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Não Nem Nada faz curta temporada no Instituto Cultural Capobianco

 

Texto e direção de Vinicius Calderoni, com Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes e co-direção de Rafael Gomes. Peça teve duas indicações ao Prêmio Shell: melhor autor (Vinicius Calderoni) e melhor atriz (Renata Gaspar)

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6117254670252931473?authkey=CLWnvsf6p9S2CA

Não Nem Nada é o texto de estreia de Vinicius Calderoni e também seu primeiro espetáculo como encenador. Calderoni é fundador com Rafael Gomes da Empório de Teatro Sortido, companhia criada em 2010 para abarcar diversas dimensões da cena contemporânea. Não Nem Nada – quinto espetáculo da companhia – é uma  peça em plano sequência, com doze cenas interligadas (cada uma regida por um dispositivo dramatúrgico próprio) e dezenas de personagens interpretados por quatro atores. Espetáculo volta em cartaz dia 6 de junho para curta temporada no Instituto Cultural Capobianco, depois de duas temporadas de sucesso.

 

As dores e delícias do mundo contemporâneo comparecem em diferentes temas e matizes. A profusão e a simultaneidade de informações do mundo das telecomunicações, a dinâmica de interações das redes sociais, o universo do telemarketing, os discursos retóricos das grandes corporações financeiras ou o mundo das celebridades: estes e outros assuntos surgem em cenas que se conectam vertiginosamente, na velocidade do pensamento.

 

“Comparo a dramaturgia da peça à visita a uma casa de espelhos onde você enxerga objetos reconhecíveis em proporções distorcidas, estranhas, provocativas. As cenas sempre tem um ponto de partida reconhecível, mas se desenvolvem numa direção de causar um estranhamento do mundo” afirma Vinicius.

 

No espaço cênico criado por Valentina Soares e Wagner Antônio que alude a um ginásio ou tabuleiro- repleto de rampas, alçapões e estruturas modulares- os atores atuam quase como jogadores de uma desafiadora gincana cênica.

 

“Não nem nada celebra e reafirma uma crença do poder da fala de instaurar universos e de promover saltos no tempo e no espaço. Ao mesmo tempo, ter estes atores jogando sobre este playground ajuda a restaurar uma dimensão do teatro como jogo lúdico, que achamos muito estimulante.”, complementa Calderoni.

 

Rafael Gomes, co-diretor da montagem, arremata: “Deste espaço cênico, podem emergir os mais variados personagens e situações. Não é por acaso que um dos subtítulos do texto é O palco como caixa de Pandora.”

 

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Vinicius Calderoni

Com: Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes

Co-direção: Rafael Gomes

Assistente de direção: Guilherme Magon

Cenografia: Valentina Soares e Wagner Antônio

Desenho de luz: Wagner Antônio e Robson Lima

Figurino: Valentina Soares

Direção de Produção: César Ramos e Gustavo Sanna

Preparação Corporal: Fabricio Licursi

Fotos: Pedro Bonacina e Renata Terepins

Projeto Gráfico: Laura Del Rey

Produção: Complementar Produções Artísticas

Direção de produção: César Ramos e Gustavo Sanna / Complementar Produções Artísticas

 

Não Nem Nada

Texto e direção de Vinicius Calderoni

Co-direção de Rafael Gomes

Um espetáculo do Empório de Teatro Sortido.

Com: Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes

Indicação de faixa etária – 14 anos

Duração: 60 minutos

 

Instituto Cultural Capobianco

De 6 a 28 de junho de 2015.

Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h.

Ingressos: R$ 50.

35 lugares. 60 minutos. 14 anos.

Endereço: Rua Alvaro de Carvalho, 97.

Telefone: (11) 3237-1187

Com Débora Falabella e Yara de Novaes no elenco, premiado CONTRAÇÕES ganha três novas apresentações no Teatro Vivo

Fotos de cena

Com direção de Grace Passô, espetáculo do Grupo 3 é uma das atrações da primeira edição do Festival Teatro Vivo

Sucesso absoluto de crítica e de público, a versão do Grupo 3 de Teatro para Contrações, do dramaturgo inglês Mike Bartlett, ganha três novas apresentações no Teatro Vivo, nos dias 22 (às 20h), 23 (às 21h) e 24 de junho (às 18h), durante a primeira edição do Festival Teatro Vivo. Com direção de Grace Passô, o espetáculo conquistou os prêmios APCA, APTR, Questão de Crítica e Aplauso Brasil, e, só na capital paulista, já foi encenado no Centro Cultural Banco do Brasil (2013), no Teatro Porto Seguro (2015), no Teatro Shopping Frei Caneca (2016) e no Auditório do Ibirapuera (2017 – Mostra Petrobras Premmia de Teatro).

Com Débora Fallabella e Yara de Novaes no elenco, que acabaram de encerrar uma temporada de Love, Love, Love (também de Batlett) no Teatro Vivo, a obra cruelmente engraçada demonstra a faceta mais absurda de uma situação comum de trabalho. No escritório de uma grande corporação, a gerente solicita que a funcionária Emma leia em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos colaboradores qualquer relação sentimental ou sexual com outro colega da empresa. Nos encontros seguintes, a gerente libera suas diferentes facetas para manipular Emma. Para manter seu emprego, a empregada acaba por se render e danifica sua vida privada.

Parceiros criativos constantes do coletivo Grupo 3 de Teatro, Silvia Gomez assina a tradução do texto, Morris Picciotto é o autor da trilha original e André Cortez criou cenário e figurino desta montagem. A companhia foi fundada pelos artistas mineiros radicados em São Paulo Débora Falabella, Yara de Novaes e Gabriel Fontes Paiva, que atualmente assinam a direção artística do Grupo.

O processo de criação de Contrações

Durante o mês de abril de 2013, a equipe criativa de Contrações viajou por oito cidades do interior paulista e expôs seus ensaios para plateias de aproximadamente 400 pessoas por cidade. A peça foi construída e modificada com a presença do público, em um processo criativo exposto no qual, ao fim de cada apresentação, a plateia podia colocar suas impressões e opiniões sobre o texto e a montagem. Ao todo, os ensaios foram vistos por aproximadamente 3.000 pessoas. “Foi uma das experiências mais ricas que tivemos em nossa trajetória. Pude verificar o que já tinha percebido na primeira leitura, que o texto do Bartlett é preciso, objetivo e comunica de imediato com o espectador. Além disso, essa experiência influenciou diretamente a construção do espetáculo. O público direcionou o caminho que deveríamos seguir”, comenta Gabriel Paiva.

Repercussão

“Poderia me restringir a enumerar os vastíssimos recursos expressivos de Débora Falabella e Yara de Novaes – vozes maravilhosas, a expressividade que impõem aos gestos, capacidade de entrega, inteligência cênica, poderosa contracena e assim por diante. No entanto, diante do assombro que me causaram, ouso supor que exista algo de intangível em suas performances, que transcende, como já dito, meras considerações técnicas. Mas, o que seria? Sinceramente, não sei”, escreveu Lionel Fischer, crítico teatral, após assistir uma sessão no CCBB Rio.

“Grace faz uma direção exata, delicada e também generosa – porque é focada no trabalho das duas atrizes no palco. A direção ainda demonstra evidente noção do conjunto e dialoga o tempo todo com a trilha de Morris Pocciotto – executada ali, ao vivo, detrás das atrizes e até por uma delas – e ainda se comunica dialeticamente com o cenário e figurino de André Cortez, que exibe a sofisticação de mãos dadas com um agonizante vazio na alma, explicitado também na iluminação de Alessandra Domingues. (…) As duas atrizes têm química, uma cumplicidade cênica perceptível até mesmo quando suas personagens se distanciam cada vez mais”, escreveu Miguel Arcanjo Prado, jornalista e crítico da APCA.

SOBRE MIKE BARTLETT

Com apenas 37 anos, o dramaturgo inglês Mike Bartlett é considerado um dos mais expressivos autores do teatro contemporâneo. Ganhador de importantes prêmios – como o Laurence Olivier Award e Imison Award –, Bartlett coloca o foco em seu teatro no duelo entre o homem e os padrões de conduta exigidos e marcados pela sociedade. Com uma intensidade sombriamente engraçada, o autor debruça-se, entre outros temas, sobre questões como o fim do casamento, o abuso sofrido por funcionários nas grandes corporações e a sexualidade. Trabalhando continuamente desde 2002, entre suas principais obras estão: MyChild (2007), Contractions (2008), Cock (2009), Love,Love,Love (2010) e “13” (2011).

DÉBORA FALABELLA | atriz | Grupo 3 de Teatro

Filha do ator e diretor de teatro Rogério Falabella, Débora descobriu cedo a sua vocação; aos 12 anos já atuava em peças de teatro amador em BH. No Rio de Janeiro ficou conhecida por atuações arrebatadoras em novelas como O Clone e Avenida Brasil. No cinema fez o curta metragem Françoise, de Rafael Conde, que lhe rendeu prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado e no Festival de Brasília, e nos longas Dois perdidos numa noite suja (prêmio melhor atriz no Festival de Brasília), de José Joffily, Lisbela e O Prisioneiro, de Guel Arraes e Cazuza – O tempo não para, de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Além da vitoriosa trajetória em TV e cinema esteve no palco nos últimos quinze anos participando de espetáculos teatrais onde recebeu prêmios de melhor atriz: Troféu USIMINAS/SINPARC e Prêmio SATED-MG. Atualmente excursiona com o espetáculo Contrações que lhe rendeu 3 prêmios como melhor atriz (APCA; APTR e Aplauso Brasil).

YARA DE NOVAES | atriz | Grupo 3 de Teatro

Atriz, diretora e professora de teatro fundou em 2005 o Grupo 3 de Teatro, onde alterna seus trabalhos de atriz e diretora, além da direção artística da companhia. Dirigiu como convidada 17 espetáculos nos últimos 12 anos entre eles Tio Vania do Grupo Galpão, Caminho para Meca, com Cleyde Yaconis e Maria Miss, com adaptação da obra de Guimarães Rosa.

Como marca de suas direções, além de um forte trabalho corporal, tem a narrativa como ponto de partida para a criação teatral. Já levou aos palcos autores como Fiodor Dostoievski, Fernando Bonassi, Móricz Zsigmond, Lygia Fagundes Telles, Murilo Rubião e Guimarães Rosa, entre outros. Trabalhou nas universidades PUC-Minas, UNI-BH e UFPE, ministrando disciplinas na área de interpretação teatral.  Atualmente excursiona com o espetáculo Contrações pelo qual recebeu o prêmio APCA de melhor atriz em 2013 e leciona a disciplina Teatro na Fundação Armando Alvares Penteado.

SOBRE O GRUPO 3 DE TEATRO

Fundado em 2005, o grupo é composto por Débora Falabella, Gabriel Paiva e Yara de Novaes. Realizador das bem-sucedidas montagens teatrais “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, dirigida por Yara de Novaes e “O Continente Negro”, de Marco Antônio de La Parra, dirigido por Aderbal Freire Filho. Espetáculos que mantêm em repertório. Além de “Contrações e “O Amor e Outros Estranhos Rumores”.

O Grupo 3 de Teatro atua como produtor em outros segmentos da cultura, como as  mostras “Murilo Rubião – o Reescritor Fantástico” (SESC Paladium e UFMG) e “Mostra Contemporânea de Arte Mineira” (SESC Pompeia e Vila Mariana) e da publicação do livro “O Continente Negro”, tradução para o português do texto dramatúrgico do chileno Marco Antonio De La Parra.  Frequentemente, a companhia estende seu treinamento com oficinas abertas, promovendo o encontro e o diálogo com outras companhias, como quando produziu a oficina “Dramaturgia e Espaço”, ministrada pelo chileno Marco Antonio De La Parra e “View Point”, por Myriam Rinaldi. Ainda no campo pedagógico, o grupo compartilha com estudantes de teatro seu processo de criação com oficinas ministradas por integrantes do grupo: A Cena Teatral e Murilo Rubião, Teatro TUCA, ministrados por Yara de Noves, André Cortez e Silvia Gomez, e Espaço Dramaturgia e Atuação – por André Cortez e Yara de Novaes.

O Grupo 3 de Teatro tem sistematicamente criado ações de acessibilidade a novas plateias. Nesse intuito, realizou temporadas e circulação a preços populares ou simbólicos em São Paulo (2008, 2010 e 2011), Rio de Janeiro (2009), Belo Horizonte (2011), Fortaleza, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador (2010), Santos, Piracicaba e Araras (2010). E apresentações gratuitas com palestras e debates em 10 periferias de São Paulo e nas periferias das cidades de Campinas, São José dos Campos e Guarulhos, de modo a proporcionar à população de diferentes regiões do país acesso aos seus espetáculos. O grupo desenvolve um trabalho contínuo de formação de novas plateias, por meio de apresentações em periferias, unidades dos CEUs e SESIs, acompanhados de palestras e oficinas.

REDES:

facebook/grupo3deTeatro

www.grupo3.art.brSobre o autor

SOBRE O TEATRO VIVO

Com 13 anos de existência, o Teatro Vivo já apresentou 54 espetáculos para mais de 250 mil pessoas, consolidando a Vivo como forte incentivadora do teatro no Brasil. Em sua programação, espetáculos que valorizam tanto atores já consagrados no mercado como a nova safra de artistas. O espaço passa por uma grande reformulação e em breve se transformará em um ambiente multicultural, capaz de receber também exposições. O Teatro Vivo está localizado na região do Morumbi, em São Paulo, possui 274 lugares e oferece um ambiente acessível, que aproxima artistas e plateia. Saiba mais em http://www.vivo.com.br/teatrovivo/.

SINOPSE

A ação se passa em um único espaço: o escritório de uma grande corporação. A gerente convoca e solicita a Emma, sua funcionária, que leia em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos funcionários qualquer relação sentimental ou sexual com outro empregado da empresa. Nos encontros seguintes, a gerente, amparada pelo poder que tem, libera suas diferentes facetas para manipular Emma.

FICHA TÉCNICA

Texto: Mike Bartlett
Tradução: Silvia Gomez
Direção: Grace Passô
Elenco: Débora Falabella e Yara de Novaes
Cenário e Figurinos: André Cortez
Luz: Alessandra Domingues
Trilha Sonora: Morris Picciotto
Direção de Produção: Gabriel Paiva
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Idealização: Grupo 3 de Teatro

SERVIÇO

Contrações, de Mike Barlett, com direção de Grace Passô
Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro
Apresentações: 22/06 – Sexta, às 20h; 23/06 – Sábado, às 21h; e 24/06 – Domingo, às 18h
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada). Vendas pelo site ingressorapido.com.br.

Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
Telefone: (11) 3279-1520
Capacidade do teatro: 274 lugares
Horário da Bilheteria: De terça a quinta: das 14h às 20h*. De sexta a domingo: das 14h até o início da peça.Fechado em horário de almoço: de terça a sábado, das 16h às 17h; no domingo, das 15h às 16h.
Estacionamento: Valet Estapar – Valor: R$ 20,00

Consertando Frank

Foto de Heloisa Bortz

Consertando Frank volta em cartaz no Teatro MuBE Nova Cultural

Espetáculo conta a história de um repórter que, persuadido por um psicólogo, disfarça-se de paciente para conseguir uma matéria jornalística que denuncia um psicoterapeuta que desenvolveu um método de reversão da homossexualidade

Indicado ao Prêmio APCA 2015 por Melhor Espetáculo, Consertando Frank reestreia no Teatro MuBE Nova Cultural dia 30 de janeiro. Texto inédito no Brasil do autor norte-americano Ken Hanes, tem tradução e direção de Marco Antônio Pâmio.

No elenco Chico Carvalho, Henrique Schafer e Rubens Caribé. Iluminação de Fran Barros, trilha sonora de Ricardo Severo, figurino de Naum Alves de Souza e cenário de Chris Aizner completam a equipe criativa de peso.

Marco Antônio Pâmio teve seu primeiro contato com o texto em novembro de 2001, durante o Festival Mix Brasil. “Assisti a uma das três exibições da adaptação para cinema da peça, sem saber do que tratava a história. Fiquei impressionado com a força do texto e abordei o diretor do filme, que estava na plateia, pois na época estava à procura de um novo projeto para fazer como ator. Ele me deu o contato do autor Ken Hanes, que prontamente me enviou o texto original.”

O processo de tradução começou em 2002 e terminou em 2003, mas não foi adiante na época porque “o tema-motor da história soava bizarro, quase surrealista: a existência de profissionais que se diziam capazes de fazer reverter a sexualidade humana”, conta Pâmio. Mas depois de 10 anos, esse assunto – surpreendentemente – voltou à tona.

“Foi quando dirigi uma leitura dele no ‘Letras em Cena’ em 2013, no auge de toda a polêmica envolvendo o pastor Marco Feliciano e outros que compartilham de suas ideias. Aquilo que soava ficção científica dez anos antes estava sendo cogitado como possibilidade real, em termos de projeto de lei. Bom para trazer o texto de novo à tona; triste por constatarmos que os tempos retrocederam no que se refere a esse assunto”, conta Pâmio.

Personagens
Dr. ARTHUR APSEY é um psicólogo conhecido por um método terapêutico de reversão da homossexualidade. Com seu poder de argumentação, acaba seduzindo Frank e colocando suas convicções em cheque.

FRANK JOHNSTON é um repórter free lancer, companheiro de Jonathan. Persuadido por ele, disfarça-se como paciente do Dr.Apsey para destruir sua reputação e, assim, conseguir a matéria jornalística de sua vida. Na corda bamba entre o papel de repórter e o de paciente, ele se torna objeto da manipulação dos dois terapeutas.

JONATHAN BALDWIN é psicólogo e companheiro de Frank. Ex-homofóbico, acabou se tornando um ativista gay e recebe vários pacientes que antes passaram pelo processo terapêutico do Dr. Apsey.

Sinopse
A peça conta a história do repórter ‘free lancer’ FRANK JOHNSTON, que, persuadido pelo psicólogo e ativista gay JONATHAN BALDWIN, com quem mantém uma relação amorosa, disfarça-se como paciente para conseguir a matéria jornalística de sua vida: destruir a reputação do DR. ARTHUR APSEY, psicoterapeuta que desenvolveu um método de reversão da homossexualidade. Entretanto, o plano começa a dar errado quando o poder de persuasão e argumentação do Dr. Apsey acaba seduzindo Frank e colocando suas convicções em cheque. Ao descobrir a verdadeira intenção das visitas do jornalista ao seu consultório, Apsey propõe a ele passar pelo mesmo processo de “cura”, a fim de dar mais veracidade à sua reportagem. Na medida em que Frank caminha na corda bamba entre o papel de repórter e o de paciente, ele mesmo torna-se objeto da manipulação dos dois terapeutas à sua volta.

Ficha técnica
Texto: Ken Hanes
Tradução e direção: Marco Antônio Pâmio
Elenco:
Chico Carvalho (Frank Johnston)
Henrique Schafer (Dr. Apsey)
Rubens Caribé (Jonathan Baldwin)
Produção: Ronaldo Diaféria e Kiko Rieser
Iluminação: Fran Barros

Serviço

Teatro MuBE Nova Cultural
Avenida Europa, 218 – entrada pela Rua Alemanha, 221
De 30 de janeiro a 13 de março
Sábados, às 19h, domingos, às 18h
R$ 50
85 minutos

 

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Juan Alba, Flavio Faustinoni e Denis Victorazo voltam em cartaz com o espetáculo TUDO SOBRE OS HOMENS

Do escritor croata Miro Gavran, comédia sobre o universo masculino volta para terceira temporada em S. Paulo.

Traduzida e adaptada pelo ator e diretor Flavio Faustinoni, a comédia Tudo Sobre os Homens volta em cartaz no Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi dia 9 de maio para temporada até 28 de junho. A peça é obra do escritor croata Miro Gavran inédita no Brasil. No elenco, além de Flavio Faustinoni, estão Juan Alba e Denis Victorazo.

Em cena, os três atores se revezam entre quatro personagens que contam diferentes histórias sobre o universo masculino em uma montagem com ritmo ágil. O espetáculo reúne histórias de humor e de uma forte carga dramática, em que a vida cotidiana masculina é exposta de diferentes maneiras.

As cenas contam desde a convivência entre três grandes amigos e sua separação até as dificuldades de um dono de boate de strip-tease masculino para encontrar bons profissionais. A peça passa também pelas relações familiares entre um pai e seus dois filhos e pela saia justa do aparecimento de um ex-namorado na vida de um casal.

Para viver os personagens os atores trocam ou incluem pequenos adereços em cena. O cenário, composto por cadeiras, se transforma em sete ambientes diferentes, dando corpo às cenas.

A peça foi escrita em 2006 e já completou mais de 300 apresentações na Croácia, além de passar pelo Off-Broadway e por diversas cidades europeias. Os textos de Gavran já foram traduzidos para mais de 35 idiomas.

“Tudo Sobre os Homens propicia até ao espectador mais desavisado, verdadeiros momentos de humor, reflexão e prazer”, conta o diretor e tradutor Flavio Faustinoni.

Serviço
Tudo Sobre os Homens. Tradução e direção: Flavio Faustinoni. Elenco: Juan Alba, Deniz Victorazo e Flavio Faustinoni. Temporada: de 9 de maio a 28 de junho. Sábados às 20h e domingos às 18h. Entrada: R$ 40. Duração: 70 min. Local: Teatro Livraria da Vila – JK Iguatemi Av. Juscelino Kubitschek, 2041. Lotação: 125 lugares. Produção: Elemento Cultural.

Ficha técnica
Elenco: Juan Alba, Denis Victorazo, Flavio Faustinoni. Direção: Flavio Faustinoni. Codireção: Pedro Garrafa. Iluminação: Carmine D’Amore. Cenógrafo e Figurinista: Osvaldo Gonçalves. Trilha Sonora: Aline Meyer. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Fotógrafos: Gustavo Morita, Lila Batista. Comunicação Visual: Elemento Cultural – Dave Santos. Rino.com – Fernando Piccinini

Foto de Fábio Luiz

Foto de Fábio Luiz

O Alvo tem texto e direção de Pedro Garrafa. No elenco, Andressa Andreato, Luiza Porto, Julia Freire, Natalia Viviani e Kuka Annunciato

 

Fotos: https://drive.google.com/folderview?id=0BzIRifk2uebSRkwwTTVXb1NENlU&usp=sharing

 

O espetáculo da Cia do Bigode estreou em 2015 foi sucesso de público e crítica, ganhando os prêmios “Melhor Texto Original” e “Melhor Espetáculo Jovem” no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2015 (antigo Prêmio FEMSA). Foi indicado ao Prêmio Arte e Qualidade 2015 na categoria “Melhor Espetáculo Jovem” e também aos Melhores de 2015, pelo Guia da Folha.

 

Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis desde o ensino fundamental. Agora, estão na sala de espera da diretoria do colégio. A amizade dessas quatro garotas está ameaçada, tudo por causa de um estranho encontro delas com a Maria Claudia, a ‘menina mais zoada do colégio’.

 

Esse encontro gerou uma pequena briga que tomou proporções graves, quando a menina rolou as escadas e acabou em um hospital, bastante machucada. Em meio a divertidas situações e discussões acaloradas, a trama faz com que elas revelem fatos e opiniões surpreendentes umas às outras, e mudem as suas vidas para sempre.

 

O bullying

O projeto O ALVO, nasceu da necessidade que o diretor da peça, e também professor de teatro, Pedro Garrafa sentiu ao dialogar com seus alunos adolescentes sobre essa questão. Em quase todos os casos, o autor pôde reparar que o bullying, mesmo muito presente, sempre aparece atribuído aos “outros”, mas nunca reconhecido neles mesmos.

 

Ao mesmo tempo, como o termo está em voga, tende-se a generalizar toda e qualquer brincadeira natural e corriqueira como bullying, tornando o uso do mesmo banal e vazio.

 

O espetáculo foi concebido especialmente para servir de ferramenta à discussão sobre bullying, dentro das instituições de ensino. Amparado por uma intensa pesquisa sobre o tema, o enredo da peça parte do ponto de vista do agressor e não do agredido, trabalhando aspectos até então poucos articulados: a vitimização, as relações de poder entre os pares e a estrutura social dentro da escola.

 

 

Ficha Técnica

 

Texto:

Pedro Garrafa

 

Direção:

Pedro Garrafa

 

Elenco:

Andressa Andreato

Julia Freire

Natalia Viviani

Kuka Annunciato

Luiza Porto

 

Figurino:

Flávia Garrafa

 

Assistente de Direção:

Pauline Mingroni

 

Produção:

Elemento Cultural

 

SERVIÇO

Temporada:

de 5 a 27 de Março | sábados e domingos às 17h30

de 2 a 30 de Abril | Sábados às 17h30

Ingresso: R$ 50 inteira | R$25,00

Duração: 60 min

Local: Teatro Livraria da Vila – Shopping JK Iguatemi – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04543-011

Lotação: 125 lugares

 

 

 

 

 

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Os Recicláveis estreia dia 11 de abril no Teatro Augusta

 

Fotos de Lenise Pinheiro: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6130680512923743585?authkey=CNegtfO6n4_26wE

 

Musical pop baseado na trilogia de Toni Brandão (20 anos de carreira, 2 milhões de livros vendidos e consagrado por dialogar com eficácia com o público jovem) estreia sob direção de Flávia Garrafa dia 11 de abril no Teatro Augusta. No elenco estão Lucas Padovan, Luiza Porto, Pedro Vicente, Rodrigo Pasquali, Guilherme Zanella, Pauline Mingroni, Erica Monteiro e Daphne Bosaski. A direção musical é de Dimi Kireeff.

 

Trata-se de um misto de comedia romântica e musical pop; que parte de um bem-humorado e complicado triangulo amoroso para fazer uma inédita interação entre as principais questões do universo adolescente, o mundo digital e a busca de alternativas para se levar uma vida mais sustentável, ética e plural.

A peça é inspirada em três grandes sucessos do autor: O Garoto Verde, Os Recicláveis e Os Recicláveis 2.0. Neste ano, Toni Brandão escreveu o texto do musical Os Recicláveis, que conta a história do Garoto Verde mesclando com a banda dos outros dois títulos. Em tempo, Toni ganhou o premio APCA pela adaptação teatral de seu livro mais vendido até o momento, ‘Cuidado, Garoto Apaixonado’; que deve virar filme em breve.

 

“O momento não podia ser mais oportuno: os jovens já entenderam que é preciso ter uma ‘pegada’ mais sustentável, cuidar do Planeta e reconfigurar a maneira de lidar com as relações afetivas. Está tudo conectado!”, diz Toni.

 

O elenco de jovens atores dá vida a oito personagens adolescentes em suas historias de amor, descobertas e desafios. “O enredo é permeado por dicas sobre sustentabilidade, cuidados com a água, reciclagem… mas sem ser chato e sempre contextualizadas ao enredo das tramas afetivas e a tentativa de deixar o mundo melhor, com a ágil e bem-humorada direção de Flávia Garrafa”, conta o autor.

 

“Na história, nenhum personagem é bom ou ruim. E tudo é mostrado de uma maneira leve, divertida e reflexiva ao mesmo tempo. Sempre costumo falar que ninguém precisa ‘desligar o cérebro’ para se divertir”, brinca o autor.

 

A trilha sonora inclui músicas de Rita Lee, Michael Jackson, Beatles, Stevie Wonder, Maroon 5, Charlie Brown Junior e Katy Perry – interpretadas ao vivo pelos atores. Todas com arranjos feitos pelo diretor musical, Dimi Kireeff.

 

Com estética moderna, o cenário de Maria Eduarda Arruk é confeccionado de material reciclável. A luz de Césio Lima tem referências em shows musicais que os jovens frequentam e os figurinos de Marco Lima são ousados e conversam harmoniosamente com o visagismo de Mauro Freire.

 

O olhar diferenciado de Sofia Papo e Ana Surani na realização e produção geral contribui para fazer com que este espetáculo traduza com propriedade o universo do jovem adolescente no século XXI.

 

A peça tem o patrocínio de Tang, marca de suco em pó da Mondelez, que sempre incentivou ações de sustentabilidade entre crianças e jovens e o empoderamento infantil. Uma das principais plataformas da marca é a Rádio Tang (www.radiotang.com.br), voltada para o público teen, que está localizada no meio digital e será um dos meios de divulgação do musical.

 

Sinopse
Pedro é um garoto verde. Ecológico sem ser chato, gosta de jogar bola, de tocar guitarra, é ligado nas garotas… e está preocupado – muito preocupado! – com o aquecimento global, a poluição do ar, o desperdício da água e outros problemas ecológicos que estão colocando a Terra em perigo. Mas Pedro também está em perigo! Ele acaba de se apaixonar por Isabela, a garota mais encantadora e “antiecológica” que ele nunca pensou que pudesse existir. E agora?

 

O musical OS RECICLÁVEIS! parte de um triângulo amoroso e da formação de uma banda pop para divertir, refletir e se comunicar com a galera digital, globalizada e antenada às transformações desse admirável mundo novo! A banda Os Recicláveis transforma o espetáculo num verdadeiro show.

 

Sobre Toni Brandão
Um dos poucos autores multimídia do Brasil com projetos de êxito na literatura, teatro, televisão, cinema, cd e internet. Seus livros já ultrapassam a marca de 2 milhões de exemplares vendidos. Ele é um dos preferidos da garotada e dos educadores do Brasil por sua competente facilidade de comunicação com o público e pela adequação dos temas que aborda em seus livros. O serie O Garoto Verde, Os Recicláveis e Os Recicláveis! 2.0, vendeu cerca de 50 mil exemplares.
‘O Garoto Verde’ foi lançado em Portugal (O Rapaz Verde) e a editora brasileira prepara o lançamento para todos os países de língua espanhola. A coleção Top School! acaba de ser vendida para Editora Hachette (a maior editora da França) e será lançada em todos os países de língua francesa.

 

Toni ganhou o premio APCA pela adaptação teatral de seu livro mais vendido até o momento, ‘Cuidado, Garoto Apaixonado’; que deve virar filme em breve. Ele escreveu para a Rede Globo a mais recente versão do seriado “O Sitio do Picapau Amarelo” e acaba de criar um roteiro de filme de terror e suspense para a Conspiração Filmes. O autor acaba de vender os direitos de um outro livro, ‘Bagdá, o skatista!’, para a Tangerina Filmes, prodoutora de Tata Amaral e Caru Alves de Souza (do premiado ‘De Menor’).

 

Sobre Flávia Garrafa
Formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo, Flavia estudou artes cênicas no teatro escola Célia Helena e no The Lee Strasberg Theatre Institute – New York. Atriz, diretora e dramaturga, Flávia participou de duas novelas na Rede Globo de Televisão, três séries para diferentes canais brasileiros, quatro longas-metragens no cinema e mais de 25 peças de sucesso na capital paulista. Com mais de 20 anos de experiência no ensino de teatro para jovens. Flávia se tornou uma referência neste ramo de atividade, unindo a psicologia à arte. Entres seus principais trabalhos se destacam: as novelas “Morde e Assopra” (2011) e “Amor Eterno Amor” (2012), o longa-metragem ” O candidato Honesto” (2014), a série “Surtadas na Yoga” (GNT 2013 e 2014). E as peças TOC TOC de Laurent Baffie, direção de Alexandre Reionecke, Paulo Francis Está Morto de Paulo Coronato e direção de Denise Weimberg; “Assim com Rose ” Contos de Mário de Andrade adaptados por Mario Vianna e direção Jairo Mattos; “Arsênico e Alfazema” De Joseph Kesselring e direção de Alexandre Reinecke; “Caras e Bocas” texto e direção de Angela Dip; “ A Gata Borralheira ” de Toni Brandão e direção de Débora Dubois; “ Há um Incêndio sob a Chuva Rala” de Vera Karam e direção de Ary França; “Guerra Na Casa Do João” de Toni Brandão e Débora Dubois;“Grogue” de Toni Brandão direção Débora Dubois –Indicação para melhor Atriz no Prêmio Coca Cola de Teatro Jovem e “Cuidado: Garoto Apaixonado” de Toni Brandão e direção de Débora Dubois -Indicação para o prêmio Mambembe e para o Prêmio APETESP de melhor atriz coadjuvante 1998.

 
Ficha técnica
Autor: Toni Brandão
Diretora: Flavia Garrafa

 

Elenco:
Lucas Padovan
Luiza Porto
Pedro Vicente
Rodrigo Pasquali
Guilherme Zanella
Pauline Mingroni
Erica Ribeiro
Daphne Bosaski

 

Cenografia: Maria Eduarda Arruk
Figurino: Marco Lima
Visagismo: Mauro Freire
Iluminação: Cesio Lima
Direção Musical: Dimi Kireeff
Coreografo: Kleber Candido
Projeto gráfico design: Beto Shibata
Ilustrações: Oga Mendonça

 

Mídias sociais: Elemento Cultural
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização: Ana Surani e Sofia Safira Papo – Mladar Produção Artísticas LTDA

 

Serviço
De 11 de abril a 28 de junho
TEATRO AUGUSTA. Sala Paulo Goulart. Rua Augusta 943. Cerqueira César
302 lugares
TEL DA BILHETERIA: 11.3151-4141
www.teatroaugusta.com.br
Sábados: 17h30
Domingos: 16h

 

Valor do Ingresso: R$ 50
Classificação: LIVRE
Duração: 60 minutos

 

 

 

Foto de Flávio Tolezani

Foto de Flávio Tolezani

FESTA, solo de Natalia Gonsales, volta em cartaz no Viga Espaço Cênico

 

Espetáculo teatral focado no trabalho físico da atriz, na relação com o espaço e os objetos e na exploração da complexidade da mulher contemporânea volta em curtíssima temporada, apenas dez apresentações

 

Espetáculo solo idealizado e interpretado por Natália Gonsales, Festa reestreia dia 4 de julho no Viga Espaço Cênico – Sala Piscina – para temporada até 2 de agosto. A dramaturgia é de Marcelo Soler e a direção de Lana Sultani. Na peça, a vida, a morte, a dor, a paixão e a solidão são teatralizados durante uma festa de aniversário e dançados ao som do tango.

 

Sinopse

Uma mulher. Uma geladeira. Um homem. Uma festa. A solidão. Sem atender a rótulos de gêneros dramatúrgicos e flertando com a dança e com a música, o espetáculo pretende – nas entrelinhas do que não é dito – convidar o espectador a juntar um quebra cabeças de imagens, sons e movimento.

 

“A ideia desse projeto nasceu há dois anos”, conta Natália Gonsales, idealizadora. “Desde o inicio convidei profissionais que eu admiro  e que eu poderia me comunicar. Pois a ideia e a trajetória da história existiam, mas a encenação e a dramaturgia precisavam ser construídas e, para isso, eu acreditava na necessidade da troca. Para esse projeto, é muito importante que a pessoa convidada para determinada função crie, dê vida ao seu trabalho, proponha e venha construir comigo”.

 

“Muitas ações, palavras e imagens nasceram de improvisos estimulados pela direção e que agora estão sendo costurados pelo dramaturgo Marcelo Soler. A respeito da Lana [Sultani, diretora], o nosso encontro aconteceu há muito pouco tempo. Para dirigir, eu estava buscando uma grande parceira que pudesse mergulhar comigo nessas seis semanas, pois o processo de criação seria intenso. Ela é uma grande instigadora e sempre em busca da expressão, do prazer e da verdade. E assim, quem está vivendo  transformações artísticas é o próprio espetáculo. É belíssimo descobrir que o projeto pode percorrer diversos caminhos e que a ficha técnica tem grande responsabilidade na escolha da trajetória. Não há certo e errado”.

 

Lana Sultani, diretora convidada por Natália, conta que trabalha com um teatro que não seja impositivo, mas sim propositivo. “Dessa forma, a plateia fica ativa, viva e independente. O que sinto é que algumas vezes o teatro explora apenas o potencial emotivo e racional da plateia e dos artistas. Quando estou desenvolvendo uma montagem, procuro ampliar as possibilidades por meio da percepção e da sugestão para que estes sejam disparadores de imagens, memórias e sensações”, conclui a diretora, que é fundadora do Grupo Desajuste.

 

Sobre a trilha

“Começamos  compondo um diálogo sonoro bastante contundente e sugestivo, pois onde a personagem cria o ambiente externo partindo de sua percepção de um ambiente interno que surgiu do seu ponto de vista vai interferindo e modelando todo universo sonoro que cria diante da plateia para o real e irreal. Esse é o pontapé inicial e creio que temos belas surpresas, pois a sonoplastia vai dialogar o tempo inteiro não simplesmente como uma máquina, mas com atividade dialógica que será desenhada dentro da dramaturgia que nossa diretora irá imprimir”, conta  o responsável pela trilha sonora Vladimir Zolnerkevic, que também faz a operação de som.

 

Ficha técnica:

IDEALIZAÇÃO: NATALIA GONSALES
DRAMATURGIA: MARCELO SOLER
DIREÇÃO: LANA SULTANI
ATRIZ: NATALIA GONSALES
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: PÉRICLES SILVEIRA
TRILHA SONORA E OPERAÇÃO DE SOM: VLADIMIR ZOLNERKEVIC
COREOGRAFIA E DIREÇÃO DE MOVIMENTO: FERNANDA BUENO
CENORAFIA E ADEREÇOS: FLAVIO TOLEZANI
FIGURINOS: NATALIA GONSALES
ILUMINAÇÃO: LANA SULTANI E IGOR SANE
ASSISTENTE DE ILUMINAÇÃO: IGOR SANE
FOTOS: FLAVIO TOLEZANI E LANA SULTANI
PROGRAMAÇÃO VISUAL: KELSON SPALATO
ASSESSORIA DE IMPRENSA: POMBO CORREIO
OPERAÇÃO DE LUZ: IGOR SANE
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: MAURÍCIO INAFRE
REALIZAÇÃO: BEM CASADO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

 

Serviço:

De 4 de julho a 2 de agosto no Viga Espaço Cênico – Sala Piscina.

Sábados às 21h e domingos às 19h

Rua Capote Valente, 1323

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos

Ingressos: R$ 30

Jorg_lobo

 

Comemorando 15 anos de atividades com teatro de bonecos a Cia. Articularte estreia novo infantil Jorginho e o Dragão Camaleão

O espetáculo com texto e direção de Dario Uzam é inspirado na obra naif do artista plástico Ronaldo Mendes, que assina a cenografia. Durante toda a temporada haverá uma exposição de 14 obras do artista no foyer do teatro.

Fotos: https://plus.google.com/photos/109019587248550144190/albums/6129537368566891281?authkey=CPD72oWMvOi1FQ
Jorginho e o Dragão Camaleão estreia dia 4 de abril, sábado, às 15h30 no Teatro Promon. As músicas cantadas ao vivo e a sonoplastia são de Charles Raszl, do grupo Barbatuques. O Desenho de Luz é de Domingos Quintiliano, e a coordenação de dramaturgia é de Luis Alberto de Abreu.

Sinopse

Em uma antiga aldeia brasileira, Jorginho brinca de matar dragões, mas de repente tudo se transforma em ameaça real. Jorginho enfrenta o Dragão e consegue matar o monstro. Mas o dragão Camaleão logo retorna porque é invencível e não tem coração. Jorginho e seu amigo Longuinho descobrem que o coração do Dragão existe, sim, mas está escondido no fim do mundo, onde o vento faz a curva. Discutem e decidem que Jorginho ficará na aldeia lutando contra o esperto e camuflado Dragão, enquanto Longuinho fará uma saga até o fim do mundo para encontrar o coração do monstro, quando passará por perigos e desafios.

A encenação

Para o cenário desta aventura, Ronaldo Mendes criou uma atmosfera única, os traços originais do artista brasileiro tem o intuito de aproximar e estimular a estética de desenhos-arte ao universo de crianças e pré adolescentes. “Para a Cia. Articularte, Ronaldo Mendes criou um novo mundo, com olhar aguçado, gracioso e provocativo. E essa envergadura plástica pode fazer com que a nossa viagem teatral atinja diversos endereços imaginários do público”, comenta Dario Uzam.

Com a função de reger a dinâmica de toda a animação, a Cia. Articularte convidou Charles Raszl (grupo Barbatuques) para compor seis músicas que serão cantadas ao vivo, bem como criar uma sonoplastia variada utilizando releituras de ritmos e instrumentos primitivos brasileiros, tais como Trovas líricas, Coco, Maracatu (Baque Virado), Galope, Xique xique, xaxado, entre outras riquezas sonoras. E coube a Domingos Quintiliano o trabalho de propor climas para iluminar criativamente tanto as nuances da montagem, como os traços divertidos da obra do artista plástico Ronaldo Mendes.

E para teatralizar esta aventura multicolorida, a Cia. Articularte criou diversos adereços, além de oito bonecos articulados de corpo inteiro; seis bonecos de luvas com pernas aparentes; dois bonecos com varas e um boneco dragão gigante multifacetado, manipulados pelos atores Rafael Francisco, Surley Valério, Gabriela Zenaro, Luana Oliveira, Daniela Oncala (e Flávio Borzi como suplente).
Ronaldo Mendes

Nasceu em Belo Horizonte – MG. Desde criança interessou-se pela arte de uma forma especial. Na adolescência fez curso de desenho com Frederico Bracher, mas abandonou o curso voltando seu interesse para o Box, a que se dedicou durante alguns anos, sem esquecer de sua paixão pela arte.
Antes de ser reconhecido como pintor Naif, trabalhou como publicitário, desenhista arquitetônico e arte finalista. Criou estampas para roupas e montou uma empresa especializada. Esse trabalho deu-lhe a oportunidade de conhecer os segredos das cores. Aos 30 anos decidiu dedicar-se inteiramente à pintura.
Nunca quis fazer cursos de pintura, pois já tinha um estilo marcado pelo autodidatismo e a temática da infância mineira. Hoje trabalha com grandes Galerias de arte pelo Brasil e exterior. No entanto, o reconhecimento de seu trabalho não lhe tirou a sua principal característica: a humildade de estar sempre disposto a aprender. Ronaldo Mendes também desenvolve trabalhos e oficinas de desenhos com crianças, e não hesita em colaborar com as escolas que o procuram. Orgulha-se em considerar-se um artista autodidata e gosta quando o comparam com artistas Naif, embora não goste de rótulos.

Link de imagens na web: clique aqui. Ou aqui: www.artmajeur.com/ronaldomendes/
Ronaldo Mendes e a infância sonhada
Cynthia Valente

Ronaldo Mendes é um raro artista. Investigador incansável da pureza do olhar infantil, emociona e surpreende adultos e crianças. O Artista mineiro, chamado de Naif pela crítica, aprimora, a cada dia, marcas pictóricas que não nascem de nenhum conhecimento sistêmico, ao contrário, querem-se distantes dele. Ao falar de seus quadros, Ronaldo não esconde a falta de interesse pelos modelos plásticos valorizados pela academia. Por outro lado, gosta de ser um estudioso da infância, talvez porque saiba que transita por ela com uma destreza incomum.
Apaixonado pela vida, o pintor, morador de Belo Horizonte, é homem acessível e humilde, que abre as portas do seu atelier, divulga seu trabalho virtualmente, restaura esculturas em igrejas e realiza palestras em escolas. Diz que seu objetivo com os quadros é levar alegria para a vida das pessoas. Esse jeito simples de ser, movimentou, de uma forma nunca imaginada por ele, um fenômeno de aceitação entre as crianças de diferentes idades. A cada dia vemos aumentar a lista de admiradores infantis. As crianças que conhecem o seu trabalho, contagiam-se com o seu gosto pela arte e emocionadas colorem e reinventam as obras. O artista, apaixonado pela reação infantil, absorve tudo e recria suas próprias perspectivas.
Consegue assim desacelerar o ritmo frenético da modernidade ao abrir as portas para uma mágica inocência. É comum que os compradores relatem a alegria de ter um Ronaldo Mendes em suas casas. Suas poesias pictóricas atemporais aludem não exatamente ao tempo da infância, mas a um tempo desejado por ela. As cores e traços vivificam pequenos contos infantis, carregados de segredos e inspiradores de sonhos. Com a pureza extraída de sua própria infância onírica, pinta formas com as dimensões que só uma criança seria capaz de pintar. E então somos seduzidos por bracinhos encantadoramente desproporcionais, santas de meias e santos meninos. Entre poesia e cores, os personagens encantados se multiplicam para contar histórias dentro de um palco itinerante embalado pela religiosidade de Minas e pela musicalidade do Clube Da Esquina. Somos devolvidos a nossa própria essência, revivemos as ingênuas brincadeiras,
reconhecemos as paisagens do mundo e aprendemos a respeitar diferenças. Desconstruindo magicamente antigas referências, voltamos à felicidade da verdadeira infância: a infância sonhada.

Cynthia Valente
Dra. em Literatura Hispânica – Professora do Departamento de Língua e Literatura Estrangeira
(2012).
Ficha técnica:
Coordenação de dramaturgia: Luis Alberto de Abreu
Texto e direção: Dario Uzam
Iluminação: Domingos Quintiliano
Elenco: Rafael Francisco, Surley Valério, Gabriela Zenaro, Luana Oliveira, Daniela Oncala e Flávio Borzi (suplente).
Músicas e Trilha sonora: Charles Raszl (grupo Barbatuques)
Cenografia: Ronaldo Mendes
Bonecos e Adereços: Surley Valério e Cia Articularte
Desenhos, leiaute e figurinos dos bonecos: Thaís Uzan
Figurinos dos Atores e Direção de Produção: Deborah Correa
Produção executiva: Cia. Articularte

Serviço:
Teatro Promon (ex-sala São Luis) – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 – Vila Nova Conceição – Itaim.
Temporada: De 4 à 26 de abril, sábados e domingos às 15h30. Dia 21 de abril, terça-feira haverá apresentação.
Preço: R$ 40,00 e R$ 20,00.
Duração: 53 minutos.
Classificação indicativa: a partir de 4 anos

Colônia Penal (3)

Colônia Penal, direção de Sandro Borelli, faz temporada em abril em São Paulo

Espetáculo da Cia Carne Agonizante se apresenta de 3 a 26 de abril no Kasulo Espaço de Arte e Cultura e se prepara para temporada de três espetáculos do repertório e uma estreia, prevista para o segundo semestre.
Grátis.

Inspirado na obra homônima de Franz Kafka (1883 -1924) e na ditadura militar brasileira (1964-1985), o espetáculo de dança Colônia Penal se apresenta no Kasulo Espaço de Arte e Cultura no mês de abril. Com concepção, direção e coreografia de Sandro Borelli, Colônia Penal tem no elenco os intérpretes Alex Merino, Amanda Santos, Rafael Carrion, Mainah Santana, Everton Ferreira e Magô Borges. Espetáculo é dedicado aos mortos e torturados pela ditadura militar brasileira.

Colônia Penal, de 2013, é o primeiro espetáculo do repertório a ser mostrado em 2015. Depois, a Cia Carne Agonizante (fundada em 1997) se prepara para apresentar nos próximos meses os espetáculos O canto preso (1999/2008), Estado independente (2009), O processo (2003), além da estreia Não te abandono mais, morro contigo – prevista para o segundo semestre de 2015.

Colônia Penal
Vídeo – https://www.youtube.com/watch?v=62Nd2heSLIA&feature=youtu.be

A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra.

O escritor Checo faz uma análise crítica sobre o instituto da pena, analisando os seus limites, a sinistra imposição de penas baseadas em castigos corporais pelo Estado e ilustra com clareza e precisão as barbáries que constituíam as técnicas medievais na aplicação desses castigos punitivos. É uma crítica aberta aos regimes despóticos nos quais o processo judicial e o direito de liberdade são subjulgados.

O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro; na estranha relação entre o poder oficial e o condenado.

O coreógrafo Sandro Borelli e grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época. Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador.

Colônia Penal caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira.

Diálogo possível e necessário entre dança e política.
“Colônia Penal” da Cia. Borelli expõe a relação entre violência e corpo ao evocar memórias da ditadura. Helena Katz – Jornal O Estado de SP – 13 de julho de 2013.

Kafka e ditadura militar inspiram espetáculo de dança em cartaz em SP.
Politizada, coreografia é a sexta criação de Sandro Borelli feita a partir de textos do escritor Tcheco. Katia Calsavara – Jornal A Folha de São Paulo- 12 de julho de 2013.

Kafka e a eterna luta pela dignidade
A Cia. Borelli revê em “Colônia Penal” toda a violência da ditadura brasileira. Helena Katz – Jornal O Estado de SP – 5 de julho de 2013
Sobre a Cia Carne Agonizante e repertório
Companhia de dança independente que desenvolve pesquisas e criações desde 1997 tendo em seu repertório 22 peças coreográficas: “Colônia Penal” (2013), “Eu em Ti” (2011), “Produto Perecível Laico” (2011), “Estado independente” (2009), “Artista da Fome” (2008), “Carne Santa” (2007), “Kafka in off” (2007), “Carta ao pai” (2006), “Adeus deus” (2005), “Ponto final da última cena” (2004), as duas últimas, montadas originalmente para o Balé da Cidade de São Paulo, e incorporadas ao repertório da companhia em 2010, “Gárgulas” (2004), “O processo” (2003), “Kazulo” (2002), “A metamorfose” (2002), “Versos íntimos” (2002, composta para a Distrito Companhia de Dança e incorporada ao repertório em 2010), “O abutre” (2003), “Jardim de tântalo” (2002/2008), “33 – O eu e o outro” (2001), “Senhor dos anjos” (2001/2009), “O canto preso” (1999/2008), “Solidão proclamada” (1998), e “Ifá – se querem gritar para o mundo”(1997).

O percurso do grupo é pautado por uma dança teatralizada, seus trabalhos criativos e tem a intenção de gerar uma potência capaz de provocar reflexão na plateia e não deixá-la apenas na superfície do entretenimento banal. Os espetáculos do seu repertório discutem justamente a resistência à massificação, que se contrapõe à transformação da vida em mercado e do homem em mercadoria. Trafega na contramão do mercado Shopping Center cultural muito preocupado com cifras e público e pouco inquieto com as relações sócio-políticas.

O ato de atuar/dançar, para a Cia Carne Agonizante, deve ser entendido como uma poderosa manifestação política cultural e social, movimento para desafiar padrões éticos e questionar o cotidiano da arte contemporânea. Para os artistas do grupo, de nada adianta fazer uma revolução dos padrões coreográficos sem que com eles não sejam produzidos metamorfoses capazes de transformar a sociedade ou de questionar o status quo.

Diversos espetáculos da companhia viajaram pelo Brasil, o que indica repercussão e relevância do trabalho: Mostra Sesi de Dança (Goiânia – 2014); Festival Viva a Dança em Salvador (2013), Festival de Dança e Teatro Mova-se em Manaus (2010), Festival Internacional de Dança Contemporânea “Mesa Verde” em Porto Alegre (2009), Festival Internacional de Teatro em Belém do Pará (2008), Festival de Dança Contemporânea de Itajaí/SC (2005), Festival Internacional de Londrina (2004),Porto Alegre Em Cena em Porto Alegre (2001), Festival de Teatro de Curitiba (1999), “Brasil com S”, em Nova York (1998), Festival de Dança, Teatro e Música de Buenos Aires, Argentina (1999) e no Festival “Danza Nueva”, no Peru (2002).

Ficha Técnica
Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Rafael Carrion, Mainah Santana, Everton Ferreira e Magô Borges
Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli
Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues
Fotografia: FK
Luz: Sandro Borelli
Figurino: Elenco
Preparação Corporal: Jose Ricardo Tomaselli, Vanessa Macedo e Yaskara Manzini.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de produção: Junior Cecon

Serviço
Colônia Penal – dança contemporânea
Onde: Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda)
(O local possui um pequeno café para recepcionar o público).
Temporada: De 3 a 26 de abril de 2015
Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h
Gratuito. 60 minutos. 16 anos.
35 lugares com retirada de ingressos 1 hora antes do início do espetáculo.

 

 

 

A ÚLTIMA SESSÃO 1 - DNG

 

A ÚLTIMA SESSÃO PRORROGA TEMPORADA ATÉ DIA 26 DE JULHO NO TEATRO RAUL CORTEZ

 

Laura Cardoso, Tânia Bondezan, Etty Fraser, Sonia Guedes,

Sylvio Zilber, Miriam Mehler, Gésio Amadeu, Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé estão em A ÚLTIMA SESSÃO, escrita e dirigida por Odilon Wagner

 

Depois de temporada de sucesso em 2014, A ÚLTIMA SESSÃO volta a São Paulo. Inspirado pelo desejo de ver um grupo de grandes atores da maturidade reunidos no mesmo palco, Odilon Wagner escreveu a peça (que também dirige), que fica em cartaz até 26 de julho no Teatro Raul Cortez.

 

Elenco é formado por atores que ajudaram a escrever a história do teatro e da TV brasileira. Laura Cardoso (pioneira da televisão brasileira com quase 70 anos de carreira, é a atriz mais premiada do Brasil), Etty Fraser (uma das fundadoras do Teatro Oficina, atua há 55 anos profissionalmente no Brasil), Sonia Guedes (com 60 anos de profissão, foi recentemente premiada por seu trabalho no filme “Histórias que só existem quando lembradas” incluindo melhor atriz nos Festivais de Abu Dhabi e de Santa Maria Da Feira – além de menção especial a sua atuação, no Festival de RiverRun). Tânia Bondezan, com uma história longa da TV e nos palcos, fez nove novelas no SBT, quatro na Rede Globo, duas na Rede Bandeirantes de televisão e atuou em mais de 10 peças.

 

Sylvio Zilber (além de ator profissional há mais de 50 anos, é diretor de teatro e um dos fundadores do Teatro Escola Macunaíma, que dirigiu por 14 anos), Miriam Mehler (uma das fundadoras do Teatro Paiol, completa 56 anos de carreira),  Gésio Amadeu (com 45 anos de carreira soma mais de 40 trabalhos em TV), Gabriela Rabelo (atriz, dramaturga, professora e diretora de teatro, completa 45 anos de profissão) e Yunes Chami (em 45 anos de carreira, participou em mais de 50 montagens de espetáculos teatrais – como ator e diretor). O autor e diretor Odilon Wagner, aos 44 anos de carreira, coleciona em seu currículo 19 peças de teatro, 32 novelas e 14 filmes. Como produtor teatral, já levantou 11 peças.

 

A ÚLTIMA SESSÃO também homenageia todos os trabalhadores veteranos do teatro, representados na peça por Marlene Collé (que trabalha como costureira, cabeleireira e camareira há mais de 25 anos) e faz uma participação especial no espetáculo. Vale lembrar que Marlene cantou na inauguração do Teatro Nacional de Brasília.

 

“Em toda a minha carreira não me lembro de uma reunião semelhante. Conseguimos montar um grupo adorável e muito talentoso. Os ensaios têm sido uma experiência fantástica para todos os envolvidos. Estamos todos encantados com a energia, dedicação e profissionalismo do elenco”, conta Odilon.

 

Odilon Wagner sempre teve uma forte ligação com a maturidade e acredita que a dramaturgia e a teledramaturgia brasileira produzem pouco para estes talentos. “Adoro o humor, a energia e o olhar investigativo deles. As histórias que vêm recheadas com um tempero imbatível”, conta o autor e diretor, que já trabalhou, entre outros, com Paulo Autran, Bibi Ferreira, Grande Otelo, Cleyde Yaconis, Flavio Rangel, Raul Cortez, Paulo Goulart, Nicete Bruno. “Tive privilégio de poder aprender com esses artistas maravilhosos que ajudaram a escrever a história do nosso teatro contemporâneo”

 

O cenário realista, que combina austeridade e modernidade, é de Chris Aizner. E a trilha sonora conta com os arranjos de Swami Jr.

 

SINOPSE

 

A história se passa durante o almoço de domingo no Clube Inglês, onde amigos entre 75 e 85 anos de idade reúnem-se semanalmente. São personagens engraçados e dinâmicos, como são as pessoas dessa faixa etária nos dias de hoje. Um grupo de amigos que convive com humor e picardia, conduzindo essa comédia de costumes num ritmo contagiante.

 

Até que um dos participantes, um ator amargurado com o rumo que sua vida tomou, resolve fazer um acerto de contas com os parceiros de jornada, inspirado em A Tempestade, de Shakespeare. Verdades dolorosas misturadas com situações cômicas levam a grandes revelações e a um final surpreendente.

 

A ÚLTIMA SESSÃO é uma história sobre o amor na maturidade, sobre a mudança de paradigmas em relação aos valores da (e na) maturidade. Escorado principalmente na força da interpretação e no magnetismo que o ator experiente pode oferecer, o espetáculo se constitui de grandes embates com alta voltagem cômica e emocional.

 

FICHA TÉCNICA

texto e direção: Odilon Wagner
elenco: Laura Cardoso, Tânia Bondezan, Etty Fraser, Sonia Guedes, Sylvio Zilber, Miriam Mehler, Gésio Amadeu,Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé.

cenografia: Chris Aizner
figurino: Tica Bertani
visagismo: Rosemary Paiva
Direção Musical e arranjos: Swami Jr.
Desenho de luz: Marisa Bentivegna
Direção de produção: Gabriel Paiva
Assistentes de Direção: André Acioli e Priscila Jorge
Prod. Executiva: Marlene Salgado

 

 

 

TEMPORADA 2015 – de 28 de março a 26 de julho 

sexta-feira às 21h30 – R$ 70

sábado às 21h00 – R$ 100

domingo às 19h00 – R$ 90

TEATRO RAUL CORTEZ    (512 lugares)

Rua Dr. Plinio Barreto, 285 – Bela Vista / São Paulo SP – CEP 01313-020

VENDAS E INFORMAÇÕES

COMPREINGRESSOS

fone: 2626 5252

compreingressos.com

Bilheteria do Teatro – Horário de Funcionamento:

De terça-feira  a  quinta-feira: das 14h00 às 20h00.

De sexta-feira  a  domingo: das 14h00 até o inicio do espetáculo.

Fone: (011) 3254-1631

O Teatro Possui:

– Estacionamento com Manobrista / Valor R$ 20,00.

– Acesso para Deficientes Físicos.

– Ar-condicionado.

– Cafeteria.