Solo de Laís Marques, Lágrimas Fritas estreia dia 23 de abril, com direção de Bruno Perillo

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Créditos: Ana Luiza Leão

LÁGRIMAS FRITAS é uma obra cênica digital escrita e com atuação da atriz Laís Marques, que convida Bruno Perillo para assinar a direção. Composto por 5 episódios curtos, o ponto de partida é o roteiro cênico elaborado pela atriz a partir da transcrição de memórias pessoais e outras, sumariamente inventadas. Nesse balanço poético sobre a dor e a delícia de ser quem se é, a obra apresenta uma série de vivências poéticas, inusitadas, cheias de humor e criatividade. Temas delicados como o assédio sexual e a história de suas antepassadas são retratados de forma metafórica oferecendo ao público um espaço delicado para o testemunho sensível de um ser em busca de uma identidade mutante.  

A temporada começa dia 23 de abril e vai até o dia 25 do mesmo mês, com sessões duplas, às 11h e às 16h, sempre pelo canal do Youtube da atriz. 

“Partindo de memórias íntimas e confissões recriadas, a peça é um retrato poético de uma mulher em busca da própria identidade. Ao invés de apresentar uma solução simplista para uma tarefa no mínimo desafiadora, a obra apresenta o caminho em si, repleto de tentativas, fracassos e saborosas descobertas diretamente expostas ao público numa configuração digital e performática. A provocação que a obra suscita é: numa sociedade cada vez mais massificada, como garantir que as idiossincrasias individuais não sejam simplesmente descartadas? Em outras palavras: vale a pena suportar a dor e a delícia de ser quem realmente somos sem que isso se torne apenas uma aventura narcisista?”, conta Laís. 

As questões enfrentadas pela atriz-performer, pois, ultrapassam os limites da ficção e se referem aos desafios reais vivenciados sobretudo pelas mulheres no contexto atual da sociedade do descarte. A peça revela a tensão entre regras padronizadas e a ética de cada indivíduo através de uma corajosa jornada em torno da existência humana.

Sinopse do espetáculo 

A partir da pergunta “quem sou eu?” a atriz e autora Laís Marques apresenta ao público-tripulação algumas rotas para navegação em alto mar. Através do testemunho de um ser em busca de uma identidade mutante a performance digital composta por cinco episódios curtos mergulha em fatos recentes, narrativas de suas antepassadas e outras vivências recheadas de humor, poesia e criatividade.

Proposta de dramaturgia

“E se eu fosse outra pessoa? Se eu tivesse outro nome? (…) Outro gênero? Outra idade? Outra família? E se eu fosse pobre, mulher, preta e trans? E se mesmo assim eu quisesse ser artista? (…) E se eu fosse a Simone de Beauvoir? A Maria Bonita? E se eu fosse uma raiz?”

(trecho da peça “Lágrimas Fritas”)

O roteiro composto por cinco episódios é fruto de um laboratório de escrita performática que a atriz Laís Marques vem desenvolvendo ao longo dos anos. São fragmentos confessionais, releituras de obras clássicas, adaptações de depoimentos anônimos e outros materiais que alimentam um processo propositalmente permeável aos fatos da realidade. 

Numa espécie de mergulho em águas digitais, os momentos mais marcantes na vida de uma mulher (aos 7, 17 e 27 anos) são rememorados justamente no seu 37º ano de vida. Os episódios não são lineares e remontam à estética do realismo fantástico. Eles testemunham a fome literal que a figura sente pelos livros, alguns fatos históricos marcantes, os assédios sofridos desde a adolescência e, ainda, os sucessivos fracassos na tentativa de adaptar-se ao universo profissional descolado do seu verdadeiro “eu”. Uma casa no campo é o cenário-paisagem que serve como referência para suas perambulações, danças e delírios poéticos.

Como num ritual performático, a temática existencialista se revela tanto na comunicação direta com o público quanto na coreografia inspirada numa canção pop. A intenção é criar conexões dinâmicas entre o microcosmo da performer e o contexto digital no qual está diretamente inserida.

O roteiro inédito é a primeira empreitada dramatúrgica da atriz, que além de atuar em inúmeras séries de TV (PASSIONAIS, segue disponível na NETFLIX), também se apresentou junto a algumas das companhias teatrais de maior prestígio no cenário nacional como a Cia dos Atores (o premiado espetáculo “Insetos”, de Jô Bilac, com direção de Rodrigo Portella celebra 30 anos da trupe carioca), a Cia Elevador de Teatro Panorâmico (com a peça “Sala dos Professores” foram agraciados nas categorias “Melhor Elenco” e “Autor” no  V Prêmio Aplauso Brasil em 2017) e, ainda, a Cia Razões Inversas (“Heather”, espetáculo idealizado e atuado por Laís Marques com encenação de Marcio Aurelio foi premiado no 23º Festival Cultura Inglesa e também cumpriu temporada no Sesc Pinheiros em 2019). 

Laís Marques – Dramaturga e Atriz

Bacharel e Mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Formada em Dança pela Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo e em Gestão Cultural pelo Centro de Pesquisa e Formação CPF/ SESC-SP. Foi convidada para uma residência artística junto à Quarto Physical Theater no Teater Giljotin, Suécia. Foi selecionada para dançar no espetáculo “MabeMa”, inspirado na linguagem do Butô e dirigido pelo mestre japonês Tadashi Endo. Ao longo da 29ª Bienal de São Paulo apresentou performances sob direção geral de Zé Celso Martinez Correa. Criou as performances da “Ocupação Zuzu” (Itaú Cultural, SP e RJ) e “BIOGRAPHIES” (dir. Kika Nicolela). Dentre os trabalhos em cinema, destacam-se “Filmefobia”, eleito “Melhor Filme” no Festival Internacional de Brasília, “O Signo Da Cidade”, vencedor na categoria Juri Popular do mesmo Festival e “Contra Todos”, premiado no Festival do Rio e Prêmio Silver Firebird Award for Young Cinema, Hong Kong. As séries de TV que obteve destaque foram: “Motel” (HBO), “Beleza S/A” (GNT) e “Passionais” (Netflix). No Teatro, as peças mais recentes que atuou foram: “Entre Vãos” (dir. Luiz Fernando Marques, com A Digna Cia), “Sala dos Professores” (dir. Marcelo Lazzaratto, Prêmio Aplauso Brasil – Melhor Elenco e Autor) e “Insetos” (texto de Jô Bilac com a premiada CIA DOS ATORES). Em 2019 idealizou, produziu e atuou na peça “HEATHER”, encenação de Marcio Aurelio, selecionada pelo 23º Cultura Inglesa Festival e que seguiu em temporada no Sesc Pinheiros. 

Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria, o ProAC, o Governo Federal e a Lei Aldir Blanc 

Ficha técnica:

Texto e Atuação: Laís Marques @_laismarques_

Direção: Bruno Perillo @bruperillo 

Vídeos: Ana Luiza Leão @analuizaleao

Trilha: Pedro Semeghini @digitalpedrenriquer

Figurino: Anne Cerutti @annecerutti

Edição: Clara Lazarim @claralazarim

Assessoria de tecnologia: Celso Reeks @celsoreeks

Assessoria de imprensa: Pombo Correio @instadapombo 

Mídia eletrônica: Kiron Comunicação @kiron.co

Assessoria contábil: Alvaro Barcellos @alvarobarcellos

Produção: Cacildinha Produções

Serviço 

Lágrimas Fritas

Sessões: 23, 24 e 25 de abril, sempre às 11h e 16h

Duração: 35′

Classificação indicativa: LIVRE

Transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da atriz. 

Links disponíveis no www.linktr.ee/__laismarques__

A relação entre humanos e máquinas na sociedade contemporânea é o tema de Oásis 6.0, espetáculo online que estreia dia 25 de abril


Fotos de Danilo Martignago

Texto inédito de Marco Catalão (escritor, dramaturgo e poeta campinense, atual vencedor do 4º Prêmio Rio de Literatura – 2020), com direção de Michelle Ferreira, espetáculo solo interpretado por Lívia Camargo faz temporada online de 25 de abril a 17 de maio, aos domingos e segundas, às 21h.

Trata-se uma peça que tem como eixo conceitual a relação dos homens com as inteligências artificiais modernas e futuras trazendo uma investigação artística sobre como os robôs poderiam moldar nossa maneira de estar no mundo e confrontar cenicamente os impasses do sujeito contemporâneo, que se relaciona de forma tão natural, embora às vezes doentia, com a tecnologia.

Livia Camargo, idealizadora do projeto, fala sobre essa tecnologia, que avança em proporções abissais, mas não muda em nada a condição humana. “Em tempos atuais, em que notamos o homem sendo assolado por um inimigo invisível, estamos sentindo na pele que, por mais que os avanços tecnológicos se expandam a todo vapor, o ser humano continua frágil, totalmente vulnerável, e facilmente destrutivo – sua relação com determinadas máquinas infelizmente nada pode ajudar em relação a isto”, diz a atriz, que avança: 

“Discussões como essa nunca foram tão pertinentes. É preciso debater a real funcionalidade da tecnologia na vida do ser humano e colocar em xeque sua real necessidade. Obviamente há aquela tecnologia que salva vidas, que joga a favor do homem e do ecossistema, mas há aquela tecnologia que oprime, ilude, engana, afasta o homem de sua essência, destrói vidas, acaba com o meio ambiente e que poderia ser extinta”.


Sinopse 

Oásis é uma inteligência artificial criada para interagir diretamente com o ser humano. Um robô que durante os anos foi agregando avanços e se sofisticando de modo a se adequar cada vez mais ao mundo moderno e à vida em sociedade. Sua primeira versão, criada após uma grande pandemia, entediou o homem por ser perfeita demais e fazer exatamente “aquilo que seu dono queria”, então os cientistas passaram a inserir em sua programação um “algoritmo deceptivo”, fazendo com que o Oásis surpreendesse o ser humano, inclusive ao ponto de decepcioná-lo, já que a necessidade de desapontamento é intrínseca à sua natureza. 

Na ação, o robô Oásis já se encontra em sua versão 6.0, que em breve será substituída pela versão 7.0, mais moderna e sofisticada, simulando o que os homens acreditavam ser impossível. Com isso, ele faz uma análise muito profunda da espécie humana e seu futuro, na tentativa de deixar algum ensinamento para as gerações futuras. O que vemos na peça é a explicitação dessa análise em forma de um depoimento final, praticamente um discurso pré-morte.

“É possível imaginar uma sociedade pós-humana em que a necessidade de companhia dê lugar a uma solidão plena e autossuficiente? As ansiedades e angústias típicas da nossa época podem ser resolvidas objetivamente? Sem formular essas questões de forma explícita e sem propor respostas definitivas, a peça as coloca em cena diante dos espectadores e os incita a buscar suas próprias respostas”, conclui Marco Catalão. 

Ficha técnica

Texto: Marco Catalão

Atuação: Lívia Camargo

Direção de Cena: Michelle Ferreira

Direção e produção de vídeo: Acauã Sol 

Direção de Produção: Gustavo Sanna

Produção Executiva: César Ramos

Direção de Arte e figurino: Hélio M Filho

Trilha sonora: Eric Budney 

Operação de câmera e edição de vídeo: Danilo Martignago

Direção de corte ao vivo: Acauã Sol

Visagismo: Tailla Jorge

Arte gráfica: Acauã Sol

Realização: Complementar Produções Artísticas Ltda

Produção Geral e Idealização: Lívia Camargo

Fotos divulgação: Danilo Martignago

Serviço 

25 de abril a 17 de maio 

Domingos e segundas, às 21h 

Duração: 30 minutos 

Classificação indicativa: 18 anos

Link de acesso / plataforma: https://www.youtube.com/channel/UCYkg54rO9oFrLMfPlWQTKrA

Grátis 

Leitura online da obra de Shakespeare, adaptada por Carlos Queiroz Telles no texto O Jogo do Poder, acontece dia 23 em comemoração à data de nascimento e morte do bardo.

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No dia 23 de abril, data de nascimento e morte do Bardo, artistas que fazem ou fizeram parte da história do Teatro Oficina realizam a leitura online do espetáculo O JOGO DO PODER, inspirada em obras de Shakespeare, uma adaptação de Carlos Queiroz Telles. Os atores Giulia Gam, Ricardo Bittencourt, Fioravante Almeida e Adão Filho, sob a direção de Marcelo Drummond, leem o texto – um pot pourri que traz como tema central o jogo do PODER na obra de Shakespeare. Cada ator encontra-se em cidades diferentes, Giulia Gam (Rio de Janeiro), Ricardo Bittencourt (Berlim), Fioravante e Adão em São Paulo, o diretor Marcelo Drummond em sua casa em São Paulo. A leitura será transmitida no canal do Youtube Teatro Oficina Uzyna Uzona TV UZYNA.

O texto de Queiroz cita grandes obras de Shakespeare,  como: Ricardo II, Rei Lear, Macbeth, Henrique IV, Comédias dos Erros, Júlio César, A Tempestade, Troilo e Cressida, Timor de Atenas e Hamlet,  e passa por grandes personagens do autor, de maneira que em uma mesma peça, a atriz Giulia Gam representa Lady Macbeth, Volumia, Alcoviteira, Cleópatra, Isabel, Catarina, Regan, Margarida,  e por fim a própria atriz; o ator Ricardo Bittencourt  representa Macbeth, Coriolano, Alcoviteiro, Mensageiro, Angelo, Petruchio, Hamlet, Lear, Antônio, Timon , Henrique e por fim o próprio ator, e os outros dois atores Fioravante Almeida e Adão Filho interpretam os papéis coringa.

Fioravante Almeida,  idealizador da leitura e desse encontro, sente a falta de comemoramos esta data tão importante (23.04) no Brasil, marcando assim o dia no calendário. “A data já é considerada pela Unesco dia mundial  do livro, mas poderia ser o dia Mundial de Shakespeare, data tão significativa por representar vida e morte do Bardo. Diante do distanciamento físico as ações on-line acabam de uma certa maneira incentivando neste  ano essa comemoração online. Porém a F L O pretende todo ano pontuar ações nesta data.”, comenta Fiorante. 

Sinopse

O JOGO é composto exclusivamente por textos extraídos das peças teatrais de William Shakespeare, retrata o fenômeno do “Poder” na obra do autor e na humanidade. Conduzida por Coringas e inúmeros personagens históricos dos clássicos textos do autor como: Ricardo II, Rei Lear, Macbeth, Henrique IV, Comédia dos Erros, Júlio César, A Tempestade, Troilo e Cressida, Timon de Atenas e Hamlet. Um pot pourri no qual o autor costura e adapta as cenas, dividindo a peça em três grandes momentos: A ambição do poder, o exercício do poder e a perda do poder. 

Os artistas deste projeto e suas conexões com o Teatro Oficina

A leitura conta com a participação de Giulia Gam, Ricardo Bittencourt, Fioravante Almeida e Adão Filho, sob a direção de Marcelo Drummond, todos integrantes ou ex integrantes do Teatro Oficina, coroando essa coincidência da gira da roda dourada do poder do destino. Queiroz Telles, o autor, foi um dos fundadores do Teatro Oficina, que abriu as portas do espaço com o espetáculo de sua autoria “A Ponte”, em 1958, Fioravante Almeida fez parte do grupo Uzyna Uzona por 10 anos e fundou o Projeto Bixigão (Projeto Social, inserindo as crianças de situação de vulnerabilidade da proximidade do bairro do Bixiga a participarem do espetáculo épico “Os Sertões”, encenado inclusive na Alemanha), Giulia Gam, protagonista de Cacilda, que ao lado de Bete Coelho, marcou a história do Teatro em 1998, Adão Filho, ator que fez história no oficina, e atuou em inúmeros espetáculos, sendo sua atuação um grande destaque em Hamlet, encenado também no Teatro Oficina e Ricardo Bittencourt, protagonista de inúmeras peças do Teatro Oficina. 

Sobre Carlos Queiroz Telles Carlos Queiroz Telles – adaptação do texto.

Paulista, advogado, publicitário, professor, jornalista, poeta e dramaturgo, teve sua primeira peça apresentada em 1958. Foi “A Ponte”, que marcou a fundação do Grupo de Teatro Oficina. Mais tarde, seguiram-se: Frei Caneca (72), A Semana (72), A Viagem (72), O Jogo do Poder (74), Porandubas Populares (75), O Processo de Joana (75), Muro de Arrimo (75). Por estes trabalhos recebeu os prêmios Moliére e APCA referentes aos anos de 72 e 75. “A Bolsinha Mágica de Marly Emboaba” e “Muro de Arrimo” tiveram montagens na França, Espanha, México, Bélgica, Holanda entre outros países da Europa e América Latina. Escreveu para crianças “Draculinha a vida acidentada de um vampirinho”, “A Revolta dos Perús”, entre outras. Faleceu em 1993. De sua obra teatral ainda são inéditos os textos para teatro: “O Vestibular”, “A Heróica Pancada”, “Banzai Brasil” . 

Sobre Marcelo Drummond – direção.

Ator no Teatro Oficina Uzyna Uzona desde 1986. Participou como ator, diretor, produtor ou iluminador de quase todas as montagens do grupo sediado no Bixiga. Atualmente, além de atuar com o grupo, tem um trabalho solo: Paranoia de Roberto Piva, no qual se debruça sobre a obra do poeta paulistano. 

Sobre Giulia Gam – atriz.

Começou aos quinze anos de idade com o diretor Antunes Filho, que a selecionou para uma montagem de Romeu e Julieta, em 1984. Com a companhia de Antunes, viajou numa grande turnê pela Austrália, Europa, Estados Unidos e Israel. Depois que a companhia se dissolveu, viajou para Paris, onde encontrou Peter Brook, que a motivou a continuar com a sua carreira. Em janeiro de 1987, de volta ao Brasil, junta-se no elenco da peça de Jean Racine, ‘’Fedra’’, convidada por Fernanda Montenegro. Trabalhou com importantes diretores do teatro, entre os quais se destacam José Celso Martinez e Gerald Thomas. Estreou na TV Globo ainda naquele ano, convidada pelo diretor Roberto Talma para participar dos 16 primeiros capítulos da novela ‘’Mandala’’, como a protagonista Jocasta, na fase jovem. No ano seguinte, protagonizou a minissérie ‘’O Primo Basílio’’. Em seguida, participou da novela ‘’Que Rei Sou Eu? ‘’, de 1989. Dois anos depois, fez uma participação especial na telenovela ‘’Vamp’’. Em 1993 foi escalada para interpretar Linda Inês, a protagonista de ‘’Fera Ferida’’. Entre 1995 e 1996, esteve no elenco principal das séries ‘’A Comédia da Vida Privada’’ e ‘’A Vida Como Ela É’’, baseadas, respectivamente, nas crônicas de Luís Fernando Veríssimo e Nelson Rodrigues. Em 1998, protagonizou a minissérie ‘’Dona Flor e Seus Dois Maridos’’. Após dez anos sem participar de uma novela inteira, integrou o elenco de ‘’Mulheres Apaixonadas’’. Em 2005, atuou em ‘’Bang Bang’’. Participou dos primeiros capítulos de ‘’Eterna Magia’’. Em 2008, participou de ‘’A Favorita’’ . Em 2010, participou de ‘’Ti Ti Ti’’. Em 2012, interpretou a culta jornalista Laura Belize em ‘’Amor Eterno Amor’’. Em 2013, volta às novelas com uma vilã cômica, a decadente Bárbara Ellen em ‘’Sangue Bom’’. Em 2014, interpretou a vilã Carlota de ‘’Boogie Oogie’’, novela de Rui Vilhena. Giulia Gam já participou de 4 montagens de peças de William Shakespeare, sendo elas: Romeu e Julieta, Medida por Medida, Macbeth, Otelo.

Sobre Ricardo Bittencourt – ator

Iniciou sua carreira nos palcos aos 16 anos na Bahia com a peça ‘’Os Horacios e os Curiacios’’ de Bertold Brecht. Atuou em dezenas de espetáculos teatrais de diferentes autores, como Nelson Rodrigues, Samuel Becket, Strindberg, entre outros. Em 1989 fundou uma das mais bem-sucedidas companhias de Teatro da Bahia, ‘’Los Catedráticos’’, que permaneceu em cartaz, ininterruptamente, por mais de 15 anos. Na TV baiana, ganhou fama como apresentador do ‘’Em Off’’ e ‘’O Repórter’’. Em 2000, muda- se para SP para integrar a Cia do Teatro Oficina, onde permanece por 12 anos, encenando e atuando em inúmeras peças: Os Sertões, Bacantes, Rei da Vela, entre outras. Em 2010 esteve em cartaz com o monólogo “O Homem da Tarja Preta”, direção de Bete Coelho. Em 2015, estreou “Boca a Boca” no Instituto Camões, de Lisboa. Ao longo do tempo Ricardo se aprofundou na cultura teatral alemã, sobretudo, na cena teatral berlinense. Além de ator, também dirigiu inúmeros eventos, como Auto de Natal da Prefeitura de Salvador, shows de cantores e músicos já reconhecidos, trabalhou também como Mestre de Cerimônias e Apresentador de importantes eventos, como O Réveillon da Cidade, evento para mais de 500 mil pessoas, entre outros. Seu último trabalho como ator foi em outubro de 2019 em São Paulo na adaptação de Daniela Thomas para ‘’Mãe coragem e seus filhos’’ de Bertold Brecht. 

Sobre Fioravante Almeida – ator

Fioravante iniciou sua carreira com Antunes Filho. Em 1997 integrou a Cia. Uzyna Uzona no Teatro Oficina e ao lado de Zé Celso participou de inúmeros espetáculos, como a celebrada adaptação de OS SERTÕES, onde seu trabalho foi reconhecido pela revista alemã Theaterheute. No cinema atuou em “A Montanha”, “Augusta”,“A Encarnação do Demônio” e “Doze trabalhos”. Já na televisão participou das séries “9mm”na FOX, “Descolados” na MTV além de novelas como “Tititi” da Globo e “Vende-se um Véu de noiva” SBT, “Cúmplices de um Resgate” SBT e a série “Garota da Moto”, da FOX em parceria com SBT. Em 2014 interpretou o monólogo “Muro de Arrimo”, de Carlos Queiroz Telles, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator, a mesma foi gravada e transmitida pela TV Cultura, em janeiro de 2016. Em 2017/18 viaja o Brasil com o espetáculo ‘’Palhaços’’do qual também é idealizador. Em 2019, volta a TV participando das séries ‘’Segunda chamada’’(Rede Globo), ‘’Cidades invisiveis’’ e ‘’Samantha!’’ (Netflix).

Sobre Adão Filho- ator 

Considerado um grande ator de nosso teatro, foi fundador na década de 80 do Boi Voador, ao lado de Alexandre Borges. Em 20 anos de teatro soma algumas protagonizações com os renomados diretores Marcelo Drummond, José Renato, Paulo Faria, Vagner Luís Alberto, José Celso Martinez Corrêa, Sérgio Ferrara e Ulysses Cruz. 

Serviço:

Leitura online do espetáculo O JOGO (textos extraídos das peças teatrais de William Shakespeare), com adaptação de Carlos Queiroz Telles.

Direção: Marcelo Drummond

Elenco: Giulia Gam, Ricardo Bittencourt, Fioravante Almeida e Adão Filho

Quando: 23 de abril às 20h

Gratuito.

Onde: YouTube Teatro Oficina Uzyna Uzona TV UZYNA

Espetáculo de dança-teatro Sede estreia dia 22 de abril 

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Créditos: Marilia Scharlach

Idealizado em 2015, na gravidez de Gabriela Alcofra, intérprete-criadora e dramaturga do espetáculo, Sede nasce de um incômodo real vivido a partir do conflito de uma maternidade e postura de gênero idealizadas por padrões sociais midiáticos versus a experiência prática. 

Com direção de Leonardo Birche e direção musical de Daniel Conti, o espetáculo de dança-teatro aborda, portanto, o puerpério como eixo dramatúrgico para pesquisar relações entre corpo, palavra e gesto, a partir de questões sociais mobilizadoras, tais como a perspectiva de gênero, o casamento e a maternidade real. A temporada acontece de 22 a 25 de abril, com sessões às 20h e às 23h pelo Youtube. 

“Em um caminho intermediário entre a realidade e ficção, Sede mergulha na solidão, no confinamento, na sobrecarga de tarefas e nas questões culturais de ser mulher, fazendo disso seu material poético e estético”, conta Gabriela. 

Com o advento da pandemia de COVID-19, que isolou o mundo em seus ambientes privados como forma de conter o avanço da doença, o espetáculo se amplifica nos ecos do ser humano confinado e sobrecarregado, seus encontros e reencontros consigo, as dores e as delícias de se descobrir vivo.

O projeto 

Assolada pela sobrecarga de funções, pelo questionamento de sua identidade, pelas incertezas de seu futuro profissional como intérprete e pela solidão advinda das suas multitarefas enquanto mãe e artista, seu puerpério tornou-se fruto de muitas questões individuais e políticas.

Essas questões mobilizaram Gabriela Alcofra a começar a investigar poeticamente na linguagem da dança-teatro esse novo universo inaugurado pela maternidade, tendo a parceria do diretor teatral Leonardo Birche, na condução e direção da pesquisa, assim como do músico Daniel Conti, na concepção da ambientação sonora do espetáculo.

Sua inquietação a levou também para o aprofundamento de suas questões através do doutorado em Artes da Cena na UNICAMP, debruçada sobre a questão central “como ser mãe e ser artista na dança contemporânea em São Paulo?”, orientada pela profª Drª Julia Ziviani Vitiello e defendido em 2019. Na ocasião da cerimônia de defesa, a pesquisa prática em andamento, até então intitulada de Bunker, foi apresentada para a banca avaliadora.

O processo de pesquisa foi sendo retroalimentado através da teoria e prática, utilizando referências bibliográficas propostas pelo Programa de Pós-Graduação, assim como realizando diários de campo de auto-observação e análise de seu próprio corpo e de seu filho em desenvolvimento e realizando entrevistas com mulheres puérperas artistas em São Paulo. 

Paralelamente a isso, junto com o diretor Leonardo Birche, Gabriela Alcofra foi investigando o caminho inter-linguagem da dança-teatro, mesclando referências  específicas da área do teatro, como a metodologia proposta por Stanislaviski, com seu histórico de referências na dança, como, por exemplo, a investigação expressiva através do estudo do movimento, como proposto por Klauss Vianna.

Nesse processo, Gabriela Alcofra escreveu uma dramaturgia como forma de organizar a composição coreográfica a partir dos sentidos e paisagens estéticas levantadas. Nessa dramaturgia, corpo, palavra, sensação e som são trabalhados mutuamente, de forma democrática, não-hierárquica. Foram levantadas cinco cenas divididas a partir das situações vividas por essa mulher: a relação com seu próprio corpo, a relação com seu filho, o casamento, a relação com a imagem social, a descoberta das emoções.

O título anterior do trabalho, “Bunker” se deu a partir da sensação de confinamento gerada pela maternidade e suas angústias advindas das amarras psicossociais impostas às mulheres nesse novo papel. Curiosamente, o isolamento social causado pela pandemia de COVID-19 em 2020 no mundo trouxe à tona esta circunstância vivida por muitas mulheres no puerpério, fazendo uma associação metafórica com a maternidade e os efeitos do isolamento social. Sendo assim, os temas anteriormente abordados na pesquisa tornam-se ainda mais pertinentes e com mais possibilidades de leituras semânticas, trabalhando assuntos como: a incerteza do futuro, a imobilidade social, a sobreposição de tarefas e papéis sociais circunscritos em um mesmo espaço físico, o universo familiar e profissional convivendo em um mesmo espaço-tempo.

Em 2020, os artistas criadores decidem mudar o nome de “Bunker” para “Água-me” (título provisório para o ensaio aberto realizado em janeiro de 2020) e então escolhem o título SEDE, por acreditarem que o nome Bunker tem um peso histórico marcante e possivelmente crítico se pensado atualmente. O título SEDE faz menção ao texto falado por Gabriela Alcofra em uma das cenas, onde constantemente pede por um copo d´água para matar a sede. A sede é uma constante no puerpério, pois a amamentação provoca fisiologicamente essa necessidade. A sede pode ser vista também como a falta de auxílio, de conforto, de suporte, de cuidados essenciais. Além disso, referencia a água (também presente na dramaturgia do texto) que vai além da água potável, expandindo a sensação para os líquidos do corpo: lubrificações, sangue, útero, menstruação, leite.

Sede pretende aprofundar e finalizar a pesquisa iniciada em Bunker, repensando caminhos estéticos adaptados para o formato audiovisual online, debruçando-se sobre os eixos já levantados, tais como: solidão, reconhecimento do corpo da mulher em transformação, a imagem de um corpo mulher-mãe para a sociedade, relação com o espaço confinado da casa, loucura gerada pela exaustão, exercício de um amor em construção.

Nessa pesquisa, o audiovisual é considerado como mais uma camada da dramaturgia, pensando os planos de câmera como aliados da composição coreográfica, tendo na vídeodança a inspiração para uma linguagem híbrida borrando as fronteiras entre a dança, o cinema e o teatro. Para isso, a cineasta e também mãe, Marilia Scharlach, contribuiu com sua visão na direção de fotografia e câmera. 

Durante a gravação, microfones direcionais e de ambiência captaram os sons do movimento da intérprete, gerando estímulos que, processados eletronicamente e somados ao canto da intérprete-criadora, ruídos e ambiências pré-gravados, desenham as paisagens sonoras vivas que compõem a trilha sonora original, a cargo de Daniel Conti.

Dessa maneira, Sede se envereda pelos caminhos poéticos da metáfora para propor uma cena para além da literalidade, fundada em paisagens sonoras e visuais, atuando em um lugar fronteiriço entre o gesto, a palavra e a imagem, que ampliam as camadas de sentido do espectador.

Ficha técnica

Interpretação e dramaturgia: Gabriela Alcofra

Direção: Leonardo Birche

Trilha sonora e captação direta: Daniel Conti

Direção de fotografia e câmera: Marilia Scharlach

Edição e montagem: Gabriela Alcofra e Daniel Conti

Direção de arte: Eliseu Weide

Produção: Renata Allucci

Projeto gráfico: Fernanda Allucci

Tradução: Letícia Rodrigues

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Serviço: 

22/04 – 23h

23/04 – 23h

24/04 – 20h e 23h

25/04 – 20h e 23h

35 minutos

16 anos

Link de acesso: http://bit.ly/videodancasede

Grátis

Espetáculo Scroll Roll faz pesquisa sobre a compulsão humana em temporada online de 22 a 30 de abril 

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Scroll Roll é um aplicativo inventado para o encontro virtual dos personagens-intérpretes do espetáculo, que estreia dia 22 de abril, em transmissão pelo canal do espetáculo no Youtube, com texto de Antônio Rogério Toscano e direção coletiva do grupo. 

Em português significa “pergaminho” e também se refere ao ato de “rolar para baixo”, com intuito de atualizar o conteúdo do aplicativo no qual o usuário navega virtualmente. Contudo, nem sempre esse “rolar para baixo” tem um fim ou propósito definido, proporcionando uma sensação de falta ao sujeito.  

Esta falta ou ausência, é o disparador do espetáculo Scroll Roll, no qual quatro artistas – a atriz Raquel Parras e os atores Danilo Martim, Luiz Felipe Bianchini e Walmick de Holanda – unem-se no desejo de pesquisar as possíveis razões pelas quais comportamentos compulsivos e autodestrutivos se estabelecem como hábitos nos seres humanos e em suas relações virtuais e reais. 

A dramaturgia é construída em formato de um aplicativo de encontro fictício e no avançar de etapas que o aplicativo propõe, que faz com que os usuários se exponham, revelando-se a si e, assim, o app revela a continuidade e descontinuidade entre os distúrbios para que seus usuários recolham as pistas – as migalhas deixadas – e sigam rolando o pergaminho da timeline para baixo, atualizando o conteúdo e passando de fase. O conceito da encenação virtual é realizado coletivamente, porém, a direção de cada intérprete foi feita por outro artista, de modo que cada ator/atriz do trabalho dirige outro ator/atriz.

Sinopse
Não porque querem, mas porque sentem que necessitam, quatro desconhecidos entram em um aplicativo chamado Scroll Roll. Esse é o gatilho que precisavam para continuar sobrevivendo ao isolamento social. No jogo, pistas e desafios aparecem para que eles avancem de fase. Eles falam sobre si, seus comportamentos, seus segredos, suas compulsões e tudo aquilo que não se deseja que se descubra que alguém procura na busca do Google. 

Para a criação do espetáculo, o dramaturgo Antônio Rogério Toscano tem como referência norteadora a obra do coreano Byung-Chul Han. 

Hoje o mundo vive uma adaptação, pelo contexto de pandemia, segundo a qual o humano – e o Teatro por sua vez – precisam reinventar-se. O que se percebe é que a lógica do neoliberalismo invadiu de forma radical o nosso modo de pensar, agir e nos relacionar. As práticas de manipulação estabelecidas a partir das redes sociais são evidentes – como exemplo podemos indicar o documentário “O dilema nas redes” (2020), dirigido por por Jeff Orlowski e produzido pela Netflix. No nosso tempo presente, os indivíduos se vêem escravos de um sistema coercitivo de produtividade, que fica cada vez mais explícito. Em “Psicopolítica – o neoliberalismo e as novas técnicas de poder” (2018), Han propõe que muitos dos transtornos psíquicos como depressão, ansiedade e síndrome de burn out – (CID-10 Z73), também chamada de esgotamento profissional – são reflexos de um humano escravizado pelo neoliberalismo, que explora a liberdade do sujeito. A necessidade do consumo, de tornar-se produto nas redes sociais, de produzir, de realizar e acompanhar lives, de gerar consumo e engajamento sobre algo, aumenta cada vez mais. É visível que esta lógica adoece. 

À luz do pensamento proposto por Han, identificamos que o contexto ao qual se vive propicia comportamentos compulsivos que geram dor e sofrimento. O intuito, ao abordar tais temáticas, é problematizar o que diz respeito a um modus operandi fruto do capitalismo neoliberal, que com uma ideia sedutora, mas ditadora, de produtividade adoece o humano ao aumentar ansiedades, estresses, sentimentos de insatisfações constantes e, como consequência, gera compulsões. 

Ficha técnica: 

Dramaturgia: Antônio Rogério Toscano

Direção e elenco: Danilo Martim, Luiz Felipe Bianchini, Raquel Parras e Walmick de Holanda

Orientação de direção de interpretação: Vanessa Bruno

Direção musical: Josyara

Consultoria psicoterapêutica: Ana Luiza Leão

Operação Técnica: Guilherme Matzei

Edição: Pablo Diego Garcia e Walmick de Holanda

Produção: Leonardo Birche

Projeto gráfico: Walmick de Holanda

Serviço:
22 a 30 de abril
Dias e horários: 22/04 – 21h, 23/04 – 20h, 24/04 – 20h, 28/04 – 20h, 29/04 – 20h, 30/04 – 21h
Link para acesso: www.YouTube.com/EspetáculoScrollRoll Grátis
Classificação indicativa: 12 anos

ABISMOS DE DOSTOIÉVSKI_ciclo de encontros

 de 21 a 26 de abril 

no youtube do Centro Cultural São Paulo

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“Pairando sobre o abismo” e mergulhando nos “abismos de Dostoiévski”, atores dirigidos por  diferentes diretores e equipes – que de alguma forma já vivenciaram a obra de Dostoiévski – criam  6 experiências audiovisuais inspiradas em 6 diferentes obras do escritor russo e convidam os espectadores a refletir sobre a existência do mal no mundo, sobre a natureza humana com aquilo que há do irracional e tenebroso nela, sobre o coração do homem que, segundo Dostoiévski, é o campo de batalha mais feroz entre Deus e Diabo. 

O projeto – idealizado pela produtora Marlene Salgado e a pesquisadora e ensaísta russa Elena Vássina, com a colaboração da atriz Luah Guimarãez – busca por diferentes abordagens que possam explorar e potencializar a diversidade polifônica, a linguagem cine-teatral e a experimentação de caminhos e descaminhos, na transgressão e na descoberta por novas formas, imagens ou metáforas que ajudem a entender todas as questões malditas de Dostoiévski, nosso contemporâneo. 

No período de 21 a 26/04/21, a cada dia, às 20h, será transmitida pelo canal do YouTube do Centro Cultural São Paulo uma experiência cênica inspirada na obra de Dostoiévski seguida por debate com integrantes da equipe de criação, mediados por Elena Vássina, também curadora de ABISMOS DE DOSTOIÉVSKI. Dia 21/04, Vivien Buckup (direção) e Celso Frateschi (atuação) em “Crime e Castigo”; dia 22, Ondina Clais e Ruy Cortez (direção) e Marina Tenório (atuação) em “A Dócil”; dia 23, Vadim Nikitin (direção) e Luah Guimarãez (atuação)  em “Os Demônios”; dia 24, Donizeti Mazonas (direção e atuação) e Wellington Duarte (atuação) em “O Grande Inquisidor”; dia 25, Clarissa Campolina e Yara de Novaes (direção) e Rômulo Braga (atuação) em “O Veredicto” e dia 26 Cibele Forjaz (direção) e Matheus Nachtergaele (atuação) em “Sonho de um Homem Ridículo”

Considerado o “profeta da literatura russa”, Dostoiévski (1821 -1881) é um dos escritores mais conhecidos e lidos no mundo e sua singular atenção para questões da existência humana nunca foi tão pertinente quanto agora, quando se celebra 200 anos de nascimento do escritor que acreditava que “A Beleza salvará o mundo”.

Muitas das personagens de Dostoiévski são indefesas, solitárias, cheias de complexos, mas são exatamente essas pessoas humildes e mansas que Dostoiévski opõe ao mundo endurecido que precisa da tolerância e da bondade como um de seus principais remédios.

“Apesar de toda a distância histórica que nos separa do gênio russo, sentimos que ele continua a ser o nosso contemporâneo hoje, aqui e agora, nos desafiando com a necessidade urgente de buscar respostas a todas as questões mais doloridas do mundo que, se usarmos as palavras do próprio Dostoiévski,  ‘está em algum ponto final, pairando sobre o abismo’ “, comenta a curadora do projeto, Elena Vássina. 

Para o processo de criação foi importante encontrar os personagens de Dostoiévski no limiar das últimas decisões, nos momentos de crises e reviravoltas – todos aqueles momentos que ajudam a “descobrir o homem no homem”, aquilo que, acreditamos, o nosso mundo precisa agora muitíssimo.

sobre ELENA VÁSSINA [idealização, curadoria e mediação dos debates]

Pesquisadora e ensaísta russa, professora do curso das Letras Russas da USP. Formada na Faculdade de Letras da Universidade Estatal de Moscou Lomonóssov (MGU). Possui mestrado em Literatura Comparada pela Universidade Estatal de Moscou, doutorado em História e Teoria de Arte e Pós-doutorado em Teoria e Semiótica de Cultura e Literatura pelo Instituto Estatal de Pesquisa da Arte (Rússia). 

Organizadora, autora e tradutora dos livros “Tipologia do simbolismo nas culturas russa e ocidental” (2005), “O cadáver vivo”, de L. Tolstói (2007), “Liev Tolstói: Os últimos dias”(2011), “Teatro russo: literatura e espetáculo” (2011), “Stanislávski: Vida, obra e Sistema” (2015), “Eugênio Oneguin”, de A. Púchkin (2019), entre outros. Foi finalista do prêmio Jabuti e do prêmio Aplauso Brasil. 

SOBRE AS EXPERIÊNCIAS AUDIOVISUAIS

O SONHO DE RASKÓLNIKOV

a partir da obra CRIME E CASTIGO

A potência de Dostoiévski se manifesta pelo conjunto da sua obra, mas também em cada romance, novela e capítulo. Esse pequeno sonho narrado ainda no início do romance  “Crime e Castigo”, sintetiza de forma onírica a alma de nosso herói e ao mesmo tempo, relido após dois séculos, envolve e questiona a alma de cada leitor que experimenta a sua leitura. Este trabalho procura reforçar o sentido dessa narrativa e oferecer esse sonho fábula para o prazer e a reflexão de quem assistir.

De Fiódor Dostoiévski. Tradução Paulo Bezerra. Atuação  Celso Frateschi. Direção  Vivien Buckup. Cenografia e figurino  Sylvia Moreira. Fotografia  João Caldas. Edição  Tom Butcher Cury. Música  Miguel Caldas. Câmera  Alexandre Kok . Coordenação Ágora Teatro Virtual  Francisco C. Martins.

A DÓCIL

A Companhia da Memória apresenta uma livre adaptação audiovisual da 

obra “A Dócil”, que acompanha os pensamentos de um usuário, cuja mulher acabou de se suicidar. Nas horas que se seguem à morte, sozinho em casa, ele tenta compreender o que aconteceu e como as coisas chegaram a esse ponto. 

De Fiódor Dostoiévski. Tradução Marina Nogaeva Tenório. Atuação Marina Nogaeva Tenório. Direção Ondina Clais e Ruy Cortez. Assistência de direção João Vasconcellos. Edição Elizaveta Stishova. Roteiro de edição Ruy Cortez. Câmeras Ondina Clais e Elizaveta Stishova. Som Anna Ostrovskaia. Fotos Ondina Clais. Produção  Companhia da Memória.

STAVRÔGUIN, EU MESMO
a partir de “Com Tíkhon”, capítulo proibido do romance OS DEMÔNIOS

“Com Tíkhon” é um capítulo-demônio do romance “Os Demônios” (1871-1872), de Fiódor Dostoiévski: foi censurado pelo seu editor, Mikhail Katkóv, porque os críticos o reputavam “real demais”. Esse capítulo-poema, contudo, tem a lógica de um delírio. Dostoiévski, de resto, jamais o viu publicado em vida. Ele pode ser lido como o romance inteiro em miniatura. Ou como todo o terrorismo russo flagrado nos olhos de um ícone. Nikolai Vsiévolodovitch Stavrôguin, o dândi andrógino terrorista, e os seus duplos, a menina Matriôcha, a senhoria, um funcionário pobre-diabo. E a sua própria sombra de Bucéfalo, o cavalo de Alexandre o Grande.  

A leitura desse capítulo-sortilégio, marinada numa polifonia de linguagens – o diabo no meio do redemoinho –, é um filme-experimento que almeja auscultar a consciência ao mesmo tempo nítida e nebulosa desse mais um perigoso homem ridículo dostoievskiano.

De Fiódor Dostoiévski. Tradução Paulo Bezerra. Atuação Luah Guimarãez. Roteiro, dramaturgia e direção Vadim Nikitin. Direção de arte e figurinos Joana Porto. Fotografia, câmera e montagem  Paulo Camacho. Som direto Tiago Bittencourt . Trilha sonora original  Cacá Machado. Voz russa e ícones russos Elena Nikitina. Mixagem de som Ivan Garro.

EM TEU NOME

a partir da obra O GRANDE INQUISIDOR 

EM TEU NOME, é uma livre adaptação da obra “O Grande Inquisidor”, de Fiódor Dostoiévski. É interessante pensar que esse texto é um fragmento, excepcional, de uma de suas maiores obras: “Os Irmãos Karamazov”. Uma coisa dentro da outra, nos remete  à matrioska, tradicional boneca russa, e seu jogo de espelhamentos. 

EM TEU NOME, por sua vez, é um experimento cênico híbrido que parte desse texto literário, ganha corpo com a linguagem do teatro e da dança, mediado pela linguagem do vídeo. A escolha desse luminoso fragmento de Dostoiévski busca também num certo espelhamento, refletir sobre os tempos sombrios em que vivemos. Escrito em 1880, o texto traz questões acerca da natureza humana, da liberdade, do papel dos poderes políticos e religiosos sobre o homem. A lenda de O Grande Inquisidor torna-se uma metáfora perfeita para o fundamentalismo evangélico e seu plano de poder em curso no Brasil. Nesse sentido a obra de Dostoiévski torna-se por demais contemporânea, no sentido de que ao olhar para o passado lança luz sobre as trevas do presente.

De Fiódor Dostoiévski. Tradução Paulo Bezerra. Adaptação, direção e interpretação  Donizeti Mazonas. Coreografia, canto e interpretação Wellington Duarte. Fotografia e edição Edson Kumasaka. Captação de som Éric Vasconcelos. Música Gregory Slivar. Pesquisa de imagens Paulo Campagnollo. Cenografia Donizeti Mazonas. Produção executiva, operação de luz e vídeo Jota Rafaelli.

O VEREDICTO

Publicado originalmente em  “Diário de Escritor”, no número de outubro de 1876, O VEREDICTO é uma narrativa em primeira pessoa em que o protagonista procura justificativas materialistas para o suicídio. Uma experiência essencialmente dialógica que encerra numa única personagem os papeis de réu, defensor, promotor e juiz. 

O VEREDICTO, uma carta audiovisual criada por Clarissa Campolina, Rômulo Braga e Yara de Novaes, estrutura-se no diálogo entre duas experiências fílmicas em que um mesmo ator atravessa o tempo e reedita uma antiga personagem, como se ela fosse um espelho sobre o qual se busca a imagem da nova personagem.  Enquanto uma perambula pela cidade em busca de si mesma, a outra faz de uma poltrona vermelha o seu lugar no mundo. Um jogo de espelhos que revela que o mal-estar da personagem de Dostoiévski cabe em qualquer tempo e lugar e que, como ele mesmo escreveu a seu irmão, Mikhail, “a vida é vida em toda parte”.

De Fiódor Dostoiévski. Tradução Priscila Marques. Direção Clarissa Campolina e Yara de Novaes. Atuação Rômulo Braga. Imagem e captação sonora Rômulo Braga. Fotografia Gustavo Marx. Arquivo “Os que se vão”, dirigido por Clarissa Campolina e Luiz Pretti, fotografado por Lucas Barbi e gentilmente cedido pelas produtoras Anavilhana e Errante. Trilha sonora Morris Picciotto. Montagem Luiz Pretti. Finalização de imagem Lucas Campolina – Olada. Assistentes de produção e pesquisa Daniela Cambraia e Larissa Barbosa. Produção Yara de Novaes e Anavilhana

O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO 

“O Sonho de um Homem Ridículo” (1877) retoma o tema da idade de Ouro, da utopia social, muito recorrente na obra de Dostoiévski. Aqui a Idade de Ouro é definida como “o mais improvável de todos os sonhos que já houve, mas pelo qual os homens deram toda a sua vida e todas as suas forças, pelo qual morreram e mataram profetas, sem o qual os povos não querem viver e não conseguem morrer”.  (…) No breve relato Dostoiévski expõe sua concepção do destino histórico do homem e da Cultura.  (Paulo Bezerra, Duas Narrativas Fantásticas, ed.34, 2003). 

Nessa leitura por meio de uma plataforma digital, Matheus Nachtergaele confronta a visão de Dostoiévski, expressa no conto de 1877, com a sua vida aqui e agora, em meio a uma crise global – a pandemia de COVID-19 – agravada no Brasil por um governo genocida. Essa releitura cênica do sonho deste “Santo Ridículo” põe em foco a relação complexa dos povos originários (e seus modos de Bem Viver) diante da Civilização Ocidental do século XXI e o seu “pecado original”, a separação entre Natureza e Cultura, assim como suas consequências perigosas para a vida de Gaia, a Terra. Uma luta entre Eros e Thanatos, tanto no campo da subjetividade, quanto no plano social e político. 

De  Fiódor Dostoiévski. Tradução Vadim Nikitin. Com Matheus Nachtergaele e Cibele Forjaz. Leitura, depoimentos, roteiro e atuação Matheus Nachtergaele. Câmera, videografia, roteiro e edição Manoela Rabinovitch. Direção e roteiro Cibele Forjaz.

Serviço:

21/4 [quarta] às 20h

O SONHO DE RASKÓLNIKOV
a partir da obra CRIME E CASTIGO
com Celso Frateschi
direção de Vivien Buckup

22/4 [quinta] às 20h
A DÓCIL
livre adaptação audiovisual 

com Marina Nogaeva Tenório
direção de Ondina Clais e Ruy Cortez

23/4 [sexta] às 20h
STAVRÔGUIN, EU MESMO
a partir de “Com Tíkhon”, capítulo proibido do romance OS DEMÔNIOS
um filme de Luah Guimarãez, Joana Porto, Paulo Camacho, Tiago Bittencourt, Ivan Garro, Elena Nikitina e Vadim Nikitin

24/4 [sábado] às 20h
EM TEU NOME
livre adaptação de O GRANDE INQUISIDOR 
com Donizeti Mazonas e Wellington Duarte 
fotografia e edição de Edson Kumasaka

25/4 [domingo] às 20h
O VEREDICTO
carta audiovisual criada por Clarissa Campolina, Rômulo Braga e Yara de Novaes

26/4 [segunda] às 20h

O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO
exercício audiovisual ao vivo por plataforma digital
criação de Cibele Forjaz e Matheus Nachtergaele com cine artivismo de Manoela Rabinovitch

SOBRE o projeto ABISMOS DE DOSTOIÉVSKI

idealização: Marlene Salgado e Elena Vássina

curadoria: Elena Vássina

produção: Marlene Salgado 

projeto contemplado e realizado com recursos da Lei Emergencial Aldir Blanc 

Experimento virtual ELAS, do Coletivo Caracóis, estreia temporada na plataforma SP Escola Digital no dia 21 de abril 

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Teaser

Nos meses de abril e maio de 2021 o Coletivo Caracóis estará em temporada com o experimento virtual “Elas” na plataforma SP Escola Digital no Sympla a partir de 21 de abril. 

O projeto “ELAS” foi concebido inicialmente como um experimento cênico virtual, criado durante a pandemia da Covid-19. O Coletivo chama o trabalho de experimento cênico virtual, por entender que habita um espaço novo de criação. A própria plataforma do Zoom virou espaço de pesquisa ou palco virtual, foi utilizada como cenário e elo de ligação entre as personagens. A distância e a virtualidade determinaram e habitaram a estética para a construção de planos explorada pela encenação.

O start para pesquisa foi a moldura ficcional: duas mulheres lésbicas, que se relacionam e estão separadas por conta da pandemia, marcam um encontro virtual para elaborar seus sentimentos, revelando o efeito do isolamento e distanciamento em sua relação. Partimos da questão: É possível a manutenção e permanência de uma relação amorosa, construída na presencialidade, e que agora, por questões que fogem ao controle, se restringe a um ambiente virtual?

É notório que durante este momento pandêmico, onde tanto as convivências intensificadas quanto as distâncias não planejadas se tornaram realidades impostas, muitos casais se separaram, periódica ou definitivamente. Temos experiências como estas dentro de nosso próprio coletivo de trabalho. Então, partindo de nossas experiências pessoais, de nossas vivências e também de nossas observações e questionamentos, surge a pulsão para criação de “ELAS”.

A dramaturgia, escrita em processo colaborativo, é precisa e aguda ao transformar o diálogo entre elas em um poético desabafo sobre nossa realidade global – atravessada por acontecimentos incontroláveis e, ao menos, sobre a ótica de quem nos tornamos a partir deles, irreversíveis.

A narrativa dramatúrgica trata não só da relação amorosa de duas mulheres, mas também sobre a nossa necessidade de persistirmos tentando nos relacionar mesmo quando a distância física nos é imposta. O texto pode ser lido como metáfora do próprio encontro deste grupo de mulheres artistas: a resistência e persistência exercida ao fazermos teatro intermediadas pela tela.

“ELAS” é sobre a complexidade das relações humanas, suas dores e delícias, uma ode virtual à presença. É sobre a beleza do encontro, sobre a saudade latente de quando isto era possível sem a necessidade das janelas de navegadores, sobre como esse grupo de artistas mulheres inventou possibilidades de resistir a partir da nova e transitória, esperamos, realidade.

Em paralelo à temporada, o Coletivo fará Residência Artística ocupando as redes do Centro Cultural da Diversidade, compartilhando com o público os desdobramentos de pesquisa em torno do experimento virtual “ELAS”. 

Para a Residência, o Coletivo Caracóis programou uma pesquisa virtual em forma do questionário “ELAS: O Amor em Tempos Pandêmicos” , com o objetivo de coletar histórias de como as relações amorosas têm sido afetadas nestes tempos de pandemia, tendo  como perspectiva o relato de mulheres, principalmente lésbicas. 

Os relatos colhidos nesta pesquisa servirão de material para a produção do Episódio 2 do experimento virtual “ELAS”. Tal ação é um desdobramento da pesquisa do Coletivo, pois se no primeiro episódio a equipe recolheu e compartilhou as histórias das próprias artistas durante o processo, neste segundo episódio, pretende-se dar voz a mais mulheres, ampliar suas perspectivas, refletir sobre as relações e dar continuidade a um trabalho conectado com o tempo em que vivemos. 

Já estão agendadas algumas ações, no dia 29/04, às 19hrs, pelo instagram do Centro Cultural da Diversidade, o Coletivo Caracóis apresenta a desmontagem do experimento cênico-virtual “ELAS”, com fragmentos do processo de construção do primeiro episódio, reunindo as artistas do projeto. Esta ação se dará de forma paralela à temporada na plataforma SP Escola Digital, pelo Sympla. No final de Maio, o Coletivo fará o compartilhamento do processo de construção de “Elas, episódio 2”, através de uma abertura de processo.

SERVIÇO: 

“ELAS” | Coletivo Caracóis

Temporada – SP Escola Digital | Sympla

Datas: 21, 22, 27, 29/ 04  e 04, 05, 06/ 05, às 21h.

Ingressos: https://www.sympla.com.br/produtor/spescoladeteatrodigital 

Valores opcionais: R$10,00 – R$25,00 – R$50,00

“Elas” – Desmontagem

Canal instagram @ccdivervidade – 29/04 – 19h 

Abertura de processo “Elas, episódio 2”

Canal instagram @ccdiversidade –  final de maio, data a confirmar. 

Questionário pesquisa virtual: https://forms.gle/a31AF6ceY4xyebSu5

Sinopse: 

Brasil, 2020. Elas não estão juntas. O que eram dias, se tornaram meses e elas já perderam as contas. Apesar dos quilômetros que as separam, um encontro é marcado em uma plataforma virtual: o olho no olho, o toque, o cheiro, a possibilidade de um último beijo não existem. E se tudo isso não tivesse acontecido, como estaríamos agora? 

Ficha técnica

Criação: Carina Murias, Carol Moreno, Fernanda Heitzmann, Maria Carolina Ito, Náshara Silveira e Sol Faganello

Direção: Náshara Silveira e Sol Faganello

Dramaturgia: Carina Murias

Textos e atuação: Carol Moreno e Fernanda Heitzmann 

Concepção de Luz e Som: Maria Carolina Ito

Arte gráfica, fotos e vídeos: Sol Faganello

Produção e Realização: Coletivo Caracóis

Senhora no Jardim estreia dia 18 de abril em formato online  

Mulher em pé ao lado de homem

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

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Créditos: João Caldas Fº

Com direção de Fernando Cardoso e os atores Maria do Carmo Soares e Felipe Calixto no elenco, a peça Senhora no Jardim, de Maciel Silva, estreia temporada online no dia 18 de abril às 21:30 pelo Youtube e traz à cena a vida de Neusa (em homenagem a Neusa Sueli, de Navalha na Carne de Plínio Marcos).

O espetáculo busca ambientar o público retratando, de uma forma lúdica, uma praça no Parque da Luz, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade de São Paulo e mostrar a vida desta senhora que é capaz de tudo para sobreviver e poder alimentar sua neta. A peça Senhora no Jardim já foi montada e teve temporada de 3 meses em São Paulo, no Teatro Augusta em 2012. 

A ideia desta remontagem com novos atores no elenco vem de uma parceria criada por Felipe Calixto, diretor artístico da Em cena produções, produtora cultural que vem atuando no mercado desde 2016 e Maciel Silva, autor do espetáculo. 

Sinopse 

Senhora no Jardim, conta a vida de Neusa (em homenagem a Neusa Sueli, de Navalha na Carne de Plínio Marcos) que trabalha no Parque da Luz, na cidade de São Paulo. Ela, com 60 anos, continua na ativa, pois precisa sustentar a neta que cria e leva ao parque quando vai fazer seus programas. Neusa busca seus sonhos, ganhar dinheiro e se aposentar. Ela não conhece o amor, mas quando o encontra, ele a surpreende. 

“Vamos contar uma história contemporânea, um retrato da realidade que se expõe todos os dias aos olhos de pessoas que circulam pelo histórico Parque da Luz, que hoje abriga mulheres excluídas da sociedade que se prostituem. Entre elas, algumas senhoras com mais de 60 anos de idade, que não conseguem outro meio de sobrevivência e submetem – se a troca de favores sexuais por quase nada. Senhora no Jardim merece ser vista por muitas pessoas. Agora, mais do que nunca, é preciso olharmos com mais amor ao próximo e ver que muitos, com ou sem pandemia, sempre viveram em risco todo o tempo de suas vidas, conta o idealizador Felipe Calixto.

“Nossa Neusa é diferente da personagem de Plínio Marcos: ela é um pouco culta e sonhadora, conhece algumas obras de arte e literatura, não liga para a sociedade que visita os Museus da região, e diz que só quer ser feliz e se aposentar. Neusa é atual e desbocada. Um arquétipo bem brasileiro. Estranhamente engraçada frente à rudeza de sua vida”, completa o dramaturgo Maciel Silva.

Senhora no Jardim, pelo diretor Fernando Cardoso 

Quando li o texto “Senhora no Jardim”, de Maciel Silva, tive uma certeza. Ou melhor, meia certeza, porque no teatro não há certezas. E a minha quase certeza me dizia que eu não deveria pensar numa montagem realista/naturalista. Quando dividi esse pensamento com a atriz Maria do Carmo Soares (nossa protagonista e responsável por eu ter sido convidado para esta direção) senti que ela imediatamente embarcou nessa viagem. E foi assim que iniciamos nossos ensaios.

Os dois personagens estão no mesmo tempo e espaço, mas não se encontram verdadeiramente. Em alguns momentos eles até se tangenciam, porém seguem em seus mundos, universos… Ambos marginalizados, par de almas condenadas a vidas muito parecidas, mas impossibilitados de um encontro real. Para contar essa história, a história de um desencontro fatal, os atores raramente contracenam e dialogam dentro de si mesmos para a projeção do outro.

É até possível fazer um paralelo deste momento que atravessamos – no qual estamos impedidos de encontros físicos e obrigados ao distanciamento social – à marcação das cenas da peça – onde o distanciamento físico simboliza a dificuldade de compreensão e entrega amorosa completa e verdadeira dos dois personagens.

E quando o encontro finalmente acontece… é tarde demais.

Ficha técnica

Autor: Maciel Silva

Direção: Fernando Cardoso

Elenco: Maria do Carmo Soares e Felipe Calixto

Assistente de direção: Salete Fracarolli

Cenário: Marcelo Andrade

Figurino: Victoria Moliterno

Designer de luz e operação: João Nunez

Trilha sonora e operação: Jonatan Harold

Fotografia: João Caldas

Preparador corporal: Sérgio Galdino

Designer gráfico: Gustavo Araújo

Aderecista: Danni Tocci

Produção audiovisual: Luz Audiovisual

Produção de mídias sociais: Luiz Felipe Pedroso

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Assistente de produção: Nattalia Marcondez

Produção: Felipe Calixto e Maciel Silva

Coordenação do projeto: Felipe Calixto

Realização:  Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Em cena produções

Serviço 

De 18 a 27 de abril de 2021

Sessões nos dias 18, 19, 20, 21, 26 e 27 de abril, às 21h30


Duração: 65 minutos
Link para retirar ingressos: https://www.sympla.com.br/produtor/emcenaproducoes 

Grátis
Classificação indicativa: 16 anos 

FILME CASO LEONARDO TRAZ À TONA O EXCESSO DE FORÇA DO TRATO DA POLICIA COM O CIDADÃO COMUM

O Filme ‘’Caso Leonardo’’, filme de Val Carbone, inicia sua carreira de distribuição, e circulação em Festivais e Internet. O Curta-Metragem que foi contemplado no PROAC L.A.B. (Lei Aldir Blanc), no eixo Licenciamento, terá seu lançamento oficial em evento online em abril nos dias 16, sexta-feira, as 21h e dia 17, sábado, ás 16h. A transmissão será realizada pelo canal das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. O filme tem como protagonistas os atores Paulo Gabriel e Marcelo Gomes que interpretam Rubens, o investigador e Leonardo o investigado, respectivamente. A trama é escrita por Laura Roa e conta com a direção de Val Carbone, direção de fotografia de KK Araújo, co-direção de Paulo Gabriel e produção de Ellen Bueno. 

O filme do gênero policial, traz um olhar ousado em sua montagem, com estética dos anos 90, com ares de terror psicológico. A película apresenta uma estética dual, ora simula a gravação de uma câmera ‘’amadora’’ que a tudo registra – nú e crú – um interrogatório violento e ora emula uma câmera de alta qualidade que define pensamentos e falas destes seres: interrogado e seu algoz. Somado a isso, temos como moldura noventista, essa imagem/fotografia transmitida através de um aparelho videocassete, que pelo tempo exibe as imagens com certa granulação e certa deterioração da fita e que associado ao movimento frenético do controle remoto, aponta um controlador que busca entender ou solucionar a cena de um crime anterior ou um crime que foi registrado pelas câmeras, cometido pelo excesso do emprego da violência como ferramenta de confissão, mesmo que possivelmente a parte investigada não tenha envolvimento no crime investigado.

O filme se passa em uma elipse de tempo, por vezes um recorte da memória das personagens, ora projeções, ora imagens de fato do vídeo, trazendo algum entendimento sobre um crime que passa a ser desvendado sobre uma teoria criada pela narrativa do controlador do vídeo e além disso conseguimos entrar na mente deste interrogador que cai em si diante dos seus atos hostis e desumanos. Nesse tempo decantado, apresentamos os estados latentes e limites das personagens, que buscam se salvar a qualquer custo. 

Val Carbone fala: ‘’Caso Leonardo é um filme que trabalha a sombra, da noite, com focos fechados e pouca luminosidade; De outro lado temos a estilística de filmes que emulam filmagens caseiras, com imagens granuladas, distorcidas, frias e com ângulos mais opressores, como vemos em filmes como A Bruxa de Blair, de Eduardo Sánchez e Daniel Myrick. Com isso mesclamos esses estilos e fundimos em um filme em forma de clip dando essa dinâmica cíclica, fracionada e repetitiva, causando incômodo e sensação de looping.’’

Paulo Gabriel comenta: ‘’Buscamos em Caso Leonardo promover um choque entre gêneros, estilística e narrativa. De um lado as imagens mais bem definidas, com cores em preto e branco nos trazem referências do gênero Noir, tendo como base clássicos como China Town, do Roman Polansk e Falcão Maltez, de John Ruston, que cultivam e coroam a figura mítica do policial, do detetive, como homem da lei e acima dela. Apesar que descontruímos esse mito e mostramos que nem sempre é assim, pois o excesso de confiança pode levar a outros caminhos’’. 

Marcelo diz:‘’Caso Leonardo’’ dialoga fortemente com o hoje, com o excesso de força e violência presente nos discursos nas redes sociais, em partidas de futebol e em desentendimentos no farol. Os ”estados limites”. Além de escancarar o emprego de excesso de força por aqueles que detém o poder de polícia. 

Ellen finaliza: ” Caso Leonardo” visa ser um filme frenético e impactante, com tempos urgentes, diálogos ríspidos e altas doses de cafeína que levam os protagonistas deste filme a destinos inesperados.

O filme trará 2 sessões gratuitas à população, ambas em formato online, seguido de debate. O filme ainda poderá ser visto futuramente na plataforma indicada pelo PROAC ou ou em canal indicado pela Secretaria da Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse: 

‘’Leonardo é um professor universitário que sofre interrogatório ilegal em uma delegacia, pois passa a ser considerado suspeito de um assassinato. Rubens é um policial violento que só quer uma coisa: a confissão de um crime terrível a qualquer preço. O excesso de confiança do interrogador e altas doses de cafeína os levam a destinos inesperados.’’ Dir: Val Carbone – Com Paulo Gabriel e Marcelo Gomes. Gênero: Drama/Policial. Português. 14 anos. 

Ficha Técnica:

Roteiro: Laura Roa
Direção: Val Carbone

Direção de Fotografía: KK Araujo
Co-Direção: Paulo Gabriel

Montagem, Colorização e Edição: Karen Pompeo e Rawi Santos
Câmera: KK Araújo

Assistente de Direção: Ellen Bueno
Som Direto: Carolina Lutzila
Figurinho, Locação e Objetos: Marcelo Gomes. Ellen Bueno e Paulo Gabriel
Edição de Som: Rafael Simões
Design: In!Motion Art Agency
Trilha: Val Carbone
Produção Executiva: Ellen Bueno
Produtor Associado: Paulo Gabriel
Produtor Geral: Val Carbone
Assessoria de Comunicação: Pombo Correio

Redes Sociais: Ellen Bueno
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-Projeto Contemplado pela Lei Aldir Blanc, Edital 41-


Serviço

Dias e Horários: 16/04(sexta) , às 21h e 17/04(sábado), às 16h
Ao término da exibição teremos um bate-papo via Zoom (sexta) e via Instagram(sábado) com a equipe do Filme
Sala de exibição: https://www.youtube.com/channel/UCx4ySlsHp1HfVZcwbvulpAQ
Endereço de busca no youtube: OficinasCulturaisdoEstadodeSãoPaulo
Duração: 7 minutos
Classificação etária: 14 anos
Gratuito

Peça-filme Se Fosse Apenas Água… traz um rio como protagonista e narrador de sua própria história 

Link para download de fotos – Créditos para Rodrigo Spina

Teaser do espetáculo

Um rio narra a sua história, contando a construção e crescimento de uma metrópole às suas margens, a urbanização que tenta domar as águas e as relações disfuncionais que seus habitantes têm com a água. A peça-filme Se Fosse Apenas Água…, trabalho de estreia do Guatambu Teatro, acontece de 16 a 24 de abril pelo Youtube da companhia. 

A inspiração vem da história da fundação e urbanização da cidade de São Paulo, que ainda hoje é usada como modelo para o restante do Estado e do país. Busca-se localizar historicamente os pontos de origem para problemas atuais, como as enchentes e a grilagem de terras com nascentes. 

Além disso, a obra provoca a reflexão cidadã sobre outros projetos de cidade possíveis de serem construídos no futuro próximo. Para dirigir Se Fosse Apenas Água…, a companhia convidou Rodrigo Spina (Prêmio Aplauso Brasil de melhor direção pelo espetáculo Aqui estamos com milhares de cães vindos do mar). A dramaturgia é assinada por Gabriel Pangonis e o próprio grupo, com orientação de Isa Kopelman (Prêmios APETESP e Troféu Mambembe de melhor atriz). A cenografia é de Julio Dojcsar (Prêmio Shell) e o figurino de Beatriz Schwartz. O elenco é formado por Gabriel Pangonis, Lucas Fernandes e Samantha Rossetti.

A principal poética da obra é dar voz ao rio, deixar ele expressar suas opiniões e impressões através da boca da atriz. Assim como imaginar sua subjetividade e angústias frente aos rumos que a urbanização tomou. A obra desloca o ponto de vista da plateia, através do ponto de vista do rio, como um convite a ver outras possibilidades de cidade. Se Fosse Apenas Água… foi gravado em pontos importantes da cidade de São Paulo, como Vale do Anhangabaú e Edifício Copan. 

“Nos articulamos em cima da necessidade de estranhar e debater essa realidade, encontrando uma linguagem potente para esse procedimento. Nesta pesquisa, a ficção não poderia dar conta de reproduzir a realidade, mas com ela pode-se dilatar o real, amplificar o que é histórico, sintetizar as divergências políticas, imaginar o que poderia ter sido, inverter a situação e dar voz a quem não pode falar”, conta o dramaturgo Gabriel Pangonis.

Sinopse 

Um rio narra a sua história, contando a construção e crescimento de uma cidade às suas margens. Um plano diretor foi traçado, vai se construir uma metrópole, pelo bem das futuras gerações e dos negócios. Para isso, o fluxo das águas teve que dar lugar ao fluxo de automóveis, ao asfalto e ao esgoto. Hoje, novas gerações podem caminhar desavisadas do que ainda jorra oculto sob seus pés. No entanto, se estes se permitirem desacelerar, ouvirão um leve gorgolejar sob a rua. Num sussurro, o rio ora devaneia com esperança e ora promete vingança: Um grande dilúvio para o qual não haverá arca da salvação. Até quando continuaremos desavisados? 

Ao perceber que a cidade foi construída dessa forma por determinados motivos, pode-se pensar razões para construí-la diferente daqui para frente. Por isso, o espetáculo se completará nos bate-papos da equipe criativa com a plateia, expandindo os horizontes para além da apreciação estética em direção à discussão cidadã. Estas atividades serão acompanhadas de ações de acessibilidade, colaborando ao acesso da comunidade surda que, tão frequentemente, tem seus direitos culturais e sua participação cidadã nas discussões dificultadas. Assim, convidamos o público a conhecer uma nova perspectiva sobre sua história, e conosco, vislumbrar que a cidade poderia, e ainda pode, ser diferente. 

Sobre o grupo

Oriundos do mesmo espaço formativo e criativo – a Universidade Estadual de Campinas – os componentes do Guatambu Teatro têm o início de sua história neste trabalho. O processo da criação de Se Fosse Apenas Água… começa anos antes, com as pesquisas de iniciação científica realizadas por Gabriel Pangonis dentro do departamento de artes cênicas da Universidade Estadual de Campinas. A partir disso, explorou-se ferramentas possíveis para que atores e atrizes construíssem suas composições sobre essas questões. 

O que antes era pesquisa, então se configura como a proposição de um espetáculo teatral. Em busca de viabilizar essa primeira obra do grupo, busca-se ajuda de alguns de seus queridos mestres, professores da Unicamp e artistas atuantes na cena paulistana, que generosamente se engajaram na empreitada de fazer o espetáculo acontecer e de apresentar esses jovens artistas à cena profissional. 

Assim, com o apoio de alguns de seus professores veteranos do teatro paulistano, começaram os ensaios de Se Fosse Apenas Água…, primeira obra do grupo, na Casa de Cultura Vila Guilherme, localizada na zona norte da cidade de São Paulo. Com a pandemia, o grupo readaptou o projeto para a estreia, em formato de peça-filme digital. 

Rodrigo Spina (Diretor) 

É professor de expressão vocal e interpretação no curso de Artes Cênicas da UNICAMP”. Desde 2018, exerce a função de coordenador pedagógico no curso de Artes Cênicas na mesma instituição. Doutor em Artes da Cena pela UNICAMP (2017). Mestre em Artes pela UNICAMP (2011). Bacharel no Curso Superior do Audiovisual na USP (2009). Ator formado pelo curso técnico de formação de atores no Célia Helena Teatro-escola (2007). É diretor artístico do grupo de teatro “Os Barulhentos”, junto ao qual dirigiu “Muito Barulho por Nada” (2013) de W. Shakespeare e “Aqui estamos com milhares de cães vindos do mar” (2015) de Matéi Visniec, espetáculo vencedor do prêmio APCA de melhor espetáculo 2015 e melhor direção no Prêmio Aplauso Brasil no mesmo ano. Integra a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico desde 2008, onde realizou os espetáculos “A hora em que não sabíamos nada uns dos outros” (2010) e “Do Jeito Que Você Gosta” (2010) e “Ifigênia” (2012), “o Jardim das Cerejeiras” (2014), “Sala dos Professores” (2016) e “Diásporas” (2017). Como ator, também participou dos espetáculos “Eles não usam Black Tié”(2006), de Gianfrancesco Guarnieri, com direção de Gabriel Miziara; “Caldé e os peixes que aprenderam a nadar no ar” (2008) criação coletiva com direção de Marcelo Lazzaratto e “Para onde foram as bolhinhas de sabão?” (2009), com direção de Marcelo Lazzaratto. Ministrou aulas de expressão vocal no Teatro Escola Célia Helena, Faculdade de Artes Célia Helena e na UNIBAN (2009 – 2010). 

Julio Dojcsar (Cenógrafo) 

É grafiteiro e cenógrafo. Prêmio Shell de Melhor Figurino (2008), parceria com Silvana Marcondes e Fernando Sato no espetáculo “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado”, da Cia São Jorge de Variedades. Integrante do coletivo casadalapa, co-criador do projeto Enquadro, contemplado pelo Rumos do Instituto Itaú Cultural. Concebeu e desenvolveu ao lado do estilista Jum Nakao a exposição REVOLVER MON – Curitiba 2008, parceria vinda dos desfiles do estilista no São Paulo Fashion Week. Também é integrante do coletivo Frente 3 de Fevereiro, onde desenvolveu intervenções na Copa da Cultura em Berlim (2006), integrou o fórum de artes públicas em Johannesburgo – África do Sul (2008), realizando intervenção artística na tríplice fronteira África do Sul/Moçambique/Zimbábue. Participou em 2011 da Quadrienal de Cenografia de Praga na representação brasileira com três trabalhos – Enquadro primeiro episódio Domingas – O Sto. Guerreiro e o Herói desajustado e Projeto Barafonda – Cia São Jorge de variedades. Atuou como professor especialista convidado no do departamento de teatro do Instituto de Artes da Unicamp em 2019. Atualmente está desenvolvendo o Projeto Natureza Marginal, um livro às margens do Rio Tiête – 2020. Seus últimos trabalhos com teatro incluem: “Cenas Centrífugas primeira edição”(2019), Sesc Santo André, no qual foi Diretor de Arte e espacialidade; “Gota d’agua Preta”(2019), direção de Jé Oliveira; “Bagagem” (2018), com Márcio Ballas; e A Hospedeira (2017), com direção de Georgete Fadel. 

Isa Kopelman (Dramaturga) 

É atriz, diretora, dramaturga e tradutora de obras relacionadas a teorias teatrais. Formada pela Escola de Arte Dramática de São Paulo (66-68), participou de peças como “Victor, ou As Crianças no Poder”, direção de Celso Nunes, e

“Macunaíma”, direção de Antunes Filho. Foi consagrada com os prêmios APETESP e Troféu Mambembe de melhor atriz, com os espetáculos “Um Dibuk para duas Pessoas” (1983) e “No Natal a Gente vem te Buscar”(1979). No campo da direção, iniciou como assistente de Antunes Filho na primeira montagem do espetáculo “Macunaíma” (1978), tendo encenado posteriormente na EAD de São Paulo (1984), e em espetáculos da Unicamp, podendo-se destacar “As Suplicantes”, de Ésquilo (2001); “As rãs”, de Aristófanes (2003). Destes, foi também dramaturgista. Escreveu a dramaturgia do espetáculo “Noites Árabes”(2016), dirigido por Eduardo Okamoto. Atuou no espetáculo “Bonecas Quebradas”(2015), sob direção de Verônica Fabrini. Doutora em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atua como docente do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas nos cursos de graduação e pós graduação desenvolvendo pesquisas na área das dramaturgias contemporâneas e matrizes do teatro clássico. 

Samantha Rossetti (Atriz) 

É atriz, graduada em Artes Cênicas pela UNICAMP (2018) e formada pelo Teatro Escola Macunaíma (São Paulo – SP, 2012). Estudou atuação com Maria Thaís, Eduardo Okamoto, Tiche Vianna, Jesser de Souza, Nara Sakarê, Luciana Canton, Ésio Magalhães e Ricardo Puccetti. Em 2018 apresentou-se pelo Circuito Sesc de Artes 2018, com o espetáculo “As Presepadas de Damião” e em março de 2020 com a peça “Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar” da Cia. Os Barulhentos nos SESIs AE Carvalho (São Paulo – SP) e Araraquara. Participou de diversas peças sob direção de Marcelo Lazzaratto, Matteo Bonfitto, Isa Kopelman, entre outros. Fez parte da 3ª Temporada da série PSI, ep. 3, com direção de Luciano Moura (São Paulo – SP). 

Lucas Fernandes (Ator) 

É artista-criador em artes da cena e músico. Graduado em artes cênicas pela Universidade estadual de Campinas – Unicamp (2018) e formado no nível médio em Piano Erudito e Canto pela Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) e Escola Municipal de Música de São Paulo (EMMSP), 2003 até 2014. Atuou como cantor em “TOMMY Ópera Rock (2006)”, e na ópera “Albert Hering” (2007), ambas dirigidas por Mauro Wrona. Integrou o coro infantil da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), de 2007 à 2010. Foi solista na ópera “Ça Ira” de Roger Waters e Rick Wentworth, com concepção e direção cênica de Caetano Villela e Chris Aizner e direção musical por Luiz Fernando Malheiro. Com ator trabalhou nas montagens teatrais: Macchina D’Amore” (2015) sob direção de Verônica Fabrini; em “Kómma” (2017), sob direção de Mário Santana; “Sr. Puntila e Seu Criado Matti” (2017) sob direção de Wanderley Martins. Compôs à Pedra Cia. participando, como intérprete-criador e produtor, dos espetáculos “Carcaças” (2017), “Curtos Programas para Espaços Ausentes” (2018), ambos orientados e dirigidos por Junior Romanini. Atualmente, é ator convidado d’Os Barulhentos atuando no espetáculo “Milhares de Cães Vindos do Mar” pelo edital Viagem Teatral – SESI (2020) e do projeto “Alucinações Musicais” ambos dirigidos por Rodrigo Spina. Integra à Cia. Paraplanos, como intérprete-criador, e ao Guatambu Teatro, grupo propositor do projeto “Se Fosse Apenas Água…”. 

Beatriz Schwartz (Figurino) 

É produtora e figurinista, formada em Artes Cênicas pela UNICAMP. Começou seus estudos em figurino em 2011, desenvolvendo figurinos para para dança em espetáculos para Ballet, Jazz e Contemporâneo. Em 2018 desenhou o figurino e fez a produção da peça A Megera Domada – Ou Assim Se Mata Uma Mulher Com Gentilezas, com direção de Gabriel Pangonis e orientação de Rodrigo Spina. Em 2019 desenhou o figurino e fez a produção da peça Lara e o Pássaro, com direção de Luciana Mizutani. Estagiou nos espetáculos Gota D’Água [ à seco ] ( 2019) e no Elza, O Musical (2019) produzidos pela Sarau Agência de Cultura. Participou de vários cursos voltados para as artes da cena, entre eles “Por Trás da Cena: Bastidores da Produção” (2019), ministrado por Gilma Oliveira e “Introdução à Produção Cênica de A-Z ” (2019), ministrado por Gustavo Schraier. É membro do coletivo Animales participando como atriz, figurinista e produtora. 

Ficha técnica 

Direção e Fotografia: Rodrigo Spina

Dramaturgia: Gabriel Pangonis e o grupo

Orientação dramatúrgica: Isa Kopelman

Atuação: Gabriel Pangonis; Lucas Fernandes; Samantha Rossetti

Cenografia: Julio Dojcsar

Figurino: Beatriz Schwartz

Direção de Produção: Gabriel Pangonis

Produção Executiva: Beatriz Schwartz

Designer gráfico: Junior Romanini

Operação de luz e assistência de produção: Luan Assunção

Operação de som, legendagem e assistência de produção: Rafa Marotti

Montagem: Rafaela Bermond e Rodrigo Forti – Bermond Produções

Mixagem de som: Rafael Bonini – Bermond Produções

Mídias Sociais: Rúbia Galera

Tradução em LIBRAS: Libraria – Acessibilidade em LIBRAS

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Serviço

16 a 24 de abril de 2021

Sextas, Sábados e Domingos, às 20h. 

Gratuito no Youtube do Guatambu Teatro

Duração: 25 min. 

Classificação indicativa: Livre