Os contos de Leonardo Cássio estão reunidos na parte “Latíbulo” do livro, com temas que envolvem família, traumas, experiências espirituais, política e viagem. Thais Polimeni, na parte “Escrever é Terapia. Publicar é Coragem”, apresenta suas crônicas com um olhar empático e reflexivo sobre situações cotidianas, falando sobre amizade, família, viagem, resoluções de Ano Novo, política, religião e futebol.
São dois livros em um, que contam ainda com prefácio do escritor Jailson de Almeida, na parte “Latíbulo” e da cronista e dramaturga Andréa Martins na parte “Escrever é Terapia. Publicar é Coragem”. Há ainda a contribuição da pesquisadora e cronista Mayra Guanaes, que redigiu dois textos explicativos sobre a relação entre contos e crônicas.
Latíbulo significa esconderijo. Nesse livro, representa o lugar em que são guardados pensamentos e falas que necessitam de terapia e coragem para serem expostos. Latíbulo também pode significar o local em que moram os deuses. Qual é seu latíbulo? Descubra nesse livro!
Quem não tem ao seu lado uma amiga ou parente neurótica, típica de filme? Esse foi o ponto de partida para Flávia Reis mergulhar no universo cômico das personagens de seu espetáculo solo. No roteiro criado em parceria com Henrique Tavares e dirigido por Marcio Trigo, a atriz se divide entre 11 mulheres, colocando uma lente de aumento nas figuras tipicamente neuróticas do nosso dia a dia.
A trama é conduzida por uma terapeuta que, em uma palestra absolutamente equivocada sobre neuroses, apresenta tipos como a mulher que perde o próprio carro no estacionamento, a idosa pessimista que prevê o fim do mundo ao comer um tomate com agrotóxico ou “Fernanda”, a cerimonialista que se atrapalha ao atender vários celulares ao mesmo tempo.
A identificação do público com as personagens é inevitável e Flávia comemora: “Fico muito satisfeita com esse riso de quem se reconhece nas minhas neuróticas! É bom rir do quanto somos ridículos. A gente fica mais leve, transforma a neura em bobeira!”.
Vanda da Van, personagem criada por Flávia há 5 anos para abertura das peças de Paulo Gustavo, também está no hall das neuróticas do espetáculo, “Vanda da Van é conhecida de muita gente, não podia ficar de fora!”
Flávia Reis integrou por cinco anos o elenco protagonista do ZORRA, da TV Globo. Ainda esse ano, a atriz estreia 2 longas e uma série, projetos guardados em sigilo até seu lançamento. “Só posso dizer que são comédias deliciosas e me diverti muito filmando esses trabalhos!”, comemora a atriz.
FICHA TÉCNICA
Idealização e atuação: Flávia Reis
Direção: Márcio Trigo
Texto: Henrique Tavares e Flávia Reis
Participação: Filipe Bregantim
Direção musical e trilha sonora original: Guilherme Miranda
Iluminação: PH
Sonorização: Mario Junior
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Flávio Souza
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design gráfico: Daniel Brito
Videografismo: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Produção : Caruá Produções
Realização: Rainha Produções Artísticas
Serviço:
Espetáculo: Neurótica
Duração: 60 min
Classificação indicativa: 14 anos
Local: Teatro Folha
Endereço: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo – SP
Vendas por telefone e no site do teatro / Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto. Horário de funcionamento da bilheteria: sexta-feira, das 18h às 21h, sábado, das 14h às 20h; domingo, das 14h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, Owens-llinois, Bain, EMS, Banco Luso Brasileiro, Lupo, Shimadzu, PLP
O grupo As Olívias, formado pelas atrizes Marianna Armellini, Renata Augusto e Sheila Friedhofer, viu o humor se transformar ao longo de seus 17 anos produzindo conteúdo para o teatro, para a internet e para a televisão. Se em 2005, quando elas surgiram, um grupo formado só por mulheres fazendo comédia ainda despertava certa desconfiança num território até então dominado pelos homens, hoje quem não encontra mais espaço é a piada machista e o humor excludente.
De meras “escadas” para a piada masculina, quase sempre sexualizadas nos programas e esquetes de humor, as mulheres lutaram e conquistaram seu espaço não só como protagonistas, mas sobretudo como criadoras de seus próprios projetos: hoje elas também são produtoras, roteiristas e diretoras. Muito mais do que o rótulo reducionista do “humor feminino”, elas trouxeram um novo olhar sobre a comédia e seus temas. Do que ríamos antes e do que rimos hoje? E o que isso diz sobre nós como sociedade?
Para celebrar e refletir sobre o humor feito por mulheres de diferentes gerações e em diversas mídias, As Olívias realizam ao longo do mês de março o projeto “Rindo com Elas“. A cada semana, convidadas como Grace Gianoukas, Nany People, Livia La Gatto, Micheli Machado e Cris Wersom vão bater um papo descontraído com o grupo sobre suas carreiras e os desafios de ser uma mulher que faz rir.
Quando: todas as quintas-feiras de março, ao vivo, a partir das 20h
Onde: no Instagram @asolivias
Agenda:
03/03 – Cris Wersom
10/03 – Livia La Gatto
17/03 – Nany People
24/03 – Grace Gianoukas
31/03 – Micheli Machado
Em complemento ao projeto Rindo com Elas, As Olívias também vão oferecer gratuitamente uma oficina de humor exclusiva para mulheres (cisgêneras, transgêneras e pessoas não-binárias) entre os meses de abril e maio no ABC Paulista. Detalhes para as inscrições serão divulgados em breve.
Este projeto foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo / Proac – Lei Aldir Blanc 2021.
Quem é quem:
As Olívias
Formado nos corredores da Escola de Arte Dramática (EAD / USP) pelas atrizes Marianna Armellini, Renata Augusto, Sheila Friedhofer e pelo ator e diretor Victor Bittow – As Olívias são um grupo de comédia que resolveu transformar em humor seu jeito inusitado de ver o mundo. A estreia aconteceu em 2005, com o espetáculo As Olívias Palitam, que fez milhares de espectadores por todo o país ao longo de nove anos em cartaz. O humor do grupo também ganhou espaço na internet e, em 2011, As Olívias estrearam na televisão com um programa semanal no canal Multishow – Olívias na TV – com 4 temporadas exibidas até 2013. Em 2015, em comemoração aos 10 anos do grupo, As Olívias estreiam seu segundo espetáculo teatral, Riso Nervoso, com texto e direção de Michelle Ferreira.
Cris Wersom
Cris Wersom é roteirista e atriz (formada pela Escola de Arte Dramática da USP). Atualmente trabalha na produtora Floresta na parte de desenvolvimento artístico em séries ficcionais. Também desenvolve, junto com Fil Braz, a série Lyndas, para o Comedy Central e Amazon, além de estar finalizando o longa Um dia 5 Estrelas para a Paris Filmes. No ano de 2020, criou a bíblia para o projeto LOL (se rir já era) na Amazon e também escreveu uma série de humor para Netflix, 9 Suspeitos, produção da Glaz entretenimento. Também fez o punch up do filme Amor sem Medida e O amor dá trabalho, ambos com Leandro Hassum para a Netflix. De 2018 a 2020 foi integrante do núcleo de criação cômico da Globo. Em paralelo, escreveu as 2 temporadas de Homens?, série do Porta dos Fundos com Fábio Porchat, para o Comedy Central e Amazon. Trabalhou nos roteiros de 7 temporadas de A culpa é do Cabral e 1 temporada de A Culpa é da Carlota, programa em que também é apresentadora, ambos do Comedy Central.
Grace Gianoukas
Grace Gianoukas é atriz, humorista, autora, diretora e produtora teatral. Nascida no Rio Grande do Sul, é formada em Artes Cênicas pela UFRGS. Se mudou para São Paulo em 1984 e passou a escrever textos para teatro, como a comédia “Não Quero Droga Nenhuma”. Paralelamente, produziu projetos culturais com a Cia. Harpias e Mansfield, fundada com Ângela Dip e Marcelo Mansfield, e se apresentando com espetáculos de humor por bares e casas noturnas. Um dos projetos que deu grande notoriedade à atriz no teatro foi o espetáculo de humor “Terça Insana”, estreado em 2000, em São Paulo, e que se mantém em cartaz até hoje com apresentações pelo país e revelou toda uma geração de talentos. Na televisão, fez inúmeras participações ao longo de mais de 30 anos, em programas como a “Escolinha do Professor Raimundo” e “Castelo Rá-Tim-Bum”. De volta à Globo em 2006, atuou em “Bang Bang” e depois fez “Guerra dos Sexos” (2012). Em 2015 fez uma participação na novela do SBT “Cúmplices de um Resgate” e no ano seguinte deu vida à Teodora Abdalla, casada com o personagem de Alexandre Borges e mãe de Fedora (Tatá Werneck), conquistando o público na novela “Haja Coração”, releitura de “Sassaricando”, sucesso dos anos 1980.
Livia La Gatto
Livia La Gatto é atriz, humorista e professora de Teatro formada em Licenciatura em Artes Cênicas na ECA USP. Apaixonada pela comunicação que faz sorrir, que tira do eixo e que revoluciona. Produtora de si mesma, Livia decidiu parar de esperar a grande proposta da vida cair do céu e começou a dar a cara pra bater nesse grande mundão da internet quanto tudo isso ainda era só mato. Desde então, trabalha com criação de conteúdo autoral através do humor ativista nas redes sociais há mais de 6 anos. Entre deboches e um olhar crítico sobre a realidade brasileira, ganhou notoriedade com personagens como a blogueira argentina Consuelo Dicaboa, e nas paródias musicais que cria com a parceira Renata Maciel, no duo “Aquela Dupla”.
Micheli Machado
Aos 7 anos de idade, a atriz começou sua carreira fazendo comerciais na televisão e desfiles. Após cinco anos atuando no mercado, Micheli estreou no programa Casa Da Angélica no SBT, como assistente de palco da apresentadora Angélica. O sucesso da atração garantiu um novo programa na REDE GLOBO, o Angel Mix, onde ela continuou seu trabalho. Com o fim da atração investiu na carreira de atriz que lhe rendeu participações em programas como: TURMA DO DIDI, ZORRA TOTAL, CASSETA E PLANETA, no quadro RETRATO FALADO exibido pelo FANTÁSTICO, todos na Rede Globo e no MOTHERN da GNT. Mas voltou a trabalhar com a Angélica no programa Vídeo Game. Também atuou em curtas-metragens como: O SEQUESTRO, DROGAS E VIOLÊNCIA, etc e nos longas-metragens ZUANDO NA TV de José Alvarenga Junior e FALSA LOURA de Carlos Reichenbach. No humor já fez participações nos grupos e eventos de humor mais respeitados do Brasil como: Comédia Ao Vivo, Clube da Comédia Stand-up, Improriso, 3Tosterona, Comedians Club, Senta pra Rir, RISADARIA ( Maior festival de humor da América Latina), RISORAMA (festival de humor de Curitiba), é a fundadora do grupo Humor de Salto Alto indicado pela Folha de São Paulo como um dos melhores shows de stand-up do Brasil em 2010.
Nany People
Nany People é mineira, nascida em Machado, criada em Poços de Caldas, de onde mudou-se para São Paulo com o objetivo de viver como artista e conquistar seu espaço. Cursou a extensão universitária de interpretação pela Unicamp e estudou Teatro no Teatro Escola Macunaíma. Como artista multifacetada, quebrou barreiras e foi uma das pioneiras da televisão brasileira. Integrou o elenco de diversos programas como Goulart de Andrade, Programa Hebe, Xuxa Meneghel, Flash, A Praça é Nossa, Cante Se Puder, entre outros. Além de ter construído uma extensa carreira no Teatro, Rádio e Cinema. Recentemente estrelou no elenco da novela O SÉTIMO GUARDIÃO da Rede Globo, escrita por Aguinaldo Silva, interpretando o químico trans, Marcos Paulo Pianowski. Ainda na Globo, Nany participou do programa POPSTAR onde pôde apresentar, em shows inesquecíveis, seu talento também como cantora, apresentando mais essa sua faceta ao grande público. Atualmente está em turnê com com os espetáculos “TSUNANY” e “NANY É POP – UM MUSICAL”
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/AS-OLÍVIAS-2-foto-Vitor-Vieira.jpg15201013pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-14 12:17:442022-02-14 12:17:44Rindo com Elas
7PISOS, peça livremente inspirada no conto de Dino Buzatti, com dramaturgia de Paloma Franca Amorim e direção de Dagoberto Feliz, caracteriza-se como um retorno político ao fazer teatral presencial após longa temporada pandêmica, ainda não encerrada, que foi capaz de pôr em xeque um dos princípios básicos das artes cênicas: o tradicional encontro entre público e intérpretes, espectadores e ficção.
Como um trabalho que dialoga com tempos atravessados materialmente pela História e pelas poéticas públicas que têm sido manejadas a fim de produzir a democratização do fazer teatral, 7PISOS desvela o percurso de Giuseppe Corte, um escritor negro que acabou de se internar voluntariamente em um hospital cujo estranho protocolo de tratamento diz respeito ao funcionamento de sete andares que separam os pacientes mais graves dos mais saudáveis. Desse contexto surge um infindável conjunto de ações ambivalentes que oscilam entre a violência e a naturalização da violência contra os ditos corpos socialmente desviantes, fazendo deles plataformas vivas para o exercício do poder.
“Nosso corpo-ideia, Giuseppe Corte, é um escritor negro solitário, um ator negro, um negro ator (que poderia ser muitos mas é um só), nesse teatro paulistano onde as vozes negras ou não-brancas, migrantes, dissonantes, foram historicamente aplacadas por um senso de homogeneidade abstrata em que a brancura e o elitismo de seus agentes eram protegidos e quase invisibilizados pelo discurso falseado de que os palcos ocidentais são o seio da democracia”, diz Paloma Franca Amorim.
Giuseppe Corte é esse corte na lógica racista dos teatros paulistanos, e irmana-se a tantas outras personagens que atualmente povoam os terrenos sagrados da cena e das coletividades. São Joanas, Antígonas, Neusas Suelis, Vadinhos, Jasões, Hamlets, Medusas, Zambis, Ofélias, Aqualtunes, são alegorias, coralidades, gestos simbólicos ou metafísicos, personas, todas enegrecidas, todas imersas em sua negrura incandescente, e bonita, e tecnicamente excelente, e dialética, como estratégia de resistência formal aos apagamentos sistemáticos responsáveis pelo halo eurocêntrico que perversamente caracterizou uma parte importante da cena teatral da cidade de São Paulo.
Giuseppe Corte, paciente doente ou são, é reflexo de um incômodo institucional e humano propagado secularmente. Só é possível falar de sua sobrevida a partir do fim, da morte e portanto da trajetória invertida na qual a tragédia do colonialismo torna-se ponto de partida do processo doloroso e necessário para o aprofundamento de uma poética anti-racista.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Paloma Franca Amorim Direção: Dagoberto Feliz Elenco: Alex Rocha, Clarissa Moser, Lui Seixas, Marcella Vicentini e Marcellus Beghelle Pensamento Corporal : Mafalda Pequenino Direção Musical e Música Original: Marco França Direção Técnica: Giovanna Kelly Direção de Produção: Tetembua Dandara Assistente de Produção e Consultoria de Sonorização: Jo Coutinho Assistência de Direção : Rodrigo Scarpelli Cenografia: Denise Guilherme e Giovanna Kelly Cenotecnia: Lara Gutierrez Contra Mestre: Deoclécio Alexandre Aprendizes de Cenotecnia: Jenny Berté, Hélia Lopes, Mariana Ribertti e Trevor Philips Desenho e Confecção de Figurinos: Denise Guilherme Iluminação: Gabriele Souza e Diego França Sonorização: Equipe Galpão do Folias Estudos Teóricos: Eugênio Lima Estudos Corporais: Adriana Aragão e Mafalda Pequenino Arte Gráfica: Renan Marcondes Fotos: Cacá Bernardes Registro Audiovisual: Bruta Flor Filmes _ Cacá Bernardes e Bruna Lessa Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Diarista : Fabiana Rodrigues Aprendizes: Fernanda Rocha e Guto Carvalho Acompanhamento de processo: Benedito Bandeira e Suzana Aragão Articulação com as escolas: Osmar Guerra Realização: Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e Grupo Folias Apoio: Cooperativa Paulista de Teatro
Serviço
de 18/02 até 04/04
sexta à segunda, 20h Local: Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 – ao lado do metrô Santa Cecília
Com concepção e idealização de Erica Montanheiro e Eric Lenate, duas peças-filmes sobre tirania e sede de poder fazem exibições ao vivo na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube
De como uma certa Rainha governava o Reino-dos-sem-cabeças
12/03 – 15h
Ensaio para o Fim 12/03 – 17h
Foto acima – Ensaio para o Fim.
Foto abaixo – De como uma certa rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças
Durante a pandemia, os criadores, atores e diretores Erica Montanheiro e Eric Lenate idealizaram e conceberam duas peças-filmes, uma para o público infantil (e todas as idades) e outra para o público adulto.
A partir de uma reconstrução dramatúrgica livremente inspirada no texto de Shakespeare, ENSAIO PARA O FIM (uma peça-filme para novos tempos) tem roteiro de Erica Montanheiro e Eric Lenate, direção de Erica Montanheiro e Julia Rufino e elenco composto por Gabi Costa, Mariá Guedes, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate.
Escrita por Erica Montanheiro, De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças – uma farsa nonsense para qualquer idade em versão peça-filme – é destinada para crianças, mas não apenas a elas. A direção é de Eric Lenate e o elenco é composto por Luciana Ramanzini, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate.
De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças – uma farsa nonsense para qualquer idade em versão peça-filme
Sinopse
A população do Reino-das-Cabeças-Pensantes é acometida por uma epidemia e os cidadãos e cidadãs passam a perder suas cabeças – que descolam do pescoço e saem quicando pelo Reino. A Rainha do Reino tenta investigar as causas da epidemia, sem sucesso. Porém, durante o levantamento do número de pessoas atingidas, ela percebe que as mulheres são muito mais atingidas pela doença do que os homens. Diante desta injustiça, sua cabeça precisa operar certas modificações em seu olhar para o mundo. Ela decide, então, procurar ajuda e vai visitar uma mulher misteriosa que poderá salvar o Reino.
FICHA TÉCNICA
Concepção e idealização: ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Elenco: LUCIANA RAMANZINI, DIEGO LIMA, GERALDO MÁRIO, ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Texto: ERICA MONTANHEIRO
Direção: ERIC LENATE
Direção De Fotografia: JULIA RUFINO
Arquitetura cênica, adereços e trilha sonora: ERIC LENATE
Figurinos e projeto gráfico: KLEBER MONTANHEIRO
Iluminação: GABRIELE SOUZA
IlustraçõesArte gráfica: VITOR GRIZZO
Visagismo: LOUISE HELÈNE
Assistência de direção: ANA ELISA MATTOS, VÍTOR JULIAN e GUILHERME CONRADO
Assistente de figurino: MARCOS VALADÃO
Montagem e Colorização: JULIA RUFINO
Edição de Som e Mixagem: CAUÊ BRAVIM
Captação de som direto: ERIC VERÍSSIMO
Assistente de iluminação: DIEGO F. F. SOARES
Cenotécnicos: EVAS CARRETERO e RAFAEL BOESI
Assistência cenotécnica: SÉRGIO MESSIAS
Direção de produção: SELENE MARINHO
Produção executiva: MARCELA HORTA
Assistente de produção: DANIELLE ZIPPERER
Foto: LEEKYUNG KIM
Produção catering: AUGUSTO VIEIRA
Administração: ERICA MONTANHEIRO E MATEUS MONTEIRO
Assessoria de Imprensa e mídias sociais: Pombo Correio
Consultoria de Biossegurança: Global Risk Solutions
Realização: LOLITA & LA GRANGE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Em parceria com SM ARTE & CULTURA
Agradecimentos: Alexandre Galindo, Alícia Peres,CIA da Revista,Oficina Cultural Oswald de Andrade, Teatro de Contêiner Mugunzá
Músicas
Chiquinha Gonzaga
“A Dama de Ouros”
“Atraente”
“Bijou”
“Plangente”
“Bionne”
“Lua Branca”
“O Corte na Roça”
“Ó Abre Alas”
ENSAIO PARA O FIM
(uma peça-filme para novos tempos)
Sinopse
Em um país qualquer, em um tempo qualquer, uma guerra biológica toma conta do país. Vozes, delírios e sonhos premonitórios tomam conta das cabeças e corpos dessas personagens em um tempo dominado pelo horror. O general Macbeth e sua parceira de combate Banquo retornam da guerra. Malcom, a filha do Rei Duncan, retorna de uma viagem ao exterior pronta para a reconstrução da terra arrasada. Lady Macbeth, enquanto aguarda o retorno de seu companheiro, a partir do conhecimento destas vozes que prevêem uma possibilidade de futuro, ela mergulha em um delírio obsceno de grandeza que vai corromper as estruturas de poder. Porém, esse é o início de uma queda vertiginosa de um mundo que precisa morrer.
Ficha técnica:
Concepção e idealização: ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Elenco: GABI COSTA, MARIÁ GUEDES, DIEGO LIMA, GERALDO MÁRIO, ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Participações: EVAS CARRETERO, MAGALI FLORES E VITOR JULIAN
Roteiro (a partir da obra Macbeth, de Shakespeare): ERICA MONTANHEIRO E ERIC LENATE
Direção: ERICA MONTANHEIRO E JULIA RUFINO
Direção de Arte: KLEBER MONTANHEIRO
Direção de set e assistência de direção: ANA ELISA MATTOS
Trilha Sonora: MARCO FRANÇA
Figurinos e projeto gráfico: KLEBER MONTANHEIRO
Direção de Fotografia | Câmera: JULIA RUFINO
Iluminação: GABRIELE SOUZA
Visagismo: LOUISE HELÈNE
Assistência de direção: VÍTOR JULIAN E GUILHERME CONRADO
Assistente de direção de arte e figurino: MARCOS VALADÃO
Montagem e Colorização: JULIA RUFINO
Edição de Som e Mixagem: DANIELE DANTAS
Captação de som direto: ERIC VERÍSSIMO
Assistente de iluminação: DIEGO F. F. SOARES
Cenotécnicos: EVAS CARRETERO E RAFAEL BOESI
Assistência cenotécnica: SÉRGIO MESSIAS
Direção de produção: SELENE MARINHO
Produção executiva: MARCELA HORTA
Assistente de produção: DANIELLE ZIPPERER
Produção catering: AUGUSTO VIEIRA
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Pombo Correio
Fotos: LEEKYUNG KIM
Consultoria de Biossegurança: Global Risk Solutions
Administração: ERICA MONTANHEIRO E MATEUS MONTEIRO
Realização: LOLITA & LA GRANGE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Em parceria com SM ARTE & CULTURA
Agradecimentos: Alexandre Galindo, Alexandre Gonzalez,Alícia Peres, Camilla Flores, CIA da Revista, Cidy Campos, Gustavo Marques, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Rodrigo Florentino, Teatro de Contêiner Mugunzá e Valdir Rivaben
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/Rainha_1.png7201280pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-11 15:23:452022-02-11 15:23:45De Como uma Certa Rainha Tirana
Com concepção e idealização de Erica Montanheiro e Eric Lenate, duas peças-filmes sobre tirania e sede de poder fazem exibições ao vivo na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Cineclube
De como uma certa Rainha governava o Reino-dos-sem-cabeças
12/03 – 15h
Ensaio para o Fim 12/03 – 17h
Foto acima – Ensaio para o Fim.
Foto abaixo – De como uma certa rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças
Durante a pandemia, os criadores, atores e diretores Erica Montanheiro e Eric Lenate idealizaram e conceberam duas peças-filmes, uma para o público infantil (e todas as idades) e outra para o público adulto.
A partir de uma reconstrução dramatúrgica livremente inspirada no texto de Shakespeare, ENSAIO PARA O FIM (uma peça-filme para novos tempos) tem roteiro de Erica Montanheiro e Eric Lenate, direção de Erica Montanheiro e Julia Rufino e elenco composto por Gabi Costa, Mariá Guedes, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate.
Escrita por Erica Montanheiro, De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças – uma farsa nonsense para qualquer idade em versão peça-filme – é destinada para crianças, mas não apenas a elas. A direção é de Eric Lenate e o elenco é composto por Luciana Ramanzini, Diego Lima, Geraldo Mário, Erica Montanheiro e Eric Lenate.
De como uma certa Rainha tirana governava o Reino-dos-sem-cabeças – uma farsa nonsense para qualquer idade em versão peça-filme
Sinopse
A população do Reino-das-Cabeças-Pensantes é acometida por uma epidemia e os cidadãos e cidadãs passam a perder suas cabeças – que descolam do pescoço e saem quicando pelo Reino. A Rainha do Reino tenta investigar as causas da epidemia, sem sucesso. Porém, durante o levantamento do número de pessoas atingidas, ela percebe que as mulheres são muito mais atingidas pela doença do que os homens. Diante desta injustiça, sua cabeça precisa operar certas modificações em seu olhar para o mundo. Ela decide, então, procurar ajuda e vai visitar uma mulher misteriosa que poderá salvar o Reino.
FICHA TÉCNICA
Concepção e idealização: ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Elenco: LUCIANA RAMANZINI, DIEGO LIMA, GERALDO MÁRIO, ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Texto: ERICA MONTANHEIRO
Direção: ERIC LENATE
Direção De Fotografia: JULIA RUFINO
Arquitetura cênica, adereços e trilha sonora: ERIC LENATE
Figurinos e projeto gráfico: KLEBER MONTANHEIRO
Iluminação: GABRIELE SOUZA
IlustraçõesArte gráfica: VITOR GRIZZO
Visagismo: LOUISE HELÈNE
Assistência de direção: ANA ELISA MATTOS, VÍTOR JULIAN e GUILHERME CONRADO
Assistente de figurino: MARCOS VALADÃO
Montagem e Colorização: JULIA RUFINO
Edição de Som e Mixagem: CAUÊ BRAVIM
Captação de som direto: ERIC VERÍSSIMO
Assistente de iluminação: DIEGO F. F. SOARES
Cenotécnicos: EVAS CARRETERO e RAFAEL BOESI
Assistência cenotécnica: SÉRGIO MESSIAS
Direção de produção: SELENE MARINHO
Produção executiva: MARCELA HORTA
Assistente de produção: DANIELLE ZIPPERER
Foto: LEEKYUNG KIM
Produção catering: AUGUSTO VIEIRA
Administração: ERICA MONTANHEIRO E MATEUS MONTEIRO
Assessoria de Imprensa e mídias sociais: Pombo Correio
Consultoria de Biossegurança: Global Risk Solutions
Realização: LOLITA & LA GRANGE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Em parceria com SM ARTE & CULTURA
Agradecimentos: Alexandre Galindo, Alícia Peres,CIA da Revista,Oficina Cultural Oswald de Andrade, Teatro de Contêiner Mugunzá
Músicas
Chiquinha Gonzaga
“A Dama de Ouros”
“Atraente”
“Bijou”
“Plangente”
“Bionne”
“Lua Branca”
“O Corte na Roça”
“Ó Abre Alas”
ENSAIO PARA O FIM
(uma peça-filme para novos tempos)
Sinopse
Em um país qualquer, em um tempo qualquer, uma guerra biológica toma conta do país. Vozes, delírios e sonhos premonitórios tomam conta das cabeças e corpos dessas personagens em um tempo dominado pelo horror. O general Macbeth e sua parceira de combate Banquo retornam da guerra. Malcom, a filha do Rei Duncan, retorna de uma viagem ao exterior pronta para a reconstrução da terra arrasada. Lady Macbeth, enquanto aguarda o retorno de seu companheiro, a partir do conhecimento destas vozes que prevêem uma possibilidade de futuro, ela mergulha em um delírio obsceno de grandeza que vai corromper as estruturas de poder. Porém, esse é o início de uma queda vertiginosa de um mundo que precisa morrer.
Ficha técnica:
Concepção e idealização: ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Elenco: GABI COSTA, MARIÁ GUEDES, DIEGO LIMA, GERALDO MÁRIO, ERICA MONTANHEIRO e ERIC LENATE
Participações: EVAS CARRETERO, MAGALI FLORES E VITOR JULIAN
Roteiro (a partir da obra Macbeth, de Shakespeare): ERICA MONTANHEIRO E ERIC LENATE
Direção: ERICA MONTANHEIRO E JULIA RUFINO
Direção de Arte: KLEBER MONTANHEIRO
Direção de set e assistência de direção: ANA ELISA MATTOS
Trilha Sonora: MARCO FRANÇA
Figurinos e projeto gráfico: KLEBER MONTANHEIRO
Direção de Fotografia | Câmera: JULIA RUFINO
Iluminação: GABRIELE SOUZA
Visagismo: LOUISE HELÈNE
Assistência de direção: VÍTOR JULIAN E GUILHERME CONRADO
Assistente de direção de arte e figurino: MARCOS VALADÃO
Montagem e Colorização: JULIA RUFINO
Edição de Som e Mixagem: DANIELE DANTAS
Captação de som direto: ERIC VERÍSSIMO
Assistente de iluminação: DIEGO F. F. SOARES
Cenotécnicos: EVAS CARRETERO E RAFAEL BOESI
Assistência cenotécnica: SÉRGIO MESSIAS
Direção de produção: SELENE MARINHO
Produção executiva: MARCELA HORTA
Assistente de produção: DANIELLE ZIPPERER
Produção catering: AUGUSTO VIEIRA
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Pombo Correio
Fotos: LEEKYUNG KIM
Consultoria de Biossegurança: Global Risk Solutions
Administração: ERICA MONTANHEIRO E MATEUS MONTEIRO
Realização: LOLITA & LA GRANGE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Em parceria com SM ARTE & CULTURA
Agradecimentos: Alexandre Galindo, Alexandre Gonzalez,Alícia Peres, Camilla Flores, CIA da Revista, Cidy Campos, Gustavo Marques, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Rodrigo Florentino, Teatro de Contêiner Mugunzá e Valdir Rivaben
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/Ensaio-Para-o-Fim01.png6981230pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-11 15:21:242022-02-11 15:21:24Ensaio para o Fim
Versão musical de “A Hora da Estrela” protagonizada por Laila Garin está em cartaz no Sesc Santana
A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa tem no elenco Laila Garin, Claudia Ventura e Claudio Gabriel. Direção e adaptação de André Paes Leme, direção musical de Marcelo Caldi e trilha original de Chico César
Musical A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa chega a São Paulo no palco do Teatro do Sesc Santana para temporada que vai até dia 27 de fevereiro de 2022. O espetáculo tem adaptação e direção de André Paes Leme, canções especialmente compostas por Chico César e direção musical e arranjos de Marcelo Caldi. Laila Garin é Macabéa, a mítica protagonista do aclamado romance, ao lado de Claudia Ventura e Claudio Gabriel.
A idealização e produção do projeto é de Andréa Alves, da Sarau Agência, responsável por espetáculos como ‘Elza’, ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ‘Sísifo’ e ‘Macunaíma’. O projeto é apresentado pela BB Seguros e patrocinado pelo Banco do Brasil, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
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Em 2020, ano do centenário de Clarice Lispector (1920-1977), uma de suas obras mais emblemáticas ganhou uma versão musical para os palcos, absolutamente original. Após estrear no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro em março, “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa” teve a sua temporada interrompida pela pandemia do Covid-19. Após a pausa, o espetáculo retornou para uma temporada híbrida, entre maio e junho desse ano, seguindo todos os protocolos e lotação limitada, passando também pelo CCBB Brasília e CCBB BH.
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Além da temporada, no dia 28 de janeiro será lançado o single Vermelho Esperança – música tema do espetáculo. O single é uma versão especial, cantada por Chico César e Laila Garin. E, no fim da temporada, o álbum O Canto de Macabéa ou a Hora da Estrela (Chico César e Laila Garin) com as canções da peça também será lançado nas plataformas digitais.
Laila Garin e Chico César na capa do single “Vermelho Esperança” Foto de Nana Moraes
“O romance veio para minha estante através da minha professora, que por coincidência se chamava Laila. Ainda no percurso de “Gota D`Água”, tive a ideia de propor o projeto para a LailaGarin protagonizar, com a direção do André, que é meu parceiro teatral há 30 anos, e as músicas do Chico César, que tinha feito as canções originais do Suassuna. Essa rede afetiva e a descoberta do centenário foram os motivos perfeitos para dar mais potência ao projeto”, explica Andréa.
“A Hora da Estrela” foi o último livro escrito por Clarice, que faleceu pouco tempo após o seu lançamento. Suas páginas narram a saga de Macabéa, imigrante nordestina cuja vida no Rio de Janeiro é marcada pela ausência de afeto e poesia. Vista pela sociedade como uma mulher desprovida de qualquer atrativo, ela se contenta com uma existência medíocre: ganha menos do que um salário, divide um quarto com quatro pessoas, sofre com um chefe rigoroso e não atrai a atenção de ninguém.
Na obra literária, tal história é contada por um escritor, que vê Macabéa na rua e resolve narrar a vida de uma pessoa tão invisível, comum e sem brilho, em um exercício de alteridade. Para esta nova versão teatral, André Paes Leme propõe uma inversão e essa figura do escritor se transforma em uma atriz. Desta forma, Laila Garin tem o desafio de se alternar entre a Macabéa e a Atriz, que não somente narra, mas também comenta e lança uma série de questões ao longo da encenação.
“O trabalho de adaptação não é de reescrever o texto. É o trabalho de transportar o universo sem estar aprisionado a qualquer palavra, através da edição e deslocamentos de episódios. Houve também a recondução dos textos do escritor para a atriz”, conta o diretor, que tem longa experiência na transcrição de livros para o palco, no que se convencionou chamar de ‘romance em cena’. Seguindo essa tradição, ele não somente faz uso de diálogos, mas coloca os atores como narradores, enquanto contracenam, fazendo uso de frases na íntegra do livro original.
André Paes Leme, que já assinou elogiadas adaptações de Guimarães Rosa (‘A Hora e Vez de Augusto Matraga’) e Nelson Rodrigues (‘Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados’), teve ainda a parceria de Chico César no processo de criação. As músicas pontuam toda a dramaturgia e aparecem para ilustrar o estado emocional e o interior de cada personagem. Ao longo da montagem, as canções servem ainda para detalhar algum acontecimento e também para tirar as personagens do sofrido estágio em que se encontram, trazendo alguma fantasia para existências tão opacas.
Chico César vem de outra experiência bem-sucedida, ao ter a literatura como base de uma criação musical para teatro. Em 2017, ele assinou a trilha de ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ao lado da Cia. Barca dos Corações Partidos. A experiência rendeu uma série de prêmios e indicações, inclusive ao Prêmio da Música Brasileira pelo álbum. ‘A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa’ vai trazer mais um conjunto de canções inéditas do compositor, com trechos musicados do próprio livro e criações livres, com base no original de Clarice Lispector.
O espetáculo marca ainda a primeira vez em que Laila Garin atua em um espetáculo de composições inéditas, produzidas ao longo do processo de ensaios. Após ser recordistas de premiações por seu trabalho em ‘Elis – A Musical’ e ‘Gota D’Água [a seco]’, Laila foi dirigida pela lendária Ariane Mnouckine em ‘As Comadres’, no início de 2019. Enquanto segue com uma série de projetos de TV, Laila se consagrou na última década como uma das grandes vozes do teatro musical brasileiro.
“Interpretar a Macabéa, as canções de Chico e ser dirigida por André já seriam motivos mais do que especiais para estar em cena. Mas fazer “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa” vai além, é um espetáculo que diz exatamente o que queremos falar neste momento. Estar em cena também como a Atriz é uma afirmação deste ato poético e político que é o teatro. É um grito de indignação com muita poesia, lutando com as armas que temos. “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa” fala das pessoas supostamente invisíveis, fala de solidariedade, de olhar para o outro com afeto. Além de tudo, é uma peça sobre esperança”, analisa Laila.
O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil e da BB Seguros.
FICHA TÉCNICA – A HORA DA ESTRELA OU O CANTO DE MACABÉA
Da obra de Clarice Lispector /
Adaptação e Direção: André Paes Leme
Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves
Música: Canção Original: Chico César
Direção Musical e arranjos: Marcelo Caldi
Com Claudia Ventura, Laila Garin e Cláudio Gabriel
Atores alternantes: Juliana Linhares e Renato Luciano
Músicos: Ajurinã Zwang, Gabriel Gabriel, Pedro Aune e Pedro Franco
Diretor Assistente: Anderson Aragón
Figurinos: Kika Lopes
Cenário: André Cortez
Iluminação: Renato Machado
Design de som: Gabriel D’Angelo
Preparação Corporal: Toni Rodrigues
Assistente de figurino: Sassá Magalhães
Assistente de cenografia: Tuca Mariana
Assistente de preparação Corporal: Monique Ottati
Coordenação de Produção: Rafael Lydio
Produção Executiva: Raphael Baêta
Assistente de Produção: Paulo Farias
Produção: Sarau Agência e Ágapa Criação e Produção Cultural
Produção local SP: Flavia Primo
Assessoria de imprensa SP: Pombo Correio
Patrocínio: BB Seguros
Realização: Ágapa Criação e Produção Cultural
Projeto Gráfico: Beto Martins
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A produção adotou todas as medidas previstas na legislação para enfrentamento à disseminação da COVID-19, de forma a zelar pela saúde de toda a equipe contratada e permitir o exercício da profissão com segurança, antes e durante a realização do espetáculo.
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A HORA DA ESTRELA OU O CANTO DE MACABÉA
Classificação: 16 anos – Duração: 90 minutos
Data/Horário: 4 a 27 de fevereiro de 2022 (sextas e sábados às 21h; domingos às 18h) Haverá uma sessão extra na sexta-feira 18/02 às 16h)
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/01/A-Hora-da-Estrela-por-Daniel-Barboza-5842.jpg428644pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-01-25 09:05:292022-01-25 09:05:29A Hora da Estrela
O romance Misery – Louca Obsessão, escrito nos anos 1980 pelo autor norte-americano Stephen King, um dos autores mais traduzidos e adaptados para o cinema e teatro no mundo inteiro, ganhou versão para o cinema assinada por William Goldman. Traduzida e adaptada para o português por Claudia Souto e Wendell Bendelack, Misery ganha montagem cênica que chega ao Teatro Porto Seguro. A produção e realização é de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções.
A peça conta a história de Paul Sheldon (Marcello Airoldi), um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). A simpática senhorita é também uma leitora voraz de sua obra e se autointitula principal fã do autor.
Misery teve duas outras montagens nacionais para o teatro: a primeira, de 1994, chamava-se Obsessão, foi dirigida por Eric Nielsen e tinha como o casal protagonista Débora Duarte e Edwin Luisi. Em 2005 foi a vez de Marisa Orth e Luís Gustavo interpretarem a peça sob direção do espanhol Ricard Reguant.
A montagem de Lenate, no entanto, é a primeira adaptação direta do texto de William Goldman. Entre as versões internacionais, destacam-se a montagem da Broadway protagonizada por Bruce Willis e Laurie Metcalf em 2015 (por sua interpretação, Laurie foi nomeada para o Tony Award de Melhor Atriz de Teatro) e a versão mexicana de 2011, que conta com o renomado ator Demián Alcázar e Itatí Cantoral. Ao todo, Misery já foi montado para o teatro em dez países.
No cinema, uma versão de 1990 tornou-se uma das adaptações mais conhecidas a partir da obra de King e consagrou-se como sua terceira maior bilheteria, atrás apenas de The Green Mile e 1408. Kathy Bates ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz por sua performance. O filme teve direção de Rob Reiner e James Caan interpretou Paul Sheldon.
A MONTAGEM
Misery já foi adaptado para o teatro a partir do roteiro de Goldman em dez países, entre eles Alemanha, Áustria, Nova Zelândia e Canadá.
A nova montagem brasileira traz um olhar contemporâneo para essa obra. “A personagem da enfermeira Annie Wilkes, obcecada pelo escritor Paul Sheldon, sempre foi retratada no teatro e no cinema de forma estereotipada, como louca e histérica, enquanto Paul ocupava sempre o papel de vítima. Procuramos nesta montagem trazer uma Annie mais esférica, olhar para dentro dela e ampliar as possíveis leituras desta obra para além daquela que coloca o gênero feminino no lugar da instabilidade trágicaque precisa ser comandada pelo masculino” comenta o diretor Eric Lenate.
Lenate, que também assina a arquitetura cênica e os adereços, optou por um cenário circular, que esconde algumas partes sempre que mostra outras, uma transformação cênica que causa uma certa sensação de ilusão de ótica no público, tudo isso com o auxílio do desenho de luz de Aline Santini, figurinos e visagismo de Leopoldo Pacheco e Carol Badra, trilha sonora, sonoplastia e engenharia de som de L. P. Daniel e direção audiovisual de Júlia Rufino.
A direção de produção desta montagem é de Bruna Dornellas e Wesley Telles e a assistência de direção é de Mariana Leme.
Este espetáculo é patrocinado pela ArcelorMittal e Porto Seguro através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo.
SINOPSE
Após sofrer um grave acidente de carro, o famoso escritor Paul Sheldon, conhecido pela série de best-seller sobre a personagem Misery Chastain, é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes. Autointitulada a principal fã do autor, Annie se revolta com o desfecho trágico da personagem Misery descoberto em um manuscrito de Sheldon e o submete a uma série de torturas e ameaças.
FICHA TÉCNICA
Texto Original: Stephen King. Dramaturgia: William Goldman. Tradução/Adaptação: Claudia Souto e Wendell Bendelack. Elenco: Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo. Direção Artística: Eric Lenate. Direção De Produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles. Desenho De Luz: Aline Santini. Arquitetura Cênica e Adereços: Eric Lenate. Figurinos: Leopoldo Pacheco e Carol Badra. Visagismo: Leopoldo Pacheco. Assistente de Figurino e Visagismo: Bruna Recchia. Trilha Sonora, Sonoplastia e Engenharia De Som: L. P. Daniel. Direção Audiovisual: Júlia Rufino. Assistente de Iluminação: Vinicius Andrade Direção de arte projeções: Sylvain Barré Fotos: Leekyung Kim. Criação da Arte: Leticia Andrade. Assistência de Direção: Mariana Leme. Stand in: Juliana Mesquita. Produtor Assistente: Tiago Higa Assistência de Desenho de Luz e Operação Técnica: Clara Caramez. Assistência de Engenharia de Som e Operação Técnica: Rodrigo Florentino. Assistência de Vídeos e Operação Técnica: Vj Alexandre Gonzalez. Direção Cenotécnica: Evas Carretero e Rafael Boesi. Serralheria: José da Hora. Designer Gráfico: JLStudio. Mídias Sociais: Agência Taga. Coordenação Administrativa: Letícia Napole. Assessoria Jurídica: PMBM Advocacia. Assessoria Contábil: Leucimar Martins. Gestão de Patrocínio: Mina Cultural Consultoria. Marketing Cultural e Assessoria de Mídia: R+Marketing. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Apresentado Por: Ministério do Turismo. Patrocínio: ArcelorMittal e Porto Seguro. Produtor Associado: WB Entretenimento Realização: WB Produções.
Produção original da Broadway produzida pela Warner Bros. Theatre Ventures em associação com Castle Rock Entertainment, Liz Glotzer, Mark Kaufman, Martin Shafer e Raymond Wu.
Estreia mundial produzida em Bucks County Playhouse, New Hope, PA Jed Bernstein, diretor de produção.
MISERY
Estreia dia 4 de fevereiro de 2022 no Teatro Porto Seguro em São Paulo (SP).
Temporada até 27 de março de 2022
Sexta a domingo (sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h)
As sessões aos domingos contam com intérprete de Libras
Ingressos: Plateia: R$ 80 / Frisas e balcão: R$ 60
Classificação: 14 anos
Duração: 150 minutos
Gênero: Suspense
TEATRO PORTO SEGURO
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700
Bilheteria:
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Estapar R$ 20,00 (self parking) – Clientes Porto Seguro têm desconto.
Para acessar o Teatro Porto Seguro, será necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 original ou digital (disponível nas plataformas ConectSUS, e-SaúdeSP e Poupatempo), conforme os protocolos das autoridades sanitárias. Além disso, é obrigatório o uso de máscaras antes, durante e após o espetáculo.
Os Filhos, solos dialogantes escritos e interpretados por Anna Toledo e Zé Henrique de Paula, está em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental
Dois filhos sem respostas para perguntas que não foram feitas, assombrados por palavras que não foram ditas; dois filhos que precisam compreender seus pais para reconhecerem a si mesmos. Dois monólogos que dialogam, ou ainda, que se irmanam
Escritos na primeira pessoa, em tom confessional, por Zé Henrique de Paula e Anna Toledo, e interpretados pelos próprios autores, estes monólogos revelam microcosmos fascinantes e distintos, que surpreendem por tratar do mesmo tema – a relação com o pai – com tamanha riqueza de contrastes. Como se um fosse o negativo do outro, um relato revela o outro sob nova perspectiva e ilumina os pontos convergentes.
“No fim, e principalmente nos tempos de isolamento em que vivemos, é sobre amor que estamos falando”, comentam os autores.
Fragmentos Caninos é o texto escrito e interpretado por Anna Toledo. Nele, uma mulher reúne fragmentos de lembranças para reconstruir memórias da infância num período traumático de sua vida, quando seu pai vivia na clandestinidade. Cacos que se juntam em partes, mas não formam mais uma imagem nítida, partes de histórias que pedem para ser apenas aceitas, se não compreendidas.
Lata Velha Coração de Papel, escrito e interpretado por Zé Henrique de Paula, traz um homem que relembra o relacionamento com o seu pai através dos carros que passaram pela sua família. De cada carro, nasce uma lembrança que suscita muitas outras, como um novelo com muitas pontas, ora desvelando sentimentos emaranhados, ora recriando novas tramas de memória e sensações.
Sobre Anna Toledo
Natural de Curitiba, PR, cursou Artes Cênicas na PUC – PR. Formada no curso profissionalizante de Música na Escola de Música de Brasília. Graduada em Canto Lírico pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Bolsista em Vocal Performance na Berklee School of Music (Boston – EUA). Em seu currículo teatral destacam-se Dogville, Vingança, Chet Baker – Apenas Um Sopro, Lembro Todo Dia de Você, A Ópera dos Três Vinténs e os musicais A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera, My Fair Lady, A Noviça Rebelde, Godspell, entre outros.
Sobre Zé Henrique de Paula
Diretor teatral, ator, cenógrafo e figurinista, além de diretor artístico do Núcleo Experimental. Vencedor dos prêmios Shell, APCA, Reverência, Bibi Ferreira e Aplauso Brasil, dirigiu recentemente Um panorama visto da ponte, Dogville, 1984, Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812, Lembro todo dia de você e Urinal, o musical. Arquiteto pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Artes Cênicas pela ECA-USP, recebeu o título de Mestre em Direção Teatral pela University of Essex e cursou Figurino na University of the Arts, ambas em Londres.
FICHA TÉCNICA
Texto: Anna Toledo e Zé Henrique de Paula
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção audiovisual: Murilo Alvesso
Direção musical: Fernanda Maia
Preparação de atores: Inês Aranha
Assistente de direção: Rodrigo Caetano
Cenografia: Cesar Costa
Figurinos: Anna Toledo e Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Trilha original: Fernanda Maia
Mixagem e masterização: João Baracho
Design gráfico: Rodrigo Burgese
Câmeras: Murilo Alvesso e Jorge Yuri
Produção executiva: Laura Sciulli
Fotos: Caio Gallucci e Murilo Alvesso
Redes sociais: Jacque Plensack e Cris Bordinhão
Serviço
Temporada presencial: de 04 de fevereiro a 06 de março de 2022
Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637
Companhia Empório de Teatro Sortido comemora 10 anos de existência com mostra gratuita dividida entre espetáculos, leituras encenadas e encontros
Festival comemorativo começou 27 de janeiro e vai até 13 de março.
A mostra ocupa o Teatro da USP – TUSP com apresentações dos espetáculos Ãrrã, Os Arqueólogos, Não Nem Nada e Chorume, de Vinicius Calderoni. No mesmo teatro acontecem as leituras encenadas das peças Cambaio [a seco], O Convidado Surpresa, Gotas D´água Sobre Pedras Escaldantes, Um Bonde Chamado Desejo e Jaqueline.
Fundada em 2010 por Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, a companhia Empório de Teatro Sortido sempre se propôs a duas fortes linhas de atuação: a produção de dramaturgia original brasileira e a recriação de textos clássicos.
Uma intensa trajetória que se desenhou desde então. Foram 10 espetáculos de grande impacto e resultado quantitativo junto ao público, enorme repercussão crítica e conquista dos mais importantes prêmios do país – entre eles APCA, Shell, APTR e Aplauso Brasil, somando 14 troféus e outras indicações.
Para celebrar estes dez anos de atividade completados em 2020, em meio à pandemia, é que surge a MOSTRA EMPÓRIO DE TEATRO SORTIDO 10 ANOS. Tendo como base os 10 espetáculos do repertório da companhia, a ocupação tem dois eixos: a apresentação de 5 espetáculos do repertório e a leitura encenada de outros cinco textos – além de uma aula espetáculo de encerramento a partir de um texto inédito de Rafael e Vinicius.
Os 5 espetáculos reapresentados são: Música para cortar os pulsos, de Rafael Gomes (de 14 a 16 de janeiro: Teatro Paulo Eiró; de 21 a 23 de janeiro: Teatro Arthur de Azevedo); a partir do dia 27 de janeiro, a Mostra passa a ocupar o Teatro da USP – TUSP, apresentando quatro textos de Vinicius Calderoni: Ãrrã (de 27 de janeiro a 06 de fevereiro, quinta a domingo); Os arqueólogos (de 02 a 23 de fevereiro, quartas-feiras); Não nem nada (de 10 a 20 de fevereiro, de quinta a domingo) e Chorume (de 03 a 13 de março, de quinta a domingo). (Não por acaso, todas dramaturgias originais dos autores fundadores da Cia.).
As cinco leituras encenadas serão realizadas aos sábados de tarde, durante a ocupação no Teatro da USP – TUSP, contempla os outro cinco espetáculos encenados pela Empório de Teatro Sortido: Jacqueline, de Rafael Gomes; Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams; Gotas d’água sobre pedras Escaldantes, de Rainer Werner Fassbinder; O convidado surpresa, adaptação de Rafael Gomes para o romance de Gregoire Boilleur e Cambaio [a seco], de Adriana Falcão e João Falcão, com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo.
Por fim, no último sábado da ocupação, será a vez da apresentação de Egotripas, aula espetáculo criada e protagonizada por Rafael Gomes e Vinicius Calderoni que repassa, num formato de documentário cênico, com vasta liberdade autoficcional, os dez anos de trajetória da companhia e o sentido da pesquisa amalgamado com a reelaboração dramatúrgica da trajetória da amizade que deu origem à companhia.
Trata-se de uma mostra absolutamente inclusiva, com a totalidade das atividades gratuitas e a utilização de aparelhos ligados à prefeitura do município de São Paulo, de modo a abarcar a mais variada parcela da população.
Por fim, a dimensão reflexiva e pedagógica da Mostra, adensando seu caráter revisionista, comparece através de debates programados para ocorrer após as apresentações dos espetáculos, em cada um dos teatros visitados, compartilhando com o público algumas experiências e vivências dos processos de autores/encenadores e dos elencos das peças.
“Esta temporada é uma celebração da trajetória e, neste sentido, o fato de ser gratuita é fundamental para que ela circule entre novos e ampliados públicos”, comenta Rafael. Vinicius complementa: “A possibilidade de colocar lado a lado todas essas obras que aconteceram dispersas no tempo, faz com que a trajetória da companhia possa ser vista em perspectiva num contexto de panorama. Foi uma coisa com a qual sempre sonhamos e dá uma medida da nossa felicidade agora que o projeto se concretiza.” Eles arrematam: “esse panorama composto pelas cinco peças reencenadas e pelas outras cinco leituras (além da aula espetáculo de um novo texto inédito), dialogam não somente com o que se produziu de investigação teatral dentro de cada trabalho, e no escopo da soma dos trabalhos de nosso coletivo, mas também em termos de resposta ao espírito do tempo da contemporaneidade.”
A COMPANHIA
A produção da Empório de Teatro Sortido sempre foi inteiramente sediada na cidade de São Paulo, cenário humano e geográfico que deu não só guarida e impulso, mas também foi inspiração, motor e tema para o pensamento e a pesquisa artística desenvolvida. Operando como uma companhia com um núcleo fixo de autores-encenadores, Rafael Gomes e Vinícius Calderoni, a Empório de Teatro Sortido sempre acolheu parceiros constantes e colaboradores diversos, estabelecendo ponte e parceria com artistas de alguns dos mais importantes coletivos teatrais da cidade, entre os quais pode-se destacar: Cia Hiato, Velha Cia, Cia da Mentira, Cia Delas, 28 Patas Furiosas, Núcleo Experimental, Cia Simples e Grupo Pândega.
Circulando por festivais ou em temporadas próprias, as produções apresentaram-se em cerca de 40 cidades de diversos estados brasileiros, durante esses 10 anos de história. Cinco dos textos originais foram publicados por diferentes editoras (4 deles pela Cobogó e outro pela Leya) e receberam remontagens espalhadas pelo país (não por acaso, são as montagens dos cinco textos originais da Cia. que ora se apresentam como projeto de Circulação).
Peças como Música Para Cortar os Pulsos, Um Bonde Chamado Desejo, Os
Arqueólogos e a trilogia Placas Tectônicas (Não Nem Nada, Ãrrã e Chorume) consolidaram a Empório de Teatro Sortido como um selo artístico de espetáculos ao mesmo tempo sofisticados e populares, trabalhando com elencos numerosos e nomes consagrados das artes brasileiras.
Essa comprovada comunicabilidade, potencializada pela coesão narrativa e pelas dramaturgias em completa sintonia com o mundo contemporâneo e seus códigos de comunicação, sempre fizeram dos espetáculos da companhia fortes vetores de formação de público. Em especial Música Para Cortar os Pulsos, texto que funda a trajetória que agora completa uma década, tornou-se referência em teatro para jovens, abordando também questões da comunidade LGBTQ+. Para completar, o texto foi transformado em um filme longa-metragem, que teve lançamento nacional em 2020.
Depois da longa interrupção gerada pela pandemia, que impediu que a efeméride de dez anos de atividades completados em setembro de 2020 se realizasse na data correta, a celebração dos dez anos da Empório de Teatro Sortido finalmente encontra um ancoradouro em sua cidade sede, celebrando uma trajetória ainda recente no tempo, mas já plena de realizações artísticas e perspectivas futuras.
Sinopses dos espetáculos que serão encenados na mostra
Não Nem Nada
Em uma velocíssima gincana cênica, quatro intérpretes desdobram-se em dezenas de personagens para investigar assuntos caros aos nossos tempos, como a dificuldade de comunicação diante da profusão de estímulos, o bombardeamento de notícias, a dinâmica de funcionamento das redes sociais, o mundo das subcelebridades e a própria noção de percepção do tempo na contemporaneidade. Indicada ao Prêmio Shell SP 2014 de Melhor Autor (Vinicius Calderoni) e Melhor Atriz (Renata Gaspar).
Ãrrã
Quantas vezes o pensamento está no mesmo lugar onde se está de carne e osso? Que lugar o outro e a alteridade ocupa no nosso tempo? Em cena, os premiados Luciana Paes e Thiago Amaral lançam-se em diversas cenas, flutuantes no tempo e espaço para responder estas perguntas tão essenciais quanto fundadoras no espetáculo vencedor do Prêmio Shell de Melhor Autor (Vinicius Calderoni) em 2015.
Chorume
Todo tipo de matéria prima imprópria para o palco pode se tornar matéria prima dramatúrgica: o rótulo de uma água mineral, o folheto de um empreendimento imobiliário, frases jogadas fora coletadas nas conversas em uma praça, dedicatórias encontradas em livros empoeirados nos sebos. De posse desta premissa tão grandiosa quanto improvável, seis intérpretes buscam refletir sobre um momento histórico onde não se podemais diferenciar o que é construção daquilo que é ruína. Vencedor do Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Iluminação para Wagner Antônio.
Os Arqueólogos
Dois narradores transmitem – com linguagem que parodia os jargões de modalidades esportivas (como futebol, boxe e automobilismo) cenas corriqueiras que se passam na praça de uma grande cidade: um pai que ensina ao filho como fotografar com uma câmera analógica, um casal que discute na calçada, uma garota que conta quanto tempo cada pessoa demora para desfazer o sorriso do rosto depois que se despede de um conhecido, etc. Dois arqueólogos do futuro avaliam com rigor científico e frieza vestígios de uma estranha civilização: a nossa. Vencedor do Prêmio APCA na Categoria Melhor Autor (Vinicius Calderoni) e indicado ao Prêmio Shell na mesma categoria em 2016 e ao Prêmio APCA de Melhor Espetáculo.
Música para cortar os pulsos
Em dez cenas curtas, as histórias amorosas de três corações juvenis se desenrolam com a intensidade e ao som das músicas para cortar os pulsos. Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.
Serviço dos espetáculos que farão temporada no Teatro da USP – TUSP
ÃRRÃ – de 27 de janeiro a 06 de fevereiro, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Duração:70 minutos
Classificação: 12 anos TUSP: Rua Maria Antonia, 294, Consolação, SP – (Metrô Santa Cecília)
Telefone: (11) 3123.5223/5233
Lotação: 70 lugares
Grátis.
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
OS ARQUEÓLOGOS – de 02 a 23 de fevereiro, quartas às 21h
Duração: 50 minutos
Classificação Etária: Livre
TUSP: Rua Maria Antonia, 294, Consolação, SP – (Metrô Santa Cecília)
Telefone: (11) 3123.5223/5233
Lotação:70 lugares
Grátis.
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
NÃO NEM NADA – de 10 a 20 de fevereiro, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
TUSP: Rua Maria Antonia, 294, Consolação, SP – (Metrô Santa Cecília)
Telefone: (11) 3123.5223/5233
Lotação: 70 lugares
Grátis.
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
CHORUME – de 03 a 13 de março, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos
TUSP: Rua Maria Antonia, 294, Consolação, SP – (Metrô Santa Cecília)
Telefone: (11) 3123.5223/5233
Lotação: 70 lugares
Grátis.
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
Serviço Música para Cortar os Pulsos- Teatro Paulo Eiró e Arthur de Azevedo
MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS
Classificação:12 anos
Duração: 70 minutos
Dias 14, 15 e 16 de janeiro no Teatro Paulo Eiró
Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Teatro Paulo Eiró: Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro
Lotação: 600 lugares
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
Dias 21, 22 e 23 de janeiro no Teatro Arthur de Azevedo
Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Teatro Arthur de Azevedo: Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque.
Lotação: 349 lugares
Ingressos serão distribuídos 1h antes do início dos espetáculos.
FICHAS TÉCNICAS DOS ESPETÁCULOS
MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS (2010/2020)
Texto e direção: Rafael Gomes
Elenco: Fábio Lucindo, Bella Marcatti, Victor Mendes, Dom Capelari e Felipe Frazão.
Cenografia (montagem original): André Cortez
Iluminação (montagem original): Marisa Bentivegna
Figurino (remontagem): Melina Scheleder
ÃRRÃ (2015)
Texto e direção: Vinicius Calderoni
Elenco: Luciana Paes e Thiago Amaral
Assistência de direção: Guilherme Magon
Cenografia: Valentina Soares e Wagner Antônio
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Valentina Soares
Desenho de som e música original: Miguel Caldas
Direção de movimento: Fabrício Licursi
Direção de produção: César. Ramos e Gustavo Sanna/Complementar Produções
Prêmio Shell Melhor
OS ARQUEÓLOGOS (2016)
Texto: Vinicius Calderoni
Direção: Rafael Gomes
Elenco: Guilherme Magon, Vinicius Calderoni
Cenografia e Iluminação: Marisa Bentivegna
Figurinos: Daniel Infantini
Música original: Miguel Caldas
Direção de movimento: Fabrício Licursi
Direção de produção: César. Ramos e Gustavo Sanna/Complementar Produções
NÃO NEM NADA (2014)
Texto e direção: Vinicius Calderoni
Elenco: Geraldo Rodrigues, Mayara Constantino, Renata Gaspar e Victor Mendes
Co-direção: Rafael Gomes
Assistente de direção: Guilherme Magon
Cenografia: Valentina Soares e Wagner Antônio
Iluminação: Wagner Antônio e Robson Lima
Figurino: Valentina Soares
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Direção de Produção: César Ramos e Gustavo Sanna/Complementar Produções
Direção de Produção: César Ramos e Gustavo Sanna/Complementar Produções
Um Espetáculo Empório de Teatro Sortido
FICHAS TÉCNICAS e SERVIÇO DAS LEITURAS ENCENADAS
De 29/01 a 12/03 – Sábados às 18h
29 de janeiro: Jacqueline
05 de fevereiro: O Convidado Surpresa
12 de fevereiro: Gotas d’água Sobre Pedras Escaldantes
19 de fevereiro: Um Bonde Chamado Desejo
05 de março: Cambaio [a seco]
JACQUELINE (2016) – LEITURA ENCENADA
Texto e Direção: Rafael Gomes
Elenco: Natália Lage, Arieta Corrêa, Daniel Costa, Fabricio Licursi
O CONVIDADO SURPRESA (2014) – LEITURA ENCENADA
Texto: Rafael Gomes, a partir do romance de Grégoire Bouillier
Direção: Rafael Gomes
Elenco: Mayara Constantino e Thiago Ledier
GOTAS D’ÁGUA SOBRE PEDRAS ESCALDANTES (2014) – LEITURA ENCENADA
Texto: Rainer W. Fassbinder
Direção: Rafael Gomes
Elenco: Felipe Aidar, Gilda Nomacce, Luciano Chirolli, Nana Yazbek (aconfirmar)
Indicado ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Ator (Luciano Chirolli), Atriz (Gilda Nomacce) e Cenário (André Cortez).
UM BONDE CHAMADO DESEJO (2015) – LEITURA ENCENADA
Texto: Tennesse Williams
Direção: Rafael Gomes
Elenco: Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virginia Buckowski, Donizeti
Mazonas, Fernanda Castelo Branco, Fabricio Licursi e Marina Mathey
Vencedor do Prêmio Shell nas Categorias Direção (Rafael Gomes), Atriz (Maria Luisa Mendonça) e Cenário (André Cortez); Indicado ao Prêmio Shell de Melhor Figurino (Fause Haten)/ 2015.
Músicos: 5 a Seco (Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone,
Vinicius Calderoni) e Tatiana Parra
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/01/MPCOP_cena_01.jpg543750pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-01-20 11:46:382022-01-20 11:46:38Empório de Teatro Sortido