ESPETÁCULO “OS PEQUENOS MUNDOS” DO GRUPO ERANOS (SC) ESTREIA NA PROGRAMAÇÃO DO #CCBBEMCASA

Para crianças de todo o Brasil, a obra convida a uma aventura fantástica construída com caixas de papelão. O trabalho valoriza a presença da criança e sua interação real com espetáculo, ao vivo, pela plataforma Zoom.

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No mês da criança, o premiado grupo catarinense Eranos Círculo de Arte – referência em trabalhos cênicos interativos dedicados à infância – faz sua estreia nacional de “Os Pequenos Mundos” no dia 1º de outubro, sexta-feira, em formato on-line. A obra integra a programação digital do Centro Cultural Banco do Brasil e é um convite a pessoas de todas as idades a participarem de uma aventura por mundos encantados, criados com caixas de papelão. A pessoa responsável pela criança recebe, antecipadamente, um tutorial com uma lista de materiais e orientações para preparação de um espaço cenográfico, em casa, que servirá como ambientação para a experiência teatral. Cada apresentação tem duração aproximada de 35 minutos. O espetáculo é indicado para crianças de 3 a 8 anos. Este projeto tem patrocínio do Banco do Brasil. 

O espetáculo fica em cartaz até 21 de novembro, aos sábados e domingos com sessões às 15h e às 17h, às quintas-feiras com apresentações às 10h, e nas sextas-feiras às 15h. As sessões de domingo possuem acessibilidade com intérprete de libras e audiodescrição. Toda temporada acontece pela plataforma Zoom e são permitidos até 20 ingressos por sessão – cada bilhete virtual dá direito à participação de toda família. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia) e podem ser adquiridos no site www.bb.com.br/cultura. O valor arrecadado com a bilheteria será doado integralmente para a Associação Colmeia de acolhimento infantil – Belo Horizonte.  

 “Em qualquer lugar que uma criança se encontre, ela vai criar uma pequena história, um pequeno mundo com aquilo que está a sua volta: pode ser suas próprias mãos, uma sombra, caixas, achados da natureza – plantas, folhas, galhos. A potência criativa é muito natural para as crianças”, explica Sandra Coelho, atriz, psicóloga e integrante do Eranos Círculo de Arte. Durante o processo de criação do espetáculo, o grupo distribuiu kits com caixas de papelão de tamanhos diversos para algumas famílias e pediu que registrassem o que os filhos faziam com os materiais, quais brincadeiras propunham, quais reações, histórias, etc. “A relação que as crianças estabelecem com as caixas – compreendidas aqui como brinquedos não-estruturados, ou seja, não possuem uma funcionalidade específica -, foi o ponto de partida para a criação da peça”, completa a atriz. 

Fundado em 2009 por Sandra Coelho e pelo diretor Leandro Maman, é a partir de 2014 que o Eranos Círculo de Arte inicia um processo de investigação sobre o conceito de protagonismo da criança, em especial da primeira infância nas artes presenciais, com pesquisas permanentes em escolas públicas. “A ideia da criança como figura central inicia já na concepção das peças, quando vamos até elas e propomos uma espécie de criação colaborativa através de oficinas criativas.  Nas apresentações as crianças são convidadas a participar, opinar, e estar muito próximas da cena e dos atores, já que todas as obras têm caráter intimista”, explica Sandra Coelho. 

Em “Os Pequenos Mundos” o grupo trabalha pela primeira vez com a participação online das crianças. Para aproximar da experiência teatral, a companhia de Itajaí (SC) propõe que aconteça a preparação para o espetáculo dentro da casa do espectador, por meio de tutoriais que auxiliam os adultos na construção de um cenário com o que tiverem à mão, criando assim uma experiência física, tátil e extra cotidiana, para além das telas. “É importante que a cenografia se aproprie da narrativa infantil: crianças são os principais autores da produção desse pequeno espaço cênico. E quando começar a peça, ela vai ter acesso ao pequeno mundo que o adulto construiu para ela ou junto com ela”, diz.

Em “Os Pequenos Mundos”, as crianças são levadas a uma aventura por mundos de fantasia feitos de caixas de papelão. A narrativa é conduzida por bonecos animados pela atriz Sandra Coelho e confeccionados por Leandro Maman. “Desde a fundação do grupo a gente trabalha com conceitos de teatro de animação em projeções digitais, e agora com a pandemia, a gente direcionou a pesquisa de ‘Os Pequenos Mundos’ para construção de bonecos animados. É um espetáculo de natureza híbrida, a gente tem em cena uma atriz, ao vivo, e a animação, com diversas técnicas: boneco de vara, boneco de mesa, todos confeccionados de maneira autoral”, explica Leandro Maman.  

Segundo Sandra, os tutoriais incentivam que os cuidadores construam, com caixas de papelão, um dos bonecos do espetáculo. Ainda durante a peça, Sandra dá indicações para as crianças buscarem, no ambiente, objetos que os adultos já deixaram previamente preparados. A dramaturgia apresenta também abertura para a participação da plateia. “Vou pedir que façam ou que me mostrem coisas, como objetos, suas mãos etc. O microfone delas poderá ser aberto para quando quiserem se manifestar. Vai ter uma música com o nome das crianças que será cantada ao final do espetáculo. Elas de verdade participam e são parte fundamental do espetáculo. E os pais atuam como facilitadores da experiência”, diz.

A tecnologia não é novidade para o Eranos, habituado a utilizá-la em outros trabalhos presenciais da companhia como forma de conexão com o público. Em “Os Pequenos Mundos”, o desafio para o grupo foi tornar o ambiente digital uma ferramenta interativa. “A tecnologia não é um fim em nossas peças. Ela é um meio que a gente usa para se relacionar com as pessoas. Portanto, ‘Os Pequenos Mundos’ não é para ser assistido por uma plataforma. É um espetáculo para participar. Como de fato entrar em contato com a criança e se fazer o mais presente possível pela tela? Esse tempo serviu para que a gente pudesse amadurecer e refletir sobre esse lugar da tecnologia e sobre aquilo que é o cerne do nosso trabalho: a relação”, conclui Sandra Coelho.

A autoria e pesquisa do espetáculo Os Pequenos Mundos são de Sandra Coelho e Leandro Maman, atuação ao vivo de Sandra Coelho, direção geral e confecção de bonecos de Leandro Maman, supervisão artística de Adriano Guimarães, assessoria de animação de Luiz André Cherubini, animação dos bonecos por Sandra Coelho e Leandro Maman, operação técnica por João Freitas e Pietra Garcia, produção por Eranos Círculo de Arte.

ERANOS CÍRCULO DE ARTE – http://eranos.com.br/ 

Original de Itajaí/SC, Eranos – Círculo de Arte é um coletivo de artistas que produz e pesquisa arte e suas interfaces entre o teatro de rua, o teatro de animação, a performance, fotografia e poesia. A companhia investe também em processos criativos com linguagem onírica e traz como eixo recorrente em seus trabalhos o uso de aparatos multimídia.

Desde 2009 a companhia desenvolveu mais de 20 criações entre espetáculos e performances e participou de reconhecidos festivais como FIL RJ – Festival de Intercâmbio de Linguagens (2021, 2019 e 2016), Festlambe – Festival Internacional de Teatro Lambe-lambe de Valparaíso (2016), no Chile; Festival Novo Olhar – Jundiaí (2018), FILO – Festival Internacional de Londrina (2016), FITA – Festival Internacional de Teatro de Animação (2016), XII Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas (2016) e Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre (2014) entre outros. Além de prêmios como o Iberescena (2017), Elisabete Anderle (2017, 2019 e 2020), Myriam Muniz (2015), Arte como Respiro – Itaú Cultural (2020), FUNARTE Respirarte (2020).

A partir de 2014, o grupo passou a investigar sobre o uso de tecnologias digitais para a primeira infância. Para o grupo, o teatro é uma maneira de democratizar o acesso à cultura, além de contribuir para a formação de plateia, trazendo desde cedo a experiência da fruição artística

SERVIÇO

GRUPO ERANOS (SC) ESTREIA “PEQUENOS MUNDOS” NO CCBB 

1º de outubro a 21 de novembro de 2021 

Sessões aos sábados e domingos, às 15h e 17h 

Quintas-feiras – 10h e sextas-feiras – 15h 

*As sessões de domingo terão acessibilidade com intérprete de libras e audiodescrição
** O valor arrecadado com a bilheteria será doado  

integralmente para a Associação Colmeia de acolhimento infantil – Belo Horizonte, . 

Limite de 20 inscrições na plataforma zoom, por sessão 

(Público potencial mínimo de 40 pessoas) 

Indicado para crianças de 3 a 8 anos 

Ingressos à venda a R$30 (inteira) R$15 (meia) 

Pelo site www.bb.com.br/cultura ou pelo site     www.sympla.com.br/produtor/ospequenosmundos 

Mais informações para o público: 

Nas redes sociais @ccbbbh, @ccbbrj, @ccbbsp e @ccbbbrasilia e do grupo @eranoscirculodearte 

SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678 – 

Deficientes Auditivos ou de Fala 0800 729 0088 

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Assessoria de imprensa BH – Beatriz França – Rizoma Comunicação e Arte

Tel.: (31) 9 9733 3127 – beatrizfranca@rizomacomunica.com.br

Assessoria de imprensa SP: Helô Cintra – Pombo Correio

Tel.: (11) 9 9402 8732 – helo@pombocorreio.art.br

Assessoria de imprensa DF: Josuel Júnior

Tel.: (61) 9 8487 1551 – contato@josueljunior.com

Assessoria de imprensa Porto Alegre e Florianópolis: Bruna Paulin – Flor em Flor

Tel.: (51) 9 8407 0657 – bruna@brunapaulin.com

Assessoria de imprensa CCBB BH: Bárbara Campos Guimarães 

 barbaracg@bb.com.br 

Assessoria de imprensa CCBB RJ: Bianca Mello 

biancamello@bb.com.br 

Assessoria de imprensa CCBB SP: Leonardo Guarniero 

leoguarniero@bb.com.br 

Assessoria de imprensa CCBB Brasília: Bárbara Burnier 

barbaraburnier@bb.com.br 

Musical “O Pequeno Príncipe em Versão Brasileira” estreia dia 26 de setembro no TOM BRASIL, concluindo a última etapa da segunda edição do projeto Do Singular ao Plural, que tem como objetivo a estima às diferenças a partir da inclusão e do convívio artístico.

O projeto teve início em outubro de 2020 e passou por quatro etapas: oficinas, audições, ensaios e montagem. Os alunos inscritos são pessoas com deficiência e sem deficiência. A partir desta vivência, todos foram convidados para integrar o projeto final, a montagem do espetáculo “O Pequeno Príncipe em Versão Brasileira”, com quatro apresentações.

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Descrição gerada automaticamente

O projeto conta com o incentivo da SKY, maior operadora de TV via satélite do país, pelo segundo ano consecutivo. Criado em 2019, Do Singular ao Plural alcança sua segunda edição conduzido pela arte, inclusão e convívio. A partir da participação de pessoas com deficiência (PCD) e pessoas sem deficiência, a montagem cênica musical é uma ação de afirmação à diversidade e à equidade, juntas em uma mesma experiência.

“O Pequeno Príncipe em Versão Brasileira” é inspirada na obra de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, e exalta em sua narrativa a valorização da cultura, da história e das regiões brasileiras. A direção é de André Sampaio Hardman e as apresentações acontecem dias 26 de setembro e 03 de outubro, com duas sessões a cada dia.

A peça é dividida em dois atos e traz 25 canções autorais que foram compostas pelo maestro Marco Aurêh, privilegiando os ritmos brasileiros, nossa língua portuguesa e instrumentos musicais também nacionais. O cenário criado pela Banda do Fuxico, é composto por paisagens brasileiras, e o figurino assinado por Néia Barbosa foi inspirado no livro O Pequeno Príncipe. O elenco acompanha esse conceito de ser brasileiro e plural, unindo atores com experiência cênica e alunos das oficinas de teatro, canto e dança que aconteceram nas primeiras etapas do projeto. Com direção geral de André Sampaio Hardman e direção artística e produção de Nildo Hardman, o espetáculo leva a plateia ao universo lúdico “multirregional” do Brasil. 

O elenco é composto por Guigo Farias, André Sampaio Hardman, Cília, Júlia Ferreira, Alex Sorlino, Rosy Aragão, Cida Barbosa, Totó Rasmuson, Taty Queiroz, Luiza Gomes, Rafael Barbosa, Luise Máximo, Marina Guimarães e Cia Ballet de Cegos, com participação especial de Adriana Godoy, Lola Hardman, Alberto Garcya, Alex Sorlino, Alpheu Neto, André Noto, Bebel Arudrev, Carmelita Ferreira, Cida Barbosa, Deny Nascimento, Gabriela Andolfato, Giulliana Granado, Ivone Simplício, Izabella Camazano, Izaura Alimari, Juliana Bessa, Luiza Gomes, Margarete Jardim, Maria Auxiliadora, Maria Canuto, Mauro Braga, Totó Rasmuson, Paloma Fonseca, Rafael Barbosa.

As audições para integrar o elenco do espetáculo foram voltadas ao público experiente das artes cênicas, com ou sem deficiência, e não necessariamente com DRT. Tais atores estão em cena junto aos alunos das oficinas, este encontro entre profissionais e amadores é um dos motes do projeto.  

As inscrições foram abertas para adultos e crianças de todas as idades, mesmo que ainda não tivessem tido nenhuma experiência com a arte e para artistas amadores, sendo eles e elas pessoas com ou sem deficiência (PCD). Ao todo tivemos 170 inscritos dos quais 115 são PCDs.

A fase preparatória, sob coordenação de Nildo Hardman Sampaio, proporcionou oficinas gratuitas no formato híbrido (online e presencial) durante 6 meses, oferecendo experiências de canto, dança e teatro a todos os interessados, a partir de práticas, aprendizados, convivência com a diversidade e quem sabe até, um despertar pelo ofício da arte. 

“O Projeto Do Singular ao Plural, para o público que atende, às vezes se revela como única alternativa para a formação de um artista com deficiência. Esta situação agravada pela pandemia nos fez adotar a modalidade de ensino on-line por 6 meses, prolongando assim um projeto que seria de 4 meses em um projeto de 12 meses (o presencial também foi alongado). A importância do projeto independe do momento atual porque nossa busca é explorar as eficiências de cada um, colocando-os no ambiente em que tenham a sensação real de pertencimento, ainda que singulares (e jamais diferentes) dentro do mundo que é plural.” Destaca Nildo.

As oficinais foram ministradas por Adriana Godoy, Alberto Garcya e Alex Solino, profissionais reconhecidos nas artes do canto, da dança e do teatro, respectivamente. 

O aprendizado adquirido nas oficinas e aulas ministradas reverberam na cena. “Todos os participantes receberam aulas de canto, teatro e dança e o resultado está vindo na forma de um grande musical! Nossa versão brasileira para O pequeno Príncipe explora a capacidade artística de cada integrante do elenco. Eles cantam, dançam e interpretam de uma forma totalmente singular. Tal experiência está proporcionando a esses participantes uma nova forma de ver e de viver a vida, onde os limites, muitas vezes impostos, são pra gente meros trampolins para o sucesso de cada um! Nosso projeto é assim: uma maneira mais curta e concreta de realizar os sonhos!”, comenta o diretor do espetáculo, André Sampaio.

O projeto é apoiado pela SKY através da área de Responsabilidade Social, que promove uma série de iniciativas que mobilizam e envolvem os colaboradores, parceiros, funcionários e clientes no desenvolvimento das novas gerações através da educação e da cultura. Entre as principais ações estão o Pedra, Papel, Tesoura, programa regional de voluntariado corporativo da empresa, o Escola Plus, que defende a televisão como um método de ensino efetivo para crianças e o Faciuni Bolsas, concurso cultural para valorizar e apoiar estudantes de audiovisual e cinema em todo o Brasil. Para conferir essa e outras ações de Responsabilidade Social da SKY, acesse os perfis no Instagram e Facebook. Os conteúdos trazem detalhes das iniciativas já existentes na companhia e de projetos recentes que visam o bem-estar da sociedade. 

Sobre a SKY:

A SKY é a maior operadora de TV paga via satélite do país. Com a missão de oferecer e democratizar a diversão para todos os brasileiros, investe continuamente na oferta de produtos e serviços que sejam mais adequados para cada Brasil e suas necessidades individuais de consumo de conteúdo e entretenimento. Distribui programação 100% digital em todos os municípios do país, e busca, cada vez mais, ampliar e otimizar os serviços prestados e a experiência para seus 4.6 milhões de clientes. Com o SKY Play, plataforma de vídeo sob demanda da operadora, consumidores pós e pré-pago podem assistir conteúdos ao vivo e uma biblioteca com o DNA de curadoria da SKY onde e quando quiserem. Em 2019, a SKY foi reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no ranking Great Place To Work e também foi vencedora, na categoria TV por Assinatura, do ranking de Melhores Serviços do jornal O Estado de S. Paulo nos últimos 5 anos, do Folha Top of Mind por oito anos consecutivos, e do prêmio Consumidor Moderno em Excelência em Serviços ao Cliente há 18 anos seguidos. Acesse www.sky.com.br

Ficha Técnica: 

Diretor Geral: André Sampaio Hardman

Diretor Artístico e Produtor: Nildo Hardman

Coordenação: Lola Hardman

Diretor Musical: Oscar Gonzalez

1º Assistente de Direção: Alex Sorlino

2º Assistente de Direção: Rosy Aragão

Roteiro Adaptado: André Sampaio Hardman

2º Roteirista: Nildo Hardman e Alex Sorlino

Músicas e Melodias: Marco Aureh, Nildo Hardman, Alex Sorlino e Tati Queiroz

Elenco: Guigo Farias, André Sampaio Hardman, Cília, Júlia Ferreira, Alex Sorlino, Rosy Aragão, Cida Barbosa, Totó Rasmuson, Taty Queiroz, Luiza Gomes, Rafael Barbosa, Luise Máximo, Marina Guimarães e Cia Ballet de Cegos

Professor de Artes Cênicas: Alex Sorlino 

Professora de Canto: Adriana Godoy

Professor de Dança: Alberto Garcya

Participação especial: Adriana Godoy, Lola Hardman, Alberto Garcya, Alex Sorlino, Alpheu Neto, André Noto, Bebel Arudrev, Carmelita Ferreira, Cida Barbosa, Deny Nascimento, Gabriela Andolfato, Giulliana Granado, Ivone Simplício, Izabella Camazano, Izaura Alimari, Juliana Bessa, Luiza Gomes, Margarete Jardim, Maria Auxiliadora, Maria Canuto, Mauro Braga, Totó Rasmuson, Paloma Fonseca, Rafael Barbosa.

Músicos: Eduardo Leão, Aninha Dias, Rodrigo Simplício e Fernando Garcia.

Preparadora Corporal: Patrícia Celanti.

Preparador Vocal: Rogerio Urquizas

Coreógrafo: André Sampaio Hardman

Assistente de coreografia: Guigo Farias

Engenheiro de Som: Oscar Gonzalez

Equipe Técnica: Tom Brasil

Figurino: Néia Barbosa

Cenário: Banda do Fuxico

Maquiagem: Camila Ferrarini

Ilustração: VOR Inteligência Coletiva

Assistentes: Tchê Júnior e Rebeca Gonzalez

Administração: Izildo Casaroto

Produção Executiva: Oficina da Alegria

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Idealização, Autoria e Realização: Grupo Prismma

Serviço:

TOM Brasil – R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro 

Apresentações: dia 26 de setembro e dia 03 de outubro. Domingos. 

Duas apresentações por dia. 

Horários:às 11h e às 16h.

Duração: 2h45min com intervalo de 15 minutos entre os dois atos.

Classificação etária: livre

Lotação: 500 lugares

Ingresso: gratuito – reservas pelo email:contato@dosingularaoplural.com.br

 ou pelo WhatsApp: (11) 9 8215-9970

Assessoria de Imprensa:

Pombo Correio – Assessoria e Comunicação

www.pombocorreio.art.br. 

Contatos: 

Douglas Picchetti (11) 998146911 – douglas@pombocorreio.art.br

Helô Cintra (11) 994028732 – helo@pombocorreio.art.br

Musical Cabaret dos Bichos, adaptação do Núcleo Experimental para o romance de George Orwell, estreia de forma online 

Com dramaturgia, letras e direção de Zé Henrique de Paula e música original e direção musical de Fernanda Maia, a linguagem utilizada se inspira nos cabarés alemães, fortemente referenciados em Bertolt Brecht e Kurt Weil 

Atriz Yasmin Calbo 

Foto de Laerte Késsimos

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A Revolução dos Bichos, de George Orwell, se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Porém, insatisfeitos com a dominação, os animais decidem fazer uma revolução. Eles se organizam e expulsam o Sr. Jones da granja, pois não aceitam mais ser tratados como escravos dos humanos. Os porcos passam a liderar a granja, considerando-se os animais mais inteligentes. Um dos maiores escritores do século, Orwell faz um duro retrato sobre o relacionamento do poder com o indivíduo e da sociedade e seus processos.

Na adaptação do Núcleo Experimental, dirigida por Zé Henrique de Paula, com músicas originais de Fernanda Maia, a fábula de Orwell é transformada num musical e a linguagem utilizada se inspira nos cabarés alemães, fortemente referenciados em Bertolt Brecht e Kurt Weil. A temporada acontece de 1º de outubro a 5 de novembro com sessões gratuitas diárias pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube  às 19h. 

O elenco é composto pelos atores Dan Cabral, Luci Salutes, Felipe Assis Brasil, Fernando Lourenção, Flavio Bregantin, Mari Rosinski, Pedro Silveira e Yasmin Calbo e a orquestra é formada pelos músicos Fernanda Maia (piano), João Baracho (acordeon), Clara Bastos (baixo), Priscila Brigante (bateria) e Felipe Parisi (cello).

A Revolução dos Bichos é uma fábula sobre o poder. Escrito em plena  Segunda Guerra Mundial, o romance é uma alegoria sobre a ambição e a fraqueza humanas, que acabam por sabotar qualquer projeto político mais justo e igualitário. Setenta e cinco anos após sua publicação, surge novamente nas prateleiras das livrarias como um best seller, diante da ascensão das ditaduras ao redor do mundo. 

Esta obra é adotada por escolas públicas e privadas há algumas décadas e faz parte do estudo das áreas de Linguagens, História e Filosofia. Permite compreender conceitos como cidadania, democracia, participação política, além de fornecer um rico estudo sobre o contexto histórico do período que engloba as duas Grandes Guerras mundiais do século XX, além, obviamente, do atual contexto sócio-político, cheio de ecos e ressonâncias com a narrativa de Orwell (surgimento de ditaduras, repressão política e policial, a força da mídia e das fake news, entre outros temas. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.

Uma curiosidade que prova que Orwell continua em alta mesmo: uma lista, feita pela Nielsen Bookscan (plataforma de dados para o setor de publicação de livros) a pedido do jornal Estadão, mostrou que A Revolução dos Bichos e 1984 são as únicas obras de ficção que aparecem entre os 15 livros mais vendidos na quarentena entre 23 de março e 12 de julho de 2020.

SINOPSE

A vida é dura para os animais da Fazenda do Solar. Dia após dia, faça chuva ou faça sol, o trabalho é incessante. Sobre o lombo, o chicote. Sob as patas, a humilhação. Até o instante em que esses animais, liderados pelos porcos Napoleão e Bola de Neve e sob a tutela filosófica do velho porco Major, organizam-se num motim para expulsar seus algozes de duas pernas – o Sr. Jones e seus empregados humanos. Major acreditava que todos os animais deveriam ser livres e trabalhar de acordo com a capacidade de cada um, sem alguém para ditar o quanto eles deveriam se sacrificar ou mesmo comer, e foi assim que ele começou a infundir pensamentos revolucionários na Granja do Solar. 

No lugar do jugo humano, instaura-se uma comunidade de bichos baseada sobretudo na igualdade. Caberá aos animais, dentro de suas limitações, entender o que tal “igualdade” significa. Após um tempo, a Granja dos Bichos se torna uma república e Napoleão, único candidato ao cargo, é eleito. A partir daí, os porcos exploram ainda mais os animais e, incrivelmente, seus rostos são cada vez mais parecidos fisicamente com os humanos. Já a conduta, essa passou a ser tão humana quanto possível, com um alto grau de corrupção. “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros”: a conclusão que se chega ao final é que o desejo de comunhão e liberdade é corroído pela ambição e pelo poder alcançado pelos porcos.

CONCEPÇÃO

Ao desenvolver a proposta de dramaturgia para o Cabaret dos Bichos, o adaptador e diretor Zé Henrique de Paula buscou referências tanto no formato dos cabarés berlinenses dos anos 20 e 30 do século XX, bem como nas estruturas de algumas obras de Bertolt Brecht e Kurt Weill. A partir dessa premissa, a fábula de A Revolução dos Bichos ganhou uma moldura metalinguística, como se houvesse uma companhia de atores que se apresenta num cabaré e performa a obra de Orwell em formato musicado. Para criar esse ‘ensemble’, foram trazidas inúmeras referências tanto históricas quanto literárias, todas elas conectadas com a vida de Orwell de alguma maneira. 

“Oito personagens habitam o espaço cênico do cabaré (decadente, com resquícios de um antigo circo) e são eles que criam os espaços ficcionais da ação da fábula: a Granja do Solar, depois rebatizada de Granja dos Bichos. O recurso do distanciamento, proporcionado pela metalinguagem, facilita sobremaneira o acesso aos conteúdos e temas, servindo como uma porta de acesso lúdica para o público juvenil, nosso principal público-alvo. A proposta de caracterização (incluindo visagismo) não pretende mimetizar animais, muito pelo contrário. A partir de elementos vindos de três fontes distintas – o cabaré, o circo e a fazenda – o figurino deverá criar uma síntese que busque mais a construção de uma personalidade e menos a mímese visual de um animal. Os atores do cabaré interpretam os animais da granja, incluindo o Mestre de Cerimônias”, conta o diretor, que completa: 


“Essa sobreposição de personagens pede, portanto, sobreposição de materiais, texturas e paletas de cores. Lembrando que as referências de circos antigos e cabarés berlinenses são o Norte principal dessas caracterizações”.

“O desenho de luz é elemento vital para criar dois mundos distintos dentro da proposta do espetáculo: as cenas que fazem parte da fábula orwelliana e os números musicais dentro do cabaré. Com uso de recursos como ribalta, cordões de lâmpadas, teatro de sombras, entre outros, a iluminação irá ressaltar a teatralidade e a característica de metalinguagem presentes na encenação, criando diferentes climas e atmosferas para diferentes tipos de números tradicionais, todos herdeiros das tradições do vaudeville, do circo e do teatro de variedades”.

Um musical Orwelliano 

O Cabaret é um gênero intimista, feito para pequenos espaços, com canções acompanhadas por uma formação instrumental de pequeno porte. O Cabaret alemão, que serviu de inspiração para este projeto, tem forte influência da música judaica, origem de grande parte de seus compositores, mas também do jazz americano, muito difundido pelo cinema e pelo rádio, na época. 

Estes são alguns gêneros que nortearam a criação musical e que foram combinados com elementos musicais que se referem à origem do autor: George Orwell. Às referências musicais inspiradas em Kurt Weill e demais compositores que escreveram para o cabaret alemão, foram acrescidos elementos da música britânica e irlandesa, mesclando as raízes célticas com a tradição dos antigos hinos religiosos. As canções assumem funções narrativas e importante papel ao revelar desejos secretos e intenções não reveladas das personagens. 

Ficha técnica 

Dramaturgia, letras e direção: Zé Henrique de Paula

Música original e direção musical: Fernanda Maia

Preparação de atores: Inês Aranha

Coreografia: Gabriel Malo

Assistente de direção (teatro): Rodrigo Caetano

Iluminação: Fran Barros

Cenografia: Cesar Costa

Figurinos: Zé Henrique de Paula

Visagismo: Louise Helene

Cabelos e maquiagem: Diego D’urso

Assistente de figurino: Paula Martins

Direção audiovisual: Laerte Késsimos

Assistente de direção (audiovisual): Lucas Romano

Câmera: Marco Lomiller

Som: Alexandre Gomes

Coordenação de produção: Zé Henrique de Paula e Claudia Miranda

Produção executiva: Laura Sciulli

Músicos: Fernanda Maia (piano), João Baracho (acordeon), Clara Bastos (baixo), Priscila Brigante (bateria), Felipe Parisi (cello)

Elenco: Dan Cabral, Luci Salutes, Felipe Assis Brasil, Fernando Lourenção, Flavio Bregantin, Mari Rosinski, Pedro Silveira e Yasmin Calbo

LIVES complementares: 

22 de setembro, quarta-feira, às 20h

Live com Zé Henrique de Paula e Gabriel Malo, na plataforma Instagram, sobre o processo de ensaios e construção de Cabaret dos Bichos.

29 de setembro, quarta-feira, às 18h

Live com Fernanda Maia e Guilherme Gila, na plataforma Instagram, sobre composição de música original, tendo como pano de fundo Cabaret dos Bichos.

Guilherme Gila é formado em Cinema pela Universidade Anhembi Morumbi e cursou pós-graduação em Música e Imagem pela Faculdade Santa Marcelina. Estudou Cinema na School of Visual Arts em Nova York e Atuação para Musical na SP Escola de Teatro. É um dos responsáveis pela fanpage Broadway Meme, cujo fórum reúne mais de 20.000 fãs de musicais.

SERVIÇO TEMPORADA DO ESPETÁCULO: 

1 de outubro a 5 de novembro de 2021

Sessões diárias, às 19h pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube

(Nos dias 12, 13 e 14 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h), apresentações também pelas redes do Teatro Arthur Azevedo e nos dias 19, 20 e 21 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h) apresentações também pelas redes do Teatro João Caetano)

Grátis

Classificação indicativa: 10 anos 

Duração: 1h40 

Núcleo Experimental faz shows comemorativos de 15 anos de história 

Bruna Guerin
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Créditos: Divulgação

Revisitar trajetórias é necessário para que possamos refletir sobre elas e também para registrar uma memória de textos, canções, técnicas, espetáculos, procedimentos. Uma das dificuldades de se estudar o Teatro Musical Brasileiro contemporâneo é exatamente a falta de registros. 

Com esta iniciativa, o Núcleo Experimental lança olhar para a trajetória do grupo como um criador de material brasileiro original em sua pesquisa da música para o teatro, num esforço de resgate e memória.

O Festival de Shows – Núcleo Experimental 15 Anos, que se inicia dia 23 de setembro às 18h, conta com artistas e cantores que já passaram pelo grupo em trabalhos diversos, interpretando músicas previamente selecionadas do repertório de peças do Núcleo Experimental. 

O elenco é composto por Bruna Guerin, Andrezza Massei, Luci Salutes, Lola Fanucchi, Luiza Porto, Fabiana Tolentino, Nani Porto, Dan Cabral, Rafael Pucca, Thiago Perticarrari, Paulo Ocanha Jr., Vitor Rocha, Jonathan Faria e Guilherme Leal.


23 a 26 de setembro às 18h – Na plataforma YouTube, canal do Núcleo Experimental. Grátis.

Música Brasileira: serão revisitadas as canções de música brasileira em arranjos originais feitas pelo Núcleo Experimental em espetáculos como: Senhora dos Afogados, Sonhos Não Envelhecem, Eu Sei Exatamente Como Você se Sente, Menino Lua.

14 a 17 de outubro às 18h – Na plataforma YouTube, canal do Núcleo Experimental. Grátis. 

Música Estrangeira: show com canções de diversos outros países que fizeram parte dos espetáculos: As Troianas – Vozes da Guerra, Ou Você Poderia Me Beijar, Bichado, No Coração do Mundo, entre outros, com arranjos originais.

28 a 31 de outubro às 18h – Na plataforma YouTube, canal do Núcleo Experimental. Grátis. Música Original: neste show o repertório será feito sobre as canções originais dos espetáculos do Núcleo, como Lembro Todo Dia de Você, Nossa Classe e os inéditos Cabaret dos Bichos e Brenda Lee e o Palácio das Princesas.

Texto inédito de Marcelo Lazzaratto, Mais e Menos Dias é nova produção da Cia Elevador de Teatro Panorâmico.

Com direção do autor, espetáculo investiga a complexa relação espaço/tempo através do convívio de dois sujeitos confinados. O elenco é composto pelos atores Pedro Haddad e Rodrigo Spina.

Mulher com os braços para cima

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Da esquerda para a direita: Rodrigo Spina e Pedro Haddad

Crédito: João Caldas 

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A dramaturgia inédita de Marcelo Lazzaratto foi premiada no Concurso Internacional Cenas do Confinamento/ Escenas del Confinamiento, em 2020, que procurou estimular, em tempos pandêmicos, dramaturgos e dramaturgas de expressão ibérica a produzirem textos teatrais que refletissem a respeito da condição humana em situação de confinamento. Os textos selecionados compuseram o e-book gratuito em edição bilíngue publicado pela editora vinculada ao Grupo Galpão, a Edições CPMT, de Belo Horizonte . O cenário é assinado pelo multiartista Júlio Dojscar, figurinos da atriz Tathiana Botth, música original do músico Daniel Maia e iluminação de Marcelo Lazzarratto. Espetáculo fica em cartaz gratuitamente, de 25 de setembro a 14 de novembro, e é primeira peça presencial da Cia Elevador depois de 18 meses de teatros fechados.

“O texto foi escrito no auge do confinamento por conta da pandemia do novo Coronavírus. Enquanto eu criava as cenas já imaginava os atores Pedro e Rodrigo dizendo os textos, assim como já desenhava toda a encenação dentro do Espaço Elevador. Paredes próximas e altas já estavam no meu imaginário, era como se autor e diretor já estivessem de mãos dadas desde a primeira palavra desta dramaturgia.” Comenta Marcelo Lazzaratto.

Mais e menos dias retrata a existência de dois indivíduos que por motivos de segurança sanitária, estão confinados a pelo menos dois anos em uma espécie de abrigo de grossas paredes e com uma pequena janela por onde entra a luz do dia e que lidam diariamente com a escassez de toda ordem: falta de comida, falta de água, falta de aquecimento, falta de interação social, falta de sensação de pertencimento… Indicado pela dramaturgia o grande senhor que rege a cena e os acontecimentos é o Tempo, implacável, que nunca cessa, tornando tudo mais complexo e angustiante.

Devido à intervenção do Tempo que se manifesta de maneira antinatural na cena – elemento fundamental da encenação – as personagens aos poucos começam a perder também a dimensão da memória. Os fatos passados, as lembranças, as imagens de tempos idos passam a não se completarem em suas mentes e o que sobra contraditoriamente no espaço, é uma grande suspensão temporal desprovida de acontecimentos. Além de tudo, o passado falta. E sem passado, como se entenderão no presente para construir um futuro?

“As réplicas “mais um dia” e “menos um dia”, pronunciadas pelos personagens a cada encerramento de ciclo e que é reveladora de suas características pessoais, tornam-se assim, uma espécie de bordão anunciando a inexorabilidade da condição humana frente ao Tempo e àquela circunstância: mais um dia em que estão ali confinados, um dia a menos de suas existências.”, completa o autor e diretor.

A encenação procura enfatizar esses aspectos: por um lado a concepção do texto nasceu do estímulo gerado pela condição imposta pela pandemia e que de certo modo procurou traduzir aflições e mecanismos de sobrevivência nessas condições; por outro lado, o modo como o texto é estruturado age também metaforicamente dando-nos a impressão de que essa é a verdadeira condição humana, seja em que tempo for e em qualquer circunstância. Um tom beckettiano invade desse modo a cena dando a ela uma atmosfera de jocosa tragicidade. 

Cia. Elevador de Teatro Panorâmico

A Cia. Elevador de Teatro Panorâmico é um núcleo permanente de investigação em linguagem teatral fundado em 2000 na cidade de São Paulo. Apropriando-se dos mais diversos temas, dialoga diretamente com o homem contemporâneo, estabelecendo um trabalho de pesquisa e criação, propondo a junção da verticalidade dessa pesquisa com a horizontalidade de sua abrangência ao público. Ao longo de 20 anos de trajetória (completos em 2020), a Cia. desenvolveu um repertório de 16 espetáculos – que cumpriram temporada e se apresentaram em diversas cidades brasileiras e participaram de inúmeros festivais -, além de organizar oficinas, cursos, encontros, seminários, workshops e mostras. Desde 2006 mantém uma sede, o Espaço Elevador, teatro que se propõe como centro gerador e propagador de cultura, ampliando o diálogo entre artistas da cena e nossa cidade. Hoje a Cia. – por onde já passaram mais de 50 artistas -, é constituída pelo diretor artístico, Marcelo Lazzaratto e por Carol Fabri, Pedro Haddad, Rodrigo Spina, Tathiana Botth e Thais Rossi.

Ficha Técnica

Mais e Menos Dias

Texto/Direção Geral/Iluminação – Marcelo Lazzaratto

Atuação – Pedro Haddad  e Rodrigo Spina

Cenografia – Júlio Dojscar

Figurino -Tathiana Botth

Música original – Dan Maia

Assistente de Direção – Thaís Rossi

Operador de Luz – Lui Seixas

Fotografia – João Caldas

Assistente de Produção – Carol Fabri

Assessoria de Imprensa – Pombo Correio

Produção – Anayan Moretto

Um projeto da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Serviço

Local – Cia Elevador – Rua Treze de maio,222 – Bexiga

Quando: de 25 de setembro a 14 de novembro – sábados e domingos às 19h

ingressos gratuitos – sympla

Adriana Balsanelli lança seu primeiro livro infantil, “A Galinha Bira-bira”, que ensina aos pequenos a importância de se conviver com a diferença

Publicada pela editora Flamingo e ilustrada por Marco Martins, a história é inspirada na infância que a autora teve no interior de SP e trata de um pintinho que perdeu os dedinhos e é acolhido por uma família bem carinhosa

Imagem digital fictícia de personagem de desenho animado

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Link para fotos – https://bit.ly/Bira-bira

Com 25 anos de atuação como assessora de imprensa na área cultural, Adriana Balsanelli aventura-se no universo da literatura infantil e lança seu primeiro livro: “A Galinha Bira-bira”, pela editora Flamingo. A obra ganhou belas ilustrações de Marco Martins e já está disponível em pré-venda online (ver links abaixo).

Inspirada na infância que Adriana teve no interior de São Paulo, a história trata de um pintinho que é encontrado no meio da chuva por uma menina no quintal do sítio da família. Ela leva o bichinho para dentro da casa, o enrola em um paninho e o deixa perto do fogão a lenha para que ele possa se aquecer.

Por um incidente, o pintinho vai parar na chapa quente do fogão e acaba perdendo os dedinhos da patinha. Depois do susto, a menina cuida bem do animal e a família acaba adotando-o. O nome escolhido para ele foi Biro-biro, por causa do jogador de futebol com o icônico cabelo cacheado e bem amarelo.

O que a menina não esperava é que Biro-biro era, na verdade, uma pintinha. E é claro que isso não importa para a família, que acabou pegando afeto pelo bichinho. A galinha Bira-bira cresce feliz e tem uma vida plena, já que a “falta dos dedinhos nunca lhe impediu de andar pela casa, de ciscar pelo quintal, e de cacarejar quando quisesse e o mais importante, de ser uma galinha bem galinha mesmo, assim como todas as outras”, diz a história.

A singela e lúdica narrativa carrega uma série de ensinamentos importantes para os pequenos leitores, conta Balsanelli. “Acho que tem três mensagens importantes nessa história. A primeira e mais evidente é a da superação. A criança entender que uma pessoa com deficiência pode ter uma vida feliz. A segunda é o acolhimento de uma família não-tradicional. E a terceira e menos evidente é a transição do que aparentemente era um menino, mas na verdade tratava-se de uma menina, no caso, uma pintinha”.

A autora revela que a ideia de escrever o livro surgiu em um momento terno com a sobrinha, que ama ouvir histórias. “Um dia, quando eu já tinha esgotado todo meu repertório de fábulas conhecidas e famosas, falei que ia contar um caso que tinha acontecido comigo na infância. Contei para ela a aventura da galinha Bira-bira. Ela estava com 4 anos na época, mas senti que ficou muito empolgada e interessada. Ao final, me pediu para contar de novo! Percebi, então, que tinha potencial para fazer algo com essa história”.

“Tive uma infância maravilhosa no interior de São Paulo. Até os 10 anos, morei num sítio onde não havia muitas crianças na vizinhança, então meus amigos de brincadeiras eram os animais: cavalo, cachorro, gato, um papagaio e, claro, a galinha Bira-bira, que virou o xodó da casa. O contato com a natureza, tendo os bichos como amigos de aventuras, foi muito importante para criar laços e essa memória afetiva com os animais”, acrescenta Adriana.

Ela ainda conta que a sua experiência de assessora com a divulgação de eventos culturais, sobretudo de peças de teatro infantis, a ajudou a compreender melhor esse universo recreativo da infância. “Frequentar os teatros com espetáculos infantis me fez ver como o lúdico envolve e desperta a curiosidade das crianças. O desejo pela arte e pelo conhecimento é inspirador”, revela.

Sobre Adriana Balsanelli

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Paulista, Adriana Balsanelli atua desde 1996 como produtora e assessora de imprensa de projetos culturais no segmento de música, teatro, dança, circo e artes visuais.

Paulista do interior, mudou-se para a capital em 1985 com o desejo de fazer faculdade de veterinária, mas o destino a levou para a graduação em Comunicação Social. Em 1996, começou a trabalhar como produtora de eventos, direcionando o foco para a produção musical. Durante esse processo, encontrou seu lugar na assessoria de imprensa da área cultural.

Serviço 

“A Galinha Bira-bira” (Ed. Flamingo)

Autora: Adriana Balsanelli

Ilustrações: Marco Martins

Data da publicação: setembro de 2021

Número de páginas: 44

Indicação etária: de 7 a 10 anos

Preço de venda: R$30

Pré-venda: 

Livraria Atlântico

Livraria Martins Fontes

Livraria da Travessa
Livraria Cultura 

Sinopse

Um pintinho perdido foi encontrado por uma menina que só queria cuidar dele até a chuva passar. Mas um imprevisível acidente mudou os rumos dessa história cheia de surpresas e reviravoltas. Uma linda amizade nasceu e essa relação passou por uma grande transformação, que fez a menina entender que nem tudo é o que parece ser.

Boneca com roupa verde

Descrição gerada automaticamente com confiança média

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A Cia Articularte comemora 21 anos de fundação e desenvolve diversas atividades em parceria com a liderança indígena da Aldeia Krukutu (Zona Sul) e também com a associação CCA SAL DA TERRA (Zona Oeste). O evento acontecerá dias 21 e 22 de setembro de 2021 e as atividades serão veiculadas pelo Facebook do grupo: http://www.facebook.com/cia.articularte/live/

A companhia teatral criada no ano de 2000 trabalha com a animação de bonecos a partir de técnicas diversas, com atores fazendo movimentações de figuras e objetos. Também ministra oficinas sobre diversas técnicas de animação de bonecos, ou cursos de dramaturgia para o Teatro Infantil de bonecos ou de animação. 

Foi contemplada no Edital Maria Alice Vergueiro – Lei Aldir Blanc – para realização do projeto. 

Programação

21 de setembro 

CCA Sal da Terra (Rua Bica de Pedra, 294 – https://www.facebook.com/associacaosaldaterra/)

9h: MENINO CORAGEM – Teatro Infantil de Bonecos;
9h40: Nascendo Estrelas – Audiovisual seguido de Oficina Sombras com Mãos;
10h: Tira dúvidas ao vivo – (online)

14h: MENINO CORAGEM – Teatro Infantil de Bonecos;
14h40: Nascendo Estrelas – Audiovisual seguido de Oficina Sombras com Mãos;
15h: Tira dúvidas ao vivo – (online).

22 de setembro 

Parceria com a comunidade da Aldeia Krukutu – localizada no extremo sul da cidade de São Paulo (https://tenondepora.org.br/aldeias/tekoa-krukutu/)

10h – Apresentação do espetáculo -MENINO CORAGEM – com a participação de Werá para tradução para o idioma Guarani.
11h horas – Oficinas de Construção Bonecos.
13h às 13h30 – Oficina de Sombras com Mãos.
16h – NASCENDO ESTRELAS – Contação de histórias de teatro de sombras, inspirado em lenda indígena e Clarice Lispector, com a participação de Werá para tradução para o idioma Guarani. 


FICHA TÉCNICA
Espetáculo MENINO CORAGEM – Surley Valerio, William Lobo, Tânagra Andria, Flavio Borzi; – Oficinas de Construção Bonecos – Ministrante: Surley Valerio. Participantes – Oficina de Sombras com Mãos – Diretor: Dario Uzam. Com a Cia. Articularte. Dias 21 e 22/09/2021.

NASCENDO ESTRELAS – Contação de história – Teatro de Sombras – Elenco: Surley Valerio, Thaís Uzan, Eric Valerio. CIA ARTICULARTE NA ALDEIA – Acontece em 21 e 22 de setembro de 2021, no canal da Cia Articularte: http://www.facebook.com/cia.articularte/live/

Cia Coisas Nossas estreia O Corsário do Rei do Meu Pai, de Augusto Boal, com roteiro e direção de Dagoberto Feliz 

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O ano é 2043. Ao revirar coisas guardadas em sua casa, uma garota encontra o celular de seu falecido pai, um professor de história que havia dirigido uma peça de teatro. No aparelho estão arquivos de vídeo registrando essa tentativa de montagem, ocorrida entre os anos de 2020 e 2021. O texto em questão era O Corsário do Rei, de Augusto Boal, que remete à história real do corsário René Duguay Trouin, uma espécie de pirata autorizado pelo Rei francês a montar uma sociedade de ações com o intuito de “sequestrar” a cidade do Rio de Janeiro. O texto faz, assim, uma analogia com os primórdios do capitalismo moderno.

A Cia Coisas Nossas estreia adaptação para o texto de Boal com temporada gratuita e online, que acontece de 9 a 20 de setembro às 20h, todos os dias, pelo Canal do Youtube do grupo. Com músicas de Chico Buarque e Edú Lobo, roteiro e direção de Dagoberto Feliz, direção musical de Marco França e cenário e figurinos de Kleber Montanheiro, o elenco é composto pelos atores Cristiano Tomiossi, José Eduardo Rennó, Dani Nega, Marco França, Greta Antoine, Rebeca Jamir, Priscila Castello Branco, Conrado Caputo, João Attuy e Nábia Vilela e pelos músicos Marco França, João Attuy e Paloma Carvalho.

…

O que a garota vai percebendo, ao assistir aos vídeos, é que os graves eventos políticos e sociais, de saúde pública, ocorridos no início da década de 2020, afetariam estruturalmente o projeto teatral de seu pai. Uma pandemia mundial havia condicionado todo o elenco a produzir uma obra teatral à distância, apoiados nos recursos tecnológicos de comunicação de sua época, através da internet. A linguagem estética teatral, naquele momento, estava se deslocando, tentando se adaptar a uma realidade em que nem o público, nem os atores, nem ninguém podia se encontrar e se expor à contaminação.

Em O Corsário do Rei do Meu Pai, vemos a tentativa da garota de compor um documentário baseado no que sobrou dessa obra incompleta de seu pai. Da mesma maneira, ela tenta descobrir sua própria história, sua origem, ao recompor esses fragmentos do passado. 

O TEXTO DE AUGUSTO BOAL

Depois de 14 anos no exílio, Boal montou a peça que trata das aventuras do corsário francês, Duguay Trouin, que invadiu o Rio com o propósito de ocupá- lo e depois revendê-lo aos portugueses e brasileiros. Para ele, era perder tempo e dinheiro com as meras operações de pirataria. O rei da França autorizou a empreitada. Daí por diante, muita sátira e denúncias da corrupção da administração e do clero, a exploração do capitalismo e todas as mazelas do Brasil de ontem e de hoje. A peça não foi bem recebida pela crítica. Armou-se um “bafafá” no cenário cultural brasileiro, de um lado defensores do talento de Augusto Boal, de outro, um segmento atrasado, provinciano, cujo espírito estaria marcado pelo chamado jequismo. Na verdade, uma postura preconceituosa contra um brasileiro que viveu no exílio. O sarrafo sofrido por Boal respingou em Darcy e impossibilitou às crianças das escolas do Rio viver a experiência do teatro do oprimido, tão bem explorado na Europa e com efeitos positivos. 

RELEVÂNCIA DE AUGUSTO BOAL 

A obra de Augusto Boal é reconhecida internacionalmente. Talvez seja o nome mais importante do teatro brasileiro no que diz respeito à construção de linguagem. Foi um dos teóricos e dramaturgos que mais contribuiu para a criação de um teatro genuinamente brasileiro e latino americano. Desde o início de sua carreira, no teatro de Arena, até as experiências com o Teatro do Oprimido, técnica que o tornou mundialmente conhecido, sua preocupação foi a de criar uma linguagem que pudesse traduzir a realidade do seu país, uma maneira brasileira de falar, sentir e pensar. Essa preocupação imprime ao seu trabalho uma dimensão política e social, concebendo o teatro como instrumento de transformação baseada na temática e na linguagem. Todos os passos percorridos por Boal foram marcados pelo seu espírito investigativo e sua preocupação política: o teatro como resposta às questões sociais; o teatro como meio de analisar conflitos e apresentar alternativas. É autor de diversas obras literárias publicadas em vários idiomas e recebeu, durante sua vida profissional, um arsenal extraordinário de prêmios e honrarias. Tendo em vista a multiplicidade e a diversidade das contribuições dadas por Boal à cultura brasileira, bem como o caráter revolucionário de suas ações, julgamos que o contato com a sua obra sempre servirá de estímulo para o aprofundamento das linhas de pesquisa por ele elaboradas ou sugeridas. 

FICHA TÉCNICA

Texto: AUGUSTO BOAL

Músicas: CHICO BUARQUE e EDÚ LOBO

Direção: DAGOBERTO FELIZ

Direção Musical: MARCO FRANÇA

Cenário e Figurino: KLEBER MONTANHEIRO

Elenco:

CRISTIANO TOMIOSSI

JOSÉ EDUARDO RENNÓ

DANI NEGA

MARCO FRANÇA

GRETA ANTOINE

REBECA JAMIR

PRISCILA CASTELLO BRANCO

CONRADO CAPUTO

JOÃO ATTUY

NÁBIA VILELA

Músicos:

MARCO FRANÇA

JOÃO ATTUY

PALOMA CARVALHO

Produção: CIA COISAS NOSSAS DE TEATRO

Direção De Produção: CRISTIANO TOMIOSSI

Produção Executiva: PRISCILA CASTELLO BRANCO

Montagem e Edição: ANA CLARA GIOVANI

Roteiro: DAGOBERTO FELIZ

Arranjos: MARCO FRANÇA

Preparação Vocal: REBECA JAMIR

Instrumentos, Samplers e Programações: MARCO FRANÇA

Sonoplastia: MARCO FRANÇA

Mixagem e Finalização de Áudio: MARCO FRANÇA

Arte Gráfica – SATO DO BRASIL

Assessoria de Imprensa – POMBO CORREIO

Assistência e Confecção de Figurino – MARCOS VALADÃO

Assistência e Confecção de Cenário – THAIS BONEVILLE

Direção de Fotografia – JOSÉ EDUARDO RENNÓ

Identidade Visual – CRISTIANO TOMIOSSI

Ilustrações – GRETA ANTOINE

Assistência de Produção: CONRADO CAPUTO e JOÃO ATTUY

Operação de Camera – FELIPE CORVELLO

Operação de Luz – DOUGLAS FERREIRA

Produção de Audio – PALOMA CARVALHO

SERVIÇO

Temporada Digital de 09 a 20 de Setembro às 20h

Exibições Gratuitas

Canal YouTube Cia Coisas Nossas de Teatro – https://www.youtube.com/c/CiaCoisasNossasdeTeatro

Duração: 120 Minutos
Classificação indicativa:  14 anos

Comitê Escondido Johann Fatzer estreia seu novo projeto com uma peça sonora e um site de compartilhamento da pesquisa

Nome da empresa

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

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Antígona Sonora é o novo projeto do Comitê Escondido Johann Fatzer. O espetáculo narra o mito de Antígona a partir do apartamento do espectador-ouvinte, que é convidado por diferentes vozes a percorrer o espaço de sua casa, ressignificando-o de acordo com a narrativa proposta. A temporada acontece de 19 de agosto a 18 de setembro, de forma gratuita e online, pelo site: https://antigonasonora.hotglue.me/.

O espetáculo é uma continuidade na pesquisa do Comitê na lida com documentos em cena, e nas possibilidades sonoras que tais materiais podem evocar. Tal pesquisa iniciou-se em 2017, e deu origem ao espetáculo Terra tu pátria (2018). Em 2020, o Comitê estrearia um novo espetáculo, dando continuidade a este processo, mas o projeto foi interrompido em virtude da pandemia. Em suas casas, através de encontros virtuais, os membros do grupo continuaram se reunindo e pesquisando sonoridades em torno de documentos, e é desse contexto que nasce este espetáculo.

Além do espetáculo sonoro, o coletivo compartilhou um site, criado em parceria com a TUWE, como um modo de abrir a pesquisa que deu origem ao trabalho. Ali o espectador-ouvinte pode passear pelas referências do grupo, entrando em contato com os materiais que alimentaram o processo criativo.

O trabalho foi criado em tempos de isolamento social, mas busca um contato com o público similar ao que ocorria antes da pandemia. “Pensamos o trabalho como uma peça mesmo, com começo, meio e fim. O trabalho vai ser partilhado em dias e horários específicos, como uma temporada de teatro. O espectador tem que entrar no site na hora certa, e viver aquilo ali, não é algo que está disponível 24h por dia, como um podcast.”, explica Vicente Antunes Ramos, diretor do trabalho.

Giovanna Monteiro, atriz do coletivo, complementa: “Num momento em que todos ficamos saturados pelas telas, nos pareceu potente buscar o caminho da experimentação através do som. Isso era algo que já acontecia em nosso processo, então foi natural a passagem para esse novo meio. E a voz traz uma afetividade, uma proximidade, que pareceu algo a ser explorado nesse momento de distanciamento social”.

Em 2020 o Comitê foi contemplado na modalidade Maria Alice Vergueiro do edital da Lei Aldir Blanc da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Este auxílio possibilitou a continuidade da pesquisa do grupo, e a consequente estreia deste novo trabalho.

Sinopse

Antígona Sonora é o novo trabalho do Comitê Escondido Johann Fatzer. O espetáculo sonoro ressoa onde mora o espectador-ouvinte, convidado por vozes a percorrer os espaços de sua casa e adentrar o mito de Antígona através dos tempos. 

Sobre o Comitê Escondido Johann Fatzer

O Comitê Escondido Johann Fatzer é fruto do encontro de artistas de diferentes formações, interesses, lugares e crenças que se reuniram pela primeira vez em 2017. Desde então fazem esse movimento de reunir uma comissão quando necessitam elaborar um projeto artístico, que geralmente nasce através da urgência de dialogar com o tempo histórico em que se vive. O encontro é fundamental pois pelo diálogo e debate constrói-se um corpo político onde é possível aprofundar os pensamentos e ampliar as perspectivas. Por isso, a presença de novos artistas é sempre bem-vinda, assim como o fluxo de integrantes é algo constitutivo do próprio significado de “comitê”: um grupo que se reúne para construir algo com um objetivo específico. Assim, os artistas envolvidos são todos autores do que é criado, contribuindo de diferentes formas para a criação de uma obra coletiva e polifônica. O intuito é a experimentação através de materiais, seja no texto, no corpo, na voz, na encenação como um todo. Foi assim com o primeiro trabalho do comitê, Não ouço passos de ninguém entre os escombros (2017), que buscava questionar os atuais sentidos de revolução e motim, friccionando-os com a noção de ruína. Neste trabalho, a lida com uma materialidade concreta – o gesso – era o norte da experimentação.  O espetáculo apresentou-se na USP, como parte da Mostra de Direção do Departamento de Artes Cênicas, e também na V Mostra Cena Emergente, no Sesc Prainha, em Florianópolis. Em 2018, o comitê ocupou a Oficina Cultural Oswald de Andrade e a garagem do Teatro da Vertigem. Durante este período, gerou seu segundo espetáculo, Terra Tu Pátria, um compilado cênico de documentos da história recente do universo político-institucional brasileiro. O espetáculo realizou temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Teatro de Contêiner e no TUSP- Maria Antônia. Também apresentou-se na sede da Cia do Latão, no FETO – Festival de Teatro Universitário de Belo Horizonte, no Itaú Cultural, através da convocatória a_Ponte e no Faroffa – Circuito Paralelo de Artes de São Paulo. Terra Tu Pátria foi vencedor do Prêmio Nascente (PRCEU-USP) de 2019, na categoria Melhor Direção. Ainda em 2018, o comitê é convidado para um processo de montagem do texto Agamêmnon, de Ésquilo, como parte do longa metragem Fala, Cassandra, do diretor paulistano Miguel Antunes Ramos. Em 2020, o novo processo do grupo, Um memorial para Antígona, teve sua estreia adiada em virtude da pandemia do novo coronavírus.  O comitê volta o olhar para o debate da criação da Lei da Anistia, de 1979, que foi responsável por perdoar os crimes cometidos por agentes do Estado durante a Ditadura Militar (1964-85). Desse processo interrompido, nasceu Antígona Sonora, novo espetáculo do grupo.

Espetáculo: Antígona Sonora

Quintas, sextas e sábados – entre 19h e 21h30.

De 19 de agosto a 18 de setembro

https://antigonasonora.hotglue.me/Gratuito

Duração: 36 minutos

Ficha técnica: 

criação e composição sonora: Danilo Arrabal, Eduardo Joly, Giovanna Monteiro, Isabela Bustamanti, Joy Catharina, Julia Pedreira, Mariana Carvalho, Rafael de Sousa, Vicente Antunes Ramos e Victor Rosa.

mixagem e montagem de áudio: Eduardo Joly, Mariana de Carvalho, Vicente Antunes Ramos e Victor Rosa

texto: Julia Pedreira, Rafael de Sousa e Vicente Antunes Ramos

direção: Vicente Antunes Ramos

vozes:

Ismene… Joy Catharina

Guarda… Rafael de Sousa

Polinices… Danilo Arrabal

Antígona… Giovanna Monteiro

Coro e ruídos… Julia Pedreira, Isabela Bustamanti e Victor Rosa

produção: Leonardo Birche

site, identidade visual e comunicação: TUWE

Teatro do SESI-SP retoma estreias de espetáculos inéditos, em setembro, com Tectônicas, novo texto de Samir Yazbek, com direção de Marcelo Lazzaratto

Com temporada presencial de 10 de setembro a 5 de dezembro, peça também poderá ser vista no YouTube do Sesi-SP, de 15 de setembro a 20 de dezembro

Na foto, da esquerda para a direita – Luciana Carnieli, Sidney Santiago Kuanza, André Garolli e Maria Laura Nogueira)

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Produção prevista para estrear no primeiro semestre de 2020, finalmente chega aos palcos, após pausa de 15 meses por conta da pandemia. Essa será a primeira estreia de espetáculo inédito no Teatro do Sesi-SP, desde que o espaço fechou como medida de protocolo preventivo.

Tectônicas parte da obsessão de Jorge (André Garolli), um usineiro paulista, por punir Marcelo (Sidney Santiago Kuanza), que teria agredido sua filha, Fabíola (Maria Laura Nogueira). 

A peça investiga como essa obsessão, que ignora os ritos da justiça institucional, contamina as relações mais íntimas do usineiro (Emílio – Heitor Goldflus, Marli – Luciana Carnieli, Luna – Patricia Gasppar, Antenor – Alexandre Borges, e Nicão – Ademir Emboava, os dois últimos participações em vídeo) e estrutura a nossa sociedade, provocando uma espiral de violência que revela a face mais opressiva do patriarcado brasileiro. 

A peça estreia presencialmente no dia 10 de setembro e segue em temporada de sexta a domingo até 5 de dezembro. 

O espetáculo será encenado seguindo todos os protocolos de segurança e com capacidade reduzida para manter o distanciamento social necessário.

Para quem não puder ir ao teatro a peça estará disponível em vídeo, com estreia on-line pelo Zoom no dia 15 de setembro, às 20h. Após a veiculação, o elenco e o diretor conversarão com os convidados. Depois disso, a apresentação filmada ficará on-line até o dia 20 de dezembro, no YouTube do Sesi-SP. 

 “Tectônicas pretende estimular uma reflexão sobre o nosso momento histórico, em que a violência tem preponderado tanto nas relações pessoais quanto nas sociais. Um convite à percepção de que não somos apenas as vítimas de um sistema que condenamos, mas os seus agentes e muitas vezes os seus algozes.”, explica Samir Yazbek.

A narrativa é conduzida de forma épica por Dolores e Alfredo, familiares já mortos do usineiro (Dolores – Sandra Corveloni e Alfredo – Mauro Schames), metaforizadas nas “tectônicas” (título da peça), palavra de origem grega (“tektoniké”) que significa “a arte de construir”, remetendo às placas que vivem recriando a paisagem da Terra. 

“Por meio da dialética criada entre passado e presente, pretende-se investigar não apenas como o primeiro determina o segundo, mas como o segundo pode redimensionar o significado do primeiro – daí o sentido da personagem Dolores (mãe de Jorge), que, embora já morta, pretende comunicar-se com o público, utilizando-se da metáfora das tectônicas, inspirada no universo da geologia”, completa o autor.

Sobre a encenação

Um organismo metálico e tubular livremente inspirado nas usinas de cana de açúcar é o cenário principal da peça, criado pelo diretor Marcelo Lazzaratto. “É o espaço em que todas as personagens, de certa forma, estão inseridas, podemos até dizer reféns, com maior ou menor consciência disso. Presas ao poder imposto por um patriarcado atávico que remonta aos primeiros passos de nossa colonização com as capitanias hereditárias e que até os dias de hoje regem, oprimem, determinam vidas e destinos, as personagens relacionam-se revelando sua insatisfação e desejo de mudança, mas também sua impotência.”, observa Lazzaratto. 

No centro desse organismo uma chaminé, síntese desse poder que queima e espalha com sua fumaça sua verdade e ambição, é o lugar, o escritório, o altar, a plataforma de Jorge, o grande senhor, que dali rege tudo.

Sobre essa estrutura, imagens e vídeos são projetados revelando o absoluto controle de Jorge sobre o que acontece à sua volta, como se ali também fosse uma sala de operação e vigilância; mas também anteparo para vídeos com imagens críticas a esse poderio. 

Ao redor desse organismo metálico e tubular existe um espaço vazio, ermo, quase outra dimensão em que personagens misteriosas transitam buscando entender como interferir nas veias e artérias do organismo, visando sua transformação, cura, ou mesmo, fim.

Completam a equipe criativa desta encenação o iluminador Wagner Freire, Marichilene Artsevskis, que assina os figurinos, Dan Maia, que faz a música original, e vídeo de André Guerreiro Lopes.

FICHA TÉCNICA

Texto: Samir Yazbek 

Direção: Marcelo Lazzaratto 

Elenco: André Garolli, Heitor Goldflus, Luciana Carnieli, Maria Laura Nogueira, Mauro Schames, Patricia Gasppar, Sandra Corveloni e Sidney Santiago Kuanza.

Participações em Vídeo: Ademir Emboava e Alexandre Borges.

Iluminação: Wagner Freire 

Cenografia: Marcelo Lazzaratto 

Figurinos: Marichilene Artsevskis 

Música original: Dan Maia 

Direção e criação dos vídeos projeções: André Guerreiro Lopes

Fotografia: João Caldas Fº

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari

Direção de Produção: Edinho Rodrigues

Realização: SESI-SP e Brancalyone Produções Artísticas

SERVIÇO:

Tectônicas

Temporada no Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural Fiesp: de 10 de setembro a 5 de dezembro de 2021.

Horários: sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 19h

Local: Teatro do SESI-SP – Av. Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)

Duração: 80 minutos

Gênero: drama

Classificação indicativa: 12 anos

Entrada gratuita. Reservas de ingressos online disponíveis em www.sesisp.org.br/meu-sesi. Novas reservas são abertas toda segunda-feira, às 8h, para as sessões daquela semana.

Temporada no YouTube do Sesi-SP: Estreia no 15 de setembro de 2021, às 20h, na plataforma Zoom. A partir desta data, a peça fica disponível no YouTube do Sesi-SP até 20 de dezembro.

Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br

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