Cartografia dos Humores Paulistanos (Parte I – Centro), três solos afetivos escritos por Zé Henrique de Paula, estreia no Teatro do Núcleo Experimental
Coletânea de três crônicas cênicas da metrópole escritas por Zé Henrique de Paula, o espetáculo Cartografia dos Humores Paulistanos (Parte I – Centro) estreia dia 17 de novembro de 2021 no Teatro do Núcleo Experimental. O elenco é composto por Davi Tápias, Gabriela Potye e Rodrigo Caetano. A direção geral e cenografia é assinada por Zé Henrique de Paula e a direção de atores fica a cargo de Inês Aranha.
Sinopse
Na cidade de São Paulo, encontramos três personagens e seus típicos afetos paulistanos: em Páteo do Colégio, Paulo de Tarso encara a Solidão e a possível Loucura; em Liberdade, Muriel tenta fazer as pazes com seu Ódio mai íntimo; em Bela Vista, Tavinho sofre e exulta com a montanha russa de uma Paixão.
Há quase vinte anos à frente do coletivo Núcleo Experimental, que tem sede no bairro da Barra Funda, Zé Henrique de Paula consolidou extensa carreira como diretor, cenógrafo e figurinista. Em meio ao caos da pandemia, com os teatros fechados e as produções suspensas, começou a se lançar à escrita e à dramaturgia. Desde então, escreveu “Lata Velha Coração de Papel”, “Cabaret dos Bichos” e “Cartografia dos Humores Paulistanos – Parte I”. Atualmente, se dedica à pesquisa para escrever sua próxima peça – “Pode me chamar de Bete”, sobre a militância homossexual no período da ditadura militar.
Os artistas envolvidos em Cartografia dos Humores Paulistanos (Parte I – Centro) são colaboradores de longa data do Núcleo Experimental. Inês Aranha faz parte do Núcleo desde a sua fundação, em 2005 e tem vasta atuação, como preparadora de atores, oficineira, atriz e diretora. O elenco traz os atores Rodrigo Caetano (Ou você poderia me beijar, 1984, Bichado, Hotel Mariana, O assalto), Davi Tápias (Godspell, Lembro todo dia de você, Senhor das Moscas) e Gabriela Potye (Um panorama visto da ponte, Hotel Mariana, Do outro lado da rua).
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia, cenografia e direção geral: Zé Henrique de Paula
Direção de atores: Inês Aranha
Elenco: Davi Tápias, Gabriela Potye e Rodrigo Caetano
Produção: Laura Sciulli
Iluminação: Fran Barros
Fotos: Leo Bertero
Design gráfico: Rodrigo Burgese
Redes sociais: Cris Bordinhão e Jacque Plensack
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
CARTOGRAFIA DOS HUMORES PAULISTANOS – PARTE 1 (CENTRO)
Teatro do Núcleo Experimental: Rua Barra Funda, 637 – São Paulo
Novo texto de Davi Novaes com direção de Zé Henrique de Paula reabre as portas do Teatro do Núcleo Experimental no dia 12 de novembro de 2021. É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço com Davi Novaes e Marcella Piccin é um experimento cênico que lida com a chama vital de um dramaturgo em quarentena, que tenta encontrar as respostas e formular as perguntas dentro de um mundo que parece ruir mais a cada momento.
Nessa busca de sentido, o dramaturgo (Davi Novaes) encontra em professora (Marcela Piccin) a oportunidade de expressar seus medos, sonhos, frustrações e tantas outras perguntas sem respostas que esse momento pandêmico, o teatro e a vida adulta trazem à tona.
“É nesse aqui e agora que essa mulher se depara com a perda do amor concreto, além de perceber-se parte de um todo mundo maior. Toda essa tentativa de o autor construir uma narrativa acaba por mostrar que ele é capaz de questionar o mundo no instante presente, perceber a pequenez do ser humano frente à grandeza do cosmos e abrir espaço para todas as amarras humanas que podem fazer do nosso interior um esconderijo dilacerante”, conta Davi.
“Usando as palavras como meio e como fim, É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço diz ainda sobre a capacidade do teatro enquanto intérprete da realidade, como espelho que reflete, de maneira organizada, o caos que nos abraça, deixando claro não só que teatro é trabalho, mas também que essa imagem refletida é uma forma de existir e resistir”, conclui.
O AUTOR / ATOR
DAVI NOVAES é Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo, dramaturgo, ator e professor de escrita criativa. Atuou nos espetáculos Um Bonde Chamado Desejo, com direção de Rafael Gomes, na qual também assina a assistência de direção. Como assistente trabalhou ainda na peça Os Arqueólogos, com texto de Vinícius Calderoni. Com o musical infanto-juvenil O Príncipe Desencantado foi indicado como melhor ator ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, em 2018. Nesse mesmo ano escreveu e produziu o seu primeiro texto autoral, O Que Restou de Você em Mim, com direção de Virgínia Buckowski e Alejandra Sampaio. Nos últimos anos fez parte do elenco de Chaves – um Tributo Musical, com texto de Fernanda Maia e direção de Zé Henrique de Paula, que também assina a direção, agora em 2021, do segundo texto autoral de Novaes, É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço.
A ATRIZ
MARCELLA PICCIN é atriz com formação superior em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes, formação técnica em atuação pelo Teatro Escola Macunaíma e em Direção Teatral pela SP Escola de Teatro. É Celebrante Social e Mestre de Cerimônias com formação pelo SENAC e trabalha como Arte Educadora na Prefeitura de São Paulo. No mercado artístico profissional desde 2006, já realizou trabalhos em diversas companhias teatrais com espetáculos adultos, infantis e musicais. Entre seus trabalhos estão ‘Urinal, O Musical’, ‘As Troianas – Vozes da Guerra’ e ‘Senhora dos Afogados’, todos com direção de Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia com o Núcleo Experimental. No Teatro do Bardo, atuou em ‘Chovendo na Roseira’ e ‘Menino Lua’, ambos com direção e direção musical de Fernanda Maia. Fez parte do elenco do musical infanto juvenil LGBTQIA+ “O Príncipe DesEncantado”. Além de ser membro integrante da Cia Ouro Velho, com direção de Paulo Marcos. Na direção, assina o monólogo “Bairro Caleidoscópio” com atuação de Thiago Carreira.
O DIRETOR
ZÉ HENRIQUE DE PAULA é Mestre em Direção Teatral pela University of Essex, London. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Foi assistente do cenógrafo J.C. Serroni em Nova Velha Estória e Trono de Sangue. Fez curso de Costume Design For Theatre and Screen, na Central Saint Martins / College of Art and Design – London, com Gary Thorne MA. Dirigiu, fora do Núcleo Experimental os espetáculos: A Comédia dos Erros, Judas em Sábado de Aleluia, É 20! As Folias do Século, Revelação, Noite de Reis, Naked Boys Singing, O Despertar da Primavera, O Endireita, Side Man, Novelo, Fogo Azul de um Minuto e Antes de Mais Nada. À frente do Teatro Núcleo Experimental como diretor artístico, cenógrafo e figurinista executou as seguintes montagens: R&J, Mojo, Senhora dos Afogados, Cândida, As Troianas – Vozes da Guerra, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, O Contrato, Mormaço, Bichado, No Coração do Mundo, Universos, Nossa Classe, Ou Você Poderia Me Beijar, Preto no Branco, Urinal – O Musical e Ao Pé do Ouvido. Traduziu R&J, Cândida, Casa/Cabul, Nossa Classe, Preto no Branco e Urinal – O Musical. Já lecionou na Unicamp, Teatro Escola Macunaíma e Escola de Atores Wolf Maya, nas disciplinas de interpretação, história do teatro e caracterização cênica. Atuou como ator nos espetáculos: O Jovem Hamlet, A Comédia dos Erros, É 20! As Folias do Século, Mojo, Camaradagem, Amargo Siciliano, Senhora dos Afogados, Ou Você Poderia Me Beijar, Nuvem de Lágrimas e Urinal – O Musical. Prêmios e indicações: premiado como melhor figurinista no Festivale de São José dos Campos por É 20! As Folias do Século e por A Comédia dos Erros no Festival Nacional de Florianópolis. Premiado com a melhor direção por Revelação no Festival Nacional de Curta Teatro de Sorocaba. Indicado como melhor diretor no Prêmio Quem por As Troianas – Vozes da Guerra, O Livro dos Monstros Guardados e O Endireita. Por R&J ao Prêmio Coca-Cola FEMSA. Indicado na categoria melhor direção por As Troianas – Vozes da Guerra (2009) e Side Man (2010) no Prêmio Shell de Teatro e em 2012, indicado nas categorias Melhor Cenário por Bichado e Melhor Figurino pelos espetáculos No Coração do Mundo e L’llustre Molière, pelo qual ganhou o prêmio. Indicado ao APCA – Edição 2013, na categoria Melhor Direção por Nossa Classe e na Edição 2014 por Preto no Branco. Em 2015, Zé Henrique de Paula foi indicado pelo espetáculo Urinal – O Musical, aos seguintes prêmios: Prêmio Shell nas categorias Melhor Diretor e Melhor Figurino; Prêmio Aplauso Brasil, nas categorias Melhor Direção e Melhor Espetáculo Musical; APCA 2015 – Melhor Direção (vencedor); Prêmio Bibi Ferreira nas categorias Melhor Figurino, Melhor Direção e Melhor Espetáculo Musical; Prêmio Quem na categoria Melhor Direção; Prêmio Arte Qualidade Brasil na categoria Melhor Diretor (vencedor) e Prêmio Reverência nas categorias Melhor Direção, Melhor Cenário, Melhor Figurino e Melhor Versão em Português.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia – Davi Novaes
Cenografia e Direção – Zé Henrique de Paula
Preparação de atores – Inês Aranha
Elenco – Davi Novaes e Marcella Piccin
Iluminação – Fran Barros
Música original – Davi Novaes
Coreografia – Gabriel Malo
Ass. Cenografia – César Costa
Figurinos – Davi Novaes e Marcella Piccin
Produção – Laura Sciulli
Design Gráfico – Rodrigo Burgese
Fotos / teaser em vídeo – Murilo Alvesso
Redes sociais – Cris Bordinhão e Jacque Plensack
Assessoria de imprensa – Pombo Correio
É SEMPRE MAIS DIFÍCIL ANCORAR UM NAVIO NO ESPAÇO
Estreia em 12 de novembro, às 21h.
Temporada às sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.
Até 12 de dezembro de 2021.
Ingressos: 20,00 (inteira) / 10,00 (meia).
Duração: 75 minutos.
Classificação etária: 10 anos.
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/11/fotos_NAVIO-NO-ESPACO_por-murilo-alvesso-9508-scaled-1.jpg17072560pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-11-04 16:01:412021-11-04 16:01:41É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço
Riscanças é uma websérie composta por 5 episódios curtos de experimentações artísticas, que tem como eixo temático o corpo, o espaço e o desenho. Os episódios serão disponibilizados pelo canal do Youtube da Cia Zin (inscreva-se aqui).
A dramaturgia foi inspirada no estudo realizado para a peça-instalação “Linhas” (último trabalho presencial da companhia e que teve a sua estreia no Sesc Pompéia em 2019).
Riscanças apresenta o desenvolvimento do desenho infantil a partir da descoberta das mãos, a criação de linhas no espaço até a representação da figura humana. Compreendendo a importância da criação artística em espaços cotidianos, o cenário, em Riscanças é a própria casa das atrizes, apresentando como possibilidade poética o espaço externo da mata e da praia. A intenção é que, a partir das imagens apresentadas, as crianças pequenas possam explorar com o vídeo os movimentos livres, assim, o movimento apresentado no vídeo reverbere no corpo do bebê criando espaços lúdicos no cotidiano.
Ficha técnica
Direção artística: Elenira Peixoto
Consultoria audiovisual: Laura Mansur
Criação e Interpretação: Gabriela Alcofra, Elenira Peixoto
Dançarina brincante: Maria Peixoto
Edição: Luana Freire
Produção: Louise Bonassi
Captação de imagem: Gabriela Alcofra e Elenira Peixoto
Trilha sonora: Gustavo Vellutini
Realização: Cia Zin
Exibições:
10 a 28 de novembro. No canal de Youtube da Cia Zin
RISCANÇAS: MÃOS
Data: 10/11
Horário: 19h
RISCANÇAS: CORES
Data: 11/11
Horário: 19h
RISCANÇAS: GARATUJAS
Data: 12/11
Horário: 19h
RISCANÇAS: CÍRCULOS
Data: 13/11
Horário: 19h
RISCANÇAS: NÓS
Data: 14/11
Horário: 19h
RISCANÇAS: MÃOS E CORES e RISCANÇAS: GARATUJAS, CÍRCULOS E NÓS
Data: 27/11
Horário: 19h
RISCANÇAS
Data: 28/11
Horário: 19h
Extra:
LIVE sobre o processo de criação “Diálogo, corpo e criação”
Com Elenira Peixoto, Laura Mansour e Gabriela Alcofra.
Nesta live, as artistas falam sobre o novo trabalho e a criação de audiovisual para a primeira infância, vídeo dança e corpo.
A plataforma Brasil Cena Aberta, apresenta em novembro o projeto “Daqui, para onde vamos?”, com duas montagens inéditas, oficinas técnicas abertas ao público e encontros virtuais online.
O projeto estreia dia 09 de novembro com temporada online da performance Ficções Sônicas 02, dramaturgia e direção de Grace Passô, e 19 de novembro traz A Assembleia São Paulo – teatro online, espetáculo desenvolvido com a companhia canadense Porte Parole,com colaboração e direção deBeatriz Sayad e Juliana Jardim.
Foto acima – Ficções Sônicas 2, foto abaixo – A Assembleia São Paulo
“Daqui, para onde vamos?”, projeto desenvolvido pela Plataforma Brasil Cena Aberta tem o intuito de apresentar a produção cênica Brasileira ao público geral e a programadores e curadores internacionais interessados em experiências teatrais em novos meios e formatos desenvolvidas no Brasil. O projeto foi contemplado com o Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo – 12a edição – 2020.
Daqui, para onde vamos? É uma pergunta que foi enfaticamente levantada a partir do momento em que fomos afetados pela pandemia. Com o mundo em suspensão e grandes cidades, como São Paulo, passando seu funcionamento do modo presencial para o modo remoto, surgiram inúmeras questões de ordem social, política, filosófica e artística. As discrepâncias econômicas tanto mundiais quanto locais, assim como o redesenho geopolítico do planeta suscitaram as mais diversas reflexões. Em nosso âmbito, a continuidade do fazer teatral foi imediatamente colocada em xeque.
Nesse contexto, o Brasil Cena Aberta inaugurou o ciclo Cenas Abertas ao Insólito, em julho de 2020, propondo reflexões sobre a expansão do teatro para o universo virtual. Paralelamente, organizou uma edição online de seu encontro internacional de artes cênicas, que ocorreu em dezembro de 2020, com mostra de espetáculos, apresentação de projetos, trocas profissionais, workshops e debates. E, mais especificamente, convidou um grupo de artistas a desenvolverem criações específicas para serem compartilhadas via internet, fomentando e difundindo novas linguagens teatrais. Assim nasceu o projeto Daqui, para onde vamos?, composto pela criação de dois espetáculos: Ficções Sônicas 02 e AAssembleia São Paulo – versão online e por um novo ciclo de encontros do programa Cenas Abertas ao Insólito, além da realização de oficinas técnicas.
Em Ficções Sônicas 02, a propulsão inicial para criação veio da observação do centro da metrópole esvaziado por causa da pandemia ao mesmo tempo que cada vez mais povoado pelos que não pararam de circular e reabitar as ruas. Já em A Assembleia São Paulo, uma coprodução de teatro documental entre o Brasil e o Canadá que começou a ser construída em 2019, na primeira edição do Brasil Cena Aberta, a ideia inicial era realizar um espetáculo presencial, que propiciasse o espaço de embate e discussão entre pessoas com posições políticas bastante divergentes e, às vezes, convergentes. A transposição do projeto para versão online trouxe uma série de novas questões, a começar pela etapa inicial da criação do texto, que é concebido a partir de um encontro real, em um jantar, para o qual são convidadas pessoas reais para conversarem, a partir de um roteiro que vai de apresentações biográficas a exposição de suas posições políticas, culminando com a necessidade de convergirem na escrita de uma carta, que devem assinar em conjunto . A partir dos diálogos gravados nessa ocasião, os dramaturgos reduzem essa dramaturgia real, e esse novo texto será utilizado pelos atores e atrizes em cena.
Nesse projeto, a ideia de teatro expandido, numa alusão ao cinema expandido, parece melhor traduzir essa imersão virtual do acontecimento teatral na qual fomos, de um modo ou de outro, iniciados durante a pandemia.
É, portanto, para fomentar e se aprofundar nas possibilidades dessa nova linguagem, assim como para refletir sobre diferentes aspectos da criação, difusão e recepção do público que o Brasil Cena Aberta propõe a apresentação dos dois espetáculos e um ciclo de encontros, além de promover oficinas voltadas à técnica específica para as criações online.
Ficções Sônicas 02 é idealizado por Grace Passô e integra o PROJETO FICÇÕES SÔNICAS, que reúne criações que experimentam o som como forca motriz da linguagem, relacionando essa pesquisa com narrativas que testemunham experiências da negritude brasileira. São obras numeradas, e a de número 01 é uma instalação criada a convite 34 Bienal de São Paulo (que acontece até dezembro de 2021).
A peça teatral Ficções Sônicas 02, por sua vez, foi filmada no Theatro Municipal de SP. O espetáculo reúne artistas que trabalham ativamente em circuitos e linguagens artísticas distintas:
soprano Marly Montoni, a bailarina de danças urbanas Silvia Kamyla,
o ator e artista multimídia Lucas Andrade, o músico e performer Novíssimo Edgar e o músico Barulhista. A peça ainda tem participação do percussionista Mauricio Badé e do Coral Paulistano, sob a regência de Maíra Ferreira
DESTAQUE SOBRE O ENCONTRO DE ARTISTAS, A PARTIR DAS BIOS –
A narrativa cria uma situação na qual performers resolvem ocupar um palco e ensaiar uma peca, mesmo sem interlocutores. Atuar passa a ser uma forma de acessar a vitalidade, de especular formas de fugas de sistemas sociais aprisionantes e um caminho para despertar da inação e automação da sensibilidade.
A estreia será no dia 09 de novembro às 20h, seguida de bate papo ao vivo com Grace Passô e equipe envolvida, pelo canal do youtube do Brasil Cena Aberta.
A Assembleia São Paulo – teatro online (Canadá/Brasil), estreia dia 19 de novembro, convidando o público a pensar criticamente questões sociais, presentes e urgentes.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Productions Porte Parole, e Brasil Cena Aberta, com a curadoria, direção e mediação em cena de Beatriz Sayad e Juliana Jardim. A cena originou-se em um jantar real feito via Zoom, no qual pessoas com distintas posições políticas se encontram e discutem. Na Assembleia brasileira junto com as mediadoras, estiveram presentes Carmen Silva, Cleifson Dias, Mateus Bandeira e Leandro Piquet. Uma quinta pessoa participa por áudio, mas será mantida anônima. Os participantes da assembleia na cena , além dos espectadores, são a atriz Carlota Joaquina e os atores Eduardo Silva, Eucir de Souza e Kadu Garcia.
Idealizado pela companhia de teatro canadensePorte Parole, A Assembleia começou em 2017 como um projeto itinerante documental de longo prazo. Em cada cidade, a equipe criativa da peça monta e registra jantares em que quatro pessoas que não se conhecem, e que têm posições ideológicas diferentes, se enfrentam e confrontam francamente a partir de temas que surgem na presença do encontro. O roteiro de perguntas de cada jantar foi criado pela companhia, e, a partir da gravação do longo encontro, gera-se um texto mais curto. No palco, os atores interpretam os quatro personagens da vida real no primeiro ato da peça.
O jantar entre essas quatro pessoas, com posicionamentos políticos ora convergentes ora bastante divergentes, é transformado em espetáculo, realizado por 4 atores e pelo público, que é convidado a entrar em cena. O primeiro ato de A Assembleia São Paulo – versão online repõe o jantar, agora em composição dramatúrgica, com a presença de duas atrizes mediadoras que participaram também da experiência real. São elas que convidam o público, no segundo ato da peça, a dar prosseguimento à discussão em uma plataforma de encontro.
A Assembleia São Paulo – versão online é uma coprodução entre a companhia de teatro documental canadense Porte Parole e o Brasil Cena Aberta; o dispositivo já foi experimentado em vários países como Canadá, Alemanha, Lituânia e Estados Unidos, e agora experimenta sua versão brasileira, em modo remoto.
Ficha Técnica dos dois espetáculos:
A Assembleia São Paulo – teatro online (Canadá/Brasil)
Em colaboração com Productions Porte Parole
Direção e curadoria: Beatriz Sayad e Juliana Jardim
Concepção e texto: Alex Ivanovici, Annabel Soutar e Brett Watson
Tenores: Fábio Diniz, Fernando Grecco, Fernando Mattos, José Palomares, Marcio Bassous, Marcus Loureiro, Pedro Vaccari, Ricardo Iozi, Thiago Montenegro;
Baixos: Ademir Costa, Francisco Xavier, Jan Szot, Jonas Mendes, José Maria Cardos, Josué Alves, Marcelo Augusto, Paulo Vaz, Yuri de Lima
Figurino e Direção de Arte: Novíssimo Edgar Assistente de figurino: Amandyra
Preparadora corporal: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Iluminação: Wagner Antônio
Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi
Técnica de som: Daniele Dantas
Captação de som: Andressa Clain e Sabrina Teixeira Novaes
Operação de câmera: Cris Lyra
Assistente de audiovisual: Flora Correia
Equipe de transmissão: Rodrigo Gava e GAMA Produção Visual (Gabi Perissinotto e Marcel Della Vecchia)
Projeções:Fabiano Procopio
Edição e legendagem: Renato Pascoal
Colorista: Marcelo Rodriguez
Adestradora: Gabriela Palmisciano e Amélia (cão)
Design Gráfico: Gabriela Bijari
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Mídias Sociais: Olivia Barcellos
Fotografia: Rafael Salvador
Produção: Performas Produções
Direção de Produção: Andrea Caruso Saturnino
Produção Executiva: Ju Kaneto e Mariella Siqueira
Ficha Técnica Brasil Cena Aberta: Projeto Daqui para onde vamos?
Idealização e Direção geral: Andrea Caruso
Direção de comunicação: Ricardo Muniz
Direção Técnica: André Boll
Produção de transmissões online: Rodrigo Gava
Coordenação de oficinas e encontros online: Aline Olmos, André Boll, Ju Kaneto e Mariella Siqueira
Ministrantes de oficinas: Agenor Carvalho, Carol Zimmer e Rodrigo Gava
Design Gráfico: Gabriela Bijari
Gerenciamento de mídias sociais: Olivia Barcellos
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção Geral: Performas Produções
Produção Executiva: Ju Kaneto e Mariella Siqueira
Serviço:
FICÇÕES SÔNICAS 02
Transmissão pelo canal do youtube do Brasil Cena Aberta.
Primeira parte (60 min)
Segunda parte (continuação – 18min)
Estreia
09 de novembro: sessão às 20h primeira parte, sessão 21h segunda parte, seguida de bate papo ao vivo com Grace Passô e equipe.
Temporada
10, 11 e 12 de novembro: sessão às 20h primeira parte, sessão 21h segunda parte.
13 e 14 de novembro: sessão às 16h primeira parte, sessão 17h segunda parte.
15, 16, 17 e 18 de novembro: sessão às 20h primeira parte, sessão 21h segunda parte.
Híbridos – streaming de performances presenciais: desafios técnicos e conceituais
Atividade gratuita. Inscrições abertas a partir de 03 de novembro na plataforma brasil-cenaaberta.org
Transmissão pelo canal do youtube do Brasil Cena Aberta.
As transmissões vieram para ficar: como equipar seu espaço, benefícios e desafios sob a ótica institucional,
Com Agenor Carvalho e mediação de André Boll
Data e horário: 15 de novembro às 18h – 19h30
Desenho de som e maneiras de sonorização voltados para o streaming
Com Rodrigo Gava e mediação de André Boll
Data e horário: 16 de novembro às 18h – 19h30
Desafios para uma iluminação que contemple o espectador presente e a transmissão ao vivo –
Com Carol Zimmer e mediação de André Boll
Data e horário: 17 de novembro às 18h – 19h30
CICLO DE ENCONTROS: Cenas Abertas ao Insólito
Atividade gratuita e aberta ao público.
Interessado em refletir sobre questões artísticas, técnicas e de produção de trabalhos teatrais concebidos para espaços virtuais, o Brasil Cena Aberta dá continuidade ao ciclo de encontros Cenas Abertas ao Insólito. Com a participação da equipe dos espetáculos, profissionais da área e de áreas afins, os encontros acontecerão nos dias 13, 23 e 29 de novembro às 19h no canal do YouTube do Brasil Cena Aberta.
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/11/D4_6676.jpg600900pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-11-04 15:55:592021-11-04 15:55:59Daqui, para onde vamos?
Dirigido por Gabriel Villela, PROTO-HENRIQUE IV, de Pirandello, estreia em versão solo com Chico Carvalho no papel-título.
Obra-prima sobre lucidez e loucura, de Luigi Pirandello, com produção, tradução e adaptação de Cláudio Fontana, estreia dia 5 de novembro no formato online, transmitida ao vivo da sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar.
A peça Henrique IV, de Luigi Pirandello, é um ensaio sobre lucidez e loucura, considerada uma obra-prima do dramaturgo italiano comparável a “Seis Personagens à Procura de um Autor”. Nela uma das características mais marcantes do escritor – a vulnerabilidade de seus personagens, que vivem na fronteira que separa ficção da realidade e loucura da sanidade, devido ao jogo de máscaras – está em um ponto de grande aprofundamento.
Na dramaturgia original, Pirandello criou treze personagens para serem executados por diversos atores. Esta adaptação sintetizou o texto em dois personagens feitos por um ator, Matilde e Henrique IV, preservando o cerne da dramaturgia.
Chico Carvalho transita entre as duas figuras, sendo que Matilde traz falas de outros personagens da peça original. Acompanhando Chico em cena, Breno Manfredini faz as vezes de um contrarregra/camareiro cênico, compondo o quadro de espelhamento disforme do protagonista, que toma distância da própria existência e vê a si mesmo ridicularizado pelo olhar de quem o vê.
Na trama, depois de descobrir que Matilde, a mulher que ele ama, tem um caso com seu melhor amigo Belcredi, o protagonista cai de um cavalo e sofre um acidente, supostamente provocado pelo próprio Belcredi. Como bate a cabeça numa pedra, ele perde os sentidos da realidade, enlouquece e, estando a caminho de uma festa à fantasia, por isso caracterizado como o rei Henrique IV, da Alemanha, o nobre passa a acreditar que é o próprio rei. Vendo-se incapaz de curá-lo e com pena de seu estado, a irmã constrói uma réplica da corte de Henrique IV para que seu irmão possa viver nela, contratando atores para se fazerem passar por cortesãos.
Passado algum tempo, o nobre recupera a memória, mas continua a se fazer passar por louco ao perceber que não tem uma vida de verdade para a qual possa voltar. Sua farsa é descoberta no dia em que Matilde e Belcredi chegam à falsa corte para tentar curá-lo. Segue-se uma discussão violenta entre os três, durante a qual Henrique IV fere Belcredi mortalmente e se vê obrigado a refugiar-se de novo na loucura para escapar às consequências desse crime.
Como em quase toda a sua obra, Pirandello trabalha de forma brilhante a tensão entre realidade e fantasia, deixando implícita a impossibilidade do estabelecimento de uma verdade absoluta. No fundo, sustenta que as coisas não são o que parecem ser, também reafirmando sua convicção de que a arte é muito mais real do que a vida, posto que eternizada em uma forma enquanto o homem em si é perecível.
Gabriel Villela faz uma união estética e arrebatadora no palco, trazendo um baile de carnaval, uma corte, uma coxia e a fantasia interna da cabeça de Henrique IV em um mesmo contexto. Nesta montagem, cenário é figurino e figurino é cenário, como se as inversões de realidade também transbordassem para os elementos de ficção. Cores vibrantes, de aspecto nobre e litúrgico permeiam a cena e formam o quadro vibrante e transitório pelo qual Chico Carvalho executa suas cenas repletas de filosofia, fábula e puro teatro.
O espetáculo será gravado no palco da sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar e transmitido ao vivo nas primeiras seis apresentações, para depois ser filmado e editado para as transmissões seguintes. O teatro quase teve suas portas fechadas para sempre, por conta da pandemia. Fazer esta retomada neste palco, portanto é muito significativo. A história do diretor com o teatro Ruth Escobar começou em 1990, quando dirigiu a montagem de Relações Perigosas, de Heiner Müller, na inauguração da sala Dina Staf, com Ruth Escobar e Luiz Guilherme no elenco. Foi a última atuação cênica de Ruth Escobar.
ADAPTAÇÃO
NOTA DO ADAPTADOR/TRADUTOR/PRODUTOR Cláudio Fontana – O projeto Henrique IV, de Pirandello, foi aprovado em 2019 pelo Programa Cultural das Empresas Eletrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura recebendo 20% do total do valor necessário para a produção. O projeto também obteve um apoio da 2S Inovações Tecnológicas. Em 2020, o projeto estava em negociações para sua temporada quando a pandemia paralisou o setor cultural. Em 2021, a Secretaria Especial de Cultura determinou o prazo de execução do projeto até 31/12/2021. Com as restrições sanitárias e os teatros fechados, optou-se por adaptar o texto para 2 personagens e 1 ator, substituindo os 13 atores do texto original. PROTO-HENRIQUE IV é o resultado dessa adaptação, que está servindo como estudo e pesquisa para a montagem do texto de Pirandello na íntegra com elenco completo em 2022.
SOBRE O AUTOR
Luigi Pirandello (Agrigento, 28 de junho de 1867 – Roma, 10 de dezembro de 1936) foi dramaturgo, poeta e romancista italiano, considerado o principal renovador do teatro italiano moderno, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1934. Começou por escrever poesia e obras narrativas na tradição do verismo, com uma projeção naturalista da realidade, mas, mais tarde, renunciou a esta concepção. O romance que o tornou famoso foi “Il fu Mattia Pascal” (1904), cujo argumento já anuncia o fio condutor que cultivará em todas as suas obras: o dilema entre o ser e parecer, a realidade e a ilusão. A partir de 1916, obras como La Signorina Morli consolidaram-no como dramaturgo e caracterizaram um estilo próprio, que seria denominado pirandellismo. Com o drama “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1921), construído de forma insólita, sem um esquema claro de ação e sem divisão em atos, estimulou de forma decisiva o desenvolvimento do teatro do absurdo. O drama de caráter existencialista também tem suas origens na obra de Pirandello. Deixou sua última obra inacabada: “Os Gigantes da Montanha”, último trabalho de Gabriel Villela com o Grupo Galpão.
SOBRE A OBRA
Escrita em 1922, período marcado por elementos de fortes repercussões, como por exemplo, o deslumbramento do homem frente às inovações da modernidade, a velocidade dos acontecimentos, o progresso científico e tecnológico e a Primeira Guerra Mundial. Este panorama traz elementos relevantes para a composição da obra de Pirandello, pois colocam o homem no paradoxo entre individual e coletivo.
Henrique IV é uma das peças que mostram de maneira acentuada a criação teatral do escritor italiano.
Henrique IV, como tantas personagens de Pirandello, representa o homem contemporâneo sob forte pressão social, por não suportar o jugo de uma sociedade em formação, que exige do homem um papel social em conformidade com suas normas. Ele passa a viver sob a máscara da loucura, como uma espécie de refúgio identitário.
A farsa do jovem imperador denota uma característica recorrente na obra do escritor: a vida de aparência que resulta em uma personalidade dividida e, ao mesmo tempo, diluída em infinitos fragmentos.
Aurora Fornoni nos mostra como o próprio personagem explica sua atitude. “Como viver depois de são, com todos me apontando o dedo? Como viver se todos já me achavam louco antes?” (Bernarnini, 1990, p.55). Nesse sentido, é possível vislumbrar através do drama de Henrique IV, a vulnerabilidade que insere às personagens de Pirandello na angústia de não se ver vivendo para se moldar à fôrma em que a sociedade o coloca.
Ao recobrar a sanidade, o personagem passa a representar como se realmente continuasse louco. A opção de viver sob a máscara da loucura nos mostra a genialidade com que Pirandello coloca em cena o homem comum que incorpora sua própria tragédia.
SOBRE CHICO CARVALHO
Ator formado pela Faculdade de Artes Cênicas da UNICAMP (1997-2000). Mestre em Multimeios (2009) e doutor em Artes da Cena (2018), ambos departamentos do Instituto de Artes da UNICAMP. Radialista formado pelo curso de Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero (2004-2007). Apresentador do programa Teatro de Ópera na Rádio Cultura FM de SP. Durante o período de 2009 a 2018 foi professor da Escola Superior de Artes Cênicas Célia Helena nas disciplinas História do Teatro Brasileiro e Interpretação Dramática. Como ator, recentemente (2019 – 2018), esteve em cartaz com espetáculos sob a direção de Gabriel Villela, entre eles ‘Estado de Sítio’ (Albert Camus) e ‘Boca de Ouro’ (Nelson Rodrigues), bem como na montagem do espetáculo Erêndira (texto a partir do conto homônimo de García Márquez) cuja temporada terminou em dezembro de 2019 no Teatro Popular do SESI. Protagonizou a montagem de Ricardo III (texto de Shakespeare e direção de Marcelo Lazzaratto) – papel que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor ator do ano de 2013. Nos anos de 2016 e 2017 esteve em cartaz no Teatro Popular do Sesi com o espetáculo Peer Gynt, de Ibsen, também sob a direção de Gabriel Villela, trabalho que lhe rendeu o prêmio FEMSA de melhor ator para espetáculos direcionados ao público infanto-juvenil. Ainda com o mesmo diretor, integrou o elenco de A Tempestade (2015-16), texto de Shakespeare, cumprindo longa temporada em São Paulo no teatro TUCA. Diretor e dramaturgo da Cia do Bife, companhia teatral fundada em 2016 e que já acumula duas montagens de textos inéditos apresentados em diversos palcos da cidade e do interior de SP
SOBRE GABRIEL VILLELA
Gabriel Villela estudou Direção Teatral na USP. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “VOCÊ VAI VER O QUE VOCÊ VAI VER”, de Raymond Queneau, e “O CONCÍLIO DO AMOR”, de Oscar Panizza. Desde então, recebeu 3 Prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 12 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, 7 Troféus APCA, da reconhecida Associação Paulista de Críticos de Arte, 5 Prêmios APETESP, da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, 3 Prêmios PANAMCO e 1 Prêmio Zilka Salaberry, além do livro sobre sua obra teatral ter ganho o prestigiado PRÊMIO JABUTI na categoria Artes.
Encenou Camus (ESTADO DE SÍTIO e CALÍGULA), Heiner Muller (RELAÇÕES PERIGOSAS), Calderón de La Barca (A VIDA É SONHO), Schiller (MARY STUART), William Shakespeare (MACBETH, RICARDO III e ROMEU E JULIETA), Strindberg (O SONHO), Ibsen (PEER GYNT) e os dramaturgos brasileiros Nélson Rodrigues (BOCA DE OURO, A FALECIDA e VESTIDO DE NOIVA), Arthur Azevedo (O MAMBEMBE), João Cabral de Melo Neto (MORTE E VIDA SEVERINA), Carlos Alberto Soffredini (VEM BUSCAR-ME QUE AINDA SOU TEU), Dib Carneiro Neto (SALMO 91 e UM RÉQUIEM PARA ANTONIO), Luís Alberto de Abreu (A GUERRA SANTA) e Alcides Nogueira (VENTANIA, A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA). Dirigiu uma trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC: “ÓPERA DO MALANDRO”, “OS SALTIMBANCOS” e “GOTA D’ÀGUA”. Dirigiu shows de artistas como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Ivete Sangalo, musicais, óperas, dança e especiais para TV. Foi Diretor Artístico do Teatro Glória/RJ (1997/99) e também do TBC Teatro Brasileiro de Comédia/SP (2000/01).
Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, tendo seus espetáculos participado de vários Festivais nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão (ROMEU E JULIETA, de Shakespeare), Gabriel Villela foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, conquistando a crítica e o exigente público londrino. O espetáculo voltou a Londres em 2012 para participar da OLIMPÍADA CULTURAL, evento paralelo aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.
Seus últimos trabalhos foram CORDEL DO AMOR SEM FIM (2021) com o grupo OS GERALDOS de Campinas, AUTO DA COMPADECIDA (2019) com o Grupo Maria Cutia de BH, ESTADO DE SITIO (2018/19), BOCA DE OURO e HOJE É DIA DE ROCK (2017/18), PEER GYNT (2016/17), A TEMPESTADE (2015) com Celso Frateschi, UM RÉQUIEM PARA ANTONIO (2014), com Elias Andreato e Claudio Fontana, OS GIGANTES DA MONTANHA (2013), de Pirandello, com o Grupo Galpão e MANIA DE EXPLICAÇÃO, com Luana Piovani. Em 2012, MACBETH, com Marcello Antony e Claudio Fontana. Também dirigiu VESTIDO DE NOIVA, de Nelson Rodrigues, com Leandra Leal e Marcello Antony (2009), CALÍGULA, de Albert Camus, com Thiago Lacerda (2008/09/10) O SOLDADINHO E A BAILARINA (2010), com Luana Piovani, SUA INCELENÇA RICARDO III com o Grupo Clowns de Shakespeare.
Ficha Técnica
Elenco: Chico Carvalho
Texto: Luigi Pirandello
Tradução e adaptação: Claudio Fontana
Direção, Figurinos e Cenografia: Gabriel Villela
Diretor Assistente e Iluminação: Ivan Andrade
Contrarregra/camareiro cênico: Breno Manfredini
Canto e arranjos vocais e instrumentais: Marco França
Assistente de Figurinos: José Rosa
Adereços de arte: Jair Soares Jr
Costureira: Zilda Peres
Maquiagem: Claudinei Hidalgo
Fotografia: João Caldas Fº
Assistência de Fotografia: Andréia Machado
Programação Gráfica: Renata Monteiro
Diretor de Palco: Alexander Peixoto
Produção Executiva: Augusto Vieira
Direção de Produção: Claudio Fontana
Serviço
PROTO-HENRIQUE IV, de Luigi Pirandello, drama.
Em Henrique IV, Pirandello explora os limites entre a loucura e a lucidez a partir da estória de um homem que, após uma queda do cavalo e uma pancada na cabeça, vive (ou finge viver) o personagem que representava no carnaval numa festa a fantasia.
Sueño, livremente inspirada em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, narra a trajetória de uma família interrompida por uma ditadura sul-americana
“Este projeto foi contemplado pela 12ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura”
A partir do reencontro em Imortais, espetáculo de 2017, o produtor Emerson Mostacco, o diretor e dramaturgo Newton Moreno, as atrizes Denise Weinberg, Michelle Boesche, Simone Evaristo e o diretor musical Gregory Slivar firmam pacto para um novo projeto: uma livre adaptação de Sonho de uma Noite de Verão em terras latino-americanas.
Sueño estreia dia 5 de novembro de 2021 de forma presencial na área externa do Teatro João Caetano, em São Paulo. Com direção e dramaturgia deNewton Moreno e elenco formado por Denise Weinberg, Leopoldo Pacheco, Paulo de Pontes, Michelle Boesche, José Roberto Jardim e Simone Evaristo, a peça tem produção de Emerson Mostacco, direção musical de Gregory Slivar, direção de movimento e coreografia de Erica Rodrigues, pesquisa de Almir Martines, figurinos de Leopoldo Pacheco e Chris Aizner (que também assina o cenário) e design de luz de Wagner Pinto.
Sinopse
Santigo, Chile. 1973. Um grupo de teatro está ensaiando Sonho de uma Noite de Verão. Um casal de militantes foge de seu país, e é separado pela ditadura quando ela está grávida. O marido, Vine, não descansará até reencontrar sua família.
Em seu exílio, Vine sonha todas as noites com a peça que não pôde estrear e como ele pretende, através do texto de Shakespeare, encenar uma América Latina que precisa reaprender a sonhar com liberdade e independência.
Quando a ditadura é derrocada na década de 90, Vine retorna ao Chile para tentar encenar a peça novamente. O reencontro de Vine com seu país mostrará que os ecos do autoritarismo ainda podem criar novas tragédias.
Direção e adaptação
“Sueño narra a trajetória de uma família interrompida por uma ditadura sul-americana. Uma ditadura que, como todos os regimes totalitários, ameaça sonhos e semeia pesadelos. Mas esta história é narrada pelo ponto de vista de um diretor de teatro chileno, Vine, um artista que vê sua montagem do texto de Shakespeare adiada pelo golpe. A encenação explora essas camadas entre a história desta família e a trupe shakespeariana de atores que tenta bravamente ensaiar a peça, espetáculo tão sonhado por Vine”, conta Newton Moreno.
“Por isso, os recursos cênicos estão à vista do público: a roupa de ensaio como base de figurino, a equipe próxima à cena, o entra-e-sai na ‘fábula’, o cenário caixa-branca-teatral”.
“Sueño é nosso manifesto poético. Nossa teimosia estética para retornar ao teatro após o caos pandêmico e político que atravessamos, evidenciando nossa crise e buscando reafirmar a potência de nosso ofício. Buscamos criar uma sala de ensaio em busca da peça, uma peça-ensaio, sendo revisitada a cada apresentação e a cada temporada. Uma peça em processo, sempre em processo, como este continente em ensaio há séculos. Por isso, chamamos esta primeira temporada de Etapa 1 do SUEÑO – ensaiando sonhos”, ressalta o diretor e dramaturgo.
A equipe
A partir do reencontro em Imortais, espetáculo que foi sucesso de público e crítica e estreou em 2017, Denise Weinberg, Emerson Mostacco, Michelle Boesche, Simone Evaristo, Gregory Slivar e Newton Moreno firmaram um pacto para um novo projeto, Sueño.
A convivência artística entre Newton e Denise vem sendo construída há alguns anos em trabalhos como A Refeição (direção de Denise para um texto de Newton) e Da Possibilidade da Alegria no Mundo (em que Newton dirigiu Denise).
Já a parceria artística entre o produtor Emerson Mostacco e Newton Moreno já se perpetua por vários trabalhos incluindo as peças Imortais, Memória da Cana, Terra de Santo, Justa e Fronteiras. Ambos foram integrantes da Cia. Os Fofos Encenam, onde também foram parceiros de José Roberto Jardim, Simone Evaristo, Paulo de Pontes e Leopoldo Pacheco.
Já com Denise Weinberg, o produtor realizou os trabalhos Imortais e O Testamento de Maria. Outros nomes importantes neste projeto são o diretor musical Gregory Slivar e o designer de luz Wagner Pinto, que são grandes parceiros de Denise já atuantes em diversos trabalhos.
Mais memória, mais futuro
“Elegemos Sonho de uma Noite de Verão como detonador deste novo processo por ser uma peça ambígua: embaixo do tapete mágico de fadas, enamorados e quiprocós, esconde-se a sombra tenebrosa dos desafetos, desmandos patriarcais de humanos e desumanos. Shakespeare é hábil o suficiente para nos confundir, nos inebriar como a erva do Puck e, depois nos lançar nos abismos das relações docemente cruéis de seus personagens. Mas nada que possa tirar deste texto sua potência cômica e imagética, solicitando sempre ao sonho, ao devaneio e ao mistério como convidados para enfrentarmos nossa jornada humana”, conta Newton Moreno.
O objetivo do espetáculo é atravessar e ser atravessado pelo universo onírico e violento de Shakespeare para discutir nossa crise identitária na América Latina. “O continente visto como um sonho que nunca se concretiza. Um mundo que sonha menos a cada ano, como que anunciando que estamos perdendo a capacidade de sonhar um novo continente, justo e igualitário, esta eterna utopia. A interrupção deste devir latino-americano está sempre à mercê de regimes totalitários e práticas intervencionistas. Queremos adaptar a obra para o nosso ‘sueño’ latino, sempre ameaçado por desgovernos e ditaduras. E vasculhar como essa herança ainda opera em nosso pensamento como nação; quais as cicatrizes desta chibata ditatorial”, completa o produtor Emerson Mostacco.
“Como num quebra-cabeça, fomos encaixando as peças, cada uma milimetricamente pensada e eis que o Sueño está virando realidade, com um “dream team” escolhido a dedo, 47 pessoas envolvidas de uma forma rara e sendo impulsionadas pelo desejo de contar essa história, que se passa na nossa colonizada América Latina, que ainda tenta se livrar do estigma de ser colônia, se debatendo entre a fome, a miséria, as injustiças, genocídios, roubos, sendo espoliada, massacrada e sem nenhum projeto de futuro pela frente”, conta Denise Weinberg.
“Pra mim, Sueño é uma fresta para o desabafo, um escancaramento de um ultraje a que estamos sujeitos, é a possibilidade de estarmos juntos com uma turma de artistas criadores, que se debate nesse país miserável, para conseguir se expressar. Capitaneados pelo ser especial Newton Moreno, esperamos que nosso grito alivie nossos corações, cansados de tanta ignorância, precariedade e negacionismo, que assombram nosso país, povoado de tanta riqueza, mas metralhado por tanta boçalidade e violência, desde 1500. Um réquiem para esses tempos de cólera e obscurantismo. Que vivam los Sueños!!!” completa a atriz Denise Weinberg.
…
A montagem tem como ponto de partida a operação CONDOR, que envolveu Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina, numa rede de informações dos movimentos subversivos, sendo responsável por muitas prisões e ‘desaparecimentos’. “Queremos acessar as gavetas-memórias desta rede persecutória e opressora. E assim desenvolver a dramaturgia, explorando um eixo organizador: processos ditatoriais na América Latina e as famílias separadas pela ditadura”, diz Newton Moreno.
“O que pretendemos é criar personagens inspirados na atmosfera de sonho-pesadelo de Shakespeare, para discutir o estado de letargia e espanto que sempre retorna em nosso continente. Nosso sonho-quase-pesadelo, a mercê de desmandos totalitários ou intervenções estrangeiras. Através desse suporte (cânone) europeu, Um Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare, queremos falar da distopia da latino-america. Regurgitar uma resposta ao Sonho, antropofagicamente, para buscar a nossa forma-eixo narrativo. Alinhados às pesquisas de ‘sulniamento da cena’: a forma latina para contar a estória. Contar-nos através de nossos ritmos, prosódias, corpos, danças. Parece-nos oportuno nosso jogo cênico de memória sobre a herança ditatorial latino-americana. Não há como se construir bases sólidas para um futuro, sem o conhecimento aprofundado do passado”, conclui o diretor e dramaturgo.
Ficha técnica:
Dramaturgia e Direção Geral: Newton Moreno
Direção de Produção: Emerson Mostacco
Direção Musical: Gregory Slivar
Direção de Movimentos: Erica Rodrigues
Elenco: Denise Weinberg
Leopoldo Pacheco
Paulo de Pontes
José Roberto Jardim
Michelle Boesche
Simone Evaristo
Gregory Slivar (músico ao vivo)
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Figurinos: Leopoldo Pacheco e Chris Aizner
Cenário: Chris Aizner
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Assistente de Dramaturgia e Pesquisador: Almir Martines
Assistentes de Direção: Katia Daher (primeira etapa) e Erica Rodrigues
Assistente de Produção: Paulo Del Castro
Assistente de Luz: Gabriel Greghi
Adereços e cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque
Estrutura de box truss e arquibancadas: Fernando Hilário Oliveira
Desenho de som: Victor Volpi
Operador de Luz: Gabriel Greghi / Vinícius Rocha Requena
Operador som e Microfone: Victor Volpi
Palestrantes: Sérgio Módena e Ricardo Cardoso
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio – Douglas e Heloisa
Designer: Leonardo Nelli Dias
Fotos: João Caldas
Assistente de fotografia: Andréia Machado
Produção Audiovisual: Ìcarus
Apoio Paisagístico: Assucena Tupiassu
Costureiras: Lande Figurinos e Judite de Lima
Equipe de Montagem de Luz: Guilherme Orro / Thiago Zanotta / Lelê Siqueira
Cia Empório de Teatro Sortido faz temporada comemorativa de 10 anos do espetáculo Música para Cortar os Pulsos
Espetáculo que deu origem ao filme Música para Morrer de Amor (2019) conta três histórias: a de Isabela, que sofre porque foi abandonada; a de Felipe, que quer muito se apaixonar; e a de seu amigo Ricardo, que está apaixonado por ele
Para corações juvenis de todas as idades, a peça, com texto e direção de Rafael Gomes, traz no elenco Fábio Lucindo, Felipe Frazão, Mayara Constantino, Victor Mendes e Dom Capelari, além da atriz alternante (sextas–feiras de novembro) Bella Marcatti. Espetáculo estreia presencialmente dia 5 de novembro no Teatro Vivo.
Estreada em 2010, marcando a fundação da companhia Empório de Teatro Sortido, “Música para cortar os pulsos” conta três histórias de amor: a de Isabela, que sofre porque foi abandonada; a de Felipe, que quer muito se apaixonar; e a de seu amigo Ricardo, que está apaixonado por ele.
O texto foi concebido a partir dos sentimentos que encontramos nas milhares de canções que ouvimos ao longo da vida e que nos ensinam a amar, nos traduzem, nos embalam, nos fazem chorar, que são princípio e fim das nossas emoções. Como resultado, a peça se tornou, desde sua estreia, uma obra tão escandalosamente confessional, sincera e derramada como só as músicas – e o amor – sabem ser.
A montagem original ficou três anos em cartaz, apresentando-se em mais de 30 cidades brasileiras para um público de dezenas de milhares de pessoas e alcançando enorme poder de comunicação com adolescentes e jovens adultos. Foi ainda vencedora do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor peça jovem.
Desde então, o poder de permanência da história fez do texto uma referência em teatro para a juventude, gerando inúmeras remontagens amadoras em universidades e escolas de artes cênicas, figurando em livros didáticos para Ensino Médio e se fixando no imaginário de uma geração.
Dez anos depois, a peça deu origem a um longa-metragem (com o título alterado para “Música para morrer de amor”). Com estreia mundial no NewFest – Festival LGBTQIA+ de Nova York, e tendo sido exibido em mais de uma dezena de eventos ao redor do mundo, o filme foi lançado nacionalmente em 2020, em cinemas drive-in e plataformas digitais, durante as restrições impostas pela pandemia de covid 19.
Agora, fazendo o percurso inverso – das telas para o palco – e celebrando (com o circunstancial atraso) uma década de sua estreia, “Música para cortar os pulsos” retorna ao teatro. Sendo ainda o mesmo texto, é um novo espetáculo, reencenado, com novos integrantes no elenco e com a música potencializada em cena, executada ao vivo.
A nova versão incorpora as experiências vividas desde então por atores e dramaturgo, bem como os 10 anos de trocas com o público e os ecos da experiência cinematográfica – além dos caminhos insondáveis sempre percorridos pelos sentimentos.
Para completar, o texto da peça (anteriormente publicado e com tiragem esgotada) recebeu nova edição, pela Editora Incompleta, que o contrapõe ao roteiro do filme e contém inúmeras notas acerca do processo de adaptação. A publicação, também parte da celebração de 10 anos da peça, contém ainda um ensaio ficcional inédito de Rafael Gomes e um prefácio de Vinicius Calderoni, ambos fundadores da companhia Empório de Teatro.
SERVIÇO
Onde: Teatro VIVO – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi
Quando: De 5 de novembro a 12 de dezembro de 2021
Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 18h.
Sessão extra dia 13/11 (sábado), às 17h.
Ingresso: $60 (inteira) e $30 (meia entrada). Nas sextas-feiras de novembro (dias 05, 12, 18 e 25), a entrada será gratuita.
Gênero: Drama | Teatro Jovem
SINOPSE
Em dez cenas curtas, as histórias amorosas de três corações juvenis se desenrolam com a intensidade e ao som das músicas para cortar os pulsos. Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos
DURAÇÃO: 70 minutos
FICHA TÉCNICA
DRAMATURGIA E DIREÇÃO
Rafael Gomes
ELENCO
Fábio Lucindo – Felipe
Felipe Frazão – Ricardo
Mayara Constantino* – Isabela
Victor Mendes – diretor/ Ricardo.
Dom Capelari – músico
* Atriz Alternante: Bella Marcatti
CENOGRAFIA
Adaptada a partir de projeto original de André Cortez.
ILUMINAÇÃO
Marisa Bentivegna
FIGURINO
Melina Schleder
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO
Mayara Constantino e Victor Mendes
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
César Ramos e Gustavo Sanna
PRODUÇÃO
Complementar Produções
REALIZAÇÃO
Empório de Teatro Sortido
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2021/11/MPCOP_ensaio_02.jpg9081210pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382021-11-04 15:46:432021-11-04 15:46:43Música para Cortar os Pulsos
Coletivo Labirinto estreia a peça-filme Onde Vivem os Bárbaros, do chileno Pablo Manzi, pelos canais do Youtube dos Teatros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Desde sua fundação em 2013, o Coletivo Labirinto tem como pesquisa o olhar para as relações do sujeito com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea. Onde Vivem os Bárbaros, de Pablo Manzi, é a terceira montagem do grupo e estreia de forma online e gravada no dia 4 de novembro de 2021. A direção e tradução são de Wallyson Mota, que também integra o elenco ao lado de Abel Xavier, Carol Vidotti, Ernani Sanchez e Ton Ribeiro.
Após estudos e passagens do grupo pela dramaturgia argentina e uruguaia, a peça escrita no Chile apresenta uma ampla base de reflexão para traços determinantes de nosso percurso social, tais como a normalização e a validação da violência dentro de contextos supostamente democráticos. O texto traz ainda uma oportuna reflexão sobre o arquétipo do bárbaro – o ser que está sempre fora da sociedade “civilizada”, excluído de seu epicentro político e social.
A obra conta a história de três primos que, depois de vários anos sem se ver, decidem se encontrar no Chile, em 2015. O anfitrião, diretor de uma ONG reconhecida por realizar ações de estabelecimento da democracia em zonas de conflito, se vê envolvido no estranho homicídio de uma jovem ligada a movimentos neonazistas. Este fato desencadeia atitudes inesperadas das personagens e um extenso debate sobre a ideia que cada um constrói sobre o outro, que culmina na deflagração das diferentes formas de violência entre os convidados.
Onde Vivem os Bárbarosapresenta uma sociedade que busca respostas rápidas para assuntos complexos, mesmo que para isso se arrisque pelo terreno das injustiças e se expresse por gestos inequívocos de silenciamento do que lhe é diferente – entendido então como um inimigo.
Qualquer semelhança com o que vivemos não é mera coincidência. Ao conhecer essa dramaturgia, de diálogos ágeis e sinuosos, o Coletivo Labirinto pôde novamente (assim como tinha lhe parecido com o Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul, seu espetáculo anterior) deparar-se com um material que trata diretamente e de maneira vertical dos desdobramentos de nosso percurso social, estabelecendo assim uma ponte de interlocução com a realidade chilena – comum e ao mesmo tempo diversa a nós.
…
O Coletivo Labirinto nasceu em 2013, no ano das emblemáticas manifestações políticas pelo preço do transporte público (e que logo em seguida se pasteurizam em reivindicações genéricas e pouco objetivas), e acompanhou a transformação dos processos sociais no Brasil que culminaram na deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, no avanço das pautas neoliberais e na discussão um tanto incerta sobre os rumos políticos do país.
O grupo pôde, com isso, perceber semelhanças entre essa trajetória e a de seus países vizinhos – com disputas políticas igualmente polarizadas, avanço de medidas econômicas similares e o crescimento de um pensamento conservador também assentado na moral. Dessas observações e vivências – no cotidiano e nas suas ações criativas -, conseguiu amadurecer a necessidade de entender-se como brasileiro e latino-americano, não uma coisa pela outra.
A dramaturgia de Pablo Manzi, autor e diretor chileno que tem conseguido gerar interesse pelas suas discussões em seu país e fora dele (com participações frequentes em Mostras e Festivais Internacionais de Teatro), ofereceu ao Coletivo Labirinto uma ampla base de reflexão para as questões ditas acima, tanto pelos assuntos que trata e quanto pela maneira como os provoca.
Palavras do diretor
A pesquisa e montagem de ‘Onde Vivem os Bárbaros’ tem sua origem em 2019, quando estávamos em cartaz com o nosso espetáculo presencial anterior. Ali, pudemos perceber de maneira muito viva a necessidade de retratarmos em cena o avanço de uma lógica de raciocínio imediatista, sentenciador e moralista em nossa sociedade. Mais ainda, de trazermos a público as diferentes vias de discursos políticos, a fim de que possam gerar debate e fricção entre nós, desvelando as controvérsias sobre o delicado momento histórico que vivemos. Nos últimos anos, pudemos observar o aumento das desigualdades concomitante ao desenvolvimento de uma conduta moral que visa um comportamento ‘puro’ entre as pessoas, numa espécie de lógica neofascista. Expor essa situação e colocá-la para discussão nos pareceu fundamental.
Esta obra discute, portanto, que ideias temos hoje sobre civilização e barbárie. O que seria uma sociedade civilizada e o que seria uma sociedade bárbara? A quem interessaria estabelecer essas definições, essas fronteiras entre uma coisa e outra? Quem são os cidadãos dessa sociedade e quem são os seus selvagens? E mais, quem pode ocupar esses espaços – de uma pressuposta cidadania?
Apesar de tocar em discussões complexas e nada pacíficas, o espetáculo as apresenta através de uma dramaturgia fluida e ágil, apoiada em uma situação ficcional bastante reconhecível: um encontro familiar entre três primos que há muito tempo não se veem. Cada um levou a sua vida de maneira distinta, tem histórias e experiências diferentes e ao se reencontrarem percebem o quão diferentes são. E o quanto essas diferenças, no modo de vida contemporâneo, podem representar uma ameaça; a ideia de que o outro (o diverso) é um inimigo a ser eliminado.
Esta obra integra o projeto “Histórias de Nossa América”, do Coletivo Labirinto, contemplado pela 35ª. edição da Lei de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Este projeto foi elaborado antes da pandemia da COVID-19 mas viabilizado em 2020 – já com os teatros fechados e as medidas de distanciamento social em nossas vidas. Nele, o Coletivo tem promovido um amplo passeio pela dramaturgia latino-americana contemporânea através de leituras encenadas, laboratórios de pesquisa e agora a criação desta peça-filme.
Os encontros, ensaios e processos de criação com toda a equipe de “Onde Vivem os Bárbaros” tiveram início de fato em julho deste ano – com o leve arrefecimento da segunda onda do vírus sobre o país e certo avanço da vacinação. Então pensamos esta peça-filme como o anúncio de uma volta nossa ao teatro dentro dos limites de segurança sanitária que enxergávamos no período. Sendo assim, projetamos uma obra que fosse criada e ensaiada totalmente à distância (em vídeo chamadas e ligações), sem encontros presenciais entre os artistas envolvidos. Elenco, figurinista, iluminador, músico, todos criando de suas casas. Ao fim dessas nove semanas de trabalho criativo remoto, nos juntamos para uma semana de trabalho presencial e imersivo dentro de um teatro. Juntos novamente no palco.
A peça-filme é, portanto, uma espécie de ficção-documental que traz toda a narrativa original de “Onde Vivem os Bárbaros”, mas também um olhar sobre como foi colocar em pé essa obra nesses dias ali, juntos e imersos em apenas uma semana depois de tanto tempo criando à distância.
Wallyson Mota
SINOPSE
Depois de anos sem se ver, três primos se reencontram. O anfitrião, diretor de uma ONG reconhecida, revela estar envolvido em um estranho assassinato, fato que desencadeia manifestações de violência entre os convidados. Este encontro aparentemente familiar torna-se cada vez mais terrível com o aparecimento de personagens que vão agravar as ideias que cada um construiu sobre o outro, sobre o inimigo.
FICHA TÉCNICA:
Direção: Wallyson Mota
Dramaturgia: Pablo Manzi
Tradução: Wallyson Mota
Elenco: Abel Xavier, Carol Vidotti, Ernani Sanchez, Ton Ribeiro e Wallyson Mota
Assistente de Direção: Carolina Fabri
Direção de Fotografia: Raphael B. Gomes
Som Direto: Tomás Franco
Montagem (edição): Laíza Dantas
Cenografia e figurino: Lu Bueno
Iluminação: Matheus Brant
Concepção Sonora: Gregory Slivar
Cenotécnico: Armando Júnior
Aderecista: Jésus Seda
Visagismo: Fábia Mirassos
Técnico de Luz: Guilherme Soares
Designer Gráfico: Alexandre Caetano – Oré Design
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos: Mayra Azzi
Assistente de produção: Luiza Moreira Salles
Produção: Carol Vidotti
Realização: Coletivo Labirinto
SERVIÇO:
4 de novembro a 5 de dezembro de 2021
Gratuito
Transmissão pelos canais do Youtube dos Teatros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo