar o que está por dentro dos personagens, como uma maquinaria interna exposta. Claudio Fontana canta ao vivo poemas de Samuel Becket musicados por Jonathan Harold. A direção de movimentos é da atriz Melissa Vettore.

Samuel Beckett
Foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas. Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 graduou-se em literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês.

Em 1928, foi lecionar em Paris, onde conheceu James Joyce, de quem se tornou amigo. Durante o ano de 1930 Beckett lecionou na Irlanda. Nessa época escreveu o estudo crítico “Proust”, comentando a obra do grande escritor francês.

No ano seguinte Samuel Beckett fixou residência em Paris e escreveu a sua primeira novela, “Dream of Fair toMiddlingWomen”, que seria publicada somente depois de sua morte.

Em 1933, voltou a Dublin, por motivos familiares, mas retornou a Paris em 1938. Nessa época, levou, de um estranho, uma facada no peito e ficou gravemente ferido. No início da Segunda Guerra Mundial, Beckett vinculou-se à Resistência Francesa, juntamente com sua esposa, Suzanne Deschevaux-Dusmenoil. Em 1942 foi obrigado a fugir para Vichy, onde escreveu parte da novela “Watt”.

A partir de 1945, o seu idioma literário passou a ser o francês. Entre 1951 e 1953 escreveu uma trilogia (“Molloy”, “Malone Morre” e “L’Innommable”). Com “Esperando Godot”, Beckett iniciou, ao mesmo tempo que Ionesco, o teatro do absurdo.

Posteriormente ainda escreveu, além de algumas obras narrativas, diversas peças teatrais, como “Fim de Festa”, “Ato sem Palavras” e “Os Dias Felizes”. Em 1969, Beckett ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a vida escreveu poemas e textos em prosa, como romances, novelas, contos e ensaios, além de textos para o teatro, o cinema, o rádio e a televisão.

Ficha Técnica
Texto: Samuel Beckett
Direção: Elias Andreato
Elenco: Elias Andreato (ESTRAGON), Claudio Fontana (VLADIMIR), Clovys Torres (LUCKY), Raphael Gama (POZZO)  e Guilherme Bueno (O MENINO)
Figurino: Gabriel Villela
Assistente de Figurino: José Rosa Neves
Bordadeira: Maria do Carmo Soares
Produtora de Figurino:Clissia Morais
Cenografia: Fábio Namatame
Trilha Sonora: Jonatan Harold
Coreografia: Melissa Vettore
Iluminação: Wagner Freire
Técnico de Luz e Som: Cleber Eli
Cenotécnico: Cláudioboi
Diretor Assistente: André Acioli
Assistente de Direção: Daíse Amaral
Fonodióloga:Edi Montecchi
Camareira: Ana Lúcia Laurino
Produção: DNA Produções Artísticas
Direção de Produção: Daíse Amaral
Produtor Executivo: Jefferson Pedace
Assistente de Produção: Paula Tonolli
Identidade Visual: ElifasAndreato
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Programação Visual: Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi
Fotos: João Caldas
Assistência de Fotografia: Andréia Machado

Serviço

Banco Bradesco oferece “Esperando Godot” de Samuel Beckett, em cena dois personagens ,Estragon e Vladimir, aparentemente  esperam um sujeito de nome Godot. Nada é esclarecido a respeito de quem é Godot ou o que eles desejam. Os dois iniciam longos diálogos só interrompidos com a entrada de Pozzo e Lucky e com a entrada do menino que avisa que Godot virá no dia seguinte.
Duração: 80 min.
Onde: TUCARENA (Entrada pela Rua Bartira) Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Telefone: 3670-8455
Temporada: Sextas e sábados às 21h / domingos às 19h
Ingresso: R$ 50,00.
Classificação: 12 anos
Estreia: 21de janeiro a 19 de fevereiro de 2017.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br / Central de Vendas: 4003-1212

‘Limpe todo sangue antes que manche o carpete’ tem curtíssima temporada na Caixa Cultural São Paulo

Cia Dos Inquietos comemora cinco anos de trajetória do espetáculo, que tem texto de Jô Bilac e direção de Eric Lenate. Sucesso nos palcos, a peça ganhará versão no cinema

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A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 9 a 18 de setembro, de sexta a domingo, o espetáculo “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete“, de autoria do dramaturgo carioca Jô Bilac e direção de Eric Lenate. A montagem é da Cia dos Inquietos, coletivo integrado pelos atores Ed Moraes, Rita Batata, Daniel Tavares e João Paulo Bienemann. A peça, que esteve em cartaz na Caixa Cultural do Rio, em 2014, tem entrada franca e o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

O texto de Jô Bilac, um dos dramaturgos mais premiados da nova geração – indicado em 2010 para o Prêmio Shell de Teatro e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – apresenta quatro personagens distintos, os quais com seus desejos, frustrações, medos e ansiedades buscam incessantemente pelo sucesso pessoal, custe o que custar.

Ed Moraes (protagonista da série Condomínio Jaqueline na FOX neste ano), Daniel Tavares (atualmente na novela Haja Coração, da TV Globo), João Paulo Bienemann (da série Na Mira do Crime, da TV Record) e Rita Batata (da novela A Garota da Moto, do SBT, premiada como  Melhor Atriz no 16º Rencontres du Cinéma Sud-americain de Marseille ) compõem o elenco do espetáculo.

Como parte da programação, haverá também um workshop gratuito dividido em duas partes com duração de quatro horas cada. O curso será ministrado pelo líder da Cia dos Inquietos, Ed Moraes. A atividade abordará tópicos como o processo de construção de uma obra (espetáculo), o levantamento dramatúrgico/textual/imagético até sua realização e os caminhos de produção para a sua viabilização.

Sobre a Cia dos Inquietos
Coletivo com sete anos de atividades, é liderado por Ed Moraes e reúne artistas oriundos de vários grupos e companhias de destaque do teatro paulista como o CPT – Centro de Pesquisa Teatral, Uzyna Uzona Teatro Oficina, Cia Fábrica São Paulo, Cia Núcleo Experimental, Satyros e Cia das Auroras, que compartilham as mesmas preocupações e questionamentos acerca do teatro contemporâneo.

“Em abril de 2009, um pequeno coletivo de atores advindos de diferentes estados brasileiros surgiu com o intuito de levantar questões e refletir a respeito do teatro e da vida contemporânea. Após conhecer o dramaturgo carioca Jô Bilac e suas obras, percebemos o quanto suas ideias e inquietações estavam ligadas diretamente as nossas. Em julho de 2010, o dramaturgo se mostrou interessado em ter uma de suas obras montadas por um grupo de São Paulo e acabamos chegando até seu texto Limpe todo sangue antes que manche o carpete. Depois de quase um ano de ensaios, a montagem chegou aos palcos em abril de 2011”.

Por Ed Moraes_ Idealizador e Integrante da Cia dos Inquietos.  

Sobre o autor Jô Bilac
Jô Bilac é o dramaturgo mais premiado da nova geração. Venceu e foi indicado para os prêmios Shell, APTR, CesgranRio, Prêmio Quem, Globo faz a diferença. Atualmente escreve para teatro, cinema e tv. Seus últimos trabalhos mais premiados são Conselho de Classe com Cia dos Atores e Beije minha lápide com Marco Nanini.

Em 2007 escreveu “Desesperadas”, comédia com a atriz Cristina Pereira, com prêmio de “Melhor atriz” para Lidiane Ribeiro no Festival de Comédia Laura Alvin. No mesmo ano, estreou “2 p/viagem”, com Mateus Solano e Miguel Thiré; e “Cachorro!”, com a Cia Teatro Independente (formada por Vinícius Arneiro, Carolina Pismel, Paulo Verlings e Julia Marini).

Em 2008 estreou o texto “Limpe todo sangue antes que manche o carpete”. Em 2010 foi indicado para o Prêmio Shell de Teatro e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Venceu o Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro na categoria de melhor autor, com a peça “Savana glacial”, em 2010.

Estreou sua primeira montagem paulista, em 2011, com o texto “Limpe todo o sangue antes que manche o carpete” como primeiro trabalho da Cia dos Inquietos. Em 2013, Bilac recebeu uma nova indicação ao Shell e APTR de melhor autor pelo texto “Conselho de Classe” e foi vencedor do prêmio Cesgranrio de Teatro. Em 2014 estreia “Beije minha lápide”, espetáculo com Marco Nanini.

Ficha Técnica
Texto: Jô Bilac
Direção: Eric Lenate
Elenco: Ed Moraes, Daniel Tavares, João Paulo Bienemann e Rita Batata.
Cenário e Sonoplastia: Eric Lenate
Figurinos: David Schumaker/Eric Lenate
Iluminação: Eric Lenate/Karine Spuri
Técnico: Igor Sully Cordiolli
Fotografia: Cabéra/Gustavo Porto/Sander Newton
Idealização e direção de produção: Ed Moraes
Produção: Cia Dos Inquietos
Co-produção: Arrumadinho Produções Artísticas

Serviço:
Espetáculo “Limpe todo sangue antes que manche o carpete”
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)
Data: de 9 a 18 de setembro (sexta-feira a domingo)
Hora: 19h15
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 80 lugares
Duração: 55 minutos
Entrada franca (ingressos distribuídos a partir das 9h do dia do espetáculo)
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Workshop “O Ator inquieto” – 2 partes
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)
Datas: 10 e 17 de setembro (sábado)
Horário: das 13h às 17h – 4 horas em cada sábado
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: a partir de 16 anos
Público-alvo: estudantes de artes cênicas,  artistas e interessados em geral
Capacidade: 20 vagas
Inscrições: gratuitas pelo e-mail ciadosinquietos@gmail.com até o dia 31/08.
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

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