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Frida Y Diego – texto inédito de Maria Adelaide Amaral – está em cartaz no no Teatro Raul Cortez

Com Leona Cavalli e José Rubens Chachá no papel do casal de artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera e direção de Eduardo Figueiredo a peça fica em cartaz até 14 de dezembro.

FOTOS: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6061965798956058465?authkey=CIj4qJLg3aL39gE

Em peça inédita Maria Adelaide Amaral traz para a cena os dois fascinantes artistas mexicanos e sua complexa relação. Com direção de Eduardo Figueiredo “Frida Y Diego” está em cartaz no Teatro Raul Cortez em São Paulo até dia 14 de dezembro – com a atriz Leona Cavalli interpretando Frida Kahlo e José Rubens Chachá como Diego Rivera. Depois de temporada de estreia nos palcos paulistanos, o espetáculo segue na sequência  em janeiro de 2015 para nova temporada no Teatro Maison de France no Rio de Janeiro, abrindo a concorrida temporada de verão do teatro carioca.

O último texto da dramaturga encenado nos palcos foi “Chanel” com Marilia Pera há dez anos. Depois desta criação autoral, Maria Adelaide Amaral chegou também a assinar a adaptação para os palcos do livro de Ligia Fagundes Teles “As Meninas”.

Frida Kahlo e Diego Rivera viveram um grande e conturbado amor, ao mesmo tempo em que influenciavam com sua arte latina o mundo das artes plásticas europeu e americano na animada e confusa década de 30.  A peça recheada de conflitos, poesia, nostalgia e humor, tem Iluminação assinada por Guilherme Bonfanti, cenário, figurino e adereços por Márcio Vinícius e direção musical de Guga Stroeter.

O espetáculo revela o reencontro dos dois artistas depois da traumática separação. Reencontro que levaria a reconciliação dos dois, numa fase muito difícil da vida de Frida quando já bastante doente e com muitas dores voltou a morar junto a Diego, na verdade em casas vizinhas ligadas por um corredor.

A montagem
O convite para escrever uma peça sobre Frida Kahlo e Diego Rivera foi feito pelo diretor Eduardo Figueiredo e pelo diretor de produção do espetáculo, o ator Maurício Machado, à dramaturga Maria Adelaide Amaral em 2013. “Eu sempre tive fascínio por Frida e Diego. Vi algumas exposições dela por esse mundo afora e quando fui ao México conheci pessoalmente a obra de Diego. Estive na Casa Azul duas vezes e visitei a casa deles em San Angel. Isso alguns meses antes do Eduardo e do Maurício me encomendarem a peça”. Conta a autora. Maria Adelaide estudou profundamente a vida da dupla de artistas para escrever o texto. “Não é bem ficção. É teatro e o tema foi intensamente pesquisado nos livros sobre Diego e Frida que já tinha e em outros que me mandaram dos Estados Unidos e México”, completa Maria Adelaide.

Para a montagem o diretor Eduardo Figueiredo irá focar na interpretação dos atores, “esse espetáculo é dos atores, nós só vamos preparar a cama para eles se divertirem” e optou por colocar música ao vivo no espetáculo. Em cena dois músicos tocam acordeon e baixo. “Para mim é fundamental que uma peça como esta tenha músicos em cena, o próprio Diego Rivera era um grande festeiro e a música aqui reforça a passionalidade da relação deles. Pretendo falar da humanidade presente destes dois grandes artistas”, comenta o diretor. Outro aspecto importante para mim é fomentar questionamentos, nesse contexto específico, temas tão contemporâneos como traição e lealdade. E a obra de Maria Adelaide, apresenta, de forma explicita esse universo afetivo desses dois grandes artistas sem perder o panorama histórico que tanto os influenciaram. E a dramaturgia e o trabalho dos atores são o nosso norte no espetáculo!”, acrescenta.

O ator José Rubens Chachá, que completa 40 anos de carreia com esta montagem, observa: ”Foi o melhor presente que poderia receber. Eu tenho fascínio muito grande por personagens reais. Quando completei 30 anos de carreira a Maria Adelaide me convidou para viver Oswald de Andrade no espetáculo “Tarcila”, também de sua autoria. Desta vez o presente me surpreendeu ainda mais. Considero Oswald e Diego dois antropofágicos em suas artes tão diversas”.

Há 9 anos sem participar de uma produção de teatro paulistana, a atriz Leona Cavalli comemora o retorno. ”Frida foi sempre absolutamente avançada em sua arte e na vida, ela teve a coragem de fazer da sua existência uma obra de arte e fez isso com extrema inteligência, indo muito além da sua dor. É um privilégio trazer para a cena a humaninade dela, o texto da Maria Adelaide coloca a matéria prima da arte da Frida na dramaturgia, ou seja, a sua vida. Muitas coisas que estão escritas na peça foram ditas pela artista.” Conta a atriz.

Um pouco da história
Frida Kahlo foi uma artista única, para muitos é considerada a pintora do século. Em 1913, com seis anos, Frida contraiu poliomelite, a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofreu ao longo da vida. Apesar de seu pouco tempo de vida, deixou obras magníficas e intrigantes que influenciam o mundo das artes até hoje. Sua trajetória também é tida como uma obra instigante e com grande poder de chamar atenção.

Diego desde criança sempre quis ser pintor e todos percebiam ter talento para isso. Ao ficar adulto, após estudar pintura na adolescência, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos, onde ficou de 1907 até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra. Nesta época começou a trabalhar num ateliê em Madrid, Espanha. Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão.

Em 1929, Frida e Diego se casam. Ela com 22 anos e ele com 43, era o terceiro casamento de Diego. Viveram uma relação muito conturbada, por conta de casos extraconjugais de ambos, de suas personalidades fortes e de suas convicções artísticas e políticas. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo ela sendo casada, mas não aceitava os casos da esposa com homens. O casamento era cheio de brigas e confusões, também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida, que enfrentava problemas de saúde desde muito jovem devido a um sério acidente sofrido na adolescência, ter sofrido muitos abortos; filhos dele; e não conseguir engravidar mais.

Rivera envolveu-se com sua cunhada, Cristina, e tornou-se amante dela. Ficaram muitos anos juntos e tiveram seis filhos. Frida apanhou-os na cama, tendo um ataque histérico e cortando os próprios cabelos. Como vingança, passou a atormentá-lo, passando a persegui-lo e a odiar a irmã, quando acabaram por se separar. Muito abalado com tudo, Diego abandonou os filhos e Cristina, que foi embora. Depois acabou indo atrás de Frida, mas não tendo sucesso na reconquista. Passaram a ser inimigos. Rivera continuou com sua vida de antes, muitas bebidas e amantes, inclusive saía com prostitutas, mas sempre pensando em Frida. Após um tempo separados, Frida e Rivera se reconciliaram. Os dois moraram em casas vizinhas conectadas por um corredor até a morte de Frida em 1954, aos 47 anos. A Casa Azul, como ficou conhecida, abriga hoje o Museu Frida Kahlo, e conserva tudo como os dois deixaram, lá é possível encontrar cartas de amor trocadas pelo casal e diversos objetos do cotidiano dos dois.

Sinopse
A peça fala do casamento e relação entre de Frida Kahlo e Diego Rivera. Uma história de paixão e cumplicidade. Com todos os dramas, rupturas e reconciliações, era uma relação de liberdade e amor incondicional.

O espetáculo se passa entre o período de 1929 à 1953, no México, França e Estados Unidos, onde viveram e trabalharam: a conturbada relação do casal, as mútuas infidelidades, personalidades fortes, as suas convicções artísticas e políticas.

Ficha Técnica:
Texto: Maria Adelaide Amaral. Direção: Eduardo Figueiredo. Elenco: Leona Cavalli e José Rubens Chácha. Direção musical e trilha: Guga Stroeter e Matias Capovilla. Musicos convidados: Wilson Feitosa Jr. (acordeon) e Arthur Decloedt (baixo acústico) Direção de arte – cenografia, figurinos e adereços: Marcio Vinicius. Visagismo: Anderson Bueno. Desenho de luz: Guilherme Bonfanti. Assistência de direção: Alex Bartelli. Direção de movimento: Renata Brás. Estágio de direção: Eric Mourão. Programação visual: Vitor Vieira. Projeto de vídeo e projeções: Jonas Golfeto. Fotos de divulgação: Gabriel Wickbold. Fotos de cena: Lenise Pinheiro.  Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Produção executiva: Ton Miranda Gerência de produção: Bia Izar. Direção de produção: Maurício Machado. Realização e produção: manhas & manias eventos.

Serviço
Frida Y Diego
de Maria Adelaide Amaral
Teatro Raul Cortez – Rua Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – tel: (11) 3254-1631 Temporada: de 11 de outubro a 14 de dezembro de 2014. Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h. Ingressos: R$ 60,00 (sextas-feiras), R$ 80,00 (sábados) e R$ 70,00 (domingos)   Direção: Eduardo Figueiredo. Elenco: Leona Cavalli e José Rubens Chachá. Duração: 90 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. aceitamos todos os cartões de crédito e débito. Estacionamento no local. Bilheteria: Terça a quarta das 14h às 20h Quinta a domingo das 14h até o início do espetáculo. Lotação. 513 pessoas. www.ingressorapido.com.br /(11) 4003 1212

Foto de Ana Alexandrino

Foto de Ana Alexandrino

Paula Cohen volta em cartaz para terceira temporada de sua comédia melodramática em São Paulo

 

‘As Lágrimas Quentes De Amor Que Só Meu Secador Sabe Enxugar’ reestreia no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi após duas temporadas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro

 

Dirigido por Pedro Granato, o espetáculo ‘As Lágrimas Quentes De Amor Que Só Meu Secador Sabe Enxugar’ reestreia dia 5 de março no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi. Após duas temporadas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro, a atriz Paula Cohen (também autora do texto ao lado de Pedro) volta aos palcos para falar de uma mulher em transformação.

 

A comédia “melodramática” acompanha a viagem de volta de uma mulher após uma separação. Uma atriz em busca de uma personagem, uma pessoa a procura do amor. Com humor e delicadeza, Paula estabelece uma relação íntima com a plateia, mesclando confissões dadas ao secador enquanto encena sua trajetória. Todos os figurinos e cenários da peça surgem de malas e nécessaires, carregadas pela personagem na cena inicial em que ela passa em revista todas suas bagagens na alfândega, quando volta com tudo que tem ao seu país.

 

A peça traz encontros e descobertas da protagonista em sua busca pela identidade. Todos os personagens são encarnados com versatilidade por Paula, com rápidas trocas e elementos essenciais manipulados pela atriz. Pedro Granato optou por uma encenação intimista, que traz para o espectador a sensação de uma confissão, dada curiosamente a um secador. A encenação trabalha com uma paleta de cores fortes, que envolvem a trajetória da atriz.
Na trilha, cantoras da nova geração amplificam os sentimentos da personagem e abrem múltiplas vozes femininas para construir a identidade da mulher contemporânea.

Pedro Granato e Paula Cohen construíram o texto ao longo de três anos, desde a montagem de “Navalha na Carne” que já percorreu teatros em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre.

 

Ficha Técnica

Com Paula Cohen

Texto: Paula Cohen e Pedro Granato
Direção: Pedro Granato
Luz: Karine Spuri

Som: Gabriel Tavares
Figurinos: Paula Cohen
Cenário: Pedro Granato
Trilha sonora com músicas de Ana Cañas, Bárbara Eugenia, Letuce e Tulipa, entre outros.
Produção: Victória Martinez
Visagista: Mário Nova

 

Serviço
As Lágrimas Quentes de Amor que só meu Secador Sabe Enxugar
Temporada: de 5 de março a 25 de abril de 2016
De 05 a 26 de março – sábados, às 20h.

De 02 a 24 de abril – Sábados, às 20h e domingos, às 18h.

 

Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

R$60,00

Ingresso Rápido

 

Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041

(11) 5180-4790

125 lugares

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Três Mulheres Baixas, comédia inédita de Emilio Boechat está em cartaz no no Espaço Parlapatões

Com direção da atriz Lavínia Pannunzio, a peça fica em cartaz até o dia 30 de novembro. No elenco, Daniela Cury, Juliana Bógus Saad e Daniela Stirbulov

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6063101937790965361?authkey=CMmhudG_uprXTw

O texto inédito do dramaturgo e roteirista Emílio Boechat (Camila Baker; Eu Era Tudo pra Ela… E Ela me Deixou; Rebelde; Lascados) tem direção de Lavínia Pannunzio e elenco formado pelas atrizes Daniela Cury, Juliana Bógus Saad e Daniela Stirbulov, as idealizadoras do projeto. Três mulheres baixas faz curta temporada no horário nobre dos Parlapatões: fica em cartaz até 30 de novembro – sextas e sábados às 21h; domingos às 19h.

A peça mostra um dia na vida de três mulheres que se encontram em uma quitinete: Ginger, a inquilina, uma velha simpática e cheia de truques; Serena, a proprietária, mulher ranzinza em constante conflito com a velha; e Jussara, jovem extravagante interessada em alugar um quarto. A história das três poderia resultar num drama: “Só é comédia por conta de uma pitada de exagero, e porque nenhuma das personagens tem pena de si mesma. Acabam tropeçando em seus próprios defeitos, sem se dar conta disso, porque o personagem cômico não tem noção de suas falhas”, comenta o autor. Na encenação, a diretora propõe confinar as personagens nessa quitinete. “E deixar explodir o que há de absurdamente trágico e patético no pequeno mundo dessas mulheres baixas”, revela Lavínia.

 

O texto e a montagem

Boechat teve a ideia de escrever Três mulheres baixas em 1995, após ler o anúncio da estreia de Três mulheres altas, de Edward Albee, com direção de José Possi Neto. Inspirado pelo título de Albee, Emilio pensou em como seria escrever uma versão oposta: no lugar de mulheres sofisticadas vivendo questões existenciais, imaginou mulheres ordinárias, com seus problemas mesquinhos e cotidianos, numa realidade bem brasileira. O dramaturgo terminou de escrever a peça em 1998, mas foi só em 2012 que o projeto desta montagem começou – quando as três atrizes se reuniram para uma leitura a convite dele e de sua esposa, a também dramaturga Marília Toledo. Depois de uma divertida leitura, as atrizes saíram decididas a montar o espetáculo. “Nos apaixonamos pelo rico universo dessas três mulheres vítimas e vilãs, em seus cotidianos rudes e extraordinários”, conta Daniela Cury. O autor ficou bem feliz com esse encontro: “Hoje acredito que o texto não foi montado antes porque estava esperando por elas”, afirma.

 

Juliana Bógus Saad diz que sua primeira motivação para fazer este espetáculo foi a diversão: do elenco e do público. “Mas, por trás do humor dessa história, existem, claro, questões mais profundas, relacionadas ao universo feminino, à solidão, ao envelhecimento, às relações, à falta de caráter e à eterna safadeza humana. Se isso servir para, de alguma forma, despertar no espectador algo de transformador para o bem, acho que o meu trabalho como artista estará completo, e terei atingido todos os meus objetivos: divertir e transformar”, diz a atriz.

 

Para Daniela Stirbulov, o texto mergulha nas relações pelo olhar por vezes irônico, por vezes sarcástico, do autor. “Essas mulheres estão repletas de lirismo, seja ele belo ou ‘baixo’, numa história de diversas facetas. Desvendar esse universo poético, do moralismo às avessas, é o grande desafio.”

 

Sinopse:

Três mulheres se encontram em uma quitinete: a inquilina, uma velha trambiqueira; a dona do edifício, uma mulher ranzinza; e a visitante, uma jovem extravagante interessada em alugar um quarto. Entre disfarces e ironias, as três conversam, discutem, fazem confissões e se surpreendem. Nesse encontro, tudo pode não ser o que parece.

 

Serviço:

Três Mulheres Baixas – Espaço Parlapatões – TEATRO ADULTO – Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação – Bilheteria: (11) 3258-4449 – De 10 de outubro a 30 de novembro de 2014. Sextas e sábados às 21h, domingos às 19h. Ingressos: R$ 40,00. Duração: 70 minutos. Lotação: 96 lugares. Classificação indicativa: 14 anos. Texto: Emilio Boechat. Direção: Lavínia Pannunzio. Elenco: Daniela Cury, Juliana Bógus Saad e Daniela Stirbulov. Iluminação: Aline Santini. Música composta: Daniel Maia. Direção de arte e figurino: Antônio Vanfill. Visagismo: Edgar Cardoso.

 

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Comemorando 10 anos, A PESTE – Cia. Urbana de Teatro reestreia Pinocchio no Teatro Eva Herz

De 24 de janeiro a 1º de março

“Milagres não crescem em árvores, milagres nascem no coração.”

Clássico de Carlo Collodi ganha dramaturgia de Pamela Duncan (que também dirige a montagem) e Rogerio Favoretto. O espetáculo infantil Pinocchio reestreia no Teatro Eva Herz dia 24 de janeiro para temporada até 1º de março. Peça é comemoração dos 10 anos da A PESTE – Cia. Urbana de Teatro.

Essa montagem de Pinocchio, acompanha o projeto do grupo, ligado à cultura e pensamento que permeia seus espetáculos. Pinocchio não quer ir à escola, ele é influenciado por todos que encontra em seu caminho, devido à sua ingenuidade.

Sinopse
Pinocchio narra a história de um boneco de madeira feito por Gepetto, um homem simples. A madeira é mágica e, depois de pronto, o boneco começa a se mexer e agir como um menino de carne e osso. E, como tantos meninos, Pinocchio não ouve os conselhos do Gepetto – ele prefere divertir-se em vez de ir à escola.

Mas, é ingênuo e tem um bom coração.Um dos traços típicos de Pinocchio é que quando mente seu nariz cresce (uma imagem tão acertada de Collodi que é conhecida mesmo por aqueles que nunca leram o texto). Quando Pinocchio sai de casa para ir à escola, ele se desvia e se envolve em muitas aventuras. Mas Gepeto não desiste e vai à busca do seu filho. Finalmente, através do amor que os dois tem um do outro, se encontram e Pinocchio se transforma em um menino de verdade.

“Falar de valores é um compromisso da companhia. Dialogamos através do teatro o que acontece na sociedade. E Pinocchio é universal, reflete o que preocupa a humanidade”. Quando somos uma pessoa de verdade” e não de madeira. O espetáculo é inspirado pela frase ‘Milagres não crescem em árvores, milagres nascem no coração’ e, a partir daí, criamos a saga do crescimento de Pinocchio até ser um menino de verdade. Uma obra prima da literatura infantil. Muita coisa mudou, mas o problema se repete – vemos ainda muitos Pinocchios na cidade e na sociedade em que vivemos. A única saída é a ‘educação’, nos preenchendo de valores que façam uma sociedade mais humana. Refletir, pensar e dialogar é primordial para que o teatro seja entretenimento e também reflexão sobre o tempo que vivemos”, conta a diretora Pamela Duncan.

Clássicos da Companhia
Este é o segundo clássico da companhia. O objetivo é montar um espetáculo onírico-poético, cheio de imagens mágicas que nos transportem ao sonho do “tudo é possível” que a obra pede. A encenação é baseada na linha de teatro físico-visual com diálogos marcantes. O visual dá ênfase à magia e ao realismo fantástico que permeia a história original.

“Os atores são dirigidos para atenderem à proposta de trabalhar o gesto e a partitura corporal minuciosamente. A interpretação é nosso destaque para transmitir o conteúdo que nos traz o texto. Como diretora, inicio este novo desafio com uma obra fantástica que demanda muito estudo, característica que já acompanha todo o meu trabalho e do grupo. A pesquisa abrange a época em que a obra foi escrita, incluindo costumes e literatura, e a reflexão sobre o seu significado no contexto atual. Outro ponto da pesquisa é a filmografia sobre Pinocchio, os estilos que foram montados em diferentes países, com diversas propostas. Foram trabalhadas improvisações a partir de trechos do livro. Pinocchio é tradicional, e moderno, eterno. Assim como são eternas as utopias e os sonhos”, explica Pamela.

Ficha técnica:
Direção e concepção: Pamela Duncan. Assistente de direção e Produção: Luiz Fernando Albertoni. Dramaturgia: Rogerio Favoretto e Pamela Duncan. Atores: Luiz Fernando Albertoni, Jonathan Well, Mauricyo Madruga, Anna Carolina Longano e Ricardo Aires. Ator-Contrarregra: Vitor Freire. Narração: Lui Strasburger. Sonoplastia: Aline Meyer. Iluminação: Juarez Adriano. Operador de Som e assistente de mídias: Jonas Ribeiro. Figurinos: Pamela Duncan. Adereços: Lucas Luciano e Ivaldo de Mello. Cenário: Heron Medeiros e Pamela Duncan. Design Gráfico e textos: Aida Cassiano. Vídeo Cenário: Giuliano Scanduzzi. Coreografia: Luciana Mayumi. Preparação vocal: Jocelyn Maroccolo. Produção: A peste, Cia Urbana de Teatro. Administração e apoio na produção: Mauricyo Inafre. Administração do projeto: Sonia Odila. Projetos Culturais. Fotografia: Jefferson Pancieri. Realização: A Peste, Ciaurbana de Teatro –Pamela Duncan
Patrocínio: Bauducco, Marrucci, Grupo LEF, Porto Seguro Arcelor Mittal, Sil Cabos Elétricos.

Serviço:
Pinocchio no Teatro Eva Herz – Avenida Paulista 2073.
Telefone: (11) 3170-4033.
De 24 de janeiro a 1º de março – não haverá apresentações dias 14 e 15 de fevereiro.
Sábados e domingos às 15h.
Valores: R$ 20 e R$ 10.

TEATRO J SAFRA_foto divulgacao (4)

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Programação completa em http://www.teatrojsafra.com.br/. 

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MEDEIA: 1 VERBO está em cartaz até 30 de novembro

Espetáculo do Grupo Folias, com direção de Marco Antonio Rodrigues e texto de Sérgio Roveri, faz uma adaptação da tragédia grega de Eurípides e põe Medeia atrás das grades

Fotos: http://tinyurl.com/kk8fsuh

Escrita pelo dramaturgo grego Eurípides por volta do ano 430 A.C., a tragédia Medeia atravessou os séculos sem jamais perder uma fração do seu fascínio e da sua inigualável capacidade de produzir assombro. A história da mulher que mata os dois filhos com as próprias mãos como forma de se vingar do marido que a abandonara, extrapolou há muito os limites do teatro para se estabelecer como um símbolo de repulsa e espanto no imaginário da sociedade ocidental. É sobre esta mulher, provavelmente a mais notória personagem feminina da dramaturgia mundial, que o
Grupo Folias volta os olhos em seu mais recente trabalho, Medeia: 1 Verbo, que está em cartaz no galpão da companhia, na Rua Ana Cintra, região central da cidade. O espetáculo marca o retorno do diretor Marco Antonio Rodrigues ao grupo, depois de um hiato de quatro anos.

A peça Medeia:1 Verbo, de autoria do dramaturgo Sérgio Roveri, que este ano recebeu sua terceira indicação ao Prêmio Shell de melhor autor, não é apenas uma releitura do texto clássico: é uma adaptação radical que criou um novo contexto e uma nova época para o desenrolar da história. A montagem transporta os personagens principais da tragédia original para um tempo muito mais semelhante ao nosso do que ao vivido pelos antigos gregos. A ação é ambientada em um presídio feminino para onde Medeia (Nani de Oliveira) é conduzida sob a acusação de ter matado os dois filhos. Neste cenário hostil, ela tem de enfrentar sozinha a gravidade das acusações feitas por Creonte (Dagoberto Feliz), um misto de tirano e empreendedor, pelo ex-marido Jasão (Zé Geraldo Jr.), marinheiro ambicioso que a trocou por Glauce (Ana Nero), filha de Creonte, e por um coro de prisioneiras representado por quatro atores (Rafa Penteado, Juliana Grave, Fábio Joaquim do Vale e Ana Nero). Há, ainda, a circular pelo presídio, a presença inesperada do próprio Eurípides (Gabriel), resgatado do passado para reescrever a tragédia que o imortalizou.

Ao contrário do que ocorre na tragédia original, nesta encenação Medeia é contemplada com o benefício da dúvida: os filhos, que surgem nas cenas de flashback produzidas por sua consciência alterada, estão desaparecidos, mas não existem provas de que ela realmente os tenha assassinado. A personagem agarra-se à tese de que uma sociedade violenta e insana pode ter representado para as crianças um perigo muito mais real do que suas ameaças de mulher vingativa e com o orgulho ferido.

“Medeia é um texto que sempre me assustou. Mesmo sendo muito mais que isso, esta história da mãe que mata os dois filhos que ama está para além de trágica”, afirma o diretor Marco Antonio Rodrigues. “No entanto, a banalidade e frequência com que este tipo de crime ocorre hoje em dia são sinônimos de angústia que não cala, não sara e não diminui. Por isso, pensei duzentas vezes em alguma desculpa sólida para recusar o convite que a Nani de Oliveira e o Dagoberto Feliz me fizeram em nome do Folias, grupo de quem também sou pai. Mas quanto mais eu remexia no tema, mais me vinham motivos para aceitar o desafio”.

O diretor afirma que o que mais pesou em sua decisão de encampar o projeto foi a possibilidade de rever a história, de procurar entender como reage uma personalidade como a da Medeia, ferida de dor por um mundo no qual ela já não cabe, ou talvez nunca tenha cabido. “Mas para me aventurar na concepção deste espetáculo, eu precisava de um texto que não fosse o original do Eurípides”, diz. “Quando o dramaturgo Sérgio Roveri concordou em escrever esta adaptação, perdi os bons motivos para recusar. Agora era definitivo”. O diretor e o dramaturgo já haviam trabalhado juntos na peça “A Coleira de Bóris”, em 2007, sendo os dois indicados ao prêmio Shell daquele ano em suas categorias.

O dramaturgo Sérgio Roveri afirma que dois elementos foram fundamentais no seu processo de adaptação: o benefício da dúvida sobre Medeia ter ou não matado os filhos e a ambientação da história num presídio feminino. “A Medeia da tragédia original não precisou prestar contas a ninguém. Após assassinar as crianças, ela fugiu impune no carro do Sol, sem deixar que Jasão pudesse ao menos se despedir dos filhos mortos”, diz. “Aqui, ao contrário, a personagem está sendo julgada, questionada. O clima que impera na encenação é o de um tribunal implacável. Medeia está sozinha diante de uma cidade que nunca a desejou por perto”. O dramaturgo acrescenta que, nesta adaptação, a prisão de Medeia não é consequência apenas da suspeita de assassinato das crianças que recai sobre ela. “Ela é trancafiada também por ser uma mulher que enxerga demais, por ver aquilo que ninguém na cidade quer ver, como os linchamentos, as balas perdidas e os desmandos dos governantes. Talvez este tenha sido seu verdadeiro crime: ser um grande incômodo urbano”.

Os figurinos de Fernando Fecchio remetem aos elementos da cultura latino americana e o cenário de Flavio Tolezani utiliza grades de presídio para delimitar a área de atuação do elenco. “A encenação é muito simples. O meu trabalho de encenador aqui é o de organizar as angústias em torno desta história que todo mundo conhece”, diz o diretor. “Interpretar os motivos e colocá-los de pé a partir das palavras, do que negam, omitem, ou afirmam é a natureza desta encenação”.

Medeia: 1Verbo marca o retorno de Marco Antonio Rodrigues ao grupo Folias, do qual estava afastado havia quatro anos. “Voltar a dirigir o Folias depois deste tempo é muito paradoxal. Às vezes é como se o tempo tivesse se congelado e eu nunca tivesse saído dali”,  afirma. “Mas às vezes eu me sinto como um intruso, sem saber direito onde é o banheiro. Ao mesmo tempo, para uma arte tão frágil como o teatro, é bonito você ver aquele palco de pé, adulto, rosnando e rugindo, porque você sabe que foi um dos protagonistas desta história e sente lá no fundo um certo orgulho cretino, por ter-se provado, com sua ausência deliberada, que é possível pertencer sem ser proprietário. Fazer parte sem possuir. Abandonar porque a história tem vida própria”.

A atriz Nani de Oliveira, que ao lado do ator Dagoberto Feliz foi uma das idealizadoras deste projeto contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, afirma que com este espetáculo o Grupo Folias tenta refletir sobre o quanto é difícil silenciar diante das tragédias diárias que nos assombram por todos os lados e todos os dias. “Quem sabe fazer Medeia não seja uma tentativa de transformar a dor que é sombra em sol abundante?”, diz a atriz. “Fazer Medeia: 1 Verbo oferece, antes de tudo, o prazer de poder dizer um texto de uma intensidade absurda e de uma sensibilidade rara. Nossa Medeia é só nossa. Ela é como eu imaginei que deveria ser, uma mulher que sabe de sua potência e de sua dor”.

SINOPSE: Medeia é levada para um presídio feminino onde enfrenta as acusações de ter matado os dois filhos. Mas não há como comprovar o crime, já que as crianças estão desaparecidas. No presídio, o próprio Eurípides escreve os novos rumos desta tragédia.

Ficha Técnica
Direção: Marco Antonio Rodrigues. Texto: Sérgio Roveri. Elenco: Nani de Oliveira (Medeia), Dagoberto Feliz (Creonte), Zé Geraldo Jr. (Jasão), Gabriel (Eurípides), Ana Nero (Gláucia e coro), Rafa Penteado (filho de Medeia e coro), Fábio Joaquim do Vale (filho de Medeia e coro) e Juliana Grave (coro). Assistente de direção: Humberto Vieira. Design de luz e som: Tulio Pezoni. Cenário: Flavio Tolezani. Figurino: Fernando Fecchio. Produção Executiva: Inês Teixeira. Realização: Folias D’Arte

Serviço
Medeia: 1 Verbo.
Onde: Galpão do Folias, Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, tel.: 3361-2223. Metrô Santa Cecília.  Temporada: estreia 5 setembro até 30 de novembro. sextas e sábados às 21h e domingo às 20h. Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia-entrada. R$ 10 para os moradores de Santa Cecília.  Estacionamento com convênio. Lotação: 96 lugares. Classificação etária: 14 anos. Reservas pelo telefone:  (11) 3361-2223.

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Produção franco-brasileira Não se brinca com o amor está em cartaz no Teatro Aliança Francesa até dia 26 de outubro

Comemorando 50 anos do Teatro Aliança Francesa, espetáculo tem direção da artista francesa Anne Kessler (sociétaire da tradicional companhia Comédie-Française)

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6043844685679325345?authkey=CIv3s_fj5YvnEw

Apaixonados desde a infância, um casal tem diante de si a certeza da realização desse amor. O que poderia dar errado? É este o ponto de partida do espetáculo Não se brinca com o amor, que está em cartaz até dia 26 de outubro no Teatro da Aliança Francesa.

Com direção da atriz e diretora francesa Anne Kessler, sociétaire da tradicional companhia Comédie-Française, fundada em 1680, e idealização da atriz e produtora franco-brasileira Janaína Suaudeau, que também integra o elenco, a peça é do poeta, novelista e dramaturgo parisiense Alfred de Musset (1810-1857).

A peça narra a história de dois jovens apaixonados desde a infância: a recém-saída do convento Camille e o jovem doutor Perdican. Com a promessa familiar de um casamento entre os dois, a influência doutrinária das freiras sobre Camille acaba por minar sua confiança nos homens, enquanto o orgulho e a vaidade de Perdican o levam a seduzir a jovem camponesa Rosette.

Assim, um amor certo e garantido passa a se tornar cada vez mais distante na medida em que os dois amantes se enveredam por seus próprios vícios e pela educação desencantada de uma sociedade corrompida, pondo em cheque a realização deste amor e até mesmo invocando a sombra da morte.

Para a diretora Anne Kessler, “basta um triângulo amoroso para abranger todo o campo amoroso e suas nuances humanas. A força desta obra-prima é justamente a de atravessar séculos sem perder sua força poética, nem filosófica. As questões que esta peça coloca, nos fazem refletir nestes tempos de transformações sociais e políticas na América Latina, como no mundo inteiro, de uma forma pertinente e peculiar”.

A montagem conta com grande elenco de veteranos e novos nomes do teatro paulista, como Adilson Azevedo, Bruno Stierli, Fábio Espósito, Gabriel Miziara, Janaína Suaudeau, Lilian Blanc, Natalia Gonsales e William Amaral.

Com cenografia assinada pelo artista plástico, cenógrafo e diretor Ulisses Cohn, formado pelo London Institute e ganhador de diversos prêmios APCA, Shell, e outros, a ambientação do espetáculo busca cumprir a proposta do autor de “dissecar o coração humano”.

Na montagem, a cenografia de época dá lugar a figurinos e espaços contemporâneos, com um cenário dinâmico que redistribui e delimita os espaços cênicos. “Buscamos conservar a poesia do autor numa montagem mais contemporânea, mas que permanecesse universal e atemporal”, conta Janaína.

Com texto de inspiração autobiográfica de Alfred de Musset, a peça foi apresentada pela primeira vez em 1861. Ainda jovem, Musset tornou-se um dos principais expoentes do Romantismo na literatura, mantendo estreita ligação com a intelectualidade parisiense do século XIX e herdando o título de “o mais clássico dos românticos”.

A história de amor de Musset com a escritora George Sand, que serviu de inspiração para o texto de Não se brinca com o amor, foi narrado em seu romance “La Confession d’un enfant du siècle” e foi adaptado para o cinema em 1999 com Juliette Binoche e em 2012 com Charlotte Gainsbourg e Pete Doherty.

Casa de mais de 100 espetáculos com a presença das mais importantes figuras da dramaturgia no Brasil, o Teatro Aliança Francesa, inaugurado em março de 1964, comemora 50 anos em 2014. O espetáculo Não se brinca com o amor abre a programação comemorativa do teatro, que conta também com espetáculos franceses, canadenses e brasileiros.

Para Janaína, “o interessante desse texto é que, por mais que tenha sido escrito há mais de 200 anos, é uma dessas histórias de amor grandiosas que sobrevivem ao tempo e permanece atual. O público se identifica e se envolve com as imagens poéticas de Musset”.

Sobre a experiência de montar esse texto no Brasil, Anne diz que “tem algo de muito agradável e excitante em montar essa peça em português no Brasil, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, pelo fato de transpor em outra cultura, a obra emblemática do romantismo francês com atores que estão plenos de curiosidade e entusiasmo”.

“E também, porque para mim vai ser uma experiência emocionante, inesperada, talvez um pouco arriscada, mas acima de tudo, uma experiência que carrega consigo uma esperança maravilhosa: fortalecer a ligação que existe entre o teatro francês e brasileiro há muito tempo, por outro meio que pelas grandes turnês da Comédie-Française”, finaliza.

SUGESTÃO DE SINOPSE:
Camille e Perdican, dois jovens que foram predestinados a se casarem quando chegassem à maioridade. Eles se amam desde sempre, mas corrompidos pela sociedade e pela educação que tiveram, acabam abusando das palavras para se seduzirem e se maltratarem, envolvendo a inocente Rosette.

ELENCO E PERSONAGENS
Adilson Azevedo – Barão
Bruno Stierli – Perdican
Fábio Espósito – Mestre Blazius
Gabriel Miziara – Coro
Janaína Suaudeau – Camille
Lilian Blanc – Senhora Pluche
Natalia Gonsales – Rosette
William Amaral – Mestre Bridaine

FICHA TÉCNICA:
Idealização do projeto – Janaína Suaudeau
Texto – Alfred de Musset
Tradução – Janaína Suaudeau
Colaboração – Clara Carvalho
Direção – Anne Kessler (da Comédie-Française)
Assistente de direção e tradutora simultânea – Rita Grillo
Cenografia – Ulisses Cohn
Assistente de cenografia – Flávio Tolezani
Iluminação – Aline Santini
Assistente de iluminação – Felipe Jóia
Figurinos – Isabela Teles
Visagismo – Diego Dhurso
Trilha sonora original – Gabriel Machado e Valmyr de Oliveira
Operador som – Diego Ramalho Lima
Fotografias – Carla Trevizani e Michelle Tomaz
Vídeos – Patrícia C. Alegre
Cartaz e desenhos – Anne Kessler
Design gráfico – Leonardo Miranda
Assessoria de Imprensa – Pombo Correio
Direção de produção – Canto Produções
Produção executiva – Anna Zêpa

SERVIÇO:
Não se brinca com o amor –Temporada de 5 de setembro a 26 de outubro. Sextas e Sábados às 20h30 e domingos às 18h. Duração: 110 minutos. Classificação Indicativa: 12 anos. Local: Teatro da Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182). Ingressos: R$ 40.

TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA
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Endereço: Rua General Jardim, 182 – Consolação – São Paulo – SP (próximo à estação República do Metrô). Estacionamento em frente. Lotação: 230 lugares. Bilheteria: aberta com 2h de antecedência dos espetáculos. Telefone: (11) 3017-5699 ramal 5602. Online: www.teatroaliancafrancesa.com.br  / www.ingressorapido.com.br

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Circuito Cultural Osasco/SP promove espetáculos infantis gratuitos

Primeira edição do Circuito acontece até o dia 22 de dezembro. Toda a programação esta prevista para acontecer no CEU José Saramago.

O Circuito Cultural Osasco /SP preparou uma programação com oito espetáculos que se revezam quinzenalmente até o dia 22 de dezembro. São eles: “O Botão Mágico”, “Quem Pergunta quer Resposta”, “A Fantástica Floresta”, “A Nova Roupa do Rei”, “ O Mistério da Bomba H -”, “O Beco dos Gatos”, “Romeu e Julieta na Era dos Recicláveis” e “A Menina Que Entra em Livros”, eles ficam em cartaz aos domingos às 16h e às segundas-feiras às 9h30 e 14h30.

A edição 2014 do Circuito será aberta no dia 14 de setembro, com a apresentação do espetáculo infantil “O Botão Mágico”, às 16 horas, no CEU José Saramago. Promovido pela empresa Belgo Bekaert Arames, o Circuito tem como objetivo oferecer uma programação cultural regular à comunidade e contribuir para formação de público com espetáculos de reconhecida qualidade. A proposta é democratizar a cultura como fonte de conhecimento e desenvolvimento através de uma programação voltada, especialmente, para crianças e jovens estudantes da rede pública de ensino.

Todas as apresentações são gratuitas. As senhas de acesso começarão a ser distribuídas uma hora antes de cada espetáculo. A maratona cultural prossegue com grupos teatrais nacionais, até dia 22 de dezembro, quando a primeira edição do Circuito será encerrada.

A iniciativa conta com o estimulo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo – PROAC-ICMS e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Osasco, Fundação ArcelorMittal e da Lima Produções Culturais. Este projeto acontece há 4 anos em Feira de Santana/BA e já atingiu mais de 50 mil espectadores. A programação e mais informações sobre o Circuito Cultural Belgo Bekaert podem ser conferidas em breve no site  http://www.circuitoculturalbelgobekaert.com/

Além dos espetáculos abertos ao público aos domingos, no CEU, o Circuito Cultural vai também privilegiar as escolas públicas de Osasco. As escolas interessadas em participar do Circuito podem entrar em contato com a produção do projeto através do telefone (11) 2365.5604 ou e-mail: contato@limaproducoes.com

 

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Com diálogos tirados da música romântica brasileira, espetáculo Retratos & Canções – uma comédia nostálgica, está em cartaz no Teatro Augusta

Com elenco de Salve Jorge, Zorra Total, Comédia MTV, entre outros, espetáculo busca no cancioneiro romântico brasileiro a base para seus diálogos

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6044090375739136385?authkey=COukkaKV_pSQMg

“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Essa é uma frase que o público está acostumado a ouvir vinda da voz do rei da música romântica Roberto Carlos. Mas e se ela viesse de uma peça de teatro? Essa é a proposta do espetáculo Retratos & Canções – uma comédia nostálgica, de direção e autoria de Renato Andrade que está em cartaz até 28 de setembro no Teatro Augusta.

Com todos seus diálogos, sem exceção, retirados de canções nacionais românticas e populares dos anos 70 e 80, o espetáculo funciona como um “musical sem música” e conta com um grande elenco que vive com diversão e nostalgia a história do reencontro do caminhoneiro Tadeu (Rodrigo Sant’anna) e da secretária Carol (Flávia Garrafa).

Já tendo amado mulheres de todos os tipos, Tadeu tenta localizar Carol pelo programa de encontros do apresentador Arlindo Orlando (Paulinho Serra) — nos moldes do antigo “Namoro na TV”, de Silvio Santos —, onde o casal se reapaixona e provoca ciúmes no escriturário Marvin (Wilson de Santos) e na cabeleireira Diana (Dani Moreno), que buscam ter os amantes para si.

Um rigoroso trabalho de pesquisa em torno de todo o universo musical surgido nos últimos 30 anos de música brasileira — desde sucessos televisivos, até sambas sentimentais e ao exagero oitentista — é a base narrativa que torna esta história singela e verossímil. Com personagens caricatos e comumente deixados à margem da sociedade, o espetáculo ultrapassa a barreira de preconceitos e estereótipos e toma o público pela memória afetiva e musical.

Segundo o diretor Renato Andrade, “a peça é uma comédia nostálgica. É um espetáculo que usa essas trilhas de histórias de amor à sua maneira, de forma que cada personagem beba de um gênero musical. O Marvin é um cara mais vintage, que usa essas letras sobre amor platônico. Já a Diana é sensual, mais quente e envolvente, enquanto o Tadeu é um cafajeste apaixonado e a Carol é a romântica que tem de aprender a aceitar o amor da vida real”.

Para Rodrigo Sant’anna, seu personagem, Tadeu, é “o estereótipo do homem cafajeste, mas galanteador. Aquela figura grosseira que usa as músicas românticas como um recurso pra conquistar as mulheres, mas que no fim se mostra sensível, humanizado e fragilizado pela desilusão amorosa, que trai mas ama, e acaba se arrependendo e voltando”.

Já a apaixonada Carol, o par romântico de Tadeu, é, segundo Flávia Garrafa, “uma mulher romântica que espera um grande amor. É uma personagem ingênua por acreditar nesse amor mas que carrega algo que existe em muitas mulheres, que é esse sonho do romance ideal, da vida repleta de amor”.

Enquanto isso, para Paulinho Serra, que dá vida ao apresentador Arlindo Orlando, seu personagem é “uma junção de cada pedacinho desses muitos apresentadores de TV que marcaram uma época na vida das pessoas. Essas figuras do tipo Sílvio Santos, Mara Maravilha, Chacrinha, etc, são praticamente personagens próprios, os caras que acreditam que modificam vida das pessoas mas que no fundo sabem que estão lá em busca de audiência — e o Arlindo Orlando tem muito desse espírito ”.

Rica em detalhes, a cenografia do espetáculo preza também pelo nostálgico e romântico. “Optamos por uma cenografia quase cinematográfica em seus detalhes, com vários elementos de acervo pessoal meu e do elenco como rádios e discos antigos — e o figurino também acaba seguindo essa linguagem visual”, comenta Renato.

“A sacada interessante do Renato com esse texto é que por serem músicas que falam de amor de forma tão aberta, os versos podem ser usados de qualquer jeito”, afirma Flávia. “Vindos da boca do Tadeu podem ter um significado, da Carol, podem ter outro. E o legal é que assim a peça acaba falando de todos os tipos de amor: desde o mais ingênuo ao mais cafajeste”.

Retratos & Canções – uma comédia nostálgica, foi o primeiro espetáculo de Renato Andrade e que o consagrou como parte da nova geração de diretores e dramaturgos que despontam no Brasil. Com 35 anos e mais de dez espetáculos em seu repertório, o diretor encontra na música a base para muitas de suas experiências artísticas no teatro, como em seu espetáculo Antes que o Holofote se apague, em homenagem à canção Beatriz, de Chico Buarque e Edu Lobo.

“A peça toca muito em mim pessoalmente por ser uma homenagem aos meus pais”, conta Renato. “Por muito tempo eu neguei esse repertório musical de gosto ‘duvidoso’ que herdei dos meus pais até finalmente perceber que isso fazia parte da minha vida. Aprendi não só a aceitar como a gostar desse universo romântico. É uma experiência pessoal que transformei em teatro”.

Agora, depois de estrear em 2005 e fazer uma temporada de três anos bem sucedida em público e crítica, Retratos & Canções volta aos teatros com novo elenco e a oportunidade da nova geração ter contato com as referências musicais e seu universo romântico.

“Uma das partes legais de trazer de volta esse espetáculo é que agora podemos atualizá-lo um pouco e trazer referências mais contemporâneas, como um eventual ‘ai se eu te pego’. E é inclusive aí que o público jovem encontra uma porta de entrada pra esse universo musical. Mas de qualquer maneira é um espetáculo que fala muito sobre aquilo que é popular e o público inevitavelmente se identifica”, finaliza Renato.

SERVIÇO:

Retratos & Canções – uma comédia nostálgica – Temporada de 1 de agosto a 28 de setembro. Sextas às 21h30; sábados, às 21h e domingos às 19h, no Teatro Augusta. Duração: 50 minutos. Classificação Indicativa: 12 anos. Local: Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, SP, 01305-100. Lotação: 328 pessoas. Ingressos: R$50 (inteira) ou R$25 (meia). Compra pelo telefone (11) 4003-1212. Bilheteria: quartas e quintas das 14h00 às 21h00; sexta das 14h00 às 21h30; sábado das 14h00 às 21h00; domingo das 14h00 às 19h00; e feriados a partir das 15h.

FICHA TÉCNICA:

Elenco: Dani Moreno, Flávia Garrafa, Paulinho Serra, Rodrigo Sant’anna e Wilson de Santos. Stand In: Márcio Cardoso. Texto: Renato Andrade. Direção: Renato Andrade. Assistente de Direção: Priscila Carla. Cenário: Cristiano Panzarin. Figurino: Ricardo Antunes. Visagismo: Dicko Lorenzo. Luz: Aline Santini. Trilha: Dj Thy e Renato Andrade. Designer: Vicka Suarez. Fotos: Priscila Prade. Direção de Produção: Andresa Lenzi e Daniella Griesi. Produção Executiva: Erik Almeida. Realização: Solo Entretenimento. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.

 

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Baseado na obra de Rubem Alves, A menina e o pássaro encantado está em cartaz no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi

Espetáculo homenageia o escritor, que faleceu em julho deste ano. O infantil é dirigido por Adriane Gomes e encenado por Mariana Castilho – montagem fica em cartaz durante todo o mês das Crianças

A peça apresenta a história de uma menina que de tanto sentir saudades do amigo relembra as aventuras que ele contava dos lugares por onde voou. A encenação utiliza projeção de imagens ao vivo, canções, sons, uma maleta cenográfica com objetos e adereços que trazem a dimensão fantástica e curiosa da história para envolver as  crianças e o público em geral. A temporada vai até 26 de outubro, no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi.

Dirigido por Adriane Gomes e encenado por Mariana Castilho (as duas são idealizadoras do projeto), “o espetáculo fala de amor e de saudade, sentimentos que são vivenciados no cotidiano entre encontros e despedidas de situações diversas, como trabalhos distantes, viagens, mudanças, famílias que vivem longe e pessoas que vão e voltam a ocupar o centro das nossas vidas. A saudade em muitas vezes envolve as distâncias, viagens, tráfegos, trens, avião, balão e etc”, contam elas.

Para Adriane e Mariana, “boa parte da motivação para promover um projeto que tenha como assuntos amor e  saudade –  além da própria obra do Rubem Alves –  foi o contato com as literaturas de cordel que sempre falam sobre pessoas que estão se deslocando dos seus lugares de origem, deixando os amores e partindo em busca de trabalho, de família, de casa. Nesses casos, quem parte sempre está em busca de novas aventuras e procura trazer tais aventuras para aqueles quem amam, mas quem fica se encontra com a saudade e com a espera”.

O intuito é conceber por meio do conto de Rubem Alves  a lição da espera. “Esperar é sempre uma tensão que se dissipa a medida em que se busca ver as coisas de forma mais leve e transformadora, esse conto quer salvar a angústia da espera”, concluem.

Fotos:
https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6051901090704134177?authkey=CLKcifWTjLjIWw
Vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=NldD3I0PHYQ&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=-TF6-mgiMHw&feature=share&list=UUviM_1DCgbkPhZS3lUnlypA

SERVIÇO
Data: 4 a 26 de Outubro
Sábados e Domingos | 15:00h
Duração: 45 minutos
Classificação Etária: Livre
Local: Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi
Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Vila Nova Conceição | Cep: 04543-011
Lotação: 125 lugares
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada

FICHA TÉCNICA
Texto: Rubem Alves
Adaptação e Idealização: Adriane Gomes e Mariana Castilho.
Direção: Adriane Gomes
Elenco: Mariana Castilho
Instrumentação e Composição Musical: Paulo Flores, Thiago Peixoto, Fino Du Rap, Arthur Nesrala
Projeções Cenográficas: Guilherme Godoy
Sonoplastia: Cristiano Feitosa
Homenagem: Tia Ercy Lopes
Realização: Projeto Salamandra