A Má Companhia Provoca volta em cartaz com Os Adultos Estão na Sala

Em 2013, a peça foi indicada ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Texto e Melhor Atriz e ao Prêmio CPT na categoria Melhor Elenco

 Fotos de Leekyung Kim

Depois de duas temporadas da sua terceira peça Os Médios, em 2016, a Má Companhia Provoca volta aos palcos paulistanos com sua primeira produção, Os Adultos Estão na Sala com texto e direção de Michelle Ferreira. A peça foi um grande sucesso da companhia, com seis temporadas e apresentações em mais de 20 cidades do interior e outros estados entre 2013 e 2015.  A temporada será de 3 a 26 de fevereiro – sextas e sábados às 21h e domingos às 19h – no Teatro Arthur Azevedo.

“Para nós é maravilhoso voltar com nossa primeira peça ao mesmo tempo em que estamos preparando nosso quarto espetáculo, esse é o ideal para nós, conseguirmos manter o repertório ativo e não pararmos de produzir novas obras”, comenta Michelle Ferreira.

Peça que marcou a estreia da A Má Companhia Provoca, Os Adultos Estão na Sala trata de questões do mundo contemporâneo de maneira ácida e divertida. A peça busca inspiração nos desenhos animados para retratar o cenário urbano e utiliza uma linguagem moderna, que flerta com o rock’n roll e transita entre comédia e drama. Os temas de Os Adultos Estão na Sala são colocados pela autora e diretora Michelle Ferreira em uma espécie de “trem desgovernado que corre em todas as direções, inclusive para a plateia, em uma viagem vertiginosa de conflitos e surpresas”

Em uma metrópole de terceiro mundo, uma ponte está sendo construída. Manifestações surgem na cidade enquanto três mulheres adultas se encontram dentro da sala de um apartamento. Lá, elas falam sobre consumo excessivo, preocupação com aparência, fronteiras entre o público e o privado, problema do álcool e crack e manifestações populares. Um menino – que nunca aparece – está no quarto e ouve toda a conversa. Mas algo acontece enquanto os adultos estão na sala. Maura Hayas é Dulce Vicente, uma mãe solteira ativista ex-viciada em drogas; Flávia Strongolli é Ivone Dim,  uma maníaca por cirurgias plásticas e gin; e Martina Gallarza é Clara Day, uma escritora diabética. “O que será que pode acontecer quando uma criança se depara com o mundo dos adultos?”, pergunta Michelle Ferreira, autora e diretora de Os Adultos Estão na Sala.

Segundo as atrizes da A Má Companhia Provoca, o espetáculo “disseca e amplifica as aflições contemporâneas que envolvem a vida nas metrópoles”. O texto, que já foi escrito há cerca de dois anos, é, inclusive, propício ao momento atual do Brasil e mostra como essas personagens se posicionam diante de problemas que envolvem o urbano.

Os Adultos Estão na Sala levanta questões que não são respondidas: “As crianças olham para nós e enxergam nossas dúvidas, nossos anseios. Será que ainda conseguimos mentir pra elas? O mundo adulto parece confuso, inclusive para os próprios adultos. Num mundo onde se tornou provisório e relativo, como uma criança pode se sentir segura?”, questiona Michelle Ferreira.

Carreira bem-sucedida
Depois de estrear em março de 2013 no Sesc Pinheiros, em São Paulo, Os adultos estão na sala cumpriu ainda quatro temporadas na capital – Teatro Cemitério de Automóveis(junho/13), Cit-Ecum (julho-agosto/13),  TUSP (agosto-setembro/13) e Teatro Martins Penna (fevereiro e março/2014). No final de 2013 fez uma curta temporada na Mostra 2013 Em Cena, da Prefeitura de São Paulo, composta por alguns dos espetáculos adultos e infantis que tiveram destaque nos palcos paulistanos em 2013. As apresentações da peça foram no Teatro João Caetano nos dias 5, 6 e 7 de dezembro. Em outubro, a peça foi apresentada em  8 cidades do interior de São Paulo pelo Circuito Cultural Paulista, promovido pelo Governo do Estado, além das unidades do Sesc em Sorocaba e Ribeirão Preto. No dia 10 de novembro, A Má Companhia Provoca levou o espetáculo à  41a. edição do FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa, no Paraná. Pela apresentação recebeu as indicações a melhor texto, Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.  Em janeiro de 2014, Os adultos estão na sala encerrou com casa lotada, em duas sessões,  o festival Janeiro Brasileiro da Comédia, em São José do Rio Preto. Em maio, participou da Virada Cultural 2014, promovida pela  prefeitura de São Paulo, com uma apresentação no Pátio do Colégio. Também foram realizadas apresentações no Sesc Piracicaba, São Carlos, São Caetano. Em 2015 a peça passou pelo Sesc Campinas e tem programadas apresentações em 8 cidades do interior de São Paulo pelo PROAC – Circulação de Peça de Teatro 2014, prêmio concedido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

ESPETÁCULO INDICADO ENTRE AS MELHORES PEÇAS EM CARTAZ DE VEJA SP COM 3 ESTRELAS

“Deu gosto de ver como tem gente querendo limpar os palcos do marasmo.”

DIB CARNEIRO NETO

“A realidade do mundo contemporâneo é tão maluca que não parece caber numa peça de linguagem realista.”

GABRIELA MELLÃO

“É um texto de uma verborragia alucinante e muito bem desenvolvida. E se você não se deixar distrair pela paisagem, em alguns momentos vai ver emergir toda a poesia da nuvem de poeira embaçando o retrovisor.”

MÁRIO BORTOLOTTO

Sobre a companhia
A Má Companhia Provoca textos exclusivamente inéditos, brasileiros, relevantes dentro da dramaturgia contemporânea, sejam na temática, na linguagem, na forma ou no modo de sua construção. A intenção é produzir obras atuais e promover questões que são urgentes tanto para os artistas envolvidos como para o público. A Má Companhia Provoca um grupo de artistas residentes na cidade de São Paulo – de várias gerações e formações diversas – que primam por sua independência estética e ideológica. São eles: Flávia Strongolli, Maura Hayas, Michelle Ferreira, Ramiro Silveira, Solange Akierman.

Ficha Técnica
Texto e Direção: Michelle Ferreira
Elenco: Flávia Strongolli, Maura Hayas e Martina Gallarza
Diretora Assistente: Solange Akierman
Direção de Arte: Anne Cerutti
Iluminação: Ariene Godoy
Sonoplastia: Michelle Ferreira
Trilha Sonora Original: André Namur
Desenho Sonoro: Ricardo Bertran
Operador de som e luz: João Delle Piagge
Fotos: Leekyung Kim
Idealização e Produção Geral: A Má Companhia Provoca

Serviço:
Local: Teatro Arthur Azevedo
Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo – SP, 03115-020
Telefone: (11) 2605-8007
Ingressos:20,00 inteira 10,00 meia (o que é da lei + classe artística)
A bilheteria abre uma hora antes
Temporada: de 3 a 26 de fevereiro – sextas e sábados às 21h e domingos às 19h

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Criada por André Canto em 2010, a Canto Produções traz consigo todo o repertório de seu fundador para a área de produções artísticas. Como produtor executivo atuou em empresas como Buriti Filmes e Canal Azul Produções, trabalhando com cineastas de referência como Di Moretti, Kátia Lund, Laís Bodanzky, Lina Chamie, Luiz Bolognesi e Ugo Giorgetti em trabalhos para cinema e TV. Nas artes cênicas, integrou o Grupo Tapa de Eduardo Tolentino entre 2004 e 2010.  

Entre as peças produzidas pela Canto Produções destacam-se A noite das tríbades, de Per Olov Enquist, com direção de Malú Bazán (eleito o melhor espetáculo da cidade de São Paulo pela Veja São Paulo), Não se brinca com o amor, de Alfred de Musset, com direção da atriz e diretora francesa Anne Kessler, da Comédie Française, espetáculo produzido em comemoração aos cinquenta anos do Teatro Aliança Francesa, e o espetáculo Dissecar uma nevasca, de Sara Stridsberg, coprodução Brasil-Suécia, com direção da atriz e diretora sueca Bim de Verdier, com apresentações no SESC Belenzinho entre janeiro e fevereiro de 2015. Atualmente, assina a produção do longa-metragem ficcional Dias nublados, projeto em coproducão com o Chile, e é parceiro da HomeMadeFilms no documentário Hilda Hilst Pede Contato, sobre a escritora e poeta Hilda Hilst. No teatro está produzindo diversos espetáculos, dentre eles As ondas, baseado no romance homônimo de Virginia Woolf, e Titanic, texto do dramaturgo norte-americano Christopher Durang, ambos com estreia prevista para o segundo semestre de 2015. 

A Canto Produções também trabalha em parcerias nacionais e internacionais para trazer espetáculos de qualidade à cidade de São Paulo, onde está sediada, e a outras regiões do país.  

Site oficial: www.cantoproducoes.com.br

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Arte na Comunidade 3 invade 5 cidades do litoral sul paulista de julho a outubro de 2015

 

Projeto Arte na Comunidade contempla as cidades de Cubatão, Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande na sua terceira edição.

 

Idealizado pela Kavantan & Associados, patrocinado pela Alupar e Taesa e apoiado pela ELTE – Empresa Litorânea de Transmissão de Energia, o projeto Arte na Comunidade 3 pretende levar arte e lazer por meio do teatro a 5 cidades do litoral paulista. O projeto, que já passou pelo Pará e Maranhão em 2008, 2009 e 2010 e pelo Triângulo Mineiro em 2014, busca o resgate e a valorização da cultura e da memória local, pela criação de obras que retratem traços das cidades por onde elas serão apresentadas, por meio da origem do município de sua população, bem como das histórias tradicionais. Foram elaborados 6 textos com a estrutura de contação de histórias pelo escritor mineiro erradicado em São Paulo e mestre em artes visuais Valdo Resende, que também assina a direção dos espetáculos. O dramaturgo criou um texto diferente para cada cidade, levando em conta as especificidades culturais e históricas de cada uma delas, e um texto sobre a região. Cada cidade terá um ator selecionado para narrar a obra de Valdo nas escolas.

 

Arte na Comunidade foi criado com o intuito de abordar temas importantes para as regiões, utilizando a emoção criada pelo espetáculo teatral para gerar reflexão e mudança de modos de pensar e de hábitos, tais como: diversidade humana e cultural, preservação das riquezas locais, culturais, arqueológicas e ambientais, e incentivar a cultura de paz. “Além disso, pretendemos  incentivar a leitura e a escrita, principalmente nas crianças, e também gerar emprego para artista e técnicos locais”, comenta a idealizadora do projeto, Sonia Kavantan.

 

O público alvo desta ação são os alunos do 3o ao 5o ano do ensino fundamental das escolas municipais da região, atingindo seus familiares e professores.  As atividades são divididas em quatro etapas: evento de abertura, duas diferentes visitas para contação de histórias nas escolas municipais e, por último, uma Mostra Teatral itinerante.

 

Em julho tem início a etapa de sensibilização e formação dos orientadores e professores com as diretrizes para as atividades nas escolas. Em agosto acontece o evento de abertura em praça pública com contação de histórias, incluindo a que foi escrita para aquela cidade, apresentação de artistas locais e leitura compartilhada de obras que, em seguida, serão doadas para as cidades.

 

Em agosto acontece a primeira visita às escolas com contação de história da obra sobre a cidade e atividade criativa de construção de histórias. A segunda ida às escolas será em setembro também com contação de história da obra sobre a região mais apresentação dos trabalhos dos alunos.

 

Finalizando o projeto, em outubro, acontece a Mostra Teatral itinerante, onde será apresentada a peça baseada na obra sobre a região, um espetáculo de grupo de teatro profissional da cidade ou da região e solos de artistas locais.

Nesta ocasião, serão expostos os trabalhos dos alunos resultantes das atividades de criação de histórias realizadas nas escolas.

 

Seleção dos atores

Nesta etapa de pré produção será selecionado um ator ou uma atriz para atuar em cada cidade. O ator precisa ser profissional, com experiência com contação de histórias e com projetos cujo público alvo sejam crianças. Será dada preferência àqueles que residam ou que tenham nascido na cidade onde trabalhará.

O interessado deve enviar seu currículo com foto para o email lilian@kavantan.com.br, até o dia 01/07, às 12h.

Os ensaios ocorrerão no mês de julho. O profissional terá que ter disponibilidade para visitar as escolas durante os meses de agosto e de setembro.

 

Parceria

Cubatão: PMC, SEDUC – CAPFC e SECULT – Rede pela Diversidade Cultural

Guarujá: PMG, SEDUC e SECULT

Praia Grande: PMPG, SEDUC e SECTUR

Santos: PMS, SEDUC – Programa Escola Total e SECULT

São Vicente: PMSV, SEDUC – CECOF e SECULT

 

Patrocínio: Alupar e Taesa

Apoio cultural: ELTE

Ministério da Cultura/ Lei Rouanet

 

 

 

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Escola Superior de Artes Célia Helena – ESCH realiza,
a partir de 25 de janeiro, a primeira edição do
Seminário São Paulo – Cena Contemporânea

Com abertura no aniversário da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro,
o Seminário ocorrerá no Teatro Célia Helena, na Liberdade,
de 2 a 6 de fevereiro.

Realizado pela Escola Superior de Artes Célia Helena – ESCH, por meio do Instituto Raul Cortez, e copatrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, o Seminário São Paulo – Cena Contemporânea acontecerá no Teatro Célia Helena, Rua Barão de Iguape, 113, Liberdade, com abertura no dia 25 de janeiro de 2015, domingo, às 18h, seguido da primeira mesa de debate, às 19h. Os demais debates ocorrerão diariamente, de 2 a 6 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, sempre às 20h, gratuitamente.

Com o intuito de aprofundar temas relevantes para a atividade teatral contemporânea, o Seminário contará com artistas e profissionais que atuam nas mais diversas áreas. “Será uma rara oportunidade de refletirmos sobre as especificidades do nosso ofício, com algumas das vozes mais atuantes no cenário teatral paulistano”, diz a atriz e diretora da ESCH, Lígia Cortez.

Considerando que a criação teatral de São Paulo tem uma posição destacada internacionalmente, no âmbito das artes cênicas, pensamos a ESCH como o ambiente e o laboratório ideal para sublinhar e fomentar o campo reflexivo e crítico que circunda essa atividade.

Nesse sentido, o objetivo do Seminário é ampliar as possibilidades de diálogo entre os diversos agentes teatrais da cidade, contribuindo para fortalecer uma arte efêmera por natureza, seja devido às suas características artesanais, de alto custo e baixo retorno financeiro, mas com imensurável valor no que se refere às humanidades e à cultura em geral.

A primeira edição do Seminário São Paulo – Cena Contemporânea promoverá mesas sobre dramaturgia, crítica teatral, formação de atores, políticas de financiamento, ocupação de espaços alternativos e especulação imobiliária.

Os participantes serão André Carreira, Antonio Grassi, Antonio Luiz Dias Januzelli, Beth Néspoli, Bosco Brasil, César Vieira, Claudia Schapira, Eugênio Lima, Hugo Possolo, José Fernando de Azevedo, Lígia Cortez, Matteo Bonfitto, Nabil Bonduki, Nelson de Sá, Oswaldo Mendes, Rudifran Pompeu, Samir Yazbek, Sérgio Luís Venitt de Oliveira e Tião Soares.

Confira abaixo mais detalhes sobre cada uma das mesas.

MESAS DE DEBATES
No dia do aniversário de São Paulo, 25 de janeiro, domingo, às 18h, acontecerá a abertura da primeira edição do Seminário São Paulo – Cena Contemporânea, com a participação da atriz e diretora da ESCH, Lígia Cortez. Em seguida, às 19h, haverá a primeira mesa, Às portas abertas. O dramaturgo e roteirista Bosco Brasil e a dramaturga e diretora Claudia Schapira abordarão os trânsitos da dramaturgia brasileira contemporânea. A mediação será do dramaturgo e diretor teatral Samir Yazbek.

Na semana seguinte, de 2 a 6 de fevereiro, o evento contará com cinco mesas, sempre das 20h às 23h.
A primeira, na segunda-feira, dia 2, O silêncio das grandes vozes, com os jornalistas e críticos Beth Néspoli e Nelson de Sá, e mediação do ator e dramaturgo Oswaldo Mendes, debaterá as relações entre a criação e a crítica teatral.
Na terça-feira, dia 3, será a vez dos intérpretes e diretores Antonio Luiz Dias Januzelli e Matteo Bonfitto discutirem os modelos para formação de atores, na mesa Como nascem os atores?, com mediação da atriz e diretora da ESCH, Lígia Cortez.
Na quarta-feira, dia 4, haverá a mesa Quanto custa o teatro?, sobre as políticas públicas de financiamento da arte teatral e sua relação com a formação de plateias, com o ator Antonio Grassi, ator e diretor Hugo Possolo e com o pesquisador e gestor cultural Sérgio Luís Venitt de Oliveira. A mediação será do diretor e dramaturgo José Fernando de Azevedo.
Na quinta-feira, dia 5, a mesa Ir aonde o povo está, com o ator-MC e diretor Eugênio Lima e o autor e diretor César Vieira, refletirá sobre a produção teatral fora de espaços convencionais, e será mediada pelo diretor teatral André Carreira.
Encerrando o Seminário São Paulo – Cena Contemporânea, na sexta-feira, dia 6, o vereador Nabil Bonduki e o ator, diretor e dramaturgo Rudifran Pompeu participarão da mesa O espaço e seu teatro, discutindo a tensão entre especulação imobiliária e constituição de espaços teatrais, com mediação do educador e sociólogo Tião Soares.

PROGRAMAÇÃO

25 de janeiro, domingo, às 18h
Abertura
Às 19 horas Às portas abertas
Com Bosco Brasil e Claudia Schapira. Mediação de Samir Yazbek.

2 de fevereiro, segunda-feira, às 20h
O silêncio das grandes vozes
Com Beth Néspoli e Nelson de Sá. Mediação de Oswaldo Mendes.

3 de fevereiro, terça-feira, às 20h
Como nascem os atores
Com Antonio Luiz Dias Januzelli e Matteo Bonfitto. Mediação de Lígia Cortez.

4 de fevereiro, quarta-feira, às 20h
Quanto custa o teatro?
Com Antonio Grassi e Hugo Possolo. Mediação de José Fernando de Azevedo.

5 de fevereiro, quinta-feira, às 20h
Ir aonde o povo está
Com César Vieira e Eugênio Lima. Mediação de André Carreira.

6 de fevereiro, sexta-feira, às 20h
O espaço e seu teatro
Com Nabil Bonduki e Rudifran Pompeu. Mediação de Tião Soares.

REALIZAÇÃO
Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH)
Desde o início de suas atividades, em 2008, a ESCH tem firmado ações com base nos estudos e na investigação prática e teórica sobre a formação do ator. A criação do curso de bacharelado em Teatro, de pós-graduação em áreas afins, bem como a formalização de acordos internacionais, decorreu, em grande parte, da vasta experiência artístico-pedagógica acumulada pelo Teatro-escola Célia Helena fundado há mais de três décadas. Nesse período, para promover o espaço interdisciplinar, tivemos a participação de importantes artistas e pesquisadores nacionais e internacionais que, até hoje, estimulam o pensamento e a reflexão sobre o desenvolvimento da arte e do teatro. Nydia Lícia, Juliana Carneiro da Cunha, Tata Amaral, Célia Helena, Cleyde Yáconis, José Celso Martinez Corrêa, Antunes Filho, Rubens Corrêa, Raul Cortez, Ron Daniels, Valentin Teplyakov, Adolf Shapiro, José Américo Motta Pessanha, Ugo Giorgetti e tantos outros foram importantes interlocutores para o estímulo e a construção dos estudos sobre a criação artística. Atualmente, o panorama de realizações da Escola Superior de Artes Célia Helena congrega ações resultantes de trabalhos desde a formação em arte-educação, passando por cursos técnicos profissionalizantes e chegando a cursos de extensão e pós-graduação no âmbito da formação acadêmica com a faculdade de teatro. Isso permite o amplo acesso ao fazer artístico e suas ressonâncias no cotidiano e identidade de grupos de teatro de escolas públicas e seus professores.

COPATROCÍNIO
Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

SERVIÇO
Seminário São Paulo – Cena Contemporânea
Abertura: 25 de janeiro de 2015, às 18h
De 2 a 6 de fevereiro de 2015, às 20h
Local: Teatro Célia Helena – Rua Barão de Iguape, 113 – Liberdade, São Paulo (SP)
Ingresso: gratuito com reserva pelo e-mail
cenacontemporanea@celiahelena.com.br

www.celiahelena.com.br
Av. São Gabriel, 495 – Itaim Bibi
São Paulo – SP | CEP 01435-001

Flávia Strongolli (Vitória) e Maura Hayas (Eva)5 - Foto Leekyung Kim__

REALITY (FINAL) volta em cartaz no CLUB NOIR

 

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6103918495658771425?authkey=CLPI0tzw86yK3AE
Vídeo: http://youtu.be/yOKjbbnXwDE

 

Texto de Michelle Ferreira (indicada ao Prêmio Shell 2013 de melhor
autora pelo espetáculo Os Adultos estão na Sala) retrata um reality
show com doentes terminais. O segundo espetáculo da paulista A Má Companhia Provoca tem direção de Ramiro Silveira

 

As últimas semanas de vida de uma atriz, que doente e precisando de dinheiro, volta ao canal que a desprezou para participar de um reality show é o mote para a mais nova montagem da A Má Companhia Provoca. Com texto de Michelle Ferreira e direção de Ramiro Silveira, REALITY (FINAL) reestreia dia 24 de janeiro, sábado, às 21h, no Club Noir – depois de temporada no SESC Pinheiros.

 

No elenco, além da própria Michelle, estão Flávia Strongolli, Maura Hayas e Solange Akierman e os atores convidados Paula Brandão e André Corrêa.

 

Escrito em 2009, o texto de Michelle Ferreira ficou entre os cinco finalistas do
Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia promovido pela Funarte e pelo Instituto Camões de Portugal (2010), ganhou o segundo lugar do Prêmio Heleny Guariba, em 2011 e foi finalista da seleção Brasil em Cena do CCBB, em 2012, com leituras dramáticas em Brasília e Rio de Janeiro. O texto também participou da Vigília Cultural do Sesc Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, em 2012, em leitura dramática com a participação de Paulo Betti, Teresa Seiblitz e Sara Antunes, entre outros.

 

Para o diretor Ramiro Silveira, a dramaturgia possui tanta originalidade e ausência de pudor que o que parece mórbido é, na verdade, uma comédia que faz refletir sobre a vida e seus limites. “É admirável a forma com que Michelle Ferreira aborda temas considerados ‘pesados’ mas sensivelmente humanos e, portanto, urgentes”, diz ele.

REALITY (FINAL) conta a história de Eva Lo Brac, atriz que fez muito sucesso na TV, mas, por seu espírito anarquista, foi esquecida. Hoje, com mais de cinquenta anos, está falida e com câncer. Para esquecer de sua situação precária, ela usa drogas alucinógenas e relaxantes que possam trazer algum conforto. Mora com a filha, uma artista plástica incompreendida, e é amiga de um traficante. Um dia é convidada por uma produtora de TV inescrupulosa para participar de um reality show sobre doentes terminais apresentado por um médico narcisista que faz às vezes de animador de auditório. Do programa participa, também, uma jovem que sofre de leucemia. Ganha esse “reality show” quem comover mais o público e conseguir morrer por último.

 

Situações limite
Sem cair nos clichês, a encenação de REALITY (FINAL) usa o tema do reality show como pano de fundo para falar de situações limite. Para Ramiro Silveira os personagens vivem, na vida privada, a doença, a morte, o fracasso e as crises nas relações familiares. Ao mesmo tempo, habitam a sociedade do espetáculo que, por causa de seu voyeurismo, é capaz de produzir extremos como um reality show de doentes terminais. “A invasão da privacidade será levada ao extremo em um espetáculo ácido e instigante, calcado no jogo dos atores e nas suas interpretações, e em suas relações tão intensas e bem construídas”, explica o diretor.

 

Caixa branca
Com foco no trabalho do ator, Ramiro Silveira optou pela simplicidade na encenação em um espetáculo com poucos elementos e esteticamente limpo. O cenário é todo branco, do chão as paredes, com apenas seis cadeiras de praia também brancas. “Nesse cenário asséptico a luz terá fundamental importância, assim como os figurinos, que serão mais coloridos e trarão alguns truques, como roupas que se transformam em outras”, conta ele.

 

A trilha sonora traz composições feitas especialmente para o espetáculo, além de releituras de sucessos dos anos 80 e 90.

 

Sobre a Má Companhia Provoca
Criada em 2011, A Má Companhia Provoca trabalha com textos exclusivamente brasileiros, inéditos, relevantes dentro da dramaturgia contemporânea, seja na temática, na linguagem, na forma ou no modo de construção. A intenção é produzir obras atuais e promover questões que são urgentes com o objetivo de criar em cada trabalho um território de comunicação sem hierarquia entre o objeto (a peça) e seu espectador. Os Adultos Estão na Sala foi o primeiro texto encenado do grupo e teve excelente aceitação de público e crítica, tendo cumprido seis temporadas de sucesso – Sesc Pinheiros (março/abril 2013), Teatro Cemitério de Automóveis (junho 2013), CIT-ECUM (julho/agosto 2013), TUSP (agosto/setembro 2013), Teatro João Caetano (dezembro 2013) e Teatro Martins Penna (fevereiro/março 2014), além da participação nos festivais XIII Fester (RJ), Fenata (PR), Janeiro Brasileiro da Comédia (SP) Extrema Mostra Teatro (MG) e circulação por diversas cidades do interior de São Paulo (rede Sesc) e pelo Circuito Cultural Paulista. A peça recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2013 (melhor texto e melhor atriz) e uma indicação ao prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro (melhor elenco). Fazem parte da companhia Flavia Strongolli, Maura Hayas, Michelle Ferreira, Ramiro Silveira e Solange Akierman.

 

Serviço:
REALITY (FINAL)
De 24 de janeiro a 22 de fevereiro.
No Club Noir
Endereço: Rua Augusta, 331 – Consolação – São Paulo -SP
Telefone: (11) 3257 8129 ou (11) 3255 8448
Sábados às 21h, domingos às 20h.
R$ 40. 55 minutos.

 

Texto – Michelle Ferreira. Direção – Ramiro Silveira. Elenco – Flávia Strongolli, Maura Hayas, Paula Brandão, Michelle Ferreira, Solange Akierman e André Corrêa. Assistente de Direção – Leonardo Santiago. Figurinos – Carlos Ramiro Fensterseifer. Design de Luz – Ariene Godoy. Trilha Sonora – Ricardo Bertran. Projeto Gráfico – Maura Hayas. Direção de Produção – Ricardo Grasson. Assistente de Produção – Cícero Andrade. Produção – Gelatina Cultural. Idealização – A Má Companhia Provoca.

 

 

 

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Cia Pia Fraus faz temporada de TRANSGRESSÕES nos Parlapatões a partir de 10 de janeiro

 Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6088343279454462513?authkey=CIfb9aa98Pvj9AE

Desejos, fantasias, possibilidades múltiplas – um casal apaixonado e intenso permitindo-se a experiências sensoriais. Esse é o mote do espetáculo Transgressões, da Cia Pia Fraus. Dirigido por Beto Andreetta e Wanderley Piras, a peça volta em cartaz nos Parlapatões dia 10 de janeiro para curta temporada, até dia 1º de fevereiro.

Transgressões foi criada para celebrar os 30 anos da companhia, em 2014. No espetáculo, os atores – Ana Elisa Mattos, Cristiano Bacelar, David Caldas e Natália Gonsales – estão em cena com 30 bonecos. A dramaturgia é coletiva.

Tangenciando a linha da dança-teatro, Transgressões é uma ruptura no trabalho da companhia, onde uma movimentação intensa, o pouco uso de texto, e o diálogo entre atores e bonecos proporcionam ao público um intenso mergulho sensorial.

Ficha Técnica
Direção: Beto Andreetta e Wanderley Piras
Dramaturgia – Equipe de criação do espetáculo: Beto Andreetta, Lara Pinheiro, Wanderley Piras e Elenco
Organização de Dramaturgia: Beto Andreetta
Elenco: Ana Elisa Mattos, Cristiano Bacelar, David Caldas e Natália Gonsales
Direção de manipulação: Wanderley Piras
Iluminação: Vagner Freire
Trilha Sonora: Trilha Original Estúdio
Bonecos: Beto Lima

Serviço
Transgressões, da Cia Pia Fraus
Temporada: De 10 de janeiro a 1º de fevereiro
sábados às 20h ; domingos às 19h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
R$ 40

Espaço Parlapatões
Praça Franklin Roosevelt, 158
Telefone: (11) 3258-4449
98 lugares
Vendas online: www.ingressorapido.com.br

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FOLIAS D’ARC fica em cartaz até 26 de abril no Galpão do Folias

Dirigido pelo músico, ator, diretor e um dos fundadores do grupo Folias, Dagoberto Feliz, a peça conta a saga de Joana D’Arc a partir de uma livre inspiração no texto “As Vozes da Agonia — ou Santa Joana D’Arc ou Santa Joaninha e Sua Cruel Peleja Contra os Homens de Guerra, Contra os Homens d’Igreja” de Timochenko Wehbi.

Dando prosseguimento ao projeto contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o FOLIAS coloca em cena o seu FOLIAS D’ARC. Conta a saga de JOANA D’ARC, donzela e guerreira, que ousou discutir com as grandes Instituições da sua época e que tem a sua vida ceifada em uma das muitas fogueiras da “Santa” Inquisição.

Conta ainda o arrependimento da Instituição Igreja através de um “pedido de desculpas” que a consagrará SANTA JOANA D’ARC.

A escolha do diretor é contar a história através de atores/narradores/ensemble. Três atrizes fazem o papel da Joana, Cel Oliveira, Katia Naiane e Gisele Valeri. A primeira mostra a Joana menina, a outra que leva quase a história toda, a Joana histórica e a terceira mostra a Joana consagrada pela Igreja e pela opinião pública.

“Gosto de pensar sempre na encenação a partir da relação que é criada geograficamente com o público. No Folias D`arc” quero experimentar a relação de semi-arena, mas em que o público assiste ao espetáculo como se estivesse em uma praça pública. A plateia assiste de cima, no mezanino, numa tentativa de lembrança de praças européias conhecidas historicamente por execuções. Existe também a necessidade de sair do Galpão para as ruas e isso é um fato que também vai ocorrer. Não para ensinar nada. Apenas para mostrar e sentir o que as ruas acham de um cortejo silencioso“. Conta o diretor Dagoberto Feliz.

A parte musical do espetáculo é toda feita ao vivo com piano e percussão acompanhando os atores. O elenco faz a música acontecer durante a cena. “É uma vontade que eu sempre tenho que os atores façam a sua própria música. Isso me lembra também alguns grupos que vi na minha adolescência.
Sem a pretensão de ir muito além desta discussão, mas numa tentativa de repassar sobre formas consideradas datadas”. Comenta Dagoberto.
Sinopse
O espetáculo, baseado livremente no texto de Timochenko Wehbi: “Vozes da Agonia ou Santa Joaninha E Sua Peleja Contra Os Homens De Igreja E Contra Os Homens De Guerra”, através de seus atores-narradores recria uma ambientação de feiras medievais culminando com uma alegórica procissão pelas ruas ao devido lugar onde a Santa foi alçada.

FOTOS no link abaixo:
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Serviço
DE 31 DE JANEIRO A 26 de ABRIL.
Sábados e Domingos às 17h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia) / 10,00 (morador do bairro)
Local: Galpão do Folias – rua Ana Cintra, 213 Santa Cecília, São Paulo.
(Próx. ao metrô Santa Cecília). Tel.: 11 -3361.2223
Indicação etária: acima de 10 anos. Duração: 90 minutos

Ficha técnica
Concepção cênica: Dagoberto Feliz. Direção musical: Dagoberto Feliz. Figurino e adereços: Humberto Vieira. Assistente Figurino: Elizabeth Chagas Costa e Camila Spinella Vaz. Cenografia: Dagoberto Feliz e Flávio Tolezani. Criação de luz: Lui Seixas. Preparação corporal: Daniela Biancardi. Preparação vocal: Alejandro López. Elenco: Alex Rocha, Cel Oliveira, Debora Raquel, Gisele Valeri, Helder Mariani, Katia Naiane, Laruama Alves, Marcella Vicentini, Marcellus Beghelle, Paloma Rocha, Rafaela Penteado, Rafael Passos, Rodrigo Scarpelli, Saryda Andara, Silmara Deon, Suzana Aragão, Tarcila Tanhã. Produção: Paloma Rocha. Arte gráfica: Humberto Vieira. Estagiários, Guilherme Novais e Leonardo Sobral Franchi. Realização: Grupo Folias.

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Livremente inspirada no conto Josefina, a Cantora – ou o Povo dos Ratos – de Franz Kafka, JOSEFINA CANTA, com texto e direção de Elzemann Neves, estreia dia 16 de janeiro de 2015 no Teatro Augusta – Sala Experimental

Com Inês Aranha, Bia Toledo e Germano Melo.
JOSEFINA CANTA

“No começo eles eram todos pardos, avermelhados, de
bons rostos e bons narizes bem feitos, mas incapazes de
compreender o que eu cantava. Mas eu os ensinei a
escutar o meu canto, e eu os ensinei a adorar o meu
canto…”

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6093526325915377137?authkey=CNKH0JCfv7SeRA

Quando Kafka escreveu o conto Josefina, a Cantora – Ou o Povo dos Ratos, ele criou a figura de uma cantora que inebriava a população, mas cujo canto não passava de um chiado sem talento. Trata-se de uma alegoria construída pelo autor para se referir ao poder totalitário, em especial à ascensão do nazi-fascismo no período anterior à Segunda Guerra.

Livremente inspirada neste conto, Josefina Conta estreia dia 16 de janeiro na sala experimental do Teatro Augusta. Com texto e direção de Elzemann Neves, a montagem tem Inês Aranha, Bia Toledo e Germano Melo no elenco.

Sinopse
Josefina é uma cantora depauperada depois de tantos séculos de sucesso, mas que ainda exerce um estranho fascínio na população. Com medo de ser esquecida pelo seu povo, ela recebe a ajuda de sua criada e de uma figura da mídia pra reinventar a sua imagem e o seu canto, que talvez não passe de um chiado agudo e estridente. Livremente inspirado em conto de Franz Kafka.

O projeto
Há alguns anos, um colega apresentou esse texto ao dramaturgo e diretor Elzemann Neves (Mão e Pescoço; Amor de Mãe – Parte 13; Desatino; Quando Eu Era Bonita). O projeto, na época, não foi pra frente, mas o conto de Kafka se manteve vivo no seu imaginário.

“Quando voltei ao texto, pude compreender melhor a força de Josefina, a universalidade desse canto vazio, agudo e estridente que é capaz de conduzir uma multidão em direção ao horror do totalitarismo. Adaptá-lo à realidade brasileira parece um ato muito natural quando pensamos que a nossa história foi registrada sempre por várias mãos: mãos estrangeiras e nacionais, mãos que escreveram aquilo que consta dos livros, e mãos de quem viveu e testemunhou os eventos. Muitas mãos impondo a força de suas versões e definindo os eleitos que ficaram – e ficarão – em nossa memória política e social. Essa é a leitura que me instigou a escrever e dirigir esse texto”, diz Elzemann.

Na peça, Josefina é uma cantora depauperada, velha, que já não acredita completamente no poder do seu canto, esse canto que aportou em terras brasileiras, corrompeu os ouvidos nativos, e atravessou os tempos se reinventando para se manter no posto de grande diva. Em crise por acreditar que o povo já não se interessa pela nossa cantora, Josefina recebe a ajuda de sua criada e de uma figura midiática para se reinventar mais uma vez e continuar nos braços do povo. A ironia e o humor quase lírico do conto se misturam com uma linguagem mais antropofágica.

“Como no conto de Kafka, essas três personagens foram construídos de forma alegórica. Na peça não trabalhamos um perfil psicológico linearmente desenvolvido, mas sim o vácuo, o espaço que esses seres representam: o poder, o povo, e a mídia”. A relação que se estabelece entre as personagens é promíscua, elas dependem umas das outras, são tão corruptas quanto corruptoras. Essa dimensão política do texto remete à formação da nossa cultura e na forma como nos relacionamos política e culturalmente”, completa Elzemann.

Hoje e sempre, poder e imagem estão diretamente relacionados, assim como suas eternas plateias. “O momento político atual do país é muito rico, a grande polarização que ficou evidente nas últimas eleições demonstra a vontade do povo em debater essa política, mas não é disso que tratamos aqui, pelo contrário. A peça se preocupa em lançar um olhar sobre a distribuição dos papeis que assumimos dentro da sociedade, hoje ou há 500 anos, e não sobre os eventos políticos atuais”.

Para dar corpo ao projeto, o diretor reuniu um time de parceiros de longa data. Chris Aizner, cenógrafo vencedor do APCA (A Escolha do Jogador, A História do Soldado), do Prêmio FEMSA/Coca Cola, e indicado ao Prêmio Shell de Teatro (Cais, ou da Indiferença das Embarcações, 2013) assina cenário, figurino e objetos.

“O Chris é um grande parceiro. Ao discutirmos o espaço cênico, ele trouxe algumas ideias que foram determinantes no desenho da linguagem: a nossa cantora, Josefina, é um conceito, uma obra de arte a ser desvendada. Nesse sentido, partimos de uma pergunta bem simples: Qual o retrato do Brasil? Essa pergunta permitiu espacializar conceitos e processos que indicam a formação da Memória, da Identidade, e da Arte brasileira até Lina Bo Bardi, que quando da construção do MASP e dos Totens de Vidro por ela desenvolvidos, propunha que o público pudesse visualizar uma obra por todos os lados, inclusive o verso dela, transformando o expectador num sujeito ativo e desejante dessa obra, despertando nele um estado de consciência crítica, distanciada, na medida em que pode analisar a obra sem
nenhuma docilidade ou ilusão”.

Quem dá vida à Josefina é a atriz, diretora, e preparadora de atores Inês Aranha, indicada este ano ao prêmio Aplauso Brasil pela atuação em “A Noite Em Que Blanche Dubois Chorou Sobre Minha Pobre Alma”, de Renato Andrade. “Inês e eu já trabalhamos juntos em diversos projetos, ela já dirigiu dois textos meus, nossa relação é de total confiança. A sua Josefina é de uma complexidade inebriante”.

Bia Toledo e Germano Melo também são parceiros de longa data: Bia trabalhou com o diretor em “Minha Mãe” (2007), adaptação da obra de Georges Bataille; e Germano fez “Mão e Pescoço” (2010) com o diretor, sucesso de público e crítica. “Ter um elenco como esse na construção de Josefina Canta é um privilégio. O jogo que eles estabelecem em cena é vertiginoso”. Outro parceiro é Carmine DʼAmore, que assina o desenho de luz e já trabalhou com o diretor em “Mão e Pescoço”, “Minha Mãe”, e “Desatino”. “Trabalhar com antigos parceiros cria uma rede de confiança, e isso é fundamental numa obra performática, divertida e política como Josefina Canta”.

Ficha Técnica
Texto e Direção: Elzemann Neves
Assistência de direção e
Preparação de elenco: Alexandra da Matta
Elenco: Inês Aranha
Bia Toledo
Germano Melo
Cenário e Figurino: Chris Aizner
Desenho de luz: Carmine DʼAmore
Fotografia: João Valério
Arte gráfica: Adriana Alves
Produção executiva: Mariela Lamberti e Yvone Delpoio

Serviço
Temporada: De 16 de janeiro de 2015 a 29 de março de 2015, no Teatro
Augusta – Sala Experimental.
Sex. 21h:30m; Sáb. 21h; Dom. 19h.
Ingresso: R$ 30,00
Gênero: Comédia
Duração: 70 mim.
35 lugares.
Classificação Indicativa: 14 anos

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A Geladeira reestreia dia 17 de janeiro no Espaço Parlapatões

 O monólogo dirigido pelo premiado diretor e ator Nelson Baskerville volta em cartaz no Espaço Parlapatões até dia 1 de março. O texto escrito pelo franco argentino Copi é interpretado pelo ator Fernando Fecchio.

Um homem acorda na manhã de seu 50º aniversário e encontra uma geladeira no meio da sala. A partir dela “L” vê saltar de seu passado figuras como a mãe, a empregada, a psicanalista, seu cão e até um rato que mora em seu armário. Todos representados por um único ator nesta peça non sense do argentino Copi (pseudônimo de Raúl Damonte Botana, 1939-1987) em que a existência humana se recusa a se fixar em um único lugar e em que os papéis sociais, a sexualidade e a subjetividade aparecem em pleno trânsito.

Nelson Baskerville foi especialmente convidado pelo Centro Cultural São Paulo para dirigir a peça para estreia no Festival Mix Brasil, que vem nos últimos anos ganhando cada vez mais força trazendo a cena espetáculos que discutam temas relacionados ao segmento LGBT e de interesse amplo à sociedade. O diretor, cuja carreira vem sido reconhecida e consolidada pelo seu olhar para extremos sociais e de comportamento, ficou impactado com o texto de Copi e entendeu sua potência e urgência em tempos de tamanha intolerância gerada pela homofobia.

Desde o sucesso do documentário cênico “Luis Antonio-Gabriela” (2011), seu nome vem sendo associado a projetos de cunho biográfico e político e assim a confluência e interlocução com a obra do autor franco argentino não poderia ser maior. Copi escreveu, dirigiu e atuou em muitas de suas peças e todas são impregnadas por relatos, histórias, personagens e situações vividas por ele, sua família e amigos. Sua obra se caracteriza pelo viés surrealista, o humor e uma grande violência transgressora, além da crítica brutal à sociedade contemporânea. Seus personagens têm como traço fundamental certo exagero, típico da caricatura, sendo este um importante artifício usado por Copi para vislumbrar a realidade de forma aumentada, em todos os seus contornos.

Importante ativista do movimento LGBT, seus protagonistas são mutantes, vivem e expressam a homo(sexualidade) de forma desmesurada em todas as vertentes. Com a sua radical liberdade criadora, Copi se permite desenhar com palavras, atores e personagens e, a partir daí, promover um fundo questionamento sobre a condição humana. Em sua obra há uma ironia delirante, um humor ácido, certo cinismo feroz, mas também a inegável poesia: a esperança, a audácia, o amor, o prazer, a violência, a melancolia, enfim: a vida.

Para Nelson “A Geladeira” “É uma peça com alguns fundos falsos. A medida que você acha que atingiu alguma profundidade o autor revela outros fundos, levando o espectador aos poucos para trás e para baixo das camadas superficiais que envolvem a vida e as relações pessoais. Escrito em uma época em que poucos autores tinham coragem de tocar temas tabus, “A Geladeira” o faz de maneira sutil e nos dá e impressão de estarmos assistindo a uma comédia comportamental que trata a homossexualidade da forma que estamos mais acostumados até hoje: engraçada e cheia de clichês. Porém, concomitantemente a toda a aparente leveza, Copi nos proporciona uma reflexão profunda e arrebatadora sobre a arte e a vida”.

O ator Fernando Fecchio considera que protagonizar “A Geladeira” seja o trabalho mais desafiador de sua carreira. Ele já havia trabalhado com Baskerville em “Camino Real” e “17X Nelson – Parte I, O Inferno de Todos Nós”, da AntiKatártiKa Teatral (AKK) e o convite para este projeto, que retoma oficialmente a produção da Companhia, se mostrou “ um desafio enorme por levar aos palcos o universo avassalador de Copi, sua obra e sua tão rica biografia. Este espetáculo exige uma atuação ágil e versátil e me sinto muito instigado como intérprete graças à direção precisa, pontual e porque não dizer transgressora que Nelson Baskerville emprega para a condução desse trabalho”.

A concepção visual do espetáculo dialoga com a estética do fotógrafo David Lachapelle, com uma cenografia impregnada por cores vibrantes. A geladeira que dá título à peça está representada por um modelo vermelho, vintage, e dialoga com outros adereços que compõem uma atmosfera onírica, cômica e com certa decadência. A trilha sonora complementa a estética do espetáculo através de composições clássicas de artistas como Barry Manilow, Queen e Love Unlimited Orchestra.

Nelson Baskerville
Nelson Baskerville é diretor, ator, autor e artista plástico. Atualmente fora os trabalhos como diretor convidado, coordena a AntiKatártiKa Teatral (AKK), na qual já dirigiu os espetáculos “Camino Real” e “17X Nelson -Parte I, O Inferno de Todos Nós”. Também esteve em Guimarães -Portugal, dirigindo o espetáculo “Dublin Carol” de Conor McPherson, com o grupo Teatro Oficina Local. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: “17X Nelson – Parte II, Se Não É Eterno, Não É Amor”, “Os 7 Gatinhos” de Nelson Rodrigues, “Brincando com Fogo” de August Strindberg, espetáculo representou o Brasil no Festival STOFF (Fringe Fest 2012) em Estocolmo, “Córtex” de Franz Keppler, “Credores” de August Strindberg, “A Falecida” de Nelson Rodrigues com o Teatro do Kaos e “Auto da Independência” em comemoração dos 190 anos de independência do Brasil.

Já recebeu diversos prêmios, entre eles: com o espetáculo “Luís Antonio – Gabriela”, recebeu 5 indicações ao Prêmio Shell 2012 – vencendo o prêmio de melhor Direção, 3 indicações ao prêmio APCA 2011, vencendo na categoria Melhor Montagem, venceu também o Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro em 2012 na categoria melhor diretor, melhor conjunto (cenário, figurino, iluminação, trilha sonora). No ano de 2013 foi indicado ao Prêmio Shell nas categoria melhor diretor e iluminação pelo espetáculo “As Estrelas Cadentes do Meu Céu São Feitas de Bombas do Inimigo.”

Como autor e adaptador, trabalhou em 2006 e 2007 no espetáculo “Quando Nietzsche Chorou” (uma adaptação do best-seller de Iriwin D. Yalom), “Dutchman” de Amiri Baraka e participou do grupo de dramaturgia “Núcleo dos Dez de Dramaturgia”, dirigido pelo dramaturgo Luiz Alberto de Abreu.

Nelson Baskerville graduou-se na EAD (Escola de Teatro da Universidade de São Paulo) em 1983, trabalhou como ator e assistente de direção de Fauzi Arap por quatro anos, quando ele se apresentou na memorável encenação do espetáculo “Uma Lição Longe Demais” de Zeno Wilde.

Como professor interino no Teatro Escola Célia Helena, em São Paulo, desde 1991, dirigiu vários espetáculos, como “Os Que Tem Hora Marcada” de Elias Canetti em 2002, “Burundanga” de Luiz Alberto de Abreu em 2003, “A Viagem de Alice” de Ricardo Monteiro em 2005, e uma adaptação do Frühlingserwachen de Frank Wederkind em 2007.

Fernando Fecchio
Natural de São Paulo, Fernando Fecchio é ator e bailarino formado pelo Teatro Escola Célia Helena e pela FMU em Educação Física, estreou no teatro em 1999 com a peça “TE AMO AMAZÔNIA”, de Paulo César Coutinho e direção de Lúcia Barroso, em 2000 formou com outros onze atores e sob a direção artística de Marcelo Lazzaratto a “Cia Elevador de Teatro Panorâmico” e a peça de estreia foi “UMA PEÇA POR OUTRA”, de Jean Tardieu na Sala Jardel Filho do CCSP. Em 2001 “A ILHA DESCONHECIDA” de José Saramago e “REI LEAR”, de William Shakespeare, com direção de Ron Daniels – ainda com a Cia Elevador trabalhou nos espetaculos “A HORA EM QUE NÃO SABÍAMOS NADA UNS DOS OUTROS”, de Peter Handke em 2002 e “AMOR DE IMPROVISO” em 2003 -alem do longa metragem “SEJA O QUE DEUS QUISER” , de Murilo Salles – em 2005 o atuou em “CAMINO REAL” de Tennessee Williams, com a Cia Antikatártika e direção de Nelson Baskerville – em 2006 “17XNELSON O INFERNO DE TODOS NÓS” , baseado na obra de Nelson Rodrigues também com Antikatártika Teatral e direção de Nelson Baskerville -“NA CAMA COM TARANTINO” da Cia De Teatro Rock, direção de Fezu Duarte e Fabio Ock . Em 2007 “O HOMEM A BESTA E A VIRTUDE” de Luigi Pirandello, direção de Marcelo Lazzaratto -“SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO” de William Shakespeare com a Cia da Revista, direção de Kleber Montanheiro. Em 2008 atuou no musical infantil “A PEQUENA SEREIA” com a Cia Do Pátio, direção de Isser Korik -2009 “UM DIA QUASE IGUAL AOS OUTROS” de Dario Fo, direção de Neyde Veneziano e no seriado “DESCOLADOS” produzido pela Mixer para a MTV. Em 2010 “PORNÔ FALCATRUA 18.633” de Irvine Welsh, direção de Gustavo Machado e “QUARTO DO NADA” de Fernando Ceylão, direção de Lucianno Maza. Em 2011 produziu e atuou na peça “SERPENTE VERDE SABOR MAÇÔ de jo Bilac com a Cia Das Trevas e direção de Lavinia Pannunzio. Em 2012 integrou o elenco de “QUEM TEM MEDO DE CURUPIRA?” texto e músicas de Zeca Baleiro e direção de Débora Dubois. Em 2013 “TROPA DE ELITE” de Gueminho Bernardes , “O BURGUÊS FIDALGO “ de Molière, “CLÁSSICOS DO CIRCO” e “TOTALMENTE PASTELÃO” de Hugo Possolo com a Cia Parlapatões e direção artística de Hugo Possolo. Ainda em 2013 estreou o espetáculo de dança infantil “UMA TRILHA PARA SUA HISTÓRIA” de Gustavo Kurlat e coreografias de Dafne Michellepis e Marina Caron. Em 2014 atuou no longa metragem “A COMÉDIA DIVINA” (Baseado no conto “A Igreja do Diabo” de Machado de Assis) e direção de Toni Venturi.

Copi
Copi é o pseudônimo sob o qual foi assinada a obra de Raul Damonte Botana, nascido em Buenos Aires, em 1939, e morto em Paris em 1987. Nos anos 70, integrou com Arrabal e Jodorowiski o grupo Pânico. Toda sua obra é marcada por humor e grande violência transgressora, além de uma crítica brutal da sociedade contemporânea com forte valor político e protagonizadas por personagens mutantes, que vivem e expressam a homo(sexualidade) de forma desmesurada em todas as vertentes.

Sua produção pode ser considerada vasta, para quem viveu apenas quarenta e oito anos (morreu em 1987, vítima da Aids). Mesmo considerando-se que começou a produzir muito cedo, por volta dos vinte e dois anos (como desenhista de comics), o legado de Copi testemunha como era intenso o seu exercício criativo, e reflete sua personalidade inquieta, incansável, irônica, questionadora, crítica e, até, por vezes, sarcástica e mordaz.

A obra de Copi nasce do desenho, sua atividade primeira. Toda a sua ficção (tanto narrativa, quanto teatral) situa-se, de certo modo, num umbral entre desenho e relato. Seus personagens parecem sair de quadros para compor histórias formadas pela justaposição de cenas desenhadas, velozes e sempre em continuidade.

Ativista do movimento LGBT, Copi morreu enquanto ensaiava a peça “Uma visita inoportuna”, uma obra em que o protagonista morre vítima da AIDS no hospital. Seu reconhecimento póstumo se deu principalmente por suas peças de teatro, contos e novelas.

AntiKatártiKa Teatral (AKK)
Formada no início de 2004 pelo diretor Nelson Baskerville junto aos atores Flavia Lorenzi (hoje diretora de teatro da Cie Fleur Bruta Flor, radicada em Paris), Anna Cecilia Junqueira (atualmente também produtora) e Felipe Schermann, a Antikatártika Teatral (AKK) tem como meta o teatro de pesquisa, a transversalidade de linguagens (dança, teatro, artes plásticas, vídeos entre outras), e a busca por um teatro que dialogue com o nosso tempo. A Companhia produziu os espetáculos “17X Nelson -Parte I, O Inferno de Todos Nós”, de Nelson Rodrigues (Teatro Fábrica 2005) e “Camino Real”, de Tennessee Williams (Teatro Tuca -2007). No final de 2007 a AKK em sua formação original interrompeu suas atividades e Nelson transferiu a continuidade da pesquisa para outras companhias teatrais paulistanas.

Desde 2013, Nelson percebeu a necessidade de retomar seu espaço de pesquisa permanente, local capaz de dar vazão às urgências artísticas, que possibilite verticalização de questões e a interlocução com outros artistas parceiros, assim se dá a retomada da AntiKatártiKa Teatral (AKK) , este espaço tão autoral. “A Geladeira” é o projeto que marca a retomada pública da companhia.

A companhia atualmente é constituída pelas atrizes Erika Puga e Thaís Medeiros, o ator Fernando Fecchio, a figurinista Marichilene Artisevskis, a cenógrafa e designer gráfica Amanda Viera e o produtor executivo Fernando De Marchi.

FOTOS: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6093857329179002865?authkey=CJHGr87X6cq6Zw

Ficha Técnica
Autor: Copi. Direção: Nelson Baskerville. Assistente de direção: Thais Medeiros. Assistente de movimento: Erika Puga. Elenco: Fernando Fecchio. Preparação corporal: Tutto Gomes. Figurino: Marichilene Artisevskis. Cenário: Amanda Viera e Nelson Baskerville. Aderecista: Amanda Vieira. Boneca adereço: Marcela Donato. Visagismo: Emi Sato . Iluminação: Wagner Freire. Trilha Sonora: Daniel Maia e Nelson Baskerville. Assistente Técnico: Felipe Jóia. Fotos: Sossô Parma e Raul Zito. Apoio teórico: Renata Pimentel. Produção: Fernando de Marchi -De Marchi Produções. Criação: AntiKatártiKa Teatral (AKK). Duração: 50 minutos

Serviço
Espaço Parlapatões. Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, SP (11) 3258-4449. Temporada: De 17 de janeiro a 1 de março. Sábados às 22h00 e Domingos às 21h00. Ingresso: R$ 40,00. Duração: 50 minutos . Classificação Indicativa: 14 anos. Horário de Funcionamento da bilheteria:
terça a quinta
das 16h às 21h.
Sexta e Sábado 
das 16h à meia-noite. 
Domingo das 16h às 20h 
Tel.: (11) 3258 4449. Vendas online: Ingresso Rápido www.ingressorapido.com.br

 

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Un ange passe-passe ou entre les lignes il y a un monde da Companhia “À Fleur de Peau” volta a São Paulo para  três apresentações no Sesc Belenzinho após 10 anos de turnê mundial

Com concepção, coreografia, interpretação e cenografia de Michael Bugdahn e Denise Namura, o espetáculo de dança “Un ange passe-passe ou entre les lignes il y a un monde”  faz três apresentações no Sesc Belenzinho dias 7, 8 e 9 de novembro.

O silêncio é a inspiração para este espetáculo de dança teatro da dupla criadora da Companhia “À Fleur de Peau”. Este trabalho é tratado pela dupla como um hino ao silêncio que une, através de uma cascata de milhares de gestos precisos e sutis, o humor  à emoção.

Denise Namura é brasileira, Michael Bugdahn é alemão, eles vivem em Paris onde fundaram a Companhia em 1988. Até hoje criaram mais de trinta coreografias para  “Á Fleur de Peau”, e para outras companhias, constituindo um amplo repertório.

“Podemos guardá-lo, impô-lo, perturbá-lo e até mesmo quebrá-lo : o silêncio.
 Se consideramos o silêncio como a estaca zero da comunicação, é interessante nos questionarmos sobre a importância de uma comunicação além das palavras. Como se fazer entender neste mundo onde a comunicação é praticamente onipresente, mas se resume quase sempre num diálogo de surdos?” comenta o bailarino Michael sobre o conceito que permeia o projeto.

Sobre a Companhia

A Cia À Fleur de Peau reúne um grupo de bailarinos unidos pela pesquisa de linguagens diversificadas como circo, mímica, teatro e dança. Denise Namura e Michael Bugdahn, da Alemanha, fundaram a companhia em 1986 em Paris, onde vivem. Até hoje criaram mais de trinta coreografias para Cia À Fleur de Peau e outras companhias no Brasil – Cia. Cisne Negro, Balé da Cidade de São Paulo, Cia. de Danças de Diadema, Grupo de Dança 1° Ato, e na Europa – Bernballett – Suíça, Cia. Cirka Teater – Noruega,  Cia. Border Crossings – Inglaterra, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo – Portugal, constituindo um amplo repertório do qual continuam atualmente à apresentar mais de dez peças significativas da linguagem coreográfica desenvolvida pela companhia.

Desde sua criação, a companhia «à fleur de peau» desenvolve um trabalho pluridisciplinar. A partir de sua formação inicial em diversas áreas cênicas, os dois coreógrafos desenvolveram uma linguagem que lhes é específica: uma dança que, de certo modo, continua intensamente ligada ao gesto carregado de sentido, ao significado, a um tipo de semiologia do movimento. Eles contam histórias através desta linguagem corporal, oscilando sempre entre cotidiano e abstrato, entre individual e universal, entre emoção e burlesco, entre trágico e cômico. O resultado deste trabalho tão original são peças coreográficas híbridas, com um grande enfoque na troca e na cumplicidade com o público, indo além de quaisquer etiquetas.

Denise Namura e Michael Bugdahn consideram a coreografia como um modo para veicular a emoção e à partir de um trabalho de pesquisa, propõem um olhar sobre a condição humana cheio de delicadeza, generosidade e humor. Os dois coreógrafos consideram igualmente a pedagogia como um aspecto essencial de sua pesquisa. Desde a criação da companhia, eles se dedicam a diversas ações pedagógicas e de sensibilização em torno de seu trabalho de criação.

Organizam regularmente workshops dirigidos à profissionais ou amadores, e também durante o ano todo, oficinas de sensibilização e formação de público dirigidas à crianças de todas as idades. Em 25 anos, contam com aproximadamente 500 ações pedagógicas com a participação de cerca de 10.000 pessoas. Trabalham igualmente com um setor mais específico, em hospitais psiquiátricos ou em estabelecimentos sociais.

Link para o espetáculo:
http://www.youtube.com/watch?v=K1hI8H0Ej0M

Ficha técnica
Concepção, coreografia, interpretação & cenografia: Michael Bugdahn, Denise Namura.
Música: Paolo Conte, Gregor Strnisa (All Capone), Les Yeux Noirs, Wolfgang Amadeus Mozart, René Aubry, Philip Glass, Goran Bregovic, Georges Delerue, Ludwig van Beethoven, Tom Tykwer/Reinhold Heil/Johnny Klimek.
Textos, realização trilha sonora e vídeo: Michael Bugdahn.
Desenho de luz: Michael Bugdahn com assistência de: Florent Avrillon.
Figurino: Jean-Jacques Delmotte.
Adereços: Maria Adélia.

Fotos: Rajah Desnots, Jean-Damien Fleury, Michael Bugdahn.
Co-produção: Compagnie « à fleur de peau » & Théâtre de l’Enfumeraie.

Serviço:
Temporada 7, 8 e 9 de novembro. Horário: Sexta e Sábado às 20h, Domingo às 17h. Local: Sesc Belenzinho: R. Padre Adelino, 1000 – Belem. Telefone:(11) 2076-9700. Duração: 80 minutos

Sala de Espetáculos I
Valores: R$ 4,00/ R$ 10,00/ R$ 20,00
Infos na página do Sesc: http://www.sescsp.org.br/programacao/46637_UN+ANGE+PASSEPASSE+OU+ENTRE+LES+LIGNES+IL+Y+A+UN+MONDE