Os escombros de uma casa, situada no terreno da antiga fábrica de cimento do bairro de Perus, situado na periferia da cidade de São Paulo, é o palco onde a dramaturgia de Bárbara Queiroz começa. Olhos de Recomeço é um [cine teatro documental] , dirigido e interpretado por Sandra Corveloni, que faz temporada de 30 de outubro a 19 de dezembro pelo Youtube, com ingressos disponíveis pelo Sympla.
O espetáculo nasce do desejo de resgatar as memórias de um lugar que foi berço da mistura de trabalhadores de várias partes do mundo, que estavam em busca de melhores condições de vida e oportunidades – e onde Sandra, diretora artística, passou grande parte da infância e juventude.
Sinopse
É primeiro de janeiro. Uma mesa posta carregada de lembranças de um passado cheio de acontecimentos, de uma vida que passou e projetos que ficaram por começar. Essa mulher, uma espécie de viajante no tempo, retorna para a vila de uma antiga fábrica onde morou. Nessa viagem ela recria imagens e sons daqueles momentos, enquanto fala sobre tempo, família, sentimentos e, principalmente, memória.
“Temos trabalhado com artistas que são agudos observadores da realidade e durante esse último ano, com o fechamento dos teatros e na impossibilidade de prever um prazo para que tudo voltasse a funcionar normalmente, começamos um processo de pesquisa dessa memória, dos lugares e de pessoas incríveis que nos rodeiam e não nos damos conta”, conta a idealizadora Sandra Corveloni.
O objetivo é levar para a cena toda a riqueza daquele local histórico junto com essa personagem mulher, uma espécie de viajante no tempo, um depoimento da vida naquela casa que um dia foi um lar. Ela relata suas observações sobre o tempo, o espaço, a família e, sobretudo, a memória. À medida que ela caminha pelos cômodos, lembranças de um passado cheio de acontecimentos vão surgindo.
“Através do confronto entre texto memorial e imagens reais de 2021 nos damos conta do quão importante é o Teatro Documentário e sua estreita relação com a imaginação e a tomada de consciência para a manutenção da vida”, conta Sandra, que avança:
“A junção das linguagens é super importante para a história que queremos contar, vídeo e palco se fundem numa sincronia total. As imagens da personagem principal foram gravadas nos escombros dessa casa abandonada e seus arredores. Na fusão com o palco, a mulher caminha em direção ao quintal, desaparece pela porta principal da casa e surge no palco, onde uma mesa de réveillon está sendo posta”, conclui.
Ficha técnica
Idealização: Sandra Corveloni
Produção: Companhia D’Alma
Direção: Sandra Corveloni
Direção de fotografia: André Grynwask
Montagem e edição: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Dramaturgia: Bárbara Queiroz
Roteiro adaptado: André Grynwask
Atuação: Sandra Corveloni
Direção de produção: Bruna Lemela
Direção de arte: Felipe Samorano
Música: Marcelo Pellegrini
Coordenação de administração: Maurizio De Simone
Produtor assistente: Lucas Mello
Contra-regra: Gustavo Brandão
Técnico de luz: Vinicius Andrade
Estagiário de produção: Orlando Corveloni
Serviço 30 de outubro até 19 de dezembro
Sábados às 21h30 e domingos às 17h30
Pelo Youtube / Retirada de ingressos gratuitos pelo Sympla https://www.sympla.com.br/produtor/companhiadalma
R$: Gratuito
Duração: 20 minutos
Classificação indicativa: Livre
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-09_Companhia-D_Alma_Olhos-de-Recomeco_Ronaldo-Gutierrez.jpg332221pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-10-18 15:52:302021-10-18 15:52:30Olhos de Recomeço
Com dramaturgia de Abigail Wimer, Thiago Esperandio e Cia Encontro em Cena, cenário/instalação de Otávio Donasci e composições inéditas de Abigail Wimer e Thiago Esperandio, HomoShoppiens é um convite para um encontro com o essencial em nós. Apesar do tema ser áspero, o espetáculo convida a se enxergar e também a rir de si mesmo.
“As cenas nos ajudam a olhar no espelho. Quem não conhece alguém que se sente exausto no trabalho e questiona se aquela vida traz uma realização? Quem não conhece alguém que está viciado e passa excessivas horas por dia vendo redes sociais? Quem não conhece alguém que faz compras para aliviar as angústias? Quem não conhece a criança que se recusa a comer saudavelmente porque só quer a bolacha com alto teor de açúcar? Quem não conhece pais que sonham com o sucesso de seus bebês recém-nascidos nas redes sociais? Difícil não se reconhecer em muitas cenas”, comenta o compositor Thiago Esperandio.
“Para ilustrar esse mundo do consumismo, o milenar mito da caverna, de Platão, serve como metáfora no espetáculo. Uma caverna onde as pessoas veem sombras e acreditam que se trata do mundo real. No entanto, a caverna de hoje não usa mais a luz do fogo para projetar sombras. A luz vem de celulares e de outras tecnologias.
Na construção dessa caverna de ilusões do século 21, convidei Otávio Donasci como criador da instalação multimídia. Ele arquiteta essa caverna para que possamos vivenciá-la e reconhecê-la como tal” – diz a diretora Abigail Wimer.
O espetáculo – por Otávio Donasci
“Senti-me muito animado ao ser convidado para criar a instalação-cenográfica-inflável-multimídia do espetáculo a partir de trabalhos meus desenvolvidos ao longo dos últimos anos. Ao saber que seria baseado na metáfora de Platão, o Mito da Caverna, vislumbrei um casamento perfeito entre minha linguagem de túneis e cavernas infláveis com a vivência do público necessária para entender o conceito da peça na própria pele e não só como espectadores.
O trabalho do grupo vinha se desenvolvendo ao longo de mais de 2 anos para um palco de teatro, espaço totalmente diferente de uma instalação de 100 metros de túnel com vários ambientes.
Tomamos todos os cuidados para a segurança da plateia e dos atores nesses tempos de pandemia que vivemos, pesquisando procedimentos que além de proteger, também fizessem parte da proposta.
O regime de ventilação mantendo sempre um fluxo contínuo de ar em todos os túneis. O fornecimento de equipamentos como sapatilhas descartáveis para o público. O número restrito de 15 pessoas no interior dos túneis, separados dos atores. Tudo foi pesquisado e experimentado para tirar o máximo proveito da instalação com a maior segurança possível.
Espero que vocês vivenciem o espetáculo na pele e saiam refletindo sobre a urgência do tema nesse momento do nosso planeta.”
Sinopse
A sociedade de consumo, por meio de seus jogos de sedução e de forma ininterrupta, nos diz: “consuma para ser feliz”, “compre pra se sentir melhor”, “não importa o que você é, importa o que você tem”.
Diante da promessa de felicidade desta sociedade, consumimos não só mercadorias, mas, também, informações, comportamentos, opiniões e até pessoas! Sim pessoas… e eis que de consumidores, passamos a ser objetos de consumo.
Recebemos incessantes notificações de que estamos perdendo as últimas atualizações das redes sociais. Por mais que “maratonemos”, estamos sempre para trás.
E se tudo isso nos levar à exaustão e à ansiedade, nos são oferecidos produtos que prometem nos livrar da exaustão e da ansiedade.
Mas… e se pararmos? E se nos perguntarmos o que foi feito de nós? E se nos rebelarmos diante de um modelo de sociedade que coloca o lucro acima de nosso bem-estar? E se formos mais Sapiens e menos “Shoppiens”?
Ficha Técnica
HomoShoppiens
Cia Encontro em Cena
Direção: Abigail Wimer
Direção Musical: Abigail Wimer
Instalação Multimídia: Otávio Donasci
Direção de Pesquisa e Conteúdo: Abigail Wimer e Thiago Esperandio
Direção de Produção: Alcione Alves
Assistência de Direção: Helena Castro e Alcione Alves
Elenco: Bruna Luisa, Eduardo Lousada, Helena Castro, Lucas Martinez, Maria Bia, Naiara de Castro, Nando Medeiros, Nathan de Castro, Rafael Curátolo, Raíssa Tomasin, Tati Mayumi e Vini Hideki
Composição: Abigail Wimer e Thiago Esperandio
Arranjos: Alê Mihanovich
Trilha Sonora: Abigail Wimer e Alê Mihanovich
Dramaturgia: Abigail Wimer, Thiago Esperandio e Cia Encontro em Cena
Iluminação: Vini Hideki
Figurino: Otávio Donasci
Coreografia Sociedade do Cansaço: Sthé Mascara
Coreografia Euritmia: Kleber Akama
Preparação de Ator Cabaret: Roberta Calsa
Operação de Som: Vidal Bezerra da Silva
Identidade Visual: Tati Mayumi
Social Media: Naiara de Castro e Nando Medeiros
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotografia: Pedro J. Duarte
Captação de Imagem e Som: Pedro J. Duarte e Ricardo Vieira
Cenotécnico: Juanito Cusicanki
Assistentes cenotécnicos: Alohá De La Queiroz, Felix Moisés, José Petrônio e Júlia Cusicanki
Assistente Técnico: Freddy Argote
Produção: Raíssa Tomasin
Gestão de Projeto: Raíssa Tomasin e Alcione Alves
Assistência de Produção: Rafael Curátolo, Françoise Plas, Flávio Nascimento e Liz
REALIZAÇÃO: IMAGEM ESSENCIAL
Serviço
HomoShoppiens
Cia Encontro em Cena
De 29 de outubro a 28 de novembro
Sextas e sábados às 20h, domingos às 19h
Espaço Leão: Rua Leão XIII, 243 Jardim São Bento
Ingressos: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia
Lotação máxima: 15 pessoas
Classificação indicativa: 14 anos
Compra de ingressos exclusivamente pelo Whatsapp: (11)96085-6185 – Raíssa
Orientamos para que venham com sapatos confortáveis e sem mochilas e bolsas volumosas. Não é permitida a entrada na instalação com sapatos de salto.
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SINOPSE CURTA
O espetáculo HomoShoppiens propõe ao público uma travessia pelas entranhas de uma sociedade consumista que, por meio de seus jogos de sedução, nos diz: “consuma para ser feliz”, “compre pra se sentir melhor”, “não importa o que você é, importa o que você tem”.
HomoShoppiens busca tirar o véu que enfeita a face de um mundo em que tudo deve ser consumido irrefletidamente: desde mercadorias, informações, comportamentos, opiniões, até pessoas! Sim, pessoas… e eis que de consumidores passamos a ser objetos de consumo.
Mas… e se pararmos? E se nos perguntarmos o que foi feito de nós? E se nos rebelarmos diante de um modelo de sociedade que coloca o lucro acima de nosso bem-estar? E se formos mais Sapiens e menos “Shoppiens”?
HomoShoppiens é um convite para um encontro com o essencial em nós.
Julieta é uma artista de variedades que aos 37 anos recebe diagnóstico de menopausa precoce. Ela é a personagem principal da websérie Peripécias Menopáusicas, que estreia no dia 28 de outubro e é composta por 15 episódios semanais publicados nas plataformas digitais Youtube, Instagram e Facebook.
Na obra, a complexidade das informações, somada a sua imaginação fértil, seu desequilíbrio hormonal e a insônia constante, desencadeiam interpretações hilárias. Mesmo no caos, a personagem mergulha em uma pesquisa sobre sua nova condição, encontrando na informação força e coragem para encarar os medos e tratamentos. Ela aceita as mudanças de hábitos que serão necessárias para permanecer viva e plena, na segunda metade da sua vida.
A websérie é baseada na história da sua atriz-criadora, a palhaça/comediante argentina Julieta Zarza. “Eu achava que um ciclo da minha maternidade estava se encerrando: gravidez de risco, parto, pós-parto, amamentação a livre demanda e, finalmente, o desmame. Estava ansiosa para voltar a minha vida. Trabalhar, ter tempo, espaço e corpo para mim. Foi aí que esta palavra, totalmente inesperada, chegou na minha vida: menopausa. Foi como descobrir que minha data de validade estava vencida”.
Em sua pesquisa sobre o assunto, descobriu que não era a única. “Essa desinformação atinge milhares de pessoas nesta condição. Por absoluta falta de dados, algumas pessoas acham que é uma ‘fase gostosa, pelo menos não vai mais menstruar…’ ou ‘vai curtir a vida sem risco de engravidar!’. Ninguém fala ou discute sobre as dificuldades e os sintomas na perimenopausa nem sobre os riscos para a saúde que chegam com o climatério. Sofrendo com os muitos sintomas, me senti só, com medo e desinformada”
Com ajuda, Julieta iniciou uma longa jornada de transformação e autoconhecimento, que incluiu tratamento médico, mudanças de hábitos e práticas de educação somática. “Como mulheres, somos a maioria da população e ainda assim faltam políticas públicas e a informação é inacessível. O mais amplo estudo mundial sobre o assunto (SWAN – Study of Women’s Health Across the Nation) mostra que 80% das mulheres e homens trans sofrem com os sintomas em diferentes níveis de intensidade. Somente no Brasil, são mais de 18 milhões de pessoas nessa condição e até 2030 serão 1 bilhão de pessoas no climatério no mundo (OMS).
“Comecei a pensar em fazer algo para divulgar, para ajudar as pessoas. E essa ideia foi tomando várias formas. Como humorista comecei a me aprofundar no assunto buscando formas de abordá-lo de forma leve mas compromissada”. Nasce, portanto, Peripécias Menopáusicas, da necessidade de falar mais sobre o tabu da menopausa, juntando comédia, informação e a experiência da própria criadora.
Personagens e elenco
Julieta encarna uma versão caricaturesca dela mesma, em esquetes dinâmicas e um pouco nonsense sobre o dia a dia na sua condição. Outros personagens que interagem nesse contexto da realidade são sua amiga Ana Luiza Bellacosta e a sua filha.
Inúmeros personagens da imaginação da Julieta surgem como mistura de suas pesquisas noturnas em suas insônias intermináveis. Estas são personificações de fisiologia, partes do corpo e até de sintomas, como A insônia, uma workaholic que chega durante a noite para lembrá-la dos compromissos urgentes; o Gari do Sono, que chega para punir hábitos que atrapalham o bom dormir; as Narradoras Esportivas, que narram uma noite de fogachos, personagens que parodiam a TV dos anos 80; a Latin Blogger, influencer que usufrui de todos os estereótipos de latinidade.
O elenco também conta com participações especiais de Samara Felippo, Elidio Sanna, Gustavo Miranda Angel, Regina Volpato, Elisa Carneiro e Larissa Mauro.
A série conta, ainda, com a participação de 12 profissionais da saúde, especialistas em saúde da mulher: Aida Kellen, Beatriz Tupinambá, Bruna Oneda, Daniela Cyrulin, Fatima I. Oladejo, Joele Lerípio, Luciana França, Mariana Lemos Prado, Mônica Lopes, Patricia Gracitelli, Ruth Clapauch e Simone Medeiros.
Trilha
A trilha sonora original é assinada por Ana Galganni com colaboração da criadora da série.
Um dos episódios conta com trilha da banda Francisco el Hombre.
Sobre a criadora
Julieta Zarza, argentina, intérprete e criadora de grande produção autoral. Trabalhou na Espanha, Chile, Bolívia, Peru, Argentina e Brasil, onde mora e desenvolve uma intensa atividade cultural desde 2006. “Milonguita de dos”, seu primeiro filme como realizadora, em parceria com o premiado Carlos Lascano, recebeu a Menção Honrosa no Festival 5 minutos 2012, de Salvador. (https://youtu.be/Et3c-1MyfPk) Trabalhou como atriz com os diretores, João Paulo Procópio, Lara Campedelli, Rafael Lobo e Carlos Lascano. (https://youtu.be/XeEGYiCcEXg) È atriz protagonista do filme “Marés” Longa de João Paulo Procópio 2019- Pavirada Filmes – Elo Company. (https://youtu.be/9NKWol4O8Z4 ). Realizou a campanha “Mãos”, para a Caixa Econômica Federal, como atriz principal, equipe de criação e preparação de elenco. Nova S/B. Cara de Cão. Brasília 2012.( https://youtu.be/2p9KiKnwyzU) Assina a produção executiva de “Todas as Rosas são para Lola” , (Curta Metragem Animação de Carlos Lascano) . Como artista de variedades, palhaça e maga circula com seus solos Mini Cabaré Tanguero (https://youtu.be/DQ1xrRbf8IE) e Planeta Zulpeta por Festivais e programações pelo Brasil e América Latina. Também atua com arte-educação em vivências e palestras corporativas. É criadora da Websérie Peripécias Menopáusicas.
Serviços:
Websérie em 15 episódios semanais e publicados nas plataformas digitais Youtube, Instagram e Facebook.
Links:
Youtube: Peripécias Menopáusicas
Instagram: @peripeciasmenopausicas
Facebook: Peripécias Menopáusicas
FICHA TÉCNICA:
Direção Julieta Zarza
Criação, Roteiro e Direção:
Julieta Zarza
Produção Executiva Julieta Zarza e Joca Paciello
Consultoria de roteiro:
Cíntia Portella
Colaboração em roteiro:
Cíntia Portella
Stephanie Marques
Ana Luiza Bellacosta
Mi Chan Tchung;
Direção de Fotografia:
Ronaldo Cahin
Montagem:
Zé Pedro Gollo
Música Original:
Ana Galganni
Julieta Zarza
Trilha Sonora:
“Calor da Rua” e “Triste, Louca ou Má” (Andrei Kozyreff/ Juliana Strassacapa/ Mateo/ Rafael Gomes/ Sebastian)
Idealizada por Victor Abrahão a partir de sua própria trajetória de vida, a peça Driver é a primeira parte da Trilogia Zona de Intermissão. No elenco estão os atores Bia Ferraresi, Duda Paiva, Leila De Noce, Matheus Mascarenhas e Marcelo Stehlick. A temporada é online e gravada, com sessões de 16 de outubro a 13 de novembro (ingressos disponíveis pelo Sympla).
Os cinco jovens atores-criadores foram convidados pelo diretor a colocar à prova seus limites amorosos realizando loucuras de amor – a partir de suas próprias histórias -, que se situam nas barreiras entre o lúdico e o real, entre o espaço fechado e a imensidão da cidade. A partir da fusão de diversas linguagens artísticas, o espetáculo performático busca, de um jeito leve e rodeado de divertimento, caminhar por zonas de intermissão no cotidiano e no amor, gerando outros afetos.
Todos os atores partem de suas próprias histórias. Tem personagem que saltou de asa delta por um amor carioca, que projetou na Rua da Consolação o pedido de mais uma chance, que espalhou o perfume na linha de metrô que a amada usa todos os dias, planejou lua de mel antes do namoro ou comemorou aniversário de fim da ponte Sumaré.
“Driver – e toda trilogia – se pauta pela busca em vida por uma zona de intervalo, por uma zona de vazio criativo e de fraqueza no próprio amor. É na zona de intermissão das loucuras de amor que se buscam as formas presentes, tentativa (possível?) de achar uma fenda pelo encontro das imensidões interiores e exteriores, de indivíduos e mundos nos corpos coexistentes apaixonados. Essa busca de tempos, espaços e corpos expandidos será possível ou o náufrago urbano é iminente?”, questiona Victor Abrahão, que avança:
“A escolha de jovens atores parte da proximidade destes, com sua coragem no ápice, para a abordagem do amor a partir de suas histórias autobiográficas. A juventude em exploração máxima das loucuras de amor – lúdicas e apaixonadas”.
Ambientada em uma balada secreta no centro da cidade de São Paulo (ponto inabitável e underground), junto a momentos na própria cidade, os jovens concretizam as maiores loucuras de amor, tentando assim buscar a intermissão em meio à obsessão da paixão intensa e juvenil urbana.
A proposta é trazer para a atmosfera do espetáculo as próprias relações – em seus vazios completos e seus preenchimentos totais -, além do diálogo entre privado e público, indivíduo e todo – com seus respectivos desdobramentos na cidade a partir do amor. Portanto, a cidade, com sua composição arquitetônica e seus espaços inabitáveis, se torna o cenário que é explorado ao máximo por meio de propostas “megalomaníacas” dos atores, além do uso de seus próprios corpos em amplitudes máximas. Poesia em meio, e por meio, da desordem do amor.
Além disso, o objetivo é explorar novas possibilidades de trabalhar no hibridismo de teatro e audiovisual, como consequência absoluta da pandemia que assolou o ano de 2020. “Portanto procuramos utilizar a câmera para além de um dispositivo estático de transmissão; sendo usada como um componente ativo e fundamental da estética do espetáculo através do plano sequência, pesquisa de ângulos e utilização de drone – sempre em relação aos atores e a cidade, proporcionando uma experiência plural e sensorial para o público online”, conta Victor.
Dramaturgia
O texto do espetáculo foi construído coletivamente. A partir de provocações do diretor, os atores-criadores escreveram textos autobiográficos em diferentes formatos: epístolas, manifestos, poemas, entre outros, sempre buscando desbravar as fronteiras entre obra e artista no mundo urbano e lúdico do amor. Essa dramaturgia, portanto, foi escrita ao longo de um ano e meio – tempo do processo de trabalho.
O elenco busca resgatar e vivenciar o ápice do sentimentalismo juvenil – cada um à sua maneira e a partir de sua própria história – concretizando suas loucuras amorosas e experienciando a vitalidade e a mortalidade que caminham lado a lado com as suas intensidades mais reprimidas.
Como combustível e inspiração, permearam obras clássicas da literatura – como Os sofrimentos do Jovem Werther de Johann Wolfgang von Goethe; A metamorfose de Franz Kafka; O Amante de Marguerite Duras, Primeiro amor de Samuel Beckett -, e temas como filosofia, arte contemporânea e jornalismo, trazidos pela presença de artistas e pensadores contemporâneos convidados e escolhidos pelo diretor ao longo do processo.
Cia Los Lobos Bobos, Carol Badra, Arnaldo D’Ávila e Franz Granja estreiam O Mistério do Coelho Pensante, de forma online, inspirado em obra infantojuvenil da escritora Clarice Lispector
A ousadia da trupe está em levar o conhecido hermetismo da escritora para ruas e praças nessa nova montagem. A peça tem direção de Marco Lima e Petrônio Gontijo
Com a montagem do espetáculo de rua O Mistério do Coelho Pensante, a Cia Los Lobos Bobos encerra o ciclo de montagens inspiradas em obras infantojuvenis da escritora Clarice Lispector.
O espetáculo foi gravado no Sitio Donna Cachoeira, na arena Marcelo Violla em São Luís de Paraitinga, propriedade da trupe. As seis sessões online serão apresentadas como contrapartida ao Edital Proac Expresso Lab nº 52/2020.
As apresentações serão exibidas no canal do Youtube da Cia nos dias 05, 06, 07, 08, 09 e 10 de outubro de 2021 sempre às 16h.
… A Cia Los Lobos Bobos recriou no teatro todos os livros infantojuvenis da autora. A primeira montagem baseada em obra da escritora aconteceu em 2005, o musical A Vida Íntima de Laura com Bianca Rinaldi, Carol Badra, Marcelo Góes e Eduardo Silva.
Em 2017, A Mulher que Matou os Peixes virou Pescadora de Ilusão na versão e em cena estavam as atrizes Mel Lisboa e Carol Badra. Em 2021, devido a pandemia, no formato online nasceu o espetáculo Quase de Verdade com as atrizes Débora Duboc e Carol Badra.
Para cumprir a contrapartida do Edital Proac Expresso Lab 52/2020 a companhia exibirá no formato online O Mistério do CoelhoPensante esperando o momento ideal para fazer sua estreia presencialmente em alguma praça da nossa cidade.
A atriz Carol Badra que esteve presente em todas os outros montagens é a protagonista desse espetáculo tendo os atores Franz Granja e Arnaldo D’Ávila como seus parceiros de cena. A dramaturgia foi construída por GpeteanH e Marco Lima, a direção musical e as músicas originais são de Marcelo Pellegrini, as canções cantadas por Carol são de Marcelo Pellegrini e Fernando Paz, a direção de arte, cenografia são assinadas por Marco Lima e a pesquisa de movimento ficou a cargo de Marize Piva.
A idealização do projeto é de GpeteanH & Marcelo RaffaH, fundadores da Cia Los Lobos Bobos.
A narrativa acontece respeitando a essência contida no livro de Clarice. Os artistas da trupe afirmam que “a delicadeza e o jeito único da autora colocar palavras em um papel em branco aparece em cena de forma vigorosa, inteira em suas especificidades. Intencionalmente os dramaturgos e os compositores das músicas inéditas, na transposição do livro para o palco, optaram por preservar os aspectos fascinantes que a obra literária propõe, que é o de transformar o espectador em um coautor dos acontecimentos que em cena se sucedem. A partir de cada sugestão dada pelo universo clariciano nesta obra, a encenação compartilha com o público o profundo das sensações que a literatura de Clarice provoca. A intenção é descortinar os sentidos e as percepções que permeiam estes poéticos escritos da autora de um jeito delicado, tocando a criança e seus acompanhantes na sua essência primordial”.
…
Sinopse
Ella é uma contadora de histórias. Como toda artista mambembe vive perambulando por ruas, praças e parques. Quando encontra um bom lugar, Ella arma seu circo-teatro para narrar a história do Coelho Joãozinho, um coelho pensante. O problema é que ele também é um coelho fujão, que não perde uma oportunidade para dar no pé. Ele ama a liberdade. Como ele consegue escapar sempre da gaiolinha de grades estreitas?
Bem, isso é o que todos querem saber… Quem será o primeiro a decifrar o mistério do coelho pensante? Não importa, o mais importante é revelar para a plateia que é a busca da liberdade do coelho que lhe faz um ser pensante. Para contar essa fábula musical, Ella se transforma em diversos personagens diferentes.
Em um minuto Ella se transforma em Camilly, a mensageira dos Deuses, em outro personifca a Pequena Flor, a menor mulher do mundo que é todo coração. Essas e outras personagens, além de dominarem a cena com a potência dos escritos de Clarice, também são as atrações do circo-teatro Los Lobos Bobos. Se para Clarice “viver é uma missão secreta”, o espetáculo O Mistério do Coelho Pensante nos revela que parte dessa missão é viver sempre com liberdade.6
Ficha Técnica
Direção Artística: Marco Lima e Petrônio Gontijo. Elenco: Carol Badra, Arnaldo D’Ávila e Franz Granja. Dramaturgia: GpeteanH e Marco Lima. Direção de Arte, Cenografia e Figurinos: Marco Lima. Direção Musical e Música Original: Marcelo Pellegrini Canções Marcelo Pellegrini e Fernando Paz. Pesquisa de Movimento: Marize Piva. Estudos, pesquisa e trabalho em mesa: Débora Duboc Direção Técnica: Arnaldo D’Ávila. Adereços: Zé Valdir e Marco Lima Cenotécnico: Zé Valdir. Designer Gráfico: Edú Reyes. Costureira 1: Zezé de Castro. Costureira 2: Judite Lima. Produção Executiva: Franz Granja. Vídeo: Arnaldo D’Ávila e Deborah Scholnic. Direção de Produção: Marcelo RaffaH. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Idealização: GpeteanH & Marcelo RaffaH. Criação: Los Lobos Bobos.
Tango – roteiro da decomposição, espetáculo audiovisual sobre a solidão da paixão feminina e a construção e decomposição de uma relação, estreia dia 12 de outubro
Idealizado pela atriz Natalia Gonsales, o espetáculo dirigido por Bruno Perillo e escrito por Priscila Gontijo é performado pelos atores Bruno Kott e Natalia Gonsales. Serão 4 apresentações online e gratuitas pelo canal do Youtube da Contorno Produções
Tango _ roteiro da decomposição é a história de um casal em preparação. A mulher organiza um jantar para o primeiro encontro com o homem. O homem organiza o primeiro jantar para a mulher. Em pequenos fragmentos, veremos a alquimia que se estabelece entre as diversas etapas de uma relação amorosa.
O texto é uma dança no tempo. O tempo da preparação de um jantar para o primeiro encontro do casal também é o tempo integral da relação que os dois vivem. O texto possui três planos distintos que se alternam. O primeiro plano é a organização do jantar. O segundo plano é a preparação do término de um casamento que pode durar uma vida inteira a dois. E o terceiro plano é a preparação do texto que o casal escreve (e dança) para ir à cena.
Fragmentos de imagens, pensamentos, sensações e reflexões de um processo cinematográfico vivido por Natalia com um diretor argentino Eduardo Milewicz em 2018, contaminaram a criação artística do espetáculo.
O tema que foi abordado no processo cinematográfico e discutido nesse projeto é o percurso solitário do nascimento da paixão de uma mulher. Desde janeiro de 2019, encontros semanais, aulas de tango, improvisos, criações cênicas, rodas de debates, leituras foram essenciais para a criação dramatúrgica do espetáculo assinada pela Priscila Gontijo que acompanhou tudo em sala de ensaio, junto com o ator Fabricio Licursi e as provocadoras Vanessa Bruno e Janaina Suaudeau.
Como numa tomada de cinema, experiência já vivenciada pelos integrantes do projeto, fragmentos de momentos em tempos diversos torna a encenação um quebra cabeça misterioso e dinâmico para potencializar a narrativa e a história contada por um casal de atores/personagens e cativar o público. A potência visceral do tango e da paixão nesse espetáculo só pode ser irradiada no palco a partir da dança e da linguagem teatral. E através da filmagem, ou seja, do audiovisual, instantes únicos da encenação ou da paixão poderão ser eternizados. Assim como, a possibilidade de pontuar o encontro e a atração da arte cinematográfica e teatral.
“A dramaturgia parte do tempo de preparação dos alimentos como metáfora para o começo de uma relação amorosa. Simultaneamente, os alimentos também representam o final da história. A vida comum que se come. A vida comum que se planta, a vida comum que se colhe e não se cansa de ensaiar o seu final. Nenhuma relação afetiva acaba definitivamente porque ela continua em nós. Nós somos aqueles que amamos. Assim como em uma dança, em um tango ou num estilhaço de tempo que contém uma vida inteira. No começo do amor já está plantada a semente da morte”, comenta Natalia Gonsales.
A estrutura dramática absorve tanto o mais ínfimo e banal do cotidiano como as grandes questões em torno do desejo e da morte. Em cenas breves e não lineares acompanhamos esse casal que se conhece, se esmaga, se ama, se odeia, se mata e se renova.
Sobre Natalia Gonsales
Como idealizadora, Natalia Gonsales, atriz e responsável pela produtora cultural Bem Casado Produções Artísticas ltda, em constante pesquisa sobre personalidades e fatos que desafiam a ordem imposta, sempre pela perspectiva do feminino, misturando teatro, audiovisual e dança, realiza espetáculos por todo o Brasil, como: “Festa”, de Marcelo Soler, direção Lana Sultani estreou em 2013 no CCBB de SP; “A Última Dança”, dramaturgia César Baptista baseado nos livros da filósofa Simone Weil, direção César Baptista e Janaina Suaudeau; “Chuva Não. Tempestade!” de Franz Kepler, direção Rafael Primot; “Fala Comigo antes da Bomba Cair” de Mario Bortolotto e Tennessee Williams, direção Carla Candiotto. No ano de 2017, o espetáculo “Carmen” de Luíz Farina, idealizado pela Natalia Gonsales e pelo ator Flávio Tolezani, sob direção de Nelson Baskerville, tornou a personagem feminina (Carmen) narradora de sua própria tragédia dando a ela voz e representatividade. O retorno do público e da crítica foi muito positivo, não só como espetáculo, mas como formação de plateia. O projeto atingiu mais de 15.000 espectadores, realizando quatro temporadas (Teatro Aliança Francesa, MASP, Tucarena, CIC Florianopolis e Teatro Poeira RJ) e quatro viagens chegando ao total de 100 apresentações em 15 meses de atividade. Em 2020, estreou o espetáculo “Fóssil” deMarina Corazza. Criado a partir da pesquisa de três anos da atriz e da dramaturga a respeito do povo curdo e da revolução de Rojava, na Síria, a peça tem direção de Sandra Coverloni estreou no Sesc Pompeia tendo forte aprovação de público e imprensa, tendo todos os ingressos esgotados e iniciou temporada no Teatro Aliança Francesa, interrompida pela pandemia gerada pelo vírus covid-19, em agosto de 2020 realizou três apresentações pelo Festival Palco Presente da Secretaria Municipal de Cultura. Em 2021, os espetáculos “Carmen”, “A Última Dança” e “Fóssil” realizaram apresentações dentro do projeto “Trilogia Contra a Violência” contemplado pelo ProAc Aldir Blanc. Ainda em 2021, o espetáculo “Fóssil” realizou apresentação online pelo Sesc Pompeia e ganhou documentário pela mesma instituição denominado “Desmontagem – Fóssil”.
Ficha Técnica
Texto: Priscila Gontijo / Direção: Bruno Perillo / Elenco: Bruno Kott e Natalia Gonsales / Música: Marcelo Pellegrini / Coordenador de Vídeo e câmera: Guto Garrote / Câmera: Rodrigo Sawl / Câmera: Daniel Magalhães – Niggsdan / Direção de Arte: Natalia Gonsales / Iluminador: Igor Sane / Maquiagem: Amanda Tedesco / Figurino: Anne Cerutti / Costureira: Dovernir da Silva / Adereço: Fátima Lima / Preparação Corporal: Ronaldo Gutierrez / Produção Executiva e Continuísta: Letícia Gonzalez / Som Direto: Deby Murakawa / Montagem: Jaime Queiroz / Assessoria de Imprensa: Pombo Correio / Mídias Sociais: Letícia Gonzalez / Fotos: Ronaldo Gutierrez / Identidade e design gráfico: Lucas Sancho / Idealização: Natalia Gonsales / Produção: Bem Casado Produções Artísticas e Contorno Produções / Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez / Assistente de Projetos: Bianca Bertolotto / Assistente de Produção e Comunicação: Carolina Henriques.
Serviço: Apresentações: dias 12, 13, 14 e 15 de outubro às 20h
Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa apresentam: Texto inédito do dramaturgo Mário Bortolotto, Pequod – Só os Bons Morrem Jovens estreia no Teatro Sérgio Cardoso Digital
O espetáculo Pequod – Só os Bons Morrem Jovens, texto inédito de Mário Bortolotto, faz curta temporada no Teatro Sérgio Cardoso Digital, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, a partir do dia 08 de outubro, sexta-feira, às 19h. O projeto foi vencedor na categoria PRÊMIO POR HISTÓRICO DE REALIZAÇÃO EM TEATRO no edital viabilizado pelo Proac, através da Lei Aldir Blanc. A nova montagem do espetáculo Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis faz curta temporada em formato online com gravação transmitida ao vivo do espaço.
No dia 10 de outubro, após a apresentação do espetáculo, haverá um bate-papo ao vivo e online, com o diretor e dramaturgo Mário Bortolotto. Os ingressos para a temporada são gratuitos.
Em Pequod,Bortolotto assina o texto e direção, além da sonoplastia, e integra o elenco ao lado dos atores Nelson Peres, Fernando Castioni e Rebecca Leão. A concepção da luz do espetáculo é do experiente iluminador Caetano Vilela. A cenografia realista, que traz a cabine de um barco ancorado, é criação dos irmãos Mariko Ogawa e Seiji Ogawa. As filmagens para a versão em vídeo ficam sob a coordenação do experiente diretor de fotografia Cauê Angeli (GIG – A Uberização do Trabalho e Jaci, entre outros).
O espetáculo encerra uma trilogia dos irmãos Nando e Maurício, personagens que apareceram pela primeira vez no texto Fica Frio, encenado em 1989, e retornaram posteriormente com a peça Tempo de Trégua, encenada no ano 2000.
Mário Bortolotto também atuou e dirigiu nas duas primeiras peças, na trilogia que levou 32 anos para se concluir. Apesar de ser uma peça com temática linear, o público não precisa ter visto as primeiras para acompanhar Pequod – Só os Bons Morrem Jovens.
“Quando escrevi a primeira peça, não pensava em escrever uma segunda com os mesmos personagens. E quando escrevi a segunda, não pensava em escrever a terceira. Mas mais precisamente em relação à terceira, é uma ideia que tive há alguns anos e ela só veio amadurecendo”, comenta Mário Bortolotto.
Inicialmente, o projeto previa uma temporada com plateia presencial que seria realizada na sede do grupo, o que precisou ser adaptado em decorrência ao enfrentamento da pandemia. Para realização do espetáculo em formato virtual, foi buscada a parceria com o Teatro Sérgio Cardoso, que abraçou o projeto e viabilizou a realização da temporada online na plataforma digital da organização. “Nesse formato, buscamos fidelidade à obra original, não descaracterizando o teatro, e sim, usando de ferramentas disponíveis para uma experiência imersiva do espectador”, conta Bortolotto.
O espetáculo deve ganhar uma versão presencial em 2022, ano em que o Grupo completa 40 anos em atividade. Para a gravação e temporada online, todos os protocolos de segurança estão sendo seguidos pela produção. A equipe inteira está sendo testada e todos estão sendo vacinados regularmente conforme os calendários vigentes.
Sobre a obra
No espetáculo Pequod – Só os Bons Morrem Jovens, Nando, agora já bem mais velho, mora sozinho em um barco. Raramente ele sai de lá. Mauricio o encontra para comunicar o falecimento do pai. Nesse último encontro entre os irmãos, velhas contas serão acertadas e os dois irmãos finalmente poderão avaliar o que fizeram de suas vidas e onde conseguiram acertar e onde erraram de maneira desastrosa. Outros personagens aparecem nessa peça: um amigo de Nando, um velho asmático e uma garota de procedência misteriosa que frequenta o barco onde Nando mora.
Pequod fecha a trilogia dos irmãos Nando e Maurício, que começou no texto Fica Frio, encenado em 1989, e teve seu segundo capítulo com a peça Tempo de Trégua no ano 2000. Os Irmãos Nestor Araújo vêm de uma família abastada do interior do Paraná. Os dois têm personalidades opostas. Nando é o mais velho e muito cedo saiu de casa recusando qualquer ajuda da família. Sempre viveu de pequenos trabalhos e pequenos delitos, preferindo ficar à margem da sociedade.
Já Maurício é o filho que fez tudo o que esperavam dele. Ficou junto dos pais, cuidou dos negócios da família, casou e levou uma vida que sempre primou pela mais perfeita retidão. Os dois apareceram pela primeira vez na peça Fica Frio ainda bem jovens. Maurício era incumbido pelo pai de encontrar o irmão e tentar trazê-lo de volta para casa. Ele o encontra, mas acaba tendo que fugir junto com o irmão que havia acabado de assaltar uma joalheria. Os dois caem na estrada e a viagem acaba sendo uma espécie de ritual de iniciação para o jovem.
Na segunda peça, Tempo de Trégua, os irmãos voltam a se encontrar numa reunião de família no Natal. Maurício já está casado e leva a esposa. Nando surpreendentemente aparece depois de muito tempo longe de casa. Mas a sua visita só prova o quanto ele não se sente bem-vindo em nenhum lugar do mundo.
Sobre o Teatro Sérgio Cardoso Digital
O projeto, criado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo em abril de 2021 e produzido pela Amigos da Arte, tem como objetivo principal transmitir as sessões das temporadas presenciais em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso e oferecer transmissões digitais para que o público assista de casa.
A ideia é democratizar o acesso à cultura a públicos variados, de outras cidades, estados e países, além de oferecer ao público da capital do Estado de São Paulo a alternativa de assistir aos trabalhos de forma remota, independentemente da necessidade de isolamento social. A ação também prevê a apresentação de temporadas exclusivamente digitais.
Desde a estreia, o projeto já recebeu quinze temporadas exibidas exclusivamente online, entre elas, A Despedida, A Genealogia Celeste de uma Dança, Propriedades Condenadas, Monstro, Sofisma, Mostra Feminina de Dança, Grupo Raça 40 Anos e a temporada digital do aclamado espetáculo Auê, da Barca dos Corações Partidos. Também apresentou duas temporadas híbridas, com sessões presenciais e transmitidas, A Bicicleta de Papel e Hamlet: 16×8.
A programação contou, ainda, com temporadas com recursos de acessibilidade, como Só se Fechar os Olhos (audiodescrição), Para Além do Gesto (tradução em libras) e Swing Era (tradução em libras e legendagem em português). A maior parte das gravações são realizadas com antecedência nos palcos do próprio Teatro Sérgio Cardoso, viabilizando as transmissões. Além disso, segue em curso a programação da #CulturaEmCasa, plataforma de conteúdo cultural gratuito, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Amigos da Arte, que oferece centenas de eventos artísticos em diversas linguagens, como dança, teatro, música e performance.
Ficha técnica
Dramaturgia, Direção e Trilha Sonora | MÁRIO BORTOLOTTO
Elenco | MÁRIO BORTOLOTTO – NELSON PERES – FERNANDO CASTIONI – REBECCA LEÃO Concepção de Iluminação | CAETANO VILELA
Operador técnico | ADEMIR MUNIZ & GABRIEL OLIVEIRA
Direção, captação e edição audiovisual | CAUÊ ANGELI Auxiliar de Câmera | PÚBLIO FELIPE
Técnico de som direto | EDUARDO SOUZA
Fotos para divulgação | CRISTINA JATOBÁ
Programação Visual | ANDRÉ KITAGAWA
Assessoria de comunicação | POMBO CORREIO
Serviço
Pequod
Teatro Sérgio Cardoso Digital Temporada: De 08 de outubro a 24 de outubro, sexta, sábado e domingo às 19h
Ingressos: Gratuitos retirada prévia na plataforma Sympla Streaming
Duração: 60 min
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Acessibilidade: Legendagem descritiva
Bate-papo com o diretor Mário Bortolotto: 10/10 logo após a exibição da última sessão
Sobre a Amigos da Arte
A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão dos teatros Sérgio Cardoso e de Araras e do Museu de Diversidade Sexual (MDS), trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus mais de 15 anos, a entidade desenvolveu 58 mil ações que atingem mais de 25 milhões de pessoas.
Sobre o Teatro Sérgio Cardoso
Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980, com uma homenagem ao ator. Na ocasião, foi encenado um espetáculo com roteiro dele próprio, intitulado “Sérgio Cardoso em Prosa e Verso”. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco, sob a direção de Gianni Rato. A peça “Rasga Coração”, de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro. Em 2020, o TSC cumpriu 40 anos de atividades, tendo recebido temporadas importantes de todas as linguagens artísticas e em novos formatos de transmissão, se consolidando como um dos espaços cênicos mais representativos da cidade de SP.
Musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas tem estreia presencial no Teatro do Núcleo Experimental
Espetáculo dirigido por Zé Henrique de Paula conta da ativista conhecida como o “anjo da guarda das travestis”, que fundou a primeira casa de apoio para pessoas com HIV/Aids, do Brasil
Depois de estrear em formato online na pandemia de Covid-19, o musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas, do Núcleo Experimental, ganha sua versão presencial na sede do grupo.
O espetáculo, que fica em cartaz de 9 de junho a 10 de julho, conta a história da travesti Caetana, também conhecida como Brenda Lee, que se tornou um marco na luta por direitos LGBTQIA+. O trabalhotem dramaturgia e letras de Fernanda Maia, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula e música original e direção musical de Rafa Miranda.
O musical, que traz em cena seis atrizes transvestigêneres (Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Marina Mathey, Tyller Antunes, Ambrosia e Leona Jhovs) e um ator cisgênero (Fabio Redkowicz), fala sobre a luta das travestis nas ruas de São Paulo, a escassez de oportunidades que as impele à prostituição e sobre como foram apoiadas por Brenda, que acolheu em sua casa, as doentes de Aids numa época em que quase nada ainda se sabia sobre a doença.
A orquestra é formada por Rafa Miranda (piano), Julia Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão). Espetáculo conta, ainda, com preparação de atores de Inês Aranha e coreografia de Gabriel Malo.
A criação deste musical é uma continuidade das pesquisas do Núcleo Experimental sobre as possibilidades de interação entre música e teatro, consolida a trajetória do grupo como criador de musicais originais brasileiros e comemora os 10 anos da sua sede no bairro da Barra Funda.
Brenda Lee, nascida em Pernambuco, em 1948, foi uma militante transexual dos direitos da população LGBTQIA+. Morando em São Paulo, comprou um sobrado no bairro do Bexiga e começou a acolher travestis portadoras do vírus HIV numa época em que quase nada se sabia sobre a epidemia e em que o preconceito condenava pessoas com HIV ao abandono e à solidão. A importância de Brenda Lee foi enorme, sua casa de apoio e acolhimento à população trans ficou conhecida como Palácio das Princesas, firmou convênios com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e com o Hospital Emílio Ribas e em conjunto, aprimoraram a forma de atender pacientes soropositivos, independente de gênero, sexo, orientação sexual e etnia. Aos 48 anos, em 28 de maio de 1996, no auge de seu projeto, Brenda foi assassinada, encontrada no interior de uma Kombi estacionada em um terreno baldio com tiros na região da boca e no peitoral. O crime teria sido motivado por um golpe financeiro cometido por um funcionário da casa. Em 2008, foi criado o “Prêmio Brenda Lee”, que contempla personalidades que se destacam na luta contra o HIV e prevenção da Aids.
“Contar a história do Palácio das Princesas é não só manter viva a memória de Brenda Lee, considerada o anjo da guarda da população LGBTQIA+ em São Paulo, mas retratar uma mulher trans protagonista em sua luta e ativismo. Com a criação deste musical, também pretendemos diversificar o grupo de artistas que trabalham com o Núcleo Experimental, empregando musicistas, atrizes, criativos e técnicos transexuais e transgêneros. Este projeto significa mais oportunidades para uma população discriminada no mercado de trabalho”, conta a dramaturga Fernanda Maia, que completa:
“O Núcleo Experimental tem consolidado uma obra em que o musical aparece não somente como diversão, mas como uma forma de arte que pode também refletir e discutir a sociedade. Um espetáculo composto por atrizes transvestigêneres, sobre uma importante travesti no panorama do surgimento da Aids e do fim da ditadura militar nos anos 80 significa colocar no centro do processo artístico criativo quem sempre esteve às margens. Fazer isso sob forma de musical significa atingir um tipo de público não habituado às histórias da população trans, contribuindo para a diminuição do apartheid social em que nos encontramos”.
Sinopse
O musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas traz um pouco da história de Brenda Lee, chamada de o “anjo da guarda das travestis”, ativista que fundou a primeira casa de apoio para pessoas com HIV/Aids, do Brasil. Ela tem uma pensão para travestis que, em sua maioria, vivem da prostituição. Apesar da realidade de violência em que vivem, dentro da casa as travestis são acolhidas por Brenda, que lhes ensina a querer mais da vida.
Concepção
A dramaturgia alia três planos: o dos números musicais, que faz uma homenagem às antiga boates da noite paulistana que nos anos 80 foram um porto seguro da população transgênero e geraram oportunidades de trabalho para as travestis. Neste plano as meninas da casa da Brenda contam suas histórias pregressas e falam de seus sonhos e objetivos através de canções; o plano da história cronológica em que Brenda abre mão do sonho de ter seu “Palácio das Princesas” para poder acolher as amigas que estavam doentes e o plano das entrevistas.
“Na dramaturgia, inserimos transcrições de entrevistas reais de Brenda Lee colhidas de registros em vídeo na internet. Nestas entrevistas ela conta quem é, fala sobre sua família, sobre a prostituição, sobre como amealhou um patrimônio e o colocou à disposição de outras amigas. Fala sobre o trabalho na casa e sua relação com a morte. As moradoras da casa de Brenda Lee (Isabelle Labete, Ariela del Mare, Blanche de Niège, Raíssa e Cynthia Minelli) foram inspiradas pelas princesas de contos de fada, numa alusão ao apelido da casa. Suas histórias foram construídas a partir das histórias de travestis reais através da nossa pesquisa”, conta Fernanda Maia.
“Conseguimos um material bibliográfico de apoio além de depoimentos de pessoas que conheceram pessoalmente Brenda Lee, foram moradoras ou trabalharam na casa. Duas dessas pessoas foram os médicos Jamal Suleiman e Paulo Roberto Teixeira. O Dr. Jamal Suleiman é infectologista e ainda trabalha no Hospital Emílio Ribas, ele conheceu Brenda Lee, quando ela levava suas moradoras ao hospital, no início da epidemia. Como o Hospital ainda não possuía uma estrutura especializada no atendimento de HIV/Aids e como os médicos e enfermeiros não possuíam preparo para o atendimento da população transvestigênere, ainda muito marginalizada, ele se ofereceu para atender dentro da casa de Brenda. O Dr. Paulo Roberto Teixeira, infectologista, atualmente aposentado, foi um dos pioneiros no enfrentamento da epidemia de Aids no Brasil, graças ao seu esforço incansável e à sua luta pela quebra de patentes, os medicamentos antirretrovirais são distribuídos gratuitamente pelo SUS”.
No musical, as letras são de Fernanda Maia e as músicas de Rafa Miranda. As canções têm elementos de brasilidade aliados à contemporaneidade, tendo como referência compositores queer, transgêneros e não binários. Bases eletrônicas deverão aludir à boate, mas as canções das personagens terão contornos melódicos elaborados e harmonias que reforcem o aspecto afetivo da canção. Num grande número final, as “filhas de Caetana”, cantam suas vitórias e celebram sua grande protetora, que abriu caminho para que elas pudessem ter uma vida melhor.
Ficha técnica
Dramaturgia e letras: Fernanda Maia
Direção e figurinos: Zé Henrique de Paula
Direção musical, música original e preparação vocal: Rafa Miranda
Preparação de atores: Inês Aranha
Coreografia: Gabriel Malo
Assistente de direção: Rodrigo Caetano
Iluminação: Fran Barros
Cenografia: Bruno Anselmo
Visagismo (cabelos e maquiagem): Diego D’urso
Assistente de figurino: Gustavo Zanela
Coordenação de produção: Marisa Medeiros
Produção executiva: Laura Sciulli
Músicos: Rafa Miranda (piano), Julia Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão).
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_08_10-Teatro-Brenda-Lee12375.jpg8001200pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-09-29 15:52:162021-09-29 15:52:16Brenda Lee
“Meu Abajur de Injeção – Um Solo sobre Cacilda Becker e o Teatro” é um espetáculo sobre Cacilda Becker criado e interpretado pela atriz e dramaturga Luciana Carnieli. Este é o primeiro espetáculo presencial em homenagem à atriz em seu centenário.
A encenação faz o espectador encontrar Cacilda através do tempo, e conhecer a lucidez de suas ideias e reflexões sobre a arte, o ofício do ator e a existência. Uma líder da classe artística com um discurso surpreendentemente atual. Este espetáculo é uma homenagem a esta mulher de importância singular para a história cultural brasileira.
Cacilda permanece uma referência inegável de compromisso com a arte e o ponto principal deste trabalho é dar ênfase a essa característica tão marcante. O foco do trabalho artístico está na força do texto e na interpretação da palavra em comunicação direta com o público.
“Acompanhando sua trajetória, percebo que Cacilda se tornou uma figura ímpar não só por ter vivido em um momento de renovação teatral e efervescência artística no Brasil, mas também por suas próprias opções e escolhas diante dos fatos. Uma mulher com uma história invulgar, sempre à frente do seu tempo.
Pesquisei a história de Cacilda Becker por quinze anos e assim nasceu este solo que revisita um pouco a história da atriz que teve o auge de sua carreira nas décadas de cinquenta e sessenta, e faz um paralelo com o teatro atual. O tempo é outro. As condições, diversas. Mas a vivacidade de Cacilda e a inteireza com que viveu na arte e na vida mantêm sua história sempre atual.”, comenta Luciana Carnieli.
Sobre LUCIANA CARNIELI – Atriz e Dramaturga
Luciana Carnieli é atriz formada pela Escola de Arte Dramática/ ECA/USP.
Em teatro, atuou em espetáculos como Amar, Verbo Intransitivo, direção de Dagoberto Feliz (indicação Prêmio APCA e Aplauso Brasil de Melhor Atriz); Roque Santeiro, o Musical, direção de Débora Dubois (indicação ao Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante); Rainhas do Orinoco, dirigido por Gabriel Villela; Lampião e Lancelote, musical de Zeca Baleiro e direção de Débora Dubois (vencedora do Prêmio Femsa de Melhor Atriz Coadjuvante e indicação de Melhor Atriz no Prêmio Bibi Ferreira de Teatro Musical); Mães Iradas, direção de Alexandre Reinecke; O Libertino, com direção de Jô Soares; Absinto, direção de Cássio Scapin; Vestido de Noiva, com direção de Gabriel Villela; Estranho Casal, direção de Celso Nunes; Simpatia, direção de Renata Melo, entre muitos outros.
Na TV, integrou o elenco dos seriados Hebe (TV Globo), direção de Maurício Farias; Terrores Urbanos (TV Record), direção de Fernando Coimbra, Xilindró (Multishow), direção de Claudia Alves, Cine Holliúd (TV Globo), direção de Helder Gomes, A Mulher do Prefeito, direção de Luiz Villaça, na TV Globo e Três Terezas, do canal GNT.Também atuou em novelas como Torre de Babel, de Sílvio de Abreu e Araguaia de Walter Negrão.
No cinema atuou nos filmes Hebe, a Estrela do Brasil, direção de Maurício Farias; Depois dos 40 e O Contador de Histórias, ambos de Luíz Villaça; Na Quebrada, direção de Fernando Grostein e Boleiros, era uma vez o futebol, de Ugo Giorgetti.
É autora e produtora dos textos teatrais: Pelas costas – comédia ainda inédita; Absinto – comédia romântica; Meu Abajur de Injeção – solo sobre Cacilda Becker e coautora da comédia musical As Favoritas do Rádio. Recebeu a indicação de Melhor Texto Adaptado pelo Prêmio Cenym. por seu trabalho de adaptação do romance Amar, Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade, para o teatro.
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FICHA TÉCNICA
Dramaturgia, concepção e interpretação: Luciana Carnieli.
Iluminação: Sylvie Layla
Realização: Luminária Produções
SERVIÇO
Onde: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – República.
Temporada: 04, 11, 18 e 25 de outubro, sempre às 19h.
Duração: 50 minutos.
Classificação Indicativa: 12 anos.
Ingressos: gratuitos por ordem de chegada, a partir de 50 minutos antes do horário de cada apresentação.
Lotação do auditório limitada e todos os protocolos de segurança de saúde.
Total 70 lugares.
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/09/Cacilda-1-1.jpg866896pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-09-29 15:35:082021-09-29 15:35:08Meu Abajur de Injeção
Peça online infantil Tem Um Rio Na Biblioteca inicia temporada para escolas e público geral dia 4 de outubro
A peça foi apresentada para mais de 10 mil crianças em diferentes cidades brasileiras e agora é oferecida gratuitamente online para escolas, instituições educacionais e público geral. Uma realização da Companhia da Cultura, com mais de 25 anos de experiência em criação e gestão de projetos. Para ter acesso ao espetáculo, basta fazer um cadastro online
De forma bem-humorada e didática, os personagens Zizi e Vavá se encantam com as possibilidades de ajudar o planeta Terra na tarefa de enfrentar a poluição. Apresentando às crianças uma reflexão sobre os cuidados com o meio ambiente, o espetáculo apresenta conteúdos como uso da água potável, combate aos agrotóxicos, os 5 “R’s” (repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar), saneamento básico, sustentabilidade, para que os conceitos se disseminem e ganhem importância nos seus contextos e cotidianos. A jornada dos personagens é bem-sucedida pois descobrem nos livros as soluções para salvar o planeta e se encantam então com o poder da leitura, passando por histórias e descobertas que ilustram a diferença que o conhecimento faz, todo o poder que a leitura pode gerar, incentivando as crianças ao maior contato com os livros.
Por meio do espetáculo as crianças refletem sobre as ações humanas e as consequências que poderão ocorrer se continuarmos com a degradação do planeta. De forma lúdica e alegre, contribuindo também para a saúde mental e emocional das crianças em isolamento, sua realização é um importante passo para a transformação de hábitos de cidadãos responsáveis e comprometidos com a sociedade em que vivem.
Tem Um Rio Na Biblioteca pode ser assistido por toda a família, juntamente com um pacote de atividades complementares a serem desenvolvidas pelo professor(a) no ensino presencial ou remoto. Escolas e instituições educacionais têm acesso e podem apresentar aos seus alunos, mas não é necessário ser professor para se cadastrar! Qualquer pessoa pode seguir os passos abaixo e ter acesso ao espetáculo em sua casa, em qualquer lugar!
Como funciona?
Faça seu cadastro aqui neste site: www.temumrionabiblioteca.com.br
Você receberá por e-mail* o link com o material didático e acesso aos 3 episódios de “Tem Um Rio na Biblioteca”. Você, professor(a), pode ajustá-lo como preferir para guiar sua atividade com seus alunos. Mas se você não for do setor de educação também pode assistir, se inscrevendo pelo mesmo link!
SERVIÇO
De 4 de outubro a 4 de dezembro de 2021 – o material fica disponível em tempo integral.
Recomendado para crianças entre 6 a 12 anos, porém livre para todas as idades.
3 episódios com cerca de 15 minutos cada.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Priscila Teles (Zizi) Dan Martucci (Vavá) e Rita Lacerda (Professora, Voz do Planeta Terra e Poluição)
Vozes, locução e narrador: Thiago Toledo
Direção e adaptação para audiovisual: Cléo Moraes e Thiago Toledo
Cenário e Figurino: Sidnei Caria
Trilha sonora: Peterson Brito
Produções Visuais
Captação de áudio e vídeo, edição e finalização: Tori Produções Visuais
Direção de vídeo: Flávia Takada e Otávio Amadei
Material didático
Criação e organização: Lívia Carmona e Luana Copini
Assistente de comunicação com escolas: Juliana Kaneto
Comunicação
Desenvolvimento do site e Design: Nando Motta
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Marketing Digital: Ventuna Digital
Produção
Sorella Produções (Larissa Biasoli)
Produtor: Gustavo Valezzi
Assistente de Produção: Rafael Martiniano
Locação Filmagens
Espaço Zona Franca
Assessoria Contábil
Elisabeth de Faria
Prestação de Contas
Amanda Mendes
Assessoria Jurídica
Carolina Narchi
Coordenação Geral
Daniele Torres
Patrocínio
BRK Ambiental
Ministério do Turismo – Lei de Incentivo à Cultura
Apoio Cultural
Instituto Trata Brasil
Realização
Companhia da Cultura
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/09/tem-um-rio-na-biblioteca-143.jpg12801920pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-09-29 15:30:362021-09-29 15:30:36Tem Um Rio Na Biblioteca