ATRAÇÃO estreia dia 28 de janeiro no Viga Espaço Cênico

 Textos curtos de Leo Chacra ficam em cartaz até dia 26 de março. São eles: Atração, Você não veio se esconder veio me achar e Priscila. Os três textos são apresentados em sequência

Fotos de Antonio Rocco

O autor e diretor Leo Chacra lança um olhar íntimo para a vida cotidiana e assuntos de ordem privada. Três textos curtos que envolvem a palavra ‘atração’, são apresentados neste projeto, que fica em cartaz de 28 de janeiro a 26 de março no Viga Espaço Cênico.

O grupo é composto por artistas que trabalham juntos em diferentes companhias e projetos independentes.  Em Atração, eles se unem com a necessidade de trabalhar esses textos inéditos e curtos, onde o principal de cada história escolhida  é a alma humana em cena.

Os três textos têm protagonistas femininas. “Gosto de escrever para mulheres, mas os assuntos não são femininos. São 3 assuntos diferentes um do outro, onde a mulher é a principal na cena”, conta Leo. As personagens em cena podem ser chamadas de “mulheres que amam demais”, seus amores e desejos acabam as levando a caminhos tortuosos.

“Atração”
Bianca (Fernanda Gonçalves) é a advogada que se apaixona pelo cliente, Nando (Marcelo Selingardi), que é suspeito da morte de sua ex-namorada, uma adolescente de 15 anos, Vivi (Luisa Furtado).

“Você não veio se esconder veio me achar”
Nos anos de chumbo no Brasil, Juliana (Káthia Calil) busca abrigo na casa de Marina (Patrícia Rizzo), uma professora de francês que é contra a ditadura assim como sua pretendente a aluna. Além das preferências políticas, ambas descobrem terem o mesmo amor em comum.

“Priscila”
André (Acauã Sol) se apaixona por Priscila (Livia Prestes), mas é noivo de sua irmã. Eles se sentem atraídos e a princípio resistem ao que parece um impasse. A peça mostra uma sequência de cenas que levam a Priscila ter de esconder um segredo de André que virou seu amante.

Atração não panfleta ou se põe partidário a nenhum tipo de ideal político ou comportamental.

“Para este trabalho resolvi contar sobre seres humanos vivos em cena, que podem ser identificados em qualquer classe social, qualquer época, em qualquer lugar do mundo”, diz o diretor e dramaturgo do grupo.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Leo Chacra
Diretora assistente: Livia Prestes
Assistente de produção: Milly Fraccaro
Iluminação: Éder dos Anjos
Fotos: Antônio Rocco
Figurino: Daniela Furtado
Arte: Angela Ribeiro
Atores: Fernanda Gonçalves, Káthia Calil, Livia Prestes, Luísa Furtadoe Patrícia Rizzo.
Marcelo Selingardi, Acauã Sol e  Éder dos Anjos

Serviço:
Teatro VIGA ESPAÇO CÊNICO
R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo
Telefone: (11) 3801-1843
Estreia: 28 de janeiro a 26 de março
Temporada:  sábados às 21 horas e domingos às 19 horas
12 anos
R$ 40
70 minutos

Ricardo Tozzi e José Rubens Chachá entram para o elenco de Roque Santeiro, em cartaz no Teatro Faap

 Os atores interpretam os personagens Roque Santeiro e Chico Malta, respectivamente a partir de 16 de junho. Espetáculo de Dias Gomes tem direção musical de Zeca Baleiro e direção geral de Debora Dubois


Fotos de cena: João Caldas Fº

 A peça escrita em 1963 deveria ter sido encenada em 1965, mas foi censurada pelo governo militar. Em 1975, Dias Gomes (1922-1999) adaptou a obra para a televisão e esta versão também foi proibida. Só dez anos depois, em 1985, já com o país vivendo um processo de democratização, é que a novela foi levada ao ar

Esta é a primeira montagem de Roque Santeiro, em formato musical, em São Paulo. O texto, tornado clássico depois de proibido e adaptado com grande sucesso para a TV, é encenado no Teatro FAAP no formato pensado originalmente pelo autor Dias Gomes – como uma opereta popular.

 

O elenco desta montagem é composto por 13 atores: José Rubens Chachá é Chico Malta; Livia Camargo faz a viúva Porcina; Ricardo Tozzi é Roque Santeiro; Amanda Acosta interpreta Mocinha, filha de Dona Pombinha, vivida pela atriz Patrícia Gasppar, e do prefeito Florindo Abelha, interpretado por Dagoberto Feliz.

 

Edson Montenegro é Padre Hipólito; Luciana Carnieli vive a dona do bordel da cidade, Matilde, e as duas prostitutas – Rosali e Ninon – são vividas respectivamente pelas atrizes Yael Pecarovich e Giselle Lima. O músico e ator Marco França faz o papel de Toninho Jiló. Samuel de Assis é Zé das Medalhas, e Cristiano Tomiossi faz o papel do General.

 

A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos – André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça.

 

“A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro.

 

Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. “Essa parceria é longa porque nos entendemos muito artisticamente, o Zeca é um artista muito completo, que entende o teatro e coloca a música a seu serviço de uma forma linda”, conta a diretora. “Optamos por uma trilha musical original. Resistimos à tentação de usar músicas da trilha da novela, que foi muito marcante. Mas, como uma espécie de ‘homenagem’ à novela, incluímos dois trechos de canções de Sá & Guarabyra”, continua Débora.

 

A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca.

 

Sobre a peça Roque Santeiro ou O Berço do Herói:

 

A peça O Berço do Herói foi escrita em 1963 por Dias Gomes e deveria ter sido encenada em 65 com direção de Antônio Abujamra e música de Edú Lobo, mas foi censurada pelo governo militar duas horas antes da sua estreia. A proibição do texto durou cerca de 20 anos.

 

A primeira encenação de O Berço do Herói ocorreu no Teatro “The Playhouse”, do Departamento de Teatro e Cinema da PennsylvaniaStateUniversity, em 28 de novembro de 1976, em tradução de LEON LYDAY

 

Em 1975 Dias Gomes resolveu adaptar a obra para a televisão.

Mas, novamente, a história foi proibida. Dez anos depois, em 1985, já com o país vivendo o processo de redemocratização, a novela foi levada ao ar. O sucesso foi estrondoso e imediato. Tal foi o êxito, nacional e Internacional da novela, que esta nova edição da peça foi retrabalhada por Dias Gomes. O autor resolveu enriquecê-la com cenas que lhe foram sugeridas pela novela.

 

“Ao leitor desavisado quero alertar que não se trata do texto (seria impossível, dada sua extensão) da novela ROQUE SANTEIRO, nem mesmo uma sinopse ou uma adaptação para novela literária e sim o original da peça o Berço do Herói, do qual foi extraída a telenovela.

 

Escrevi O BERÇO DO HERÓI em 1963. Com o golpe militar de 64, tive que esperar quase dois anos até que surgisse um produtor suficientemente corajoso e interessado em montá-la. A Editora Civilização Brasileira publicou o texto no início do ano de 65, com um contundente prefácio de Paulo Francis e uma mordaz orelha de Enio Silveira (o que levou um general a exigir do Conselho de Segurança Nacional a prisão dos mesmos… e do autor da peça, evidentemente.). É que a peça abordava o mito do herói (e herói militar), tema delicado para o momento que atravessava o país. Tão delicado que ela acabou sendo proibida na noite em que deveria ser encenada pela primeira vez. O então Governador Carlos Lacerda, pressionado pelos militares, assumiu publicamente a autoria da proibição. (…)

 

Dez anos depois, em 1975, os militares ainda mandavam no País, mesmo assim decidi adaptá-la para a televisão, embora o texto teatral continuasse proibido. É evidente que procurei burlar a censura,não só dando-lhe outro título, ROQUE SANTEIRO (ou mais precisamenteA FABULOSA HISTÓRIA DE ROQUE SANTEIRO E SUA FOGOSA VIÚVA, A QUE ERA SEM NUNCA TER SIDO), como também trocando os nomes de quase todas as personagens, além de transformar o protagonista, um cabo da força expedicionária brasileira no original, num artesão, um fazedor de santos de barro, um santeiro. Com essas alterações e mais o acréscimo de algumas tramas paralelas, achava eu que ninguém poderia ligar a novela à peça. No entanto, a novela também foi proibida quando eu já tinha mais de cinqüenta capítulos escritos. Na época, não ficaram claras as razões da proibição, que revoltou a opinião pública e levou a Rede Globo a um veemente protesto contra a Censura Federal em editorial transmitido no horário mesmo da novela e em seguida repetido pelo Jornal Nacional. Só muito recentemente, quando um jornalista teve acesso ao arquivo de telefonemas gravados pelo SNI, veio a público o que de fato ocorrera. O SNI grampeara o telefone do historiador Nelson Werneck Sodré e gravara um telefonema meu para ele. Nesse telefonema eu lhe confidenciava inadvertidamente que a novela ROQUE SANTEIRO era uma adaptação disfarçada de O BERÇO DO HERÓI. A gravação não omitia nem mesmo as gargalhadas que eu e Nelson dávamos em seguida…

 

(..) Mais dez anos se passaram e, em 1985, já com o país em processo de democratização, a novela foi finalmente liberada. Tal foi o êxito, nacional e internacional que, ao reeditarmos agora o texto da peça, fomos obrigados a alterá-lo em vários pontos. As personagens, de tal forma haviam sido popularizadas pela televisão, que não teria sentido mantê-las com os nomes originais. (…)”

 

Dias Gomes

 

 

Ficha Técnica

Texto: Dias Gomes. Direção: Débora Dubois. Direção musical: Zeca Baleiro. Elenco: José Rubens Chachá, Livia Camargo, Ricardo Tozzi, Amanda Acosta, Luciana Carnieli, Edson Montenegro, Dagoberto Feliz, Patrícia Gasppar, Yael Pecarovich, Giselle Lima, Marco França, Samuel de Assis, Cristiano Tomiossi. Músicos: André Bedurê e Érico Theobaldo. Assistência de direção: Luis Felipe Correa. Direção de movimento: Fabrício Licursi.  Cenário: Débora Dubois. Figurinos: Luciano Ferrari. Iluminação: Fran Barros. Preparação Vocal: Marco França. Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari. Coordenação: Elza Costa. Direção de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Ministério da Cultura e Brancalyone Produções Artísticas.

 

Serviço

Estreou dia 27 de janeiro de 2017

Teatro FAAP – www.faap.br/teatro

Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 18h

Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo

Tel. (11) 3662-7233 / 7234

Duração 120 minutos

Classificação indicativa – 14 anos

Até dia 30 de julho.

*Ingressos:

R$ 50 (sextas);

R$ 50 e R$ 70 (sábados e domingos)

 

 

Bilheteria quarta a sábado das 14h às 21 e domingo das 14h às 18h
Estacionamento no local

 


Douglas Picchetti (11) 9 9814-6911
Helô Cintra | (11) 9 9402-8732
Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Rua Comendador Paulo Brancato, 172
www.pombocorreio.art.br

 

 

Carrossel, o Musical traz de volta os personagens da novela e dos filmes, em texto inédito de Fernanda Maia, que também divide a direção com Zé Henrique de Paula

 Estreia dia 20 de janeiro no Teatro Santander montagem com efeitos especiais que acentuam a atmosfera de mistério e aventura do roteiro escrito por Fernanda Maia. O musical conta com elementos originais da novela, como parte do cenário da Escola Mundial e os uniformes dos alunos

  Fotos de Giovana Cirne

Depois de um remake de sucesso na TV e de dois filmes que fizeram mais de cinco milhões de espectadores nos cinemas, as crianças da Escola Mundial e sua professora Helena voltam à cena, desta vez aos palcos e em formato de teatro musical. A premiada autora e diretora Fernanda Maia (Chovendo na Roseira, Menino Lua, Canção de Amor em Rosa e Sonhos não envelhecem) escreveu o texto inédito, além de assinar a direção musical e co-assinar a direção geral com Zé Henrique de Paula (este também responsável pela direção artística do projeto).

Produzido pela G.O. Prod. Artísticas (Adriana Del Claro) e Firma de Teatro (Zé Henrique de Paula), o espetáculo conta com o apoio do SBT e Televisa. 

Os alunos da Escola Mundial voltam das férias e reencontram sua amada professora Helena e a faxineira Graça (que serão vividas por Rosanne Mulholland e Márcia de Oliveira, atrizes originais da novela em participação especial no musical). A diretora Olivia (agora vivida por Chris Couto) tenta manter a ordem na escola, ao mesmo tempo em que busca consolo para uma desilusão amorosa por causa de seu pretendente Aderbal (papel de Roney Facchini).

O rico empresário e sua secretária Marlene (Rosana Penna) surgem na escola para uma visita de surpresa e acabam envolvidos numa história de suspense e aventura que envolvem um quadro antigo, um tesouro secreto, uma donzela apaixonada e o fantasma de um pirata espanhol (Patrick Amstalden). Depois de Cirilo passar por maus bocados nas mãos de vilões que tentam passar por mocinhos, a Patrulha Salvadora acaba por restabelecer a paz, em meio a uma emocionante história de amor.

A peça traz 13 personagens infantis originais da novela, representados por dois elencos que se revezam. As 26 crianças de 8 a 12 anos foram selecionadas entre 850 inscritos durante as audiçõese interpretam os personagens que fazem a Escola Mundial vibrar de animação: Maria Joaquina, Cirilo, Laura, Jaime, Alícia, Carmen, Daniel, Marcelina, Valéria, Mário, Marcelina, Paulo e Kokimoto.

Com cenários conhecidos como o pátio da escola, a sala de aula, a sala da diretora e a casa abandonada, a produção terá itens originais da novela, como as carteiras, os bancos do pátio e a cesta de basquete. As músicas são também as da TV, em novos arranjos especialmente criados por Fernanda Maia.

Elenco Adulto

Rosanne Mulholland – Professora Helena
Marcia de Oliveira – Graça
Chris Couto – Diretora Olívia
Roney Facchini – Aderbal
Rosana Penna – Marlene
Patrick Amstalden – Pirata Bartolomeu Cabeça de Cão

Elenco Infantil
Adrielly Takaki, Bia Dalmolin, Bruno Shiraishi Costa, Caio Cesar Laranjeira, Chiara Scarlett, Dante Hiroshi, Dudu Ejchel, Enzo Krieger, Gabriel Cordeiro, Gean Guedes, Giulia Savi, Henry Gaspar, Isabella Aguiar, Isabella Faile, Kaleb Figueiredo, Lia Botelho, Manuela Gomes de Matos, Matheus Guerra, Matheus Machado, Murillo Martins, Pedro Felipe Santos Souza, Pedro Guimaro, Rachel Aguiar, Sofia Penna, Valentina Machado, Vicky Lubliner.

Texto: Fernanda Maia
Direção: Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia
Direção Musical: Fernanda Maia
Cenografia: Bruno Anselmo
Figurinos: Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Preparação de atores: Inês Aranha
Coreografia: Gabriel Malo
Projeto sonoro: João Baracho
Assistência de direção musical: Bibi Cavalcante
Preparação Vocal: Rafa Miranda
Visagista: Hugo Daniel
Coordenação de equipe de figurinos: Marianna Baffa
Assistência de figurinos: Carolina Franco e Leandro Oliveira
Cenotecnico: Fernando Brettas
Assistência de cenografia: João Paulo Oliveira
Arte gráfica: Wallace Gerardi
Vídeo: Laerte Késsimos
Venda para grupos: Letícia Maneira Zappulla
Redes sociais: Giovana Cirne
Produção geral: Adriana Del Claro
Coordenação de produção: Claudia Miranda
Produção executiva: Louise Bonassi e Lucas Farias
Assistência de produção: Laura Sciulli e Mariana Mello
Realização: GO. PROMO e Firma de teatro

Serviço: Teatro Santander – Complexo do Shopping JK Iguatemi
Endereço: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041
Bairro Itaim Bibi – São Paulo/SP
Contato (11) 4003-1022
Vendas: bilheteria do teatro

Vendas online:
Entretix – https://www.entretix.com.br/
Ingresso Rápido – https://www.ingressorapido.com.br

Temporada:
De 20 de janeiro a 9 de abril.
Sextas, às 20h
Sábados, às 16h e 20h
Domingo, às 11h e 15h

Ingressos:
Plateia VIP R$ 150,00
Plateia Superior R$ 120,00
Frisa Plateia Superior R$ 120,00
Balcão R$ 90,00
Frisa Balcão R$ 80,00

TEMPO DE VIVER estreia dia 21 de janeiro no CCSP

 Fotos de Bob Sousa

Texto inédito de Carlos Colabone com direção de Gonzaga Pedrosa e Carlos Colabone é uma peça em seis fotografias que fala de amizade, memória e maturidade. Com Lucélia Machiavelli, Selma Luchesi, Suia Legaspe e Valéria Lauand.

Pelas areias de uma praia do litoral, a vida de quatro mulheres é marcada por mais um encontro durante a passagem do réveillon. Carmen, Yara, Alma e Juracy celebram a amizade, recordando momentos especiais de cada uma delas, brindando a possibilidade de viverem intensamente um tempo de felicidade.

Alma tem 66 anos. Viúva. Elegante, polida, perspicaz, amorosa e insegura. Seu olhar revela uma tristeza. Fotógrafa internacional que registrou durante anos o trabalho de um grupo de mergulhadores que buscavam espécies raras pelo mundo marinho.

Carmen tem 73 anos. Viúva. De forte personalidade, vaidosa, despachada, engraçada, criativa, egocêntrica, comunicativa, irônica. Não dispensa adereços exagerados, de cores vibrantes. Usa uma bengala. Empresária bem-sucedida, proprietária de uma grife feminina.

Yara tem 56 anos. Solteira. Franca, aberta, alegre e politizada. Cabeleireira, proprietária de um importante salão de beleza em um bairro nobre da cidade. Juracy tem 54 anos. Casada. Mulher simples, amável, convicta em tudo o que diz e faz. Presta serviço para a comunidade da igreja à qual pertence.

“A maturidade provoca deslocamentos, diferenças que devem ser compartilhadas. As quatro mulheres desse TEMPO DE VIVER são absolutamente convictas sobre o que pensam e falam. Elas se permitem abrir o baú e remexer o passado. Umas mais, outras menos, sem deixar diluir a forte personalidade de cada uma. Recordam juntas dificuldades e alegrias do passado para celebrar a possibilidade de tornar a vida mais compreensível e prazerosa”comenta o autor e diretor Carlos Colabone.

Além da relação dessas mulheres com a vida, há no texto outras questões paralelas, como a responsabilidade ambiental, o comportamento do ser humano num ambiente de praia. Da ocupação ao acúmulo de dejetos. Afinal, o mar leva, mas também devolve.

A encenação
Carlos Colabone também assina o cenário e o figurino. Uma espécie de instalação convida o público a se sentir na praia. Em diagonal, um praticável sinuoso, inspirado no desenho de um cavalo-marinho, simboliza a enseada: areia e mar; sobre ele um guarda-sol, duas cadeiras. Ao redor cadeiras de praia são espalhadas aleatoriamente pelo público, que as recebe quando entra no espaço.

SERVIÇO
Temporada: 21 de janeiro a 26 de fevereiro – Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h
Local: CCSP – Centro Cultural São Paulo (metrô Vergueiro)  -Rua Vergueiro, 1.000
Telefone. (11) 3397-4002
Duração: 80 min
Censura: 16 anos
Lotação:Sala Espaço Missão (60 lugares)
Ingressos: R$20,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30), e no Ingresso Rápido a partir de 30 dias antes do evento (mesmo no caso de temporadas longas) preço popular: R$3,00 (dia 27/01) – nesse dia não serão vendidos ingressos pela internet e serão vendidos apenas dois por pessoa, na bilheteria do CCSP, que será aberta somente duas horas antes do início do espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Carlos Eduardo Colabone. Dramaturgismo: Gonzaga Pedrosa. Direção: Carlos Colabone e Gonzaga Pedrosa. Elenco: Lucélia Machiavelli / Selma Luchesi / Suia Legaspe / Valéria Lauand. Cenografia e figurino: Carlos Colabone. Iluminação: Fran Barros. Trilha sonora: Ricardo Severo. Preparação Corporal: Luzia Carion. Makeup Designer: Beto França. Fotografia: Bob Sousa. Designer Gráfico: Victor Iemini. Vídeos da Internet: Bruno Kott e Ricardo Lisboa eYantra Imagens. Produção técnica: Impacto R. Assistente de produção: Isabella Menezes. Direção de Produção: Fernanda Moura. Realização: Palimpsesto Produções Artísticas e Prêmio Zé Renato. Idealização: Carlos Colabone.

 

Grupo Golpeia de Teatro apresenta o espetáculo PROJETO RASTEJAR

 Fotos de Vivian Barborsick

Concepção, texto e direção: Wagner Menddes Vasconcelos
Estreia 17 de janeiro, terça-feira, no Viga Espaço Cênico
Segundas e terças às 21h – Temporada até 28 de março

Enquanto aguardam pelo diretor, três atores e um músico ensaiam um espetáculo que pretende tematizar as conflituosas relações humanas no mundo contemporâneo por meio de uma trama intitulada “Sinhazinha”, que remonta ao período escravagista brasileiro e aborda um triângulo amoroso entre a jovem sinhá e dois de seus escravos. Um dos atores, em crise existencial e impactado pelo processo criativo, coloca em xeque os seus valores, os da profissão e os do próprio teatro.

O espetáculo Projeto Rastejar, do Grupo Golpeia de Teatro, estreia dia 17 de janeiro de 2017 no Viga Espaço Cênico, com concepção, texto e direção de Wagner Menddes Vasconcelos. Em cena, os intérpretes-criadores Dani Corrêa, José Alessandre e Roberto Santos.

A concepção do projeto partiu da ação de “rastejar” como uma atitude de transformação, um genuíno recomeço: a resposta do ser humano ao seu próprio esgotamento e à falência dos caminhos possíveis de seguir na vida. Assim como o ator tem que se esvaziar e se perceber para criar seu personagem, o ser humano contemporâneo, mergulhado no excesso de signos e no vazio de significados, talvez tenha que reinventar a sua jornada, mais conectado com a sua identidade e mais atento à sua própria “terra”, que pode tanto ser o seu corpo, as suas emoções quanto o seu país.

No espetáculo teatral Projeto Rastejar, atores e personagens se unem em um ritual de reiniciação em que o momento da descoberta vale mais que o objetivo aparentemente maior, no caso, a peça em si. Busca-se o resgate de uma humanidade que o ser contemporâneo parece perder a cada dia. Propõe-se um metateatro no qual o público será, pouco a pouco, envolvido pelos atores e por suas relações com os personagens que, por sua vez, serão como fragmentos soltos dos próprios atores.

Com música ao vivo, o espetáculo abraça as linguagens do teatro dramático, do teatro gestual, da performance e da dança para construir um mosaico de sensações que pretende, mais do que encerrar sentidos, instigar.

A ideia é proporcionar ao espectador um quebra-cabeça sensorial, com uma inequívoca densidade corporal e emocional, para que ele mesmo o possa montar, conforme sentir-se instigado para tal. Mais do que querer dizer e fazer sentido, queremos fazer sentir: que o público sinta-se conectado, de alguma maneira, a alguns dos elementos propostos pela encenação.

O Projeto Rastejar é o primeiro espetáculo do Grupo Golpeia de Teatro, formado pelos intérpretes criadores Dani Corrêa, José Alessandre e Roberto Santos, pelo diretor e autor Wagner Mendes Vasconcelos e o músico Yussuf Farhan.

Wagner Menddes Vasconcelos
Ator, autor e diretor de teatro e shows desde 1993. Pós-graduado em Direção Teatral e em Artes, participou do Núcleo de Dramaturgia Sesi/British Council de 2010-2011 e tem cursos de formação com Edith Siqueira, Celso Frateschi, Luiz Alberto de Abreu, Roberto Lage e Carlos Gardin.

Dani Corrêa
Atriz e diretora de teatro, é professora de português e espanhol, literatura, teatro e história da arte, com pós-graduação em Arte e Direção Teatral. Recentemente, participou do espetáculo “Casa Alba”; em Amparo (SP), com a Cia. Arteatrando. Também dirige em Jundiaí um trio de mulheres que pesquisam dramaturgia a partir da peça espanhola Don Juan.

José Alessandre
Ator e diretor de teatro, cantor, poeta, roteirista, também é editor assistente de coleções didáticas de Arte. Com pós-graduação em Artes, canta no Coral Madrigueiros desde 2008, onde também faz direção cênica e roteirização de repertório. Atuou na Cia. Teatro X e com o dramaturgo e diretor Reinaldo Maia.

Roberto Santos
Ator, performer, bailarino, arte-educador e figurinista, é graduado e pós-graduado em Artes Cênicas. Além de participar de montagens teatrais e performances, também possui trabalhos autorais, além de longo histórico como destaque de escolas de samba. Atuou como arte-educador em diversos espaços culturais como Itaú Cultural, Porão das Artes, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP) e em unidades Sesc-SP.

Yussuf Farham
Músico multi-instrumentista e compositor, Wilson Jose Neves é também construtor de objetos sonoros. Realiza projeto pessoal de música para terapias alternativas sob o pseudônimo Yussuf Farham. Atua também como músico e palhaço no grupo de contadores de histórias Contalhaço. Há mais de 30 anos toca e compõe trilhas para grupos de teatro, vídeos e websites. Acompanhou grupo de danças do norte da Índia e de dança/teatro japonês Butoh.

Ficha Técnica

Projeto Rastejar
Concepção, texto e direção: Wagner Menddes Vasconcelos
Intérpretes criadores: Dani Corrêa, José Alessandre e Roberto Santos
Preparação corporal: Roberto Santos e Andrea Prior
Revisão de textos e apoio dramatúrgico: José Alessandre
Trilha sonora original e execução ao vivo: Yussuf Farhan
Figurino: Roberto Santos e Wagner Menddes Vasconcelos
Criação e operação de luz: Igor Sane
Arte visual: Alexandre S. de Paula
Fotos: Vivian Barborsick
Produção executiva: Wagner Menddes Vasconcelos e José Alessandre
Assistência de produção: Nilton Araújo
Assessoria de imprensa: Pombo Correio http://pombocorreio.art.br/
Blog Grupo Golpeia: https://grupogolpeia.wordpress.com/
Facebook Grupo Golpeia: https://www.facebook.com/grupogolpeia/

Serviço:
Projeto Rastejar
Temporada: 17 de janeiro a 28 de março
Segundas e Terças às 21h
Duração: 60 minutos
Recomendação etária: 14 anos
Local: Viga Espaço Cênico – Sala Piscina – http://viga.art.br/
Rua Capote Valente, 1323 – Metrô Sumaré – Tel.: (11) 3801-1843
Lotação: 35 lugares
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) – R$ 20,00 (meia)
Bilheteria do teatro aberta a partir de 1h antes da sessão
Vendas online: www.sympla.com.br

 

Sonhos Não Envelhecem reestreia no Teatro do Núcleo Experimental dia 17 de novembro

 Fotos de Ronaldo Gutierrez

SONHOS NÃO ENVELHECEM é um musical baseado na obra “Sonho de uma Noite de Verão” de William Shakespeare com canções do movimento musical conhecido como Clube da Esquina, uma das mais ricas e sofisticadas manifestações musicais brasileiras. Com adaptação e direção de Fernanda Maia, a peça reestreia dia 17 de novembro no Teatro do Núcleo Experimental.

Sinopse
Em Atenas, o duque Teseu e a rainha Hipólita estão felizes com seu casamento que deverá acontecer dali a três dias, mas recebem uma queixa de Egeu: sua filha Hérmia, apaixonada pelo jovem Lisandro, recusa-se a casar com o escolhido do pai: Demétrio, que por sua vez é amado pela bela Helena. Hérmia deverá escolher entre casar com Demétrio ou ir para um convento. Lisandro então propõe que os dois enamorados fujam para a casa de uma tia que mora do outro lado do bosque. Lá eles poderão se casar e o pai da moça não poderá fazer mais nada contra este amor. Os dois fogem, mas são seguidos por Demétrio e Helena, embrenhando-se todos no bosque, povoado por espíritos, fadas e elfos.

 

Neste bosque, Oberon, o Rei dos Elfos, está em disputa com a Titânia, Rainha das Fadas. Com a ajuda de seu servo Puck, Oberon arma um plano para enfeitiçar Titânia com uma flor mágica que faz com que uma pessoa se apaixone pelo primeiro ser vivo que encontrar em sua frente. Enquanto isso, um grupo de operários ensaia no bosque uma peça de teatro para ser apresentada no dia do casamento de Teseu e Hipólita. Puck pega o mais falastrão dos operários e transforma sua cabeça numa cabeça de burro. Em seguida faz com que Titânia se apaixone pelo homem transformado.

 

Toda esta atmosfera de encantamento enche-se de poesia e lirismo com a ajuda de canções do Clube da Esquina como Nuvem Cigana, Vento de Maio, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, Nascente, Amor de Índio, Anima entre outras jóias da canção brasileira.

 

Oito atores dão vida a vinte personagens que cantam ao vivo acompanhados por três músicos.

 

Serviço

Sonhos Não Envelhecem

Teatro do Núcleo Experimental

De 17 de novembro a 17 de dezembro

Quintas e sextas, às 21h. Sábados, às 16h.  

Duração: 1h30

R$ 40.

 

Ficha Técnica:

Adaptação de Texto, Direção, Direção Musical e Preparação Vocal – Fernanda Maia

Assistente de Direção Musical – Bibi Cavalante

Preparação de Elenco – Inês Aranha

Assistente de Direção – Cy Teixeira

Cenário e Figurinos – Zé Henrique de Paula

Assistente de Cenografia e Figurinos – Cy Teixeira

Iluminação – Fran Barros

Arte Gráfica – Herbert Bianchi

Coordenador de Produção – Louise Bonassi

Produção Executiva – Laura Sciulli

Assistente de Produção – Mariana Mello

 

Elenco:

Andressa Andreatto

Beatriz Amado

Júlia Maia

Leandro Oliveira

Luiz Rodrigues

Marcos Teixeira

Miriam Madi

Tito Soffredini

 

Músicos:

Betinho Sodré /  Maria Carolina – Percussão

Felipe Parisi – Violoncelo

Luiz Aranha – Violão

Ator e diretor italiano Alvise Camozzi reestreia Psicotrópico no teatro da SP Escola de teatro na praça Roosevelt

Imigração, tentativa de voltar pra casa, perda e traição: entre o onírico e o hiper-realismo, espetáculo provoca o espectador a compor suas próprias narrativas

Fotos de Gabriel Godoy:
https://goo.gl/photos/L7X61Dr9o9YyviTz6

 O espetáculo Psicotrópico pega emprestado da ciência o termo “psicotrópico” (dado às substâncias que agem no sistema nervoso central, com efeitos alucinógenos ou estimulantes que modificam nossa percepção de mundo) e conta, por meio de diferentes narrativas, a história de uma impossível volta para casa. Depois da temporada de sucesso no SESC Ipiranga, a reestreia acontece no dia 19 de novembro na SP Escola de Teatro.

Um imigrante que precisa retornar. Um artista perdido na floresta. Uma mulher que deve estar morta até o final da peça. A voz de uma criança que faz perguntas difíceis. Um ator, um atraso, uma viagem.

A palavra, uma vez separada nos dois termos (psyché e trópico), pode assumir novos significados diversamente sugestivos. Psyché, como alma e respiro, palavra antiga que dificilmente pode encontrar sua definitiva tradução moderna; e Trópico, etimologicamente “relativo a uma volta”, aqui pensada não somente como área geográfica e climática, mas também como lugar político, social e cultural.

Com concepção do Núcleo Artístico Società Anonima e dramaturgia, direção e atuação de Camozzi, Psicotrópico é estruturado em cinco narrativas ficcionais apresentadas numa rede de fragmentos organizados de maneira aparentemente aleatória, compondo uma partitura narrativa livremente inspirada ao sistema dodecafônico de Arnold Schönberg.

Os fragmentos ficcionais são atravessados por uma linha dramatúrgica alusiva ao ‘nostos’ (palavra que em grego designava o motivo literário relativo a ‘volta pra casa’) –que por sua vez remete a experiências biográficas do próprio ator, nascido em Veneza: a volta ao lar original, na Europa,para acompanhar o falecimento da mãe, e posteriormente, o retorno para a casa atual, nos Trópicos.

O entrelaço das diferentes narrativas, biográficas e ficcionais, se desenvolve de maneira linear e sequencial, induzindo assim, no propósito dos criadores, uma espécie de desnorteamento no espectador para deixá-lo livre para compor suas próprias ressignificações.

O espetáculo é resultado de reflexões sobre a mobilidade contemporânea, as migrações e a memória. O episodio biográfico central da narrativa é a espera do protagonista no aeroporto para chegar a sua cidade natal. A espera corresponde ao atraso que não permitirá ao narrador acompanhar a morte da mãe.

A tentativa de anulação da espera, se torna, dentro do espetáculo, o motivo recorrente que quebra e interrompe a narrativa abrindo ao publico possibilidades de ressignificações, solicitando no espectador reflexões sobre a perda e as diversas condições do“estar no tempo moderno”.

Na sociedade contemporânea, a espera pertence à representação quantitativa do tempo, à sua valoração de eficiência, à orientação baseada na programação do tempo futuro. O sujeito que aguarda/espera é deslocado de seu tempo; o lugar que habita é um ‘não-lugar’. A tensão permanente nas nossas cidades é a de anular o tempo de espera. Esperar é um problema da modernidade, do movimento perpétuo e rápido, das mercadorias e das pessoas, mas também das ideias, das palavras e das memórias.

O migrante é a figura social que habita esse ‘não-lugar’ contemporâneo. O ‘Ser migrante’pode ser interpretado como condição universal do habitante do tempo presente. Respeitando as diversas e específicas experiências e realidades, todos somos desenraizados, e não somente porque viemos, muitos de nós, de outras cidades, estados, continentes, mas, principalmente, devido às grandes transformações às quais fomos condicionados, com uma velocidade tal que perdemos o senso de estar no tempo.

Nossa memória, por sua vez, é breve, relegada às máquinas; nosso futuro próximo tão curto, porque condicionado pelo lema da crise permanente, seja essa econômica, política, ética, climática – o que dificulta uma projeção distante de nossas expectativas e torna nosso presente fragilmente manipulável, como os valores de autonomia e independência perseguidos por todo o século XX que hoje declinaram massivamente, motivados por outros estímulos culturais, medidos por cotas de conquista e sucesso do indivíduo em detrimento da coletividade.

Através da combinação simbólica dos diversos elementos – esculturas, cenografia, desenho de luz, videoprojeções e sonoridades – que se manifestam em cena de maneira independente o espetáculo teatral potencializa ao público a possibilidade de uma fruição estética ‘aberta’ e não autoconclusiva.

Ficha Técnica
Concepção: Núcleo Artístico Società Anonima
Dramaturgia, direção e atuação: Alvise Camozzi
Pesquisa e cenografia: William Zarella Jr.
Desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Figurino: Marina Reis
Pesquisa sonora: Daniel Maia e Gustavo Arantes
Concepção de vídeos e mapping: Grissel Piguellem
DJ set ao vivo: Gustavo Arantes a.k.a Dj Goonie
Assistente de luz e operador: Aldrey Hibbeln
Direção de produção: Rachel Brumana
Produção: Substância Produções Artísticas
Foto: Gabriel Godoy

Serviço
Temporada: 19/11 a 11/12/2016 Sábado 21h, Domingo 20h, e Segunda às 21h. Local: Escola SP de Teatro  (30 lugares). Não recomendado para menores de 14 anos
Onde: SP Escola de Teatro, praça Roosevelt – sala R8. Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600
Quando: Sáb., 21h; Dom., 20h e 2ª, 21h. Até 11/12.
Quanto: R$ 20,00 e R$ 10,00
Duração: 60 min
Classificação: 14 anos

 

MERGULHO, espetáculo da Cia Delas de apresenta no Centro Cultural São Paulo dias 11, 12 e 13 de novembro dentro Festival MIXBRASIL da Cultura da Diversidade 

Livremente inspirado no premiado romance “Hotel Mundo” da escritora escocesa Ali Smith, espetáculo dirigido por Silvana Garcia retrata o universo feminino, a morte e homossexualidade sem estereótipos

Fotos de Ligia Jardim

Formada somente por mulheres, a Companhia Delas nunca buscou tratar de questões exclusivamente femininas em seus espetáculos. Sempre houve, no entanto, a consciência da responsabilidade como artistas e mulheres em pensar a maneira de retratar o mundo (o amor, os conflitos, a morte) a partir da sua própria realidade, que é fatalmente, feminina.

Há um estudo que diz que dentre toda produção de ficção, seja literatura, cinema ou teatro, sempre houve pouca presença feminina e que, quando há duas personagens mulheres conversando, normalmente elas falam sobre um homem. Daí surgiu o chamado Teste de Bechdel, que verifica se uma obra artística satisfaz os seguintes requisitos:

1. Ter pelo menos duas mulheres.
2. Elas conversam entre si
3. Sobre alguma coisa que não seja um homem

MEGULHO é um espetáculo idealizado por uma companhia de atrizes, baseado num livro de uma escritora escocesa (mulher e homossexual), dirigido por uma diretora, Silvana Garcia. Ou seja, as mulheres são o núcleo central da criação artística dessa peça. É uma obra que responde aos três requisitos do teste, claro, mas vai além: conta com graça e leveza uma história sensível sobre quatro personagens femininas vividas pelas atrizes Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Lilian Damasceno, Thais Medeiros. Uma história sobre o despertar do amor entre duas mulheres. Sobre a amizade. E sobre a morte também.

Pela sua aproximação do universo feminino, pelo retrato nada estereotipado do amor entre duas delas e pela própria capacidade de produção de uma companhia formada apenas por atrizes, o espetáculo é extremamente relevante em um momento como o atual, quando estão em pauta as discussões sobre gênero, sobre feminismo e homofobia.

No palco estão três personagens femininas afetadas pela morte de Sara Wilby, camareira do Hotel Global. A narrativa é composta pelas vozes dessas personagens: uma jornalista, uma jovem estudante de música, a irmã da camareira, além da própria morta, que trava um diálogo consigo mesma, numa espécie de auto investigação de si e da própria morte.

A montagem foi construída a partir de uma minuciosa pesquisa para a criação de uma espécie de quebra-cabeça dramatúrgico, feito em muitas mãos: das atrizes, da diretora Silvana Garcia e do dramaturgo Cássio Pires. O resultado é um trabalho extremamente tocante, delicado e de grande força poética.

A estrutura dramatúrgica proporciona o encontro com essas quatro personagens. O público, acompanha as descobertas e os mistérios a respeito de um fato, sempre a partir delas, com suas visões únicas de um mesmo acontecimento.

A diretora Silvana Garcia traz uma atmosfera de realismo fantástico para as cenas. A coexistência de situações diversas, os cortes no tempo, a sobreposição dos ambientes habitados pelas personagens e um cenário híbrido fazem parte das opções da encenadora para criar MERGULHO, que é o 10o espetáculo da Companhia Delas, que em 2016 completou 15 anos de atividades.

“Mergulho” foi produzido graças ao aporte do 1o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo. O espetáculo estreou em outubro de 2015 no Viga Espaço Cênico em São Paulo, capital. Em junho de 2016 integrou a programação do Itau Cultural, em São Paulo dentro da Mostra Todos os Gêneros e foi apresentado no SESC Campinas – SP.

Ficha Técnica:
Direção: Silvana Garcia
Texto: Cássio Pires e Companhia Delas
Elenco: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Lilian Damasceno, Thais Medeiros
Assistência de Direção: Maria Tuca Fanchin
Iluminação e Cenografia: Marisa Bentivegna
Figurinos: Mira Haar
Trilha sonora: Arthur Decloedt
Preparação e Desenho de Movimento: Fabricio Licursi
Fotos: Lígia Jardim
Produção: Companhia Delas de Teatro

Serviço:
Local: Centro Cultural São Paulo –Sala Jardel Filho (321 lugares) – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso.
Lotação: 231 lugares
Telefone: 11 – 3397 4002
Classificação etária: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: Gratuito

 

ESPETÁCULO ‘UM DIA QUALQUER’ ESTREIA EM SÃO PAULO NA CAIXA CULTURAL

 Após três anos de sucesso no Rio de Janeiro e em turnê pelo Brasil, a comédia estreia em São Paulo em curtíssima temporada

 Texto de Julia Spadaccini e direção de Alexandre Mello

Fotos de Claudio Senra

A peça “Um dia qualquer” que estreia na CAIXA Cultural São Paulo em novembro, fala de um encontro inusitado de quatro desconhecidos num banco de praça em pleno centro da cidade, onde revelam dores, amores e revelações de suas vidas de forma emocionante e muito engraçada, tornando o público cúmplice também dessas histórias. Com entradas gratuitas, a produção é da Usina D’Arte Produções Artísticas, com texto inédito da Julia Spadaccini, direção de Alexandre Mello, com Anna Sant´Ana, Leandro Baumgratz, Rogério Garcia e Dida Camero no elenco e patrocínio da Caixa Econômica Federal.

O espetáculo teve sua estreia nacional no Rio de Janeiro em 04 de julho de 2013 no Espaço SESC – RJ, onde recebeu excelentes críticas, sendo classificado como Globo Indica no Jornal O Globo e Cotação 4 estrelas na Veja Rio. Além de ter sido indicado ao Prêmio APRT 2014.

Julia Spadaccini foi indicada para o prêmio Shell 2012 de melhor autor pelo espetáculo “Quebra Ossos” dirigido por Alexandre Mello e em 2013 por “Aos Domingos” e “A porta da frente”. Foi roteirista durante anos do programa “Tapas & Beijos”, e atualmente é contratada da Rede Globo.

 “Um dia qualquer” repete a parceria bem sucedida do diretor Alexandre Mello e da autora Julia Spadaccini. A primeira peça encenada de autoria de Julia foi “Na Geladeira”, que estreou em 2001 na Sala Multiuso no Espaço SESC no Rio de Janeiro, com atuação e produção de Alexandre Mello. Esta parceria já vem de longa data. Recentemente, em março de 2012, os dois se reencontraram por ocasião da montagem de “Quebra Ossos”, que foi um grande sucesso na Casa de Cultura Laura Alvim, permanecendo em cartaz quatro meses seguidos, indicada ao Prêmio Shell de melhor autor, no Rio de Janeiro.

Este novo trabalho trata das relações humanas através do encontro casual de personagens comuns, que nossos olhos esbarram todo o tempo em grandes cidades como o Rio de Janeiro. O texto põe uma lente de aumento ou empresta um binóculo potente com os quais nos aproximamos destes seres urbanos, e podemos ver suas histórias e suas relações com a vida e com a morte.

O amor e as relações ligeiras e superficiais que vivemos, a competição acirrada no trabalho, a frustração do sonho de genialidade artística e a proximidade cotidiana com a morte são os temas deste “dia qualquer”, que ultrapassa os limites do relógio e das estações do ano, provocando um espaço-tempo ideal de “um dia”, tal vivência e reflexão sobre nossas vidas, que levaríamos alguns anos de terapia pra experimentar.

A cidade e as necessidades de consumo e status que inventamos para nós ou que absorvemos como nossas, nos fazem trabalhar incessantemente e cada vez mais e em todos os lugares, sem descanso, férias ou pausas, produzindo um efeito devastador nas nossas sensibilidades. E se um dia dissermos: – “NÃO! Não vou agora, preciso parar e pensar”, ou simplesmente “parar e não fazer nada!” Se isso é uma decisão individual, o.k., ela pode ser suportada por cada um de nós. Mas quando você fica, lado-a-lado com diferentes personagens, que como você decidem parar, por razões que nunca lhe ocorreram, num mesmo lugar, à mesma hora, um panorama divertido e patético se forma e a cidade ganha ares de picadeiro. O Rio de Janeiro é palco desta comédia de Julia Spadaccini, que propõe um diálogo direto com a plateia, divertido e ao mesmo tempo profundo, fazendo com que o público se identifique de imediato.

Julia nos faz viajar pela alma humana, num reconhecimento da nossa sensibilidade e capacidade de identificação e compaixão, tudo isso escrito com muito humor. Território perfeito para Alexandre Mello, que se destaca como um encenador delicado e experiente na direção dos atores e na pesquisa de linguagem cênica, que trabalha criando belas imagens em efeitos muito simples e teatrais.

Sinopse

Um executivo, uma professora de inglês, um ator que trabalha com animação de festas e uma enfermeira de pacientes terminais, encontram-se num banco de praça, num dia de verão que parece outono, em plena semana de trabalho na correria do Centro do Rio. O público se torna cúmplice das confissões e histórias destes estranhos que nunca haviam se visto antes, e esse encontro inusitado faz com que revelem entre eles suas dores, seus amores, sua vida de forma emocionante e muito engraçada. Os personagens falam também diretamente com o público, dividindo seus pensamentos e se contradizendo com as suas ações, durante este encontro inusitado.

Ficha técnica
Julia Spadaccini – Texto
Alexandre Mello – Direção
Anna Sant´Ana, Dida Camero, Leandro Baumgratz e Rogério Garcia – Elenco
Renato Machado – Iluminação
Daniele Geammal – Cenografia
Ticiana Passos – Figurinos
Leandro Baumgratz- Trilha sonora
Felipe Bretas e Paula Sattamini ( Multifocus) – Direção dos vídeos
Humberto Costa Ribeiro – Programação visual
Anna Sant’Ana e Rogério Garcia – Direção de Produção
Paula Loffler – Assistência de direção e produção executiva
Uma realização Usina D’Arte Produções Artísticas

SOLIDÃO reestreia no Galpão do Folias dia 4 de novembro

 Depois de temporada do SESC Santana, a peça emenda temporada na sede da Companhia. Espetáculo do Grupo Folias busca inspiração no realismo mágico e na história política recente para recriar uma América Latina mágica e dolorida

Fotos de Lenise Pinheiro

Dirigida por Marco Antonio Rodrigues, com dramaturgia de Sergio Roveri e elenco de 12 atores que também se revezam em números musicais, o espetáculo Solidão reestreia no dia 4 de novembro no Galpão do Folias.

Ao longo da história, poucos foram os gêneros literários capazes de estabelecer com determinada região geográfica uma ligação tão umbilical como a que se consolidou entre o realismo mágico e a América Latina da segunda metade do século passado.

Pelas mãos de autores como o colombiano Gabriel García Márquez e os argentinos Julio Cortazar e Jorge Luis Borges, o continente sul-americano pôde exibir ao mundo um cartão de visitas suficientemente espaçoso para acomodar tanto a magia e os mistérios da região quanto suas injustiças e mazelas. Foi neste contexto literário, em que os acontecimentos do cotidiano insistem em desobedecer a qualquer ordem lógica, que o grupo Folias encontrou inspiração para seu mais recente trabalho.

A partir de uma sequência de cenas que se prestam a compor uma narrativa homogênea, mas que também podem ser compreendidas em suas potências individuais, Solidão mostra as transformações sofridas pelos moradores de um pequeno vilarejo, esquecido no tempo e no espaço, após a chegada de forasteiros com suas malas cheias de progresso e também de destruição.

A peça expõe o choque entre duas culturas: a nativa, não necessariamente inocente e ingênua, e a estrangeira, curiosa e extrativista, bem como os desdobramentos deste encontro nas relações de amor, poder e fraternidade. “Solidão é a fratura artística e cênica, resultante de um estado permanentemente febril que coloca o sujeito sempre entre duas pulsões antagônicas absolutamente complementares e paradoxalmente excludentes”, afirma o diretor Marco Antonio Rodrigues, que cita como exemplo desta tese o desejo que toda a sociedade brasileira tem de acabar com a corrupção e ao mesmo tempo a prática deste esporte por todos, no dia-a-dia e nas coisas mais comezinhas.

“Para não ser tão abstrato e idealista: o desejo de amar e o impedimento de fazê-lo por medo do outro, da aventura, do desconhecido. O desejo de ter voz, de se fazer ouvir, de afirmar uma identidade emparelhado à submissão a tudo que brilha, a tudo que é estrangeiro e supostamente original”, prossegue o diretor, para quem o espetáculo não está preso a um período específico da história do continente. “Os fatos recentes ocorridos em grande parte dos países latino-americanos comprovam que a história retratada em Solidão continua a ser escrita, às vezes com tintas carregadas”.

O espetáculo traz no elenco os atores Ailton Graça, Bete Dorgam, Nani de Oliveira, Simoni Boer, Joana Mattei, Suzana Aragão, Rafaela Penteado, Lui Seixas, Pedro Lopes, Rodrigo Scarpelli, Rafael Faustino e Clarissa Moser – alguns deles se revezando em um incontável número de personagens. Todo o elenco se entrega, também, à execução de uma eclética partitura musical desenvolvida especialmente para o espetáculo pela musicista e cantora Sonia Goussinsky e pelo ator Rafael Faustino.

Ainda que a literatura, especificamente os romances clássicos do realismo mágico, se encontre na base da inspiração para o espetáculo, o que o grupo Folias pretende com Solidão é desviar um pouco o olhar das páginas literárias e apontá-lo para uma América Latina real, este continente em que a magia e o fantástico vêm sendo, nos últimos anos, atropelados por uma realidade com pouca vocação para o lirismo. Por isso mesmo, os personagens desta história se revelam eternamente reféns de conflitos políticos, rixas familiares, amores improváveis e de uma inegável incapacidade de compreender e traduzir os dias que correm.

“Entre todos os temas que o espetáculo aborda, e eles são inúmeros, eu diria que o mais marcante deles é a impossibilidade – em todas as suas formas”, diz o dramaturgo Sérgio Roveri, que assina o texto do espetáculo. “A impossibilidade de um convívio harmonioso, a impossibilidade de desenhar uma outra história para si próprio, a impossibilidade de transformar o sonho em matéria-prima real para a vida. Mas isso, a meu ver, não é sinônimo de infelicidade ou tristeza, é apenas a constatação de que o ser humano é um projeto que segue inacabado”.

No espetáculo, a figura de um narrador, o cigano Chema, papel do ator Ailton Graça, irá conduzir praticamente todas as histórias – que serão vividas no tempo exato em que estiverem sendo narradas, com uma engrenagem cênica que pode transitar, intencionalmente, do sublime ao caos, do poético ao revolucionário, do divino ao comezinho. Porque Solidão não é um espetáculo obediente às regras do realismo: seus personagens são dotados de artifícios para driblar a morte e vencer o tempo, para depois, por que não, sucumbir à prosaica picada de um mosquito – já que os trópicos são o único personagem presente em todas as cenas – como um maestro regendo a história com suas ondas de calor, suas tempestades bíblicas, suas doenças persistentes e seu passado de desigualdade que não se conforma em ser apenas isso, um passado.

A ideia central de Solidão é explorar situações extremas de nascimento e morte, com personagens condenados a erigir a história numa cena para destruí-la na cena seguinte. Como se todo o continente sul-americano não passasse de um gigantesco Sísifo, condenado a carregar uma pedra colossal até o topo de sua famosa cordilheira, os Andes, apenas para observá-la rolar montanha abaixo no fim do dia. Solidão é um duelo eterno, um embate entre o homem e a natureza, entre o homem e o seu próximo e, o mais sangrento deles, entre o homem contra si mesmo.

SINOPSE
A chegada de um cigano imortal, que abre caminho para a vinda de uma onda de forasteiros, vai provocar mudanças irreversíveis na vida dos moradores de um vilarejo perdido no tempo e no espaço, onde todos os acontecimentos, até mesmo a morte, obedecem a uma lógica muito particular

Ficha Técnica
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Dramaturgia: Sérgio Roveri
Elenco: Ailton Graça, Bete Dorgam, Clarissa Moser, Joana Mattei, Lui Seixas, Nani de Oliveira, Pedro Lopes, Rafael Faustino, Rafaela Penteado, Rodrigo Scarpelli, Simoni Boer, Suzana Aragão.
Dramaturgista: Gustavo Assano
Desenho de Luz: Tulio Pezzoni
Composição e Direção Musical: Sonia Goussinsky e Rafael Faustino
Canção Os Reis do Agronegócio: música de Chico César, letra de Carlos Rennó
Movimento Cênico: Joana Mattei
Cenografia e Figurino: Sylvia Moreira
Design Gráfico: Humberto Vieira
Fotografia: Lenise Pinheiro
Assistente de Cenário e Figurino: Sofia Fidalgo
Pintura Artística de Telões: Fernando Monteiro de Barros
Criação de máscaras: Carlos Francisco
Adereços: Luis Carlos Rossi
Costureiro: Otávio Matias
Cenotécnicos: Carlos Ceiro, João Donda
Operador de Som: Adriano Almeida
Contra-Regragem: Marcelo Machado e Giovanna Kelly
Direção de Produção: Ricardo Grasson
Produtor Executivo: Tomás Souza
Produção Geral: Gelatina Cultural
Administração do Projeto: Folias – Dagoberto Feliz e Paloma Rocha
Coordenação de projetos e leis : Patricia Palhares
Coordenação Administrativa: Olivia Maciel e Felipe Costa
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Estagiários: Carlos Marcato, Isabela Fikaris, Fhelipe Chrisostomo, Táiná Viana
Realização:  Folias – Projeto Contemplado pela 27ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e SESC São Paulo.

Serviço
Galpão do Folias: Rua Ana Cintra, 213
Restreia 04 de novembro, sexta–feira às 21h
Temporada: sexta e sábado às 21h e domingos às 18h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia)
Telefone: 3361-2223
Censura: 14 anos
Gênero: latino
Capacidade: 90 lugares
Até 18 de dezembro