14º FENATIFS – FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO INFANTIL DE FEIRA DE SANTANA – ANUNCIA PROGRAMAÇÃO 2021 

O lançamento acontece no dia 2 de dezembro, às 18h, pelo canal da Cia Cuca de Teatro no Youtube 

O Fenatifs nasceu em 2008 com o propósito de contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do teatro para a infância e juventude. 

De 02 a 18 de dezembro, o Fenatifs realiza a sua 14ª edição com a participação de 22 espetáculos de todo o Brasil, 10 atividades paralelas (oficinas, debates, rodas de conversa) que serão transmitidos de forma online pelo canal da Cia Cuca de Teatro no Youtube. O Fenatifs promove ainda encontros com os grupos participantes como forma de estimular as discussões e o fortalecimento da produção cultural dos fazedores de artes cênicas em todo o país. 

Nesta edição, os debates com os grupos serão mediados pelo diretor e ator Claudio Saltini, de São Paulo, e o dramaturgo, roteirista, diretor, ator e palhaço soteropolitano João Lima. Um momento ímpar de discussões acerca das obras e linguagens apresentadas no festival que acontece pela plataforma Google Meet.

Também na 14ª edição do Fenatifs será realizada uma pequena mostra presencial com apresentações de espetáculos de grupos locais que serão realizadas no Teatro do C. C. Amélio Amorim e nas praças da cidade com todos os protocolos de segurança e público limitado.

O 14º Fenatifs tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, através do EDITAL 25/2016 – Eventos Culturais Calendarizados 2017/2019.

A programação completa pode ser acessada em: www.ciacucadeteatro.com.br

ESPETÁCULOS PARTICIPANTES

MOSTRA NACIONAL 

QUAL É MEU NOME, MAMÃE?

Cegonha – Bando de Criação – RJ

Inspirado no premiado livro My name is not Refugee de Kate Milner, utiliza elementos de circo, poesia, teatro de animação e desenhos animados para contar a história de mãe e filho obrigados a deixar o país de origem em busca de sobrevivência até a chegada em um novo lugar para morar, tudo contado pelo olhar genuíno da criança. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/15_YACtEPJIb2U9oEmRh_1P8-CrQltaVW/view?usp=sharing

NO CORAÇÃO DA LUA 

Grupo Estação de Teatro – RN

Luana, uma menina inteligente, alegre e muito ativa, em um belo dia, sem nenhuma causa aparente, percebe que está sem vontade para nada, sem vontade de se levantar, de comer, de brincar, está completamente sem vontades. Com a ajuda de seu grande amigo Juca partem numa jornada em busca de respostas para esse seu problema. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1kfHOuPpnbg6W_NVTYSU2OhlEFg_Ao5jL/view?usp=sharing

CADA UM É UM

No Mundo da Lua iTeatro – SP

Concebido para tratar sobre o tema da diferença, o espetáculo traz três palhaços músicos pra lá de divertidos e atrapalhados que chegam de longe cantando e dançando, provocando o encantamento e a cumplicidade do público ao mesclar antigas entradas e esquetes circenses clássicas.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1Bb3g54I0ImBKD4I3IhPJJp0ezxYlPHGr/view?usp=sharing

O DINOSSAURO E A BORBOLETA

Grupo Teatro Por Um Triz – SP

No período pré-histórico do planeta Terra, um pequeno e solitário Dinossauro torna-se, inesperadamente, pai adotivo de uma… Borboleta! A relação dos dois personagens tem início quando o pequeno Dinossauro encontra um ovo abandonado e decide chocá-lo. Do ovo nasce a Borboleta. A partir daí, a dupla passa por algumas situações em que a relação de pai e filho é explorada, de forma cômica e afetuosa. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1cq2oULP7zwsw1MMUNllt7mVf4180gc61/view?usp=sharing

HISTÓRIAS DO MUNDÃO

Atelier Artístico Chegança – BA

Cansadas de só olhar o mundão através das telinhas, as irmãs Tina e Kekeu resolvem que é a hora de conhecer o DIFERENTE, e é a partir daí que elas embarcam numa aventura pela magia da leitura.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1OZMKw2tE3EMRPvAIlaeeZ1ZcfSMLra1z/view?usp=sharing

PARA QUE SERVEM AS COISAS?

Cena Expandida – RS

Teatro, contação de histórias e desenhos animados se unem nesta fábula sobre o respeito às diferenças, que acompanha as aventuras de Jota, um menino tímido que vai em busca de sua amiga Bici, a bicicleta, que após um pequeno acidente, é vendida para uma loja de consertos gerais. Inconsolado, ele descobre que todos os objetos da loja não estão estragados, apenas têm seus próprios sonhos e objetivos.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1Xg_EngxH3uaAXcLPY62uvx7VpFfBnWu6/view?usp=sharing

O ACROBATA

Seres de Luz Teatro – SP

Em “O Acrobata” vemos o clown Jasmim, numa tradicional saga de domadores de feras, tentando inutilmente fazer com que o seu insólito mascote Pippo realize “perigosas” proezas acrobáticas. Uma dupla muito especial, uma relação em que o domador e a mascote surpreendem a plateia por sua ternura e simplicidade. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1PoIg-kFqvxkSm3r2lh0VF94EI2fiSOms/view?usp=sharing

UM PRÍNCIPE CHAMADO EXUPÉRY

Cia Mútua – SC

Teatro de animação inspirado na vida do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, narra o período em que ele, um jovem e destemido aviador, junto com seus amigos formavam “os cavaleiros do céu” e enfrentam o mar, o céu e o ar; a noite, o deserto, as montanhas e as tempestades para cumprir seu ofício: transportar o correio aéreo. Sem falas, esta montagem tem como cenário um velho hangar, criando uma atmosfera envolvente, delicada e tocante.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1iaDQaIs6osPj1mEHbVlK1YCw8tylWrtZ/view?usp=sharing

AZULINDO, UM MUNDO SUBMERSO

Cia. Serafín Teatro – SP

Unindo as linguagens do teatro de bonecos, teatro negro (com luz negra) e teatro de sombras, o espetáculo é uma viagem pelo fantástico mundo oceânico submerso para onde Olívia, uma inocente menina, é convidada a conhecer. Tetê, a tartaruga marinha mostra a menina que a vida no fundo do mar está em risco pois o monstro do lixo, cresce cada vez mais, ameaçando destruir a vida pacífica que levam os moradores do recife. Um mutirão de amigos da superfície e de amigos do mar é convocado para reverter essa situação.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1KQj6rFHuWMgUopQzOQoVSNJxykpkIGqr/view?usp=sharing

ESPETÁCULO SUSPIROS E BURBUJAS

Companhia Laguz Circo e Teatro – CE

Composto por números de música, acrobacia, malabares e muito humor, o espetáculo traz a palhaça, acrobata, acordeonista e encantadora de bolhas de sabão gigantes, Burbuja e o palhaço, acrobata e malabarista, Suspiro, numa sequência de números que criam um universo encantador, convidando o público de todas as idades a brincar e a fazer parte do mágico mundo do circo.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1EwQT1jqvj6Lk03ZPEFXAY-xDkV_QTsb4/view?usp=sharing

MOSTRA INTERIOR DO NORDESTE

BARCAROLA ENCANTADA 

GRUPO DE TEATRO DE BONECOS VIRA TOCO – BA

A partir do encontro com Tõe, um garoto do sertão que, assim como muitos irmãos seus, foge do drama da seca em busca de condições melhores, Sá Binididita pega a sua viola e decide caminhar na direção do seu sonho em uma Barcarola Encantada, desbravando as margens do “Velho Chico” e encontrando os seres encantados. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1HBLT-2sZYhmMW1RhaTkVBoiW46-dHOF-/view?usp=sharing

NEM TANTO, NEM TÃO POUCO

Os Títeres – BA

Apresenta o início da amizade entre Flor e Carlinhos, duas crianças com infâncias bem distintas, mas que são ligadas pela curiosidade e pela possibilidade de alegria que nasce desse encontro. Uma narrativa que delicadamente é revelada junto com cada personagem em um jogo de brincadeiras e leituras.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1lFYNip5eZkSGrVMCjD9DdTtLwcBAU9qi/view?usp=sharing

CANÇÕES DAQUI, CONTOS DO MUNDO 

Cia Pão Doce – RN

Ao longo do caminho as pessoas colecionam pedras, figurinhas, livros, tem gente que coleciona até lápis quebrado, Maria e seus amigos aviadores colecionam histórias, Ela aprendeu desde pequena que as histórias têm vida própria, ultrapassam os limites do engenho da “caixola, voam no vento e escolhem um coração para aquecer. Este é um espetáculo para sonhadores.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1aEoW1oWwnVA7gYrLB1M4RSFoaCAgPYrC/view?usp=sharing

CADÊ RÁDBRIN? – UMA AVENTURA BRINCANTE

Grupo Cadeiradebrin – BA

RELEASE: Espetáculo cênico musical é uma apresentação interativa que traz o universo da cultura nordestina através de canções, contos e brincadeiras. A narrativa é sobre a aventura do menino Rádbrin (descendente de árabe), que numa viagem ao Nordeste se perde dos seus pais numa feira, encantado pelo som de um instrumento “diferente”. À procura dos pais, ele vive situações inusitadas que o levam a conhecer o encantamento e alegria a cultura nordestina. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1nQGjDEfehL_wA5oSkpPymdDis62ngP8L/view?usp=sharing

MOSTRA JOVENS TALENTOS

LUCAS DA FEIRA: O SUJEITO ANTES DO MITO

Grupo Recorte de Teatro – BA

O escravizado Lucas Evangelista foi eternizado como lenda, mito, herói e bandido, na primeira metade do século XIX formou bando e com um banditismo social inato e de resistência ao sistema escravista tomou fama e faz parte da história da Bahia e do Brasil. O espetáculo traz o sujeito Lucas desde infância até a formação do bando, sobretudo nas particularidades do homem escravizado antes da lenda. “

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1RL-lII0TnOOX5oAZksyDj1D7-KXq2L4d/view?usp=sharing

A MENINA DAS PEDRAS

Revolução Teatral – BA

Inspirado no conto de domínio popular, o enredo de cunho social nos ajuda a pensar alternativas para resolver conflitos com criatividade. É, sem dúvida, um dos contos que pode propiciar novos rumos e alternativas de escape às situações que se apresentam sem solução aparente, com conteúdos implícitos que perpassam fatos recorrentes do dia a dia, como abuso de poder, opressão e exploração econômica.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1MIVYNdkE-mw7mmSyVDFvYrgl15RTduAN/view?usp=sharing

AS AVENTURAS DE JOCA

Cia ÚNICA de Teatro – BA

Com muita música, dança e imaginação, essa turminha formada por Joca, seu boneco Super Bim e sua prima Luna embarcam em grandes aventuras para cumprirem uma missão nada fácil, resgatar as brincadeiras, brinquedos e literatura esquecidos pelas crianças fixadas no mundo virtual. Para isso eles terão que cativar a rainha do esquecimento, a Rainha Maya.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1mfGyv79BTt9jEicH9ovlvLZD_N3CGmfC/view?usp=sharing

JUNTO E MISTURADO

Grupo Desequilibradoz – CE

Nos maravilhosos encontros de uma vida, Genisvalda vive a encantar com sua forma de ser, de viver e de se divertir vendendo seu chup-chup do amor, até que um dia se depara com uma trupe que por meio de sua arte encanta e se deixa encantar.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/10OYXXMUQthHY95sXqfYmIJezZOw8jcg_/view?usp=sharing

AS CORES QUE SINTO 

Produtora Conto de Quem Sonha – RJ

Como tem tantas cores no mundo e tantas cores que se podem ver, mesmo sem enxergar? Júlia enxerga as coisas de um jeito diferente: ela enxerga com as mãos. E assim, ela nos leva por todo o caminho da sua casa atééé a sua escola. Ela mora num lugar com várias casinhas, mas nenhuma mais especial que a dela: rosa! E quando ela desce até chegar à escola, todo dia é uma aventura diferente.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1eVf5TjRYfEYR6uUDaXxA61UfUc1yD3op/view?usp=sharing

MOSTRA JOVENS TALENTOS (CONVIDADOS)

CONTANDO O RIO OPARÁ – HISTÓRIAS PARA NAVEGAR 

Cia Biruta de Teatro – PE

Apresenta histórias e personagens que já fazem parte do imaginário popular ribeirinho e que permeiam o Sertão do São Francisco, a fim de aproximar as crianças das poéticas que giram do seu território. Duas histórias são contadas nesse espetáculo, a lenda da Serpente da Ilha do Fogo e o mito do Nego D’água. 

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1tmeLXt7ch7ZBFvkR8AQtWtO_60Ws6CXD/view?usp=sharing

ROMEU E JULIETA PARA CRIANÇAS 

Grupo Tonto Tom Artes – PR

Release: Inspirado na obra de Ruth Rocha, no conto em versos de William Shakespeare e O Sortilégio da Mariposa de Federico Garcia Lorca, o espetáculo apresenta diversas linguagens em sua composição como a narração de história e a técnica de manipulação de objetos para contar a história do escritor Mariposa que vive em seu canteiro do ofício de escrever e contar histórias, as quais guarda em casulos para não esquecê-las. Porém, uma de suas histórias voou do casulo, o que gera uma busca desesperada. A partir desta brincadeira de procurar sua história, o escritor mariposa descobre sons, musicalidades, danças e poesia.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1ZM54JjeCTlGxo_o5PFmp_J3JgQDJlVIP/view?usp=sharing

A MONTANHA GIGANTE DE COISAS 

Produtora Clara Equi – RJ

Todos os dias, a criança acorda e vai com sua mãe até o seu trabalho. Lá, ela encontra tanta coisa, tanta coisa diferente, que ela chama o lugar de Montanha Gigante de Coisas. Tem coisa velha, nojenta, suja. Mas também tem coisa legal! Coisa que vira até brinquedo. O problema é na hora de voltar pra casa, com a roupa cheia de sujeira. Ao passar em frente à escola, nenhuma outra criança quer vir brincar também… menos nesse dia.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1ugG6KmAH1ElFZegI8hvVZuhl1IKDN036/view?usp=sharing

“METAMORFOSE”

Grupo Ereoatá Teatro de Bonecos – BA

Apresenta a rotina diária de um senhor sertanejo, vivendo as dificuldades da seca que assola o sertão. Em seu universo imaginário particular, vive em total isolamento e relaciona-se com elementos da natureza ao seu redor, resultando na descoberta de um mundo além das fronteiras da imaginação.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/16N-FjWdYxUsfjh1BihPRbrKTGiS2Xcj9/view?usp=sharing

ESPETÁCULOS CONVIDADOS

CYBERBULLYING? MISERICÓRDIA!

Cia Cuca de Teatro – Feira de Santana – BA

Maria Bonitinha, a menina do sertão, chega à cidade para passar uns dias na casa de sua melhor amiga, Joana Natureba, as duas passam o dia brincando com as bonecas de sisal e comendo as delícias da culinária nordestina. Quando Joana publica fotos da nova amiga nas redes sociais, Maria sofre cyberbullying por parte dos amigos de Natureba. Indignada com o comportamento nada legal dessa turminha, Bonitinha convida Joana para uma grande peleja internáutica, Maria vai mostrar pelo que tem muito orgulho de sua cultura.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1jQKJjlcfZEozEXyX4D3C6v2SB9MTR7xa/view?usp=sharing

VIVE CIRCO SHOW 

NUCCA – Feira de Santana – BA

Release:  O espetáculo é um show de habilidades, com números de grande impacto utilizando técnicas circenses, como malabarismo e perna de pau. Trazem também números de palhaçaria com propostas divertidas e inovadoras que vão surpreender e encantar ao público de todas as idades.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1ZYqy-TE6ihZYJprMTsXBLpCNwV0kQfpI/view?usp=sharing

O PÁSSARO E O REI 

Kocca Criações – Feira de Santana – BA

União da magia do teatro, da música e dos elementos regionais da cultura popular para contar a história da relação entre um Pássaro de canto fabuloso numa linda gaiola de ouro, e um jovem Rei, seu dono, esse é o fio que traça o rumo desta trama/espetáculo, contada e (en) cantada num convite à reflexão sobre o conceito da Liberdade.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1MicCAyq6TldpN4ERySQxM2Dn30O6uN4m/view?usp=sharing

LEIA AÊ!

SIM Produções Artísticas – Salvador – BA

Uma pacata praça é lugar ideal para uma tranquila leitura, é o que pensa o palhaço Cabelinho ao sair da biblioteca com seus livros preferidos. Ele só não contava com uma visita pra lá de agitada. Leia Aê! é um espetáculo circense infantil interativo que convida as crianças ao mundo encantado da leitura.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1AtWDmlukfsFr-6yFGYfJZYG8tU6-u_xz/view?usp=sharing

CIRQUIM TIZIU E ALECRIM
Núcleo Circo Único – Salvador – BA
Uma dupla de palhaços chega para apresentar um espetáculo de circo para a plateia, os dois começam a apresentação em harmonia um com o outro, mas isso não dura muito tempo e o espetáculo vira uma divertida disputa de habilidades e pirraças entre o palhaço e a palhaça. Acrobacia de solo, mágicas, malabarismos, esquetes clownescas, encantamento e diversão estão garantidos nessa peça.

Fotos: https://drive.google.com/file/d/1GW5IgBXqPFOyL8cNWg3GHaQ-JZk9q_Fn/view?usp=sharing

Governo de Goiás reinaugura Teatro Escola Basileu França, em Goiânia com o espetáculo musical “7 x Pecado – Broadway in Concert”

Com 72 artistas goianos, entre bailarinos e orquestra da Escola do Futuro do Estado de Goiás em Artes Basileu França, Orquestras Filarmônica de Goiás e Jovem de Goiás, a peça – que marcará a grande reabertura do Teatro Escola Basileu França, que passou por ampla reforma no valor de mais de R$ 6 milhões por parte do Governo de Goiás – conta ainda com grandes nomes do Teatro Musical Brasileiro, vindos de diversas regiões do país, como o goiano Pablo Diego Garcia, a gaúcha Alessandra Verney (Kiss Me Kate, Beatles Num Céu de Diamantes, A Noviça Rebelde, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava, Alô Dolly), o paulista Leo Wagner (Les Miserables, West Side Story, My Fair Lady, Evita, Wicked), o carioca André Dias (Quase Normal, Bilac Vê Estrelas, Ou Tudo ou Nada, Cazuza – O Musical), as paulistas Marisol Marcondes (A Pequena Sereia, Família Addams, Billy Elliot, Ghost), e Renata Vilela (Chicago, Sweet Charity, Nine – Um Musical Felliniano) e também novos nomes da comédia, como André Massa. A peça tem texto do carioca André Dias, canções dos maiores sucessos musicais da Broadway, direção musical e arranjos de Thiago Rodrigues e direção geral de André Dias e Glaucia da Fonseca. A obra conta, ainda, com a participação da Orquestra Filarmônica de Goiás e Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.

Link para download de fotos – crédito Priscila Prade

Desenho de personagens de desenho animado

Descrição gerada automaticamente com confiança média

O espetáculo escolhido para a reinauguração do Teatro Escola Basileu França de Goiânia é o musical “7 x Pecado – Broadway in Concert”, que conta com o patrocínio e realização do Governo de Goiás, escrito por André Dias sob o roteiro musical de Anna Toledo. Baseado nos Sete Pecados Capitais e em como eles se manifestam na vida contemporânea: Soberba, Vaidade, Ira, Gula, Luxúria, Inveja e Preguiça pontuam a cena através dos grandes sucessos da Broadway, como Chicago, Cabaret, Mamma Mia!, Grease, Moulin Rouge, Frozen, Dreamgirls, A Bela e a Fera, West Side Story, Les Miserables, O Fantasma da Ópera dentre muitos outros. 

Leve e divertida, a trama gira em torno de uma aposta entre Deus e o Diabo sobre a força do amor. Quando uma grande atriz reencontra seu grande amor, ela terá que enfrentar seus demônios e se reinventar.  “E não é o que todos estamos fazendo? Em tempos pós-pandêmicos, nos quais as relações estão, aos poucos, sendo retomadas, é necessário refletirmos sobre a nossa afetividade e sobre o papel fundamental da arte e da cultura na formação do caráter de nossa sociedade.” Completa o ator e dramaturgo André Dias. 

O Teatro Escola Basileu França, localizado na Av. Universitária, 1750 – Setor Leste Universitário, em Goiânia, será reaberto no dia 9 de dezembro. Inaugurado em 2010, o teatro passou por melhorias nesses últimos meses. Orçada em R$ 6,3 milhões, a primeira etapa da reforma, inclui adequação do piso para espetáculos de balé, novo palco, iluminação cênica, melhoria acústica, mudanças na fachada, aquisição de equipamentos e projeto de arborização na entrada do espaço. Esse teatro integra a Escola do Futuro (EFG) em Artes Basileu França, ligada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Inovação (SEDI). A instituição de ensino tem por missão promover e desenvolver a diversidade de gêneros artísticos, bem como incentivar a difusão cultural e estimular pesquisa visando à interação entre teoria e prática.

Sobre a reforma e a modernização do Basileu França, por Ronaldo Caiado, governador de Goiás

Desde 2019, a missão de nossa gestão é uma só: recuperar nosso querido Estado de Goiás e devolve-lo aos goianos. E temos feito isso em todas as áreas, dentre elas a saúde, a educação, a segurança pública, a infraestrutura, os nossos programas sociais e como não poderia deixar de ser, na cultura. Prova disso é que estamos devolvendo aos goianos um grande patrimônio que durante anos foi esquecido por gestões passadas: o Teatro Escola Basileu França. 

Ao todo investimos mais de R$ 6 milhões para modernizar de forma completa toda estrutura do Basileu França, que é o principal produtor de cultura e de talentos de Goiás e um dos maiores do país. É de lá que crianças chegam cheias de sonhos e vão passando por um processo de lapidação pelas mãos de excelentes professores e professoras, para se tornarem jóias que levam o nome de Goiás a brilhar em palcos em todo mundo.

É para esses alunos e para seus professores que direcionamos nosso esforço. E hoje, fico feliz em poder dizer que eles terão um local digno para desenvolverem cada vez mais suas capacidades artísticas.  

Sobre a iniciativa do Governo de Goiás, por Adriano da Rocha Lima – Secretário-Geral de Governo

O Basileu França é um patrimônio dos goianos. Me orgulho em fazer parte de um Governo com o compromisso de resgatar a cultura, a arte e a autoestima do nosso povo. Recuperar essa escola, valorizá-la e dar condições para que ofereça um ensino de alta qualidade, nas mais variadas formas de manifestação artística, é muito gratificante e me estimula a continuar lutando ao lado do Governador Ronaldo Caiado na jornada de devolver Goiás aos goianos. Me emociono em ver esse teatro reformado e reinaugurado com um espetáculo de padrão internacional, que reúne alunos do Basileu de variadas especialidades, artistas renomados e a espetacular Orquestra Filarmônica de Goiás.

Sob a concepção, por Clóvis de Barros Filho

Sem Deus, não há pecado. Porque pecar é deliberar, decidir e agir, em plena consciência, contra a Sua vontade. Essa última seria a única referência do bem. E tudo que a contraria, o mau. Mau que nos distingue e nos afasta do Divino, do Bem supremo e do Criador. Senhor dos céus e da terra.

Sobre a concepção, por André Dias

Não acredito no conceito de pecado, mas sim, em um delicado equilíbrio entre o bem e o mal, que cada ser humano traz dentro de si. Somos pura dualidade; e pecado ou virtude surgem como consequências de nossas ações, afinal somos todos humanos e passíveis de erro. 

Desta forma, 7x Pecado nasce como um folhetim contemporâneo, através do roteiro musical de Anna Toledo, que transita com elegância, entre o popular e o repertório mais clássico e sofisticado. Como arquétipo dramatúrgico apresento a rádio novela, no intuito e aproximar o repertório internacional com a tradição cultural brasileira; o que se reflete num roteiro que mescla canções no original em inglês, e versões em português assinadas por Cláudio Botelho, Anna Toledo e Tadeu Aguiar, nomes de peso no atual cenário musical brasileiro.

O intercâmbio de talentos é completo com a participação da Orquestra Filarmônica de Goiás, a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, Corpo de Baile do Teatro Basileu França, artistas da região e coro infantil da cidade de Goiânia. 

Sinopse: Deus acredita na Virtude. O Diabo acredita no Pecado. Quando uma grande atriz reencontra um grande amor do passado, Deus e o Diabo fazem uma aposta sobre quem é mais forte? O Amor? Ou o Pecado? No duelo entre o bem o e mal vale tudo para salvar o amor, mas o Diabo usará dos 7 pecados capitais para destruir a virtude do amor. O casal se torna um experimento das artimanhas dos anjos e demônios. Quem vencerá?

FICHA TÉCNICA

Idealização: Alessandra Verney, André Massa e Marco Griesi.

Texto: André Dias.

Roteiro Musical: André Dias e Anna Toledo.

Direção Musical: Thiago Rodrigues.

Direção Geral: Glaucia da Fonseca e André Dias.

Elenco: Alessandra Verney, Leo Wagner, André Dias, Renata Vilela, Marisol Marcondes, André Massa e Pablo Diego Garcia.

Participações especiais: Clovis de Barros, Manso, Paula Soares e Dan Cabral.

Bailarinos: 

Alice Campelo, Carlos Eduardo, Danillo Fontinele, Débora Mendonça, Ícaro Queiros, Lucas Pio, 

Luisa Pimenta, Maria Eduarda Carvalho, Marina Andrade, Miguel Artur Oliveira, Peter Azevedo, 

Ryan Cavaline e Vitória Pellegrin.

Coro:

Ana Júlia Lauria, Beatrice Inácio Oliveira e Laís Kirschner (solistas).

Arthur Rocha, Asafe Frota, Bruna Daniele, Clarice Inácio, Davi Oderdenge, Davi Rocha, Felipe Alves Peixoto, Juliana de Jesus, Kimberly Campbell, Mariah Vilela, Murilo Fortes, Thales Passinato e Yasmin Alves Franco.

Regente: Vinícius Guimarães.

Coordenadoras: Rainy Graicy Dias e Simone Moreira.

Direção Técnica: Helio Schiavon Jr.

Desenho de som: Áudio S.A.

Operador de som: Bruno Antonio de Pinho. 

Microfonista: Cleyber Ribeiro. 

Transasom: Eduardo Lemos Jr, Emerson Festagallo, Lourival Antonio dos Santos. 

Desenho de Luz: Cesar Pivetti. 

Assistente de iluminação e programador de luz: André Pierri. 

Operadores de Canhão: Kadu Moratori, Wanderson Galdino de Jesus. 

Cenotécnico: Henrique Luz (Arte em Cena). 

Projeção: Play Audiovisual. 

Suporte Técnico: Giuliano Scarabelli. 

Técnico Projeção: Marcio Vilas Boas.

Design de vídeo: Richard Luiz.

Montagem: Marcio Oliveira.

Animação: Gian Buranni e Daniel Nascimento.

Assistente de Ilha: Cintia Garcia.

Assistente de animação: Augusto Macedo.

Produção de vídeo: Rodrigo Arcangelo.

Finalização: Prototipo Filme.

Arranjadores: Felipe Senna, Sergio Kuhlmann e Tiago Costa.

Versões: Claudio Botelho, Anna Toledo e Tadeu Aguiar.

Pianista: Vagner Ferreira.

Baterista: Leandro Lui.

Coreografia: Glaucia da Fonseca.

Assistente de Coreografia: Daniel Cabral.

Stage Manager: Luciano Fernandes.

Visagismo: Dicko Lorenzo e Ivan Pasciscenai. 

Figurinos: Kleber Montanheiro.

Assistente de Figurino: Thaís Boneville.

Coordenação de ateliê, Modelagem e Acessórios: Marcos Valadão.

Costureira: Salomé Abdala.

Diretor de Marketing e Comunicação: Rodrigo Souza.

Coordenadora de Digital: Leila Guimaraes.

Diretora de Arte: Gabriela Souza.

Logomarca: Gabriela Rocha.

Conteúdo e Redes Sociais: Rodrigo Souza.

Fotografia de Elenco: Priscila Prade.

Fotografia de Participações: Flaney Gonzallez.

Styling: Myrna Seguel.

Produção de Moda: Raphael Septem. 

Costureira: Edna Mesquita.

Camareira: Débora Santos.

Making Off: Leonardo Cruz.

Vídeo: Flaney Gonzallez.

Assessoria de Imprensa: Helô Cintra e Douglas Picchetti.

Diretor de Produção: Marco Griesi.

Coordenação de Produção: Alessandra Verney e André Massa.

Gerente de Produção: Renata Alvim.

Produção Executiva: Carolina Teixeira, Deo Patricio e Renan Silvério.

Administrativo/Financeiro: Natacha Mendonça.

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS

Maestro Titular e Diretor Artístico: Neil Thomson.

Maestra Associada: Mariana Menezes.

Corpo Sinfônico:

1º Violino

Abner Mancini Landim – Spalla.

Samuel da Silva Dias – Concertino.

Frederick Neves de Souza Portilho.

2º Violino

Simone Elenciuc Landim.

Lucas Miranda de Azevedo.

Thamyris Alves do Nascimento Finco.

Viola

Luciano Pontes.

Pedro Paulo de Morais Araújo.

Violoncelo

Emerson Nazário Silva Oliveira.

Rafael Pedro da Silva.

Contrabaixo

Lyubomir Venceslavov Popov.

Juliano Rodrigues Leite – Baixo elétrico

Flauta

Raul Menezes.

Oboé

Josué Felipe da Silva Junior.

Fagote

André Ramos Sanches.

Trompa

Everson de Oliveira da Silva.

Matheus da Silva Barciela Costa.

Trompete

Mauro Stahl Junior.

Jader Araújo Mendes Lemos.

Trombone

Hellington Gonçalves.

Trombone Baixo

Adib Corrêa Vera.

Percussão

Giovanni de Moraes Aglio.

Corpo Técnico:

Gerente de Orquestra

Wesley Farias.

Inspetor de Orquestra

Fernando Gontijo de Araújo Neto.

Produtor

Gabriel Ribeiro.

Assistente de Produção

Vitória Aquino Magaña.

Assistente Administrativo

Marcelo Tannus.

Arquivista de Orquestra

Luiz Antônio de Souza.

Montadores

Marcelo de Souza Santos.

Rafael Lourenço Perrota.

ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DE GOIÁS

Violinos

Tiago Biscaro, João Pedro Moranga, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique e Bruna Araújo.

Violas

Ian Lucas e Gleyston Silva.

Violoncelos

Thállita Nayara e Jhonata Alexandre.

Contrabaixo

Gabriela Negri. 

Flauta

Yan Pedro.

Clarineta

João Vitor Guimarães.

Trompa

Glenda Sousa.

Trompete

Luan Rafael.

Trombone

Pedro Camargo.

Percussão

Bruno Andrade e Ana Claudia.

Saxofone Alto e Tenor

Marcos Lincoln.

Guitarra

Matheus Guerra.

Corpo Técnico:

Coordenador dos Grupos Sinfônicos e Maestro da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás

Eliel Ferreira. 

Maestros Assistentes

Gustavo Aprígio, Weber Assis, Andreyw Batista, Marcos Lincoln Silva, Erick Félix e Tiago Biscaro.

Gerente de Orquestra

Adiléia Garcia Ramos. 

Inspetoria

Polyana Alves Viana. 

Arquivista

Pablo Cid Bember.

Montagem

Alzemar de Jesus Cardoso. 

Monitores

Pâmela de Sousa Viglioni, Patrick Severo Viglioni, Mauro Stahl e Caio Mesquita Xavier. 

Estagiários de Produção

Helder Naasson da Silva, Pennélope Gomes Avelar 

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

Governador: Ronaldo Caiado

SECRETARIA-GERAL DA GOVERNADORIA

Secretário: Adriano da Rocha Lima

SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO

Secretário: Marcio Cesar Pereira

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA

Secretário: César Augusto de Sotkeviciene Moura

ESCOLA DO FUTURO DO ESTADO DE GOIÁS EM ARTES BASILEU FRANÇA

Diretora: Lóide Magalhães

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Reitor: Edward Madureira Brasil

Vice-Reitora: Sandramara Mathias Chaves

Diretor Geral do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia – CETT/UFG: Moisés Ferreira Cunha

FUNDACÃO DE APOIO À PESQUISA (FUNAPE)

Diretor Executivo: Orlando Afonso Valle do Amaral

Realização:

Palco 7 Produções.

Verney Produções. 

André Massa Produções.

INFORMAÇÕES:

Apresentações: 09, 10, 11 e 12 de dezembro.

Quinta, sexta e sábado, 20h e domingo, 19h.

Duração aproximada 90 minutos.

Classificação indicativa: 12 anos.  

@7xpecado Instagram/Facebook

Local: Teatro Escola Basileu França

Av. Universitária, 1.750 

Setor Leste Universitário

Goiânia – GO

Informações: (62) 3991.8954

Gratuito

Site: www.sympla.com.br

Elevador, espetáculo da Cia Fluctissonante em Libras e Português, com direção de Georgette Fadel, estreia on-line dia 3 de dezembro

Fotos de ELENIZE DEZGENISKI: https://drive.google.com/drive/folders/1TzRf5wZ6v4dQQX0xN6c63w1kU7nOeKxR?usp=sharing

A Cia. Fluctissonante é um coletivo teatral curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que pesquisam a criação cênica bilíngue, em Libras e Português. Em sua trajetória, o grupo investiga as possibilidades estéticas do bilinguismo, inserido a Libras dentro do palco e não fora dele, através do recurso de tradução simultânea, como comumente é realizada a acessibilidade para surdos no campo das artes cênicas. Assim, além de integrar surdos e ouvintes em sua equipe, os espetáculos da companhia também promovem essa integração nas plateias. Nos espetáculos do grupo, a interpretação dos atores ocorre nas duas línguas. 

Em comemoração aos 5 anos de atividades, a Fluctissonante estreia o espetáculo ELEVADOR, uma criação compartilhada do grupo junto à diretora Georgette Fadel, especialmente convidada para o projeto. No espetáculo, que estreia de maneira online dia 3 de dezembro pelo canal do YouTube da Cia, pela primeira vez a Flucti – como é carinhosamente chamada por seus integrantes – aborda a ideia de acessibilidade como pauta principal do projeto. Em cena estão os atores ouvintes Nautilio Portela – veterano do teatro do sul do país – e Helena de Jorge Portela, e a atriz surda Catharine Moreira. Além deles, Igor Augustho, artista do grupo desde a sua fundação, assina a co-direção do trabalho, que é produzido pela Pomeiro Gestão Cultural.

A opção por abordar a ideia de acesso também como tema, deu-se a partir de uma série de encontros em que o grupo refletiu e repensou os caminhos trilhados até agora, em confluência com visões particulares de seus integrantes. Estas discussões foram ainda alimentadas por uma série de ações online realizadas pelo coletivo, como um dos 17 integrantes dos projetos Palco Giratório e Plataforma Cena, ambos do Sesc Nacional, no ano de 2021.

Sinopse 

Um grupo de artistas brasileiros reúne-se para encenar um texto já apresentado centenas de vezes na história do teatro. Em sua estreia, os três – um ator idoso, uma atriz surda e uma diretora ouvinte – são surpreendidos pela presença de um espectador cadeirante no térreo do teatro: o elevador de acesso ao auditório está quebrado. Esta ocasião, então, dá sequência a alguns fragmentos de seus processos criativos, do espetáculo que estreariam na mesma noite e dos olhares plurais que lançam em relação aos dias em que vivem.

Quem acessa os nossos trabalhos? 

Quando surgiu, a Fluctissonante era um grupo de artistas ouvintes que se perguntava: ‘quem acessa nossos trabalhos?’. ‘Elevador’ é uma montagem que reflete a ideia de acesso em seus mais diversos sentidos, contextualizando-a principalmente na relação entre o teatro e seus públicos atualmente. Entendendo o conceito de acessibilidade de modo não exclusivo às pessoas com deficiência, a ideia de acesso, nesse caso, amplia-se também para os debates ligados à relação entre o teatro e seus públicos. 

“Não há respostas. Ao contrário, perguntamos. Perguntamos muito, perguntamos o tempo todo. Quem nos acessa? Quem acessamos? A quem fala o teatro contemporâneo?  Por quem fala o teatro contemporâneo? De quem falamos quando nos referimos ao público, assim, no singular, essa massa heterogênea, amorfa, sem particularidades e diversidades? Quais elevadores ainda padecem de conserto? Não há resposta. Somos um grupo que, na verdade, prefere errar tentando a sentir que fez tarde demais, justamente pelo desejo de fazer certo”, contam Helena de Jorge Portela e Igor Augustho, dramaturgistas do espetáculo, que avançam:

“Elevador é, também, sobre o risco, sobre o desconhecido, sobre um território que ainda não nos é confortável. Pela primeira vez em nossa trajetória, a ideia de acessibilidade e inclusão está pautada na construção dramatúrgica também como tema e não apenas como possibilidade estética, característica que marca os trabalhos da companhia. Chegamos aqui entendendo que isto tudo não é sobre ser didático. É sobre ser ultra-didático”.

Além da criação em Libras e Português, neste trabalho, o grupo experimenta pela primeira vez a ideia de dramaturgia descritiva, em que a própria dramaturgia realiza a audiodescrição de alguns movimentos, elementos e cenas do espetáculo. Aos domingos, sempre às 18h30, haverá sessões com audiodescrição. O trabalho foi criado de modo híbrido, através de encontros virtuais pelo Zoom e outros presenciais na cidade de Curitiba; 

O espetáculo foi gravado em Curitiba no mês de novembro e pensado para o palco. O registro exibido ao público é uma ‘prova’ do que poderá ser assistido futuramente, em eventuais temporadas presenciais. 

Quero você

Entender o que você quer de mim

Quero de você até mim uma ponte 

Porque quero você ao meu lado 

Do meu lado de dentro 

Quero entre nós uma língua

Quero entre nós uma língua de luz

Quero entre nós uma pele infinita 

Nossa, comum 

Que nos cubra 

Uma pele comum

Onde descansar 

E onde escrever nossos nomes juntos 

Num mundo maravilhoso

Colhem-se frutos maravilhosos 

E todos devem comer 

Se o elevador está quebrado 

Quem não tem pernas talvez não consiga chegar ao encontro marcado

Se o elevador está quebrado como encontrar aquele que eu quero dentro 

Sem pernas 

Eu sem ele

Meu irmão?

Em sua direção lanço tudo

Pra que você perceba

A raiz da raiz das minhas intenções 

E me queira 

Perceba tudo de mim e me geste 

Dentro e nada 

Nos impeça de dançar 

Em plena consciência

Esse elevador ou sobe

Ou descemos nós

Humano é criar ponte para chegar 

Humano é ter vontade de chegar 

Poros

Túneis 

Buracos 

Linguagem

Que me devolvam 

Com urgência

A você

Georgette Fadel – Diretora

Ficha Técnica:

Direção: Georgette Fadel

Co-Direção: Igor Augustho

Dramaturgismo: Helena de Jorge Portela e Igor Augustho

Elenco Criador: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e Nautilio Portela

Intérpretes Criadores (Libras): Talita Grünhagen e Peterson Simões 

Tradução e Supervisão em Libras: Taepé – Libras e Cultura

Trilha Original e Direção Audiovisual: Chico Paes

Cenografia: Guenia Lemos I Prego Torto

Figurinos: Eduardo Giacomini

Iluminação: Beto Bruel 

Pintura Artística (Cenário e Figurinos): Jorge Galvão

Edição de Vídeo: Ricardo Kenji

Captação de Áudio: Jean Augusto

Direção de Produção: Igor Augustho

Produção Executiva: Jewan Antunes

Costureira: Rose Matias

Alfaiate: Marino Ferrara

Cenotécnico: Samuel Amorim I Drigs Artes Visuais

Próteses Dentárias (Hienas): Antenor Luiz Suizani

Orelhas (Hienas): Katia Horn

Operação de Luz: Eduardo Neto

Roteiro Audiodescritivo: Helena de Jorge Portela

Consultoria em Audiodescrição: Suzana Portal

Narração Audiodescrição: Katia Drumond

Design Gráfico: Pablito Kucarz

Fotografias: Elenize Dezgeniski

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Assessoria em Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte

Produção e Realização: Pomeiro Gestão Cultural

Criação e Realização: Cia. Fluctissonante

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO

De 03 a 19 de dezembro, todos os dias, 20h30, sempre pelo YouTube da Cia. Fluctissonante. Ingressos gratuitos retirados pelo Sympla da companhia: www.sympla.com.br/produtor/flucti . Sessões com audiodescrição aos domingos, 18h30.

Cia Articularte apresenta o espetáculo de sombras Histórias Pintadas dentro do projeto Biomas Cadentes

As apresentações acontecem de maneira online na página do Facebook da Cia de 28 de novembro a 8 de dezembro 

Imagem digital fictícia de personagem de desenho animado

Descrição gerada automaticamente com confiança média

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E se de repente o mundo começar a girar ao contrário? Assim começam as aventuras e desventuras de um moço que vai fazer de tudo para tentar resolver os problemas que estão acontecendo com a natureza que ficou tão irritada. Nessa caminhada pelos seis cantos da terra, o personagem vai se deparar com animais, pessoas diferentes, terras estranhas e seres fantásticos esquecidos. 

Histórias Pintadas, por Dario Uzam:

A ideia de desenvolver uma peça de teatro com o nome Histórias Pintadas surgiu a partir da existência de muitos contos populares ou folclóricos que envolvem onças, conhecidas também como animais misteriosos e surpreendentes. Sob o signo das onças, diversas histórias indígenas e sertanejas já foram criadas e transmitidas oralmente através de várias gerações, envolvendo noções de imaginário, perigo e crendices, entre variadas outras metáforas.

No campo dos contos populares, quase tudo é possível, desde pequenos acontecimentos banais, até eventos de certa forma “milagreiros”, tal é a força desses contos de onças difundidos pelo memorial, dentro de lendas e costumes populares.

Nossa história é narrada por uma onça aos seus pequenos filhotes. A onça conta histórias “pintadas” sobre terras distintas (no caso, biomas), bem como possíveis ações apressadas ou desenfreadas de homens que podem acabar resultando em reações robustas vindas da natureza bruta como respostas.

Contamos de forma teatral para o público infanto-juvenil as andanças de um personagem que se chama Moço, que recebe um chamado para cumprir uma trajetória urgente. Tudo começa quando o personagem e o seu querido boi Buriti apostam uma corrida e acabam pisando no rabo de uma onça (mítica ou ancestral). A partir daí, o mundo se ressente, estremece e começa a girar ao contrário. Surgem relâmpagos sem chuva, secas surpreendentes, estiagens inesperadas, além de estouros de barragens, entre outros acidentes, causados por descuidos ou falta de planejamentos. 

O personagem tenta ajudar a consertar o mundo à sua volta e, nas suas andanças, acaba conhecendo mais de perto outras realidades. Assim o Moço se relaciona com pessoas e animais, diante de suas mazelas. E acaba sofrendo uma transformação que lhe traz um novo olhar sobre o convívio com todos os seres e biomas.

Em nossa história teatral, o personagem Moço carrega um Berrante, representando o legado da amizade afetiva entre o animal e o homem. O berrante significa um instrumento sonoro antigo e agregador, com o poder de reunir, organizar, conduzir e agregar. Berrantes podem ser ouvidos até três quilômetros de distância, tal o seu poder de comunicação. É também um instrumento que carrega o signo de permanência e presença no campo, como aliado de uma jornada ou causa de importância.

O personagem Moço pode representar novas tendências e ações, além possibilidades de novas atitudes. E a sonoridade “mágica” do seu berrante que ajuda a consertar as mazelas da terra – pode sugerir novos respiros ou atitudes mais humanas. 

Dentro dos nossos biomas nada está sozinho, tudo está interligado e cada ação pode repercutir na vida ou no sistema de cada animal, planta ou paisagem. E o homem faz parte de tudo isso. A convivência nessa biodiversidade incrível pode estar cheia de surpresas, tanto positivas como negativas.

A natureza se renova a um simples comando consciente representado aqui pelo som do berrante. Em nossa história, pisar no rabo de uma onça tem o significado metafórico de agressão desmedida diante da natureza.

Ficha técnica 

Elenco: Surley Valerio, Tânagra Andria e William Lobo.
Direção e Texto: Dario Uzam. 

Bonequeiras: Surley Valerio e Thaís Uzan.
Iluminação: Eric Valerio.
Produção: Cia. Articularte – Teatro de Bonecos.
Site: www.articularte.com.br.
Crédito de Fotos: Dario Uzam

Locais e Cidades (12) apresentações – Transmissão: www.facebook.com/cia.articularte/live_videos/

01 Peça de Teatro de Sombras – Histórias Pintadas (20 min).
01 Oficina de Teatro de Sombras (15 min).

1) 28/11/21 – 17h – 27º Festival de Artes de Itu.
2) 02/12/21 – 15h – Atibaia/SP – Secretaria da Cultura.
2) 03/21/21 – 13h30 – Guaraçaí/SP – Escola – Secretaria da Educação.
3) 09/12/21 – 15h – Americana/SP – Secretaria da Educação e Cultura.
4) 14/12/21 – 15h – Itapira/SP – Secretaria da Cultura.
5) 30/11/21 – 15h – CEU PERA MARMELO (aniversário e festividades).
6) 01/12/21 – 14h30 – Biblioteca Villa-Lobos – BVL
7) 01/12/21 – 15h30 – Biblioteca São Paulo = BSP.
8) 02/12/21 – 09h30 e 13h30 – Associação Sal da Terra (02 sessões).
9) 08/12/21 – 10h e 14h30 – Projeto Quixote – (02 sessões). Vila Mariana.

Cia. do Sopro estreia MEDEA com direção de Zé Henrique de Paula no Teatro do SESC Pompeia

Texto de Mike Bartlett, uma versão inglesa e contemporânea para o clássico de Eurípedes. A peça faz reflexões acerca da condição da mulher nos dias de hoje

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Créditos: Murilo Alvesso

“Dar corpo e voz a essa Medea é uma catarse. Um expurgo pelo constante desacato a que estamos sujeitas, pelo fato de se ser mulher.” 

Fani Feldman

Formada por Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli a Cia. do Sopro, que tem em sua trajetória os espetáculos A Hora e Vez e Como Todos os Atos Humanos, convida Zé Henrique de Paula e um time de artistas, para levar à cena MEDEA do dramaturgo inglês Mike Bartlett (mesmo autor de “Love, Love, Love”, “Contractions” e “Bull”). O referido autor é um dos mais ousados dramaturgos da geração emergente da Europa, e a versão desse clássico grego, suscita reflexões acerca da condição da mulher nos dias de hoje. 

Com tradução de Diego Teza, a peça tem no elenco Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) e Bruno Feldman (Nick Carter). MEDEA estreia presencialmente no Teatro do SESC Pompeia dia 26 de novembro, às 21h, faz 3 únicas apresentações e segue para temporada online de 29 de novembro a 7 de dezembro. 

Ao adaptar este clássico grego, Mike Bartlett transporta o território e a realidade originais da Grécia antiga a um terreno suburbano localizado em um conjunto habitacional, análogo aos bairros que bordejam as áreas centrais de cidades grandes ao redor do mundo. E o faz não por mera similaridade, nem tampouco para assegurar a fruição do espectador com artifícios referenciais deste tempo, mas para tratar de matérias próprias da contemporaneidade, sem que, por conta disso, perca de vista o alicerce mitológico que respalda sua obra. 

Bartlett reloca o mito ao presente e se desvia do tecido dramático original, revelando, desse modo, particularidades imprevistas, rumores inéditos e problemáticas exclusivas do modus operandi deste nosso tempo. Revisita a fábula, os arquétipos e suas potências e os recondiciona num jogo disposto em um tabuleiro não mais coletivizado, como é próprio da Grécia antiga. As condições agora estão circunscritas pela lógica particular, individualista e degradante, capaz de tornar ainda mais complexo o emaranhado de vetores que fabricam a tragédia de Medea.

“Em tempos tão alarmantes e retrógrados como os que estamos vivendo, nos quais as chagas sociais pululam a olhos vistos, não há dúvida de que a tragédia grega está absolutamente presente na sociedade moderna assim como esteve na Grécia antiga, mas, para além da manutenção das linhas de força que conduzem o mito, na obra composta por Bartlett há evidências contemporâneas prementes que necessariamente estão consideradas nesta empreitada”, conta Fani Feldman, atriz do espetáculo. 

“O estado geral desta Medea agrega condições análogas às de eventos, cotidianamente assistidos por muitos de nós, que tendem a terminar de modo trágico. São pungentes, nesse caso ainda mais, por não ocorrerem num palácio real com uma visão panorâmica da paisagem circundante, mas dentro dos limites de um ambiente suburbano, cotidiano e coalhado de tensões subjacentes e normatizadas”. 

“A mulher de nosso tempo é atuante nas diversas esferas da realidade, mas tem seu espaço ainda subjugado pelas forças contrárias à emancipação efetiva de seus direitos e lugar de fala. É por esta vereda e seus meandros que a Cia do Sopro investiu seu intento e elegeu esta Medea, como uma potência radical capaz de refletir sobre o estado de coisas da condição atual da mulher”, conclui. 

Sobre a direção

“Um clássico é aquele tipo de obra que nunca para de dizer o que tem para dizer, que se ressignifica o tempo todo, que serve à sociedade de quando foi escrito e, ao mesmo tempo, ao nosso ‘zeitgeist’. Medeia é um dos grandes clássicos do teatro grego. A protagonista acuada, traída, vilipendiada, eviscerada por uma sociedade alicerçada pelo machismo estrutural fala integralmente aos dias de hoje. E infelizmente, fala demais ao Brasil de 2021, um país aterrorizado permanentemente por notícias diárias de abuso e feminicídio”, conta Zé Henrique de Paula, que avança:

“Dirigir essa peça sendo um homem é exercitar a humildade e servir meramente de canal para que a voz – no nosso caso, o grito – das mulheres seja ouvido. Ouvido de verdade, o que significa permitir que esse grito, esse lamento, esse coro, sejam ferramentas de modificação de uma tremendamente injusta situação social”. 

… 

Grande parte do trabalho recente de Bartlett está situado em um futuro distópico próximo. Recorrer à Grécia clássica para se inspirar é ponto de partida inusitado, mas não menos coeso com sua abordagem acerca do homem contemporâneo, tratado sem condescendência, por seus atos mordazes, ambivalentes, nem sempre justificáveis, tal como se afigura o sujeito da época em que vivemos. Não é à toa que o dramaturgo vai beber na fonte de Eurípides que, segundo ele, escreveu sobre as pessoas como elas são – não sobre reis idealizados, rainhas e deuses, seus personagens foram os primeiros a não culpar os deuses por seus infortúnios; em vez disso, eles são responsabilizados por suas ações. 

—

No último espetáculo da Cia do Sopro, “Como Todos os Atos Humanos”, numa alusão inversa a Electra, a Cia. levou à cena uma narrativa tétrica na qual uma filha, obcecada por seu pai e por ele subjugada, ao contrário do que dita sua paixão e admiração, o extermina furando seus olhos com um estilete. Depois deste “parricídio ocular”, que simbolicamente termina por incidir no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher, torna-se, agora conexa a escolha por esta Medea, um poderoso emblema de todas as mulheres juguladas pela falocracia.

Seu filho com Jasão é utilizado como barganha recorrentemente e acaba sacrificado por vingança. Bartlett desvela ainda as engrenagens do universo masculino, mostra como os homens são claramente incapazes de negar sua luxúria sexual, mesmo quando confrontados pelo ódio proclamado de mulheres extenuadas pela violência diária, como faz Medea ao expor, não sem altiva ironia, suas chagas diante de Jasão: “Eu divido os homens em três grupos: idiotas, tios e estupradores. Os idiotas precisam de uma mãe, os tios nos tratam como crianças e os estupradores querem nos foder, gostemos ou não”.

SINOPSE

Medea está em depressão, o marido Jasão a deixou por outra mulher mais jovem, seu filho, Tom, perdeu a fala. O desamparo dá a ela um ar que mistura poder e impotência. Suas atitudes inspiram empatia e repulsa, ambivalência que se reflete na vida real: ela se vinga da nova esposa de Jasão e mata seu próprio filho. Incapaz de reaver o homem que ama, ela destrói tudo o que é remotamente querido para ele, e faz isso sem se importar, tomada por uma fúria nitidamente alocada neste tempo no qual a violência é vestida por sentidos polivalentes e, no mais das vezes, empenhada com a frieza da apatia.

Sobre a CIA DO SOPRO 

A Cia. do Sopro nasceu com o espetáculo “A Hora e Vez”, a partir de “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, com direção de Antonio Januzelli e atuação de Rui Ricardo Diaz. O espetáculo teve sua estreia em 2014 no projeto Teatro Mínimo no SESC Ipiranga-SP. Em seguida, em 2015 e 2016 o espetáculo realizou duas novas temporadas em São Paulo. Em 2017 integrou a Mostra “Solos e Monólogos no CCBB” entre outras realizações. O segundo trabalho da Cia. do Sopro, “Como Todos os Atos Humanos”, fez sua estreia em agosto de 2016 no Teatro do Núcleo Experimental, permanecendo em cartaz por três meses na cidade de São Paulo. Em 2018 abriu a Mostra Solos Monólogos no CCBB, e esteve em diversos lugares como Itaú Cultural na Av. Paulista, SESC São José dos Campos entre outros. Entre março e abril de 2020 os dois trabalhos entraram em cartaz no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, ambas as peças tiveram sucesso de público e crítica, além de sessões esgotadas, mas infelizmente tiveram suas temporadas interrompidas pela pandemia. Em maio o solo “Como Todos os Atos Humanos”, retornaria a São Paulo para mais uma temporada, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, mas dadas as circunstâncias pandêmicas, a Cia. transformou o espetáculo em uma peça/filme (nome adotado para a versão online da peça) para sua veiculação. 

Ficha Técnica

Texto: Mike Bartlett

Tradução: Diego Teza

Idealização: Fani Feldman e Cia. do Sopro

Direção: Zé Henrique de Paula

Fani Feldman (Medea), Daniel Infantini (Jasão), Juliana Sanches (Pam), Maristela Chelala (Sarah), Plínio Meirelles (Andrew) Bruno Feldman (Nick Carter) e David Uander (TOM) 

Preparação: Inês Aranha

Trilha Original: Fernanda Maia

Assistência de direção: Marcella Piccin 

Iluminação: Fran Barros

Cenário: Bruno Anselmo 

Figurino e visagismo: Daniel Infantini 

Direção de vídeo, montagem e fotografia: Murilo Alvesso

Direção audiovisual – Murilo Alvesso | Câmeras – Murilo Alvesso, Jorge Yuri e Ju Lima | Som Direto – Tomás Franco | Assistênica de câmera e Grafismos – João Marcello Costa | Produção Audiovisual – Assum Filmes

Concepção do projeto: Fani Feldman e Bruno Feldman 

Produção: Quincas e Cia. do Sopro

Direção de Produção: Fani Feldman e Rui Ricardo Diaz

Assistente de Produção: Laura Sciulli

Realização: ProAc | Quincas I Cia. do Sopro

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

Agradecimentos e apoios: Teatro do Núcleo Experimental, Teatro Santa Cruz/ Raul Teixeira, teatro FAAP/ Cláudia Hamra, Cláudia Miranda,Tati Marinho/ Casa dos Achados – Brechó, Refúgios Urbanos/ Bárbara Tegone, Una Muniz Viegas/ Cristiane Viegas, Jairo Leme, Marina Feldman, e Ariel Moshe. 

Cia. do Sopro: Fani Feldman, Rui Ricardo Diaz, Plínio Meirelles, Osvaldo Gazotti e Antonio Januzelli.

Serviço:

Presencial:

Estreia 26 de novembro 

SESC Pompeia 

26, 27 e 28 de novembro. (Sexta e Sábado 21h00 e domingo 18h00)

Rua Clélia, 93 – Pompéia, São Paulo – SP. 

Temporada online: 

29 de novembro a 07 de dezembro, com sessões diárias, sempre às 21h00. (ingressos pelo Sympla)

Haverá bate-papo após as transmissões, nos dias 29/11 e 07/12. O link do Zoom estará disponível para acesso no Canal da Cia. do Sopro no YouTube. 

Parceria entre a Cia. Provisório-Definitivo, Núcleo do Desejo e a produtora Cinematográfica Marcela, O Amor e a Peste estreia 26 de novembro versão cinematográfica da obra teatral.

Obra criada pelos atores Flavia Couto e Pedro Guilherme é inspirada na vida e obra de Anais Nin e Antonin Artaud, além dos diários escritos pelo próprio casal de atores durante o isolamento social. Para além desses autores inspiradores do projeto foram trazidas ainda as reflexões sobre erotismo de Bataille, Lou-Andreas Salomé e Deleuze. A versão em forma de experimento cinematográfico tem direção de Marcela Lordy.

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O projeto, que já foi apresentado como experimento cênico online ao vivo no começo do ano na casa dos atores, com dois fragmentos “Da Vida à Arte” e “Da Arte à Vida”, é agora experimentado em versão única, explorando os limites de linguagem entre o audiovisual, o teatral e as artes plásticas. 

Inspirados por Artaud, um dos autores que ao lado de Anaïs Nin impulsionaram a peça, os criadores exploraram a contaminação entre artes – diários, cinema, teatro, artes plásticas, visuais.. Essa nova versão conta com direção da cineasta Marcela Lordy, grande nome da nova safra de diretoras de cinema nacional, da diretora de arte Vera Hamburger, e do premiado compositor Edson Secco. A equipe também é composta pela diretora de fotografia Manoela Rabinovitch, a  montadora Gabriela Bernd e os figurinos de Maria D’Cajas. O Amor e a Peste teve suas filmagens realizadas em setembro de 2021 no Teatro de Contêiner e faz parte do projeto “Cia. Provisório-Definitivo 20 anos” contemplado pelo Proac Lab PRÊMIO POR HISTÓRICO DE REALIZAÇÃO EM TEATRO da Lei Aldir Blanc em 2020.

“Escolhemos o título O Amor e a Peste como extensão dos dois movimentos presentes na peça, que além de refletir sobre os caminhos e tensões entre a arte e a vida, trazem à tona duas polaridades:  Eros – o êxtase do encontro amoroso e o impulso de criação, e Thanatos – a peste, a dissolução das formas de vida, a separação dos corpos dos amantes, os movimentos disruptivos e a pulsão de morte de uma sociedade máquinal.” Comenta Flavia.

O Amor e a Peste nasceu de uma imersão realizada no período de isolamento durante a pandemia, tendo como ponto de partida e inspiração as relações entre vida e arte suscitadas no encontro artístico e amoroso de Antonin Artaud e Anaïs Nin. Esses artistas emblemáticos inspiraram os atores-criadores, o casal de atores Flavia Couto e Pedro Guilherme, a escrever diários, reflexões e inquietações durante o período de isolamento, acerca dos processos vividos por eles, tanto no âmbito da vida, como da criação. O casal de artistas transpõe poeticamente a experiência de viver uma relação afetiva em meio ao confinamento em um apartamento em São Paulo, no Brasil de Bolsonaro, a impotência diante da realidade, a contaminação pela Covid-19, o luto por uma mãe e por uma filha, num extremo da turbulência do momento político-social. 

Foram convidados para participar de maneira remota diversos colaboradores de áreas distintas, são eles: Donizeti Mazonas e Maria Fernanda Vomero, a preparadora corporal Lara Dau Vieira e o músico Edson Secco, que assina a trilha sonora original. Agora, nessa versão atual, transposta do confinamento da casa para os palcos vazios, somam-se ao projeto a cineasta Marcela Lordy, a cenógrafa e diretora de arte Vera Hamburger, e a diretora de fotografia Manoela Rabinovitch.

Concepção cênica

Ao partir da criação de Flavia e Pedro, Marcela imprime sua marca registrada como cineasta ao navegar entre áreas e linguagens. Ela convida a diretora de arte Vera Hamburger para também colaborar nessa construção cênica e audiovisual. Vera, como bagagem ao projeto, além da vasta experiência e referência em direção de arte no cinema brasileiro, traz como contribuição a sua pesquisa: o laboratório Fronteiras Permeáveis. Vera se dedica nos últimos anos a lançar um novo olhar sobre a criação cenográfica e direção de arte, ao colocar a plasticidade do cenário em conjunto com a do corpo do ator. O laboratório imersivo conduzido por ela aliou-se ao trabalho corporal e a concepção estética que já vinha sendo elaborada pelos atores-criadores. Além disso, soma-se na busca da plasticidade do movimento, os figurinos de Maria D’Cajas conhecida pela produção em dança, ao dar movimento e contorno ao vestuário cênico. Edson Secco, assina a trilha sonora, compositor reconhecido internacionalmente pela produção em cinema brasileiro, mas que também se dedica as artes da cena, ao ter suas composições presentes na dança, teatro e performance. Assim, nessa zona mista de produções diversificadas entre áreas e linguagens temos também na equipe a diretora de fotografia Manoela Rabinovitch e, como segunda câmera e montagem, Gabriela Bernd, com vasta experiência nas intersecções entre artes e linguagens. A fotografia acrescenta-se a iluminação entre o cinematográfico e cênico de Vinícius Andrade.  Com essa equipe principal, entre diversos outros integrantes, O Amor e a Peste é um convite a esse mergulho nos espaços intersticiais, na experimentação entre linguagens, artes, tempos, ficções e realidades em uma pesquisa e construção ininterrupta firmada entre os atores-criadores Flavia Couto e Pedro Guilherme ao longo de 3 anos na consolidação desse projeto. 

Sinopse

A peça que se dividia em dois fragmentos realizados em dias distintos na versão caseira, apresenta hoje em sua composição cinematográfica um roteiro único, mas no qual ainda pulsam esses dois movimentos. O movimento “Da Vida para a Arte” percorre as oscilações do  encontro amoroso de Anaïs Nin e Antonin Artaud. Um encontro permeado de um erotismo fantasmático, que permite o espelhamento do casal de atores Flavia Couto e Pedro Guilherme no momento atual, em que partilham a experiência de viver uma relação afetiva em meio ao confinamento de uma pandemia desgovernada. O segundo movimento “Da Arte para a Vida”, transpõe o abismo de um fim de encontro afetivo para os destroços de um país, ele dá um salto no tempo, transpassando e costurando tempos, entre uma Paris de 1933 numa efervescência do nazismo, imersa na mediocridade e uma São Paulo de 2021 asfixiada pela pandemia em um Brasil de bestas de verde-amarelo. 

A versão cinematográfica da peça tem um roteiro único mas que flui como um rio entre dois movimentos, entre o ápice e a queda, entre luzes e trevas, entre tempos, entre abismos, entre um gozo e um luto. O encontro entre Anais e Artaud se reflete no do casal de atores Flavia e Pedro, a ficção invade a realidade, uma ficção composta a partir de vestígios deixados por artistas de outra época, mas que encontram sua cicatriz no momento atual. Os personagens e atores se contaminam, se misturam, construindo pontos de convergência entre textos, que conduzem o discurso da peça. 

CIA. PROVISÓRIO- DEFINITIVO

Criada em 2001 por formandos em Artes Cênicas na ECA-USP, a Cia. Provisório-Definitivo comemora 20 anos. Cia. premiada, em 2018 representou o Brasil no Festival Damai Super Live em Chengdu, na China, com AS ESTRELAS CADENTES DO MEU CÉU SÃO FEITAS DE BOMBAS DO INIMIGO – duas indicações para o Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção e Melhor Iluminação). Sua última montagem, A(G)ORA – O ONTEM QUE ME FEZ SER HOJE foi recentemente apresentada de forma on-line comemorando os vinte anos de grupo. Ela prosseguiu nas comemorações com o solo O DESEJO DO OUTRO, de Pedro Guilherme com atuação do mesmo, também exibida de forma on line. DADESORDEMQUENÃOANDASÓ foi contemplada com o Prêmio Zé Renato de Teatro – 2015 e o Proac Circulação – 2017. O espetáculo GANGUE foi o grande vencedor do Prêmio FEMSA em 2013, sendo premiado em três categorias (Melhor Espetáculo Jovem 2012, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante), PELOS ARES venceu o Prêmio de Melhor Peça Infantil no Cultura Inglesa Festival (2010); e FAMÍLIA DRAGÃO foi indicada ao Prêmio FEMSA 2009 de Melhor Ator Coadjuvante. Já TODO BICHO TUDO PODE SENDO O BICHO QUE SE É ganhou o Prêmio Funarte Petrobrás para Montagem de Textos Inéditos e indicação ao Prêmio FEMSA 2007 de Melhor Autor – Pedro Guilherme. Seu espetáculo de estreia, VERDADES, CANALHAS, foi premiado em todos os festivais que participou. A Cia. tem na sua trajetória seis espetáculos adultos, cinco infantis e um espetáculo jovem. Participou de inúmeros festivais e projetos de circulação teatral.

NÚCLEO DO DESEJO

O “Núcleo do Desejo” é fundado por Flavia Couto tem a colaboração de diversos artistas como Antônio Januzelli, Pedro Guilherme, Donizeti Mazonas, Maria Fernanda Vomero, convidados para criação/pesquisa de projetos sobre o erotismo nas artes e buscando uma escrita da cena que foge do convencional, utilizando de diários, cartas, poesia e investigando a alquimias entre narrativas poéticas, políticas e estéticas audiovisuais, corporais na cena teatral.

2021 – O Amor e a Peste (experimento cênico online); 2020 – O Tablado Lírico de Hilda Hilst parte 2 – e  O Tablado Lírico de Hilda Hilst parte 1- – Programação online da biblioteca Mário de Andrade; 2019 – Escrituras Desejantes – Abertura de Processo no Teatro Zanoni Ferrite em 17/08/2019 – São Paulo.  ProAc Bolsa de Aprimoramento – Curso intensivo e residência no Théâtre Le Colombier com Roberta Carreri do Odin Teatret e Fabio Sforzini do Théâtre des Grands Chemins. Les Cabannes. França. 2019/2018/2017 Anais Nin à flor da Pele Direção: Aline Borsari. Festival MigrActions – no Théâtre de l’Opprimé – Paris. SESCs, Circulação em todos Centros Culturais Banco do Nordeste, Mostra Poéticas da Resistência. Esteve em Cartaz no Viga Espaço Cênico e na Oficina Cultural Oswald de Andrade na cidade de São Paulo e estreou em 2017 em Paris no Teatro Regard du Cygne. 2016 – Floema. De Hilda Hilst – Direção Donizeti Mazonas. Esteve em cartaz na Casa do Sol – Instituto Hilda Hilst e no Viga Espaço Cênico. 

CINEMATOGRÁFICA MARCELA

Fundada em 2012 pela cineasta Marcela Lordy, a Cinematográfica Marcela é uma produtora de cinema, televisão e projetos multiplataforma de caráter cultural comprometidos com inovação de linguagem. A produtora consolida parcerias para realizar as obras de sua autoria. Ao longo dos últimos anos, foi coprodutora do curta ‘aluga-se’, com a bigBonsai e produtora associada do documentário ‘OUVIR O RIO: uma escultura sonora de Cildo Meireles’, do Instituto Itaú Cultural e Movie&art, ambos exibidos e premiados em festivais nacionais e internacionais. Também é coprodutora dos longas metragens de ficção ‘O Livro dos Prazeres’, com a bigBonsai e a Rizoma Films e ‘Aline’, com a Klaxon Cultura Audiovisual e a Kromaki.

Serviço:

Local: Canal do You Tube “O Amor e a Peste”

https://www.youtube.com/channel/UC_tWR2mprFau7qvdtIupZlQ

Exibições de 26 de novembro a 05 de dezembro

De sexta a domingo, sempre às 21h

Duração: 61 minutos

Classificação: 14 anos

Gratuito

Ficha técnica:

Experimento cênico audiovisual realizado em sistema colaborativo

Concepção e roteiro: Flavia Couto e Pedro Guilherme

Direção: Marcela Lordy

Provocação de roteiro e cena:

Marcela Lordy e Vera Hamburger – Laboratório Fronteiras Permeáveis

Direção de arte e cenografia: Vera Hamburger

Figurinos: Maria D’Cajas

Ateliê e Acervo: D’ Cajas | vestuário cênico & taylormade

Visagismo – Flavia Couto, Maria D’Cajas e Pedro Guilherme

Direção de fotografia: Manoela Rabinovitch

Iluminação: Vinícius Andrade

Segunda câmera: Gabriela Bernd, Flavia Couto e Pedro Guilherme

Montagem: Gabriela Bernd

Trilha sonora : Edson Secco

Assistente de Edição de Som: Marcelo Machado 

Som direto: Leo Grego 

Assistência de iluminação e operação de projeção: Pablo Perosa

Assistência de produção: Paloma Dantas

Cenotécnicos: Fábio Lima, Pedro Augusto, Pedro Guilherme.

Texto Pandêmico João Paulo Charleaux

Finalização de som: Sonideria

Músicas: Os lagartos estão a espreita, O dia em que minha terra Sangrou, Asfalto, Chaise de mars, Tensão, Banheiro Nazista, Trovoada.

Produção executiva: Flavia Couto e Pedro Guilherme

Ficha técnica do experimento cênico online “O Amor e a Peste” – realizado na casa dos próprios atores entre fevereiro e abril de 2021

Direção, dramaturgia e atuação: Flavia Couto e Pedro Guilherme

Provocadores cênicos: Donizeti Mazonas e Maria Fernanda Vomero

Trilha sonora: Edson Secco

Figurinos: Maria D’Cajas

Colaboração em corpo cênico: Lara Dau Vieira

Operação de vídeo e som: Paula Arruda

Arte gráfica: Flavia Couto

SerCriança SP – 1º Festival Caruá de Teatro para Crianças acontece entre 25 e 28 de novembro na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato

A maioria da programação acontece na área externa da Biblioteca e as companhias convidadas são: Agbalá Conta, Cia Pelo Cano, Catarsis Produções, Núcleo Caboclinhas, Pequena Orquestra Interativa, Cia do Ó, Cia de Achadouros e Barracão Cultural

Mulher sorrindo com as mãos na cabeça

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Cena de No tempo que os bichos falavam (Agbalá Conta), que abre o festival

Link para download de fotos dos espetáculos

Com a proposta de ocupar o espaço público com apresentações artísticas voltadas para o público infantil e toda família, a Caruá Produções apresenta o SerCriança SP – 1º Festival Caruá de Teatro para Crianças.

O evento será realizado entre os dias 25 e 28 de novembro nos espaços abertos da Biblioteca Municipal Infantojuvenil Monteiro Lobato, na Vila Buarque. Ao todo serão realizadas oito apresentações, de diferentes linguagens artísticas como circo, música, teatro e narração de histórias, para todas as idades, inclusive os bebês, que terão um espetáculo programado especialmente para eles. 

O Festival foi pensado e organizado pela Caruá Produções, em parceria com o curador Val Pires, ator e diretor. O evento possibilitará a fruição artística em segurança neste retorno das atividades culturais presenciais em São Paulo. Todas as regras e protocolos sanitários serão adotados ao longo do festival.

A SerCriança – 1º Festival Caruá de Teatro para Crianças conta com apoio da Biblioteca Monteiro Lobato e foi realizada com o ProAC Expresso LAB, apoio do Ministério doTurismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

A programação:

25/11, Quinta-feira, às 10h – Abertura

No tempo que os bichos falavam (Agbalá Conta)

Histórias de aventuras, sabedorias e descobertas do tempo em que os bichos eram reis, guerreiros, adivinhos e cientistas. Alguns foram bons governantes e dividiram a comida e as terras igualmente, outro ao assumir o trono da floresta quase acabou com uma tradição milenar. Tem bicho que queria que o amigo doente fosse consertado por um ferreiro, e outro que achava que de tudo sabia mas nada fazia pra ajudar os outros. Uma coleção de histórias tradicionais africanas cheias de sabedorias.

Classificação: livre

Duração: 40 minutos

25/11, Quinta-feira, às 14h 

O Jardim do Imperador (Cia. Pelo Cano)

O espetáculo é uma adaptação do conto chinês A Semente da Verdade e conta a história de um imperador que está no final de sua vida e precisa achar um sucessor. Decide que ele será escolhido através das plantas que ele tanto cultiva e aprecia. O imperador, então, convoca as crianças de todos os povoados para uma reunião, onde entrega uma semente para cada criança cultivar. Aquela que provar que fez o melhor possível dentro do período de um ano, será o seu sucessor! Indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem por Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz e Prêmio Sustentabilidade.

Duração: 50 minutos

Classificação: livre

Recomendação etária: a partir dos 4 anos

26/11, Sexta-Feira, às 11h 

Scaratuja – Teatro para Bebês (Catarsis Produções)

Risca, rabisca, desenha…

Conduzidos por muitas linhas que partem em infinitas direções, somos levados a seguir a trilha do desenho que da garatuja à representação das formas, nos faz descobrir como nos divertimos e nos desenvolvemos quando criamos livremente, quando nos deixamos levar por nosso corpo e pela ânsia em explorar um novo e estimulante universo, desde o momento em que abrimos nossos olhos…

Classificação: livre

Duração: 25 minutos de espetáculo + 25 minutos de exploração cênica

Indicação etária: de 0 a 3 anos

Importante: o espetáculo possui limite de público de até 40 pessoas

26/11, Sexta-Feira,  às 14h 

Letras Perambulantes (Núcleo Caboclinhas)

“O pinto dentro do ovo

Aspirando um mundo novo

Não deixa de beliscar

Bate o bico tico-tico

Bate o bico, bate o bico

Pra poder se libertar”

Patativa do Assaré

Na peça “Letras Perambulantes” são retratadas a vida e a obra do mestre da poesia oral, tradicional e popular: Patativa do Assaré. Figuras reais que fizeram parte da vida do poeta se juntam à personagens fictícios que, entremeados por uma seleção musical, contam e cantam de forma leve, lúdica e original a história de Patativa. O espetáculo aborda a genialidade do cordelista e sua capacidade de memorização tão surpreendente, passando por sua infância na roça já experimentando suas primeiras rimas, seu contato com os cordéis trazidos pelo pai, sua chegada na rádio Araripe, seu amor por Belinha, além de sua relação com a literatura e o povo sertanejo. Uma história que prima pela mistura entre o simbólico e a realidade, permitindo que o público possa conhecer e mergulhar na bela e tão significativa vida e obra desse grande poeta!

Duração: 55 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: a partir dos 7 anos

27/11 , Sábado às 11h

POIN – Pequena Orquestra Interativa

A POIN – Pequena Orquestra Interativa é um septeto formado por músicos que tocam violão, acordeon, flauta, violino, sousafone e percussão e que tem como principal característica a interatividade com o público, que é incluído de diferentes formas em todos os números musicais instrumentais apresentados. 

Duração: 55 minutos

Classificação: livre

27/11 , Sábado às 13h

Depassagem – Cia do Ó

Dentro de um carro maluco, uma trupe viaja em busca de uma boa praça para se apresentar. O carro é cheio de truques, fazendo uma releitura dos carros malucos que atravessavam os picadeiros com explosões e peças voando. Dentro dele a palhaça Matraka e seus dois parceiros Caco e Trapino. Quando chegam depois de muitas atrapalhadas o carro se transforma em um circo itinerante e alí apresentam um espetáculo com habilidades acrobáticas, malabares e comicidade.

Duração: 50 minutos.

Classificação: livre

27/11 , Sábado às 15h

Os Lavadores de História – Cia de Achadouros

Urucum, Tom Tom e Jatobá são lavadores de histórias que, todas as noites, visitam quintais da infância para lavar o que ali fora esquecido e revelar memórias. Eles ficam tocados, mas também se divertem muito com as personagens e segredos de cada história revelada. O espetáculo convida o público a reviver as próprias memórias e relembrar a infância com o intuito de que não se perca o que foi vivido em cada lugar.

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: a partir dos 4 anos

28/11 , Domingo às 11h

Nós – Barracão Cultural

“Nós” conta a história de Mel, uma garota que morava em uma pequena cidade e vivia rodeada de borboletas, motivo pelo qual gerava brincadeiras por parte dos habitantes ‘normais’ da cidade. Um dia, de tanto segurar o choro e a mágoa, Mel acabou com o corpo cheio de nós, um mais apertado que o outro. Diante disso, resolveu ir embora. Mel não sabia que havia tantas coisas para conhecer fora de sua cidade. Foram necessários vários nós para que ela se aventurasse. Ela andou, cruzou montanhas e rios e à medida que se permitiu vivenciar cada coisa diferente que encontrava pela frente, seus nós iam se desfazendo, até que encontrou alguém que ganhou sua confiança e que também tinha um nó. Então, Mel conheceu uma cidade em que cada um tinha seu próprio nó e ninguém ligava para isso. 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: a partir dos 5 anos

Ficha técnica do projeto:

Idealização e Produção: Caruá Produções

Curadoria: Caruá Produções e Val Pires

Produção: Caruá Produções e Marcela Camasmie

Coordenação técnica: Leandro Simões

Design: Amanda Gaspar

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Assessoria jurídica: Daiane Carina

Grupos: Abgalá Conta, Catarsis Produções, Cia de Achadouros, Cia Pelo Cano, Cia do Ó, Núcleo Caboclinhas, POIN

Apoio: Biblioteca Monteiro Lobato

Realização: ProAC Expresso LAB, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo Federal

Serviço

De 25 a 28 de Novembro de 2021

Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato

Rua General Jardim, 485 – Vila Buarque

Sobre a Caruá Produções

Produtora cultural fundada em 2015, por Marina Mioni, especializada em teatro para infância e juventude. Já realizou mais de 500 apresentações pelo território brasileiro, além de ter produzido projetos pelos principais mecanismos de incentivo à cultura, como Premio Zé Renato de Teatro, Ocupação de espaços da Caixa Cultural, ProAC  Edital, ProAC ICMS e Lei Rouanet. No ano de 2021 produziu a 1ª SerCriança de Penápolis-SP, com mais de 1600 espectadores.

Com direção de Malú Bazán, MULHERES SONHARAM CAVALOS estreia dia 13 de novembro de forma presencial.

Montagem do texto do argentino Daniel Veronese traz no elenco Anna Toledo, Erica Montanheiro, Rita Pisano, Bruno Perillo, Gustavo Trestini e Haroldo Miklos.

Pessoas posando para foto em frente a microfone

Descrição gerada automaticamente

Link para download de fotos – crédito Cassandra Mello

A peça foi escrita 20 anos após o final da ditadura Argentina, num momento de grande crise econômica do país, e nos remete às diversas consequências desse regime, como o horror das crianças “tiradas” dos seus pais militantes e dadas em adoção para outras famílias. 

No texto, uma dessas possíveis crianças seria a personagem Lucera, que busca encontrar pistas para juntar as lembranças de sua infância mais remota, e assim tentar entender as ausências que sente.  Como se sua história tivesse sido apagada, arrancada de maneira brutal, e metaforicamente como se o continente todo carregasse tal carma para sempre.

Ausências, lapsos, diálogos entrecortados: todas as personagens da peça, cada uma a seu modo, coexistem nesse mundo colapsado. E respondem a ele com a linguagem premente do presente: a violência. 

Mulheres Sonharam Cavalos desvela a violência que permeia o cotidiano, incrustada de tal forma em nossas vidas e relações intersociais, que não discernimos mais de onde vem, apesar de que a sentimos pulsar constantemente, como bombas prestes a explodir.

Historicamente, todavia, sabemos que a ultraviolência é a marca maior do processo de colonização da América Latina, e igualmente das ditaduras militares que nos assolaram e ainda assolam, e, portanto, desde então marcam nossos corpos, nossas almas e nossas atitudes; atitudes essas que seguem se repetindo em looping na montanha russa da história. 

No espetáculo vemos um jantar em família.  Três irmãos em rotas de colisão desiguais; suas esposas, cada uma à sua maneira estrangeira a esse núcleo masculino.  Um encontro desencontrado no tempo, que revela, no limite tênue das relações, uma explosão de memórias soterradas, de marcas invisíveis, das mágoas que carregamos. 

A montagem pelas palavras da direção

“Minha relação com esse texto começa em 2020 com o convite de fazer parte desse projeto. Ou melhor, talvez comece um pouco antes, talvez em 2017, quando fui pela primeira vez com um espetáculo meu pra Argentina e me percebo uma diretora “brasileira” no país onde eu nasci. Ou talvez um pouco antes ainda, quando em 1981 meus pais deixaram a Argentina, que ainda vivia seu “Processo de Reorganização Nacional”, ou dizendo claramente, estava em plena ditadura militar, e vieram para o Brasil trazendo duas meninas pequenas (minha irmã e eu) na bagagem, o que seria meu primeiro deslocamento de muitos entre esses dois países. Enfim, minha encenação é permeada por tudo isso, e nasce do encontro da minha história com as palavras sonhadas de Veronese, a vivência-memória da violência que nos cerca e compõe, a experiência dessa violência percebida e registrada no corpo dos atores e em cada um de nós que sonhamos essa peça juntos e que decidimos colocar essa poesia da violência em cena. E essa história também fala do nosso reencontro com o palco, porque depois de mais de um ano e meio longe, claro que o espaço-teatro e seus elementos passaram a fazer parte dessa narrativa que agora vai poder se completar com um dos elementos mais importantes: o encontro com a plateia.”

O percurso para a realização da obra

A vontade de montar Mulheres Sonharam Cavalos surgiu no final de 2019, quando a atriz Rita Pisano conheceu o texto de Daniel Veronese e se assombrou com a intensidade visceral da escrita do dramaturgo argentino.   No início de 2020 convidou parceiros do Teatro para sonharem juntos essa montagem, que foi interrompida pela pandemia. 

O hiato pandêmico possibilitou estudos virtuais da peça, em seus mais variados contextos, em especial a história da América Latina. O estudo sobre as ditaduras militares do nosso continente sempre foi objeto de interesse da atriz. No texto de Veronese este tema aparece diluído no dia a dia de uma família. 

Sinopse

Um jantar em família.  Três irmãos em rota de colisão desiguais; suas esposas, cada uma à sua maneira estrangeira à esse núcleo masculino.  Um encontro desencontrado no tempo que revela no limite tênue das relações uma explosão das memórias soterradas, das marcas invisíveis que carregamos. 

Existe só uma forma de violência? 

Existe uma nova violência no ar. 

E agora? É acreditar ou explodir.

Ficha Técnica

Texto de Daniel Veronese. Tradução e Direção de Malú Bazán. Elenco: Anna Toledo, Erica Montanheiro, Rita Pisano, Bruno Perillo, Gustavo Trestini e Haroldo Miklos. Trilha Sonora: Malú Bazán e Bruno Perillo. Cenário e Figurinos: Anne Cerutti. Desenho de Luz: Miló Martins. Fotografia: Cassandra Mello. Operação de Luz e Som: Guilherme Soares. Assistência de Produção e Figurino: Marcelo Leão. Produção: Anayan Moretto

Serviço

Mulheres Sonharam Cavalos

Temporada: de 13 de novembro a 06 de dezembro, de quinta a segunda, às 20h15
Local: º Andar
Duração: 80 minutos

Lugares: 20
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos

Ingresso: Gratuito – Retirados pelo Sympla

º Andar
Rua Dr. Gabriel dos Santos, 30 – 2º andar, São Paulo – SP

Espaço localizado no segundo andar com acesso por escadas.
www.oandar.com
Instagram:@o.andar

Documentário Estudos para um Caminhar estreia sob direção de Ulysses Cruz, Mariana Muniz e Luis Arrieta

O filme fica disponível a partir de 12 de novembro, às 20h, até o dia 2 de dezembro pelo canal do Youtube do Movicena Produções

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Fotos de Cláudio Gimenez

                         Trinta Raios convergem para o centro da roda;

                                 É o vazio do centro que move o carro.

                                             A argila é modelada na forma de uma vasilha;

                                    É o vazio de seu bojo que o faz útil

                                    Abrem-se portas e janelas para construir uma casa;

               É o vazio de seu interior que o torna habitável.

                                  Portanto nos servimos da forma para utilizar o vazio.

                               (Tao Te King. Capítulo 11. Tradução, Maria Lúcia Lee)

Com 20 anos de trajetória, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança apresenta o documentário Estudos para um Caminhar. Depois de uma bem-sucedida imersão na poética do músico, maestro e múltiplo artista Guilherme Vaz (1948-2018) com A Um Passo da Aurora, último trabalho da companhia, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança dá continuidade ao processo de investigação das relações entre pensamento, corpo e gestos, em dança-teatro.

Estudos para um Caminhar é um documentário poético, onde Mariana Muniz e Luis Arrieta, pela primeira vez juntos em cena, mergulham em suas memórias de criadores e intérpretes, alimentados pelo diálogo entre os saberes em dança e teatro. É também um trabalho que homenageia a professora de Artes Corporais Orientais, Maria Lúcia Lee, tradutora e comentarista do Dao De Jing.

Muitas questões impulsionaram este caminhar: entre elas, a curiosidade por saber que situações ou paisagens cênicas se constituiriam a partir desse mergulho poético, e, como os corpos de performers mais velhos criariam a partir das experiências e aprendizados, que os constituem como artistas da cena.

“Criamos, junto com uma grande equipe, uma obra vídeo-documental e coreográfica, onde movimentos e textos se combinam numa dramaturgia que engloba o fazer |dança | teatro e dá suporte ao jogo ficcional de nossas memórias de artistas.”, diz Mariana Muniz.

O público irá assistir a trechos de uma articulação entre imagens das danças e textos dos artistas, num exercício de caminhar pelo repertório coreográfico, que inclui novas criações, redimensionadas por este momento de nossa realidade social e política.

O documentário foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural – PROAC, do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, realizado pela MoviCena Produções. A direção audiovisual é assinada por Osmar Zampieri e a direção artística por Ulysses Cruz.

SINOPSE

Estudos para um Caminhar é um documentário poético, onde Mariana Muniz e Luis Arrieta, pela primeira vez juntos, e sob a direção de Ulysses Cruz, mergulham em suas memórias de criadores e intérpretes, alimentados pelo diálogo entre os saberes em dança e teatro. É também um trabalho que homenageia a professora de Artes Corporais Orientais, Maria Lúcia Lee, tradutora e comentarista do Dao De Jing.

SOBRE A CIA MARIANA MUNIZ DE TEATRO E DANÇA

A Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança foi criada no ano 2000. Desde então vem desenvolvendo trabalhos voltados para a pesquisa das relações entre palavra e movimento, e as conexões expressivas entre poesia e dança. Ao longo de sua trajetória, realizou trabalhos de teatro-dança, onde a poesia de artistas como Florbela Espanca – Dantea-, Ferreira Gullar – Túfuns – e Arnaldo Antunes – Rimas no Corpo- serviram de referência para o exercício de múltiplas qualidades de trânsito entre a palavra e o movimento e, cuja excelência, atesta os muitos prêmios recebidos. A partir de 2007, com o incentivo da 2ª Edital de Fomento à Dança da SMC da cidade de São Paulo, a Companhia ampliou sua equipe de trabalho e deu início a um processo de investigação das redes de articulação entre artes plásticas e dança contemporânea, com referência no artista plástico brasileiro Hélio Oiticica. Deste mergulho no universo plástico nasceram três projetos-Parangolés, Nucleares e Penetráveis. Em 2009, com apoio do 5º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, realizamos Nucleares, ancorados pela ideia de “Experimentar o experimental”, a Cia. Mariana Muniz continua sua trajetória de pesquisa cênica, comprometida com o hibridismo de linguagens na arte, propondo-se aprofundar a exploração dos limites entre questões cênicas, coreográficas, dramatúrgicas, visuais e performáticas. Em Nucleares (2008/09) e Parangolés (2007/08), mais do que a criação de um produto cênico – com referência no trabalho do artista plástico brasileiro, Hélio Oiticica –, onde se interessa pela discussão das diferentes “tonalidades”, as corporeidades que podem surgir de uma liberdade de investigação que está na própria gênese da obra do artista carioca. A companhia, nas incursões em trabalhos solos, realiza “Speranza! Dona Esperança!” com direção de José Possi Neto e estreia em 2009. Em 2010, estreia Po-éticas; uma releitura de três projetos de dança e teatro: Dantea, Túfuns e Rimas no Corpo, solos realizados por Mariana Muniz. Em 2011, estreia de Penetráveis (2010/2011), apoio do 11º Edital de Fomento à Dança, com temporada na Galeria Vermelho e apresentação no Festival Sansacroma. Em 2012, circula com o Projeto “Trilogia Hélio Oiticica” pela cidade de São Paulo e recebe apoio do ProAC para criação de GESTOS e o suporte da FUNARTE para realização do projeto In-Corpo-R-Ações. Em 2013/14, circula com GESTOS e In-Corpo-R-Ações pela cidade de São Paulo com o apoio do 14º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. Em 2014/2015 recebe o apoio do ProAC de produções inéditas e temporada para criação e apresentação do solo D’Existir. Em 2015/2016 é contemplada com o XVIII Edital do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo para realizar o projeto TRAJETÓRIA(S), que recebe é premiado na categoria Difusão da Dança pelo PRÊMIO DENILTO GOMES DE DANÇA 2015 da Cooperativa Paulista de Teatro. Em 2016/2017 é contemplada com o XXI Edital do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo para realizar o projeto Estudos sobre Fados e Afins, que resultou no solo de dança Fados e Outros Afins, sendo indicado ao Prêmio Governador do Estado de São Paulo 2018, Prêmio APCA e Prêmio Bravo. Em 2018 após apresentação no Sesc Palladium (Belo Horizonte), o espetáculo Fados e Outros Afins é contemplado pelo ProAC 05 – Circulação. Em 2019, estreia A Um Passo da Aurora, com o suporte do 25º Edital do Fomento à dança, com temporada em vários teatros de São Paulo.

Site: www.marianamuniz.com.br

SOBRE MARIANA MUNIZ

Atriz, bailarina e coreógrafa, Mariana Muniz nasceu em Pernambuco, onde começou seus estudos de dança clássica, e formou-se no Rio de Janeiro pela Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal. Em 1974 encontrou-se com Klauss e Angel Vianna, com quem trabalhou, e, desde então, dedica-se a investigações de linguagem na dança contemporânea e no teatro. Estudou em Nova York e estagiou na Cia. de Maguy Marin. Ganhou vários prêmios por suas atuações e projetos como intérprete e coreógrafa em dança e teatro: Indicada aos prêmios: APCA 2018, Governador do Estado 2018 e Bravo 2018, pelo solo Fados e Outros Afins; Ganhou os prêmios Denilto Gomes- 2015; (4) APCA); APCA de melhor intérprete em dança em “Dantea” (2000); APCA de melhor autora – intérprete em dança em “Paidiá” (1989); APCA de revelação como coreógrafa em “Corpo de Baile” (1988); (3) APETESP – APETESP de melhor coreografia em “Pássaro do Poente” (1987); APCA de melhor intérprete em “Blas-Fêmeas” (1987); APETESP de melhor coreografia em “O Corpo Estrangeiro” (1986).e Mambembe de melhor atriz coadjuvante; indicada ao prêmio Shell de melhor atriz, 2009. Mariana Muniz participou, em 2017, com o grupo Tapa, do festival Que Absurdo!, quando atuou nas peças: As Criadas e A Cantora Careca. Em 2019, fez parte do elenco de “O Jardim das Cerejeiras”, sob a direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Em 2020 apresentou, em versão on-line, os textos “Sônia” de Thaigo Sogayar Bechara soba direção de Elias Andreato e “Sete Histórias de Ezter Liu’, sob direção de Clara Carvalho. Atualmente, continua participando de produções teatrais, junto ao Grupo Tapa, e também dá continuidade ao seu fazer artístico participando como diretora e intérprete de espetáculos teatrais e criando os seus próprios espetáculos junto com a sua companhia- Cia Mariana Muniz de Teatro e Dança-, onde mistura, de maneira muito própria, o teatro com a dança, em parceria com o arquiteto Cláudio Gimenez. Além da atriz, bailarina e coreógrafa, Mariana Muniz é eutonista, formada em 2008 pelo IV Curso de Formação em Eutonia e ex – docente da Faculdade de Dança da Universidade Anhembi-Morumbi. Sobre seu trabalho, Helena Katz, crítica de dança, escreveu: “Em cada uma de suas realizações, sempre ofereceu sínteses entre o que carregava no seu corpo de profissional de dança e as demandas específicas do fazer teatral.”

SOBRE LUIS ARRIETA 

Coreógrafo, bailarino, professor e pesquisador, com mais de 150 criações de assinatura inconfundível, iniciou-se em Buenos Aires e desenvolveu seus estudos e carreira principalmente no Brasil. Diretor, co-diretor, assistente, mâitre, pesquisador e coreógrafo das mais importantes companhias assim como mentor e colaborador de escolas e grupos iniciantes no âmbito nacional, também atua na América Latina, Estados Unidos e Europa em montagens e turnês. Considerado um dos mais importantes influentes e respeitáveis na dança no país.
Reconhecido com inúmeros prêmios, menções honrosas, registros e livros biográficos pelo seu trabalho na área. Luis Arrieta apresenta-se na sua maturidade em especiais eventos de dança trazendo ao palco toda a sua experiência e sensibilidade interpretando próprias criações. 

SOBRE ULYSSES CRUZ

Diretor de teatro e TV. Direção geral e artística de novelas, minisséries e linha de shows TV Globo 2001 a 2015. Criança Esperança, Domingão do Faustão, Eterna Magia, Sítio do Pica Pau Amarelo, O Pequeno Alquimista, Um Só Coração, Sabor da Paixão, Estrela Guia, Presença de Anita, Como Educar seus Pais, A Muralha. Diretor Artístico Jornada Mundial da Juventude JMJ Praia de Copacabana com o Papa Francisco 2013 Teatro 2018- O Leão no Inverno (James Goldman) com Regina Duarte, Leopoldo Pacheco e elenco.

FICHA TÉCNICA

Direção Artística: Ulysses Cruz | Direção Audiovisual e Roteiro: Osmar Zampieri | Direção de Produção: MoviCena Produções | Intérpretes: Luis Arrieta e Mariana Muniz | Assistente de Ensaio: Pedro Scalice | Ambientação Sonora: Gregory Slivar | Ambientação de Espaço: Ulysses Cruz | Ambientação de Luz: Hernandes de Oliveira | Arte Gráfica: Rafael Petri | Fotos: Cláudio Gimenez | Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Agradecimentos: Maria Lúcia Lee, Espaço Ghut, Fábio Namatame, Ruth Rachou, José Possi Neto, Mara Borba, Prof Dr Tibor Simcsik, Inélia Garcia, Daniela Stasi, Escola de dança Gisele Bellot, Marcos Gabanini, Denise Passos e Irupé Sarmiento.

SERVIÇO

Vídeo documentário exibido www.youtube.com/movicenaproducoes

Lançamento | 12 de novembro de 2021, 20h 

O vídeo ficará disponível gratuitamente até dia 2 de dezembro

MINISTÉRIO DO TURISMO, SECRETARIA ESPECIAL DA CULTURA, LEI ALDIR BLANC E GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, POR MEIO DA SECRETARIA DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA, APRESENTAM:

Sonhei que era Gulliver, novo espetáculo infantil do Maracujá Laboratório de Artes, estreia de forma online dia 18 de novembro

Uma imagem contendo água, cama, homem, mesa

Descrição gerada automaticamente

Link para download de fotos
Divulgação – Maracujá

  “(…) a casa afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. (…) a casa é o nosso canto do mundo […] o nosso primeiro universo”

Gaston Bachelard

A pandemia da COVID-19 trouxe grandes mudanças no modo de viver da humanidade. Habituados a uma vida de intensa atividade social, de uma hora para outra passamos a ter que restringir nossas interações presenciais e, em muitos casos, limitar nosso mundo ao espaço doméstico e das telas para continuar vivendo.

Com os grupos de teatro, não foi diferente: o Maracujá Laboratório de Artes tinha grandes planos para 2020, ano em que pandemia começou. Era o ano de comemoração de 15 anos da companhia e a ideia era estrear um novo espetáculo infantil presencial. Além disso, o grupo continuaria com a circulação de outros espetáculos de seu repertório, que já tinham agenda fechada para várias apresentações. Porém, a interrupção das atividades presenciais impossibilitou a continuidade dessas ações por um longo período.

Confinado em sua casa, o diretor e fundador do grupo, Sidnei Caria, voltou a pesquisar obras literárias que pudessem ser adaptadas para o público infantil e que dialogassem com as diversas técnicas e pesquisas feitas pelo Maracujá, uma constante na história do grupo, que já adaptou diversos livros para o palco (como As Aventuras de Bambolina, Rabisco – um cachorro perfeito e Nerina, a ovelha negra, os três do autor Michele Iacocca, e O Buraco do Muro, espetáculo que faz uma viagem por diversos clássicos da literatura mundial, como Moby Dick, Dom Quixote e Alice no País das Maravilhas). 

Porém, desta vez, esta pesquisa teria um diferencial: o público veria a peça através de transmissões on-line e ela teria que ser toda feita na própria casa do diretor (que, além disso, também é a sede oficial do Maracujá Laboratório de Artes). Além disso, o grupo deveria continuar sua pesquisa estética relacionada à plasticidade visual da cena, buscando trazer para esta proposta as pesquisas com puppet toys, vídeo cenários, teatro físico, teatro de sombras e animação de bonecos já utilizadas em trabalhos anteriores.

Foram estas as premissas que levaram o Maracujá até a obra As viagens de Gulliver, romance do irlandês Jonathan Swift escrito em 1726. O livro, escrito em primeira pessoa, conta a história de Lemuel Gulliver, cirurgião e capitão do mar que viaja pelos confins do mundo e relata quatro de suas aventuras extraordinárias: a primeira (e mais conhecida delas) narra a passagem de Gulliver por Lilliput, país onde todos têm 15 cm de altura, e onde o narrador acaba se tornando conhecido como “Homem Montanha”, por seu tamanho imenso em relação aos demais habitantes, o que não o impede de ser mantido preso por eles no local. Esse confinamento forçado dá a ele a chance de observar todas as mesquinharias e contradições no modo de viver dos liliputianos, chegando ao ponto em que Gulliver é convidado a tomar parte em uma guerra que já dura 36 anos entre Lilliput e a ilha de Blefuscu. E quais as motivações para tal conflito? Uma simples divergência de opinião entre qual ponta do ovo deve ser quebrada primeiro. 

Apesar de As viagens de Gulliver ainda retratar mais três países, o grupo optou por focar nesta primeira etapa – Lilliput, considerando que tudo nessa parte da história se encaixa perfeitamente com os interesses de pesquisa do Maracujá: é uma narrativa bastante conhecida, riquíssima em fantasia e que proporciona uma enorme possibilidade de exploração do lúdico e da diversão, essenciais para espetáculos voltados ao público de todas as idades, e que possibilita criar também momentos para refletir e questionar nossa própria condição humana.

A adaptação do diretor e dramaturgo Sidnei Caria optou por adequar todas as técnicas que o grupo já utilizava em seus outros espetáculos à linguagem das telas, mas mantendo o caráter artesanal que o Maracujá sempre imprime em suas experimentações audiovisuais no palco. A diferença de tamanho entre o protagonista e os habitantes locais possibilitou a elaboração de uma rica cenografia construída a partir da técnica de puppet toys, onde miniaturas parecidas com brinquedos recriam Lilliput, com castelos, casas, seus habitantes e animais. A peça também mescla vídeo cenários que recriam o ambiente do mar, e o teatro de sombras é utilizado em vários momentos. E tudo isso foi construído no próprio quarto do diretor, que se tornou literalmente Lilliput, com paredes pintadas com cenários e todos estes elementos espalhados pelo chão, refletores no teto, entre outros recursos.

Porém, a adaptação de Caria não se limitou a retratar a história de Gulliver. Como forma de criar uma nova sensação relativa a esses universos fantásticos e conectá-los ao espaço da casa, onde o espetáculo surgiu, a peça se vale da metalinguagem (recurso já explorado em Rabisco – um cachorro perfeito), apresentando, além do personagem Gulliver (vivido pelo ator Silas Caria), que vive todas as aventuras em Lilliput, um narrador mais velho (vivido pelo diretor Sidnei Caria), que, de sua casa, narra todos estes acontecimentos, fazendo conexões entre situações cotidianas que ele vivencia em sua residência com situações vividas por Gulliver, que podem ser lembranças, sonhos ou sua própria imaginação de leitor. Durante essas inflexões o velho narrador circula por diversos espaços da casa – sala, cozinha, escadas, quintal, misturando a realidade à ficção, trazendo também a casa como personagem da história e elemento de ligação entre toda a narrativa. Para este último aspecto, a Poética do Espaço, do filósofo Gaston Bachelard contribui com as amarrações finais.

O espetáculo “Sonhei que era Gulliver” foi contemplado com o ProAC LAB 52, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, que possibilitou sua montagem e a realização de 12 sessões gratuitas, transmitidas nas redes sociais do Maracujá Laboratório de Artes. Além disso, também gerou toda a cenografia, figurinos e roteiro para sua realização presencial posteriormente. Por fim, ainda como parte das ações previstas pelo projeto, o diretor, dramaturgo e ator Sidnei Caria também realizará um workshop-palestra gratuito, onde apresentará aos participantes um pouco do percurso de criação do espetáculo.

Sinopse

Dentro de sua casa, um velho viajante revive, em seus sonhos e lembranças, sua estranha experiência pelas terras de Lilliput, um lugar onde todos – menos ele – são minúsculos e vivem em guerra com a ilha de Blefuscu por causa de uma divergência na forma de quebrarem os ovos. Ficção ou realidade? Sonho ou lembrança? 

Inspirado pelo livro “Viagens de Gulliver”, obra-prima do irlandês Jonathan Swift, pela quarentena causada pela pandemia da COVID-19 e pela Poética do Espaço, de Gaston Bachelard, o premiado grupo Maracujá Laboratório de Artes criou o espetáculo “Sonhei que era Gulliver”: uma peça para todas as idades que utiliza o teatro narrativo, teatro de sombras, teatro físico, vídeo cenários e puppet toys para reler, de forma lúdica, as deliciosas críticas à sociedade e à natureza humana retratadas pelo escritor em seu livro, tendo como espaço cênico a casa dos atores da peça (que também é a sede do Maracujá Laboratório de Artes), misturando ficção e realidade no percurso criativo.

Ficha Técnica

Espetáculo baseado no livro “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift 

Adaptação, Concepção e Direção: Sidnei Caria 

Assistência de Direção: Camila Ivo 

Elenco: Sidnei Caria e Silas Caria 

Elenco (apoio técnico): Tetê Ribeiro

Trilha sonora e efeitos: Piva Silva 

Músicas Originais: Piva Silva e Sidnei Caria 

Arranjos: Piva Silva

Direção de Arte: Sidnei Caria

Cenário: Sidnei Caria 

Bonecos e adereços: Sidnei Caria e Silas Caria

Figurinos e pintura de bonecos: Tetê Ribeiro

Iluminação: Sidnei Caria e Camila Ivo 

Soluções Técnicas Audiovisuais: Sidnei Caria e Silas Caria

Edição de imagens: Camila Ivo e Sidnei Caria

Edição de áudio: Piva Silva

Produção, Design Gráfico e Transmissão: Camila Ivo 

Fotografias: Divulgação Maracujá

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: Maracujá Laboratório de Artes e Laboratório de Artes Produções

Serviço 

Espetáculo: Sonhei que era Gulliver

18 a 28 de novembro de 2021

Quintas e sextas-feiras às 19h

Sábados e domingos às 16h e 19h

Gratuito

Duração: 35 minutos

Exibição nos seguintes canais: 

Facebook e Youtube do Maracujá Laboratório de Artes

https://www.facebook.com/maracujaartes
https://www.youtube.com/c/maracujalaboratoriodeartes

Workshop-Palestra: O processo de criação do espetáculo Sonhei que era Gulliver 

25 de novembro (quinta-feira) das 19h45 às 21h45

Com Sidnei Caria, diretor, ator e dramaturgo do espetáculo

Gratuito

Público-alvo: maiores de 16 anos, estudantes de teatro, professores e interessados em geral.

Inscrições até 25 de novembro de 2021, no link: https://bit.ly/workshopgulliver

Serão disponibilizados certificados aos participantes.

O workshop-palestra proporcionará aos participantes uma interação online com o diretor, ator, diretor de arte e dramaturgo do espetáculo Sonhei que era Gulliver, Sidnei Caria, que mostrará detalhes do processo criativo, técnicas utilizadas, soluções cênicas audiovisuais, entre outros aspectos do trabalho.

Sidnei Caria tem mais de 35 anos de carreira, sendo a maior parte deles voltado ao teatro para todas as idades. Participou do grupo XPTO como ator de 1985 a 2002. Trabalhou com diretores renomados como Roberto Lage, Celso Frateschi, Maria Alice Vergueiro, Cristiane Paoli-Quito, Ariela Goldman, Cris Lozano, Maria Thais, Hugo Possolo. Foi ator, diretor e diretor de arte na cia Pia Fraus (2005 a 2011). Participou do FITO – Festival de Teatro de Objetos em várias capitais brasileiras. É um dos protagonistas da série infantil “Que monstro te mordeu?”, de Cao Hamburger. Dirige o Maracujá Laboratório de Artes, grupo que fundou em 2005, onde desenvolve pesquisas e trabalhos em dramaturgia, direção, criação e confecção de bonecos, adereços, figurinos e cenários dos espetáculos do grupo. Recebeu prêmios APCA, FEMSA, PANAMCO, Mambembe, entre outros, por diversos espetáculos em sua carreira como ator, diretor, cenógrafo e dramaturgo.

Mais informações sobre o Maracujá Laboratório de Artes

O nome Maracujá Laboratório de Artes foi escolhido pelo grupo porque resume sua proposta artística: a escolha pela “fruta da paixão” foi inspirada por um pé de maracujá que existia na sede da companhia, e representa a paixão do grupo em pesquisar novas possibilidades a cada trabalho, mesclando sempre diversas linguagens para tentar criar espetáculos tão singulares quanto sua flor, de beleza única. As palavras Laboratório de Artes reforçam essa vocação do grupo em ser um espaço de experimentação artística, que se inspira na contemporaneidade para suas criações.

Fundado em 2005 por Sidnei Caria com a participação e apoio dos atores e bonequeiros Lucas Luciano, Silas Caria e Tetê Ribeiro, agregando posteriormente a produtora e atriz Camila Ivo em 2010, o Maracujá Laboratório de Artes vem consolidando desde então uma trajetória voltada à pesquisa em teatro para todas as idades e caracterizada por uma constante busca de seus integrantes em desenvolver experimentações em linguagens e técnicas variadas (teatro físico, teatro de animação, audiovisual, teatro de sombras, música, artes plásticas) com o objetivo de romper fronteiras entre as diversas linguagens artísticas, criando espetáculos que misturam diferentes referenciais estéticos ao mesmo tempo em que trazem ao público questionamentos pertinentes a realidade da criança atual. O grupo também atua nos bastidores, desenvolvendo cenografia, adereços, figurinos e bonecos para diversos grupos teatrais e eventos.

O Maracujá Laboratório de Artes já realizou seis montagens: a coprodução As Aventuras de Bambolina, em parceria com a Pia Fraus Teatro (2008), Rabisco – um cachorro perfeito (2010), O Buraco do Muro (2013), E.Terra (2014), SPon SPoff SPend (2015 – espetáculo adulto) e Nerina – a ovelha negra (2017) e agora estreia seu mais novo espetáculo: Sonhei que era Gulliver, um espetáculo online que em 2022 deve ganhar sua versão presencial.

O grupo já foi contemplado com diversos editais, como FUNARTE Myriam Muniz, CAIXA Cultural, SESI (Arte Educação, Viagem Teatral e Territórios da Arte), Prêmio Zé Renato, ProAC, entre outros. Participou de eventos como Virada Cultural, Mostra Melhores do Ano – São Paulo, Circuito São Paulo de Cultura, Circuito Paulista de Artes, Mostra SESC de Teatro de Animação  e Festivais como FIT Rio Preto, Festival Internacional de Teatro de Curitiba, FitaFloripa, FILO (Festival de Teatro de Londrina), Festival de Férias do Teatro Folha, Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Belo Horizonte, FENTEPP (Festival de Teatro de Presidente Prudente), Festival de Arte para Crianças, entre outros.

Participou da fundação do Galpão dos Lobos, um espaço cultural formado por companhias paulistanas de teatro para todas as idades, que recebeu menção honrosa do Prêmio APCA em 2017, pelo espaço de formação e resistência inaugurado no bairro do Ipiranga para o público de todas as idades.

Redes Sociais:

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