Projeto dirigido por Nelson Barkerville, (das) tripas (coração) – solos em confinamento, faz seis apresentações online, a partir de 4 de junho

Homem e mulher posando para foto com cachorro

Descrição gerada automaticamente

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Com a direção de Nelson Baskerville, as atrizes Carolina Borelli, Estrela Straus, Júlia Ianina, Ligia Fonseca, Maria Eduarda Pecego, Pri Calazans e Tamara Maria Cardoso, e o ator Ricardo Nash trazem suas questões mais íntimas e urgentes em solos teatrais online criados no isolamento de suas casas, durante a pandemia. Algo em comum parece estar em ebulição entre essas oito criações: a vida em seus pequenos detalhes contrastada com a urgência da morte. É uma crônica desse confinamento interminável, com tudo que mais grita dentro de cada um destes artistas. Tripas e coração emaranhados como raízes, trazendo à tona a crueldade humana e a falta de comunicação. Buscam o luto e as relações atávicas para entender e, por que não, mudar esse mundo.

Os ensaios aconteceram de forma virtual durante meses e estreou sua primeira temporada em outubro de 2020. “Minha provocação aos artistas foi a criação de uma grande crônica do isolamento. Artistas criando a partir de suas próprias experiências, feridas e cicatrizes em situação de mergulho dentro de suas próprias almas.”, conta Nelson sobre o processo de criação.

Os solos acontecem ao vivo, um seguido do outro, totalizando duas horas de apresentação via Sympla Streaming, na seguinte ordem:

Barba Azul, de Ligia Fonseca 

A peça se passa em um programa televisivo de culinária, onde a apresentadora começa a contar, através dos ingredientes e modo de preparo da receita, a história ancestral “barba azul”. Trata-se, na verdade, de um pano de fundo para revelar uma relação de abuso sofrida por ela. Os ingredientes têm os nomes dos personagens do conto, que, por sua vez, estão no lugar dos personagens reais da história vivida. Cada parte do conto conta um pouco mais sobre o que ela, até então, escondia.

Maria Velata, de Maria Eduarda Pecego

Uma Maria dentre tantas da mesma família. Em comum, elas têm o silenciamento da voz e do corpo nesse mundo onde reina soberano o patriarcado. Querendo afastar qualquer indício de semelhança, qualquer possibilidade de ser (mais uma) Maria, a atriz dança outra mulher possível, como uma Dakini, uma das figuras mais ancestrais que simboliza a Mulher Selvagem.

Nomes Sobre Mim, de Ricardo Nash 

O bullying na escola e seus possíveis desdobramentos, quando aquele que sofreu bullying se torna adulto e pai. O autor/ator revisita momentos da infância e juventude e traz à tona também a relação com seu pai e sua mãe. 

Eu sou negra?, de Pri Calazans

Uma breve melancolia da avó paterna e sobretudo das dores guardadas dentro de gavetas reabertas na pandemia. O pensar nos ancestrais, nos olhares, nas formas, no silêncio de um corpo que supera o mito da fragilidade, possui uma marca de estereótipo e exclusão.

O embranquecimento de uma trajetória em confusão com a própria existência.

Eu sou negra é um resgate da própria existência, através do pensamento espirituoso de uma avó que odiava preto.

Cortei o Dedo, de Tamara Maria Cardoso

Memórias de infância, temperadas com sentimentos e angústias, onde o estado de confinamento é a única opção de liberdade. No entanto, o passado é uma herança da qual não se pode abdicar.

A vida é sonho ou o contrário?, de Júlia Ianina

Em março de 2020, um dia antes de entrar em isolamento social, Julia Ianina perdeu sua mãe. Dentro de casa, em uma noite estranhamente longa, a atriz relata a vertigem de sua experiência de luto em confinamento.

Romã, de Carolina Borelli

Sobre uma mulher que converte a memória em um corpo que sangra e dança, na tentativa de reconciliação com a maternidade. A náusea da filha é reconhecida na náusea da mãe: os sonhos abortados de ambas. Deméter, Perséfone. E o gosto de Campari na boca.

Mãe, eu sobrevivi!!!, de Estrela Straus

Hoje Estrela chegou aos 36 anos, a famigerada idade com a qual sua mãe se jogou da janela no dia seguinte ao seu décimo primeiro aniversário. Numa tão sonhada visita, Estrela recebe sua mãe em seu apartamento e conta a ela sobre as transformações no mundo desde então e sobre como a arte foi o caminho que a resgatou desde criança dessa tragédia.

Serviço

Curtíssima Temporada

Dias 4, 5, 6 – 11, 12 e 13 de junho

Sexta e sábado às 20h e domingo às 19h

Ingressos: R$20

Duração:120 minutos
No final da primeira sessão, o público é convidado para um bate-papo com a equipe.

Onde:  Plataforma Sympla

Ficha Técnica

(das) tripas (coração) – solos em confinamento

Direção: Nelson Baskerville 

Criação: Lígia Fonseca, Maria Eduarda Pêcego, Ricardo Nash, Pri Calazans, Tamara Maria Cardoso, Júlia Ianina, Carolina Borelli e Estrela Straus.

Operação técnica: Diego Rodda

Arte Gráfica: Nelson Baskerville, Juliana Poggi e elenco

Produção: Lígia Fonseca

Coletivo de Galochas estreia Mau Lugar – uma Áudio Libras Ficção – pelas plataformas Youtube, Spotify e SoundCloud no dia 8 de maio

Link para foto: divulgação 

https://www.maulugar.com.br

E esse… Choro. Quanta gente…
O que elas estão levando…?!
Estão mesmo carregando… corpos?!

(Lúcia, personagem de Mau Lugar)

MAU LUGAR, uma Áudio Libras Ficção, foi montada a partir da transposição da peça homônima do Coletivo de Galochas para a linguagem dos sons e recriada simultaneamente em Libras (Língua Brasileira de Sinais) em parceria com o Coletivo ramariaS.

A peça estreou, originalmente, em 2017 e passou por importantes espaços, como o TUSP – Teatro da USP (2018), Teatro de Arena Eugênio Kusnet (2019), Teatro da Cia da Revista (2020), cuja temporada foi interrompida pela pandemia e deu origem a esse trabalho em modo remoto.

A opção radical do grupo pela áudio-difusão, através da construção de um drama sonoro, foi inspirada pelas radionovelas cubanas das primeiras décadas do século XX. É um convite à sensibilidade expandida, a partir de um movimento de encontro de si, mas capaz de imergir na alteridade: ao fechar os olhos e amplificar a escuta atenta, não perdemos a imagem do mundo, antes, ingressamos em sua profundidade sonora.

O trabalho com a Língua Brasileira de Sinais, nasceu da necessidade da transposição da peça para pessoas surdas ou ensurdecidas, de modo que a mesma sensação de drama possa ser compartilhada por quem não pode ouvir, mas lida com os sons do mundo de outras formas.

A peça foi montada totalmente em modo remoto, com orientações à distância na interação com atrizes e atores do Coletivo de Galochas, para a produção e registro dos áudios e na gravação das imagens de Libras, pelo Coletivo ramariaS.

MAU LUGAR reflete sobre um dos mais pesados fardos da própria morte, além da dor e da perda do ente querido: o sequestro do direito ao luto. Nessa distopia onde Lúcia está imersa, o direito à memória da filha, o luto e o respeito ao corpo lhe são violentamente arrancados, assim como as esperanças e crenças em um sistema de valores.

SINOPSE

MAU LUGAR retrata uma sociedade controlada pelo Remédio da Felicidade, que já não pode mais conter uma onda de suicídio. Como resposta, o suicídio é criminalizado, com violentas punições aos familiares das pessoas que tiram ou tentam tirar a própria vida. Lúcia, uma gerente de fábrica, vê tudo se transformar após encontrar a filha que se enforcou, nos arrastando com ela para um MAU LUGAR, onde os corpos dos mortos são apenas fardos pesados e o luto um ritual de queima no lixão. Ela deve se livrar do corpo, para não sofrer sanções e acaba se encontrando com os Mercadores de Corpos.

EPISÓDIOS

MAU LUGAR foi dividida em três episódios, que vão estrear pelo Youtube, Spotify e SoundCloud, nas páginas do Coletivo de Galochas e permanecerão publicados nas plataformas para serem vistos/ouvidos gratuitamente.

Os episódios são apresentados em sequência, com dois dias de apresentação cada e, no final da temporada, será feita uma “maratona” com a apresentação consecutiva dos três episódios em um mesmo dia:

1.   Empacotando a filha (08 e 09/05)

2.   Felicidade em chamas (15 e 16/05)

3.   A vida é uma dádiva (22 e 23/05)

MARATONA – Apresentação completa dos três episódios (29 e 30/05)

DIÁLOGOS EM TEMPOS DE ISOLAMENTO

Rodas de Conversas sobre teatro, translinguagem, acessibilidade, luto e morte.

Nos dias 09, 15, 23 e 30 de maio, após as apresentações de MAU LUGAR, serão realizados os Diálogos em Tempos de Isolamento, rodas de conversa sobre temas suscitados pelo espetáculo, com psicólogos, artistas, pessoas que trabalham com acessibilidade pública e os grupos envolvidos.

09/05 RODA I – CRIAÇÃO EM TEMPOS DE ISOLAMENTO: A transposição do teatro presencial para o online e sua potência investigativa. Com Coletivo de Galochas.

15/05 RODA II – CAMPO EXPANDIDO DA SENSIBILIDADE: O encontro entre linguagens enquanto potência criativa. Com o Coletivo ramariaS

23/05 RODA III – OCUPAÇÃO CULTURAL E ACESSIBILIDADE: Avanços e desafios. Com Glauce Teixeira, Nana Roots e Mona Rikumbi

30/05 RODA IV – DIÁLOGOS SOBRE LUTO E MORTE: Falar para resistir. Com a Professora Maria Júlia Kovács, do Laboratório de Estudos Sobre a Morte, Psicologia/USP.

As atividades terão início sempre às 19hs e acontecerão em sala fechada, sendo transmitidas simultaneamente em duas diferentes redes sociais do Coletivo de Galochas [Youtube e Facebook].  A interação com a plateia se dará via chat.  Todos os encontros terão a presença de intérpretes de Libras e ficarão gravados no canal do Youtube.

A adaptação do espetáculo MAU LUGAR para a versão em Áudio Libras Ficção e sua exibição são possíveis graças ao edital ProAC Expresso LAB nº36/2020, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, possibilitado pela Lei Aldir Blanc, da Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.

SOBRE O COLETIVO DE GALOCHAS

O Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado em 2010 para pesquisar formas de atuação político-poéticas. Seus dez anos de trajetória continuada foram realizados ao lado de movimentos, grupos parceiros, ocupações e comunidades, fazendo da experiência do teatro um gesto de vida e luta. O histórico do grupo conta com quatro diferentes montagens, sendo todas autorais: Piratas de Galochas, Revolução das Galochas, Cantos de Refúgio e Mau Lugar, peças que se desdobraram em inúmeras experiências teatrais e ocuparam os mais diferentes espaços.

FICHA TÉCNICA

Criação: Coletivo de Galochas

Elenco: Diego Henrique, Kleber Palmeira, Natália Quadros, Rafael Presto, Mariana Queiroz, Wendy Villalobos.

Libras: Coletivo ramariaS – Amanda Assis, Amanda Lioli, Edinho Santos, Fábio de Sá, Marita Oliveira, Nayara Rodriguez.

Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto.

Assessoria de imprensa: Pombo Correio.

Assessoria de Mídias sociais: Dora Scobar.

Produção Executiva: Rafael Vix.

Direção de Produção: Deborah Penafiel.

Captação, Sonoplastia, Montagens de Libras e Edição de AV: Antonio Herci e Daniel Lopes.Direção: Antonio Herci e Daniel Lopes.

Segundo espetáculo da Trilogia Madame, da Nossa Companhia, Codinome Madame estreia 15 de maio para curta temporada online

Mulher sentada com cachorro no colo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Fotos de João Valério

Imagine o Brasil vinte anos à frente. Em um futuro distópico, a liberdade de expressão é controlada com mãos de ferro, o estado laico não existe e os artistas foram banidos da sociedade. Nesse contexto, qualquer manifestação artística é calada, mas a arte resiste e busca lacunas para respirar. Esta é a premissa de Codinome Madame, segundo espetáculo da trilogia Madame da Nossa Companhia que estreia em 15 de maio e cumpre temporada online até 31 de maio, de sábado a segunda.

Com texto e direção de Tati Bueno, codireção de André Grecco e atuação de Bia Toledo, Codinome Madame conta a saga de Madame, uma ex-atriz que acolheu artistas perseguidos, recolheu obras de artes, instrumentos musicais e livros e passou a viver clandestinamente. Com uma proposta imersiva, o espectador é convidado a entrar no universo da peça antes mesmo do espetáculo começar. Para assistir, o público deve fazer um cadastro com um codinome no site #codinomemadame, onde notícias contextualizam o futuro distópico no qual a peça se passa. O link da transmissão será enviado pelo WhastApp cadastrado. Além disso, durante a semana que antecederá a apresentação os convidados receberão “notícias” deste futuro distópico. Ao acessarem o link da transmissão, a atmosfera estará criada. 

Codinome Madame foca nos desdobramentos emocionais da protagonista e conduz o espectador pelos caminhos tortuosos da memória da personagem. “Quando começamos a trabalhar no texto o país passava por um processo de desvalorização da cultura e identificamos convergências com os períodos do pós primeira guerra e da ditadura. Começamos a imaginar para onde estávamos caminhando. Não acreditamos que esta seja uma realidade irreversível, mas é um processo que precisamos colocar em discussão”, diz a dramaturga Tati Bueno. “Vivemos em uma sociedade doente onde todos os valores estão, de alguma maneira, invertidos. A empatia é artigo raro. Esse caos todo foi causado por nós mesmos. Como vamos remediar toda essa desgraça? Não temos uma resposta, só podemos te convidar a refletir sobre como funciona a sociedade e te encorajar a mudar”, completa Bia Toledo. 

O espetáculo revisita obras de poetas como Rimbaud, Brecht, Goethe, Clarice Lispector, Oscar Wilde, Fernando Pessoa, entre outros, evidenciando que as artes colaboram com a construção da memória coletiva e a história de um povo. Na jornada de Madame, acompanhamos o seu renascimento, ou o ressurgimento da arte, como um respiro em meio ao caos. Tanto artistas como amantes da arte encontram espaço para manter vivo o teatro, a música, a poesia, as liberdades, nos dando a oportunidade de refletir sobre nossa relação com a arte e como ela é necessária. “A peça é, para mim, a elaboração simbólica de tempos sombrios, nos quais se revela a crueldade humana e, ao mesmo tempo, encontra-se a urgência da vida, que há algum tempo está guardada em caixas com instrumentos musicais calados.” diz André Grecco.

Destaque, ainda, para a equipe de criação artística, o Cenário do Chris Aizner,  deixa a alvenaria a mostra, exposta a nossa bandeira chamada Cortina de Boca, que chama por toda pintura, todo grafite, todo rabisco que preenche hoje qualquer página em branco, qualquer muro em qualquer lugar. A preparação da atriz foi feita sob o olhar cuidadoso de Inês Aranha e Jéssica Areias. A trilha sonora, dirigida por Felipe Antunes, toda baseada em metais, sem nenhum outro instrumento de apoio, foi executado apenas com trombone, bombardino e tuba, pelo músico por Allan Abbadia, que também assina a assistência de direção musical. “Trabalhou-se com a sensação da forja. Do metal forjado, do fogo, da ilusão de um instrumento que pode parecer outro”, afirma Felipe. O tratamento final da trilha ficou por conta de Fábio Sá.

O processo de Codinome Madame começou em abril de 2019, ou seja, muito antes do isolamento social imposto pela pandemia. Mas o texto aborda os efeitos desse confinamento na saúde mental e, no caso de Madame, a arte que tem salvado muita gente, está proibida. 

Sinopse 

CODINOME MADAME, trata de um futuro distópico, sem ócio, sem cio, sem ar, no qual a arte foi abolida, a personagem busca forças para brotar de onde teve que encerrar-se há 20 anos, um espaço de arte desativado, que ainda guarda o cheiro de lembranças muito vivas. Madame revisita suas histórias que contracenam com a história de seu país.

Serviço

Sábado a segunda, de 15 a 31 de maio, às 21 horas

Gratuito

Ingressos: cadastro pelo site #codinomemadame: https://sites.google.com/view/codinomemadame

Transmissão: o link será enviado por WhatsApp aos espectadores cadastrados

Ficha Técnica

Concepção: Bia Toledo e Tati Bueno

Dramaturgia: Tati Bueno 

Codireção: André Grecco e Tati Bueno

Atuação: Bia Toledo

Preparação de elenco: Inês Aranha

Preparação vocal: Jessica Areias

Direção musical: Felipe Antunes

Assistente de direção musical, trombone, bombardino e tuba: Allan Abbadia

Edição e mixagem: Fábio Sá

Cenário, figurino e ilustrações: Chris Aizner

Designer gráfico: Adriana Alves

Costureira: Judite de Lima

Cenotécnico: Fernando Lemos

Acessórios: Carol Tasca

Direção de fotografia: Nara Ferriani

Desenho de luz: André Grecco e Tati Bueno

Operação de luz: Samya Peruchi

Captação de áudio e operação de som: Cecília Lüzs

Coordenação de comunicação: Dimalice Nunes

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Fotos: João Valério 

Direção de produção: MB Produções Artísticas 

Produção executiva: Beatriz Passeti e Camila Pontremoli

Realização: Nossa Companhia

Sobre a Nossa Companhia 
A NOSSA COMPANHIA é um coletivo de teatro aberto, um organismo fluido, que busca refletir de forma criativa os caminhos da nossa sociedade. Fundada em 2013, reuniu artistas com longas trajetórias individuais e objetivos em comum. Hoje sediada no Alvenaria Espaço Cultural, na capital paulista, tem como integrantes Alexandra DaMatta, André Grecco, Bia Toledo e Tati Bueno. A NOSSA COMPANHIA tem como propósito fundamental desenvolver uma dramaturgia própria. No atual trabalho, a trilogia MADAME, a força do universo feminino entra em cena. Madame e a Faca Cega é o primeiro espetáculo da trilogia. O trabalho teve sua primeira apresentação em março de 2021 na MoMo, a Mostra de Monólogos do Alvenaria e estreia em temporada em abril do mesmo ano. A segunda peça da trilogia, Codinome Madame, com estreia em maio de 2021, se passa em um futuro distópico onde a arte foi proibida e uma atriz passa anos enclausurada para se proteger e proteger toda a arte que conseguiu guardar. A terceira peça está em fase de pesquisa dramatúrgica.          

Indicada ao Prêmio APCA, Terra Medeia, da sueca Sara Stridsberg, reestreia de forma online e ao vivo no dia 28 de outubro 

Espetáculo é uma continuação de parceria artística entre artistas brasileiros e suecos que começou no bem-sucedido Dissecar uma Nevasca

Foto de João Caldas 

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“Até onde podemos segurar a mão de Medeia?”

Bim de Verdier

Com direção da sueca Bim de Verdier (que assina a tradução ao lado de Nestor Correia), o texto Terra Medeia, da também sueca Sara Stridsberg, ganha nova temporada online a partir de 28 de outubro. A atriz Nicole Cordery vive a personagem-título e é acompanhada pelos atores André Guerreiro Lopes, Bim de Verdier, Daniel Ortega, Renato Caldas e Rita Grillo. 

O espetáculo acontece ao vivo e os atores se dividem entre Brasil e França. Nicole Cordery e Renato Caldas estão em cena no estúdio de João Caldas, renomado fotógrafo de teatro, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, que neste momento também assina a direção de arte e as filmagens. Bim de Verdier faz o espetáculo de Ilhéus – Bahia, Rita Grillo da França e André Guerreiro Lopes e Daniel Ortega de suas casas no Brasil. 

A peça teve bem-sucedida temporada no primeiro semestre deste ano, que rendeu indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como Melhor Espetáculo. 

Medeia é sempre Medeia. Alguém tem que ser Medeia

A peça ilustra como alguém rejeitado no amor e na sociedade pode perder o chão e se tornar perigoso. “Medeia faz de tudo para encontrar alguma solução. Ela se revolta, quer justiça, chora e esperneia, exige sua vida de volta. Ela quer fugir do destino, mas alguém tem que ser Medeia. Medeia é sempre Medeia”, diz Bim. 

A autora não escreve sobre pessoas extremas, mas sobre pessoas sensíveis em situações extremas. Medeia é uma entre nós. Nessa condição podemos nos encontrar. “Eu quero criar personagens rodeados de mundos inteiros. Somos soberanos e presos, intelectuais e perdidos, tudo ao mesmo tempo”, conta a dramaturga Sara Stridsberg. 

A atriz Nicole Cordery fala sobre a urgência de colocar a personagem nos dias de hoje. “Estamos vivendo tempos trágicos. Não é por acaso que muitos artistas no mundo todo estão se voltando para as tragédias gregas. Aprendemos com elas. As pessoas precisam se reunir, mesmo que de forma virtual, para chorar seus mortos, para lamentar seus destinos. Tem uma fala da peça que diz: “Você vai ser lembrada no futuro. Vão lembrar de Medeia. Você continuará sendo o fogo e a ferida.” E é impressionante como Medeia virou um símbolo da mulher no limite de sua humanidade. É uma personagem complexa. Mas pela ótica de Sara, extremamente humana.”

Bim complementa:  “A base da história é mítica, mas o mundo atual traz questões candentes que tornam urgente colocar Medeia no aqui e agora. Terra Medeia pode ser vista como um pesadelo, não só de uma mulher, mas da Terra inteira. É uma tragédia que conta sobre a própria Terra e sobre a sociedade, que não oferece proteção para quem está em perigo e busca refúgio. Um mundo onde o mais frágil e o mais valioso pode ser sacrificado e descartado”, conclui.

Sobre a direção, por Bim de Verdier

“Teatro é encontro e investigação. Sua linguagem é universal. Essas duas frases são a base do meu dirigir. Quando falo em encontro, incluo o público e a equipe como um todo. Incluo também o texto, o mundo fictício da história e o mundo real à nossa volta. Juntos saímos numa viagem. A vida na Terra que investigamos é, ao mesmo tempo, algo muito grande e muito sensível. Em ”Terra Medeia” somos guiadas por perguntas como ”É possível salvar uma outra pessoa?”, ”Até onde podemos segurar a mão de Medeia?”. No começo dessa viagem não sei onde vamos chegar, mas acredito que com confiança e sensibilidade vamos chegar longe. 

Sempre trabalho muito próxima aos atores e equipe. Criamos juntos. Aponto direção e garimpo diamantes. Os atores constroem com muita pesquisa e paixão as personagens, eu e a equipe criamos situações e me coloco sempre em jogo. Acredito em Nina Simone quando fala ”Freedom is no fear”. Confio que sem medo alcançamos impulsos mais interessantes, autênticos e/ou honestos. Estou acostumada a ver os impulsos que vem direto dos corpos em movimento. A falta que sinto disso agora, me desafia. Tenho que procurar novos caminhos, tenho que andar na corda bamba e em momentos desse processo cheguei até a esquecer que estamos em lados diferentes do Atlântico.

Tenho em ”Terra Medeia” um texto teatral muito rico na mão, estou a serviço dele para lhe fazer justiça. Para através dele e dos corpos dos atores, junto com a equipe, criar imagens que dialoguem com o público. Que são reconhecíveis e relevantes. Convido o público e o elenco para se encontrar num mundo de várias camadas, onde existem personagens complexas, onde o pensamento dicotômico é ultrapassado. Quero que cada pessoa no público sinta a sua importância para que esse acontecimento possa acontecer.  Que o público entre no espaço do espetáculo e divida um olhar com a gente. 

Tornar invisível é uma eficiente técnica de dominação, visibilizar é o seu oposto. Em Terra Medeia vamos ver a história de uma mulher sensível e forte, amando e odiando, desistindo e resistindo, multifacetada. ”Aqui está ela, Medeia!”, fala a Deusa no espetáculo porque a arte tem o poder de manter os mortos vivos por mais um tempo.

Estamos vivendo numa era complicada. Equilibramos na beira de um abismo, muitas vezes com a sensação de que cairemos sós, sem ninguém presente para nos amparar. Nunca precisamos tanto da arte como numa época de crise. É assim em tempos como esse que sopramos vida numa tragédia clássica simplesmente para ficar juntos diante disso, chorar juntos pode ser melhor do que chorar só. Encontrar-se no espaço teatral, físico ou virtual, traz esperança. Juntos paramos o tempo para sentir, valorizar e refletir sobre a condição humana”. 

Ficha técnica 

Texto: Sara Stridsberg

Tradução: Bim de Verdier e Nestor Correia

Direção: Bim de Verdier

Elenco:

André Guerreiro Lopes…………….Jasão

Bim de Verdier………………………..Mãe e Deusa

Daniel Ortega………………………….Médico

Nicole Cordery………………………..Medeia

Renato Caldas………………………….Creonte

Rita Grillo……………………………….Babá

Direção de Arte, Fotografias e Filmagens: João Caldas

Equipe de Captação de imagens, edições e Transmissão: Marcela Horta, João Caldas e Andréia Machado

Operação de Vídeos ao Vivo: Marcela Horta

Contrarregra: Madu Arakaki

Composição Original de Trilha sonora: Leo Correia de Verdier

Direção de produção: Selene Marinho

Produção executiva: Marcela Horta

Designer Gráfico: Leonardo Miranda

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: SM Arte Cultura / Cordery e Viana Produções Artísticas

Consultoria de Figurino: Julia Correia de Verdier

Execução vestidos Medeia: Flávio Mothé

Participação especial (Voz da Princesa): Anna Zepa

Consultoria em Áudio e Operação de Som: Alexandre Martins

SERVIÇO

Pelas redes sociais da Oficina Cultural Oswald de Andrade 

28, 29 e 30 de outubro

(Quinta, sexta e sábado)

18h

Pelo canal do Youtube da SM Arte e Cultura

06 e 07 de novembro

(Sábado e domingo)

18h

Todos os ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/terramedeia.

Ingressos gratuitos. 

Duração: 80 minutos.
Classificação indicativa:14 anos. 

Fôlego, de Gary McNair, com direção de Kiko Rieser e atuação de Priscila Paes, estreia de forma online dia 1º de maio 

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Créditos: Heloísa Bortz 

Inédito no Brasil, Fôlego, do jovem autor escocês em ascensão Gary McNair, ganha tradução de Priscila Paes (que também atua no espetáculo) e direção de Kiko Rieser, na primeira montagem de sua obra no país. A peça será transmitida de 1 a 16 de maio, aos sábados  e domingos, às 20h, pela Plataforma Teatro. Aline Santini (desenho de luz), Kleber Montanheiro (figurino) e Mau Machado (trilha sonora original) completam a ficha técnica. 

Gary McNair tem recebido diversos prêmios no Reino Unido, com encenações de suas peças em diversos países. A peça Fôlego nos apresenta uma protagonista em uma situação bastante específica e bem distante de nossas vidas “saudáveis”, mas suas dúvidas, dilemas, medos e desejos são os mesmos que os nossos. 

“Reconhecer-se em um mundo aparentemente distante é o que torna esta peça tocante para o público em geral.  Fôlego é impactante porque todos nós, mesmo não sofrendo de epilepsia, nos reconhecemos em Jane pela possibilidade, sempre presente, do imponderável se estabelecer em nossas vidas. Buscamos todos alcançar e, por vezes, ultrapassar os nossos limites físicos e psíquicos. Será que é sempre possível alcançá-los? Assim como Jane, estamos sempre lidando com escolhas no nosso dia-a-dia. O tempo dela está correndo. Nosso tempo também está correndo. A todo custo e a toda hora é preciso tomar uma decisão. E nós corremos, seja para tomá-la mais rapidamente, seja para fugir dela”, conta a tradutora Priscila Paes. 

“A genialidade do texto de McNair, que em pouco tempo de carreira já coleciona prêmios e torna-se rapidamente um dos nomes mais importantes do teatro britânico, está no fato de fazer com que o leitor se sinta dentro da cabeça da protagonista, que apesar de sofrer de uma doença séria, mantém um peculiar estado de bom humor”, conta o diretor Kiko Rieser. 

Para entender melhor a condição de Jane e seus aspectos concretos, Priscila Paes contou com a colaboração da equipe de assistentes sociais, psicólogos e médicos da Associação Brasileira de Epilepsia, e participou de encontros semanais com pessoas que sofrem desta doença. “Essas pessoas também buscam um alívio para sua condição e algumas delas inclusive devem decidir se fazem ou não a cirurgia para retirar parte de seus cérebros. O contato com pessoas na mesma situação de Jane, que enfrentam as mesmas dificuldades e os mesmos dilemas que a protagonista da peça, é fundamental para poder me colocar em cena de maneira precisa”, conta a atriz.

“O enfrentamento dos limites é um dos pontos mais marcantes da peça e está presente na vida de todos. “Fôlego”, ao propor uma perspectiva tão visceral sobre as descobertas e redescobertas dos limites de um corpo, é de fundamental importância para que confrontemos nossos próprios medos, desafios e escolhas”, concluem Priscila e Kiko.

SINOPSE

Jane sofre de epilepsia e, contra todas as expectativas, descobre na corrida um modo de evitar as convulsões. Passa a correr todos os dias, diversas vezes, sempre que sente que está para convulsionar – e isso parece ter resolvido o problema. Até que, depois de muito tempo, ela tem um novo ataque. Recebe, então, a notícia de que pode realizar uma cirurgia para a retirada de parte de seu cérebro, o que curaria sua doença, mas poderia deixar sequelas. Jane decide então participar da chamada “Corrida da Morte” no deserto de San Antonio. Ela se impõe as 110 milhas da ultramaratona como prazo para tomar sua decisão.

SINOPSE CURTA

Jane sofre de epilepsia e, contra todas as expectativas, descobre na corrida um modo de evitar as convulsões. Passa a correr todos os dias, diversas vezes, sempre que sente que está para convulsionar – e isso parece ter resolvido o problema. Até que, depois de muito tempo, ela tem um novo ataque. 

Sobre Kiko Rieser 

Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, dirigiu “Capitu, olhos de mar” (adaptação autoral), “Amarelo distante” (texto autoral, baseado em Caio Fernando Abreu, com Mateus Monteiro), “A dama da noite” (de Caio F. Abreu, com André Grecco), “A vida útil de todas as coisas” (texto autoral, com Eduardo Semerjian, João Bourbonnais, Louise Helène e Luciana Ramanzini, diversas indicações ao Prêmio Aplauso Brasil), “Quando as máquinas param” (com André Kirmayr e Larissa Ferrara) e os infantis “Braguinha – sons, canções e histórias” (em parceria com Cristiano Tomiossi – Sesc Ipiranga e Sesc Pinheiros, 4 indicações ao Prêmio São Paulo) e “O que fica das pessoas que vão” (texto autoral). Produziu alguns desses espetáculos (“Capitu”, “Amarelo Distante”, “Braguinha” e “O que fica…”), além de “Cabarezinho” (dois anos em cartaz no CIT-Ecum), “Gardênia” (em cartaz por 6 anos), “Consertando Frank” (indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA,  temporada de um ano e meio em São Paulo e diversas viagens), “Volpone” (Teatro MuBE Nova Cultural), o infantil “Moinhos e carrosséis” (Teatros Cacilda Becker e João Caetano), “A cabala do dinheiro” (direção de Clarice Niskier e André Aciolli, Teatro Eva Herz), “Esperando Godot” (Grupo Garagem 21, indicado ao Prêmio Shell 2017 de Melhor Figurino, diversas viagens), “O quarto estado da água” (com Anderson Di Rizzi e Kiko Pissolato), e a produção local de “Alair” (com Edwin Luisi, Teatro Nair Bello). Produziu também o livro “Amor ao teatro”, compilação de críticas de Sábato Magaldi, finalista do Prêmio Jabuti 2015. Em cinema, escreveu e dirigiu o curta-metragem “Deixe a porta aberta ao sair” (com Lucélia Santos e João Victor D’Alves), em fase final de montagem. Em 2012, foi um dos vencedores do concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB, com a peça “Desassossego”. É autor de “Lapsos” (poemas, Editora Patuá, 2017) e “Átimo” (romance, Editora Instante, 2018). 

Sobre Priscila Paes        

Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP, participou do Projeto de Extensão Universitário Mandioca com apresentações em São João Del Rei, Braunschweig e Berlim. Ainda na faculdade, encenou Manuel, de Lygia Fagundes Telles, no Fórum Permanente de Arte e Cultura – CGU/COR. Profissionalmente, atuou em E, de repente, eu estava lá, direção da Profa. Dra. Marina Elias, na Semana de Artes do Corpo da PUC-SP, e RAMP, do grupo britânico-brasileiro Teatro Fósforo, no Festival Shakespeare 400 da Cultura Inglesa. Foi assistente de direção e stand-in em I Hate Hamlet, de Paul Rudnick, direção de Rodrigo Haddad, e assistente de Ariela Goldmann na preparação de elenco do longa-metragem Jonas, direção de Lô Politi. Atualmente, é radialista e redatora do programa “Papo, Prosa e Poesia”, na webradio Radio Baruk FM e professora de teatro da Cultura Inglesa, tendo ganhado 8 prêmios no Drama Festival de 2012 – incluindo melhor direção. Está em processo de montagem com o monólogo Born To Run, do escocês Gary McNair, com direção de Gabriel Hirschhorn e supervisão artística de Dagoberto Feliz, grupo Folias; e de Vestido De Noiva, de Nelson Rodrigues, direção de Marco Antônio Braz, do Círculo dos Comediantes.

FICHA TÉCNICA

Texto: Gary McNair

Tradução: Priscila Paes
Direção: Kiko Rieser 

Elenco: Priscila Paes

Desenho de luz: Aline Santini

Figurino: Kleber Montanheiro 

Trilha sonora original: Mau Machado

Assistência de direção: André Kirmayr

Assistência de iluminação e montagem: Pajeú Oliveira

Assistência de figurino: Thais Boneville

Costureira: Ray Lopes

Direção de produção: Kiko Rieser

Produção executiva: Jaddy Minarelli

Registro em foto: Heloísa Bortz

Registro em vídeo: Leekyung Kim

Arte gráfica: Giovani Tozi

Mídias sociais: Jaddy Minarelli

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Realização: Rieser Produções Artísticas

Projeto realizado com apoio do edital ProAC LAB nº 36

SERVIÇO 

De 1 a 16 de maio 

Sábados e domingos, às 20h 

www.plataformateatro.com

Gratuito

12 anos

50 minutos

Novo espetáculo da Nossa Companhia, Madame e a Faca Cega estreia online dia 29 de abril no Alvenaria Espaço Cultural 

Link para download de fotos – Créditos para João Valério

Com texto e direção de Tatiana Bueno e a atriz Alexandra DaMatta no elenco, o espetáculo Madame e a Faca Cega é o novo trabalho da Nossa Companhia, que estará em temporada online de 29 de abril a 2 de maio. Esta é a primeira dramaturgia de Tatiana e foi livremente inspirada em um trecho do livro Os Componentes da Banda, de Adélia Prado. 

No espetáculo, a personagem Vera – vivida por Alexandra – vai gravar seu programa de culinária, como de costume. Mas, desta vez, Madame atormenta seus pensamentos. “Madame é representação de todas as madames que vivem a realidade do Instagram, que utilizam canudinhos reutilizáveis, que têm discursos feministas sempre na ponta da língua e que ajudam todas as outras mulheres a entenderem que essa vida não é real, que não há vida perfeita”, conta a dramaturga. 

O texto aborda, ainda, relacionamentos tóxicos e abusivos e mostra a libertação catártica de Vera quando ela identifica seu verdadeiro algoz. “Falamos sob a ótica de relacionamentos homossexuais, mas não abordamos orientação e gênero. Os relacionamentos são universais. A ideia não é fazer uma peça sobre um universo específico, e sim trazer à cena a busca da própria voz, da libertação das relações opressoras, fazendo uma reflexão sobre a busca da felicidade imposta, que não é real”, diz Tatiana. Para Alexandra DaMatta, abordar relacionamentos homoafetivos num contexto de universalidade é um ganho da dramaturgia contemporânea e essencial para a representatividade. “O intuito é trazer o que é comum, natural e orgânico”. 

Também diretora da montagem, Tatiana conta que o maior desafio da encenação foi entender a linguagem híbrida. O texto já foi escrito pensando no novo formato e ela optou por não fazer um “filme” e sim teatro híbrido. “Não há tratamento no pós-filmagem. A luz, o som e os cortes são feitos ao vivo, como no teatro. Optamos por um não cenário para quebrar o realismo que o cinema propõe. O signo do programa de culinária fica por conta dos objetos e do figurino que criamos”, conta. 

A trilha sonora original foi criada por Rogério Bastos com a ideia de trazer loops de bateria, em uma trilha seca e descompassada que revela o estado emocional da personagem. 

Trilogia Madame 

Madame e a Faca Cega é o primeiro espetáculo da trilogia Madame, da Nossa Companhia. O trabalho teve sua primeira apresentação em março na MoMo, a Mostra de Monólogos do Alvenaria, e agora estreia em temporada oficial. 

A segunda peça da trilogia é Codinome Madame, com Bia Toledo no elenco, texto de Tatiana Bueno e direção de Tatiana e André Grecco. Com estreia marcada para 13 de maio, a narrativa se passa em um futuro distópico onde a arte foi proibida e uma atriz passa anos enclausurada para se proteger e proteger toda a arte que conseguiu guardar. 

A terceira, Madame Tussaud, está em fase de pesquisa dramatúrgica e deve ser anunciada em breve. Em todos os espetáculos da trilogia a Cia apresenta mulheres fortes em busca da sua própria voz, da libertação dos próprios monstros e por seu lugar de fala. 

Ficha técnica 

Realização: Nossa Companhia
Direção e Dramaturgia: Tatiana Bueno
Assistência de Direção: Bia Toledo
Preparação de Elenco: Inês Aranha
Elenco: Alexandra DaMatta
Voz em off: Bibi Cavalcante
Trilha Original: Rogério Bastos
Desenho de luz e Operação de Iluminação: Samya Peruchi
Direção de Fotografia e Operação de Câmera: Nara Ferriani
Cenário e Figurino: Nossa Companhia
Costureira: Therezinha Bueno
Desenho Sonoro e Captação de Áudio: Cecília Lüzs
Técnico de Streaming: Lucas Martinez
Direção de Produção: Clube do Mecenas
Produção Executiva: Camila Pontremoli e Bia Passet
Fotos: João Valério
Coordenação de Comunicação: Dimalice Nunes
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço
De 29 de abril a 2 de maio, às 20 horas.
Duração: 30 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Onde: https://www.sympla.com.br/produtor/alvenaria
R$20,00 inteira e R$10,00 meia (50% da bilheteria será doada para o movimento SOS Técnica)

Sobre a Nossa Companhia A NOSSA COMPANHIA é um coletivo de teatro aberto, um organismo fluido, que busca refletir de forma criativa os caminhos da nossa sociedade. Fundada em 2013, reuniu artistas com longas trajetórias individuais e objetivos em comum. Hoje sediada no Alvenaria Espaço Cultural, na capital paulista, tem como integrantes Alexandra DaMatta, André Grecco, Bia Toledo e Tati Bueno. A NOSSA COMPANHIA tem como propósito fundamental desenvolver uma dramaturgia própria, marca desde o primeiro trabalho, Romeu e Julieta, homenagem aos 450 de William Shakespeare. Apesar de não ser uma obra original, a tradução utilizada foi feita por Ricardo Cardoso, que na época integrava a companhia, e tinha o olhar voltado para a questão de gênero levantada pelo poeta. No atual trabalho, a trilogia MADAME, a força do universo feminino entra em cena. Madame e a Faca Cega é o primeiro espetáculo da trilogia. A personagem Vera vai gravar seu programa de culinária como de costume, mas desta vez Madame atormenta seus pensamentos. O texto aborda, ainda, relacionamentos tóxicos e abusivos e mostra a libertação catártica de Vera quando ela identifica seu verdadeiro algoz. O trabalho teve sua primeira apresentação em março de 2021 na MoMo, a Mostra de Monólogos do Alvenaria, e estreia em temporada em abril do mesmo ano. A segunda peça da trilogia, Codinome Madame, com estreia em maio de 2021, se passa em um futuro distópico onde a arte foi proibida e uma atriz passa anos enclausurada para se proteger e proteger toda a arte que conseguiu guardar. A terceira peça está em fase de pesquisa dramatúrgica. 
Principais trabalhos da NOSSA COMPANHIA: 
“Romeu e Julieta”, apresentado nas comemorações dos 450 anos de William Shakespeare e contemplado com Edital do PROAC do Estado de São Paulo. Concepção de Ricardo Cardoso e direção de Ivan Feijó. “Josefina Canta”, adaptação do conto de Franz Kafka Josefina a Cantora, com texto e direção de Elzemann Neves, produzida de forma independente, sem nenhum incentivo público. “Quase uma adaptação”, adaptado por Lucas Lassen do conto Casa Tomada, de Julio Cortázar. Foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro da Prefeitura de São Paulo. “Zélia e Jorge”, com dramaturgia desenvolvida coletivamente a partir da obra de Zélia Gattai, com colaborações para a pesquisa de Josélia Aguiar, biógrafa de Jorge Amado, Antonella Rita Roscilli, biógrafa de Zélia Gattai, e Camila Veiga, neta de Zélia Gattai. O texto foi construído por meio de improvisações dos atores do espetáculo.“Casa Vazia”, de Carolina Barres, levantou reflexões em torno das relações humanas contemporâneas, tendo como principal inspiração o conceito de amor liquido, do sociólogo polonês Zygmunt Baumann. “O Bloco” de Carolina Barres, partiu do trabalho com jovens recém-formados em uma pesquisa sobre teatro de rua, que resultou no desenvolvimento da dramaturgia do espetáculo, construída através de improvisações dos atores sob orientação de Alexandra DaMatta.

Quem Conta um Conto, Aumenta um Sonho leva teatro para dentro das comunidades de São Paulo

Adaptado por conta do isolamento social, o projeto idealizado por Plínio Meirelles entrega um kit para as famílias na porta de suas casas: comida para estimular sabores, cheiros para estimular sensações… tudo para facilitar o processo afetivo ao contar uma história pela tela do celular 

As próximas ações acontecem na região do Jabaquara no dia 26 de abril. 170 famílias serão contempladas  

Mão segurando pão com salsicha

Descrição gerada automaticamente com confiança média

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O projeto Quem Conta um Conto, Aumenta um Sonho tem como objetivo levar a arte do teatro dentro da residência de pessoas com pouco ou nenhum acesso cultural e, para isso, conta com 6 atores profissionais que interpretam contos dentro da casa de moradores de comunidades de São Paulo. 

Adaptado por conta da pandemia, o projeto idealizado e produzido por Plínio Meirelles consistia no seguinte formato: cada ator visitava 50 famílias mensalmente no período de 6 meses, totalizando 300 famílias atendidas pelo projeto. A cada mês, um novo conto era ensaiado pelos atores para a representação pensado de forma integrada com um figurino e um cenário que podia ser instalado na casa desses moradores, em sua maior parte barracos ou construções irregulares. 

Depois de cada apresentação na casa dessas famílias, os atores entregavam uma caneca do projeto e propunham um café juntos para baterem papo. Todo o material utilizado era oferecido gratuitamente para a família. O objetivo era  conversar sobre a experiência, jogar conversa fora, rir e construir juntos uma série de significados. E, claro, estimular que as famílias compartilhassem suas histórias, pois elas revelam nossa força e nossa potência.

O projeto teve início em novembro de 2019 e os três primeiros meses foram de intensa pesquisa no território do Jabaquara, escolhido para iniciar o projeto em parceria com a ONG AME. Os atores conheceram a comunidade junto com profissionais dessa instituição, além das lideranças locais, os morros e as histórias do bairro. Depois, os próximos dois meses de 2020 (fevereiro e março) tiveram seus contos realizados, “Olhos D’água” de Conceição Evaristo e “Eu Vi” de Fall Vitielo de Azevedo. “As visitas revelaram-se muito emocionantes, com algumas famílias arrumando sua casa para receber os artistas e chamando a vizinhança para compartilhar a experiência”, conta Plínio. 

Com a pandemia de COVID 19, o projeto precisou parar para se reinventar

Em janeiro de 2021, sob nova pesquisa, o projeto resolveu seguir no formato online com um “delivery sensorial”. O novo formato tem um conto filmado para ser enviado pelo celular e um kit sensorial para ser entregue para as famílias na porta de suas casas. Esse kit busca dialogar com a história contada e ajuda a transformar a experiência de uma forma mais imersiva, mais sensível. 

Em fevereiro e março, as famílias receberam o vídeo no mesmo dia em que, na porta de suas casas, um kit era entregue: comida para estimular os sabores, cheiros para estimular as sensações… tudo para facilitar o processo afetivo e contar uma história. Após esta entrega, os atores realizaram chamadas de vídeos para as famílias no objetivo de conversar e continuar a experiência de uma forma que os afetos e os veículos não se percam.

O próximo envio de kits e contos filmados será feito no dia 26 de abril de 2021 na região do Jabaquara.  

O projeto “Quem Conta um Conto, Aumenta um Sonho” é financiado pelo edital CONDECA de 2019 e realizado pela Cia. dos Afetos em parceria com a ONG AME. 

Acompanhe o projeto no Instagram: @aumentaumsonho

Cooperativa Paulista de Dança realiza última etapa do projeto Dança por toda parte

Dezesseis cidades do interior paulista recebem oficinas gratuitas de dança

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A Cooperativa Paulista de Dança entra na fase final de execução do projeto ‘Dança por toda parte’ que conta com patrocínio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Até meados de julho, dezesseis cidades do interior paulista receberão oficinas de várias modalidades de dança, sendo que tais propostas foram selecionadas por meio de chamamento público. 

Para a efetivação das oficinas foram estabelecidas parcerias tanto com o poder público como também com grupos artísticos independentes. De acordo com Michele Carolina, coordenadora do projeto ‘poder ofertar atividades em parceria, é uma maneira bastante potente para o processo de formação dos artistas locais’. Dentre as responsabilidades do parceiro local está a sessão de espaço adequado para a atividade, bem como o suporte ao profissional. Já o pagamento dos cachês, bem como todos os custos logísticos (alimentação, transporte e estadia) dos profissionais responsáveis é de responsabilidade da Cooperativa de Dança. 

Todas as oficinas contarão com 13 horas de atividades a serem realizadas presencialmente. De acordo com Júnior Cecon, produtor do projeto, as atividades seguirão os protocolos sanitários em vigência, visando a segurança dos participantes. ‘Estávamos há mais de um ano sem poder realizar eventos culturais de forma presencial. Então, atividades que não envolvem um público muito grande, como estas oficinas, é uma maneira que encontramos de poder voltar a oferecer ações culturais para a população de forma presencial e com segurança”.

Confiram a programação:

Campos do Jordão – Dias 28, 29 e 30 de junho

‘Dança Contemporânea’ com Karine Silva

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_campos

Itapevi – Dias 4 e 5 de julho

‘Balé Clássico e Percepção Anatômica: Um encontro entre história, origens e alinhamento dinâmico’ com Robson Lourenço

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_itapevi

Cordeirópolis – Dias 8 e 9 de julho

‘Dança Contemporânea’ com Robson Lourenço

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_cordeiropolis

Jacareí – De 8 a 11 de julho 

‘Danças Populares – Danças Afro-estadunidenses da Era do Jazz’ com Filipe Trizi

Inscrições: https://cutt.ly/curso_jacarei

Álvaro de Carvalho – Dias 9, 10 e 11 de julho

‘Balé clássico para iniciantes’ com Ana Caroline Recaldi

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_alvaro

Campinas – Dias 10 e 11 de julho

‘Danças Populares – Samba – Popularidade e resistência no interior Paulista’ com Jaqueline Heldt

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_campinas

Valinhos – Dias 10 e 11 de julho

‘Dança Contemporânea – O corpo flamenco’ com Renata Toledo

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_valinhos

Presidente Prudente – Dias 10 e 11 de julho

‘Do virtual ao presencial: estratégias para o movimento tridimensional como potência para diálogos mediados pelas telas’ com Renata Paulino

Inscrições: https://cutt.ly/curso_prudente

Mogi das Cruzes – Dias 10 e 11 de julho

‘Danças Populares – Dança do Ventre Tribal’ com Arantxa Mel

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_mogidascruzes

Caraguatatuba – Dias 12, 13 e 14 de julho

‘O corpo como um contador de histórias – Dança Clássica Indiana’ com Cassiana Rodrigues

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_caraguatatuba

Sumaré – Dias 17 e 18 de julho

‘Dança Contemporânea’ com Juliana Morimoto

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_sumare

Hortolândia – Dias 17 e 18 de julho

‘O corpo como um contador de histórias – Dança Clássica Indiana’ com Cassiana Rodrigues

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_hortolandia

Taubaté – Dias 17 e 18 de julho

‘Dança Contemporânea – Além da Pele’ com Rubens Barbosa

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_taubate

Monte Mor – Dias 17 e 18 de julho

‘Danças Urbanas – House Dance’ com Danilo Nonato

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_monte_mor

Guarantã – Dias 17 e 18 de julho

‘Danças Urbanas – Hip Hop Dance’ com Alauriê

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_guaranta

Getulina – Dias 17 e 18 de julho

‘Danças Urbanas – Jazz Funk Dance’ com Jéssica Nascimento 

Inscrições: https://cutt.ly/oficina_getulina

Premiada peça infantil Terremota, com texto e direção de Marcelo Romagnoli, e com Jackie Obrigon e Guto Togniazzolo no elenco, faz seis apresentações online e gratuitas, a partir de 24 de abril.

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Espetáculo infantil treme o mundo dos adultos

O premiado espetáculo Terremota estreou em 2012 e conta a história de Maria, uma menina corajosa e esperta, que vive com o Tio Bigode e tem um gato chamado Platão.  Passa grande parte do dia sozinha e sua maior diversão é analisar o mundo pela janela. Um dia, indignada com o que vê, cheia de ideias e transbordando liberdade, Maria decreta autonomia e funda a República Terremota. As apresentações acontecem dias 24, 25 e 26 de abril, sempre às 11h e às 17h, com intérprete de libras. No canal do youtube da Cia Bendita.

A peça com direção e texto de Marcelo Romagnoli busca inspiração em Mafalda, a menina sagaz e política criada pelo cartunista argentino Quino, e Pippi Meialonga, criação da escritora sueca Astrid Lindgren, símbolo de independência e coragem.  

Jackie Obrigon vive Maria, protagonista cheia de sagacidade e humor.

Tio Bigode, o metódico solteirão de meia idade, é interpretado por Guto Tognazzolo. 

A trilha e as músicas foram compostas por Tata Fernandes e Morris Picciotto e o cenário, criado por Marisa Bentivegna. Os figurinos são de Cláudia Schapira. 

As reflexões do espetáculo estendem-se sobre a própria essência da educação, tocando em questões políticas, éticas e pedagógicas.  

Com uma linguagem simples e direta, TERREMOTA pretende criar um universo de fantasia para o público, ao mesmo tempo em que discute temas importantes na formação da criança: mundo idealizado & mundo real; educação & limite; autoridade & liberdade.

Terremota quer propor um olhar mais feliz, curioso e instigante para a criança e para o adulto do mundo contemporâneo, abrindo uma janela para entender as diferentes formas de educar. 

Projeto foi contemplado pelo Edital PROAC Expresso Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), através do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. 

Sinopse 

Maria é uma menina corajosa e esperta que mora com o tio Bigode e o gato Platão. Num feriado, o tio resolve viajar, mas uma forte chuva atrapalha os planos.  A menina fica indignada e prepara uma revolução: inventa um outro mundo na sala de casa e funda a República Terremota. 

Prêmios

Melhor Texto 2012 da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Prêmio Femsa 2012 melhor texto e atriz. TERREMOTA foi publicada pela Cia das Letrinhas e recebeu da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil em 2017 o Selo de Altamente Recomendável. 

Ficha Técnica

Texto e direção: Marcelo Romagnoli

Elenco: Jackie Obrigon e Guto Togniazzolo

Cenário: Marisa Bentivegna

Figurinos: Cláudia Schapira

Trilha Sonora: Dr Morris

Música composta: Tata Fernandes e Dr Morris

Diretor de fotografia e edição: Gabriel Ranzani

Adereços: Ivaldo de Mello

Fotos: Maria Clara Diniz  

Técnico de luz e som: Bruno Garcia

Ilustrações: Bruno Garcia

Contra – regra: Theo Sposito

Interprete Libra: Fabiano Campos 

Produção:  Corpo Rastreado

Concepção e realização:  Cia Bendita

Serviço:

Quando: Apresentações dias 24, 25 e 26  de abril, sempre às 11h e 17h. Com interprete de libras

Onde: Canal do youtube da Cia Bendita.

Ingresso: Gratuito

Duração: 40 minutos

Recomendação etária: livre

Renata Ricci estreia espetáculo online sobre o feminino e a desconstrução do amor romântico

Pessoas posando para foto com a mão no rosto

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Foto Cleber Correa

Link para fotos Cleber Correa: https://bityli.com/sg7CF

Todas As Pétalas Que Chorei Por Você é o primeiro texto de Thereza Andrada e ganha encenação por Renata Ricci em temporada online gratuita financiada pelo ProAc Expresso da Lei Aldir Blanc. No elenco estão as atrizes Laura La Padula, Lettícia Moraes e Thereza Andrada. As apresentações acontecerão no Youtube do espetáculo de 23 a 26 de abril, sexta a segunda às 20h00, com sessões extras no sábado e domingo às 16h00.

A história é sobre três mulheres: Maria Eduarda, Maria Helena e Maria Fernanda. Elas estão vivendo diferentes momentos amorosos e devaneiam sobre o amor e suas dores e prazeres. Através destas figuras, as personagens representam momentos distintos dentro de um relacionamento, analisando uma visão da sociedade acerca de uma relação perfeita, as formas que lidamos com uma separação e os sentimentos que nos movem na antecipação de um início.

O texto transpassa temas como sensibilidade e força feminina, amor-próprio, empoderamento e a desconstrução do amor romântico de forma poética e descontraída. Motivadas também pelos ciclos da vida, a peça mostra que as três personagens podem ser a mesma pessoa em diferentes momentos – no início de um relacionamento, na crise vivida pelo casal e no doloroso término – e três amigas que, em diferentes fases, sabem se escutar e se apoiar, criando um vínculo de confiança, amizade e força.

“Me perguntei muito como seria possível uma peça, que falasse sobre as dores e as alegrias do amor, transparecer a necessidade de tirarmos a figura da mulher desse exato lugar: O passivo. Três vozes femininas num mundo dominado pelo machismo. O que elas gostariam de gritar?” conta a dramaturga Thereza Andrada.

O espetáculo, que se aproxima de uma linguagem audiovisual, foi gravado dentro de uma casa, que representa o corpo feminino, o útero e a gestação. “A escolha da lã como elemento para cenário, adereços, maquiagem e pontualmente o figurino, traz a imagem de um amor que ao mesmo tem tempo que conforta e aquece, pinica quando colocada diretamente sobre o corpo. O mesmo amor que machuca, traz afago e acolhimento” reflete a diretora Renata Ricci.

Na encenação, é reforçada a ideia da fragilidade contida nos relacionamentos modernos. O amor líquido, tão comentado por Bauman e os difusores de suas ideias, estão cada vez mais enraizados. “Coloca-se uma lente de aumento sobre a facilidade de se iniciar, descartar e até recomeçar sem realmente se conectar para além da superfície e da rapidez que nossas vidas aparentemente exigem. Também, por conta dessa forte vertente feminina, o texto traz uma encenação que transita entre momentos de união desse trio, como um forte núcleo de energia, e momentos de solidão a três, uma maneira mais moderna de se relacionar, dentro uma sociedade que incentiva a competição entre as mulheres.” complementa a diretora Renata Ricci.

Renata Ricci

Natural de São Paulo, Renata Ricci é atriz com formação na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde conquistou o prêmio Semi Luft de Melhor Atriz. Sua entrada no mundo artístico foi como bailarina clássica, tendo se aperfeiçoado ao longo dos anos em outras técnicas de dança, como sapateado, jazz, flamenco e contemporâneo, com professoras como Toshie Kobayashi, Francisca Timbó e Letícia Infante.Como cantora teve como mestres Frederico Silveira, Danilo Timm, Rafa Villar e Leonardo Wagner. Sua estréia em teatro musical se deu sob a direção da dupla Charles Moeller e Claudio Botelho no espetáculo “Sweet Charity” ( como Ursula March). Integrou também o elenco de “Peter Pan-todos podemos voar”, com direção do argentino Ariel del Mastro, “Avenida Q” (Ursinha do Mal e Dona Coisa Ruim), e “Gypsy-o Musical” (June Havoc), tendo recebido por este último trabalho o prêmio Opaque/atriz destaque de 2010. Cursou Film Acting, na New York Film Academy, e fez seu primeiro curta metragem internacional, Eclipse, ainda em 2010. Na televisão, a atriz estreou na novela “Páginas da vida” (Manoel Carlos e Jayme Monjardim, na Rede Globo) e teve ainda papéis de destaque em “Amigas e Rivais” (SBT) e “Revelação”( SBT), onde, além de dar vida à personagem Nina Fernandes, também emplacou na trilha sonora da novela algumas músicas que compôs em parceria com outros artistas. Estrelou ainda o musical “As Bruxas de Eastwick“, ao lado de Maria Clara Gueiros e Fafi Siqueira. Em 2012, substituiu a atriz Danielle Winits em “Xanadu” (Miguel Falabella), como a protagonista Kyra, e estrelou a comédia “Apartamento171″, sob direção de Eri Johnson. Em 2013, integrou o elenco de “Como vencer na vida sem fazer força”, ao lado de Luis Fernando Guimarães e Gregório Duvivier, e de “Pequeno Dicionário Amoroso”, ao lado de Eri Johnson, Giovanna Lancellotti e Rafel Zulu. O ano de 2013 também marcou sua estréia no cinema como a personagem Andrea, a nora de Dona Hermínia (Paulo Gustavo) no filme “Minha mãe é uma peça”. Renata fez parte do elenco da novela das 18 horas Boogie Oogie, de Rui Vilhena. Além das telinhas, Renata Ricci escreveu, dirigiu, produziu e também canta e atua em “FRENCH KISS-o musical“, com co-direção artística de Celso Correia Lopes e musical de Reinaldo Sanches. O show, formado por versões de música em francês, é uma espécie de cabaret atemporal. Versões de canções famosas como “Is this love” (Bob Marley) e “Tatuagem” (Chico Buarque) são os destaques. Entre 2015 e 2017 pôde ser vista no elenco do novo Zorra, humorístico completamente reformulado na grade da Rede Globo. É produtora e integrante do grupo vocal feminino “CANTRIX”, coletivo que promove um trabalho de fortalecimento da voz feminina, já que todas as envolvidas no projeto são todas mulheres, sejam elas cis ou trans.

Ficha Técnica:

Direção: Renata Ricci

Dramaturgia: Thereza Andrada

Elenco: Laura La Padula, Lettícia Moraes e Thereza Andrada.

Trilha Sonora: Fred Silveira

Light Gaffer: Patrícia Amorim

Cenógrafo: Thiago Audrá

Direção de arte: Renan Ramiro

Figurinista: Leide de Castro

Visagismo e Maquiagem: Louise Helène

Direção de Vídeo: Gustavo Bricks e Isabella Melo 

Montagem: Henrique Natalio 

Som Direto: Uira Wagner

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Comunicação e Mídias Sociais: Jessica Rodrigues

Assistente de Comunicação: Carolina Henriques

Fotos: Cleber Correa

Produção: Contorno Produções

Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez

Assistente de Produção: Leticia Gonzalez

Serviço:

Temporada de 23 a 26 de abril.

Sexta a segunda às 20h

*Sessões extras: sábado e domingo às 16h

Grátis
Classificação indicativa: 14 anos

Transmissão: https://www.youtube.com/channel/UCM53-R3X7_cjDuUqMzMUGbg