O CAPOTE 1 - DNG

Centro Cultural Banco do Brasil

apresenta

 

O CAPOTE, de Nikolai Gógol,

com direção de Yara de Novaes,

 adaptação de Drauzio Varella e Cássio Pires,

e Rodolfo Vaz no papel de Akaki.

 

 

Inspirada na obra de Nikolai Gógol (1809-1852), um dos principais autores da literatura russa do século XIX, O Capote trata das desventuras de Akaki Akakievitch, um escrevente de uma repartição pública de São Petersburgo que precisa se submeter a severas restrições a fim de conseguir economizar dinheiro para comprar um novo capote. Transitando entre o cômico e o trágico, o conto de Gógol é considerado um marco na história da literatura, por abordar de forma inédita a relação do homem com a metrópole. Na montagem, com direção de Yara de Novaes, adaptação de Drauzio Varella, e dramaturgismo de Cássio Pires, a perspectiva irônica de Gógol é retomada em uma encenação em que a submissão de Akaki às estruturas de poder ganha uma nova leitura. Em cena, os atores, Rodolfo Vaz,  Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas, e a musicista Sarah Assis constroem um jogo em que narrativas, diálogos, música assinada por Morris Picciotto, cenário de André Cortez, intervenções em vídeo criadas por Rogério Velloso, reinventam as potências do texto original. A estreia acontece dia 25 de julho no CCBB-SP.

O projeto começou a ser pensado há 6 anos, quando Rodolfo Vaz fazia a peça “Por Um Fio”, de Drauzio Varella, junto com a atriz Regina Braga. Após comentar com o médico e escritor o seu desejo de viver o personagem Akaki (protagonista da novela de Gógol) nos palcos, Rodolfo ganhou de presente de Drauzio uma adaptação do conto para o teatro, feita por ele mesmo. “Quando um artista escolhe esse ou aquele texto para uma adaptação teatral, a escolha se dá primeiro porque aquela obra gera grande prazer estético e filosófico e também porque ela tem a vocação para ser matriz de um processo muito livre e amplo de criação teatral.  Um processo que do começo ao fim terá os genes daqueles artistas que compõem o coletivo teatral.”, comenta Rodolfo Vaz.

A escolha de O CAPOTE, escrita por Nikolai Gógol em 1842, para esse projeto de montagem não foi diferente. Clássico da literatura universal, essa novela é exemplar em todos os sentidos que habilitam uma obra de arte como tal: poético, formal, filosófico, político, crítico e criador. Seu impacto foi tão grande para a literatura russa a partir do século XIX que fez com que Dostoiévski escrevesse: “Todos nós saímos do Capote!”.

Sinopse

Inspirada na obra de Nikolai Gógol (1809-1852), um dos principais autores da literatura russa do século XIX, “O Capote” trata das desventuras de Akaki Akakievitch, um escrevente de uma repartição pública de São Petersburgo que precisa se submeter a severas restrições a fim de conseguir economizar dinheiro para comprar um novo capote. Transitando entre o cômico e o trágico, o conto de Gógol é considerado um marco na história da literatura, por abordar de forma inédita a relação do homem com a metrópole. Na montagem, com adaptação de Drauzio Varella, direção de Yara de Novaes e dramaturgismo de Cássio Pires, a perspectiva irônica de Gógol é retomada em uma encenação em que a submissão de Akaki às estruturas de poder ganha uma nova leitura. Em cena, os atores Rodolfo Vaz, no papel de Akaki, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas e a musicista Sarah Assis constroem um jogo em que narrativas, diálogos, música e intervenções em vídeo reinventam as potências do texto original.

 

Equipe criativa

Rodolfo Vaz, vencedor do Prêmio SHELL, em 2007, por sua atuação em “Salmo 91” (dirigido por Gabriel Villela, com texto de Drauzio Varella), será o intérprete do insólito e hesitante Akaki Akakievitch.  Com mais de 20 espetáculos na carreira, 7 deles no Grupo Galpão, e 7 longas metragens, Rodolfo tem como característica de atuação o perfeito diálogo entre o mundo externo e o interno das personagens que compõe, qualidade essencial para dar vida a Akaki.

 

Yara de Novaes é uma diretora que tem trabalhado sistematicamente com a narrativa como ponto de partida para a criação de um espetáculo teatral. Já levou aos palcos autores como Fiódor Dostoiévski, Fernando Bonassi, Móricz Zsigmond, Lygia Fagundes Telles, e Murilo Rubião. A diretora é mineira e reside atualmente entre Belo Horizonte e São Paulo, trabalhando com vários grupos nestas duas cidades.

 

Drauzio Varella e Rodolfo Vaz encontraram-se por duas vezes em trabalhos de grande êxito, o já citado “Salmo 91”, baseado no livro Carandiru, e em “Por um Fio”, obra que levou aos palcos a narrativa integral do livro homônimo de Drauzio. Em “Salmo 91”, Rodrigo Fregnan também estava como ator e foi lá que ele e Rodolfo se conheceram.

 

Rodolfo Vaz e Yara de Novaes trabalharam juntos no espetáculo “O Amor e Outros Estranhos Rumores”, baseado em contos de Murilo Rubião com direção de Yara, e em “O Continente Negro”, ambos espetáculos do Grupo 3 de Teatro. Também atuaram juntos em “O Inspetor Geral” de Gógol, na montagem do Grupo Galpão.

 

O projeto conta também com os atores Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas,  a musicista Sarah Assis, além do dramaturgista Cássio Pires, o vídeo artista Rogério Velloso, o cenógrafo André Cortez, o músico Morris Picciotto, e a atriz, bailarina e diretora Kenia Dias como preparadora corporal e assistente de direção, artistas com trabalho autoral e investigativo, fundamentais na criação de um processo onde a experimentação e o risco serão matérias-primas para a criação de um CAPOTE contemporâneo e longevo.

 

O processo

 

O início dos ensaios foi chamado de “Vestindo o Capote”. Nessa etapa aconteceram 4 encontros diferentes para se falar sobre o conto e sua forma satírica de retratar a Rússia do século XIX. Cada encontro contou com um convidado. Foram eles: o filósofo Mario Sergio Cortella, o escritor Fernando Bonassi, Drauzio Varella, a pesquisadora e professora russa Elena Vássina e a atriz e diretora Cristiane Paoli Quito.

 

Elena Vássina comentou o texto com foco nas referências escolhidas por Gógol, os elementos que ele priorizou na narrativa, Cortella caminhou para uma discussão mais filosófica, passando por conceitos etimológicos, Bonassi trouxe provocações para a parte dramatúrgica, Drauzio discutiu o olhar de compaixão que Akaki desperta nos leitores e por último, Paoli Quito trabalhou com os atores uma visão física do texto, no corpo dos intérpretes.

 

Esses encontros trouxeram a análise da obra e uma reflexão sobre quais seriam as interlocuções filosóficas, políticas, sociais e artísticas do conto com o mundo em que vivemos hoje. ”Essa fase do processo trouxe uma certeza sobre a montagem: Akaki não é um sujeito que conta a própria história, os outros não permitem isso, a identidade do Akaki é dita por outros, foi essa descoberta que nos levou a inserir os dois narradores”, comenta a diretora Yara de Novaes;

 

Após essa etapa, começaram os ensaios com o dramaturgo Cássio Pires, que junto com os atores e a direção, a partir de improvisos sobre a adaptação  e do conto de Gógol, fez um trabalho dramatúrgico em cima da adaptação de Drauzio. O resultado final dessa dramaturgia é o que veremos no palco.

 

Ficha Técnica

 

Direção: Yara de Novaes. Elenco: Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas. Musicista: Sarah Assis. Autor: Nikolai Gógol. Adaptação: Drauzio Varella. Dramaturgismo: Cássio Pires. Assistência de direção e preparação corporal: Kenia Dias. Cenografia e figurinos: André Cortez. Trilha sonora e música original: Dr Morris. Vídeo arte e design de projeção: Rogério Velloso. Criação de luz: Bruno Cerezoli. Visagismo: Leopoldo Pacheco. Arte e projeto gráfico: Lápis Raro. Fotografia: João Caldas. Coordenação de produção  SP: Marlene Salgado. Produção: Oitis Produções Culturais e Rose Campos.

Serviço

 

O Capote – Uma adaptação da novela de Nikolai Gogol

De 25 de julho a 21 de setembro

Sábado e segunda, 20h. Domingo, 19h.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – telefone: (11) 3113 3651/3652

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Duração: 70 Minutos

Classificação: 12 anos

www.bb.com.br/cultura  –  www.twitter.com/ccbb_sp – www.facebook.com/ccbbsp

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal.

Ingresso pela Internet: www.ingressorapido.com.br

 

Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos). R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB. Informações: (11) 3256 8935.

 

Translado Gratuito: Uma van faz o translado gratuito entre o Edifício Zarvos e o CCBB. No trajeto de volta, tem parada no Metrô República. Embarque e desembarque: Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e Rua da Quitanda, próximo à entrada do CCBB

De Tempo Somos_1611_20141127_0642_Guto Muniz

GRUPO GALPÃO apresenta “De Tempo Somos”, pela primeira vez, em São Paulo (SP)

O espetáculo “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão” cumpre temporada de estreia, de 12 de junho a 12 de julho, no Teatro do SESC Santana.

  

O Grupo Galpão estreia o espetáculo “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão”, em São Paulo (SP). Com direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones, o sarau musical, novo trabalho da companhia, cumpre temporada de 12 de junho a 12 de julho, sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 18h, no SESC Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Bairro: Santana). Ingressos à venda em todas as unidades do SESC. Classificação Livre. Duração: 70 minutos. Mais informações: (11) 2971 8700. Site: www.grupogalpao.com.br

 

Sobre o espetáculo

Uma cantoria de atores à beira-rio, durante uma das turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para a criação do novo trabalho do Grupo Galpão. Com direção de Lydia Del Picchia e Simone Ordones, o experimento foge ao rótulo de um espetáculo, lançando aos atores do grupo o desafio de se reinventar em cena e na relação com o público. Mais próximo de um sarau literário musical, “De Tempo Somos” traduz um sonho antigo do Galpão de celebrar, em formato prático e reduzido, o encontro da música com o teatro, que se tornou uma marca do grupo, em mais de 30 anos de história.

 

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990), passando por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Moliére Imaginário” (1997), “Partido” (1999), até espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.

 

A etimologia da palavra “recordar”, que vem do latim “recordis”, significa passar de novo pelo coração. Segundo Simone Ordones, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: “o foco desse sarau não é nostálgico, mas visa o futuro, o que está por vir; celebra o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro”, explica.

 

A cantoria vem acompanhada de textos escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia que falam da passagem do tempo e do estado embriagado e libertador que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper,  Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.

 

Serviço:

TEMPORADA DE ESTREIA – SÃO PAULO (SP)

12 de junho a 12 de julho / 2015

Sexta e sábado – 21h

Domingo – 18h

SESC Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Bairro: Santana

Telefone (11) 2971 8700

Capacidade: 337 lugares

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

*Ingressos à venda em todas as unidades do SESC

Classificação Livre | www.grupogalpao.com.br

 

Ficha técnica:

Elenco:Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones

*Inês Peixoto e Regina Souza (atrizes curinga)

Direção: Lydia Del Picchia e Simone Ordones

Direção musical, arranjos e trilha sonora: Luiz Rocha

Pesquisa de texto: Eduardo Moreira

Figurino: Paulo André

Preparação vocal: Babaya

Preparação corporal: Fernanda Vianna

Iluminação: Rodrigo Marçal

Design sonoro: Vinícius Alves

Aulas percussão: Sérgio Silva

Assessoria na cena “A Carteira”: Diego Bagagal

Assessoria de iluminação: Chico Pelúcio

Revisão de textos: Arildo de Barros

Voz em off: Teuda Bara

 

Arranjos baseados em arranjos originais de Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, do repertório musical do Grupo Galpão.

 

Fragmentos de textos: Eduardo Galeano, Charles Baudelaire, Olga Knipper, Jack Kerouak, Nelson Rodrigues, Anton Tchékhov, José Saramago, Paulo Leminski e Calderón de La Barca.

 

 

>>MÚSICAS DO ESPETÁCULO

Lua (A Rua da Amargura – 1994)

Autor: Mabel Velloso e Roberto Mendes

 

A Viagem (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Serra da Boa Esperança (Pequenos Milagres – 2007)

Autor: Lamartine Babo

 

Canto da viúva Begbick (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Bertold Brecht

 

Vem te encontrar (Partido – 1999)

Canção oriental

Arranjo original de Ernani Maletta

 

Canção dos atores (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

 

Taina (Eclipse – 2011)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

 

La Gran Tirana (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: C. Curet Alonso

Alabama Song (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Kurt Weil

 

Boneca Cobiçada (Corra enquanto é tempo – 1988)

Autor: Biá e Bolinha

 

Rock dos médicos (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

 

O Sole Mio (A comédia da esposa muda – 1986)

Canção tradicional italiana

 

Não se iluda (O inspetor geral – 2003)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

 

Despedida da Ama (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

 

Tema de Pamela (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

 

Maninha (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

 

A última estrofe (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Cândido das Neves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

 

Lua Branca (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Chiquinha Gonzaga

 

Nas ondas do Danúbio (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Ivan Ivanovitch

 

Cinzas no Coração (Album de Família – 1990 / Romeu e Julieta – 1992)

Autor: André Filho

 

Flor, minha flor (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

 

É a ti flor do céu (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Teotônio Pereira e Modesto A. Ferreira

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

 

Amo-te muito (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: João Chaves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

 

Panis et Circenses (Workshop com diretor Paulo José – 2002)

Autor: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

 

Yo vengo a ofrecer mi corazón (Tio Vânia – aos que vierem depois de nós – 2011)

Autor: Fito Páez

 

>>GALPÃO E PETROBRAS

O Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras há 14 anos. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. A Petrobras sempre apostou no compromisso do Galpão: reinventar a vida através da arte, possibilitando ao maior número de pessoas a vivência do teatro como alegria e transformação.

 

A Petrobras é patrocinadora do Grupo Galpão

Estado Independente  (5)

 

Inspirado na poética e na política revolucionária de Ernesto Che Guevara, Cia Carne Agonizante faz nova temporada do espetáculo Estado Independente

 

Com concepção, direção e coreografia de Sandro Borelli, a Cia Carne Agonizante faz curta temporada do espetáculo Estado Independente no Kasulo Espaço de Arte e Cultura – de 2 a 12 de julho, de quinta a domingo. Grátis.

 

No elenco, estão Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Martinês, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion.

 

A pesquisa e a criação do espetáculo se apoiam na revolução política e poética proposta por Ernesto “Che” Guevara nos anos 50 e 60, na figura lendária do guerrilheiro “cidadão do mundo” como ele próprio se definia, e na sua permanência no imaginário coletivo como um personagem de espírito incorruptível, indomável, e disposto a lutar contra a injustiça social.

 

Che colocou a postura ideologia à frente da própria existência e desafiou o “status quo” na América Latina e África em nome de uma revolução contra a miséria material e espiritual.

 

A montagem

Com o palco invadido por uma escuridão sobrecarregada, Borelli utiliza elementos de guerrilha na montagem, que, ainda assim, se mantém poética. Os intérpretes repercutem as questões sociais que podem permitir ao indivíduo, em grupo, buscar uma saída que lhes consinta sonhar com um mundo socialmente justo, honesto e ético.

 

CRÍTICA – ESTADO INDEPENDENTE

Estado Independente aponta um novo caminho da composição

Inspirada em Che Guevara coreografia de Sandro Borelli agrega à questão estética um viés político. Assim, o que ainda estava insólito em Carne Santa, aqui se consolida, fazendo de Estado Independente um marco na carreira de Sandro Borelli. Helena Katz – Jornal O Estado de São Paulo – 3 de setembro de 2009.

 

 

Ficha Técnica

Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Martinês, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion

Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli

Assistente de coreografia: Rafael Carrion

Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues

Luz: Sandro Borelli

Figurino: Grupo

Fotografia: Júnior Cecon

Preparação Corporal: Jose Ricardo Tomaselli, Vanessa Macedo e Yaskara Manzini.

Direção de produção: Júnior Cecon

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

Serviço

Quando – 2 a 12 de julho

Horário – Quinta à sábado – 21h; domingo – 19h

Onde – Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda)

Quanto – Grátis. Limitado a 35 lugares

Duração – 50 minutos

Recomendação – 16 anos

Informações – ciacarneagonizante@gmail.com

O Canto Preso - Exclusivas (2)

Cia Carne Agonizante volta em cartaz com o espetáculo O Canto Preso

 

Adaptação coreográfica do texto teatral “Bent”, de Martin Sherman, dirigida por Sandro Borelli, O Canto Preso faz curtíssima temporada no Kasulo Espaço de Arte e Cultura – de 16 a 26 de julho. No elenco estão Amanda Santos, Alex Merino, Rafael Carrion e Roberto Alencar (artista convidado).

 

Espetáculo tem como temas centrais o preconceito e o nazismo. O Canto Preso conta a história de um homem perseguido e preso por ser homossexual. Para amenizar seus horrores no campo de concentração, ele se fez passar por judeu, pois sabia que os homens que detinham o triângulo rosa em suas vestes estavam sendo massacrados pelos guardas da SS e humilhados pelos presos. Nesse lugar de sofrimento e extermínio em massa, se apaixona por outro homem de quem se torna amigo e amante.
Com intensa fisicalidade, o espetáculo cria uma atmosfera densa, alternando momentos de fragilidade e agressividade. Os dois personagens masculinos foram inseridos num contexto atual, com o objetivo de ampliar a discussão sobre territórios e fronteiras, liberdade e opressão. Em cena, duas figuras femininas, não existentes na trama original, são figuras metafóricas dos personagens masculinos.

 

CRÍTICAS – O CANTO PRESO

 “A linguagem coreográfica é poderosamente pessoal. Borelli imprime a ela uma linguagem inconfundível. Bailarino vigoroso, versátil, Borelli como Max está esplêndido em BENT. Bent – O canto preso fascina pela arte e assusta pela atualidade”. Alberto Guzik – Jornal da Tarde (16 de Maio de 1999).

 

“Coeso e bem alicerçado, o BENT de Borelli certamente acrescenta uma versão expressiva às inúmeras produções já recebidas pela obra de Sherman. Ao som de uma explêndida trilha sonora, de autoria de Sergio Zurawski, BENT procura trazer a dupla de homossexuais que protagoniza o espetáculo para uma dimensão atual”.  Ana Francisca Ponzio – Jornal Folha de S.Paulo (9 de Abril de 1999).

 

“BENT – O CANTO PRESO de Borelli, além de recriar a atmosfera de claustrofobia, medo, ternura, opressão e violência na peça de Sherman, cria  vocábulos novos no universo da dança”. Jotabê Medeiros – Jornal O Estado de S.Paulo (23 de Abril de 1999). 

 

Ficha Técnica

Intérpretes: Amanda Santos, Alex Merino, Rafael Carrion e Roberto Alencar (artista convidado)

Concepção, Coreografia e Direção: Sandro Borelli

Assistente de Coreografia: Rafael Carrion

Trilha Sonora: Sérgio Zurawsky

Luz: Sandro Borelli

Figurino: Grupo

Arte Gráfica: Gustavo Domingues

Fotografia: Júnior Cecon

Preparação Corporal: Jose Ricardo Tomaselli, Vanessa Macedo e Yaskara Manzini

Elenco da Cia: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Martinês, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion

Direção de Produção: Junior Cecon

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

Serviço

Quando – 16 a 26 de julho

Horário – Quinta à sábado – 21h; domingo – 19h

Onde – Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda)

Quanto – Grátis. Limitado a 35 lugares

Duração – 60 minutos

Recomendação – 16 anos

Informações – ciacarneagonizante@gmail.com

Foto de Vania Toledo

Foto de Vania Toledo

Dias de Felicidade, nova comédia dramática de Leilah Assumpção, estreia dia 27 de junho no Teatro Itália

 

Peça baseada em fatos reais reedita parceria com a diretora Regina Galdino, do sucesso “Intimidade Indecente”. Com Lavínia Pannunzio e Walter Breda no elenco

 

O espetáculo Dias de Felicidade estreia para público no dia 27 de junho, sábado, no Teatro Itália, às 21h30. O texto inédito traz mais uma forte personagem feminina para a dramaturgia de Leilah Assumpção e ganha direção de Regina Galdino, a mesma de “Intimidade Indecente”.

 

O espetáculo tem elenco afiado, formado por Lavínia Pannunzio (que está escalada para a nova minissérie “Ligações Perigosas”, da TV Globo) e Walter Breda. A ficha técnica traz ainda Chis Aizner e Nilton Aizner na cenografia, Ney Bonfante na iluminação, Fabio Namatame no figurino e visagismo e George Freire e João Cristal na trilha composta.

 

Leilah Assumpção usa a dor para expor a alma nos palcos. Após um acidente de automóvel, uma banqueira tem seu rosto desfigurado e encontra no ex-marido conforto à beira do abismo. Mais do que a discussão da beleza e da dor, a peça é, antes de tudo, uma história de amor.

 

O espetáculo, estruturado em quatro quadros, mostra a recuperação do rosto de uma banqueira, aguçando a curiosidade do público, que flagra a relação afetiva de um casal separado em diferentes momentos, reservando para os personagens um final comovente.

 

A dramaturgia

Leilah Assumpção é um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, autora de peças de sucesso de público e crítica. “Uma das personalidades mais fortes da geração de autores que veio à tona no fim dos anos 60 – e também uma das mais censuradas nos anos do regime autoritário”, como apontou o teatrólogo Yan Michalski.

 

Em seus 46 anos de carreira, Leilah marcou os palcos brasileiros com a sua obra escrita do ponto de vista da mulher abordando temas como a busca do autoconhecimento, relacionamentos e outras questões de gênero. Com trabalhos como “Intimidade Indecente”, “Fala Baixo, Senão Eu Grito” e “Adorável Desgraçada” Leilah conquistou os principais prêmios teatrais nacionais como Moliére e APCA.

 

Dias de Felicidade, seu mais recente texto, retrata um casal em crise, que acaba se encontrando e vivendo o amor maior no momento mais doloroso e trágico da vida dela, confortada por ele. Isso faz com que os dois vivenciem emoções de insights antes nunca imaginados e – por incrível que pareça – com humor, estabelecendo uma comunicação direta com o espectador, provocando risos, emoções e reflexões.

 

A direção

Segundo a diretora Regina Galdino “a peça propõe um mergulho delirante na vida de um casal que briga, ama, filosofa, brinca e discute temas tão diversos quanto o capitalismo, o sexo, a violência, a ética, a nova velhice, a resiliência, a procriação e a beleza”. Para ela “os dias de felicidade são um paradoxo da situação vivida por uma banqueira bela e rica, que – após a sua separação – sofre um acidente de automóvel e tem o rosto desfigurado, deparando-se com a perda da beleza. Nessa situação limite, encontra no companheirismo de seu ex-marido, advogado, um porto seguro e uma alegria inexplicável”.

 

Galdino salienta: “com exceção do cenógrafo Chris Aizner, que eu tinha muita curiosidade em conhecer por trabalhos que assisti como ‘Cais, ou a Indiferença das Embarcações’ e seus trabalhos para Jô Soares (‘Atreva-se’ e ‘O Libertino’), houve coincidentemente a repetição da equipe de ‘Intimidade Indecente’, pois trabalhamos há anos juntos, por isso foi especialmente interessante revisitar a autora, que agora nos impõe desafios e provocações, com um texto que traz uma temática tão inusitada quanto uma protagonista desfigurada. Aqui, como no Intimidade, o que salta aos olhos é o amor. Dias de Felicidade mostra o lado do avesso de um rosto, de uma relação e de uma linda história de amor.”

 

O elenco

O enredo ganha ritmo e descontração com a direção e a atuação de dois experientes e carismáticos atores, Lavínia Pannunzio e Walter Breda, que misturam humanidade, sedução, lirismo, dramaticidade e humor à história. Lavínia vê a personagem como “uma sobrevivente, uma mulher que tem titânio nos ossos…” e traduz o “ex-marido como companheiro leal”.

 

Para Pannunzio, na peça “a resiliência é a palavra de ordem, e o humor, sempre, o guia.” Walter Breda tem 57 anos de carreira, pois começou ainda menino como radio-ator em Recife, e destaca: “quando cheguei a São Paulo, em 1971, ‘Fala Baixo Senão Eu Grito’ de Leilah Assumpção agitava a cena teatral paulista. Essa cidade me abraçou e até hoje faço o que mais gosto na vida que é estar no palco fazendo o espectador raciocinar, rir e se emocionar com as histórias do homem, do ser humano. Hoje, Leilah Assumpção me oferece a oportunidade de vestir esse personagem, único na força do amor por uma mulher, cúmplice de sua trajetória ímpar, tragicômica e impactante”.

 

O enredo

Uma banqueira, casada com um advogado, vive em conflito. Eles se separam, o tempo passa, ela sofre um grave acidente de automóvel e fica com o rosto deformado. Ele vai visitá-la, consternado, e depois de quebrar a resistência dela, passa a cuidar de sua recuperação com imenso carinho. Passada a dor, como os dois têm muito humor, a recuperação transforma-se num grande e profundo encontro de amor entre eles. Ela tem a surpresa e a felicidade de ser amada, mesmo perdendo sua beleza.

 

Leilah Assumpção explica: “eu sempre tentei registrar o mundo de pontos de vista não usuais, principalmente o da mulher num tempo onde me sentia muito sozinha nisso. Depois passei a olhar esse mundo do ponto de vista do casal. Em Dias de Felicidade tentei discutir a beleza e a dor, entre outras coisas, mas o que saiu foi uma história de amor. Esse é o milagre do teatro, da obra de arte. Você pode colocar um GPS seu como segurança, mas a arte tem GPS próprio. Nessa peça dei um salto sem rede e parece que todos que participam desse projeto me presentearam com uma delicada rede”.

 

Currículos

 

Leilah Assumpção é autora de 27 peças em mais de 40 anos de carreira. Estreou na dramaturgia com Fala Baixo, Senão eu Grito com a qual ganhou o Prêmio Molière. Seguiram-se Jorginho, o Machão e Roda Cor de Roda, primeira parceria com a atriz Irene Ravache, que também atuou no sucesso Intimidade Indecente (APCA Melhor Texto). Alguns de seus principais textos são Vejo um Vulto na Janela, me Acudam que sou Donzela, Boca Molhada de Paixão Calada, Lua Nua e Adorável Desgraçada (APCA Melhor Texto). Seu último texto encenado foi O Momento de Mariana Martins, em 1999. Suas peças são traduzidas, publicadas e encenadas na Europa, Estados Unidos e em toda a América Latina. Atualmente Intimidade Indecente está em cartaz há dois anos em Buenos Aires.

 

Regina Galdino é diretora teatral e atriz formada pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP. Em teatro, entre outros, dirigiu: Operilda na Orquestra Amazônica, com Andréa Bassitt (Prêmios APCA e FEMSA 2013); Os Saltimbancos, com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo; Intimidade Indecente, de Leilah Assumpção, com Irene Ravache e Marcos Caruso; As Pontes de Madison, de Robert James Waller, com Denise Del Vecchio e Marcos Caruso; As Turca, de Andréa Bassitt, com Cláudia Melo, Juçara Morais e Andréa Bassitt e Macbeth, de W. Shakespeare, com Evandro Soldatelli e Renata Zanetha. Dirigiu e adaptou o premiado Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com Cássio Scapin. Para o teatro lírico, dirigiu a ópera Idomeneo, de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo, com regência do maestro Rodolfo Fisher e, trabalhou com música erudita para o público infantil dirigindo, com autoria e interpretação de Andréa Bassitt: A Flauta Mágica, o Maestro e a Feiticeira e Operilda na Ciranda de Villa-Lobos, regidos pelo Maestro João Maurício Galindo. É uma das criadoras, junto com o maestro João Maurício Galindo e Cassio Scapin, da série Aprendiz de Maestro, onde dirigiu espetáculos de autoria de Andréa Bassitt para a série infantil TUCCA, por nove anos, na Sala São Paulo.

 

Lavínia Pannunzio atuou em Ludwig e suas Irmãs, de Thomas Bernhard, direção de Eric Lenate atuou em Vidas Privadas, de Nöel Coward, direção José Possi Neto. Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, direção Eric Lenate; A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, direção Luiz Villaça; Fora de Mim, adaptação do livro homônimo de Martha Medeiros; Um Verão Familiar, de João Fábio Cabral, direção Eric Lenate – Prêmio Shell de Melhor Atriz 2012; A Ilusão Cômica, de Pierre Corneille, direção Márcio Aurélio – Prêmio APCA de Melhor atriz 2011 e indicação ao prêmio Shell de melhor atriz – 2011; A Bilha Quebrada, de H. Von Kleist, direção de Márcio Aurélio – Prêmio APCA de Melhor Atriz – 2011; A Serpente no Jardim, de Alan Ayckbourn, direção de Alexandre Tenório – Prêmio APCA de Melhor atriz 2011 e indicação para o prêmio Shell de melhor atriz – 2011 Ligações Perigosas, de Christopher Hampton; Estranho Casal, de Neil Simon, direção Celso Nunes; Promiscuidade, de Pedro Vicente – indicação ao prêmio Mambembe de melhor atriz – 1997; Atos e Omissões, de Bosco Brasil – indicação ao Prêmio Mambembe de atriz coadjuvante, 1995; As Mulheres da Minha Vida, de Neil Simon; Esperando Godot, de Samuel Beckett, direção Gabriel Villela, com quem também já trabalhou em O Mambembe, de Arthur Azevedo; com Felipe Hirsch em A Vida é Cheia de Som e Fúria e Temporada de Gripe, de Will Eno;  Zé Celso em CACILDA! e com Emilio di Biasi em Budro, além de outros trabalhos. Está escalada para a nova minissérie Ligações Perigosas da TV Globo. Com 28 anos de carreira em teatro, também teve experiências como dramaturgista e diretora, com incursões pelo cinema, artes plásticas, dança e TV.

 

Walter Breda é ator e dublador, trabalha desde os 10 anos, quando começou a fazer radionovelas em Recife. Em televisão começou em 1983, fazendo a novela Sombras do Passado. Em 1987 até 1990, esteve em Bronco. Na Rede Globo, em 2001, fez a minissérie Os Maias, o seriado Presença de Anita e em 2002 O Quinto dos Infernos. Em 2002 e 2003, fez no SBT A Pequena Travessa. No mesmo ano de 2003, voltou à Globo na novela juvenil Malhação e em 2005, fez a novela América. Em 2006, Cobras e Lagartos. Foi outra vez para o SBT em 2007 e participou de Maria Esperança e em 2008 Revelação. Em 2009, esteve na TV Cultura e fez a minissérie João Miguel. Na Globo, em 2009, a novela Cama de Gato, em 2010 Ti ti ti e a temporada de Malhação; em 2012 a minissérie Dercy de Verdade e a novela Salve Jorge e em 2013 a minissérie Amores Roubados. Em teatro, atuou em várias peças: Minha Vida de Solteiro; O Santo Parto. Em 2008, o ator fez impressionante atuação em O Ensaio, montagem do Tapa. Depois, junto com a atriz Renata Zanetha, fez a peça O Casal ou Por que Você Não Me Disse Que Me Amava? . Com a montagem desse texto inédito, o ator completou 50 anos de carreira artística. Em 2009, Walter Breda fez a peça O Fantástico Reparador de Feridas. Em 2008, Calígula, com Thiago Lacerda. Em 1999 atuou em Toda Nudez Será Castigada, com Marília Pera. Trabalhou com Antonio Fagundes em diversos espetáculos, entre eles em O País dos Elefantes, que participou do Festival de Avignon em 1989.  Em 1973 atuou em O Homem de La Mancha, com Grande Otelo, Bibi Ferreira e Paulo Autran.

 

 

Ficha técnica

Espetáculo: Dias de Felicidade

Autora: Leilah Assumpção

Direção: Regina Galdino

Elenco: Lavínia Pannunzio e Walter Breda

Trilha composta: George Freire e João Cristal

Cenografia: Chris Aizner e Nilton Aizner

Figurino e visagismo: Fábio Namatame

Iluminação: Ney Bonfante

Assistente de direção e Diretor de movimento: Marcos Damigo

Direção de produção: Cristina Sato

Produção executiva: Paulo Ferrer

Fotografia: Vania Toledo

Projeto gráfico: Ricardo Ohtake e Monica Pasinato.

Realização: Jaburá Produções Artísticas

 

 

Serviço

 

Estreia: dia 27 de junho de 2015, sábado, às 21h30

Dias de Felicidade, texto inédito de Leilah Assumpção

Com Lavínia Pannunzio e Walter Breda

Direção: Regina Galdino

 

TEATRO ITÁLIA – 276 lugares

Avenida Ipiranga 344 – Edifício Itália – Subsolo

Metrô República

Informações: 3255.1979

Gênero: Comédia Dramática

Sextas e sábados – 21h30

Domingos – 19 horas

Duração: 60 minutos

Ingressos: R$ 70,00

Meia-entrada para estudantes e aposentados

Recomendação: 14 anos

Aceita todos os cartões (débito e crédito)

Não aceita cheques

Funcionamento da Bilheteria – de terça a domingo a partir das 15 horas

Vendas: www.compreingressos.com

Telefone: 2122.2474

Acessibilidade Total. Ar condicionado.

Estacionamento/Vallet na porta do teatro: R$ 25

 

SINOPSE

Leilah Assumpção usa a dor para expor a alma nos palcos. Após um acidente de automóvel, uma banqueira tem seu rosto desfigurado e encontra no ex-marido conforto à beira do abismo. Mais do que a discussão da beleza e da dor, a peça é, antes de tudo, uma história de amor.

 

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A dramaturgia de Mário Bortolotto e Tennessee Williams se encontram sob a direção de Carla Candiotto

 

Fala Comigo Antes da Bomba Cair é um projeto dos atores Natalia Gonsales e Flávio Tolezani que estreia dia 24 de junho no Viga Espaço Cênico

 

Contemplado pelo Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, Fala Comigo Antes da Bomba Cair

busca o diálogo entre dois autores de países, épocas e expressões diferentes. Trata-se da encenação dos textos: Fala Comigo Como a Chuva e me Deixa Ouvir, que faz parte do conjunto de peças curtas em um ato do autor americano Tennessee Williams, e Vamos Sair da Chuva Quando a Bomba Cair, do paranaense Mário Bortolotto.
Como idealizadores, os atores Flávio Tolezani e Natalia Gonsales optaram por reunir em um mesmo espetáculo um texto escrito em 1950 por Tennessee Williams, um dos dramaturgos mais cultuados do teatro universal, responsável por grandes obras teatrais e cinematográficas, e outro escrito em 1988 por Mario Bortolotto, reconhecido representante contemporâneo de uma linguagem cáustica e direta.
Ambos apresentam ao público um jovem casal. Fala Comigo Como A Chuva e me Deixe Ouvir aborda a situação inalterável de um casal que não se adapta às transformações sociais. Vamos Sair da Chuva Quando a Bomba Cair apresenta um casal que luta para vencer os desafios de uma sociedade contemporânea.

 

Sinopse

FALA COMIGO ANTES DA BOMBA CAIR conta a história de Angela e Hassim que vivem no Rio de Janeiro. Angela é produtora cultural e Hassim um escritor boêmio. Entre Angela e Hassim, existe o amor e a esperança de viverem juntos. Mas, devido às diferenças, a convivência se torna conflituosa e desafiadora. Enquanto Ângela traz à tona dilemas constantes como trabalho, filhos e responsabilidades, Hassim parece acomodado em suas escolhas, preenchendo a vida com poesias, compartilhadas pela companhia de seu gato.

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FALA COMIGO COMO A CHUVA E ME DEIXE OUVIR, de Tennessee Williams, texto que permeia a dramaturgia de Bortolotto, neste espetáculo aborda uma situação inalterável. Não há mais relação entre os personagens e nem perspectiva de convívio afetivo. A solidão vivida por cada um coloca em cheque as expectativas e o senso de identidade.

 

A união desses dois textos que abordam momentos diferentes vividos por um casal jovem surge com a necessidade de discutir o que é real e o que é ficcional. E o que é mais sombrio? A dura realidade? Ou aquela criada para satisfazer os sonhos individuais alimentados por uma sociedade contemporânea?

 

Quando outra pessoa é envolvida para satisfazer as expectativas e as ilusões individuais do outro, os laços amorosos tornam-se frágeis ostentando marcas de uma desagregação já consumada ou então em processo, e assim, aquela euforia de uma relação pode tornar-se sombria e sem esperança quanto às perspectivas de futuro.

 

Dois textos que podem alcançar dimensões excepcionais, onde o sombrio e o cômico se alternam no decorrer das ações dramáticas, onde reinam a poesia, os sonhos e os estigmas da classe média brasileira e norte americana, ambas sufocadas em angústia, medo e carência que se mostram atemporais.O fio condutor deste espetáculo passa pelas mãos do escritor, que costura os pontos de vista dos autores, conduzindo a uma realidade cruel e irônica.

 

“Para mim, esse espetáculo traduz o amor nos tempos atuais, fala da incapacidade do ser humano de ver o que é real, e de querer recriar a realidade. Angela quer um amor para satisfazer seus desejos, acredita numa relação ideal e inventa “Hassim” com o objetivo de encontrar a felicidade. Hassim, em escritor, um homem que sabe o que quer e, principalmente, o que não quer da vida, inventa Angela para seus propósitos reais e imaginários, e para satisfazer seu comodismo. Uma relação egoísta que nos conduz a uma realidade dura, melancolica, cruel e cheia de humor”, comenta a diretora Carla Candiotto.

 

A encenação

Os dois textos foram costurados pela diretora Carla Candiotto, pelos atores e pelo assistente de direção Bruno Guida. O ator Flávio Tolezani também assina o cenário, que se transforma, ao longo da peça, sugerindo diferentes ambientes frequentados pelos personagens. A trilha do compositor Marcelo Pellegrini, o figurino do Daniel Infantini e a luz de Aline Santini também ajudam a compor os diferentes universos vividos pelo casal.
Ficha Técnica

Idealização: Flávio Tolezani e Natalia Gonsales
Texto: Mário Bortotto e Tennessee Williams

Direção: Carla Candiotto

Assistente de direção: Bruno Guida.

Elenco: Flávio Tolezani e Natalia Gonsales

Música original: Marcelo Pellegrini

Cenário: Flávio Tolezani

Assistente de Cenografia/adereços: Marcela Donato

Luz: Aline Santini
Figurino: Daniel Infantini

Coreografia: Adriana Telg

Programação Visual: Gustavo Domingues

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio – Helô Cintra e Douglas Picchetti

Direção de Produção: Marlene Salgado

Produção: Bem Casado Produções Artísticas LTDA

 

Serviço

Viga Espaço Cênico – R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros

Telefone:  (11) 3801-1843

Temporada: de 24 de junho a 30 de agosto.

Quartas e quintas às 21h.

R$ 10 reais

Duração: 70 minutos

12 anos

 

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Espetáculo que coloca Oscar Wilde em uma consulta esotérica estreia no Viga Espaço Cênico em julho

 

Comédia dramática escrita pelo inglês Neil Barlett, In Extremis tem direção de Bruno Guida. Daniel Infantini e Flávio Tolezani estão no elenco 

 

De acordo com um telegrama enviado para uma amiga em 1895, apenas há uma semana de começar o julgamento que custaria a sua reputação, sua liberdade, sua família e em seguida sua vida, Oscar Wilde foi fazer uma consulta a uma famosa cartomante chamada Mrs. Robinson.

 

Inspirado nessa história, o premiado autor Neil Bartlett escreve essa peça com trechos transcritos da obra do grande escritor Oscar Wilde aliados à sua escrita acertiva e ágil. In Extremis estreia dia 3 de julho no Viga Espaço Cênico. A direção éde Bruno Guida, com Daniel Infantini e Flávio Tolezani no elenco.

 

“Nunca saberemos o que de fato aconteceu naquela noite. Mas a história é muito boa para ser ignorada”, comenta Bruno. In Extremis teve sua estreia mundial no National Theatre, o teatro mais importante da Inglaterra, no ano de 2000 e ainda é inédita no Brasil.

 

A encenação

Depois de criarem juntos o espetáculo The Pillowman – O Homem Travesseiro, Bruno Guida, Daniel Infantini e Flávio Tolezani repetem o formato  e se dividem na equipe criativa para continuar a pesquisa sobre a linguagem de bufão iniciada no espetáculo anteriror. Bruno traduziu o texto, idealizou o projeto e dirige a montagem, Daniel além de atuar, assina o figurino e a maquiagem. E Flávio, além de ator, também é o cenógrafo da peça.

 

O grupo busca uma atmosfera mística a fim de trazer a plateia para o jogo de adivinhação e mistério que faz parte da encenação de uma consulta exotérica. Os três artistas fizeram oficina com o hipnólogo Fábio Puentes para entender o caminho apontado por um especialista contemporâneo na ciência da hipnose.

 

 

Sobre Bruno Guida

Bruno é ator e diretor. Seus últimos trabalhos como diretor foram Avental Todo Sujo de Ovo, de Marcos Barbosa, no Viga Espaço Cênico e The Pillowman – O Homem Travesseiro, de Martin McDonagh, que estreou em 2011. Bruno é formado pelo Teatro Escola Célia Helena, e pela École Philippe Gaulier em Paris. Também estudou na Escola Russa de Arte Teatral de Moscou (GITIS) e na Central Saint Martin em Londres. Bruno foi selecionado para Lincoln Center Director’s Lab 2015, em Nova York, um encontro onde 60 diretores teatrais, de mais de 20 países, tem a oportunidade de trocar experiências práticas sobre o seu ofício criando rede colaborativa dentro da comunidade artística mundial.

 

Sobre Daniel Infantini

Como ator já participou de mais de 20 montagens teatrais. Seus trabalhos recentes foram Hora Amarela, com direção de Monique Gardenberg, No Exit, com direção de Caco Ciocler, The Pillowman – O Homem Travesseiro, com direção de Bruno Guida, Lampião e Lancelote, com direção de Débora Dubois, trabalho pelo qual ele ganhou o prêmio Bibi Ferreira de melhor ator de musical e o Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator, ambos em 2013, além de receber o Prêmio de melhor ator no FEMSA 2014. Participa da série O Hipnotizador, da HBO, com estreia prevista para o segundo semestre de 2015. Como figurinista já participou de mais de 50 montagens e recebeu diversos prêmios.

 

Sobre Flávio Tolezani

Como ator participou de diversas montagens teatrais, tendo passado pelas mais importantes companhias teatrais de São Paulo, como o a Cia. Folias, o Grupo Tapa, além de ter feito diversas montagens com o diretor Gabriel Vilella. Um dos últimos trabalhos foi The Pillowman – O Homem Travesseiro. Como cenógrafo já participou de mais de 20 montagens. Na televisão participou da novela
A Favorita de João Emanoel Carneiro, na Rede Globo, e protagonizou Corações Feridos, no SBT. No cinema atuou nos seguintes filmes: A Cidade Imaginária e Uma Noite em Sampa, ambos de Ugo Giorgetti; Perpétua, de Jimi Figueiredo; Bala sem nome, de Felipe Cagno e O Último Chá, de David Kullock.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Neil Bartlett. Tradução: Bruno Guida. Direção: Bruno Guida. Elenco: Daniel Infantini e Flavio Tolezani. Assistente de direção: Mateus Monteiro. Treinamento em Hipnose: Fabio Puentes. Iluminação: Aline Santini
Cenário: Flavio Tolezani. Figurinos: Daniel Infantini. Adereços: Marcela Donato. Maquiagem: Daniel Infantini. Fotografia: Hemerson Celtic. Designer Gráfico: Anna Turra. Lei: Sonia Odila. Produção Executiva: Vanessa Campanari. Administração: Vanessa Campanari. Direção de produção: Pitaco Produções. Idealização: Bruno Guida. Realização: Pitaco Produções.

 

SERVIÇO
In Extremis – Neil Bartlet

Gênero: Comédia Dramática

Serviço: Viga Espaço Cênico

R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05409-003

Telefone:(11) 3801-1843

Capacidade: 60 lugares. 

De 3 de julho a 30 de agosto

Sexta, às 21h30 – R$ 30

Sábado, às 21h – R$ 40

Dom, às 19h – R$ 40

Censura: 14 anos

Duração: 60 minutos

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Amor Sob Suspeita, do norte-americano Steven Dietz, faz nova temporada em agosto no Teatro do MuBE Nova Cultural

 

Em clima pop-noir com uma narrativa de suspense não linear e recheado de humor cínico, o espetáculo condensa, sob as visões discrepantes de seus diversos personagens, toda a ação por trás de um triângulo amoroso envolvendo a esposa de um casal de atores e o diretor da peça que estão todos ensaiando.

Texto inédito no Brasil do dramaturgo norte-americano Steven Dietz, Amor Sob Suspeita (Private Eyes) ganha tradução e direção de Alexandre Tenório. O espetáculo faz nova temporada no Teatro do MuBE Nova Cultural de 5 a 27 de agosto, às quartas e quintas, às 21h.

No elenco Diego Werner, Isabella Lemos, Paulo Gabriel, Alexandre Menezes e Renata De Paula.

Amor Sob Suspeita é um suspense com pitadas de humor. Seu foco é o impacto psicológico de uma traição, seus fantasmas e suspeitos. A história se projeta numa trama de múltiplas camadas, deixando o espectador intrigado e incerto quanto a quem deve acreditar. Em um clima pop-noir Matthew e Lisa, o casal de atores, estão sendo dirigidos pelo renomado diretor Adrian Poynter, que usa de seu status para seduzir a bela Lisa. Matthew, ao perceber o clima da traição, tenta negar tudo para si mesmo, mas idealiza secretamente uma vingança.

Nas visitas a Franco, seu terapeuta, Matthew tenta reconstruir os fatos que o cercam, mas sua sanidade fragilizada lhe rouba a capacidade de colaborar com o obstinado terapeuta. Apesar de Adrian logo antes da estreia terminar seu affair com Lisa, deixando-a com a certeza de ter sido apenas mais um troféu em sua prateleira, sua esposa, Cory, o segue secretamente para emboscá-lo. Estas tramas todas culminam em um final surpreendente.

Personagens

MATT é um ator disciplinado e dedicado, que está em ensaio com sua mulher Lisa. Durante o processo de montagem ele se vê assombrado pela possibilidade de estar sendo traído por sua esposa com o diretor da peça. Matt agoniza fracassadas tentativas de camuflar a realidade com suas fantasias. Como válvula de escape recorre ao seu terapeuta para expurgar seus demônios e, durante os ensaios, mistura a realidade de sua vida com a das personagens que está interpretando.

LISA é uma atriz bela e envolvente. Casada com Matt estão acostumados a realizar seus próprios projetos. Um novo espetáculo chega e com ele o novo diretor, com quem Lisa se envolve emocionalmente. Um dilema se estabelece entre ela, a relação com Matt e o trabalho. Seu ato inconsequente vai provocar uma ruptura irremediável na vida de todos aqueles que estão envolvidos neste triângulo amoroso.

 

ADRIAN é um diretor verborrágico, dramático e apaixonado pela arte teatral. Suas direções lhe renderam alguns êxitos e o tornaram um diretor requisitado. Em suas montagens, mistura as relações profissionais e pessoais, transformando-as em seus casos extraconjugais. É o que lhe dá a sensação de segurança no processo e o faz se sentir poderoso. Ele se usa de jogos emocionais sorrateiros e intimidatórios para controlar seus atores.

 

FRANCO é um terapeuta que tenta a todo momento desafogar Matt de seus submundos. Por vezes posa como uma entidade acima do meramente mundano, uma espécie de Deus que tudo vê e, em outros momentos, luta para criar um mísero momento de diálogo crível com seu cliente.

CORY, uma mulher intempestuosa e passional, sonda os arredores do teatro onde seu marido ensaia uma peça. Revoltada com os inúmeros casos extraconjugais dele a misteriosa personagem não joga com a sorte. Ela o está investigando e veio a esse lugar determinada a dar um basta em tudo.

Sinopse
“Amor Sob Suspeita” é um suspense com pitadas de humor que descreve a crise de um relacionamento através de um painel multifacetado de cenas que se alternam entre fantasia e realidade, tendo como pano de fundo os ensaios de uma peça marcada pela  infidelidade conjugal. A cada momento a questão do olhar humano sobre os acontecimentos e a atitude do outro vem à tona. Incertezas, enganos e aparências geram um caleidoscópico de tensões semelhantes à de uma trama policial, recheada de um humor cínico, enraizado na natural feiura da realidade mais cotidiana.

SOBRE STEVEN DIETZ

Dietz é um dos escritores mais produzidos da América, situando-se ao lado de Tennesse Willians e Eduard Albee. Escreveu mais de 30 peças e fez 11 adaptações. Continua criando uma média de duas peças por ano, trafegando do drama à comédia. Tem uma narrativa ágil e usa da linguagem teatral para criar efeitos de quebra e surpresa no público a todo instante. Na montagem brasileira de Private Eyes, a linguagem de Dietz será preservada, através do que o texto propõe: metateatro, subcamadas narrativas e flash-backs. Depois de ser encenado em países como Inglaterra, Alemanha, França, Japão, Austrália, Suécia, Rússia, Itália, Perú chega o momento de Dietz ser encenado em solos brasileiros, com Private Eyes. Alguns Prêmios: – Novas Peças Americanas por “Still Life With Iris” e “Fiction”; – PEN USA por “Lonely Planet”; – Yomuiri Shimbun – adaptação da novela de Shusaku Endo “Silence”; – Nomeação ao Prêmio Pulitzer por Last of the Boys.

 

SOBRE ALEXANDRE TENÓRIO

Graduado em artes cênicas, com especialização em direção teatral, pela Universidade do Rio de Janeiro, tem dirigido principalmente textos contemporâneos, sendo o mais recente: BRINCANDO COM A MORTE de Joe Orton – São Paulo, 2013. Também assina a direção e tradução das peças: – de Alan Ayckbourn : ISSO É O QUE ELA PENSA – SP, RJ, DF, 12/13; ASSOMBRANDO JULIA– SP, 2012; A SERPENTE NO JARDIM – 10/11; – de David Harrower : BLACKBIRD – SP, 06/10; – de Jane Bodie: ATO ÚNICO – SP, 08/09; – de Mike Cullen: ANNA WEISS – SP, 2005; – de Harold Pinter: PAISAGEM E SILÊNCIO – SP, 2005; O MONTA CARGAS – SP, 2001. -de Jon Fosse: ALGUÉM VAI VIR– SP, 2006 Como tradutor assina os textos : ‘’FAZ DE CONTA’’ e ‘’RELAÇÕES APARENTES’’ de Alan Ayckbourn; ‘’AS PONTES DE MADISON’’ de Robert James Waller ; ‘’ROXO’’ E ‘’O NOME ‘’de Jon Fosse ; ‘’O ZELADOR’’ de Harold Pinter . ‘’ÁGUA PARADA ‘’ de Simon Stephens, ‘’O ARTISTA E SUA MÃE’’ de Morna Pearson, ‘’ESSA MULHER SERÁ MINHA’’ de Louis Verneuil

 

SOBRE DIEGO WERNER

É ator formado pelo Teatro Escola Célia Helena em 2013. Natural de Curitiba, Iniciou sua carreira artística com a peça Super Homens, direção de Mauro Zanatta, em 2010. Fez cursos complementares : Projeto Primeiro Corte no Studio Fátima Toledo, workshops com atores do Theatre Du Soleil, destacando-se Olivia Corsini e Jeremy James (máscara neutra, técnicas de Jacques Lecoq e Monika Pagneux). Em 2014 terminou sua segunda formação teórico/prática com o curso de Interpretação e Direção do Instituto Stanislavski.

 

SOBRE ISABELLA LEMOS

É atriz e fundadora da Teatro Cia e integrante do Núcleo de Atores do Grupo Tapa. Formou-se pela Escola Superior de Artes Celia Helena em São Paulo, e se especializou na Mountview Academy of Theatre Arts, em Londres e na American Academy of Dramatic Arts, em Nova York. Fez diversas peças sob a direção de Eduardo Tolentino, como “Mão na Luva”, “Amargo Siciliano”, “Alguns Blues do Tennesse” e “Contos de Sedução”. Recentemente protagonizou a premiada peça “Orfãos” com direção da atriz e diretora Clara Carvalho, além de espetáculos com outros diretores.

 

SOBRE PAULO GABRIEL

É ator e empreendedor cultural. Formado em Artes Cênicas pelo Globe SP, fez cursos complementares no Studio Fatima Toledo, Instituto Stanislavsky, Estudio Take a Take e wokshop com os diretores Robert Milazzo , Edson Spinello , Thelma Guedes, Teresa Lampreia , Marjo Riikka Makela- e Christian Duuvort. No Teatro fez Bodas de Sangue, Nossa Cidade, Drama da Paixão de Cristo, Eles Não Usam Black Tie, Noite de Reis, A Volta pra Casa e Romeu e Julieta. Tem ampla experiência em cinema independente, atuando em mais de 35 filmes, além de ter estampado inúmeras publicidades.

 

SOBRE ALEXANDRE MENEZES

Ator desde 2009 e bacharel em teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, Alexandre Menezes tem 14 peças teatrais em sua jornada. Em 2014 fez como ator “Odisseia” com o diretor Marco Antônio Rodrigues. Em 2011/2012 fez “Píramo e Tisbe” com direção de Vladimir Capella. Trabalhou também com diretores como Simoni Boer, Dagoberto Feliz, Bete Dorgam, Lígia Cortez, Joana Dória e Lander Patrick. É sócio e ator do “Vesh”, canal de humor do youtube.

 

SOBRE RENATA DE PAULA

Atriz e apresentadora de TV, com inúmeras campanhas publicitárias em seu currículo. Estu­dou na Fun­da­ção das Artes SCS e SENAC. Fez cur­sos com­ple­men­ta­res no Stu­dio Take a Take, The Modern School of Film, Inter­na­ti­o­nal Acting Stu­dio e Globe-SP. Entre seus preparadores destacam-se Nara Sakarê, Sérgio Penna, Anselmo Vasconellos, Lulu Pavarin e Patrícia Carvalho de Oliveira. Em 2013, atuou na comédia “Adão, Eva e mais uns Caras” com dire­ção de Ernesto Pic­colo. Fez vários curtas-metragens destacando-se o premiado “Suri­name Gold”. Foi inte­grante do Núcleo de Atores do grupo de pesquisa de cinema “AP43”. É atriz do  “Des­carga Elé­trica” (canal de humor do youtube) e apre­senta o pro­grama “Dica 21” na Tv Séc. 21.

 

Ficha técnica

CRIAÇÃO

Texto: Steven Dietz

Tradução e direção: Alexandre Tenório

Preparação de Atores e Corporal: Daniela Biancardi

Elenco: Alexandre Menezes (Franco) / Diego Werner (Matt) / Isabella Lemos (Lisa) / Paulo Gabriel (Adrian) / Renata De Paula (Cory)

Iluminação: Leonardo Carvalho

Trilha sonora/original: Steven Dietz

Figurino: Rafaela de Oliveira

Cenário: Cesar Rezende “Baskiat”

Designer de óculos: Francisco Ventura

 

PRODUÇÃO

Realização & Produção: Diego Werner

Produção Associada: E!motion Cultural

Projeto em Lei: Innovax Arte Cultural

Produtor Executivo & Associado: Paulo Gabriel

Ass. de Produção: Isabel Hani

Fotos, video e designer: Victor Iemini

Ass. de Imprensa: Pombo Correio

Design Conceito/Comunicação Integrada: Emotion Cultural

Web Designer: Bruno Jotta

 

Serviço

Amor Sob Suspeita

De 5 a 27 de agosto

Quartas e quintas às 21h

 

Teatro do MuBE Nova Cultural

Rua Alemanha, 221.

R$ 40

80 minutos

14 anos

192 lugares

 

Vallet no local: 25 reais.

Abertura da casa: 2 horas antes do espetáculo.

Bilheteria: qua e qui – 14h às 18h | ou até o horário da atração;

sex e sab – 14h às 21h30 | ou até o horário da atração;

dom – 10h às 18h | ou até o horário da atração

Capacidade: 192 lugares

Vendas online: www.ingressorapido.com.br

Telefone: (11) 4301-7521

 

 

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Uma Espécie de Alasca, o único texto do nobel Harold Pinter inspirado na obra de outro autor (Oliver Sacks), estreia 09 de junho no Festival Cultura Inglesa

Yara de Novaes, recém premiada por Contrações, vive personagem que dormiu por 29 anos quando foi cuidada por sua irmã, Miriam Rinaldi (teatro vertigem) e pelo cunhado vivido por Jorge Emil sob direção de Gabriel Fontes Paiva

Em coma há 29 anos após contrair a doença do sono (encefalite letárgica), Débora acorda com a mente de 16 anos de idade. Sua irmã Paulinha e seu cunhado, o médico dedicado Hornby, cuidaram dela ao longo de todo esse tempo. A inspiração do inglês Harold Pinter para a peça veio da leitura do livro “Tempo de Despertar”, do renomado neurologista Oliver Sacks, o qual apresenta casos de pessoas suspensas por décadas da vida, de repente de volta ao mundo em função de testes com um novo tipo de medicamento, descoberto na década de 1960. Pinter compreendeu aqueles pacientes até mais do que seus próprios médicos, segundo eles próprios observaram depois de assistir a primeira montagem do texto. “Por motivos explicados apenas pela espiritualidade ou sensibilidade de um gênio, o dramaturgo não precisou conversar com Sacks, nem visitar o hospital onde os doentes ficavam para entender a fundo sua alma. Isso mostra como o teatro pode mergulhar no inconsciente, resgatando de lá, sem juízo de valor, nossa mais sincera humanidade.” – Comenta o diretor Gabriel Fontes Paiva que assina também a adaptação. “O que me capturou nesse texto foi o quanto ele é profundo para tratar questões existenciais utilizando como ponto de partida um caso real.”

Oliver Sacks anunciou em fevereiro de 2015, em um artigo no New York Times, que em breve nos deixará por conta de um estágio avançado de câncer. Ele surpreende de ao invés de se lamentar ou relembrar com nostalgia sua genial trajetória, dizer que se sente agradecido pela oportunidade de se despedir da vida. “Nos últimos dias, tenho sido capaz de ver a minha vida a partir de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem.” entendimento raro da existência foi conquistado por uma vida dedicada ao estudo neurológico do ser humano. Sacks que conseguiu sem precedentes transformar casos médicos em best sellers por meio de um talento nato para escrita trouxe notoriedade a questões prioritariamente de interesse médico. “Despertando”, sua obra que apresenta pessoas que ficaram por décadas suspensas da vida e retornaram após a descoberta de um medicamento, permitiu um novo e profundo olhar sobre as questões existenciais. Isto ocorreu em tamanha proporção que gerou dramaturgo agraciado pelo Nobel a vontade de escrever uma peça inspirada em outra obra. “Um dia acordei com a sensação estranha de estar em um lugar e tempo distintos lembrei do livro do Oliver Sacks que tinha lido a quase uma década e escrevi “Uma Espécie de Alasca”.

Um ambiente para um coletivo
Outra coisa que chama a atenção dessa montagem é a reunião inusitada de grandes artistas. Alguns experimentando novas funções, outros pela primeira vez no teatro. O que não é o caso dos três atores. Veteranos, reconhecidos e premiados terão o desafio de interpretar personagens complexos como alguém que dormiu por 30 anos, um médico que dedicou a vida inteira para descobrir a cura de uma doença e uma mulher que abriu mão da própria vida para cuidar da irmã. “Yara, Miriam e Jorge são artistas genuínos que gostam de se aventurar em territórios ainda não explorados porque sabem que é no risco que podemos avançar mais.” Comenta o diretor. Luiz Duva um dos principais representantes brasileiros de vídeoarte performance e novas mídias será responsável pela concepção de vídeo da peça. Luisa Maita um dos nomes mais encençados da nova MBP, teve sua primeira inserção em trilha sonora no tão comentado filme “Boyhood”. Maita possui grande reconhecimento nos EUA e com direito a apresentações esgotadas no Lincon Center de nova York e primeiro lugar de vendas no iTunes por semanas nesse mesmo país. Quem assina com ela a trilha é outro músico também reconhecido internacionalmente e que recebeu prêmio de melhor trilha sonora em Gramado, Jam da Silva. A troca de papéis fica por conta de Débora Falabella que fará o figurino do espetáculo. “São Pessoas que tenho muita afinidade artística e que trabalho há anos em projetos de música. A Débora, por exemplo, sempre contribuiu muito em figurinos com o Grupo 3, (companhia de Gabriel, Yara e Débora), era a hora de assinar um sozinha.” Comenta Gabriel. O teatro tem a vocação do diálogo com outras linguagens e o Festival Cultura Inglesa tem a vocação para a experimentação, talvez por isso tantos espetáculos bons tenha surgido deste Festival.

Sobre Gabriel Fontes Paiva (diretor)
Concebe e dirige espetáculos musicais como a série “Na Mira da Música Brasileira”. Atua como curador, pesquisador e editor em projetos culturais de caráter documental, histórico e pedagógico como as mostras “Murilo Rubião – O Reescritor Fantástico” e “Mostra Contemporânea de Arte Mineira” e a publicação “O Continente Negro”. Idealizou e realizou mais de 50 projetos culturais de destaque fundamentados em pesquisas e experimentações cênicas e construídos coletivamente com alguns dos principais artistas do teatro e da música da atualidade no Brasil. Possui seu escritório de produção cultural desde 2001, a Fontes Realizações Artísticas. É diretor artístico da companhia teatral que fundou em 2005 juntamente com Yara de Novaes e Débora Falabella, o Grupo 3 de Teatro. Desde 2004, concebe e realiza os concertos do “Projeto Memória Brasileira”, ao lado de Myriam Taubkin.

Sobre Yara de Novaes (atriz)
Atriz, diretora e professora de teatro fundou em 2005 o Grupo 3 de Teatro, onde alterna seus trabalhos de atriz e diretora. Dirigiu como convidada 17 espetáculos nos últimos 12 anos entre eles Tio Vania do Grupo Galpão e Caminho para Meca, com Cleyde Yaconis. Atualmente excursiona com o espetáculo Contrações pelo qual recebeu o prêmio APCA de melhor atriz em 20013 e leciona a disciplina Teatro na Fundação Armando Alvares Penteado.

Sobre Miriam Rinaldi (atriz)
Atriz, professor e pesquisadora. Coordena o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Pertenceu ao grupo Teatro da Vertigem de 1996 a 2008 tendo participado da criação e montagem dos seguintes espetáculos, entre outros: O Livro de Jó e O Paraíso Perdido. Como atriz participou da criação e montagem do espetáculo !Salta! com o Coletivo Dodecafônico. Ingressou no Doutorado em 2012 sob orientação do Professor Jacó Guinsburg.

Sobre Jorge Emil (ator)
Formado pelo Teatro Universitário da UFMG (1990), trabalhou em mais de 30 espetáculos. Foi dirigido por Gabriel Villela em Gota d’água e Calígula. Na Sutil Companhia de Teatro, de Felipe Hirsch, atuou em Educação sentimental do vampiro, Não sobre o amor, Avenida Dropsie e Temporada de gripe. Em 2014 esteve em Puzzle (a), espetáculo de Felipe Hirsch, e em Abra a janela antes de começar, texto de Silvia Gomez inspirado em A metamorfose, de Franz Kafka, dirigido por Fabio Mazzoni.

Sobre Débora Falabella (figurino)
Filha do ator e diretor de teatro Rogério Falabella, Débora Falabella descobriu desde cedo a vocação para atuar e aos 12 anos já participava de peças de teatro amador na Belo Horizonte natal. Quando se mudou mais tarde para o Rio de Janeiro ficou conhecida do grande público por atuações arrebatadoras em novelas como O Clone (2001) e Avenida Brasil (2012), ambas da Rede Globo. No cinema Débora pode ser vista no curta metragem Françoise (2000), de Rafael Conde, trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado e no Festival de Brasília, e também em longas como Dois perdidos numa noite suja (2002), de José Joffily, prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília; Lisbela e o prisioneiro (2003), de Guel Arraes; A dona da história (2004), de Daniel Filho; Cazuza – O tempo não para (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Apesar da vitoriosa trajetória na TV e no cinema, Débora nunca abandonou os palcos. Nos últimos dez anos participou de quatro espetáculos teatrais de grande sucesso: Noites Brancas(2004), quando venceu os prêmios de melhor atriz do Troféu USIMINAS/SINPARC e do Prêmio SATED-MG, A Serpente (2005), O Continente Negro (2007) e O amor e outros estranhos rumores (2010). Agora, prepara-se para estrelar Contrações, novo espetáculo do Grupo 3 de Teatro.

Sobre Luis Duva (vídeo)
Luiz Duva (a.k.a. luiz duVa) é um artista experimental no campo da videoarte, performance e novas mídias que desenvolve desde o início dos anos 90 narrativas pessoais em vídeo, bem como uma série de experiências com video-instalações. Do ano de 2000 para cá vem se dedicando ao live images, termo por ele cunhado para designar a manipulação de imagens e sons em tempo real em ambientes imersivos, à criação e apresentação de composições audiovisuais, a projetos de live cinema, vjing e ao desenvolvimento de conteúdo para diferentes mídias: TV, internet e celular.

Sobre Luisa Maita (Trilha Sonora)
Filha do músico e compositor Amado Maita e da produtora cultural Myriam Taubkin, Luisa teve contato direto o meio musical desde a infância.
Mostrou sua capacidade de composição tendo músicas gravadas por Virgínia Rosa, Mariana Aydar (“Beleza” eleita pela revista Rolling Stone uma das melhores músicas de 2009) e participado dos álbuns de Rodrigo Campos e Carlos Núñes. Luísa Maita também trabalhou com grandes produtores no Brasil como Antonio Pinto, Beto Villares e Bid. Teve destaque como cantora nos vídeos da campanha para olimpíadas Rio 2016 dirigidos por Fernando Meirelles.
Em 2010, Luísa apresenta “Lero-Lero”, seu álbum de estreia lançado no Brasil pelo selo Oi Música e no mundo todo pela Cumbancha/Putumayo.
Após o lançamento nos EUA, o programa “All Things Considered” da NPR disse que Luísa é a “Nova Voz do Brasil” e salientou que “se continuar fazendo discos como este, pode muito bem estar no caminho para o estrelato internacional”. Logo em seguida a cantora embarca para sua primeira turnê pelos EUA e Canadá recebendo ótimas críticas do The New York Times,1 The Washington Post2 e Boston Globe.3
No mesmo período, Luísa estreou na Europa passando por importantes festivais de verão. Em agosto de 2011, a cantora retornou à América do Norte realizando 30 shows em 26 cidades.

 

Sobre Jam da Silva (trilha Sonora)
Músico, compositor e produtor musical, natural de Recife (PE).
Com uma carreira de projeção no Brasil e no exterior, Jam tem abordagem inovadora em suas produções, sempre sensível aos sons cotidianos das ruas, onde incorpora essa biblioteca sonora em suas músicas, usando tais ambientações dos lugares por onde passa.
A faixa-título do seu álbum de estreia,”Dia Santo”, com os vocais de Isaar, chamou atenção do Dj franco-suíço Gilles Peterson, que incluiu a canção na sua coletânea anual Bubblers Four Brownswood e o álbum entrou na lista da premiação “All Winners 09”, como o disco mais tocado entre as melhores musicas lançadas na Rádio 1, da BBC de Londres.
Jam colaborou com uma série de artistas internacionais e brasileiros, ao vivo e em estúdios, como os franceses Massilia Sound System, Moussu T et les jovents, Troublemakers, Camille e Sebastien Martel, o malinês Toumani Diabaté, os angolanos Wysa e Paulo Flores, e fez parte da bandas F.UR.T.O. e Orquestra Santa Massa.
No cinema, participou da criação das trilhas dos filmes: “Um outro Ensaio” (prêmio no Festival de Gramado para melhor trilha sonora), “Os Narradores de Javé”, “Fábio Fabuloso”, “O Rap do Pequeno Príncipe”, “Só 10 Por cento é Mentira”, e dos longas americanos “Express Way”, “To Hi Too Holla” (Danny Cabeza).
Teve suas músicas gravadas pelas cantoras Roberta Sá (O Pedido), Elba Ramalho (Gaiola da Saudade), e parcerias com Kátia B (O Baile), Marisa Monte e Marcelo Yuka (Desterro).

 
Ficha técnica
Autor: Harold Pinter
Direção: Gabriel Fontes Paiva
Elenco: Yara de Novaes, Miriam Rinaldi e Jorge Emil
Concepção Audiovisual : Luiz Duva
Musicas e Arranjos: Luisa Maita e Jam Da Silva
Iluminação: Andre Prado e Gabriel Fontes Paiva
Figurino: Débora Falabella e Marina Aretz
Cenotécnico: Tadeu Tosta
Operador de som: Thiago Rocha
Aulas de Foxtrot: Magoo Grande
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Planejamento de Projeto: Luana Gorayeb
Direção de produção: Marlene Salgado
Produtores Associados: Marlene Salgado e Gabriel Paiva
Realização: Fontes Realizações Artísticas
Uma Espécie de Alasca foi inspirada em “Despertando” de Oliver Sacks, que teve sua primeira publicação em 1973 por Gerald Duckworth e Cia.

Serviço
Teatro Cultura Inglesa – Rua Deputado Lacerda Franco, 333 – Pìnheiros
Dias 9 e 10 de junho às 21h
Gratuito – Retirada de ingresso na bilheteria com 1h de antecedencia

Em cartaz há 3 anos, premiada Fortes Batidas retorna em janeiro de 2018 ao porão do Centro Cultural São Paulo, onde tudo começou

Com direção de Pedro Granato, experiência de teatro imersivo convida o público para dançar e acompanhar a noite de 15 jovens em uma festa. A trilha tem canções de Karol Conka, Beyoncé, Pablo Vittar e outros artistas que agitam as pistas da cidade

Foto de José de Holanda
Fotos de Sergio Galvão


Criada em 2015 em uma oficina aberta com nove meses de duração no Centro Cultural São Paulo (CCSP), Fortes Batidas conquistou os prêmios APCA (Melhor Espetáculo em Espaço Não Convencional) e São Paulo (Prêmio Especial pela Experimentação Cênica). Nesse longo processo criativo, o diretor Pedro Granato e um robusto time de atores pesquisaram como criar uma experiência imersiva de teatro. Depois de três anos de sucesso, o espetáculo retorna ao porão desse espaço para mais uma temporada entre os dias 23 de janeiro a 7 de fevereiro de 2018.

A montagem, que tem sua trilha sonora reformulada de tempos em tempos, já foi encenada em festivais, como o MIX Brasil de Diversidade Sexual e FIT São José do Rio Preto, e em vários equipamentos culturais, como unidades do Sesc (Pompeia, Sorocaba, Santo Amaro e Belenzinho), CEUs (Pera Marmelo, Três Lagos, Inácio Monteiro, Vila Atlântica, Perus, São Mateus), no Teatro Pequeno Ato, entre outros.

A peça acompanha a noite vivida por 15 jovens, cruzando desejos e entrando em conflitos embalados pelas “fortes batidas” das canções de Karol Conka, Beyoncé, Pablo Vittar e de outros artistas que costumam agitar as pistas da cidade. Amigos que apostam quem consegue ficar com mais meninas, um casal testando o relacionamento aberto e a dificuldade de um rapaz tímido ficar com alguém do mesmo sexo pela primeira vez. A explosiva mistura dos desejos de personagens em busca de sua identidade constrói uma rede de conflitos que envolve a plateia.

O público vive uma experiência que desenha um retrato pulsante dessa geração e coloca no foco questões importantes para toda a sociedade. A homofobia, machismo e intolerância sexual estão no centro do alvo dessas “Fortes Batidas”.

Os ambientes da balada são divididos em variados níveis de plataformas que possibilitam a visibili­dade para a plateia. Mas isso não impede que atores dancem ao lado público e se relacionem com ele criando uma experiência ativa, em que o espectador não “assiste” o espetáculo, está imerso nele.

Em 2017, o texto de “Fortes Batidas” foi lançado em livro pela editora Giostri. A nova temporada da peça é possível graças aos incentivos da 5ª edição do Prêmio Zé Renato de Incentivo ao Teatro.

Sobre o Teatro Imersivo
A experiência de teatro imersivo tem se espalhado pelo mundo todo com grandes êxitos como “Sleep no More” e “Fuerza Bruta” e aqui no Brasil a experiência do Teatro da Vertigem. Granato pesquisou essa vertente no Lincoln Center em Nova Iorque em 2014 com diretores do mundo todo, dentro do Directors LAB e construiu um espetáculo que aproxima a nova geração do teatro.

PEDRO GRANATO
O diretor, dramaturgo e professor de teatro Pedro Granato é formado pela Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP). Ele dirigiu o grupo IVO 60, contemplado cinco vezes pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, e foi um dos diretores selecionados para o internacional Directors LAB, que ocorreu no Lincoln Center, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 2014. Atualmente, dirige e administra o teatro Pequeno Ato e é presidente do MOTIN – Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo.

Outras peças dirigidas por Granato são “11 Selvagem”, de sua autoria; “Até que deus é um ventilador de teto”, de Hugo Possolo; “Você não está Aqui”, escrita com Ricardo Malerbi; “As Lágrimas Quentes de Amor que Só Meu Secador Sabe Enxugar”, escrita com Paula Cohen; “Quanto Custa?”, de Bertolt Brecht (eleita como “melhor trabalho em espaço convencional de 2013” no Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro); “Submarino”, de Leo Moreira;  “IL Viaggio”, de Marcelo Rubens Paiva; “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos; “Criminal”, de Javier Daulte; “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare; e “O Grande Mágico Mistério”, de sua autoria.

SINOPSE
Em uma festa para a qual o público também é convidado, quinze jovens tentam driblar a solidão com música alta e bebida. No meio da pista, amigos apostam quem consegue ficar com mais meninas, um casal testa seu relacionamento aberto e um rapaz tímido tenta ficar com alguém do mesmo sexo pela primeira vez. Estas são algumas das histórias que revelam um retrato pulsante da nova geração e colocam em pauta temas importantes para toda a sociedade, como homofobia e a intolerância sexual. A trilha sonora reúne canções de Pablo Vittar, Karol Conka, Beyoncé e outros artistas que costumam agitar as baladas da cidade.

FICHA TÉCNICA
Direção e dramaturgia: Pedro Granato
Cenário: Diego Dac
Assistente de direção e Iluminação: Gabriel Tavares
DJ: Pedro Augusto Monteiro
Coreógrafa e Stand-in: Inês Bushatsky
Assistentes de dramaturgia: Manuela Pereira e Natália Xavier
Produção: Contorno Produções e Pequeno Ato
Direção de Produção e Produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martinez
Atores: Ariel Rodrigues, Beatriz Silvei­ra, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Fernando Vilela, Gabriela Andrade, Ga­briela Gama, Gal Goldwaser, Inês Bushatsky, Ingrid Man­tovan, Laura Vicente, Lia Maria, Mateus Menoni, Mau Ma­chado e Vitor DiCastro.
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
Fortes Batidas, de Pedro Granato
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 100 – Paraíso
Temporada: 23 de janeiro a 7 de fevereiro de 2018
Terças e quartas-feiras, às 20h
Ingressos: grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação.
Duração: 70 minutos
Classificação: 16 anos
Lotação: 150 lugares