Novo espaço de entretenimento em São Paulo, o Clube Barbixas de Comédia foi inaugurado no dia 3 de setembro de 2.021. Localizada na Rua Augusta, 1.129, a casa é um espaço de humor com apresentações artísticas e conta com serviços de alimentação e bebidas. A fachada será semestralmente renovada para que novos coletivos/artistas mostrem diferentes olhares sobre o humor. Com capacidade para 280 pessoas, a casa tem uma curadoria cultural diversificada com apresentações de diferentes linguagens artísticas (improviso, stand-up, esquetes, palhaçaria, varietês, magia e infantil). O Clube Barbixas de Humor é uma sociedade entre os três Barbixas (Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna) e o produtor Joca Paciello. 

Serviço:

Clube Barbixas de Comédia

Rua Augusta, 1129 – Centro – SP

Telefone: (11) 2892-8584

Venda de ingressos: sympla.com.br

Programação: www.clubebarbixas.com.br

Sucesso de bilheteria, peça O Homem Mais Inteligente da História ganha nova temporada no Teatro GazetaApós o sucesso nas livrarias pelo mundo, o consagrado romance sócio-emocional de Augusto Cury, considerado pelo autor uma obra vital de sua carreira, chega aos palcos para mais uma temporada. Clique aqui para acessar o release.

MARCIA DE MORAES APRESENTA DEZ OBRAS INÉDITAS EM “MATRIZ”, NOVA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DA ARTISTA NA GALERIA LEME

FOTOS | TEXTO CRÍTICO

Os corais, 2022 | Grafite e lápis de cor sobre papel | 153 x 136 cm | Foto: Filipe Berndt

Conhecida por criar desenhos em grandes dimensões, com combinações de linhas e cores intensas, Marcia de Moraes traz para a sua exposição individual “Matriz” sua produção mais recente de trabalhos inéditos. A mostra permanece em cartaz na Galeria Leme até 14 de maio de 2022 e conta com texto crítico da curadora Ana Carolina Ralston. 

Em seu corpo de trabalho, assim como nas obras apresentadas na mostra, Marcia de Moraes desenvolve uma pesquisa em desenho, na qual suas composições abstratas originam-se de um vocabulário imagético retirado de cenas cotidianas e experiências que atravessam o corpo da artista. Linhas que remetem a folhagens, ossaturas e fluidos corporais, se sobrepõem em um mesmo plano e figuram pela ausência da cor. 

Neste novo conjunto de trabalhos, a artista cria uma série de desenhos a partir de uma única forma primordial: uma folhagem seca encontrada ao chão. Marcia de Moraes mergulha de maneira obsessiva nesta imagem, analisando-a exaustivamente de ângulos diferentes a fim de decodificá-la por completo. “Essa exposição nasceu da vontade de fazer uma coisa que eu nunca fiz, que é uma série de desenhos a partir de uma única forma, como uma matriz. Até então, cada desenho se resolvia individualmente, como se cada um fosse um pequeno conto, nessa mostra criei um romance, onde cada desenho é um capítulo”, comenta a artista. 

Embora os trabalhos da artista apresentam questões relativas ao corpo feminino, esta série é a primeira em que aparece uma sensualidade mais evidente. “Ao mesmo tempo que esses desenhos parecem rios, sulcos, e correm criando um circuito vital, as cores e as formas fálicas parecem penetrar o vazio do papel. Existe um erotismo nessas obras que insere Marcia de Moraes em uma tradição de artistas mulheres, como Georgia O’Keeffe e Maria Martins, que aborda o feminino por uma perspectiva feminista”, destaca Ana Carolina Ralston.

Sobre a artista:

São Carlos, Brasil, 1981. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Marcia de Moraes realizou as exposições individuais: A Terceira, CCBB-SP, São Paulo, Brasil (2021); Círculos Abertos, SESI Tiradentes – Centro Cultural Yves Alves, Tiradentes, Brasil (2018); História do Olho, Galeria Leme, São Paulo, Brasil (2018); O Sopro, CAC W – Centro de Arte Contemporânea W, Ribeirão Preto, Brasil (2018); Banquete, Luciana Caravello Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil (2017); Os fósseis ou as laranjas, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, Brasil (2016); Elaine Arruda e Marcia de Moraes: Cheio de Vazio, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2014), entre outras. E as exposições coletivas: Studiolo XXI – desenho e afinidades, Fundação Eugénio de Almeida, Évora, Portugal (2019); Intercâmbios / Tempos Cruzados, SESC Quitandinha, Petrópolis, Brasil (2018); Acervo MARP – Aquisições Recentes. MARP 25 Anos, MARP – Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, Brasil (2018), entre outras. Seu trabalho integra as coleções: Art at Swiss Re, Zurique, Suíça; Acervo permanente do Ministério das Relações Exteriores, Brasília, Brasil; MARP – Museu de arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, Brasil. A artista ganhou os prêmios: PROAC – artes visuais, exposições virtuais, Brasil (2021); Bolsa Pollock Krasner Foundation, Estados Unidos (2016) e Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea, Brasil (2011).

Serviço

Matriz, de Marcia de Moraes

Texto crítico: Ana Carolina Ralston

Datas: 07.04- 14.05.2022 / terça a sexta – 10h – 19h / sábado – 10h – 17h

Onde: Galeria Leme – Rua Valdemar Ferreira, 130 – Butantã, São Paulo – SP

https://www.instagram.com/galerialeme/

Mais informações: Vitor Matsumoto, vitor@galerialeme.com

Débora Duboc, Carol Badra e Cia Los Lobos Bobos, estreia Quase de Verdade, completando a trilogia infantil de adaptações de obras de Clarice Lispector

 A peça tem direção compartilhada entre GpeteanH, Marco Lima, Petrônio Gontijo e as duas atrizes. O espetáculo acontece de forma on line no youtube de teatros e centros culturais da prefeitura, de 14 de agosto a 12 de setembro.

Estar com Clarice era estar com Deus, mas ela discordava deste

ponto de vista porque ela achava que os bichos eram incapazes de

naufragar nos mares da introspecção, e que, portanto, o divino se

encontrava menos nos homens e mais nos animais.

link para download de fotos – crédito FANCA 

Quase de Verdade é um espetáculo criado por essa trupe no quintal da casa de Débora, para que as atrizes tivessem a segurança de estar ao ar livre, a pandemia determinou um procedimento, mas tal circunstância serviu como inspiração, já que toda a história se passa no quintal do vizinho. É um encontro cuidadoso entre o artesanal e o tecnológico. Filmada no palco do Teatro Faap pelo premiado diretor de cinema Toni Venturi (“Cabra Cega””Latitude Zero”, “Dentro da Minha Pele”, entre outros), a peça é um grande jogo cênico entre as atrizes (que fazem toda a contra regragem em cena, cantam, encenam e dão voz aos diversos personagens da peça),e os bonecos e cenário, confeccionados por Marco Lima. Antes de cada apresentação, haverá uma palestra com o idealizador e diretor GpeteanH, chamada Claricear.

Mais de quarenta anos depois de sua morte, Clarice Lispector continua a ocupar um lugar único na literatura brasileira, marcando gerações de novos leitores e novos escritores. Ainda hoje, a leitura da sua obra revela uma autora capaz de iluminar, intrigar, comover e surpreender a todos que sensorialmente se entregam para suas palavras. Em um mundo marcado pela crise de instituições e sistemas de pensamento, a recriação para o palco das obras de Clarice dedicadas ao universo da infância e juventude é cada vez mais relevante. A Cia Los Lobos Bobos já tem em seu repertório dois espetáculos inspirados nos livros infanto juvenis de Clarice, são eles: A vida íntima de Laura e A mulher que matou os peixes com o nome de Pescadora de Ilusão. Com a estreia de Quase de Verdade, a tão sonhada trilogia clariceana se concretiza.

Grande parte da cena de Quase de Verdade acontece em cima de uma mesa/palco com cenografia e objetos, criados por Marco Lima, tendo como cenotécnico Marcelo Andrade. Nesse quintal Carol e Débora dão vida aos animais e elementos da natureza que protagonizam essa fábula. A trilha original e a direção musical é assinada por Marcelo Pellegrini, o desenho de luz é de Aline Santini e os figurinos foram criados por Carol Badra e Débora Duboc.

Quase de Verdade discute de forma fantástica aspectos cruciais da vida em sociedade, como inveja, luta de classes, autoritarismo, opressão, exploração da força de trabalho, o coletivo e o indivíduo, união e coragem e a origem da vida. O resultado é uma peça cheia de elementos sofisticados e originalmente criados, mas que passa a sensação de ser uma grande e deliciosa brincadeira de encenar. O espetáculo também nos leva a refletir sobre o próprio tempo que vivemos para que façamos a nós a pergunta: Qual quintal queremos para nós?

Sinopse

“Quase de verdade” é uma aventura muito bem latida pelo cachorro Ulisses para Clarice, sua dona que compreende o significado de seus latidos e escreve tudo. O sabido e afetuoso cachorro conta o que está rolando lá no quintal do vizinho. Ulisses, é muito observador, tem olhar de gente de verdade e descobriu que da união entre o sentimento de inveja e as ideias de más companhias só sai fruto ruim. Foi o que ele viu acontecer com uma grande Figueira que dividia o belo e fértil terreno perto de sua casa, onde havia galos, galinhas, pintinhos e minhocas. O cão Ulisses e as galinhas desta história, como os bichinhos que povoam os demais livros infantis de Clarice Lispector, foram realmente parte de sua vida, nas diferentes casas em que morou no Brasil, na Itália, na Suíça e na Inglaterra. É muito interessante como Clarice aborda numa história para crianças as lutas das classes trabalhadoras, através de uma lúdica analogia em que uma figueira opressora explora o trabalho das galinhas. Esse universo infanto-juvenil, transborda para o universo adulto, pois, cada idade terá sua leitura, deleite. Referências literárias da própria autora apresentam-se de forma despretensiosa como nomes desses animais: O Galo chama-se Ovidio, a Galinha, Odisseia, o Cachorro é Ulisses e outros que povoam essa rica aventura. 

Sobre Carol Badra

Formada em Artes Cênicas pela Unicamp. Atua profissionalmente há 26 anos. Além de atuar também é figurinista e produtora cultural. Integrante da Cia. Os Fofos Encenam desde sua fundação. Atuou em Deus Sabia de Tudo… de Newton Moreno, A Mulher do Trem, de M. Hannequim e George Mitchel, Assombrações do Recife Velho, de Newton Moreno, Ferro em Brasa, de Antonio Sampaio, Terra de Santo de Newton Moreno e Dar corda Pra se Enforcar do projeto Baú da Aretuzza com direção de Fernando Neves. Com a Cia La Mínima, atuou no espetáculo O Médico e os Monstros. Em 2015 recebeu o Prêmio de Teatro Jovem e Infantil da Cidade de São Paulo, de melhor atriz pelo espetáculo Canção dos Direitos das Crianças. Com a Los Lobos Bobos fez A Vida Íntima de Laura, Um Patinho Feio, e atualmente atua em Pescadora de Ilusão. É também integrante da mundana companhia no elenco de O Duelo, Na selva das Cidades e Necropolítica. As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão, dramaturgia de Newton Moreno e direção de Sérgio Módena

Sobre Débora Duboc

Está também retornando com o espetáculo “A Valsa de Lili” de Aimar Labaki, pelo qual recebeu o Prêmio APCA de melhor Atriz e em cartaz com o filme “O Buscador” de Bernardo Barreto, pelo qual recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Cine PE.                          É formada em Artes Cênicas pela Unicamp. Foi uma das realizadoras do projeto estético da Cia Razões Inversas, dirigida por Marcio Aurélio, com quem montou vários clássicos, entre eles, “Ricardo II” de W. Shakespeare, A Bilha Quebrada de H. Kleist, Arte da Comédia de Eduardo de Fellipo e Srta. Else de Schnitzler. Fez também O Homem das Galachos que o autor e diretor Vladimir Capella escreveu para atriz, A Cabeça, de Alcides Nogueira e direção de Márcia Abujamra, Liberdade, Liberdade de Millôr Fernandes, dirigida por Cibele Forjaz e produzida por Paulo Goulart e Nicete Bruno e As Três Irmãs de Tchecov, dirigida por Enrique Dias, JT, um conto de fadas punk de Luciana Pessanha dirigida por Paulo José. Elias escreveu dois textos para atriz e a dirigiu em Jocasta e o musical “Sou Toda Coração”. Foi idealizadora e atriz, junto com Renato Borghi das duas edições da Mostra Contemporânea de Dramaturgia. Este profundo mergulho influenciou todo o movimento atual da nova dramaturgia contemporânea. Também produziu e atuou o musical contemporâneo Espírito da Terra, com canções de F. Wedekind. Estreou no Teatro Sesc Anchieta quando Débora entrava em seu oitavo mês de gestação. Com O Homem, A Besta e A Virtude, de Luigi Pirandello, tradução de Marcos Caruso, direção de Marcelo Lazzaratto. Débora além de atuar assina a concepção do espetáculo e dá início a uma pesquisa sobre o cômico e o teatro popular. Logo depois monta no CCBB SP a comédia de Dario Fo, Um Dia (quase) Igual aos Outros em parceria com a diretora Neyde Veneziano. Estes espetáculos foram celebrados pelo público e crítica. Com a Olhar Imaginário – Núcleo de Teatro, Débora tem o objetivo de realizar um trabalho me- tódico de pesquisa do gesto teatral e produzir espetáculos de relevância cultural e popular, que toquem o Homem contemporâneo. Atuou em curtas e nos longas-metragens Através da Janela de Tata Amaral, Memórias Póstumas de André Klotzel, Tapete Vermelho de Luiz Alberto Pereira e Filmefobia de Kiko Goifman. Protagoni- zou os filmes Latitude Zero e Cabra Cega de Toni Venturi. Atuou também em Bom Dia Eternidade, de Rogério Moura, Primavera de Carlos Porto, As 12 Estrelas, de Luiz Alberto Pereira e Estamos Juntos de Toni Venturi, Atuou no filme Onde quer que você esteja, com direção de Bel Bechara e Sandro Serpa, A Menina que Matou Seus Pais e O Menino que Matou Meus Pais, direção de Mauricio Eça que terá lançamento logo mais. Fez a novela “Passione”, de Silvio de Abreu e direção de Denise Sarraceni, Alto Astral, de Daniel Ortiz e direção de Jorge Fernando.  É premiada por várias atuações no cinema e teatro, recebendo também prêmios internacionais.

Ficha Técnica

Idealização: GpeteanH & Marcelo RaffaH Elenco: Débora Duboc e Carol Badra. Direção Artística: Carol Badra, Débora Duboc, GpeteanH, Petrônio Gontijo, Marco Lima. Direção de Arte, Cenografia e Dramaturgia: Marco Lima. Direção Musical e Música Original: Marcelo Pellegrini. Desenho de luz: Aline Santini. Assistência e operação de luz: Clara Caramez. Direção Técnica: Arnaldo D’Ávila. Figurinos: Carol Badra e Débora Duboc. Cenotécnico: Marcelo Andrade. Produção Executiva e Social Mídia: Franz Granja. Direção de Produção: Marcelo RaffaH. Designer Gráfico: Edu Reyes. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.

Equipe filmagem Olhar Imaginário: Direção: Toni Venturi. Produtor Executivo: Tiago Berti. Diretor de fotografia: Otávio Puppo. Câmera: Vinicius Nevire. Técnico de som: Leonardo Bruno. Assistente de Câmera: Demétrius Oliveira. Produtora: Olhar Imaginário. Criação: Los Lobos Bobos.

Programação do espetáculo QUASE DE VERDADE

Plataforma do you tube de cada um dos teatros

TEATRO ARTHUR AZEVEDO

DIAS: 14 e 15 de agosto de 2021

HORÁRIO: Sábado e domingo às 16h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

TEATRO PAULO EIRÓ

DIAS: 21 e 22 de agosto de 2021

HORÁRIO: Sábado e domingo às 16h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

TEATRO ALFREDO MESQUITA

DIAS: 28 e 29 de agosto de 2021

HORÁRIO: Sábado e domingo às 16h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

TEATRO CACILDA BECKER

DIAS: 04 e 05 de setembro de 2021

HORÁRIO: Sábado e domingo às 16h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

TEATRO JOÃO CAETANO

DIAS: 11 e 12 de setembro de 2021

HORÁRIO: sábado e domingo às 16h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

Programação Centro Culturais:

Centro Cultural Tendal da Lapa 

Dias: 18 e 24 de agosto de 2021

Horário – quarta e terça às 16h 

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

Centro Cultural Penha

Dias: 25, 26 e 27 de agosto de 2021

Horário – quarta, quinta e sexta às 16h 

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

Centro Cultural Vila Formosa 

02 e 03 de setembro de 2021

Horário – quinta e sexta às 16h 

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

Centro Cultural Grajaú 

Dias: 08, 09 e 10 de setembro de 2021

Horário – quarta, quinta e sexta às 16h 

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

A Cia. Provisório-Definitivo estreia no dia 16 de julho, seu décimo quarto projeto: A(G)ORA – O Ontem Que Me Fez Ser o Hoje

20 anos de Caminhos e Descaminhos de Artistas e uma Companhia de Teatro Provisória e Definitiva

O experimento cênico será apresentado em três partes (uma em cada dia) de 16 a 25 de julho, sempre às sextas, sábados e domingos às 20h

link para download de fotos

Em caráter de experimento on-line, o grupo que completa 20 anos apresenta um espetáculo performático lançando um olhar para essa trajetória e para as transformações dos artistas que integram o projeto, em meio às transformações do país nos últimos vinte anos. Com 3 partes, apresentadas em 3 dias diferentes e sem seguir uma ordem e nem contar um mesmo enredo, o experimento traz diversas cenas, esquetes, fragmentos e propostas a partir de reflexões dos artistas criadores do projeto: Paula Arruda e Pedro Guilherme, presentes no grupo desde 2001 e Flávia Couto, artista criadora convidada para participar dessa reflexão. 

As cenas, ou pequenas peças, que compõem o espetáculo como um todo, foram criadas a partir de 3 motes: quem eu era/sou como pessoa em 2001, 2011 e 2021? Qual era/é meu propósito de vida em 2001, 2011, 2021? E como era/é o mundo e o Brasil em 2001, 2011, 2021?  

Cada artista respondeu cada uma dessas perguntas com 3 cenas representando cada ano, isso gerou uma quantidade de 27 cenas, que foram peneiradas para se chegar nas 15 cenas que serão apresentadas nos três dias. A quantidade de cenas em cada dia varia, uma vez que existem cenas de dois minutos e outras de trinta. Assim, o espetáculo é formado de vários textos com autorias dos três participantes do projeto. Também é variada a direção, uma vez que cada artista é responsável pela proposição da sua própria cena. Maria Fernanda Vomero, faz a provocação cênica do espetáculo e elabora reflexões e apontamentos a partir de um olhar de fora do processo de criação. Um projeto que foi idealizado por Pedro Guilherme a partir de uma prática acadêmica chamada desmontagem. Utilizada usualmente de forma mais didática para falar sobre o processo de montagem de um espetáculo já montado, o mecanismo foi pensado para abrir a discussão sobre a trajetória de um fazer e estar no mundo. Era fundamental que fosse falado sobre um grupo de teatro sem ser algo somente para pessoas que fazem teatro, ou mais ainda, que conhecem o grupo. A aposta é que mesmo quem nunca ouviu falar do grupo e dos artistas se identifique, uma vez que se almeja uma reflexão sobre a existência, escolhas e caminhos.

Esse experimento faz parte do projeto “Cia. Provisório-Definitivo 20 anos” que já teve em uma de suas ações no começo do ano a apresentação do solo autobiográfico de Pedro Guilherme intitulado “O Desejo do Outro”, com direção da Aline Filócomo e terá ainda outras ações ao longo do ano de 2021.   

SOBRE A CIA. PROVISÓRIO-DEFINITIVO

Criada inicialmente por formandos de Artes Cênicas da ECA/USP da área de interpretação teatral, a Cia. Provisório-Definitivo teve depois disso, inúmeras formações, mantendo sempre no seu núcleo, Paula Arruda e Pedro Guilherme. Em 2020 , apresentou em formato de experimento on-line, ao vivo em transmissão pelo YouTube, o solo autobiográfico de Pedro Guilherme intitulado “O Desejo do Outro”, com direção de Aline Filócomo e em parceria com o Núcleo do Desejo, realizou também uma temporada on-line do experimento cênico “O Amor e a Peste”, criado e interpretado por Flávia Couto e Pedro Guilherme. Em 2018 representou o Brasil no Festival Damai Super Live em Chengdu, na China, com AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO –  indicações para o Prêmio Shell 2013 em direção e Iluminação. Sua última montagem, DADESORDEMQUENÃOANDASÓ foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro – 2015 e o Proac Circulação – 2017. GANGUE foi o grande vencedor do Prêmio FEMSA em 2013, (Melhor Espetáculo Jovem, Ator e Atriz Coadjuvante), PELOS ARES venceu o Prêmio de Melhor Peça Infantil no Cultura Inglesa Festival em 2010; e FAMÍLIA DRAGÃO foi indicada ao Prêmio FEMSA 2009 de Ator Coadjuvante. Já TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É ganhou o Prêmio Funarte Petrobrás e indicação ao Prêmio FEMSA 2007 de Melhor Autor – Pedro Guilherme. Seu espetáculo de estreia, VERDADES, CANALHAS, foi premiado em todos os festivais que participou. De 2001 a 2018, o grupo produziu temporadas de 12 espetáculos. São eles: AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO autoria do grupo e Nelson Baskerville, direção de Nelson Baskerville – 2018/2015-12; DADESORDEMQUENÃOANDASÓ – 2018-16; A COPA DO MUNDO É NOSSA? de Bebel Ribeiro, Paula Arruda e Pedro Guilherme, direção de Carlos Baldim – 2015; GANGUE de Pedro Guilherme e direção de Mauro Baptista Vedia – 2014-12; PELOS ARES de Pedro Guilherme e direção de Lavínia Pannunzio – 2012-10; FAMÍLIA DRAGÃO de Pedro Guilherme e direção de Soledad Yunge – 2011-2009; TAPE de Stephen Belber e direção de Mário Bortolotto – 2009-08; DE ONDE O SOL SE ESCONDE – HISTÓRIAS DO JAPÃO de Paula Arruda e Pedro Guilherme – 2011-07; TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É de Pedro Guilherme e direção de Hugo Possolo e Henrique Stroeter – 2011-06; O COLECIONADOR de John Fowles e direção de Marcos Loureiro – 2006; BULGÓIA, REPENIQUE & TROPEÇO de Hugo Possolo e direção de Cris Lozano – 2004; VERDADES, CANALHAS de Mário Viana, direção de Hugo Possolo – 2002-01.

SOBRE PEDRO GUILHERME – ator e idealizador do projeto

Ator, dramaturgo, produtor e diretor. Formado pela ECA-USP em Bacheraledo – Interpretação Teatral (2001), trabalhou 6 anos com o grupo Parlapatões, é co-fundador da Cia Provisório Definitivo e atuou em mais de 40 peças de teatro em diferentes grupos da capital. Em 2020 e em 2021 idealizou, escreveu, dirigiu e atuou ao lado da atriz Flávia Couto o experimento cênico on-line O AMOR E A PESTE. Em 2021, também atuou no solo autobiográfico com direção de Aline Filócomo intitulado O DESEJO DO OUTRO. Em 2020, atuou na peça CORPO, de Silvia Gomez, Carla Kinzo, Fernanda Rocha, Marcos Gomes e Lucas Mayor, direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes e participou da residência artística TEATRO AGONIZANTE de Lisandro Rodriguéz na MIT-SP. Em 2019, participou do Workshop “Théâtre Total” em Les Cabannes na França. Em 2018, participou  como ator e produtor do Festival Damai Supre Live em Chengdu, na China, com o espetáculo AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO. Em 2018, esteve em cartaz como ator em HAMLET EX-MÁQUINA de Heiner Muller, direção de Erika Bodstein; A MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA de Dário Fo, direção de Hugo Coelho; e viajou pelo interior do estado de São Paulo como ator e produtor do espetáculo DADESORDEMQUENÃOANDASÓ de Davey Anderson, direção de Carlos Baldim.  No ano de 2014, foi contemplado com o PROAC Nº 40 de Incentivo a criação literária – Texto De Dramaturgia para a pesquisa e criação de (A) DOR(A), texto Vencedor do 2º Concurso Fetaerj de Dramaturgia Prêmio João Siqueira no Rio de Janeiro em 2015. Autor de GANGUE, que recebeu Prêmio Femsa de melhor espetáculo jovem de 2012. Escreveu também HISTÓRIAS POR TELEFONE (APCA de 2011 de Melhor Peça Infantil e indicação Prêmio Femsa de Melhor Autor de Texto Adaptado). Também fez a dramaturgia da Melhor Peça Infantil da Cultura Inglesa Festival de 2010, a peça PELOS ARES. Em TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É, foi indicado ao Prêmio Femsa 2007 como Melhor Autor de Texto Original. 

SOBRE PAULA ARRUDA – atriz

Formada pelo Teatro Escola Célia Helena (1997) e pela ECA-USP – bacharelado em interpretação teatral (2001). Integrou o CPT de Antunes Filho durante seis anos (2004-2009). Vencedora do Prêmio Femsa de Melhor Atriz Coadjuvante 2012 com GANGUE (vencedora também nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Espetáculo Jovem 2012). Indicada ao Prêmio Femsa de Melhor Atriz 2011 com BILIRI E O POTE VAZIO texto e direção de Ricardo Karman.  Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz 2008 com O CÉU 5 MINUTOS ANTES DA TEMPESTADE de Silvia Gomez, direção de Eric Lenate. Pela mesma peça indicada aos Prêmios Qualidade Brasil como Melhor Atriz Drama 2008 e como Melhor Atriz 2008 ao Prêmio Quem.  Com VERDADES, CANALHAS de Mário Viana, direção de Hugo Possolo: Prêmios de Atriz Revelação no 16º Festivale 2001, S. J. dos Campos e de Melhor Atriz no 8º Festival de Teatro do Rio UVA 2001, R. J. Em 2018, participou do Festival Damai Super Live em Chengdu, na China. Representou o Brasil com o espetáculo AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO, criação da Cia. Provisório-Definitivo com o diretor Nelson Baskerville – Indicação ao Prêmio Shell 2013 nas categorias Melhor Direção e Melhor Iluminação (2018; 2015-12).

SOBRE FLÁVIA COUTO – atriz

Flavia Couto é atriz, diretora, produtora e bailarina flamenca. Doutoranda no Programa de Artes da Cena na linha Poéticas e Linguagens da Cena da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Mestre em Pedagogia do Teatro (2009) pela Universidade de São Paulo ECA/USP.  Bacharel em Interpretação Teatral (2005) pela Universidade de São Paulo ECA/USP. Ministra aulas de Interpretação Teatral, Corpo, Voz e produção na Escola de Atores Nilton Travesso. Em 2020 e em 2021 idealizou, escreveu, dirigiu e atuou ao lado do ator Pedro Guilherme, o experimento cênico on-line O AMOR E A PESTE. Seus trabalhos mais recentes no teatro como atriz foram “Anaïs Nin à flor da pele”, direção de Aline Borsari do Théâtre du Soleil (3 temporadas em São Paulo e circulação Brasil e exterior – participou do Festival de teatro internacional Festival MigrActions em Paris em julho de 2019), “Hamlet-ex-machina” direção: Érika Bodstein (2018), “A Casa de Bernarda Alba” – leitura dramática musical – direção Maria Thaís (Itaú Cultural – Ocupação Laura Cardoso 2017), “Floema”, direção: Donizeti Mazonas (ProAC de montagens inéditas – Teatro Viga – 2016), “Vestir o Pai” de Mário Viana (Teatro Augusta. 2016), ”Selvagens. Homem de olhos tristes”, dirigido por Hugo Coelho, no Club Noir (2014) e “O Unicórnio”, dirigido por Christina Trevisan – 2014; No cinema participou dos longas: “Amador” e “À procura de Borges” – ambos Direção: Cristiano Burlan (2016); e da série de TV “A Vida Alheia”, da Tv Globo (2010).

SERVIÇO

Quando: De 16 a 25 de julho. Sextas, sábados e domingos às 20h.

Onde: Sympla – Plataforma Zoom 

Gratuito

Links de acesso a retirada de ingressos/transmissão:

Dia 16/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-viagens–bagagens__1265814 

Dia 17/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-cartografias-sentimentais__1266541 

Dia 18/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-lugares-e-olhares__1266551 

Dia 23/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-viagens-e-bagagens__1266567 

Dia 24/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-cartografias-sentimentais__1266575 

Dia 25/07: https://www.sympla.com.br/agora—o-ontem-que-me-fez-ser-o-hoje–parte-lugares-e-olhares__1266580 

Duração: 60 MINUTOS

Classificação etária: 14 ANOS

FICHA TÉCNICA

Idealização e concepção: Pedro Guilherme. Texto direção e atuação: Flávia Couto, Paula Arruda e Pedro Guilherme. Provocação Cênica: Maria Fernanda Vomero. Trilha sonora: Barbara Frazão Arte Gráfica: Maurício Pereira. Operação de vídeo e som: Shay Soares. Produção Executiva: Pedro Guilherme. Realização: Cia. Provisório-Definitivo.

Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, apresentam


SAL, de Eugênio Barba, com direção e atuação de Christiane Tricerri, faz temporada online e gratuita de 11 de julho a 12 de agosto

A montagem é idealizada por Alexandre Brazil, com direção e interpretação de Christiane Tricerri. Sal, de Eugenio Barba, baseado no romance em forma de cartas,  “Está ficando tarde demais”, de Antonio Tabucchi, a convite do produtor e idealizador do projeto Alexandre Brazil, é o primeiro trabalho totalmente em linguagem audiovisual como diretora, por
Christiane Tricerri

Homem com camiseta azul

Descrição gerada automaticamente

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SAL  é uma história de amor, um show, um espetáculo que conta a trajetória de um amor revivido pela protagonista através de memória de viagens reais e imaginárias, sendo que a verdadeira jornada é a mais ilusória, porque ela acredita que encontrará os vestígios que um homem desaparecido apagou, cuidadosamente. 

“O texto passou por inúmeras e diferentes temperaturas, sofreu terremotos, suportou choques suficientes para ter uma voz autônoma, zombeteira e reveladora, capaz de nos oferecer nada além de potência. Sentimos a presença dessa voz. E essa é uma voz ainda não possível de decifrar. SAL sem dúvida nos traz essa tórrida história de amor, ainda que sem indícios de obscenidades.” Odin Teatret

“SAL foi realizado pelo colossal Odin Teatret, e muito nos honrou a confiança da Companhia em nos ceder a permissão da montagem brasileira desse texto de tamanho sucesso e relevância por onde passou.”, comenta Alexandre Brazil. 

A direção de arte e fotografia é assinada pela Isadora Tricerri, a câmera está sob o comando de Jonas Malferrari, a edição é de Isadora Tricerri e do Jonas Malferrari, a trilha sonora original foi composta por Demian Pinto, com sound design e mixagem de Dan Maia e a Coordenação de Produção por Vanda Dantas.

“Reencontrei uma banheira, no porão de meu escritório, que estava cheia de livros e Isadora Tricerri fez desse banheiro e dessa banheira, um set de filmagem. Ela faz a direção de arte e fotografia. Eu fiz a tradução, dirijo e atuo. Nessa nossa clausura conto a história de amor de Ella, uma mulher que corre por ilhas em busca de um amor perdido, até mais que isso, um amor desaparecido. 

Como diria Roland Barthes: uma gota de água contém o universo. Nessa água azul, no banheiro transformado em set azul, a clausura em que vivemos dá uma saída para o mar. 

O imaginário dessa mulher que resolve gravar um vídeo para encontrar o fio perdido do amor traz a todos nós uma lufada de vento e poesia.” Completa a Christiane Tricerri.

Sinopse:

SAL sem dúvida nos traz essa tórrida história de amor, ainda que sem indícios de obscenidades. Pois é fato que nem todas as zonas tórridas são iguais. Esse é um amor revivido pela protagonista através da memória de viagens reais e imaginárias, sendo que a verdadeira jornada é a mais ilusória, porque ela acredita que encontrará os vestígios que um homem desaparecido apagou, cuidadosamente.


Ficha Técnica:
De Eugenio Barba (Baseado no romance de Antonio Tabucchi, intitulado: Si sta facendo sempre più tardi)
Direção, Interpretação e Tradução: Christiane Tricerri
Idealização do Projeto: Alexandre Brazil
Direção de Arte e Direção de Fotografia: Isadora Tricerri
Câmera: Jonas Malferrari
Edição:  Isadora Tricerri e Jonas Malferrari
Trilha Sonora Original: Demian Pinto
Sound Design e Mixagem: Dan Maia
Músico: Demian Pinto
Técnico de Som: Gabriel Hernandes 
Imagem de Mar: Alexandre Mroz
Arte Gráfica: Felipe Apolo
Assessoria de Transmissão Online: Cesar Kawamura e Flávio Flocke
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Assessoria de Mídias Sociais:  Felipe Apolo e Tobias Caiado
Assistente de Produção: Nina Marcci
Produção Executiva: Deivid Miranda e Roberta Carvalho
Consultoria de Produção: Daniel Pinheiro, Karol Garret e Laura La Padula
Coordenação de Produção: Vanda Dantas
Direção de Produção: Alexandre Brazil
Gestão de Produção: Escritório das Artes e Inima Produções
Apoio: Odin Teatret

Serviço

SAL TEMPORADA ONLINE
De 11/07 a 12/08
Segunda a Sábado às 21h
Domingo com sessão dupla às 17h30 e 21h

Faixa etária: 14 anos
Observação: Não haverá apresentações entre os dias 19 e 25 de julho

Reserve seu ingresso gratuito
na plataforma da SYMPLA
www.sympla.com.br

Parte deste projeto foi realizado com recursos da Lei Emergencial Aldir Blanc para a Cidade de São Paulo.

Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher:

Transmissão dos solos autorais femininos “Criatura, Uma Autópsia”, “Inventário” e “Quebra-Cabeça”.

Três espetáculos solo, três atrizes-autoras (Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos), investigando três artistas criadoras (Mary Shelley, Camile Claudel e Camila dos Anjos – em espetáculo autobiográfico) vivendo em três séculos distintos (XIX, XX, XXI) e lidando com o ato da criação e o histórico silenciamento de autorias femininas.

Idealizado por Bruna Longo e contemplado pela 11ª Edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, o projeto Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher traz três espetáculos autorais femininos (Criatura – Uma Autópsia, Inventário e Quebra-Cabeça) em transmissão gratuita pelas plataformas de quatro teatros da capital: Cacilda Becker, Arthur Azevedo, João Caetano e Alfredo Mesquita. Os três espetáculos foram gravados no palco do Espaço Cia. da Revista pela mesma equipe de vídeo (Bruta Flor Filmes), composta unicamente por mulheres com olhares e talentos únicos na construção de uma narrativa áudio visual e teatral.  

O mais antigo registro de autoria declarada em um texto é um poema sumério de 2300 a.C. Muitos filósofos debruçaram-se sobre a questão da importância da autoria para a apreciação de uma obra de arte. Até o Renascimento, quando a perseguição a livros heréticos exigia identificação de uma identidade a ser condenada, a ideia de autoria era considera irrelevante. Michel Foucault considerava a noção do autor como um momento crucial da individualização na história das ideias mas, no final da década de 60, propunha uma volta à irrelevância da autoria, o que ele chamava de desaparecimento do autor, como um fenômeno em que já não importa quem escreve, já que a obra basta por si mesma. “Que importa quem fala?” questionou em 1969. A pergunta sugere que o nome do autor parece se apagar em proveito de uma coletividade. No entanto, Foucault reconhece no indivíduo o lugar originário da escrita. O nome do autor é um nome próprio e traz com ele sua história pessoal, o empirismo que criou a própria obra. Quando filósofos questionam e de certa forma celebram o desaparecimento do autor o fazem certamente sem levar em conta os privilégios do sujeito e ignorando todas as minorias cujas vozes autorais foram suprimidas e oprimidas. 

Criatura, Uma Autópsia, espetáculo de Bruna Longo, fricciona a vida de Mary Shelley e sua obra mais famosa, Frankenstein. Mary Shelley publicou-o de forma anônima em 1818. Era inconcebível para a época uma mulher (ainda mais uma jovem mulher de 18 anos) ter escrito uma obra que fugia do padrão clássico de literatura para mulheres. O livro foi atribuído a seu parceiro, o célebre poeta Percy Bysshe Shelley, visto a dedicatória a William Godwin, pai de Mary, de quem Shelley era discípulo. Mesmo com a edição de 1831 trazendo o nome da autora e prefácio sobre a origem do romance, ainda hoje existem teorias que questionam sua autoria. Mary passou boa parte de sua vida definida pelos que a cercavam. Sobrenomes famosos que ela carregou, primeiro como filha de Mary Wollstonecraft e William Godwin, depois como companheira de Shelley. A atriz-criadora Bruna Longo, durante o processo de pesquisa e ensaios para o espetáculo viu-se mergulhada nesses questionamentos. Frankenstein é um romance sobre o ato da criação e sobre busca por identidade e pertencimento. Os questionamentos da atriz encontram ressonância nas obras de duas outras artistas-criadoras: Erica Montanheiro e Camila dos Anjos, cujos espetáculos, também solos autorais, investigam a condição de mulheres-criadoras em uma sociedade patriarcal. 

Camille Claudel (1864-1943), em quem Erica Montanheiro inspirou-se para criar Inventário, dirigido por Eric Lenate, passou 30 anos encarcerada em uma instituição psiquiátrica. Antes de ser internada, ela viveu durante muitos anos à sombra de dois homens, seu irmão escritor Paul Claudel e seu amante escultor Auguste Rodin, de quem ela foi aprendiz e assistente. Diante de uma relação abusiva com Rodin (que era casado e mantinha Camille como sua amante) e das dificuldades de firmar-se economicamente, de encontrar o reconhecimento simbólico e material, apesar de seu imenso talento como escultora, Claudel se posicionou fortemente contra aquela organização social patriarcal. Foi rotulada como desajustada, abandonada, silenciada – ações de extrema violência que a fizeram, num ato de coragem e revolta, destruir boa parte da própria obra artística. 

Quebra-Cabeça, de Camila dos Anjos, é um espetáculo autobiográfico e documental, um olhar da atriz sobre a própria história pessoal e profissional, que expõe as frustrações, as expectativas e as consequências de ter começado a trabalhar ainda criança. Como se afirmar enquanto mulher, artista e criadora quando se cresce nos estúdios de TV e palcos? Como tomar para si mesma a responsabilidade de autoria da própria criação quando o mundo patriarcal ainda enxerga as mulheres como coadjuvantes dentro da organização social? 

“Que importa quem fala? Quanto importa quem fala quando o individuo é uma mulher escrevendo em um gênero literário considerado masculino e obrigada a publicar sua obra de forma anônima? Saber que Frankenstein foi escrito por uma jovem de 18 anos não afeta a apreciação da obra? Não faz mesmo parte da obra? A obra destruída de Camille Claudel, suas peças atribuídas a Auguste Rodin e o fim precoce de sua carreira por conta de sua saúde mental são tão relevantes para sua história como artista quanto as obras que sobreviveram. O esgotamento da mulher Camila ao se perceber ‘só́ atriz’ e mais nada e o ato de tomar posse da própria narrativa criando um espetáculo autoral vem de encontro a essa busca por uma identidade criadora e propositora.” Comenta Bruna Longo.

É impossível também separar as mulheres Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos da escolha pelo formato de espetáculo solo autoral como ferramenta de resistência criativa e autonomia sobre suas obras. Em uma série de palestras que viriam a se tornar o livro “Um Teto Todo Seu”, Virginia Woolf escreveu que “uma mulher deve ter dinheiro e um quarto próprio para poder escrever ficção”. As condições para a criação de uma obra de arte talvez não tenham mudado muito, mas tendo vencido diversas das conjunturas de dependência legal e financeira a que Woolf remete, sobram ainda a constante luta por espaço em instituições majoritariamente lideradas por homens, a experiência de silenciamento em processos de criação, a supressão de autoria de ideias e projetos. Mary, Camille, Bruna, Erica e Camila (como mulher e personagem) não procuravam ou procuram suas vozes. Procuravam e procuram espaço para que suas vozes fossem e sejam ouvidas, sem cerceamentos. Buscam ter seu valor simbólico reconhecido para que este torne-se também valor econômico. “Vale apontar que somos três artistas mulheres brancas e cisgênero, conscientes dos nossos lugares na escala de privilégios”, conclui Bruna. 

Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher:

Transmissão dos solos autorais femininos Criatura, Uma Autópsia, Inventário e Quebra-Cabeça

Idealização: Bruna Longo

Direção de Produção: Selene Marinho
Produção Executiva: Marcela Horta

Montagem e cenotécnica: Evas Carreteiro

Registro Audiovisual: Bruta Flor Filmes

Direção de Fotografia: Cacá Bernardes

Direção de Imagem e Montagem: Bruna Lessa

Projeto gráfico: Kleber Montanheiro

Tradução em libras: Mirian Caxilé

Fotos: Danilo Apoena

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Website: http://www.brunalongo.weebly.com/anonimo

SINOPSE: Idealizado por Bruna Longo e contemplado pela 11ª Edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, o projeto Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher traz três espetáculos autorais femininos (Criatura – Uma Autópsia, Inventário e Quebra-Cabeça) em transmissão gratuita pelas plataformas de quatro teatros da capital: Cacilda Becker, Arthur Azevedo, João Caetano e Alfredo Mesquita. Três espetáculos solo, três atrizes-autoras (Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos), investigando três artistas criadoras (Mary Shelley, Camile Claudel e Camila dos Anjos – em espetáculo autobiográfico) vivendo em três séculos distintos (XIX, XX, XXI) e lidando com o ato da criação e o histórico silenciamento de autorias femininas.  

CRIATURA, UMA AUTOPSIA, de Bruna Longo 

SINOPSE: Criatura, Uma Autópsia, espetáculo solo de Bruna Longo, é uma fricção entre o romance Frankenstein, Ou O Prometeu Moderno e a vida de sua autora Mary Wollstonecraft Godwin (Shelley). 

BRUNA LONGO é atriz, diretora de movimento e pesquisadora corporal formada pela Universidade de Londres. Realizou direção de movimento e trabalhou como atriz em mais de vinte espetáculos no Brasil, Europa e Estados Unidos. Colaborou com companhia dinamarquesa Odin Teatret dirigida por Eugenio Barba, de 2006 a 2010, e foi membro da Cia. da Revista, de São Paulo, de 2010 a 2016. Criadora do espetáculo de teatro físico Cada Qual no Seu Barril, com Daniela Flor (indicado a seis prêmios FEMSA, incluindo espetáculo e atriz para Bruna) e do solo Criatura, Uma Autópsia, fricção entre a vida de Mary Shelley e seu romance Frankenstein, indicada como melhor atriz no Prêmio Aplauso Brasil 2019.

FICHA TECNICA: 

Concepção, dramaturgia e atuação: Bruna Longo 

Assistentes: Giovanna Borges e Letícia Esposito 

Cenário: Bruna Longo e Kleber Montanheiro 

Cenotécnica: Evas Carreteiro e Nani Brisque com arte de Victor Grizzo

Figurinos: Kleber Montanheiro 

Objetos: Bruna Longo com colaboração de Larissa Matheus 

Desenho e operação de luz: Rodrigo Silbat
Operação de Som: Leticia Esposito 

Trilha sonora: Bruna Longo 

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Website: http://www.brunalongo.weebly.com/criatura

INVENTARIO, de Erica Montanheiro 

SINOPSE: Um ser que um dia foi Camille Claudel está presa em um lugar sufocante e fala consigo mesma. Ela se prepara para deixar aquele lugar. Durante esta preparação, aos poucos se dá conta de que já deixou o mundo físico e que está se tornando um espectro. Neste processo, acessa suas memórias, recebe a visita de afetos e desafetos, e busca compreender seu destino e o legado que deixará para o mundo.

ERICA MONTANHEIRO é atriz, dramaturga e diretora. Foi integrante da Cia. Os Fofos Encenam desde 2004 e participou de espetáculos sob direção de Johana Albuquerque, Kleber Montanheiro, Cynthia e Débora Falabella,, entre outros. Vencedora do Prêmio FEMSA 2008 na categoria melhor atriz coadjuvante por Sonho de uma noite de verão, direção Kleber Montanheiro e indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2014 na categoria melhor atriz coadjuvante por O rei e a coroa enfeitiçada. Como atriz, integrou o elenco de Histeria (prêmio Aplauso Brasil 2017 de melhor atriz coadjuvante), O libertino (2011) e A Noite de 16 de janeiro (2018), todos com direção de Jô Soares. Dirigiu o espetáculo Vocês que me habitam, de autoria própria em parceria com Gustavo Colombini, e Dois a duas, escrito por Maria Fernanda Barros Batalha (Prêmio APCA de teatro na categoria melhor espetáculo para público jovem).

FICHA TECNICA: 

Concepção, dramaturgia, atuação: Erica Montanheiro 

Direção: Eric Lenate
Assistência de direção: Mateus Monteiro 

Figurinos e visagismo: Leopoldo Pacheco e Carol Badra

Arquitetura cênica: Erica Montanheiro, Kleber Montanheiro e Eric Lenate

Desenho de luz da – temporada de estréia: Aline Santini 

Montagem e Operação de Luz: Clara Camarez

Trilha sonora, sonoplastia e engenharia de som: L. P. Daniel 

Canções originais: Luísa Gouvêa

Montagem e Operação de som: Rodrigo Florentino
Vídeo-projeções: Laerte Késsimos 

Montagem e Operacão de projeção: VJ Alexandre Gonzalez 

Preparação músico-vocal: Cida Moreira

Direção de produção – temporada de estréia: Leonardo Devitto

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

QUEBRA-CABEÇA, de Camila dos Anjos 

SINOPSE: Quebra-Cabeça é um monólogo autobiográfico e documental da atriz Camila dos Anjos, sobre sua trajetória singular: seu início como atriz mirim e sua infância e adolescência trafegando pelas vias da indústria cultural. A atriz, que concentra a sua atividade atual no teatro, expõe as consequências de ter começado a trabalhar tão cedo.

Camila dos Anjos é atriz e produtora. Estreou aos doze anos na televisão, participando de diversas séries e novelas. Foi dirigida no teatro por Ulysses Cruz, Marco Antônio Pâmio, Sérgio Ferrara, André Garolli, Aury Porto, Mário Bortolotto, entre outros. Em 2015, recebeu o Prêmio de Atriz Revelação no “Melhores do Teatro R7”, pelo espetáculo “Propriedades Condenadas”.​​ ​Ganhou o “Prêmio Cenym” de teatro como Melhor Atriz coadjuvante e foi indicada ao prêmio Bibi Ferreira  por “O leão no inverno”, de James Goldman, com direção de Ulysses Cruz em 2019. Em 2020, ganhou o “Prêmio Cenym” de teatro como Melhor Atriz coadjuvante pela “Inferno – Um Interlúdio Expressionista, inspirado no texto “Not About Nightingales” de Tennessee Williams. Trabalhou como atriz, produtora, tradutora e idealizadora nos espetáculos: “Propriedades Condenadas” (“Esta Propriedade está condenada” e “Por que você fuma tanto, Lily?” / SESC Consolação) e “A Catástrofe do sucesso” (“Fala comigo como a chuva e me deixa escutar” e “Mister Paradise” / Instituto Capobianco), ambos com textos de Tennessee Williams e direção de Marco Antônio Pâmio.​

FICHA TECNICA: 

Dramaturgia e atuação: Camila dos Anjos 

Direção Musical: Daniel Maia

Desenho de luz: Marisa Bentivegna 

Cenário: César Resende 

Figurino: Marichilene Artisevskis
Projeções em Vídeo: Raimo Benedette 

Ilustrações e orientação de encenação na temporada de 2019: Nelson Baskerville

Equipe Vídeo: Pedro Cortese e Mariana Bonfanti 

Realização Vídeo: Estúdio B
Operação de Som: Marcela Horta

Operação de Luz: Rodrigo Silbat

Operação de Projeção: Daniel Gonzales

Vozes em off: 

Bruna Longo

Cesar Resende

Eric Lenate

Leopoldo Pacheco

Rafael De Bona

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

SERVIÇO: 

TEATRO CACILDA BECKER

CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

DIAS: 02, 03 e 04 de julho de 2021
HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


INVENTÁRIO
DIAS: 09, 10 e 11 de julho de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


QUEBRA-CABEÇA

DIAS: 16, 17 e 18 de julho de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo

TEATRO ARTHUR AZEVEDO

CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

DIAS: 23, 24 e 25 de julho de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


INVENTÁRIO
DIAS: 30 e 31 de julho e 1º de agosto de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


QUEBRA-CABEÇA

DIAS: 06, 07 e 08 de agosto de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo

TEATRO JOÃO CAETANO

CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

DIAS: 13, 14 e 15 de agosto de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


INVENTÁRIO
DIAS: 20, 21 e 22 de agosto de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


QUEBRA-CABEÇA

DIAS: 27, 28 e 29 de agosto de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo

TEATRO ALFREDO MESQUITA

CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

DIAS: 03, 04 e 05 de setembro de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


INVENTÁRIO
DIAS: 10, 11 e 12 de setembro de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo


QUEBRA-CABEÇA

DIAS: 17, 18 e 19 de setembro de 2021

HORÁRIOS: Sexta e Sábado – 21h | Domingo – 19h

VALOR DO INGRESSO: Gratuito – Online

PLATAFORMA: Sympla

ACESSIBILIDADE: Libras no Espetáculo de domingo

O Projeto também inclui duas mesas de debates e uma oficina, como forma de incentivar e aprofundar o diálogo sobre o tema do projeto.

“Anônimo muitas vezes foi mulher: Autorias suprimidas” – sobre a supressão autoral histórica de obras criadas por mulheres. Mediadora: Prof. Dra. Carla Cristina Garcia, cientista social especialista em sociologia de gênero, estudos feministas e lazer urbano. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Adultos, jovens, estudantes de teatro, literatura e artes plásticas, educadores. Data a definir.

“Espetáculos Solo: resistência artística e território autoral”. Mediadora: Janaina Leite, atriz e pesquisadora. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Estudantes, profissionais, pesquisadores e educadores de teatro. Data a definir.

● Oficina gratuita: “Provocações para a criação de Espetáculos Solos Autorais feitos por mulheres” com as atrizes criadoras Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Atrizes profissionais e estudantes de teatro. Em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade / Poésis – Data a definir – a partir de agosto. 

O Pau no Divã – A Série discute a construção da masculinidade na sociedade contemporânea 

Homem deitado no chão

Descrição gerada automaticamente com confiança média

O ator Felipe Barros, protagonista e idealizador da série.

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O Pau no Divã é uma websérie de ficção em 5 episódios criada e protagonizada pelo ator Felipe Barros, que estreia no dia 29 de junho, às 20h, pelo Youtube e pelo canal do Instagram do ator @fefobarros. A série busca discutir sexualidade e masculinidade a partir da ótica de Potira Jandara, uma mulher à frente de seu tempo, que através da escuta, empatia, do amor e boas doses de sarcasmo, coloca no divã os comportamentos dos homens que circulam sua vida. 

“Um olhar sobre as masculinidades possíveis em nossa sociedade. O novo homem. Mais sensível e mais saudável emocionalmente. Uma homenagem a Psicologia e a Psiqué Humana.”

Criando O Pau no Divã

Em meados de 2019, como projeto artístico e pessoal, o ator Felipe Barros decidiu investigar a sua masculinidade e os conceitos/pessoas/ideias que o fizeram ser aquele homem, performando aquele tipo de masculinidade. Após pesquisas, estudos e muitas sessões de terapia, onde Felipe buscou entender os caminhos da sexualidade no processo de construção da masculinidade na nossa sociedade, nasce O Pau no Divã.

“Primeiramente como um canal para desabafo no Youtube, eu tinha a intenção de falar. Falar sobre minhas pesquisas, o que estava sentindo, minhas dores, dúvidas, sobre uma nova visão de mundo, livre, saudável, ética e que passa exclusivamente por um novo entendimento sobre o papel do homem e como esse exerce sua masculinidade numa sociedade que tenta a todo custo reprimir toda e qualquer papel feminino ou de quem performe feminilidade. Uma nova sociedade só é possível em equilíbrio. Masculino e Feminino caminhando juntos”, conta Felipe. 

Após uma temporada de vídeos no seu canal no Youtube, a vontade de criar e desenvolver uma nova linguagem audiovisual para continuar falando sobre os temas de suas pesquisas, fez Felipe buscar novas narrativas. Aproveitando a finalização de um curso de Roteiro, onde precisava desenvolver um projeto de conclusão, Felipe uniu suas pesquisas sobre o tema “Sexualidade e Masculinidade” com a vontade latente de atuar e produzir um conteúdo mais autoral e artístico, e assim escreveu a websérie O Pau no Divã. 

“Depois de ajustes no roteiro e muitas chamadas de vídeo com amigos que trouxeram insights e incentivos para realizar a obra, decidi pôr a mão na massa e contar com o que tinha para fazer acontecer. Todos os episódios foram gravados durante 2 semanas, no mês de fevereiro de 2021, no meu apartamento. A equipe contou apenas com duas pessoas presencialmente, a fotógrafa Nathalia Souza, minha irmã, e a maquiadora Isabella Pinguel, minha vizinha”.  

Toda a produção, figurino e direção de arte foi feita pelo próprio ator nas semanas que antecederam as filmagens. O trabalho de construção dos personagens e preparação do ator para a série, foi feita pelo profissional Sergio Spina, assistente da preparadora de elenco Fatima Toledo. 

Sobre Felipe Barros

Felipe Barros é um ator/criador paulistano, de 32 anos.  Começou ainda criança e desde então não parou mais de sonhar, de imaginar, de criar, de desenvolver o seu olhar e fazer artístico, tanto no teatro, quanto nos últimos anos no audiovisual. Felipe busca olhar a vida sempre atras de inspiração, de boas histórias, boas pessoas, bons momentos. 

Trabalha profissionalmente com teatro desde os 15 anos, somando mais de 20 espetáculos teatrais, entre eles Salomé, Vereda da Salvação, Noite de Reis e Boca de Ouro. Em 2012, foi indicado ao prêmio Femsa, como melhor ator coadjuvante, pelo infantil Rapunzel do Grupo Gattu. Interpretou Jesus Cristo na opera Cavalleria Rusticana, em 2014 Theatro Municipal de SP. Participou das séries Zé do Caixão, Ainda 70 e Rio Heroes. No cinema, atuou em mais de 10 curtas metragens, entre eles os premiados RG, Valsa para Ronana e Passagem, e protagoniza o longa Todos Nós 5 milhões (disponivel no youtube). Atualmente trabalha como apresentador de conteúdos educacionais e produz o projeto O Pau no Divã, no youtube.

Sobre Potira Jandara – A protagonista

Potira é uma mulher grande. Na altura e no coração. Inspirada em histórias e comportamentos de grandes mulheres que passaram pela vida do ator Felipe Barros, Potira é amor, é escuta, é empatia, é puxão de orelha, é masculino, é feminino, é liberdade, é resistência e resiliência. Potira é a visão de um mundo mais humano, que não julga, porque entende a dor do outro. 

Potira é aquela amiga, irmã, vizinha que todo mundo adoraria ter. Uma boa amiga, um bom conselho, um bom momento de reflexão e inspiração. Seja com uma taça de vinho, um bolo recém-saído de forno, ou abrindo uma carta de tarô, Potira está sempre pronta pra receber em sua casa e compartilhar dores e delícias de se viver. Sua casa é um templo para respirar. E sua missão é acolher os corações apertados, iluminar pensamentos obscuros e ressignificar conceitos que sufocam os homens. 

Enquanto Potira abre sua escuta e seu coração para os mais diversos dilemas do outro, ela espera por alguém que a escute com a mesma doçura, amor e compreensão que ela merece. 

Sinopse Episódios 

Episódio 1 – Pedro: O Vizinho do Lado – Dia 29/06/2021 – às 20h

Quando Potira está prestes a relaxar, Pedro invade sua casa para falar do seu final de semana. Incomodada com algumas atitudes de Pedro após sua separação, Potira decide falar algumas verdades para seu vizinho do lado. 

Temas abordados: Masculinidade Toxica; Separação; Comportamentos infantis; Monogamia.

Episódio 2 – Guilherme: O Sobrinho – Dia 06/07/2021 – às 20h

Depois de três dias abrigando seu sobrinho que fugiu de casa, Potira resolve ter uma conversa franca com o menino. Guilherme decide revelar seus segredos mais escondidos e deixa Potira perplexa.

Temas abordados: Relação Mãe e Filho; Virgindade; Pornografia na Web; Sexualidade.

Episódio 3 – Luiz Claudio: O Vizinho de Cima – 13/07/2021 – às 20h

Incomodada com as brigas constantes que escuta vindo do andar de cima, Potira resolve tomar uma atitude drástica. Mas o que Potira não esperava, era ser confrontada por seu vizinho.

Temas abordados: Violência Doméstica; Machismo; Discursos de Ódio; Homofobia.

Episódio 4 – Marinho: O Irmão – 20/07/2021 – às 20h

Quando seu irmão aparece na sua casa logo de manhã, Potira sente que vem bomba. Num papo franco, Marinho conta sobre sua última aventura e Potira descobre os dilemas de seu irmão.

Temas abordados: Casamento; Familia; Bisexualidade; Fetiches.

Episódio 5 – Júlio: O entregador – 27/07/2021 – às 20h

Quando Julio vem fazer uma entrega para Potira, ele conta para ela uma novidade. Numa conversa dura, Julio abre seu coração e deixa Potira emocionada.

Temas abordados: Paternidade; Justiça Social.

Sobre a veiculação e os próximos passos

Os episódios da série serão disponibilizados às terças feiras, às 20 horas, no IGTV do ator Felipe Barros @fefobarros e no canal O Pau no Divã, no Youtube. https://www.youtube.com/channel/UCOWPxN4DlHadSQH9b20UCSQ

Pela sua página no Instagram (@fefobarros), o ator Felipe Barros promoverá interações com seu público, interpretando a protagonista Potira Jandara e ampliando o debate trazido através dos temas abordados em cada episódio. Cada sexta feira que antecede o episódio, Potira vai soltar alguns spoilers sobre os assuntos do episódio da semana e sobre o homem em questão que visitará sua casa. 
Após o lançamento dos 5 episódios, a partir de 3 de agosto, o ator Felipe Barros, dentro de sua página no instagram (@fefobarros) apresentará 5 lives com convidados a serem definidos para debater sobre masculinidade, sexualidade e sobre O Pau no Divã. Paralelo a isso, Felipe vai apresentar o projeto para outras produtoras e distribuidoras e participar de festivais de web séries pelo Brasil e o Mundo. Começando com o RioWebFest 2021, maior festival de web séries do Brasil.

Ao propor ampliação dos modos de apreciação da linguagem teatral, Teatro Para Ver Além reestreia experiência cênica

Projeto apresenta um mesmo espetáculo sob seis perspectivas diferentes e diretora afirma: “Teatro de Arte não é efêmero, tem vocabulário, elaboração, articulação e, como toda linguagem, pode e deve ser visto novamente. (Rita Clemente)”

Imagem em preto e branco de pessoa com a mão na boca

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Créditos: Bianca Aun / Bob Sousa 

Iniciado em 2018 e constantemente em cartaz, inclusive em tempos pandêmicos, o projeto Teatro Para Ver Além acontece, mais uma vez, no pequeno estúdio da Clementtina: Plataforma de Criação – espaço que representa a atriz, diretora e pesquisadora Rita Clemente – com o desejo de manter um espetáculo ativo, vivo e disponível ao público, por longa temporada. 

Nesta edição, o projeto incorpora o campo virtual e apresenta, gratuitamente, o solo “Amanda” sob 6 perspectivas diferentes, entre os dias 18 e 27 de junho, pelo Youtube.

Em 6 dias de apresentações, duas sessões diárias, com 12 sessões ao todo, serão propostos novos modos de ver a obra: a cada dia haverá um espetáculo com os mesmos elementos (vocabulários), mas exibidos por diferentes perspectivas. Um jogo entre câmeras será operado pelo diretor de fotografia Kleber Bassa, com o objetivo de promover uma experiência sensorial e perceptiva que possa ampliar as possibilidades de interpretação e apreciação da obra, por parte do espectador. A trilha sonora, voz importante da criação de cena, é assinada por Márcio Monteiro – criada especialmente para o espetáculo, desde sua estreia em 2015.

O ineditismo do projeto, que tem apoio do Edital LAB-MG nº 15/2020 (Seleção de Propostas para Espaços Culturais de Apresentação Artística), é caracterizado por duas vertentes: a primeira, relacionada à possibilidade de apreciação de uma obra em cartaz por longo tempo. Já a segunda, diz respeito a rearticulação dos vocabulários criados para a encenação que, desde a sua estreia, em 2015, se fundamentam na ideia de que a cena, tal como o texto, tem sua escrita e, por isso, pode ser revisitada, relida, novamente apreciada pelo espectador reincidente para que, em sua nova leitura possa “ver além”, ler além, enxergar além, ouvir além, sentir além e ampliar sua perspectiva de interpretação da obra. “Descobrir novos sentidos rearticulando cada ação (física, emocional, textual, pictórica) da peça, é também uma forma de buscar uma nova interpretação, uma nova atitude que possa vivificar a performance do ator”, reforça a atriz Rita Clemente

O espetáculo Amanda possui pressupostos de criação e de composição mantidos em constante busca por novos sentidos ao longo de sua trajetória e que passam, novamente, por uma rearticulação em sua abordagem estética, ao aliar-se ao campo virtual. Após 5 anos de existência, a peça propõe um redimensionamento que reitera a ideia de que cada vez em que se vai ao Teatro, sempre é um novo momento para o espectador e para os artistas da cena. “Não tem nada de improvisação, sequer se trata da efemeridade da linguagem teatral, pelo contrário, trata-se de criar rearticulações que desdobrem os sentidos”, afirma Clemente. 

Sobre o espetáculo:

Amanda é uma obra cênica que tem texto de Jô Bilac, codireção de Diogo Liberano (na primeira versão, em 2015) e cena da atriz, diretora e pesquisadora Rita Clemente. É a história de uma mulher de meia-idade que perde progressivamente os sentidos e, ainda assim, continua seu cotidiano.

Amanda participou da peça Fluxorama, em 2013, no Rio de Janeiro, quando ainda era um monólogo apresentado junto a outros 2 textos de Jô Bilac. Depois, recebe novo tratamento e transforma-se em um solo independente, em 2015, inaugurando o projeto “Criações de Bolso” do Sesc Palladium. A seguir, faz temporadas em Belo Horizonte e São Paulo, além de participações em festivais, recebendo, em 2017, uma nova composição, para integrar o projeto “Teatro Para ver Além”, por 2 anos, em temporada na Clementtina Plataforma de Criação (MG).

Sobre Rita Clemente

Rita Clemente, destacada atriz, diretora e dramaturga mineira, tem vasta experiência em teatro e incursões em televisão e cinema, sendo reconhecida por sua pesquisa acerca das possibilidades de diálogo entre teatro e música. Na televisão, estreou como atriz no seriado “A Cura” (2010) e fez parte do elenco das novelas “A Vida da Gente” (2011-2012), “Amor à Vida” (2013), e “Liberdade, Liberdade” (2016), todas pela TV Globo. No cinema, atuou nos longas-metragens “Pequenas Histórias” e “Batismo de Sangue”, do diretor Helvécio Ratton. Rita é mestre em Artes e graduada em Música pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), formando-se, também, pelo curso de profissionalização de atores da Fundação Clóvis Salgado (CEFART/FCS).

Sobre Kleber Bassa

Formado em fotografia pela Escola de Imagem – a maior escola de fotografia da América Latina – Kleber Bassa atua desde 2012 como Diretor de Fotografia, Editor e Fotógrafo/Câmera. Atualmente, estuda Teatro na Escola de Belas Artes (UFMG) e no CEFART (FCS). De 2020 para cá, fez transmissões de lives para o Coletivo Imune, para o Palácio das Artes, realizando também a orientação de câmera para Cia. de Dança da Fundação Clóvis Salgado e para o Teatro Universitário (UFMG), atuando como câmera e diretor de fotografia em diversos outros trabalhos de destaque em Belo Horizonte, entre eles: “Elon não Acredita na Morte”, dirigido por Ricardo Alves Jr (2016), e no telefilme “O Natal de Rita” (2018), dirigido por Ricardo Alves Jr. e produzido pela Entre Filmes e Globo Filmes.

Sobre Márcio Monteiro

Márcio Monteiro é ator formado em Teatro pelo CEFART (Palácio Das Artes) e graduado em Música pela UEMG. Tem desenvolvido trabalhos em parceria com a atriz e diretora Rita Clemente desde 2012, nas funções de ator e/ou criador de trilha sonora de espetáculos como “Delírio & Vertigem”, “Dias Felizes: Suíte em Nove Movimentos”, “O que você foi quando era criança?” (pelo qual recebeu a indicação de Melhor Ator pelo Prêmio Copasa/Sinparc 2015), “19:45!”, “Amanda”, “Ricochete” e “Antes do Fim” (premiado como Melhor Ator Coadjuvante, no 4º Prêmio Copasa/Sinparc de Artes Cênicas, em 2018)

Sinopse

O que você veria se perdesse a visão? Amanda perde os sentidos, um a um, mas continua como se fosse possível, como se fosse fácil, como se fosse engraçado… E, mesmo diante do absurdo de sua vida, trafega entre o trágico e o humor, o real e a ficção.

Ficha Técnica:

Direção Geral, Concepção e Atuação: Rita Clemente

Texto: Jô Bilac

Trilha Sonora Original: Márcio Monteiro

Direção de Fotografia/Transmissão: Kleber Bassa

Iluminação: Régelles Queiroz

Artes Gráficas: Priscila Natany

Assistência de Produção: Analu Diniz

Produção: Clementtina Cultura

Serviço: 

“Teatro Para Ver Além”

Datas das transmissões de “Amanda”, online: 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de junho (sextas, sábados e domingos)

Horários: às 17h e às 20h (duas sessões diárias)*

Local: YouTube

Classificação: 14 anos

Evento gratuito

*As apresentações serão seguidas de uma conversa com a artista e convidados sobre o processo de criação da obra.

Trilogia Contra a Violência, idealizada pela atriz Natalia Gonsales traz os espetáculos Fóssil, A Última Dança e Carmen para uma mostra online gratuita com duração de uma semana, de 5 a 10 de junho.

Fóssil, dramaturgia de Marina Corazza, que aborda a luta das mulheres curdas, tem direção de Sandra Corveloni, com Natalia Gonsales e Flávio Tolezani no elenco; A Última Dança, interpretado por Natalia, é um monólogo sobre a condição do trabalho operário. Inspirado no diário de fábrica da escritora e filósofa francesa Simone Weil, escrito por César Baptista, com encenação de Natalia Gonsales, César Baptista, Fernanda Bueno e Janaína Suaudeau; e Carmen com dramaturgia de Luiz Farina (baseado Na Novela Carmen De Prosper Mérimée), com Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira no elenco, e direção de Nelson Baskerville (registro feito em 2018 no Teatro Poeira RJ).  

Pessoas posando para foto em frente a microfone

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Os três espetáculos já fizeram temporadas presenciais com sucesso de público e crítica, e agora chegam às suas versões online, compondo a Trilogia Contra a Violência, já que todos abordam aspectos de violência e opressão social contra a mulher em épocas e contextos muito diferentes entre si.

Como idealizadora, Natalia Gonsales, atriz e responsável pela produtora cultural Bem Casado Produções Artísticas, tem constante pesquisa sobre personalidades e fatos que desafiam a ordem imposta, sempre pela perspectiva do feminino, misturando teatro, audiovisual e dança, realiza espetáculos por todo o Brasil, como: “Festa”, de Marcelo Soler, direção Lana Sultani estreou em 2013 no CCBB de SP; “A Última Dança”, “Chuva Não. Tempestade!” de Franz Kepler, direção Rafael Primot; “Fala Comigo antes da Bomba Cair” de Mario Bortolotto e Tennessee Williams, direção Carla Candiotto. No ano de 2017, o espetáculo “Carmen” tornou a personagem feminina (Carmen) narradora de sua própria tragédia dando a ela voz e representatividade. Em 2020, estreou o espetáculo “Fóssil” sobre a Revolução de Rojava que acontece hoje no norte da Síria e tem forte atuação das mulheres.

Sobre FÓSSIL – dia 05 e 08 de junho às 19h

Criado a partir da pesquisa de três anos desenvolvida por Natália e pela dramaturga Marina Corazza a respeito do povo curdo e da revolução de Rojava, na Síria, a peça com direção de Sandra Coverloni estreou no Sesc Pompeia no início de 2020 tendo grande repercussão de público e crítica, com todas as apresentações lotadas. Seguiu para temporada no Teatro Aliança Francesa, que foi interrompida por conta da pandemia gerada pelo covid-19. Em agosto de 2020 com o cenário no teatro, realizou 3 apresentações online pelo Festival Palco Presente da Secretaria Municipal de Cultura.

A peça se passa dentro da sala de Luiz Henrique (Flávio Tolezani), diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Natalia Gonsales), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria.

A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64. “Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver.” Comenta a dramaturga Marina Corazza.  

“Encenar a luta curda pela democracia revela contradições do sistema democrático ocidental que se apresenta na forma atual do patriarcado, sustentado pelo Estado e pela hierarquia. A forma de Estado-Nação aliado ao Capitalismo é um modelo baseado nas dominações de classe, gênero, etnia e religião associado à competitividade econômica, impossibilitando assim, que a nação alcance os objetivos de liberdade, igualdade e justiça social” explica Natalia.

A encenação de Sandra Corveloni propõe um encontro entre teatro e audiovisual tendo projeções sensitivas e trilha sonora original de Marcelo Pellegrini, criando um clima de sala de cinema, para falar da Revolução de Rojava ou Confederalismo Democrático do Norte da Síria. 

“Fóssil possui uma dramaturgia bastante profunda, com camadas de informações e sentimentos que aparecem à medida em que o texto avança. A montagem que é ao mesmo tempo teatral e cinematográfica, nos leva a refletir sobre questões como os direitos das mulheres, a democracia, as fronteiras e a arte”, comenta a diretora.

Sobre A ÚLTIMA DANÇA – dia 06 e 09 de junho às 19h

Monólogo inspirado no diário da escritora e filósofa francesa Simone Weil (1909-1943), “Expérience de la vie d’usine” (“Vivendo a vida da fábrica”) e nas pesquisas publicadas por Eclea Bosi (“Simone Weil – A condição operária e outros estudos sobre a opressão”).

O dramaturgo, diretor, coordenador do Núcleo de Dramaturgia do SESI, César Baptista é o responsável pela dramaturgia e adaptação do diário para o teatro.  Em cena, a atriz , ao lado de algumas máquinas de linha de produção que fazem parte do cenário assinado pelo cenógrafo, ator e diretor Flávio Tolezani narra não apenas a vida de Weil na fábrica, como também sua resistência às guerras e à força. A encenação foi toda construída a partir de seus relatos e cartas

A trilha é composta por ruídos das correias e barulhos de macetadas. Outras manifestações sonoras do ambiente fabril são transformadas em músicas compostas pelo premiado compositor Daniel Maia. 

Simone Weil, nascida em 1909 em Paris, filha de médico judeu, aos vinte anos aluga um quartinho perto de uma fábrica, despede-se de seus pais, amigos e do ensino da filosofia para trabalhar nas linhas de montagem com o objetivo de vivenciar a condição operária e a opressão social. Com essa vivencia, Simone deixa uma espécie de diário relatando o seu dia a dia na fábrica: o calor do forno, as labaredas, o barulho terrível da caldeiraria, os acidentes, as doenças, as ordens, o medo, o ritmo crescente do trabalho, o esgotamento, o envelhecimento, a infelicidade e a fome. 

Sobre CARMEN – dia 07 e 10 de junho às 19h

Em junho de 2017 o espetáculo escrito por Luiz Farina estreou na cidade de São Paulo, no Teatro Aliança Francesa. Baseado na novela original CARMEN de Prosper Mérimée, escrita 1845, na qual Georges Bizet se inspirou para a criação da Ópera Carmen. A história é contada por três atores: Natalia Gonsales, Flávio Tolezani e Vitor Vieira, com direção de Nelson Baskerville. 

Admiração, pulsão, curiosidade, interesse pela cultura cigana e pela personagem CARMEN foram fundamentais para essa iniciativa artística. O desejo impulsionou a ideia e a vontade de levar essa personagem, carregada de uma forte personalidade e de uma trágica história, ao teatro. Uma dramaturgia clássica merece ser conhecida, visitada, discutida e revisitada. Pois, quando são vivenciadas de fato, mais se revelam inesperadas e inéditas. Um clássico é uma história que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer e que, por isso, atravessa o tempo e atualiza questões verdadeiramente fundamentais à existência. E assim, a partir da obra de Mérimée, Luiz Farina com o objetivo de dar voz a Mulher, apresenta Carmen também como narradora da sua tragédia. 

“Uma história contada e recontada nas mais variadas formas e gêneros, surgiu como novela em 1845 e já foi filme, ópera e novela nas mãos de grandes mestres. Um clássico. A pergunta recorrente que todos se fazem ao remontar a peça é: por que fazê-la? Para mim, porque pessoas continuam morrendo por isso e precisamos recontar a história até que não sobre nenhuma gota de dor. Na atual encenação elementos clássicos como a dança flamenca, os costumes ciganos, a tauromaquia, entre outros, são re-significados ao som de guitarras distorcidas, microfones e coreografias, para que não reste dúvida de que estamos repetindo histórias tristes de amor, de paixões destruidoras. O ponto de vista que nos interessa é o de Carmen, a mulher assassinada, dentro de uma sociedade que pouco mudou de comportamento ao longo dos séculos, que aceitou brandamente crimes famosos cometidos contra mulheres como os de Doca Street, Lindomar Castilho e mais recentemente de Bruno, o goleiro, crimes muitas vezes justificados pela população pelo comportamento lascivo das vítimas, como se isso não fosse aceito em situações invertidas relativas ao comportamento masculino. O homem pode. A mulher não. Nessa encenação, Carmen morre não porque seu comportamento justifique qualquer tipo de punição, mas porque José é um homem, como tanto outros, doente como a sociedade que o criou.”  Comenta o diretor Nelson Baskerville.

SERVIÇO:

Temporada: de 05 a 10 de junho às 19h

Gratuito

Transmissão: https://www.youtube.com/aliancafrancesa

Fóssil – 05 e 08 de junho às 19h

A Última Dança – 06 e 09 de junho às 19h

Carmen – 07 e 10 de junho às 19h

Este projeto foi contemplado pelo EDITAL PROAC EXPRESSO LEI ALDIR BLANC Nº 47/2020 “PRÊMIO POR HISTÓRICO DE REALIZAÇÃO EM TEATRO”.

Ficha Técnica – A Última Dança

Concepção e Atuação: Natalia Gonsales. Encenação: Natalia Gonsales, César Baptista, Fernanda Bueno e Janaína Suaudeau. Provocadores: César Baptista e Janaína Suaudeau.Criação Dramatúrgica: César Baptista. Direção de Movimento e Coreografia: Fernanda Bueno. Composição Sonora: Daniel Maia. Iluminação: Igor Sane. Cenário: Flávio Tolezani. Figurino: Natália Gonsales. Designer Gráfico: Murilo Thaveira. Fotografia: Flávio Tolezani e Calu Trevizani.  Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Assessoria de Mídias Sociais: Letícia Gonzalez. Produção: Bem Casado Produções Artísticas e Contorno Produções. Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assistente de Projetos: Bianca Bertolotto. Assistente de Comunicação: Carolina Henriques.

Ficha Técnica – Carmen

Dramaturgia: Luiz Farina [Baseado Na Novela Carmen De Prosper Mérimée]. Elenco: Flávio Tolezani, Natalia Gonsales E Vitor Vieira. Direção: Nelson Baskerville. Assistente De Direção: Janaína Suaudeau. Música Original: Marcelo Pellegrini. Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna. Assistente de Cenário: Amanda Vieira. Cenotécnico: Cesar Rezende. Figurino: Leopoldo Pacheco E Carol Badra. Adereços: Zé Valdir Albuquerque. Direção De Movimento e Coreografia: Fernanda Bueno. Flamenco: Andi El Canijo. Técnicas Aéreas : Alvaro Bacellos [Cia Cênica Nau De Ícaros]. Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Design Gráfico e Ilustração: Murilo Thaveira. Idealização: Natalia Gonsales E Flávio Tolezani. Canção Matei De Vicente Celestino: Cantada Por Flávio Tolezani Arranjada E Produzida Por Marcelo Pellegrini. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Assessoria de Mídias Sociais: Letícia Gonzalez. Produção: Bem Casado Produções Artísticas e Contorno Produções. Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assistente de Projetos: Bianca Bertolotto. Assistente de Comunicação: Carolina Henriques.

Ficha Técnica – Fóssil

Idealização: Natalia Gonsales. Dramaturgia: Marina Corazza. Direção: Sandra Corveloni. Com: Natalia Gonsales e Flávio Tolezani. Música Original: Marcelo Pellegrini. Desenho de Luz: Aline Santini. Figurino: Leopoldo Pacheco. Cenário: Carol Bucek. Videografismo e Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo). Voz canção curda: Rojda. Produção musical: Surdina. Mãe de Anna: Clara Cury. Assistência de Direção: Felipe Samorano. Assistência e Operação de Luz: Pajeú Oliveira. Operação de som: Pedro Ricco. Projecionista: André Grynwask. Locação e Captação de Som: Radar Som. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Assessoria de Mídias Sociais: Letícia Gonzalez. Fotos de Divulgação: Ronaldo Gutierrez e Haroldo Miklos. Fotos do Espetáculo: Ronaldo Gutierrez e Matheus José Maria. Registros fotográficos do Curdistão:  Alexandre Auler, Fabio Braga e Virginia Benedetto. Imagens aéreas (drone) de Kobani: Gabriel Chaim. Aulas sobre os conflitos do Oriente Médio: Reginaldo Nasser. Equipe de filmagem: Rodrigo Prata, Isabella Melo e Gustavo Bricks. Edição: Gustavo Bricks. Produção: Bem Casado Produções Artísticas e Contorno Produções. Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Produção Executiva: Letícia Gonzalez. Assistente de Projetos: Bianca Bertolotto. Assistente de Comunicação: Carolina Henriques.