Cia Provisório Definitivo faz abertura de processo do seu novo projeto O DESEJO DO OUTRO, de 2 a 17 de abril.

Com texto de Pedro Guilherme e direção de Aline Filócomo (integrante da Cia Hiato), peça é um encontro ficcional de Pedro com seu pai já falecido. O ator contracena com as falas escritas por ele mesmo para serem ditas pelo seu pai, projetadas num telão.

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O DESEJO DO OUTRO é a décima terceira produção da Cia. Provisório-Definitivo. A criação de vídeos é de Grissel Piguillem Manganelli, trilha sonora de Luis Aranha, transmissão para o streaming de Gustavo Bricks e produção executiva Pedro Guilherme e Paula Arruda. Serão realizadas 6 apresentações ao vivo via streaming pelo canal do ator no YouTube (Pedro Guilherme), gratuitas, em caráter de abertura de processo, sempre às sextas e sábados às 20h de 02 a 17 de abril.

Durante a peça, sem um entendimento do que Pedro busca com esse encontro, o público vai vendo-o desvelar fatos e segredos de pai e filho. O ator disseca objetos num retroprojetor, que quando projetados no cenário, ganham contornos de imagens microscópicas de vírus, células, amálgamas de DNA, glóbulos e amebas, como seu pai fez quando era pesquisador científico ao dissecar materiais laboratoriais para exames diagnósticos. Pedro vai investigando até revelar a doença que levou à morte do pai: seu pai era homossexual e a doença misteriosa que o acometia era AIDS. 

Uma busca por desmantelar preconceitos e situações mal resolvidas. Uma encenação de um monólogo que mescla elementos reais e ficcionais, teatrais e cinematográficos. 

Com uma estrutura híbrida, feita metade como teatro e metade como filme, a encenação sobrepõe figuras reais, imaginadas e projetadas, assim como gestos e palavras. A exemplo de um laboratório científico, onde o personagem do pai passou toda a sua vida, a encenação experimenta combinações e gradações possíveis de ficção e realidade, recria momentos vividos e testa possibilidades de encontros impossíveis. 

Trajetória da criação

A peça estava sendo ensaiada presencialmente antes da pandemia, utilizando projeções de vídeo, retro-projeção, música ao vivo e elementos de dança. Nessa modalidade on-line, o que era projetado será colocado na tela em concomitância com a performance de Pedro ao vivo. 

O espetáculo faz parte do projeto EPIDEMIAS, junto com o experimento cênico “O Amor e a Peste” idealizado e realizado por Pedro em parceria com a atriz Flavia Couto, recentemente apresentado na plataforma Zoom. 

“O Desejo do Outro” dialoga com “o Amor e a Peste” na ideia de que os processos de doenças, para além de toda a dor, também causam crises que podem proporcionar transformações conscientes, conforme o texto “O Teatro e a Peste” de Artaud, da mesma forma que os encontros afetivos também são agentes de mudanças. Em ambos, há também a mistura entre realidade e ficção, passado e presente. Também faz parte dos dois projetos a reflexão de que as crises sanitárias acontecem acompanhadas de crises nos diversos aspectos da sociedade. 

Com o intuito da apresentação na modalidade presencial, o experimento vem nesse momento como abertura de processo. O objetivo é ritualizar a crise pandêmica do Coronavírus com a crise pessoal da perda do pai, no momento em que Pedro enfrenta a doença e possível morte da mãe. Duas gerações se entrecruzam em diferentes pandemias da contemporaneidade.

A peça

As crises, dramas, perdas e tragédias fazem parte da trajetória de uma vida. Como elaboramos esses processos também. Muitas vezes, não é possível no momento de uma relação com alguém, entender todos os aspectos envolvidos. As pessoas se afastam, mudam, morrem. Daí, muitas vezes, a necessidade de uma elaboração individual de algo que aconteceu com o outro. Mas, ainda assim, é possível pensar como seria bom voltar no tempo e ter dito ou feito algo diferente, ou mesmo chamar a pessoa muito tempo depois para ressignificar, ou fechar algo que ficou inacabado. É pensando na premissa que surge a peça. A possibilidade que o teatro dá, de através do artifício de um simulacro, ir em busca do entendimento da realidade. Um fantasma de um pai que retorna para trazer à tona a necessidade de esclarecimentos. Como em Hamlet. Um herói em busca da verdade sendo ele mesmo posto em cheque pela esfínge. Como em Édipo. E toda a dança contemporânea do que narramos ou deixamos de narrar nas redes para dar sentido social a intimidades cada vez mais particulares. A dramaturgia conversa com isso. Com a herança do teatro ficcional que busca se auto-deflagrar e com o hibridismo contemporâneo do documental e do confessional. 

SOBRE A CIA. PROVISÓRIO- DEFINITIVO

Criada em 2001 por formandos em Artes Cênicas na ECA-USP. Em 2018 representou o Brasil no Festival Damai Super Live em Chengdu, na China, com AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO –  indicações para o Prêmio Shell 2013 em direção e Iluminação. Sua última montagem, DADESORDEMQUENÃOANDASÓ foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro – 2015 e o Proac Circulação – 2017. GANGUE foi o grande vencedor do Prêmio FEMSA em 2013, (Melhor Espetáculo Jovem, Ator e Atriz Coadjuvante), PELOS ARES venceu o Prêmio de Melhor Peça Infantil no Cultura Inglesa Festival em 2010; e FAMÍLIA DRAGÃO foi indicada ao Prêmio FEMSA 2009 de Ator Coadjuvante. Já TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É ganhou o Prêmio Funarte Petrobrás e indicação ao Prêmio FEMSA 2007 de Melhor Autor – Pedro Guilherme. Seu espetáculo de estreia, VERDADES, CANALHAS, foi premiado em todos os festivais que participou. 

De 2001 a 2018, o grupo produziu temporadas de 12 espetáculos. São eles: AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO autoria do grupo e Nelson Baskerville, direção de Nelson Baskerville – 2018/2015-12; DADESORDEMQUENÃOANDASÓ – 2018-16; A COPA DO MUNDO É NOSSA? de Bebel Ribeiro, Paula Arruda e Pedro Guilherme, direção de Carlos Baldim – 2015; GANGUE de Pedro Guilherme e direção de Mauro Baptista Vedia – 2014-12; PELOS ARES de Pedro Guilherme e direção de Lavínia Pannunzio – 2012-10; FAMÍLIA DRAGÃO de Pedro Guilherme e direção de Soledad Yunge – 2011-2009; TAPE de Stephen Belber e direção de Mário Bortolotto – 2009-08; DE ONDE O SOL SE ESCONDE – HISTÓRIAS DO JAPÃO de Paula Arruda e Pedro Guilherme – 2011-07; TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É de Pedro Guilherme e direção de Hugo Possolo e Henrique Stroeter – 2011-06; O COLECIONADOR de John Fowles e direção de Marcos Loureiro – 2006; BULGÓIA, REPENIQUE & TROPEÇO de Hugo Possolo e direção de Cris Lozano – 2004; VERDADES, CANALHAS de Mário Viana, direção de Hugo Possolo – 2002-01.

SOBRE PEDRO GUILHERME – ator, dramaturgo e idealizador do projeto

Ator, dramaturgo, produtor e diretor. Formado pela ECA-USP em Bacheraledo – Interpretação Teatral (2001), trabalhou 6 anos com o grupo Parlapatões, é co-fundador da Cia Provisório Definitivo e atuou em mais de 40 peças de teatro em diferentes grupos da capital.

Em 2020 e em 2021 idealizou, escreveu, dirigiu e atuou ao lado da atriz Flávia Couto o experimento cênico on-line O AMOR E A PESTE. Atuou na peça CORPO, de Silvia Gomez, Carla Kinzo, Fernanda Rocha, Marcos Gomes e Lucas Mayor, direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes e participou da residência artística TEATRO AGONIZANTE de Lisandro Rodriguéz na MIT-SP. Em 2019, participou do Workshop “Théâtre Total” em Les Cabannes na França. Em 2018, participou  como ator e produtor do Festival Damai Supre Live em Chengdu, na China, com o espetáculo AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO.

Em 2018, esteve em cartaz como ator em HAMLET EX-MÁQUINA de Heiner Muller, direção de Erika Bodstein; A MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA de Dário Fo, direção de Hugo Coelho; e viajou pelo interior do estado de São Paulo como ator e produtor do espetáculo DADESORDEMQUENÃOANDASÓ de Davey Anderson, direção de Carlos Baldim.

 No ano de 2014, foi contemplado com o PROAC Nº 40 de Incentivo a criação literária – Texto De Dramaturgia para a pesquisa e criação de (A) DOR(A), texto Vencedor do 2º Concurso Fetaerj de Dramaturgia Prêmio João Siqueira no Rio de Janeiro em 2015.

Autor de GANGUE, que recebeu Prêmio Femsa de melhor espetáculo jovem de 2012. Escreveu também HISTÓRIAS POR TELEFONE (APCA de 2011 de Melhor Peça Infantil e indicação Prêmio Femsa de Melhor Autor de Texto Adaptado). Também fez a dramaturgia da Melhor Peça Infantil da Cultura Inglesa Festival de 2010, a peça PELOS ARES. Em TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É, foi indicado ao Prêmio Femsa 2007 como Melhor Autor de Texto Original. 

SOBRE ALINE FILÓCOMO – Diretora

Atriz, formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo. É co-fundadora e atriz integrante da Cia Hiato. Integrou o elenco do Centro de Pesquisa Teatral do SESC, coordenado por Antunes Filho. É atriz criadora do Prêt-à-Porter 8. Participou da turnê internacional da montagem francesa LE RETOUR AU DÉSERT, da Compagnie Dramatique Parnas, dirigida por Catherine Marnas. Fez preparação de elenco do espetáculo O SILÊNCIO DEPOIS DA CHUVA, dirigido por Leonardo Moreira. Atualmente dirige um espetáculo de dramaturgia própria intitulado MOSCOU 

SERVIÇO

Quando: De 02 a 17 de abril. Sextas e sábados às 20h.

Onde: no Youtube do Pedro Guilherme – Gratuito

https://www.youtube.com/channel/UCmlggtXh0TizAk3N-trK5Iw

Dia 02: https://youtu.be/C2kuPdA0vHU 

Dia 03: https://youtu.be/LsLyMx-Gg1I 

Dia 09: https://youtu.be/26JmgR39do0 

Dia 10: https://youtu.be/eBb5hTmtW8Y 

Dia 16: https://youtu.be/wRJTtlWDDy8  

Dia 17: https://youtu.be/3F0Fio9egQk 

Duração: 60 MINUTOS

Classificação etária: 14 ANOS

FICHA TÉCNICA

Texto e atuação: Pedro Guilherme. Direção: Aline Filócomo. Criação de vídeo: Grissel Piguillem Mangganelli. Trilha sonora: Luis Aranha.

Operação de vídeo e som: Michelle Bezerra  Produção Executiva: Pedro Guilherme e Paula Arruda. Realização: Cia Provisório Definitivo.

A ÚLTIMA CENA [EPITÁFIOS] faz mergulho profundo em nosso medo de morrer

Com roteiro e direção de Flávia Melman e os cavaleiros Antônio Januzelli (Janô), Sebastião Braga (Tião), Fernando Bolognesi (Nando) e Osmair Cândido (Fininho) no elenco, a peça online estreia dia 1º de abril pelo Zoom e faz temporada de quinta a domingo, às 20h30 até dia 11 do mesmo mês. 

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Considerada como tema tabu, a morte nos coloca diante de uma realidade inexorável: o fim. E, no conflito com a vida, seguimos lutando para evitá-lo: o fim da vida, o fim das diferenças, o fim de ciclos, o fim de barreiras. Assim, falar da morte pode nos levar a compreender e redimensionar a ideia de finitude.

A ÚLTIMA CENA [epitáfios] reúne no palco virtual pessoas (atores e não atores) com realidades e experiências diversas e que expõe ali os abismos sociais e afetivos que os separariam.  Antônio Januzelli (Janô), um senhor de 80 anos, professor de teatro; Osmair Cândido (Fininho), coveiro e filósofo; Fernando Bolognesi (Nando), palhaço e ator e Sebastião Braga (Tião) um cineasta. Nesse encontro, íntimo e improvável, por meio de uma roda de conversa, tratam de suas experiências diante de um tema tabu: o medo de morrer. 

Flávia Melman, diretora, roteirista e idealizadora do projeto conta que o que se pretende nesse encontro não é tratar o medo da morte para dissipá-lo. “Pelo contrário, a ideia é tratar desse medo para revelá-lo, ou seja, para trazer à superfície o que está profundamente assolado pelo [simples] medo de morrer. Apostamos na ideia de que a consciência sobre o medo da morte pode mudar nossa relação com a vida, de modo que o presente poderia ser vivido com menos ansiedade por um futuro incerto ou de arrependimentos pelo passado”, diz a diretora, que completa:

“O fato de estar vivo é já em si, o belo, para inverter o pensamento em relação à vida: não acumular vida, ou seja, riqueza ou produto, mas vivê-la; e que essa atitude possa trazer transformações possíveis de efeito imediato na sociedade. Tratar da morte como algo que caminha ao nosso lado, de mão dadas, como companheira; e mais, tratar do nosso medo de morrer, e com isso procurar uma proximidade conciliadora entre as pessoas e diminuir o abismo que existe entre as relações humanas”. 

Com a pesquisa avançada e ensaios iniciados em maio de 2020, Flávia, junto com sua equipe desenvolveu 4 roteiros. Cada cavaleiro tem um episódio específico. Ou seja, são quatro roteiros diferentes, com o mesmo formato, mas cada dia um jogador está em foco. “A presença dos quatro jogadores é protagonista da cena. O que intensifica a materialidade da cena são seus corpos, suas cores, suas vozes, suas histórias, suas intimidades, conta Flávia. 

“O cenário é simples e concreto, pois não pretende revelar outro ambiente que aquele que está presente diante do espectador: a casa de cada um, seu íntimo, seu lugar seguro. Sempre iluminados e com a possibilidade de se movimentar naquele espaço que a câmera consegue acolher. Estão vestidos com as roupas as quais gostariam de ser escolhidas quando no seu enterro, acolhendo assim, suas individualidades.  A trilha sonora terá como base as músicas ou sonoridades trazidas pelos próprios jogadores durante o processo de criação dramatúrgica e cênica. São músicas e/ou sonoridades que compõem o imaginário deles em relação à morte, seus desejos e suas memórias afetivas. Soma-se a essa trilha, ainda, os áudios das crianças com suas reflexões sobre a morte”, conclui a diretora. 

Sinopse 

E se falar sobre a nossa condição finita fosse uma prática do cotidiano? Unidos por um tabuleiro virtual, 4 cavaleiros embarcam num jogo com a morte: um senhor de 80 anos, professor de teatro, maestro da vida e mestre de muitos atores e atrizes de São Paulo; um coveiro e filósofo que alterna sua rotina entre empilhar cadáveres e empilhar histórias; um palhaço que enfrenta com risos e facas a esclerose múltipla diagnosticada há 30 anos; um jovem cineasta e psicodramatista que, em meio a pandemia, entrou em contato com a sua própria finitude ao ser diagnóstico com leucemia crônica. Juntos, esses 4 cavaleiros mergulham em seus medos e fantasias sobre o morrer e, com humor e sensibilidade, fazem um questionamento sobre os abismos que os separam e aquilo que os une: a vulnerabilidade.


FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO e ROTEIRO
Flávia Melman

CODIREÇÃO
Aline Filócomo, Paula Picarelli e Thiago Amaral

ELENCO
Antônio Januzeli (Janô), Sebastão Braga (tião), Fernando Bolognesi (Nando), Osmair Cândido (fininho)

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Aura Cunha | Elephante Produções

COORDENAÇÃO/GESTÃO
Yumi Ogino

REGISTRO E EDIÇÃO DE VÍDEO
Clara Lazarim

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Pombo Correio

PROGRAMAÇÃO VISUAL
Laerte Késsimos

MARKETING DIGITAL:
Emi Takahashi

SERVIÇO
A ÚLTIMA CENA [EPITÁFIOS]
DATA: de 01 a 11 de abril, quinta a domingo, às 20:30
Link para transmissão:
https://us02web.zoom.us/j/89506584723
ID da reunião: 895 0658 4723

Duração: 40min
Classificação: 14 anos
Grátis. Quintas:
CAVALEIRO Antônio Januzelli (Janô)
[Epitáfio] Aqui jaz um homem criança que amava o teatro e os atores.

Sextas: 
CAVALEIRO Osmair Cândido (Fininho)
[Epitáfio]Não estou aqui por vontade própria.

Sábados:
CAVALEIRO Fernando Bolognesi (Nando)
[Epitáfio]Buscou profundidade finalmente encontrou.

Domingos:
CAVALEIRO Sebastião Braga (Tião)
[Epitáfio] Passou de fase.

CASTOR Y PÓLUX – UMA CONSTELAÇÃO estreia dia 30 de março pelo Youtube

Homem com a boca aberta

Descrição gerada automaticamente com confiança média

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Texto inédito de Paula Autran, com direção de Michelle Ferreira estreia com apoio da Lei Federal Aldir Blanc, através do Edital Expresso Proac LAB da Secretaria de Cultura Criativa do Estado de São Paulo. Essa montagem do texto foi adaptada e criada especificamente para plataformas virtuais. A temporada acontece gratuitamente pelo Youtube de 30 de março a 2 de abril de 2021, às terças, quartas e quintas, às 21h.

No elenco estão os atores Fernanda Viacava, Henrique Schafer e Paulo Barcellos. 

Sinopse

Uma constelação. Peça que se passa nos dias atuais, mas que é uma espécie de seta apontada para o futuro. Três personagens que buscam, nos dias finais da vida sobre a Terra, saída para algum lugar no qual possam continuar a viver, ao mesmo tempo que pretendem esclarecer entre si suas relações mal resolvidas de uma vida inteira. 

A equipe conta que iniciou os estudos a partir dos mitos de Caim e Abel e de Castor e Pólux e temas em comum e caros surgiram durante o processo: a relação fraterna como organizadora da noção do “eu” – o outro que se assemelha e se diferencia e que gera amor e ódio -; a dominação e o descolamento do homem da natureza – monocultura versus permacultura; a situação de paralisia e lacunar de espaço e tempo – entre passado e futuro – em referência à filósofa Hanna Arendt; e, o retorno e ascensão no mundo de regimes, governos e pensamentos autoritários e retrógrados. 

O projeto se debruça em reflexões formais e de conteúdos sobre um momento de mundo – também no que se refere ao isolamento imposto pelo COVID-19  – em que todos estamos voltados: a necessidade de mudanças de perspectiva de humanidade e a possibilidade da extinção dos seres humanos no planeta. 

Partindo da reflexão de Freud sobre as três feridas narcísicas da humanidade, que nos foram infringidas por Copérnico, Darwin e pelo próprio Freud, o presente projeto põe em cena personagens que tem ressonâncias com figuras bíblicas e mitológicas. No entanto, os coloca em um momento atual, misturados às pesquisas de ponta sobre fotossíntese e tecnologia, e em um intrincado jogo de relacionamentos humanos entre irmãos e amores mal resolvidos do passado. Em meio a esse emaranhado humano surge o momento crucial: o que fazer em meio ao final dos tempos? Como sairemos dessa enrascada?

O roteiro e direção de Michelle Ferreira aponta para uma linguagem híbrida –  entre teatro, cinema e videoarte – que intensifica a sensação de final dos tempos e engendra à trama um tom frenético, poético e de horror. A inserção das imagens sublimes e grandiosas do vídeo-artista ítalo-alemão Stefano di Buduo, potencializam e contrapõem às imagens captadas pelos atores em suas residências e suas participações ao vivo, criando assim, uma atmosfera que caminha no limite entre o absurdo e o real.

Tudo isso se junta à história que se passa com os personagens tendo que resolver dois dos maiores enigmas da humanidade: como desenvolver fotossíntese por nós mesmos? O que fazer quando a Terra chegar no seu limite?

Sobre Paula Autran

Paula Autran é doutora e mestre em artes cênicas pela ECA/USP. Jornalista, dramaturga, escritora e professora de dramaturgia. Tem dez peças encenadas, entre elas Nos Países de Nomes Impronunciáveis; O Menino que não Sabia Chorar, A medida do meu mundo sem você e O Armário Mágico, com o qual foi indicada à autora revelação no Prêmio FEMSA de teatro. Foi integrante do círculo de dramaturgia, do CPT, de Antunes Filho e do workshop do Royal Court Theatre. Entre seus dez livros publicados está:  “O Pensamento dramatúrgico de Augusto Boal. As lições da EAD”, da Desconcertos Editora. Faz vídeos sobre escrita em seu canal de YouTube: Simplificando a escrita com Paula Autran. E desde o começo da pandemia faz lives diárias sobre a linguagem e a pandemia, no seu instagram @paula.autran.

Sobre Michelle Ferreira 

Michelle Ferreira é atriz, dramaturga, roteirista e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática, cursou Ciências Sociais na Universidade São Paulo e é graduada em Produção Audiovisual. Foi integrante do Núcleo de Dramaturgia do CPT, com coordenação de Antunes Filho, por oito anos. ( 2003-2011). Foi duas vezes finalista do Prêmio Luso- Brasileiro de Dramaturgia (2009 com “Reality Final” e 2011 com “Tem alguém que nos odeia”) Já teve seus textos encenados por nomes como Cacá Carvalho (EstudoHamlet.com), Hugo Possolo (Riso Nervoso), Mario Bortolotto (Como ser uma pessoa pior), Lee Thaylor ( Lilith S.A), Eric Lenate (Sit Down Drama), José Roberto Jardim (Tem alguém que nos odeia), Isabel Teixeira (Animais na pista), Ramiro Silveira  ( Reality Final e A Vida Dele) e Maria Maya ( Não somos amigas). Escreveu  e dirigiu Os adultos estão na sala, e foi indicada ao Prêmio Shell de melhor autora em 2013 . Seu trabalho estreia internacionalmente em 2016, na Escócia (There is someone who hates us), com a produção do Teatro Nacional da Escócia ( NTS) e direção de Amanda Gaughan no projeto A Play, a Pint anda a Pie. Ganhou o prêmio Proac de criação Literária – Dramaturgia em 2017, com sua peça “4 da espécie – a história do corpo coisa nenhuma”.  Adaptou “Uísque e Vergonha” dirigida por Nelson Baskerville e por esse trabalho concorreu a melhor dramaturgia no Prêmio Bibi Ferreira de 2019. No mesmo ano estreou em Buenos Aires “Hay Alguien que nos odia”,  com  Strela Straus e Marina Artigas, direção de Patto Wittis. Escreveu e dirigiu “Eu não sou Harvey – o desafio das cabeças trocadas”, com Ed Moraes, que fez uma temporada de sucesso no auditório do SESC Pinheiros em 2020. O primeiro longa que assina o roteiro “Coração de Leão” com direção de Ale McHaddo, estrelado por Leandro Hassun. Escreveu uma série para FOX, dirigida por Suzana Lira e atualmente escreve uma série para a NETFLIX. Escreveu treze peças de teatro, sendo apenas uma inédita. Tem apenas uma publicação. 

Sobre Fernanda Viacava 

Fernanda Viacava é atriz e entre os espetáculos nos quais atuou estão: Renata Palottinni, Amor, Poesia e Anarquia, dir. Pedro Vieira; Jornada de um Imbecil Até o Entendimento, de Plinio Marcos, dir. Helio Cícero; A Procura de Emprego, de Michel Vinaver, dir. Jean Claude Bernardet e Rubens Rewald;  Vox, dir. Hélio Cícero; Gata em Telhado de Zinco Quente, dir. Eduardo Tolentino; Memórias (não) Inventadas, dir. André Garolli; Abajur Lilás, de Plinio Marcos, dir. André Garolli; Dançando em Lúnassa, de Brian Friel e Balanganguéri, o Lugar onde ninguém mais ri de Tom Murphy, ambos com direção Domingos Nunes; Isso é O Que Ela Pensa, dir. Alexandre Tenório; As Três Mulheres Sabidas, dir. André Garolli e Luciana Viacava; com direção Eduardo Tolentino, no grupo TAPA, atuou em As Viúvas, Contos de Sedução, Camaradagem, Vestir os Nus e Amargo Siciliano de Luigi Pirandello, Réquiem de Hanoch Levin, dir. Francisco Medeiros; Dotoréia, dir. Brian Penido Ross; Os Cafundó, dir. Francisco Bretas; O Prodígio do Mundo Ocidental, direção: Ariela Goldman, Nada mais foi dito nem Perguntado, dir. Marco Antonio Rodrigues e Malkhut, dir. Denise Weinberg, A Maldição do Vale Negro, dir. Dagoberto Feliz. Como atriz no cinema, atuou nos longas: Peso Morto,  de Kauê Teloli; A Menina que Matou os Pais, de Mauricio Eça; Querida Mamãe, de Jeremias Moreira; Caju com Pizza, de Francisco Ramalho; Marulho, de Miguel Antunes Ramos; Mundo Cão, de Marcos Jorge; Uma Noite em Sampa,  de Ugo Giorgetti, entre outros.

Sobre Henrique Schafer

Henrique Schafer é formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA/USP. Dedica-se a atividades artístico-pedagógicas e gestão cultural, além dos trabalhos de atuação em teatro, televisão e cinema.  Atuou, entre outras, no solo “O Porco”, de Raymond Cousse, com direção de Antonio Januzelli e pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell 2005; “Afogando em Terra Firme”, de Alan Ayckbourn e direção de Eduardo Muniz, sendo indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator; “Consertando Frank”, de Ken Hanes e direção de Marco Antonio Pamio, peça indicada como Melhor Espetáculo pela APCA em 2015; e “Sinthia”, com texto e direção de Kiko Marques, em 2016 e 2017. Na televisão, entre outros, atuou nos seriados “Som e Fúria”, com direção de Fernando Meirelles;  “A Menina sem Qualidades”, dirigido por Felipe Hirsh; “O Negócio”, da HBO; na novela “Em Família”, dirigida por Jaime Monjardim;  e na segunda temporada do seriado 3% , da Netflix. Em cinema atuou no longa “O que se Move”, de Caetano Gotardo e em vários curtas e médias, como “As Aventuras do Homem Invisível”, de Maria de Medeiros; “L”, de Tais Fujinaga; “Coisas Frágeis”, de Gustavo Fattori e Tatiana Otaka; “Marulho”, de Miguel Antunes Ramos; e “Demônia”, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet.

Sobre Paulo Barcellos 

Paulo Barcellos, 51 anos, é ator, diretor e educador de teatro. Em 1987 ajudou a constituir o Armazém Cia. de Teatro, grupo de amplitude nacional com o qual trabalhou durante dez anos e participou de 14 montagens. Entre elas: A Ratoreira é o Gato (1994), A Tempestade (1995) com participação de Paulo Autran e Édipo (1996). Em São Paulo trabalhou em vários espetáculos com diferentes elencos e grupos, entre eles: Ensaio sobre a Queda de Carlos Canhameiro e dir. de Marcelo Lazzarato; A Vida de Galileu Galilei de Bertold Brecht e dir. de Rubens Velloso; Galeria Metrópole de Mário Viana e dir. de Paulo Capovilla, Os Justos de Albert Camus e dir. de Roberto Lage, Em Alguma Margem, no rio de Viviane Dias e dir. de Jairo Mattos, entre outros. Constituiu o Coletivo Bruto em 2007, com o qual vem trabalhando desde então. Com o Coletivo participou das montagens Mentira (2014), Vergonha (2016), O Que Está Aqui é O Que Sobrou (2012), Habitação Bruta (Projeto Zona de Risco 2010 – CCSP) Residência Guerra Total ou à Perder de Vista/TUSP (2010) e Guerra Cega Simplex Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada (2008). Sempre trabalhou em projetos ligados à concepção de um teatro de grupo. É formado em Licenciatura em Filosofia na UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba).

Sobre Stefano di Buduo 

Stefano Di Buduo é um videoartista ítalo-alemão, documentarista e fotógrafo. Depois de estudar Artes e Ciências da Performance Digital na Università La Sapienza de Roma, onde também fundou a empresa multimídia AESOPSTUDIO em 2008, seus projetos o levaram à França, Portugal, Dinamarca, Polônia, Argentina, Brasil, EUA, China, Índia, Irã e várias vezes para a Alemanha e Itália. A partir de 2005 trabalhou por muitos anos como artista multimídia para o projeto de interferência urbana Città Invisibili (Cidades Invisíveis) do grupo italiano Teatro Potlach , com apresentações em várias cidades da Europa, Ásia e América Latina. Em 2009, Di Buduo criou o mundo subaquático virtual para a premiada peça 20.000 Léguas Submarinas (baseada em Júlio Verne / Teatro Potlach). Seguiram-se videoinstalações e mapeamentos de vídeo como parte de festivais e eventos internacionais como B. “Vision of Odin” em Holstebro / Dinamarca, “Incubatio” no Museo Nazionale Svevo de Manfredonia / Itália, bem como o mapeamento de vídeo no Estação de metrô Battistini em Roma. Ainda em Holstebro, “500 anos de Lutero”, bem como as projeções de vídeo no porto de Struer / Dinamarca 2017. Em junho de 2018, Stefano Di Buduo projetou a instalação de mapeamento de vídeo “Un omaggio a De Chirico” em Domodossola, no Rovereto praça. Ele colabora contínuamente com os diretores Bernadette Sonnenbichler, Thomas Krupa, Yael Ronen e Brit Bartkowiak, bem como com o cenógrafo e diretor Wolfgang Menardi. Mais recentemente, trabalhou no Düsseldorfer Schauspielhaus, no Berliner Ensemble, no Münchner Kammerspiele, no Stadttheater Ingolstadt e no Schauspiel Hannover. Na temporada 19/20, ele desenvolveu o design de vídeo para a estreia mundial de (R) Evolution – Um Guia para a Sobrevivência no Século 21 no Thalia Theatre, encenado por Yael Ronen.  Ainda em  2020 assina a vídeo cenografia e desenho de luz para o mais recente espetáculo de Roberta Carreri do Odin Teatret, Flowers for Torgeir.

Sobre Aline Meyer 

Aline Meyer faz trilha sonora para teatro desde 1991. Iniciou sua formação nesta área com Tunica Teixeira, com quem realizou diversos trabalhos. Criou a trilha sonora de espetáculos dirigidos por Gianni Ratto, Marcos Caruso, Bibi Ferreira, Sérgio Mamberti, José Possi Neto, Francisco Medeiros, Fauzi Arap, Marília Pêra, Ron Daniels, entre outros. De 1999 a 2005, realizou a trilha sonora dos espetáculos produzidos pelo Ágora – Centro de Desenvolvimento Teatral, em São Paulo, então coordenado por Roberto Lage e Celso Frateschi. Ministra cursos e oficinas de áudio e sonoplastia para teatro. Seus últimos trabalhos são Réquiem para o desejo, de Alexandre dal Farra, direção de Ruy Cortez (2018); Punk Rock, de Simon Stephens, direção de Ondina Clais Castilho e Ruy Cortez (2018); Não Somos Amigas, de Michelle Ferreira, direção de Maria Maya (2017); A plenos pulmões, a partir da obra de V. Maiakovski, direção de Márcia Abujamra (2017); A mulher que digita, de Carla Kinzo, direção de Isabel Teixeira (2017); e, O Subsolo, de F. Dostoievski, adaptação de Celso Frateschi, direção de Roberto Lage (2016) – Trilha Sonora.

FICHA TÉCNICA

Texto: Paula Autran

Roteiro e direção: Michelle Ferreira

Elenco: Fernanda Viacava, Henrique Schafer e Paulo Barcellos

Produção Executiva: Maria Fernanda Coelho e Patrícia Braga Alves

Vídeoarte: Stefano di Buduo

Sonoplastia: Aline Meyer

Montagem e transmissão: Alexandre Simão

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Projeto Gráfico: Clayton Mariano

Realização: Palipalan Arte e Cultura

SERVIÇO

Dias 30 de março, 01e 02 de abril

06, 07 e 08 de abril

21 horas

terças, quartas e quintas

Gratuito

Transmissão pelo YouTube – Palipalan Arte e Cultura 

https://bityli.com/palipalanarteecultura

Drama

40 minutos

Recomendação etária – 16 anos

Quando as máquinas param, de Plínio Marcos com direção de Kiko Rieser, estreia em versão online e gratuita no dia 29 de março

Fotos de Heloísa Bortz 

Escrito em 1967 por Plínio Marcos, o texto do espetáculo Quando as máquinas param mostra uma realidade completamente atual: a dissolução de uma família por conta do desemprego em massa. Montagem dirigida por Kiko Rieser é a nova produção da Cia Colateral e acontece toda em preto e branco. 

Com os atores André Kirmayr e Larissa Ferrara no elenco, a estreia acontece pelo YouTube do Centro Cultural São Paulo no dia 29 de março e a temporada segue gratuita até dia 20 de abril.

O espetáculo é encenado em uma residência que poderia perfeitamente ser a casa dos personagens Nina e Zé, adaptada pela direção de arte de Kleber Montanheiro, filmado com planos e movimentos cuidadosamente ensaiados para flagrar de perto a realidade daquele casal com dinâmica imagética.

Para o diretor Kiko Rieser, “a despeito de Quando as máquinas param não se filiar ao conjunto mais conhecido da obra do dramaturgo, é provavelmente sua peça que hoje mais fala à nossa realidade. Expondo uma situação de colapso econômico e social, em que demissões em massa dissolviam famílias e levavam pessoas à mais profunda miséria, o texto ganha renovada pungência hoje, quando batemos novamente recordes de desemprego, tendência que só tende a se agravar com as consequências da pandemia.”

Sobre a encenação

A residência que serve de locação para a peça é adereçada de forma realista, com riqueza de detalhes, buscando retratar a década de 60 e a condição social de Nina e Zé, de uma simplicidade cuidadosa. Assim também é o figurino, com recorte temporal e tratamento de envelhecimento que deixam claro que não são roupas novas, mas ainda demonstram a dignidade de duas pessoas que vêm até então conseguindo se manter de cabeça erguida. Detalhes da indumentária também dão a ver o capricho de Nina, em que pese o fato de ela ser costureira. 

O foco da montagem, no entanto, é o trabalho dos atores, investindo nas profundas contradições desses dois personagens. A câmera é um terceiro personagem, agindo e se movendo junto com os atores, buscando uma dinâmica próxima ao cinema, sem, no entanto, perder a teatralidade intrínseca do texto e da potência dos atores. 

SINOPSE

Ambientada no final da década de 60, a peça conta a história de Zé e Nina, um casal que nunca foi abastado, mas sempre teve o suficiente para pagar as contas em dia, fazer refeições dignas e ainda sonhar com um crediário para comprar uma televisão e, assim, ver os sons das radionovelas e das narrações de jogos de futebol se tornarem imagens. No entanto, uma demissão em massa na fábrica em que Zé trabalhava como operário faz essa realidade mudar drasticamente, e nem as costuras de Nina para senhoras ricas conseguem dar conta das faturas que não param de chegar. A desesperança do operário se transforma em um sentimento de humilhação e, depois, em uma revolta que afunda os dois na imobilidade e ameaça o casamento. 

SINOPSE CURTA

Uma demissão em massa na fábrica em que Zé trabalhava como operário faz sua realidade mudar drasticamente, e nem as costuras de sua esposa Nina conseguem dar conta das faturas que não param de chegar. A desesperança do operário se transforma em um sentimento de humilhação e, depois, em uma revolta que afunda os dois na imobilidade e ameaça o casamento. 

SINOPSE CURTÍSSIMA

A desesperança do operário Zé, após ser demitido e ver os planos que tinha com a esposa naufragarem, se transforma em um sentimento de humilhação e, depois, em uma revolta que afunda os dois na imobilidade e ameaça o casamento. 

Sobre Kiko Rieser

Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, dirigiu peças como “Capitu, olhos de mar”, “Amarelo distante”, “A dama da noite”, “A vida útil de todas as coisas” (diversas indicações ao Prêmio Aplauso Brasil) e os infantis “Braguinha – sons, canções e histórias” (4 indicações no Prêmio São Paulo) e “O que fica das pessoas que vão”. Produziu os espetáculos que também dirigiu, além de “Cabarezinho”, “Gardênia”, “Consertando Frank” (indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA), “Volpone”, o infantil “Moinhos e carrosséis”, “A cabala do dinheiro”, “Esperando Godot” (Grupo Garagem 21, indicado ao Prêmio Shell 2017) e “Brian ou Brenda?” . Produziu também o livro “Amor ao teatro”, compilação de críticas de Sábato Magaldi, finalista do Prêmio Jabuti 2015. Em cinema, escreveu e dirigiu o curta-metragem “Deixe a porta aberta ao sair” (com Lucélia Santos e João Victor D’Alves). Em 2012, foi um dos vencedores do concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB, com a peça “Desassossego”. É autor de “Lapsos” (poemas, Ed. Patuá, 2017) e “Átimo” (romance, Ed. Instante, 2018). 

Sobre André Kirmayr 

Ator formado pela escola de atores Wolf Maia, curso para atores Macunaíma e pela faculdade Anhembi Morumbi. Atuou em peças como “Piramo e Tisbe” dir. Vladimir Capella no teatro popular SESI-SP em 2011, “Boca de Ouro” de Nelson Rodrigues, dir. Ruy Cortez – teatro Nair Bello – 2012,  “Com a Pulga atrás da orelha” dir. Ruy Cortez – teatro Nair Bello – 2013, “A Falecida” de Nelson Rodrigues”, dir. Marco Antonio Braz, temporada teatro popular do SESI por diversas cidades do interior de São Paulo 2014, “A jornada de Orfeu”, Cia. Coexistir, Diretora e escritora Patrícia Teixeira 2014/2015, foi integrante na CIA POMPACOMICA, atuando em peças nos CÉUS e interior de São Paulo com dir. Sergio Carrera, Produtor e ator da peça “Meteoros” de Max Reinert e direção Rita Giovanna em 2018 no VIGA espaço cênico. Esteve em cartaz com a Revista musical “Lyson Gaster no Borogodó” texto de Fabio Brandi Torres, dir. Carlos ABC, teatro Itália. No audiovisual, atuou na Série Natureza Morta – Canal Brasil Tv dir. Flavio Frederico, longa GLS Dir. Ernani Nunes em 2017 e na Série “Chamado Central” 2 temporada na Multishow 2017, curta metragem “Fora do Dominio” de Giulia Valente, atualmente em festivais pelo exterior. 


Sobre Larissa Ferrara

Iniciou seus estudos cênicos aos 13 anos na Escola de atores Nilton Travesso, onde ficou três anos. Passou pelo grupo TAPA, Teatro da Rotina, Fatima Toledo, Escola de atores Wolf Maya, Método Meisner e grupo de estudos em cinema por Fernando Leal. Participou das séries Contos de Edgar na Fox com produção de Fernando Meirelles, O negócio na Hbo e Missão Axn no canal Axn. No Cinema, participou dos filmes Jogo da decapitação de Sérgio Bianchi, Nada a perder de Alexandre Avancini, Todas as Razões para esquecer de Pedro Coutinho, Todo carnaval tem seu fim de Vítor Baumgratz. Larissa integrou mais de 15 curta-metragens, entre eles, o filme ON dirigido por Lucas Romano, pelo qual foi indicada a melhor atriz no festival ALTFF de 2018 em Toronto. No teatro, esteve nas peças Cala a boca já morreu dirigida por Sandra Corveloni, Mente mentira dirigida por Mateus Monteiro, Um sol cravado no céu da boca dirigida por Leonardo Medeiros, Diga que você já me esqueceu/ Manual para dias chuvosos/ Nunca fomos tão felizes, essas dirigidas por Dan Rosseto. Em 2020, criou, produziu e atuou junto com a atriz Nicole Cordery a Websérie Nós, veiculada nas redes sociais. 

Texto: Plínio Marcos

Direção: Kiko Rieser

Elenco: André Kirmayr e Larissa Ferrara

Cenário e figurinos: Kleber Montanheiro e Thaís Boneville

Iluminação: Kleber Montanheiro

Trilha sonora: Kiko Rieser

Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni

Edição e mixagem da trilha: Rodrigo Florentino

Cenotécnico: Evas Carreteiro

Colaboração no processo: Amazyles de Almeida

Vozes atores radionovela: Amanda Acosta e Joca Andreazza

Voz locução novela: André Kirmayr

Vozes crianças: Augusto Cavalcanti Menck, Augusto Henrique, Matteo Brandão Procópio, Pablo Azevedo e Vicente Acosta Fusco

Direção de produção: Kiko Rieser

Assistência de produção e redes sociais: Jaddy Minarelli

Técnico audiovisual e transmissão: Gustavo Bricks

Assistente de transmissão: João Paulo Balentani

Câmera: Kiko Rieser

Técnico de som: Uirá Wagner

Registro fotográfico: Heloísa Bortz

Design gráfico: Giovani Tozi

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Realização: Companhia Colateral e Rieser Produções Artísticas

Projeto realizado com apoio do edital ProAC LAB nº 36

Serviço

29 de março a 20 de abril de 2021

Segundas e terças, às 20h 

Gratuito

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 85 minutos

Link de transmissão: http://youtube.com/CentroCulturalSaoPauloCCSP

Montagem do espetáculo infantil A Sopa de Pedra, de Tatiana Belinky, faz temporada online de 27 de março a 16 de abril

Pessoas com instrumentos musicais e microfone em cima de uma superfície de madeira

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Link para download de fotos
Frames de Victor Iemini 

Produção do grupo Luz e Ribalta que estreou em 1998, o espetáculo A Sopa de Pedra foi selecionado no 38º Edital ProAC Expresso LAB (Lei Aldir Blanc), para uma temporada gratuita online, que acontece de 27 de março a 16 de abril pelo Youtube. 

A peça foi gravada especialmente para esta temporada durante a pandemia, 23 anos depois de sua estreia oficial.

Com direção original de Antônio de Andrade (1944-2004), a direção artística é do próprio elenco, formado pelos atores Luiz Amorim, Níveo Diegues e Theodora Ribeiro, além da participação dos músicos Renato Commi e Erick Chica, que executam ao vivo as músicas especialmente compostas por Renato Commi e Gésio Amadeu.

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Uma das mais bem sucedidas produções do teatro para a infância e juventude, A Sopa de Pedra, estreou em 1998, no Teatro Sergio Cardoso, iniciando uma longa carreira com sucesso de público, crítica e os principais prêmios do Teatro para a Infância e Juventude, os prêmios Mambembe e APETESP, (Associação dos Produtores de Teatro de São Paulo).

Em 2010, participou como do FestCaribe, em Santa Marta, na Colômbia. 

Premiada com o Projeto Petrobras Distribuidora de Cultura, 2011/2012, o espetáculo percorreu o Brasil de Norte a Sul, apresentando-se para crianças indígenas, populações ribeirinhas, quilombolas, além de apresentações em periferias, barracões, espaços culturais, escolas, teatros, SESC, indo de Altamira, no Pará, até Bajé, no Rio Grande do Sul.

As apresentações são gratuitas e acompanhadas de tradução em libras, para atender os deficientes auditivos e com a audiodescrição, para os deficientes visuais e intelectuais, permitindo assim, a inclusão das pessoas com necessidades especiais, tanto crianças quanto o público adulto. 

Sinopse 

Dois artistas mambembes, Magnólio e Benzedrino, cansados e famintos encontram a casa da “Velha Avarenta” e percebem que a mulher não tem a menor, intenção de lhes oferecer comida. Eles não desistem e usam de uma divertida artimanha para conseguir descansar um pouquinho e saciar a fome.

Ficha técnica
Texto: Tatiana Belinky 

Direção: Antônio de Andrade – O Grupo

Elenco: Luiz Amorim, Níveo Diegues e Theodora Ribeiro

Músicos ao vivo: Renato Commi e Erick Chica

Trilha sonora original: Renato Commi e Gésio Amadeu

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Serviço
Sábados e domingos:

27 e 28 de março às 16h

03, 04, 10 e 11 de abril, às 16h

Quinta-feira, 15 de abril, às 10h

Sexta-feira, 16 de abril, às 15h

Link para acesso: www.luzeribalta.com.br

Grátis.

Livre. 

60 minutos

Gravado no Teatro Irene Ravache no dia 01 de março de 2021.

Texto inédito de Amarildo Felix com direção de Lavínia Pannunzio Microalucinações Amorosas – Uma peça videoclipe é apresentado gratuitamente nos dias 27 e 28 de março

Com encenação inspirada no universo dos videoclipes, espetáculo teatral on-line traz no elenco as atrizes Cacá Fonseca, Francine Souza, Gabrielle Araújo, Julia Horta e Maria Helena Chira. No dia 27 de março, a transmissão é pelo YouTube do MIS e, no dia 28, pelo YouTube da Caboclas Produções. Serão quatro apresentações por dia, sempre ao vivo.

Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

Link para download de fotos crédito Letícia Godoy

Uma mulher que decide desenhar a sua história.
Uma Mulher que acorda e decide mudar de vida. Vai para o trabalho pedir demissão. Caminha não sabe para onde, mas caminha. Conhece pessoas novas, acaba em uma festa à fantasia, apaixona-se por um cara, mas não tem coragem de conversar com ele. A mulher imagina como seriam eles juntos – casam em sua imaginação. Depois de muitas brigas eles se separam. Ela se cansa de imaginar. Microalucinar a história. Volta para casa sozinha. Caminha… Tem uma ideia para uma história. Encontra o seu traço. 
O traçado segue e tudo flui.

Amarildo Felix traz para o público nessa dramaturgia aquela sensação de fragmentação com elos sutis, como se cada pequeno monólogo dito por cada uma das atrizes pudesse fazer parte de uma única cabeça, apesar de serem distintos. Ele oferece múltiplas formas de elaboração para uma mesma situação. E qual é essa situação?

O potencial de criação e recriação do ser humano, numa perspectiva feminina. Com essas cinco vozes femininas, o texto costura a metáfora daquele momento limítrofe da criação, em que uma decisão tomada, num lapso de segundo, muda para sempre a trajetória de nossas vidas. 

Para a encenação desta dramaturgia fragmentada e muito feminina, Lavínia Pannunzio optou por um caminho que mergulha na linguagem de videoclipe, pensando nas novas interações digitais entre o artista e o espectador que consome produções audiovisuais on-line, principalmente em redes sociais como Instagram e TikTok. Mesclando teatro e audiovisual, a peça conta com criação visual do videoartista Flavio Barollo. 

A trilha sonora assinada por Barulhista foi composta originalmente para o projeto pensando numa ambientação sonora cinematográfica, que tenha convergência com os efeitos visuais aplicados. A direção de arte é assinada por Antônio Vanfill, que elaborou figurinos e adereços de cena em um processo de criação remota com a equipe. 

Essa é a segunda parceria da Caboclas Produções com o dramaturgo Amarildo Felix. A primeira foi em 2018 com o premiado espetáculo “O Desmonte”.

Sinopse do espetáculo.

Cinco vozes femininas em diferentes situações convergem as suas histórias para o mesmo caminho: o instante limítrofe da criação.

Serviço:

Curta temporada:  27 e 28 de março, quatro apresentações por dia nos seguintes horários: 13h, 16h, 19h e 21h30.

Dia 27 pelo Youtube do MIS – Museu da Imagem e do Som
https://www.youtube.com/missaopaulo

Dia 28 pelo Youtube da Caboclas Produções

https://www.youtube.com/caboclas

As apresentações serão ao vivo e o acesso será gratuito!

Duração: 50 minutos

Classificação etária: a partir de 12 anos.

Ficha Técnica:

Direção: Lavínia Pannunzio

Dramaturgia: Amarildo Felix

Elenco: Cacá Fonseca, Francine Souza, Gabrielle Araújo, Julia Horta e Maria Helena Chira

Voz Off Malu: Tânia Viana

Direção de Arte: Antônio Vanfill

Design de Som e Trilha Sonora: Barulhista

Videoarte e Plataforma ao Vivo: Flávio Barollo

Direção de Produção: Gabrielle Araújo

Assistente de Produção: Mônica Vasconcellos

Arte e Fotografia: Letícia Godoy

Gestão de Mídias Sociais: Vox Baccai

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: Caboclas Produções

Correalização: MIS – Instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo

Realização: Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Com direção de Pamela Duncan, O Inventor de Sonhos traz para o teatro as fábulas do humanista Leonardo da Vinci

Pessoa falando no microfone

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Link para download de fotos – Créditos Jefferson Pancieri e João Sato

Para comemorar os 500 anos de Leonardo da Vinci, a estreia do novo projeto d’A Peste – Cia Urbana de Teatro, junto a Em Cena produções, acontece, gratuitamente, de 26 de março a 4 de abril e convida as crianças e suas famílias a conhecerem uma das mil facetas deste gênio da humanidade: a escrita. 

Para este espetáculo a companhia escolheu três fábulas do autor: “O Papel e a Tinta”, “A Navalha” e “A Rede”. O elenco é composto pelos atores Paulo Arapuá (Michelangelo), Ricardo Aires (Raphael) e Sol Leão (Gioconda).

A partir das fábulas, Leonardo da Vinci – ecologista, humanista, vegano, lutou pela preservação dos rios a animais na sua época – contava aos populares do seu tempo sobre a preservação da natureza e apontava valores essenciais para boa convivência entre os humanos. “Durante nosso processo criativo construímos uma dramaturgia que colaborasse com esse espírito, com o objetivo de acender nas crianças e adultos o amor pela arte, pelos artistas e pela defesa da natureza”, comenta a diretora Pamela Duncan.

“Estamos celebrando 500 anos, mas sua obra permanece viva e atual. O grupo decidiu homenagear este brilhante criador e ativista atemporal por achar que os tempos se repetem e precisamos conversar sobre nobres valores de convivência que são a base da preservação de uma sociedade”, conta a diretora.

Sinopse

“O Inventor de Sonhos” conta a história de um aprendiz e uma atriz de commedia dell’arte que entram escondidos no ateliê para descobrir os segredos do mestre. Os jovens encontram uma invenção secreta, “A Máquina do Tempo”. Por descuido, ligam a máquina e são trazidos para 2021, ou seja, quase 500 anos depois, trazendo também o porteiro do Leonardo da Vinci que estava vigiando o ateliê, Michelangelo. Os aprendizes e Michelangelo  se metem em muitas aventuras e ainda encenam as fábulas do mestre para os habitantes do futuro. 

Com ajuda de bonecos, teatro físico, adereços, música e muita imaginação, os atores homenageiam o mestre contando suas fábulas. Após uma trapalhada com a máquina do tempo, eles voltam ao passado, onde quem os espera é o próprio Leonardo da Vinci. 

Sobre as fábulas

O Papel e a Tinta 

Conta, de forma lúdica e poética, as travessuras de uma caneta que muda a vida de uma singela folha de papel, dando a importância aos livros e a escrita. 

A Navalha

História de uma navalha orgulhosa e pretensiosa que abandona o barbeiro, se achando insubstituível. 

A Rede

História de um cardume de peixes ornamentais que estão cansados de serem capturados por um tirano pescador, que pesca só por prazer de vê-los longe do mar. 

Sobre Leonardo da Vinci 

“Chegará o tempo em que o homem conhecerá o íntimo de um animal e nesse dia todo crime contra um animal será um crime contra a humanidade.” Leonardo da Vinci.

Leonardo da Vinci nasceu no dia 15 de abril de 1452, em Anchiano, uma pequena aldeia na região da Toscana, perto de Vinci e próxima à Florença, na Itália. Com 17 anos estudou Artes no estúdio do mestre Andrea del Verrocchio, onde modelou imagens em terracota. Trabalhou para figuras importantes, como Lourenço de Médici, governador de Florença. Em 1480 pintou a tela Virgem do cravo, considerada sua primeira obra individual. Entre 1482 e 1499 viveu em Milão, onde era protegido de Ludovico Aforzo, duque de Milão, para quem pintou o afresco “A Última Ceia” para o Mosteiro de Santa Maria Delle Grazie. Prestou também serviços para o duque como arquiteto e engenheiro, além de pintor. É dessa época a obra Homem Vitruviano. Em 1503 realiza o que seria sua grande obra, Mona Lisa. Considerado um polímata, Leonardo foi engenheiro, arquiteto, químico, geólogo, cartógrafo, estrategista, criador de engenhos bélicos e instrumentos musicais. Faleceu aos 67 anos, no dia 2 de maio de 1519, na França e foi enterrado no palácio de Amboise.

Sobre o grupo A peste, cia urbana de teatro 

Desde sua criação, em 2004, a Companhia mantém a frequência de montar um espetáculo por ano, entre a cena adulta e infantil. No seu repertório traz os seguintes espetáculos: “Pinocchio”, “Familya Monstro”, “O tambor Africano”, “Sonhei com Charles Chaplin”, “A menina que descobriu a noite”, “A fantástica trupe em A princesa engasgada”, ” Sonhei com Charles Chaplin”, “Eternos vagabundos”, ”Tim Burton”, “Pour Elise”,  “Nossa história é assim” e “O Processo”. Todos com direção de Pamela Duncan. 

Ficha Técnica

Direção, dramaturgia e figurinos: Pamela Duncan

Elenco: Paulo Arapuã, Ricardo Aires e Sol Leão 

Assistente de Direção: Pedro Guida 

Trilha Sonora:  Sérvulo Augusto, Pedro Guida e Pamela Duncan

Voz em Off: Rodrigo Jubelini

Adereços: Lucas Luciano e Ivaldo de Mello

Costureira: Judite Lima e Lecy Andrade

Design Gráfico: Thais Capeto 

Vídeo-cenário: Giuliano Scanduzzi

Assessoria de imprensa: Pombo Correio 

Designer de luz: Jonas Ribeiro

Fotografia: Jefferson Pancieri

Produção audiovisual: Luz Audiovisual

Produção de conteúdo para mídias sociais: Luiz Felipe Pedroso

Produção: Felipe Calixto e Pamela Duncan 

Produção executiva: Jorge Alves

Coordenação do projeto: Felipe Calixto

Realização:  Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Em cena produções e A peste, cia urbana de teatro
Serviço
26 de março a 4 de abril
Sextas, sábados e domingos, às 16h
Duração: 55 minutos
Acesso: Retirar os ingressos gratuitamente pelo www.sympla.com.br

De Passagem ou Que Ano Louco 2020 une artistas de diferentes estados em experiência online 

Link para download de fotos

Experiência cênica online realizada pelo Pandêmica Coletivo Temporário de Criação surge do desejo de contracenar com o momento presente e fomentar a criação e produção artística neste período atípico. À distância, artistas em diferentes estados do Brasil se unem para a temporada online do espetáculo De Passagem ou Que Ano Louco 2020, a partir do texto dramatúrgico En Passant, de Rafael Martins. 

A direção é de Juracy de Oliveira e no elenco estão Marisa Bezerra, Raquel Parras e Walmick de Holanda. Completam a ficha técnica Josyara, que assina a direção musical, e Fernanda Garcia, responsável pela direção de arte e figurinos. 

A temporada acontece de 25 de março a 1º de abril e será transmitida gratuitamente pelo Zoom. Em todas as sessões haverá intérprete de libras e legendas. Para ampliar o alcance de público, o coletivo disponibiliza uma gravação prévia da experiência, para acesso online, com audiodescrição.

“Como eu vou ficar depois de ter vivido isso?”
Esta é a primeira frase dita no espetáculo, que traz a dimensão do ano de 2020: suas mudanças, instabilidades, incertezas, novas rotinas, pavores e traumas. As reflexões da existência do ser sob a perspectiva da sociedade digitalizada e sua plataformização, bem como a recorrência de desastres naturais no ano de 2020, foram pontos que se relacionaram com a dramaturgia. 

A experiência investiga a reorganização de práticas e imaginários culturais em torno das plataformas virtuais. O desenrolar cênico reflete questionamentos bastante explorados no Existencialismo, do século XX – mas que invadem o século XXI pela ausência de respostas efetivas (e que talvez nunca venham a existir). 

O texto de Rafael Martins está diretamente ligado a “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, que em síntese é uma longa espera por alguém salvador, que não se sabe quem é nem quando vem. Nada mais é do que a metáfora de nossa atual condição social no Planeta – esperamos a chegada de algo que nos libertará do confinamento por isolamento social, para que seja possível retornar ao que compreendemos como “normalidade” – ritmos e práticas sociais às quais estávamos habituados antes da pandemia.

Todavia, De Passagem ou Que Ano Louco 2020 fricciona tanto o que vem a ser essa “normalidade”, para quais grupos sociais ela aponta operar, como também: se a ideia de salvação é possível – o quê, quem e de quem precisamos ser salvos?

Sinopse 

“De Passagem ou Que Ano Louco 2020” é uma realização do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação. A transmissão acontece a partir do texto “En Passant” de Rafael Martins. Ela e Ele, corpos que falam, trocam sensações e confidências em uma sala virtual e tentam achar o sentido da própria existência. A transmissão foi completamente criada durante a quarentena e aposta em uma dramaturgia atual e música ao vivo.

Ficha técnica 

Texto: Rafael Martins
Direção: Juracy de Oliveira
Elenco: Marisa Bezerra, Raquel Parras e Walmick de Holanda
Direção Musical e Música em Cena: Josyara
Direção de Arte e Figurino: Fernanda Garcia 

Edição de Vídeo: Nina Fachinello

Intérprete de Libras: Jhonatas Narciso

Roteiro e Narração de audiodescrição: Nara Monteiro 

Consultoria – Audiodescrição: Felipe Monteiro

Legendas: Dyhego Martins

Projeto Gráfico: Walmick de Holanda

Produção: Léo Birche

Serviço
25/03 (quinta-feira) – 20h20
26/03 (sexta-feira) – 20h20
27/03 (sábado) – 16h20 e 20h20
28/03 (domingo) – 20h20
1º/04 (quinta-feira) – 20h20

Grátis. 

Duração: 40 minutos

Classificação: Livre

Preço: gratuito

Plataforma: YouTube
https://www.youtube.com/pandemicacoletivotemporario

Após 17 anos desde sua última apresentação, VAN GOGH volta em versão on-line.

Solo de Elias Andreato com direção de Márcia Abujamra estreou em 1993, permanecendo em cartaz por mais de 15 anos, com sucesso de público e crítica, sendo um marco na carreira destes dois grandes artistas. Agora ele será remontado e transmitido gratuitamente para o público, de 20 de março a 4 de abril. Projeto foi contemplado pelo Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc nº 36/2020

Homem com as mãos no rosto

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Link para fotos de João Caldas

Link para teaser do espetáculo

VAN GOGH retrata o universo violento deste pintor que, aos 37 anos, se suicidou após uma vida de repetidas negações: negação do reconhecimento como artista, negação do amor e do convívio social. Apesar de ter apenas um quadro vendido em vida, os trabalhos de Vincent Van Gogh alcançam hoje somas exorbitantes, e sua trajetória pessoal e profissional vem sendo vasculhada e interpretada de diversas maneiras.

O espetáculo persegue o fluxo criativo do artista, sua obsessão 
pela pintura, seu amor pela natureza e pela vida humana, e trabalha a 
partir da violência delicada que só um gênio como Van Gogh consegue ter. O lóbulo da orelha direita cortado, a perda dos dentes, a suposta epilepsia 
ou doença de Meunière e tantos outros diagnósticos (são mais de 100 
diagnósticos) apenas intensificam esse fluxo, essa obsessão e esse amor. 

Vincent Van Gogh (1853-1890) foi um trabalhador incansável, conhecia apenas um ofício: pintar. E, ao lado de uma produção extremamente rica (mais de 800 telas), deixou também muitas cartas ao seu irmão Théo, à sua mãe e à sua irmã, e a outros artistas como Emile Bernard e Paul Gauguin. Este material escrito, que serviu de base para a elaboração do roteiro de VAN GOGH, representa, hoje, um precioso documento que possibilita o acompanhamento do seu processo de criação.

O espetáculo sempre teve grande adesão do público e da crítica, tendo feito temporada em muitas capitais brasileiras – São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte –, em diversas cidades do interior de São Paulo, além de participar em muitos Festivais (São José dos Campos, Campina Grande, Brasília, Salvador). Apresentou-se também no FlaBra/Festival de Miami e em New York, no teatro do grupo novaiorquino Mabou Mines. O espetáculo deu a Elias Andreato os Prêmios Shell e Apetesp de melhor ator, a Wagner Freire o Prêmio Shell de melhor iluminação e indicação para o Prêmio Shell de melhor direção para Márcia Abujamra.

“A repercussão do espetáculo foi enorme e, a cada nova temporada, o público comparecia com uma grande expectativa, felizmente sempre atendida. Até hoje ouvimos perguntas sobre se o espetáculo volta em cartaz e escolhemos, então, propor sua remontagem e gravação para disponibilizá-lo na rede e fazer algumas apresentações especiais para escolas de teatro.

Queremos, ainda, trazer na gravação, tradução em libras com o objetivo de atingir um público que potencialmente teria interesse em conhecer o espetáculo.”, conta a diretora

Ficha Técnica:

VAN GOGH

a partir das cartas de Vincent Van Gogh a seu irmão Theo

roteiro: Elias Andreato e Marcia Abujamra 

solo de Elias Andreato

direção: Marcia Abujamra

iluminação: Wagner Freire

sonoplastia: Aline Meyer

gravação: Black Eye Entertainment e Radar Sound

edição: Caio Rodriguez

fotos: João Caldas

produção: Dispositivo Produções Artísticas

Serviço:

Temporada: dias 20, 21, 28, 29 de março e 03 e 04 de abril, sempre às 19h.

Link para reserva de ingressos: https://us02web.zoom.us/j/86132500536

Para se conectar é necessário ter o Zoom instalado no seu computador ou smartphone;

Indicamos que se conecte na sala 15 minutos antes do início da peça;

Mantenha seu microfone e câmera desligados durante toda a apresentação;

Ao final da transmissão haverá um bate papo ao vivo com o Elias Andreato e a Marcia Abujamra.

Com texto e atuação de Thaís Campos, Espetáculo _De Quebra estreia online dia 24 de março 

Link para download de fotos 

Escrito e interpretado por Thaís Campos e dirigido por Vera Lamy, o Espetáculo_DE QUEBRA conta a história de Clarisse Kampai, uma jovem escritora que está finalizando o seu primeiro romance. A personagem está vivendo essa experiência profundamente trancada em sua casa durante uma pandemia com seus diversos incômodos causados pela ânsia de terminar a sua obra. 

A temporada acontece pelo Zoom e pelo YouTube, de 24 de março a 2 de abril, às quartas, quintas e sextas às 20h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla. 

Thaís Campos, que há anos atua como produtora executiva de projetos, resolve se debruçar na dramaturgia e na atuação durante a pandemia causada pelo Coronavírus. Em abril de 2020, ela encaminha uma série de contos literários para a diretora convidada Vera Lamy, que imediatamente abraça a ideia e sugere que esse material pode se transformar em um espetáculo teatral. 

Desde então, as artistas passam a se encontrar virtualmente toda semana para apurar a dramaturgia e trazer as palavras para a encenação e, então, surge o Espetáculo _DE QUEBRA, que acontece ao vivo da casa de Thaís, com transmissão online.  

Sinopse

Clarisse Kampai é escritora e poeta. Recebeu o Grande Prêmio Rinoceronte por um famoso conto que escreveu e agora está se preparando para finalizar seu primeiro romance: DE QUEBRA. No livro, ela conta a trajetória de Carolina, desde o seu nascimento até sua vida adulta. O fio condutor das histórias de Carolina são as quebras, das literais às metafóricas, começando pela quebra da clavícula ao nascer, até um coração partido por um relacionamento mal sucedido, entre outros casos. Entre quebras, cicatrizes e uma dose de humor, Carolina e Clarisse Kampai se misturam e se distanciam, trazendo o cotidiano da vida de uma escritora solitária em companhia apenas de sua personagem principal.

Ficha técnica 

Texto e atuação: Thaís Campos

Direção: Vera Lamy

Operação de câmera, som e luz: Thaís Campos

Figurino e adereços : Thaís Campos 

Iluminação e direção de arte: Silvana Marcondes
Sonoplastia: Lincoln Antonio 

Design gráfico: Luciana Ramos Assessoria de Redes Sociais e Social Media: Hayla Cavalcanti

Produção: Thaís Campos 

Serviço

Temporada online: Zoom/Sympla e YouTube 

Grátis 

De 24 de março a 2 de abril 

Quartas, quintas e sextas, às 20h 

Duração: 60 minutos 

Classificação indicativa: 16 anos