Solo Colóquio com Personagens I, de Luigi Pirandello, faz seis apresentações on-line em abril. 

Com direção de Cris Lozano e dramaturgia e atuação de Flávia Bertinelli, monólogo trata da angústia do autor diante da entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial, impossibilitando-o de organizar seu universo criador. A temosa presença de uma das suas personagens, o impede de fugir à própria verdade. Longe de ser um tipo de fuga, o texto torna-se uma reflexão sobre seu próprio processo criativo.

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Com mais de 150 anos de seu nascimento, a obra de Pirandello continua a nos colocar em cheque sobre um tema cada vez menos abordado: a humanística. As teorias humanistas centram o seu estudo na particularidade de cada ser humano, na complexidade e singularidade de cada pessoa, nos seus motivos e interesses. O foco desta abordagem não está no ensino em si mesmo, mas na aprendizagem numa perspectiva de desenvolvimento da pessoa humana. 

Nesta obra em particular, Colóquio com Personagens I, o que chama a atenção é a questão da abordagem da autocensura na criação, mais particularmente a voz do autor em relação às suas criaturas-personagens, por respeito a um momento particular da sua vida pessoal, que envolve a reflexão sobre a guerra em que a Itália estava comprometida. 

Pirandello se permite fazer uma divisão entre seu eu e os seus outros eus que ganham vida como interlocutores de si mesmo. Há neste Colóquio a intenção de calar suas vozes criativas em detrimento de um momento trágico onde não é possível colocar a arte em primeiro plano. 

A personagem usando de sua autonomia cria um discurso metafórico desmontando a ideia de separação do autor e faz uma ode à liberdade de criação artística.

Este monólogo ganha múltiplas representatividades, na medida em que a atriz Flávia Bertinelli se utiliza das máscaras, elemento cênico usado como recurso para realizar o diálogo entre autor e personagem, multiplicando as várias possibilidades de vozes propostas pela dramaturgia. 

A construção da encenação se deu a partir do espaço utilizado na casa da atriz que possibilitou ressignificar um cômodo do ambiente doméstico. Tudo é construído de forma realista aproveitando os objetos já existentes, apenas deixando para a interpretação e para a imaginação criarem uma atmosfera para além das 4 paredes. 

Workshop de máscaras ministrado por Flávia Bertinelli

No dia 24 de abril haverá um workshop de máscaras com a premissa de constituir um espaço de troca de saberes sobre o teatro de máscaras em uma de suas mais intrigantes manifestações teatrais: o fenômeno da commedia dell’arte, atualizando-o em outras formas de uso e utilização, refletindo na cena teatral atual. 

O foco será a máscara como um potente instrumento em processos criativos, seja no treinamento do ator, da atriz, assim como, na formação da construção de espetáculos teatrais,  independente da linguagem ou estética. O conteúdo abordado passará pela:

  • Utilização da máscara como instrumento pedagógico: neutra-inteira; meia máscara-neutra e meia máscara expressiva/arquetípica;
  • Conceito de corpo-máscara, tendo como um dos elementos disparadores, a commedia dell’arte;
  • “Corpo-máscara – um corpo em Revolução” na pandemia, dialoga com possíveis mascaramentos da cena teatral atual, diante dos deslocamentos, traços possíveis e atualizações.
  • Traços  possíveis, atualizações e deslocamentos.  possíveis, atualizações e 

Sinopse 

Colóquio com Personagens I, trata da angústia do autor diante da entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial, impossibilitando-o de organizar seu universo criador. A presença e teimosia de uma das personagens, impedem-no de fugir à própria verdade e a escritura Pirandelliana, longe de ser um tipo de fuga, torna-se uma reflexão sobre seu próprio processo criativo.

Serviço:

Temporada: Dias 16, 17 e 18 | 23, 24 e 25 de abril às 20h – exibição online + bate-papo

workshop de máscaras ministrado por Flávia Bertinelli – 24 de abril às 15h 

Duração: 30 minutos

Classificação etária: livre

Plataforma de transmissão: 

https://www.youtube.com/channel/UCVjoO1y3K9B6vOyNZw5Sxkw

Ficha Técnica

Texto: Luigi Pirandello

Dramaturgia e Atuação: Flávia Bertinelli 

Direção: Cris Lozano 

Assessoria de Som, Luz e Vídeo : Gil Almeida

Marketing Digital: Gil Almeida

Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, Elizeth a Divina faz apresentação única dia 17 de abril no Teatro J. Safra com transmissão online.

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Peça de Izabella Bicalho, com direção de Sueli Guerra, supervisão de João Fonseca e direção musical de Tony Lucchesi, conta momentos marcantes da história da cantora Elizeth Cardoso, seus grandes encontros, com amigos, parceiros históricos, as suas paixões e seus shows. Um espetáculo que transborda força poética através da música, do humor, da elegância e carisma, marcas registradas da personalidade da artista.

“Sempre fui preocupada por ser rotulada como cantora de classe A. 

Prefiro ser um abecedário inteiro.” (Elizeth Cardoso) 

Um musical com a missão de resgatar a memória de uma das maiores intérpretes da música brasileira: Elizeth Cardoso.

Após ser sucesso de público e crítica na cidade do Rio de Janeiro e render à atriz Izabella Bicalho o Prêmio FITA de melhor atriz, além de indicações aos prêmios APTR e Cesgranrio de melhor espetáculo, “Elizeth A Divina_ o musical” chega a São Paulo para única apresentação no Teatro J.Safra em formato online, no dia 17 de abril. 

A cantora Elizeth Cardoso ao longo de 4 décadas emocionou plateias por todo o Brasil e exterior, com sua voz emocionante e seu timbre único. Foi a primeira cantora negra a fazer sucesso, foi uma das musas da Bossa Nova, foi a primeira cantora popular a se apresentar no teatro municipal. Além de ter a grande sensibilidade de enxergar os novos talentos e lançar para o sucesso importantes compositores como Paulinho da Viola e Cartola.Uma grande artista bem a frente do seu tempo. 

Além de ser a dramaturga do espetáculo, Izabella Bicalho interpreta Elizeth Cardoso, acompanhada pelos atores Cilene Guedes, Jefferson Almeida, Dennis Pinheiro e pelos músicos Tony Lucchesi (piano, direção musical e arranjos), Pedro Henning (violão e contrabaixo) e Thiago Faria (bateria e percussão).

O texto

Inspirado no livro biográfico da artista, “Elizeth Cardoso, uma Vida”, de Sérgio Cabral, o texto de Izabella Bicalho é fruto também da profunda pesquisa ao acervo de Elizeth Cardoso, adquirido pelo Instituto Moreira Salles em 2003, de depoimentos de amigos próximos, como Hermínio Bello de Carvalho, e do neto Paulo César, que conviveu intensamente com a cantora – da infância até os 15 anos – quando em seus braços Elizeth deu o último suspiro.

“Elizeth foi uma grande mulher à frente do seu tempo. Uma guerreira do amor, uma mulher empoderada quando ainda nem sonhávamos em falar disso. Mergulhar no seu universo é penetrar no melhor da música brasileira. Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e muitos outros compositores dedicaram suas composições à cantora. Uma mulher que por mais de quatro décadas se manteve em sintonia com os movimentos artísticos se atualizando e se reinventando como artista!”, comenta a atriz e autora do espetáculo, Izabella Bicalho. 

Sinopse

A cena se passa no Camarim do teatro João Caetano, numa tarde de verão, quando uma chuva torrencial inundou o Rio de Janeiro. Dentro do teatro estão Elizeth com sua banda do Zimbo trio, Jacob do Bandolim com seu conjunto, Época de Ouro,  e seu amigo, diretor musical  e idealizador do show, Hermínio Bello de Carvalho, amigo íntimo da cantora. Ainda está com ela sua amiga do peito, Eneida de Moraes – importante jornalista da época. Todos estão apreensivos com a possibilidade de cancelamento do show devido às inundações. Nas conversas de camarim, memórias vêm à tona, e momentos importantes da vida íntima da cantora vão sendo revelados ao público. No repertório, estão canções clássicas da MPB, sucessos da cantora que foram muitas vezes especialmente compostos para ela por Ary Barroso, Cartola e Vinicius de Moraes, entre outros.

Repertório musical (em ordem alfabética)

Apelo (Vinicius de Moraes e Baden Powell)

As Praias Desertas (Tom Jobim)

Barracão de Zinco (Luiz Antonio e Oldemar Magalhães)

Camarim (Cartola e Hermínio Bello de Carvalho)

Canção da Volta (Antônio Maria e Ismael Neto)

Canção de Amor (Elano de Paula e Chocolate)

Canção do Amor Demais (Vinicius de Moraes e Tom Jobim)

Carinhoso (Pixinguinha)

Chão de Estrelas (Orestes Barbosa e Sílvio Caldas)

Cidade Vazia (Baden Powell)

É Luxo Só (Ary Barroso)

Feitiço da Vila (Noel Rosa)

Ingênuo (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho)

Isso Aqui É o Que É (Ary Barroso)

Jamais (Jacob do Bandolim)

Leva Meu Samba (Ataulfo Alves)

Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria)

Meiga Presença (Otávio de Moraes e Paulo Valdez)

Mulata Assanhada (Ataulfo Alves)

Naquela Mesa (Sergio Bittencourt)

Nossos Momentos (Luiz Reis e Haroldo Barbosa)

Olhos Verdes (Vicente Paiva)

Serenata do Adeus (Vinicius de Moraes)

Todo Sentimento (Chico Buarque e Cristóvão Bastos)

Serviço:

Teatro J. Safra 

Genêro: Teatro Musical

Classificação etária: livre

Duração: 100 minutos

Dia: 17 de abril de 2021, sábado, às 20h 

Valor do ingresso: R$40,00

Link para compra: https://www.eventim.com.br/artist/elizeth-adivina/

Ficha Técnica:

Idealização: Izabella Bicalho

Dramaturgia: Izabella Bicalho 

Direção: Sueli Guerra

Direção Musical: Tony Lucchesi 

Elenco: Izabella Bicalho, Cilene Guedes, Jefferson Almeida e Dennis Pinheiro

Músicos:  Tony Lucchesi  (piano), Thiago Faria (violão e contrabaixo) e Pedro Henning (bateria e percussão)

Cenário: Nello Marrese

Figurino: Reinaldo Elias 

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros 

Visagismo: Lucio Matias

Produção executiva: Flávia Primo

Direção de produção: Daniela Santos

Assistente de produção:Fernanda Barichello

Patrocínio:  SKY

Realização: Baile Soluções Culturais 

Co-Produção Ibproduções  e Primo 88 Produções

Identidade Visual: Julliana Della Costa

Marketing: Criação Cultura 

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Sobre IZABELLA BICALHO 

Com mais de 40 anos de carreira, a atriz Izabella Bicalho, indicada melhor atriz pelos prêmios Shell, Aptr, Cesgranrio, Contigo e Prêmio Bibi Ferreira, vem na última década se destacando no cenário dos grandes musicais do teatro brasileiro. Entre eles produziu e protagonizou o musical  Gota D’água, direção de João Fonseca. Estrelou em montagens de sucesso como: Tim Maia – o musical, Bilac Vê estrelas, O beijo no asfalto – o musical, Era no tempo do rei e Sambra – 100 anos de samba. Também foi dirigida por Miguel Falabella em South American Way e Império, e por Ney Matogrosso no emocionante musical Somos irmãs.

Na televisão, quando criança encantou interpretando Narizinho, no Sítio do Pica Pau Amarelo. Depois seguiu sua carreira atuando em novelas da Rede Globo, tais como: Sangue Bom, Ti Ti Ti Remake, Negócio da China, História de Amor, Pacto de Sangue, Roque Santeiro, Sétimo Sentido, Agua Viva.  Nas minisséries:  Capitu, Hoje é dia de Maria, O Memorial de Maria Moura e Anos Dourados. Nas séries: Mulher, A Vida como Ela é, O Caçador e Homens são de Marte. Em 2020, estára no ar na novela “Genesis”, próxima novela da Record.

Em 2016 esteve no elenco de ON LINE, espetáculo de Paulo Gustavo, posteriormente o musical em homenagem a uma das maiores cantoras brasileiras, Elizeth Cardoso,  o musical Elizeth A Divina, em que assinou o texto da  obra lhe rendendo o prêmio FITA de Melhor atriz.  Seguido de Cássia Eller – O Musical com direção de João Fonseca e Isso que é amor o Musical, com direção de Ulysses Cruz. Izabella está no elenco da nova novela da Record, “Genesis”. 

Sobre Sueli Guerra 

Diretora, coreógrafa, bailarina e atriz. Coreografou filmes como “Madame Satã” e “Chatô”, e programas de TV como “Aquarela do Brasil”. Integrou a Cia de Teatro Aberto, onde dirigiu “O crime do Professor de Matemática” e “A Guerra Conjugal”, com Leonardo Netto. Sueli é uma das mais requisitadas diretoras de movimento em teatro, tendo em seu histórico musicais como: “Bilac Vê Estrelas; “O Beijo no Asfalto”; “Tim Maia – Vale Tudo’’, “Oui Oui, a França é Aqui”; “Era no Tempo do Rei” – todos com direção de João Fonseca; além de “Billie Holiday – Amargo Fruto”; “Rádio Nacional”; “Os Saltimbancos”, entre outros. 

Sobre Tony Lucchesi 

Diretor musical, arranjador e preparador vocal dos espetáculos “Elizeth, a Divina” (2018), “Bibi – Uma Vida em Musical” (2017) , “VAMP” (2017) (também compositor das canções originais), “60! Doc. Musical – Uma Década de Arromba” (2016), “Rock In Rio Now” (Lisboa – 2016), “Rock In Rio – 30 anos em 15 minutos” (RIR 2015) e “O Primeiro Musical a Gente Nunca Esquece” (2015).

Diretor musical da 3a edição do “Broadway Brasil”, um evento de formação para Teatro Musical, que acontece fora do Eixo RJ/SP que proporciona a formação / descoberta de novos talentos para o gênero – Direção geral de André Gress, com Annette Tanner (Broadway Dreams Foundation), Nick Adams e Dan Knechtges.

Arranjador Vocal das edições do Programa “The Voice Brasil” (Tv Globo);

– Destaque Imprensa Digital de São Paulo – Melhor Direção Musical por “60! Doc Musical – Uma Década de Arromba” (2017)

– Prêmio Bibi Ferreira – Melhor Direção Musical por “Bibi – Uma Vida Em Musical” (2018)

– Prêmio Reverência – Melhor Direção Musical por “Bibi – Uma Vida Em Musical”. 

Com direção de Gabriel Miziara e texto de Maria Giulia Pinheiro, Alteridade estreia dia 16 de abril e faz seis apresentações on-line e gratuitas até dia 25 do mesmo mês.

Em Alteridade, a voz de uma mulher estuprada e sua trajetória de restabelecimento são o ponto de partida para a discussão sobre a ética que nos rege. No elenco estão as atrizes Carolina Fabri e Marina Vieira.  

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Na peça, uma mulher é estuprada. Por quê? Quem ou o que permite que isso continue? Qual é o discurso que legitima que o estupro aconteça tanto e tão silenciosamente? A Cultura do Estupro é a lógica dominante, perpetuada por um imaginário e por ações das mais cotidianas. Quantas coisas uma mulher passa ao longo de um dia que são da mesma natureza do estupro, ainda que em menor grau?

Maria Giulia Pinheiro, sobre o texto Alteridade

Durante sete unidades dramáticas denominadas “círculos”, a personagem narra a violência a que foi submetida, a tentativa de se restabelecer, a notícia da gravidez, a opção do aborto, a culpa, a ilegalidade de escolher, a dissociação entre lei e corpo e o rompimento com a velha mitologia patriarcal. 

A voz dessa mulher perpassa as diversas camadas da Sociedade do Estupro e vai, pelo arquétipo de Alteridade, encontrando aberturas para a reconstrução de si.

Ela (Elas, Nós?) tenta se restabelecer, encontrar um jeito de se sentir bem no mundo, um espaço seu. Ela vive a dor do trauma, colocando pra fora a violência que viveu, e nessa experiência, acaba rompendo com a velha lógica patriarcal na qual vivia. Um assunto essencial, em um país que tem 50 mil casos de estupro por ano.

Constituir-se como outro. Uma das definições possíveis de alteridade, existente no dicionário de filosofia de Abbagnano. O texto de Maria Giulia Pinheiro vem sob esse nome. A personagem é uma mulher sem nome, sem idade, sem classe social porque, no texto, não é isso que a define. O que a define é a violência, o estupro que ela sofreu, as consequências dessa violência em seu corpo e todos os pensamentos e sentimentos que da violência derivam. O encontro da personagem com uma sociedade que tem a cultura do estupro institucionalizada, e sua jornada em busca de se refazer na descoberta da alteridade. O refazer-se passa por perceber que eu e outro somos. Alteramos nossas trajetórias, somamos ou subtraímos forças, nossas e dos outros, que em algum momento se tornam nós. O texto traz vozes dessa mulher, ou de muitas mulheres, no caso desse projeto aparece na boca de duas mulheres, duas atrizes. A personagem está na emergência de refazer-se. Nesse momento artistas das artes cênicas estão na emergência de se refazer, de fazer, de continuar a existir numa situação onde encontrar o outro – esse encontro tão caro ao teatro – é um risco.  

O texto de Maria Giulia é um fluxo de palavras. Nele, a personagem se entende ao jorrar essas palavras em um fluxo de consciência. Nesta pandemia, onde o encontro dos corpos foi impedido, nos vimos pura palavra que, pelas janelas dos computadores, celulares, tablets, zooms, whatsapps, skypes e tais, promoveram e promovem um simulacro necessário ao encontro que nos é, com toda a razão, negado. 

Pelas palavras nos encontramos. Pelas palavras, a mulher, no texto, se encontra. Pelas palavras, aqui, artistas, texto, janelas, e público se encontrarão.

A equipe de criação

Nessa empreitada de navegar por caminhos tão conhecidos em um meio tão desconhecido, ter uma tripulação que trabalha junto há 20 anos é uma segurança na jornada. 

Na trajetória conjunta, o trato com a palavra une a equipe criativa. O trio faz um teatro da palavra desde que se conheceu na origem da Cia Elevador de Teatro Panorâmico, da qual são co-fundadores. Também os une o conceito de Alteridade. Em 20 anos de trabalho, grande parte dele foi construído sobre o Campo de Visão, exercício e linguagem cênica desenvolvida por Marcelo Lazzaratto na Cia. Elevador de Teatro Panorâmico. O Campo de Visão estuda e se desenvolve, antes de tudo, na alteridade. No ser e criar a partir do outro.

“Alteridade é um mergulho pela vivência de uma mulher presa na lama violenta do machismo estrutural. Uma queda, um jorro, uma raiva, um choro, um desentender e um reentender, um levante. Uma jornada por dentro da mulher violada.” (Carolina Fabri)

“Essa peça é um jogo entre três mulheres e as palavras: Maria as escreveu, Carolina e Marina as dizem, as vivem, as contam; e um homem que as escuta.”

(Carolina Fabri)

“Fui tomada por esse texto logo nas primeiras linhas. Um soco no estômago, uma angústia, lágrimas, e ao mesmo tempo um encantamento estético pela forma precisa e poética em que ele se apresenta. Na hora liguei pra Marina: bora contar essa história?”

“Desde o primeiro momento que lemos o texto de Maria Giulia, sentimos que essa narrativa, uma mulher se narrando em fluxo de consciência, seria um bom ponto de partida para experimentar o teatro on-line .”

(Carolina Fabri)

Quando li Alteridade pela primeira vez pensei: essas palavras estão se movendo e nosso trabalho é entender a que velocidade cada uma delas se move. Algumas correm, outras caminham muito devagar, e quando você se dá conta, algumas estão paradas, olhando pra você.  Algumas ficam paradas olhando pra você por vários dias. É um assombro.

(Marina Vieira)

Por que um homem na direção? 

Porque acreditam intrinsicamente no processo de alteridade: dentro da ideia de soma de visões e percepções diferentes, Marina e Carolina colocaram na direção/encenação Gabriel Miziara como o duplo complementar, numa visão arquetípica de pulsões femininas e masculinas, também porque Miziara vem pesquisando esses conceitos em sua trajetória individual. Sem, de maneira nenhuma, atribuir a força masculina e a feminina aos gêneros ou sexos dos integrantes, trazem aqui um jogo com as posições, tendo as atrizes-idealizadoras como força central, geradoras dos estados, veículo da voz da autora e criadoras de imagens e atmosferas e o diretor-encenador no papel de animus, que organiza e estabelece as regras do jogo para que ele junto à pulsão, se estabeleça no exterior. 

“Não há mim sem outro. Não há outro sem mim”. (trecho de Alteridade)

Breves palavras sobre a encenação

A opção da encenação é pela simplicidade. Entender onde a palavra pode ganhar mais força e expressão para além da que já está colocada nas imagens textuais. Uma mesa e duas cadeiras são o cenário onde as duas atrizes estão lado a lado, sempre olhando para frente, como se estivessem numa sala de depoimento de delegacia. Uma iluminação fria, todo o entorno escuro e duas mulheres cobertas de lama. Gotas de água pingam na cabeça delas, uma tortura silenciosa, assim como, a lembrança do estupro e seus desdobramentos que acompanhamos na narrativa. 

“O texto de Maria Giulia Pinheiro, tem força em si, não vi a necessidade de uma encenação elaborada. O que nos interessa, é ouvir o texto passando pelas atrizes, ver os olhos das atrizes e a dor que esta mulher carrega.” (Gabriel Miziara)

“É um prazer imenso poder trabalhar novamente com Carol e Marina. São mais de 20 anos de parceria artística e somente esta trajetória é que permite que a simplicidade seja a chave da encenação. Conhecemos profundamente uns aos outros e a confiança existente permite o mergulho profundo na poesia dura e trágica de Maria Giulia Pinheiro.” (Gabriel Miziara)

“Este trabalho é feito com o apoio de um fundo emergencial para artistas. No meio de uma pandemia que, cada dia mais nos mostra que somente juntos podemos transformar algo, cuidar de algo, poder estar próximo de parceiras e parceiros, amigos e amigas tão caros para voltarmos a trabalhar nossa utopia através do teatro, foi um alento e uma alegria.” (Gabriel Miziara) 

Por que a escolha desse texto?

Falar sobre a violência contra a mulher é algo urgente. A cada 8 minutos uma mulher é estuprada no Brasil.

O texto Alteridade, de Maria Giulia Pinheiro, é o relato de uma mulher que após sofrer um estupro, tenta entender e ressignificar a violência sofrida. A gravidez, o aborto, a culpa, a vergonha, o medo, características presentes neste tipo de vivência, são colocados na boca de sua/suas protagonistas através de fluxos de consciência e, assim, temos a dimensão interna e externa da violência. 

Muitas mulheres não conseguem falar sobre a violência sofrida, tanto se faz ainda mais urgentes atos de criação como Alteridade, onde a voz de uma pode ser a voz de todas. A peça é um grito que necessita ser ouvido e compartilhado para que possamos caminhar em direção à quebra deste pacto de silêncio que permite que mulheres ainda estejam vulneráveis à violência que ocorre diariamente. 

É uma proposta de entendimento deste eu/outro, que não se livra deste ato à partir da negação do fato e sim no mergulho profundo no mesmo, para que desta fricção, desta relação intercambial que a alteridade traz, possa surgir/ser algo além do binômio vítima/algoz. 

Sinopse do espetáculo. 

Em Alteridade, a voz de uma mulher estuprada e sua trajetória de restabelecimento são o ponto de partida para a discussão sobre a ética que nos rege. O espetáculo é o jogo cênico entre as artistas, o novo meio de comunicação que a pandemia impôs – o teatro on-line e o texto homônimo de Maria Giulia Pinheiro.

Durante sete unidades dramáticas denominadas “círculos”, ela narra a violência a que foi submetida, a tentativa de se restabelecer, a notícia da gravidez, a opção do aborto, a culpa, a ilegalidade de escolher, a dissociação entre lei e corpo e o rompimento com a velha mitologia patriarcal.

A voz dessa mulher perpassa as diversas camadas da Sociedade do Estupro e vai, pelo arquétipo de Alteridade, encontrando aberturas para a reconstrução de si.

Ela (Elas, Nós?) tenta se restabelecer, encontrar um jeito de se sentir bem no mundo, um espaço seu. Ela vive a dor do trauma, colocando pra fora a violência que viveu, e nessa experiência, acaba rompendo com a velha lógica patriarcal na qual vivia. Um assunto essencial, em um país que tem 50 mil casos de estupro por ano.

Ficha Técnica:

Texto: Maria Giulia Pinheiro

Direção: Gabriel Miziara

Elenco: Carolina Fabri e Marina Vieira

Produção: Canto Produções

Fotos: Vinícius Berger

Serviço: 

Apresentações 16,17, 18, 23,24 e 25 de abril.

Sextas e sábados às 20h e domingos às 18h.

Na plataforma Sympla

Classificação etária: 14 anos

Duração: 35 minutos

“Porta Entreaberta” se apresenta de forma online e gratuita a partir de 15 de abril

Solo inédito interpretado e cantado pelo ator Edson Montenegro com músicas de Gonzaguinha é dirigido por Débora Dubois e escrito por Pricilla Conserva. Idealizado durante a pandemia, com apoio da Lei Aldir Blanc, este trabalho era um desejo do experiente ator que nos deixou em março deste ano, vítima da Covid 19.

Homem segurando uma arma

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

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A jovem dramaturga amazonense Pricilla Conserva chega pelas mãos da diretora, que já admirava o seu trabalho; a partir de encontros e ensaios online, a peça foi ganhando corpo e sendo gerada em tempos de isolamento. Assim chega até nós o texto “Porta Entreaberta”. Ele espelha o momento “real” de um homem de meia idade que se vê preso em sua casa pela pandemia; sozinho, ele inicia conversas gravadas com alguém que não está mais com ele, e entre as tarefas do lar e o trabalho em casa reflete sobre seus medos, desejos, lembranças e superstições, e o que fez e faz com a sua vida. O texto é todo entrecortado por músicas de Gonzaguinha, que delicadamente foram arranjadas e acompanhadas ao violão pelo diretor musical André Bedurê.

O experiente ator e cantor Edson Montenegro, que estava inquieto para falar sobre este momento, junto com a diretora Debora Dubois e o produtor Edinho (Brancalyone), deram os primeiros passos para que este projeto saísse do papel e começasse a ganhar vida. Respeitando as inquietações do ator e da equipe, a dramaturga Pricilla Conserva conversa com o momento difícil em que passa o mundo, dando voz ao invisível dentro de nós.

Na encenação a diretora coloca o personagem preso na sua “casa/estúdio” – toda branca, simbolizando o seu inconsciente, e com poucos objetos de cena; é lá que ele reflete sobre suas memórias, como uma válvula de escape ou uma saída para a sua alma; gravando numa câmera, ele fala sobre suas angústias e aflições, numa tentativa de ressignificá-las e elaborá-las na esperança de que a gravação encontre os seus interlocutores.   

Houve entre ator e diretora inúmeras conversas ao celular no desejo de realizar este espetáculo, e uma importante certeza: a presença da música e da poesia de Gonzaguinha, paixão dos dois artistas, que assim também poderiam homenageá-lo.

“Desde o começo, Edson se entregou profundamente a este trabalho; várias vezes ele fez questão de reforçar como era importante fazer um espetáculo solo como esse, naquele momento da sua vida, e sonhava com um espetáculo pocket que poderia ir se transformando no tempo e se apresentando Brasil afora. Nossa brincadeira interna era chamá-lo de “Nosso Falso Brilhante””, conta a diretora.

A diretora Débora Dubois e o produtor Edinho Rodrigues trabalham juntos desde 2010, e este é o décimo espetáculo da parceria sendo que, destes, quatro foram musicais de sucesso. O músico André Bedurê e Edson Montenegro trabalharam com a dupla de diretora e produtor em 2017, no musical “Roque Santeiro”.

“Porta Entreaberta” teve a honra de receber o prêmio Aldir Blanc e sair do papel, e assim ser produzido para dialogar de forma online e presencial com o público nesta fase incerta em que vive nosso teatro; a peça foi gravada no dia 20 de fevereiro e estava em processo de edição e finalização; porém no dia 12 de março o ator Edson Montenegro foi internado, vítima da Covid-19, e infelizmente não resistiu. 

Sinopse

Dramaturgia – Porta entreaberta

Inspirada nas músicas de Gonzaguinha, a dramaturgia passeia pelas memórias de um homem refletindo sobre suas relações afetivas. Um monólogo de memórias suscitadas pelo período de confinamento em casa devido à pandemia, onde ele se vê diante de angustiantes lembranças e medos, memórias que passam pela infância, pela relação conflituosa com a família, a juventude boêmia e a mulher que fora (e ainda é?) o grande amor de sua vida, sua principal interlocutora. O personagem que se encontra nas músicas e se confunde com elas, evidencia a complexidade do ser humano, carregando consigo a esperança de melhores tempos.

Edson Montenegro (Rio de Janeiro, 28/10/1957 – São Paulo, 21/03/2021)

Formado em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática, da USP, Edson Montenegro participou de várias novelas, séries, peças teatrais e cinema

Montenegro teve passagem pela TV Cultura como apresentador do programa Zoom. Na televisão, também atuou em novelas como Apocalipse (TV Record, 2017), Cúmplices de um Resgate (SBT, 2015) e da minissérie, Metamorphoses (2004), Marcas da Paixão (2000), além dos seriados Sandy e Junior (Globo, 1999-2002) e de uma participação em Você Decide, em 1997. Dona Flor e seus Dois Maridos (TV Globo, 1998) e das novelas Antonio Alves Taxista (SBT, 1996), Xica da Silva (extinta Manchete, 1996-1997)

No teatro, participou de muitos espetáculos, dentre eles “Hair” (1993), Histórias de Nova Iorque (1994), Gilgamesh (1995), “Não Escrevi Isto” (1999), Roque Santeiro (2017) e Aparecida, um Musical (2019) “A Senhora de Dubuque (2007), Asfaltaram a Terra (2006), A Importância de Ser Fiel (2005), Otelo (2004) e O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

No cinema ele fez parte do elenco de Cidade de Deus (2002), e interpretou o pai de Buscapé, o protagonista do filme. A mais recente produção foi o personagem Jacob, no filme de “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho”, com direção de Alexandre Machado, uma versão brasileira da trama argentina.

Pricilla Conserva 

Atriz e dramaturga, bacharela em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, licenciada em Letras pela Universidade Federal do Amazonas, cursando especialização em Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado, pela Universidade Senac. Integrante do grupo Garagem, atua também em trabalhos de outras companhias.

Dramaturgias:  Grupo Garagem – “Jogo do bicho” – 2020 (Sesc residência de artes cênicas 2019), “Ainda bem que não tivemos filhos” – 2019, “Quando encontramos sonhos perdidos nas roupas que costuramos” 2016 (Prêmio Conexões Culturais 2019).  Companhia trilhares: “Diário das Marias” – 2019 (Prêmio Conexões culturais 2019). Ateliê 23: “Helena” – 2018 (Sesc residência de artes cênicas 2018).  

Atuação: “Ainda bem que não tivemos filhos” – 2019, “Alguma coisa sobre liberdade” 2017, “Senti um vazio no começo quando o coração foi embora, mas agora está tudo bem” 2015, “Aconteceu, acontece ou acontecerá” 2015, Intervenção Urbana “Cegos” – Desvio Coletivo – 2014. Grupo TUFAM – Espetáculo “Em pedaços”2012. Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro – “Morte e vida Severina” 2009 “Sonhos de uma noite de verão”- 2008.

Sonoplastia: “Jogo do bicho” -2020 “Diário das Marias” – 2019.

Debora Dubois

Diretora que em mais de vinte anos vem trabalhando a inserção da música brasileira no teatro, sempre à procura de novos autores e do resgate de outros dramaturgos significativos. Com mais de 30 espetáculos no curriculum – muitos dos quais receberam importantes prêmios e indicações – trabalhou com grandes atores da cena teatral brasileira, como Renato Borghi, Mel Lisboa, Cássio Scapin, Léonardo Miggiorin, Marcos Damigo, Luciana Carnielli, Vanessa Gerbelli, Jarbas Homem de Mello, Amanda Acosta e Flavio Tolezani. Nos últimos 9 anos teve o músico e compositor Zeca Baleiro como parceiro na empreitada de unir música e cena nos palcos. Em 2004 foi convidada para representar o Brasil no Teatro della Limonaia em Firenze, Itália.

André Bedurê 

Baixista, violonista, cantor, arranjador, produtor musical e compositor.

Em quase 40 anos de carreira, acompanhou diversos nomes importantes da cena musical brasileira, tais como Cauby Peixoto, Ângela Maria, Agnaldo Timóteo, Maria Alcina, Baby do Brasil, Itamar Assumpção, Simone Mazzer, Rubi, Rita Benedito e Kléber Albuquerque, Tulipa Ruiz, Zeca Baleiro, entre outros. 

Nos anos 90, fundou a banda Mandabala, que acompanhou Zeca Baleiro por oito anos em turnês pelo Brasil e pela Europa, participando de seus dois primeiros CDs. Ainda hoje são parceiros: André produziu faixas de seus últimos CDs (“Era Domingo” e “Arquivo raridades”), participou do musical “Roque Santeiro”, com direção musical de Zeca (e direção cênica de Débora Dubois) e juntos compuseram a canção “Na Quitanda”, gravada por Zeca no CD “Coração do homem-bomba”.

Produziu CDs de diversos artistas, como “Negra Melodia”, da cantora Zezé Motta. Dirigiu a coleção do selo Lua Nova em homenagem aos 100 anos de artistas consagrados do Brasil, entre os quais Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Luiz Gonzaga e Adoniran Barbosa, sendo que este último ganhou o Prêmio da Música Popular Brasileira na categoria “Projetos Especiais”.

Atualmente, acompanha o ator e cantor Gero Camilo no show “Alucinação”, em homenagem a Belchior. Já lançou dois CDs e contou com a participação de Luiz Melodia em um deles (“Saudosismo”, 2009).

Ficha Técnica

Texto: Pricilla Conserva 

Direção: Débora Dubois 

Elenco: Edson Montenegro 

Arranjos e direção musical: André Bedurê

Cenografia: Espaço 2c, Atuacena Estúdio Cinematográfico

Adereços e figurinos: WS Cenografia

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Vídeo: Junae Andreazza e Yllan Carvalho

Administração: Thiago Marchine

Assistência de Produção: Vanessa Campanari e Fabrício Sindice 

Direção de produção: Edinho Rodrigues 

Realização: Brancalyone Produções

Serviço

Temporada: dias 15, 16, 17, 22, 23 e 24/04 sempre às 19h30.


Ingressos pela plataforma Sympla. Gratuito. 

Duração: 25 minutos

Classificação etária: Livre

Elias Andreato dirige Mariana Muniz no texto inédito Sônia – Um ato por Tolstói, que estreia em formato online dia 13 de abril 

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Créditos: Claudio Gimenez

A atriz e bailarina Mariana Muniz estreia monólogo online sobre a vida de Sófia Andrêievna Tolstaia no dia 13 de abril, às 20h pelo Youtube, com direção de Elias Andreato. Neste espetáculo, os dois veteranos trabalham  na dramaturgia do jovem escritor Thiago Sogayar Bechara, com carreira literária e editorial, mas ainda inédito nos palcos.

O solo apresenta Sófia Andrêievna Tolstaia (cujo apelido era Sônia), a viúva de Liev Tolstói, autor de clássicos universais como Guerra e Paz e Anna Kariênina, a partir de uma visão feminina da relação conjugal que, desde o século XIX, é tema de discussão na filosofia, na sociologia, na psicologia, na política e, claro, na literatura, onde Tolstói deu primazia biográfica para acontecimentos ligados direta ou indiretamente ao seu casamento.

“Dito de outro modo, ouvir Sônia, neste ato de amor ao marido mas também de reivindicação para si própria do reconhecimento que lhe é devido, significa ouvir tantas vozes femininas caladas ao longo de séculos, quantas foram oprimidas por uma supremacia masculina, quando em verdade desempenhavam papel social e pessoal indispensável para a manutenção do status quo da sociedade em seus alicerces machistas de virilidade”, explica Mariana Muniz. 

“Tratando-se de um casal emblemático da literatura mundial, pelo grau de complexidade dos acontecimentos íntimos, e pelo modo sui generis por meio do qual tais conflitos reverberaram na literatura do grande escritor, tornando-se públicos, dar voz à Sônia tem significado simbólico agregado, e funciona imediatamente como metáfora para a discussão de temas universais e contemporâneos do ser humano, como respeito, tolerância, empoderamento feminino, lugar de fala, religiosidade, artes e, claro, amor. Não o amor idealizado em perfeição e equilíbrio estável, mas o amor concreto, construído e manutencionado dia após dia, reforçado com doses de concessão mas também de autoritarismo, ciúmes, posse, e todos os componentes da falibilidade humana que tornam uma relação, inevitavelmente, um laboratório de emoções e investigações sobre a espécie”, finaliza Thiago Bechara.

Sinopse 

Preparando-se para receber uma homenagem póstuma feita ao marido, a viúva Sófia Andreiêvna (Sônia) se debate contra as paredes de sua memória e acaba por revelar seu ponto de vista sobre um homem a respeito do qual o mundo inteiro pensava ter direitos. 

Ficha técnica:

Interpretação e Figurino: Mariana Muniz

Texto: Tiago Sogayar Bechara

Direção e Ambientação Cênica: Elias Andreato

Assistente de Direção e Operação de Som: Pedro Scalice

Edição de Trilha Sonora e Vídeomaker: Rafael Petri

Fotos para Divulgação: Cláudio Gimenez 

Edição de Fotos: Fellipe Oliveira

Produção Geral: MoviCena Produções

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Designer Gráfico: Carolina Venancio

Produção Administrativa e Financeira: Luciana Venancio

Serviço:

Transmissão Online pelo youtube da MoviCena Produções (www.youtube.com/movicenaproducoes)

Temporada de 13 a 22 de abril – terças, quartas e quintas às 20h

Ingressos gratuitos.

Duração: 45 minutos

Classificação: 14 anos

Inspirado na obra homônima de Fraz Kafka e na ditadura militar brasileira, espetáculo de dança Colônia Penal, da Cia Carne Agonizante, faz temporada online a partir de 13 de abril

Pessoas sentadas ao redor de uma mesa

Descrição gerada automaticamente

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Créditos: Júnior Cecon / Alex Merino 

A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra.

O escritor Checo faz uma análise crítica sobre o instituto da pena, analisando os seus limites, a sinistra imposição de sanções baseadas em castigos corporais pelo Estado e ilustra com clareza e precisão as barbáries que constituíam as técnicas medievais na aplicação dessas coações punitivas. É uma crítica aberta aos regimes despóticos, nos quais o processo judicial e o direito de liberdade são subjulgados.

O espetáculo Colônia Penal, montagem da Cia Carne Agonizante, com direção de Sandro Borelli, propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e acobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro;  na estranha relação entre o poder oficial e o condenado. A nova temporada do espetáculo acontece de forma online, de 13 a 28 de abril. Ao todo serão realizadas 8 exibições e em 04 delas, serão seguidas por bate-papo entre membros da Cia e público interessado. As ações integram o projeto contemplado no edital PROAC Expresso LAB Nº 37/2020 – Produção e temporada de espetáculo de dança com apresentação online.

O coreógrafo Sandro Borelli e grupo ampliam a pesquisa em direção às torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60, 70 e 80, resultando na morte e desaparecimento de milhares de brasileiros contrários ao regime da época.  Por meio de uma estrutura de gestos, ações e movimentos, constroem uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador.

Colônia Penal caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira.

Colônia Penal, por Sandro Borelli

“Poder criar Colônia Penal em 2013, inspirada na obra homônima de Franz Kafka e nos 21 anos de horrores da tortura na ditadura militar brasileira, foi a oportunidade de revirar dos escombros nossas mazelas civilizatórias e lagrimar pelas nossas feridas, ainda abertas, com sangue vertendo constantemente. Quanto mais o processo criativo avançava, mais o peito arfava de um misto de angústia, indignação e ira pelo processo histórico que o Brasil tem sido refém desde seu surgimento. Uma indústria de manufaturados tendo corpos humanos como matéria prima para alimentar o capital, a burguesia e uma parcela considerável da classe média alienada. 

Através do corpo foi possível rever o passado e um presente que persiste em permanecer atuante. Uma história que ainda não foi passada a limpo, que protege os responsáveis e seus cúmplices das barbáries cometidas em nome da “Ordem e do Progresso”. 

Colônia Penal é dedicada a todas as pessoas que morreram nas mãos dos açougueiros do Estado, aos torturados, perseguidos e desaparecidos. Aos milhares de indígenas e camponeses trucidados pelas mãos pesadas da farda. Às Marielles, Claras, Iaras, Anas, Marias, os Andersons, Antônios, Carlos, Beneditos… estão presentes. 

O Brasil não está acima do seu povo, muito menos “deus” é o soberano de tudo. Assim deveria ser uma nação.”

Sobre a Cia Carne Agonizante

Companhia de dança independente que desenvolve pesquisas e criações desde 1997 tendo em seu repertório 27 peças coreográficas: “MR-8” (2020), “Konstituição – ré em segunda instância” (2020); “Balada da virgem – em nome de Deus” (2018), “Não tive tempo para ter medo” (2018), “Não te abandono mais, morro contigo” (2015), “Colônia Penal” (2013), “Eu em Ti” (2011), “Produto Perecível Laico” (2011), “Estado independente” (2009), “Artista da Fome” (2008), “Carne Santa” (2007), “Kafka in off” (2007), “Carta ao pai” (2006), “Adeus deus” (2005), “Ponto final da última cena” (2004), as duas últimas, montadas originalmente para o Balé da Cidade de São Paulo, e incorporadas ao repertório da companhia em 2010, “Gárgulas” (2004), “O processo” (2003), “Kazulo” (2002), “A metamorfose” (2002), “Versos íntimos” (2002, composta para a Distrito Companhia de Dança e incorporada ao repertório em 2010), “O abutre” (2003), “Jardim de tântalo” (2002/2008), “33 – O eu e o outro” (2001), “Senhor dos anjos” (2001/2009), “O canto preso” (1999/2008), “Solidão proclamada” (1998), e  “Ifá – se querem gritar para o mundo”(1997).

O percurso do Grupo é pautado por uma dança teatralizada, seus trabalhos criativos, tem a intenção de gerar uma potência capaz de provocar reflexão na plateia e não deixá-la apenas na superfície do entretenimento banal.

Os espetáculos do seu repertório discutem justamente a resistência à massificação, que se contrapõe à transformação da vida em mercado e do homem em mercadoria. Trafega na contramão do mercado Shopping Center cultural muito preocupado com cifras e público e pouco inquieto com as relações sócio-políticas.

O ato de atuar/dançar, para a Cia Carne Agonizante, deve ser entendido como uma poderosa manifestação política cultural e social, movimento para desafiar padrões éticos e questionar o cotidiano da arte contemporânea.

Para os artistas do grupo, de nada adianta fazer uma revolução dos padrões coreográficos sem que com eles não sejam produzidas metamorfoses capazes de transformar a sociedade ou de questionar o status quo.

Diversos espetáculos da companhia viajaram pelo Brasil, o que indica repercussão e relevância do trabalho: 8º Danzénica – 2019 (La Paz/Bolívia); Mostra Gestos Contemporâneos – Sesc Porto Alegre (RS); Circulação Klauss Vianna 2015 (Manaus/AM, Porto Velho/RO, Palmas/TO e Alta Floresta/MT); Sesc Palladium (Belo Horizonte/MG); Mostra Sesi de Dança (Goiânia – 2014); Festival Viva a Dança em Salvador (2013), Festival de Dança e Teatro Mova-se em Manaus (2010), Festival Internacional de Dança Contemporânea “Mesa Verde” em Porto Alegre (2009), Festival Internacional de Teatro em Belém do Pará (2008), Festival de Dança Contemporânea de Itajaí/SC (2005), Festival Internacional de Londrina (2004),Porto Alegre Em Cena em Porto Alegre (2001), Festival de Teatro de Curitiba (1999), “Brasil com S”, em Nova York (1998), Festival de Dança, Teatro e Música de Buenos Aires, Argentina (1999) e no Festival “Danza Nueva”, no Peru (2002).

Ficha Técnica

Intérpretes: Alex Merino, Rafael Carrion, Renata Aspesi, Patrícia Pina, Yorrana Soares e Sandro Borelli

Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli

Assistente de Coreografia: Rafael Carrion

Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues

Fotografia: Alex Merino e Júnior Cecon 

Luz: Sandro Borelli

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Direção de produção: Júnior Cecon

Produção Audiovisual

Realização: resistencia904 

Direção: Marcelo Colaiacovo e Demian Grull

Câmera: João Risi e André Souza

Áudio: Billy Comodoro

Montagem: Demian Grull

Serviço 

Dias 13, 14 e 15 de abril às 20h

Exibição do espetáculo no Youtube da Cia Carne Agonizante https://www.youtube.com/user/ciaborellidedanca

No dia 15/04 haverá um bate-papo após a exibição pela Plataforma Zoom

Dias 20 e 21 de abril às 20h

Exibição do espetáculo no Youtube do Centro de Referência da Dança 

https://www.youtube.com/channel/UCnaWP-9P6XLBw2tmaR0NOQw

No dia 21/04 haverá um bate-papo após a exibição pela Plataforma Zoom

Dia 22 de abril às 20h

Exibição do espetáculo na Mostra de Dança Aldir Blanc

Ação desenvolvida pelo Portal MUD – Museu da Dança

Reserva de ingressos gratuitos – Sympla.com.br/portalmud  

Haverá um bate-papo após a exibição

Dias 27 e 28 de abril às 20h

Exibição do espetáculo no Youtube das Oficinas Culturais/Oswald de Andrade

https://www.youtube.com/channel/UCx4ySlsHp1HfVZcwbvulpAQ

No dia 28/04 haverá um bate-papo após a exibição pela Plataforma Zoom

Classificação Indicativa – 18 anos

Duração – 60 minutos

Acompanha a Cia Carne Agonizante: www.ciacarneagonizante.com.br

Peça escrita por José Cetra Filho e Arnaldo D’Ávila “Que fim levou Carlotinha?” se apresenta online e gratuitamente nos dias 12, 13 e 14 de abril

Com direção de Cida Almeida, solo com três personagens é interpretado por Arnaldo D’Ávila. Espetáculo é uma divertida comédia que provoca reflexões sobre o amor, a solidão e o mal de Alzheimer 

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Créditos: Deborah Schcolnic

“Que Fim Levou Carlotinha” teria uma temporada presencial, porém por conta do atual quadro da pandemia, será apresentada apenas virtualmente. As transmissões ao vivo serão feitas gratuitamente nos dias 12, 13 e 14 de abril com sessões às 19h e 21h no canal do ator Arnaldo D’Ávila, no Youtube: www.youtube.com/arnaldodavila.

Uma senhora, supostamente sequestrada, aguarda o homem que a raptou voltar do mercado com amêndoas para que ela lhe prepare um bolo, já é tarde da noite, não tem mais metrô e ela está assustada. Enquanto isso, conversa com um gato de porcelana. O texto flerta com a comédia e o teatro absurdo. 

As personagens nos surpreendem constantemente com questionamentos e um certo suspense que pretende instigar o espectador através de situações absurdas.

A direção da peça está a cargo de Cida Almeida, especialista na preparação de atores através das Máscaras Teatrais, com ênfase na Linguagem do Clown, se sentiu muito à vontade para conduzir a encenação, principalmente na cena do gato Ferdinando, onde pode aplicar toda sua técnica. Mesmo nas personagens que não usam máscaras, a direção buscou aproximar as interpretações da linguagem clownesca com as técnicas de palhaçaria e da menor máscara de todas, que é o nariz de palhaço. 

“Que fim levou Carlotinha? é uma comédia que não foi feita para gargalhar, mas para sorrir, divertir e refletir” afirma Cida Almeida. “O espetáculo caminha entre o absurdo e a árdua, porém bela, tarefa de se revelar a interpretação do artista fabulador, que se impõe ao trazer o seu olhar sobre as pequenas personagens da vida cotidiana: sombras que passeiam anonimamente em uma noite qualquer de uma metrópole”, completa. 

Arnaldo D’Ávila, que também assina o desenho de luz da peça, é um artista multifacetado, ator, dramaturgo, diretor, cenógrafo, iluminador e produtor, natural de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, onde iniciou sua carreira em 1992. Está radicado em São Paulo desde 1996. Seus últimos trabalhos como ator foram nas peças: Lili Carabina de Aguinaldo Silva onde contracenava com Viviane Araújo (2017); Luz del Fuego de Julio Kadetti, estrelada por Rita Cadillac (2018) e Fred & Jack de Alberto Santoz (2019). “Que fim levou Carlotinha?” é um projeto antigo do inquieto artista, que desde a conclusão do texto em 2012, vem tentando montá-lo. D’Ávila está muito feliz por finalmente tirar do papel este projeto que considera uma pequena jóia lapidada a quatro mãos com José Cetra Filho, mentor da ideia, a quem é muito grato por dividir com ele essa preciosidade.

Os figurinos de Carol Badra buscam uma certa estranheza, pensando em um mundo pré pandemia, mas absolutamente plausível, sobretudo nos dias de hoje. As personagens se apresentam de pijama ou camisola na rua, no metrô ou no supermercado: sonho, pesadelo ou vida real? Nosso mundo hoje, onde as enxurradas de lives nos trazem as personalidades em suas casas, como elas são, nos abre essa porta onde a vida se revela do avesso, onde a vida pública existe na intimidade à tela aberta. Então a roupa de dormir é aquela que passamos o dia e que fazemos todas as atividades do dia em tempos pandêmicos.  

A cenografia desenvolvida por Marcelo Andrade foi construída em MDF com peças de encaixe, para facilitar o transporte e o armazenamento, conservando as cores naturais da madeira, os desenhos são estilizados sugerindo a cenografia descrita no texto, como o pechinchê do quarto da Carlotinha, que é todo vazado.

A peça foi produzida com recursos da Lei Aldir Blanc, através do ProAC LAB. “O teatro resiste, apesar de todas as baixas que temos sofrido, com perdas irreparáveis para a nossa cultura. Além da pandemia ainda temos que enfrentar esses tempos obtusos, de sombras e censuras, onde a cada dia tentam nos calar e nos enterrar mais.” argumenta Arnaldo D’Ávila.

A GÊNESE DE “QUE FIM LEVOU CARLOTINHA?”, por José Cetra Filho

A personagem Carlotinha surgiu para mim em março de 2009 na oficina “Dramaturgia do Quotidiano” ministrada por Jorge Louraço.

Ao ser provocado para escrever sobre uma passagem quotidiana fiz narrativa de uma lauda onde um jovem senhor observava uma senhora idosa sentada em sua frente no metrô e pensava como ela se parecia com Carlotinha, sua madrinha que ele nunca mais viu.

Ao transformar a narrativa em texto teatral resolvi escrevê-lo a partir da Senhora como personagem já instalada no apartamento daquele homem. O resultado foi uma pequena cena onde ela divaga sobre os motivos dele tê-la convidado para ir até o seu apartamento. Ele foi até o mercado comprar os ingredientes para ela fazer um bolo e enquanto isso ela se dirige a Ferdinando, o gato da casa.

Algum tempo depois, Arnaldo D’Ávila, um admirador desse pequeno texto, pensou em montá-lo e conversamos sobre a possibilidade de ampliá-lo de acordo com ideia que eu já tinha em mente que era criar mais duas cenas, uma na perspectiva do homem e outra na do gato Ferdinando.

Arnaldo e eu juntamos nossas forças e na companhia de muito macarrão e muito vinho escrevemos essas duas cenas, batizando o homem de Ricardo e colocando em cena também Dinorah, uma calopsita, rival de Ferdinando. 

Foi assim…

Serviço

Temporada: dias 12, 13 e 14 de abril com sessões às 19h e 21h no canal do ator Arnaldo D’Ávila, no youtube: www.youtube.com/arnaldodavila

Duração : 45 minutos 

Classificação etária: 14 anos

Gratuito

Ficha Técnica:

Autores: José Cetra Filho e Arnaldo D’Ávila 

Ator: Arnaldo D’Ávila 

Direção: Cida Almeida 

Cenografia: Marcelo Andrade 

Figurino: Carol Badra 

Costureira: Judite de Lima 

Desenho de Luz: Arnaldo D’Ávila

Operação de som e luz: Hugo Peake

Trilha sonora: Cida Almeida e Arnaldo D’Ávila

Designer de perucas: Luiz Crispin 

Fotos: Deborah Schcolnic 

Vídeo: Franz Cultural

Designer gráfico: Gustavo Xella 

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção executiva: Franz Granja 

Direção de produção: Arnaldo D’Ávila 

CURRÍCULOS

Arnaldo D’Ávila 

Artista multifacetado, é ator, dramaturgo, diretor, cenógrafo, iluminador e produtor. Estudou com Antunes Filho, Nilton Filho, Joca D`Ávila, Giorggio Ronna, Eloína Ferraz e com Núcleo de Dramaturgos Telón de Aquiles (México), cenografia com Daniel Lion (Porto Alegre) Também participou de congressos com Jerzy Grotowski (Polônia), Michal Kobialka (EUA), Anatoli Vassiliev (Rússia) e Peter Brook (Inglaterra). Iniciou sua carreira como ator em 1992, na peça “O Duende de Cabelos de Fogo”. Recentemente produziu e concebeu ambientações cenográficas para a mega exposição que retratou a vida de Dom Paulo Evaristo Arns e ocupou todos os espaços do Centro Cultural dos Correios em São Paulo. Já realizou mais de 50 trabalhos teatrais, dentre eles: “Os Malefícios do Tabaco” – ator – (de 1996 a 1999), “Fred & Jack” – ator – (de 1999 e 2001), “Clássico pero no Mucho” – direção – (1998), “Brasil Quinhentos Anos” – diretor – (2000), “Dia Sim, Dia Não” – ator – (2001), “O Canto da Transformação” – diretor – (de 2001 a 2002), “Brecht & Brasis” – diretor – (2010), “Los Lobos Bobos” – diretor assistente (2016), Pescadora de Ilusão – diretor assistente – (2017), O Orgulho da Rua Parnell – diretor assistente – (2017), “Lili Carabina” de Aguinaldo Silva – ator (2017), “O homem que queria ser livro” – diretor assistente (2018) e Luz del Fuego de Julio Kadetti – ator (2018).

José Cetra Filho 

Mestre em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Unesp. Dissertação defendida em abril de 2012. — Graduado em Engenharia Industrial de Produção em 1968 pela FEI e pós-graduado em Administração de Empresas em 1971 pela Fundação Getúlio Vargas. Experiência profissional na área teatral: Integrante do júri de teatro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA);  Autor do livro “O Teatro Paulistano de Golpe a Golpe (1964-2016)”, ora em sua 2ª edição pela Editora Giostri; Editor do blog: www.palcopaulistano.blogspot.com, com críticas e matérias sobre espetáculos teatrais; Escritor de algumas peças de teatro, dentre elas “Que Fim Levou Carlotinha?”; Pesquisa sobre o Teatro Sérgio Cardoso no ano em que completa 40 anos (1980-2020). Já foram levantados 700 títulos que se apresentaram nas duas salas do Teatro. (Em andamento); Ministrante do curso “O Diálogo do Cinema com o Teatro” no CineSesc (2018), no Centro de Pesquisa e Formação do SESC (2019) e na Oficina Cultural Oswald de Andrade (2019); Elaboração de críticas de espetáculos e artigos sobre teatro para diversas publicações. 

Cida Almeida  

Arte educadora e diretora de teatro, formou-se como Artista pela Escola de Arte Dramática – ECA/USP (1985). Recentemente graduou-se Bacharel em Filosofia pela Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL (2015) e Pós Graduanda em Educação para Ensino Superior pela UNINOVE/SP (2016). Especialista na preparação de atores através das Máscaras Teatrais, com ênfase na Linguagem do Clown, Conscientização e Preparação Corporal para o intérprete cômico e desde 1987 ministra cursos e dirigiu vários espetáculos nessas vertentes, dentre eles: “Água” e “Reminiscor” com Clã – Estúdio das Artes Cômicas, onde mantém o seu núcleo de estudos e pesquisas. Fundou, em meados de 80, juntamente com os atores Leopoldo Pacheco, Sofia Papo e Athilio Bellini Vaz, a Cia. São Paulo Brasil de Teatro, onde trabalhou com os diretores Augusto Francisco, Wagner Salazar, Silvia Bittencourt e Roberto Lage. Viajou com a Cia. para representar o Brasil em Festivais Internacionais de Teatro na Colômbia (Manizales e Cali) e Espanha (II Festival Ibero Americano de Cadiz), onde permaneceu por 1 ano. Ainda em teatro atou sob direção de Odavlas Petti, Francesco Zigrino, Paulo Rogério Lopes, Paulo Dourado, Aimar Labaki, Fernando Guerreiro e Gabriel Vilela. 

Carol Badra
Atriz e figurinista, formada em Artes Cênicas pela UNICAMP (1995). Além de atriz, começou a atuar como figurinista em 2003 como assistente de Márcio Medina e no mesmo ano recebeu o Prêmio Shell pelo figurino de A Mulher do Trem em parceria com Leopoldo Pacheco ( parceria está em quase todos os espetáculos da Cia Os Fofos Encenam). Parceira como figurinista da Cia Balagan( onde também firmou parceria com Marcio Medina), Cia do Feijão e La mínima. Em 2018 foi responsável pelo figurino da “Noite de Gala do Circo” no Theatro Municipal. E em 2019 em parceria com Rogério Romualdo fez o figurino de “Ninho” de GepeteanH com a Cia estável de teatro de Jundiaí e assina também o figurino de ” Minhas Queridas” Cartas de Clarice Lispector, direção e dramaturgia de Stella Tobar. Em parceria com Mácio Macena o figurino de “Hedda Gabler” de H. Ibsen direção de Márcio Macena. Ainda em jul/2019 fez o figurino do projeto “Balada dos Enclausurados” de Erica Montanheiro e Eric Lenate.

Marcelo Andrade 

É formado em Licenciatura em Educação Artística pela Faculdade Mozarteum de São Paulo (1990 – 93), já realizou cenografias para diversas peças de teatro, tais como: Voltaire Rousseau – 2019, A Toda Poderosa – 2019, Luz del Fuego – 2018, Lili Carabina – 2017, Flicts – 2017, O Dia Depois do Último Dia, Agrárias – 2016, O Deus da Cidade – 2016, Celebração da Realidade – 2015, A Versão do Avesso – 2014, Projeto Baú da Arethuzza (Antes do Enterro do Anão;  Vancê não viu minha fia?; A Ré Misteiosa; A Canção de Bernadete) – 2013, Terra de Santo – 2012, Assombrações do Recife Velho e A Mulher do Trem – 2003. Em 2011 participou da Mostra Nacional Brasileira na Quadrienal de Praga 2011 com a instalação Território Cenográfico Brasileiro. Recebeu os prêmios: Shell pela cenografia de Memória da Cana – 2009; CPT Projeto Visual pela cenografia, iluminação, figurinos, adereços e maquiagem de Memória da Cana – 2009; APCA de Melhor Espetáculo por Memória da Cana – 2009; APCA e APETESP de Ator Revelação pela peça Inimigos de Classe -1985.

Cia. Articularte apresenta o espetáculo de bonecos
Menino Coragem de 9 a 30 de abril 

Espetáculo infantil tem patrocínio da Lei Aldir Blanc – Módulo I – Maria Alice Vergueiro e Secretaria Municipal de Cultura e será apresentado de forma sensível e cinematográfica nas páginas do Facebook de CEUs, Escolas e Casas de Cultura de São Paulo

Boneca com roupa verde

Descrição gerada automaticamente com confiança média

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Créditos: João Valerio

Um menino (Boneco Zaki) e sua irmã (Janaína) se perdem de sua família e vivem uma aventura inusitada, quando enfrentam situações estranhas, perigosas e divertidas. Com muita coragem, eles serão obrigados a cruzar uma floresta escura, com seres surreais, depois um mar de criaturas marinhas fantásticas, até chegarem em uma nova terra, onde terão que se adaptar à vida daquele povoado. 

Diversos bonecos e formas animadas de tamanhos variados ajudam a contar essa curiosa trama quase sem palavras. Espetáculo da Cia Articularte, tradicional companhia criada no ano de 2000 que trabalha com a animação de bonecos, tem direção de Dario Uzam e Surley Valerio como Bonequeira, contando com os atores-manipuladores Surley Valerio, William Lobo, Tânagra Andria e Flávio Borzi no elenco. 

A versão online foi criada especialmente para a ocasião e será transmitida de 9 a 30 de abril pelas páginas do Facebook das instituições EMEF Primo Pascoli Melaré, Ceu Jd. Paulistano – NAC – Núcleo de Cultura, Casa  de  Cultura  Da  Freguesia  do Ó, Ceu Jd. Paulistano – EMEI, Ceu Jd. Paulistano – EmeF – os links estão no serviço.

A peça, que conquistou edital do Prêmio Fomento ao teatro de São Paulo – 2017, também foi indicada a 3 categorias no Prêmio S. Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (Femsa – Coca Cola 2017): texto original, trilha musical adaptada e prêmio sustentabilidade. Leia aqui as críticas do espetáculo! 

Ficha técnica:

Serviço: 

09/4 – 10h30 – EMEF Primo Pascoli Melaré – https://www.facebook.com/emefprimopascolimelare

10/4 – 15h00 – Ceu Jd. Paulistano – NAC – Núcleo de Cultura – https://www.facebook.com/ceujdpaulistano

11/4 – 17h00 – Casa  de  Cultura  Da  Freguesia  do Ó – https://www.facebook.com/ccsalvadorligabue

16/4 – 10h30 – Ceu Jd. Paulistano – https://www.facebook.com/emeiceujdpaulistano

23/4 – 10h30 – Ceu Jd. Paulistano – EmeF – 

https://www.facebook.com/ceuemefjdpaulistano

30/4  -17h00 –  CEU  PAZ – https://www.facebook.com/ceupazjardimparana

As transmissões acontecem simultaneamente na página oficial da Cia. Articularte: https://www.facebook.com/cia.articularte

Duração: 43 minutos

Classificação indicativa: 

Grátis. 
Acompanhe a Cia Articularte: https://www.articularte.com.br/menino-coragem/

Espetáculo infantil O Menino e a Cerejeira comemora cinco anos de trajetória em temporada online

Fotos de Eduardo Petrini

Adaptado da obra do filósofo, escritor pacifista e líder budista japonês, Daisaku Ikeda, e levado à cena pela Borbolina Cia, sob direção e dramaturgia de Stella Tobar, o espetáculo infantil O Menino e a Cerejeira tem 5 anos de história e já foi visto por mais de 35 mil pessoas com excelentes críticas em seu currículo.

Com enredo lúdico e emocionante, o espetáculo faz temporada comemorativa online de 3 a 18 de abril, aos sábados e domingos, às 16h, pelo Youtube. A produção foi especialmente filmada para essa plataforma por meio do Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc, que possibilita um auxílio emergencial aos artistas que, neste momento, estão impossibilitados de apresentar suas obras ao vivo. 

“Existe um princípio da filosofia oriental que fala na possibilidade de transformar o veneno em remédio. Acredito que é isso o que estamos fazendo na prática, com a oportunidade de levar a mensagem de esperança da peça em formato digital para mais e mais pessoas. O espetáculo fala de resiliência para superar as adversidades. ‘ Depois do inverno, sempre vem a primavera’, ensina o senhor da cerejeira ao menino Taiti, na peça. Acredito que estamos enfrentando um rigoroso inverno pandêmico e suas consequências terríveis. Mas também, em meio a esse caos, precisamos evidenciar a coragem e a humanidade para resistir, pois a primavera da cura e de tempos melhores virá.”, reflete Stella Tobar. 

Sinopse

Em um cenário pós Segunda Guerra Mundial, os japoneses buscam alternativas para viver melhor. De um lado, um senhor já idoso cuida da única cerejeira sobrevivente aos bombardeios. Do outro, um garoto triste, Taiti, tenta superar a perda do pai na guerra. Assim, surge uma amizade mais forte do que qualquer conflito, que levará o menino a encontrar sua força e coragem para trazer a luz da esperança para todos da aldeia. 

O Menino e a Cerejeira utiliza elementos da cultura oriental para conversar diretamente com o público por meio da arte. O cenário é composto por taikôs (tambores do Japão), painéis e bonsai, que ajudam a compor o enredo de forma lúdica e vibrante. Com diálogos sinceros e uma trilha sonora original, a peça ensina a toda a família sobre esperança e amizade, deixando a promessa de um mundo mais justo e humano. 

Ficha técnica

Autor: Daisaku Ikeda | Idealização, Adaptação e Direção: Stella Tobar | Elenco: Alle Paixão, Cleber Tolini, Giuliano Caratori, João Bourbonnais| Trilha Original Original: Sérvulo Augusto | Música Hajime: Yuzo Akahori | Cenário e Figurino: Paula de Paoli | Adereços: Clau Carmo | Concepção de Iluminação: Giuliano Caratori | Visagismo: Gil Prando | Preparação tambor japonês: Gustavo Nogueira | Cenotecnia: Wagner Almeida | Fotos: Eduardo Petrini | Desenho de luz para a filmagem, operação e montagem: Vinícius Requena | Assessoria de Imprensa: Pombo Correio | Divulgação Mídias Socias: Gleice Carvalho, Agência Cultura de Paz e Fernando Maffia | Produção: Borbolina Produções e Borbolina Companhia 

SERVIÇO 

De 3 a 18 de abril

Sábados e domingos, às 16

Transmissão: Página do Youtube da Borbolina Cia 

Duração: 47 minutos 

Classificação indicativa: Livre 

Infantil | Drama
@omeninoeacerejeira

IMPORTANTE:

Nos dias 10 e 11 as sessões são acessíveis com intérprete de libras. Também haverá uma conversa após as transmissões com o tema Arte para todos. No dia 10  com Gisele, do @normalmenteautista, e no dia 11 com o intérprete de Libras Luccas Araújo e com o ator Cleber Tolini, que tem baixa visão.


Espetáculo contemplado pelo Proac Expresso Lei Aldir Blanc 38/2020 – produção e temporada de espetáculo de teatro infanto-juvenil para apresentação on line.


Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Economia Criativa, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Confira a programação completa em: https://oikosplay.com.br/