O Cordão da Mentira é um ato público que acontece no Primeiro de Abril nas ruas do centro de São Paulo para denunciar as violências do Estado contra a população marginalizada e os movimentos sociais em luta.
Desde 2012, sob a forma de desfil&scracho, o Cordão denuncia as torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados do passado e do presente. Nos últimos dez anos construiu diversos atos com os sobreviventes das violências perpetradas por este longo processo de (des)construção simbólica chamado Brasil, entre eles as populações indígenas e negras, os corpos das mulheres e dos transexuais, a vida operária, sem-terra e sem-teto: os condenados da terra.
Acreditamos que a luta do Cordão é um processo de resignificação dos espaços públicos – sobretudo em tempos sombrios como o nosso, com um ideário fascista cada vez mais presente. Através da força de seu samba, o Cordão procura construir um lugar onde as nossas tragédias ganhem expressão, em que o nosso canto ocupe as ruas.
Em 2022 o Cordão da Mentira comemora 10 anos e voltará a colocará o bloco na rua para lembrar os crimes de Estado do passado e do presente, destacando os 15 anos dos Crimes de Maio, a maior matança ocorrida após o processo de redemocratização e os 30 anos do Massacre do Carandiru, a maior carnificina prisional de nossa história. Estes dois acontecimentos marcaram a história do país e apontaram os limites do processo de redemocratização que então se construía.
Neste cenário, teremos a participação do Movimento Mães de Maio e de mães de vítimas de violência do Estado de Santos, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, além de familiares de mortos e desaparecidos da ditadura, lideranças indígenas (Sônia Ara Mirim e Casé Angatú), lideranças do Movimento Negro Unificado (MNU), Padre Júlio Lancelotti, MST, MTST, homenagem ao camarada Alípio Freire, grupos de teatro, sambistas do Cordão, Quilombaque e o Bloco Agora Vai.
Esta ação foi fomentada pelo projeto “O tempo somente é porque algo acontece e onde algo acontece, o tempo está” do grupo Folias d’Arte, contemplado na 36ª Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Decerto, o maior valor dessa luta é a solidariedade e a imaginação para transformar o que aí está. No 1º de abril de 2021, o Cordão da Mentira aconteceu de forma virtual. Criticamos o autoritarismo brasileiro, denunciamos os apoiadores da ditadura e os crimes do atual governo e tivemos a participação de Lirinha, Ailton Krenak, Mães de Maio, Padre Julio Lancellotti, Cecília Coimbra, Kiko Dinucci, Roberta Oliveira e muitos músicos, poetas, grupos de teatro, sambistas do Núcleo Cupinzeiro, Projeto Nosso Samba e Terreiro Grande, lideranças, pensadores e movimentos sociais. Em 2022, é a hora de botar o bloco na rua!
SERVIÇO
ATO: Verás que tudo é mentira. Os 10 anos do Cordão da Mentira.
Data: 01/04/2022, sexta
Horários: 16h – Concentração no Galpão do Folias
16h30 – Cortejo até o Theatro Municipal
17h – Esquentando os tamborins – Início do ato político e cultural
18h – Saída do desfil&scracho
Locais: 16h – Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília
17h – Theatro Municipal – Praça Ramos de Azevedo, s/n – República
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/03/Cordao-01.png10471661pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-03-29 15:28:062022-03-29 15:28:06Cordão da Mentira
Dando continuidade à pesquisa sobre fatos históricos de nosso país, que iniciou com o espetáculo História do Brasil, em 2019, a Cia Viradalata estreia a peça Modernistas, sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, com texto e direção de Alexandra Golik, no dia 26 de março de 2022 na sede da companhia, o Teatro Viradalata. O elenco é composto por Bebel Ribeiro, Diego Rodda, Joice Jane Teixeira, Marco Barretho e Rennata Airoldi.
A peça faz parte do projeto “Do Caos a Criação – um projeto artístico de sobrevivência”, contemplado pela 37ª Edição do Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo.
Sinopse Na peça os cinco atores se revezam para dar vida a Anita Malfati, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Mario de Andrade e outros personagens tão importantes para a realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Como um elemento de cena imprescindível, as projeções ajudam a apresentar tais personagens e suas obras, possibilitando ao público uma experiência enriquecedora e transformadora.
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O cenário e o figurino são assinados por Paula de Paoli e apresenta as simbólicas escadas do Theatro Municipal. As projeções também compõem o cenário e ajudam a ilustrar fatos históricos e seus personagens, contextualizando o momento histórico com clareza de detalhes. A iluminação criada por Fernando Sagas ambienta a entrada e saída dos artistas, ressaltando suas visões de mundo.
Como forma de democratizar o acesso à arte e a cultura, 20% dos ingressos serão distribuídos para escolas e instituições, além da transmissão on-line do espetáculo, podendo ser acessado gratuitamente de qualquer lugar do Brasil e do mundo.
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Sobre o texto e a direção, por Alexandra Golik.
A Semana de 1922 foi um marco histórico, não pelo que realmente representou, mas por aquilo a que se propôs. Mudar. Sim, mudar tudo. Seja preto ou branco, mudar. A maneira de se ver as coisas, as cores, a burguesia. Queriam mudar para não “emburrecerem”, para não “parnasianarem”. Esse era o sentido maior da Semana de 22, que foi feita com uma ruptura total, para uma ruptura real, como deu para se fazer. Mario de Andrade foi o grande mestre, o grande professor, o grande intelectual, o grande artista. Dava-se conta de que era “negro”? Não, acho que não. Estava preocupado em refazer o mundo, refazer todas as coisas, refazer a gramática, a forma de dizer, o modo como dizer as coisas. Por isso apoiava Anita Malfati, que apoiava Oswald de Andrade que apoiava Tarsila do Amaral que apoiava Brecheret que apoiava tantos outros… Foi uma semana de acontecimentos incríveis. Esses acontecimentos geraram outros acontecimentos, de poder, de artimanhas. Muitos políticos e mecenas se envolveram. Artistas como Villa Lobos também. Vamos reunir a todos, para que disso saia um “barulhinho bom”. Mas a questão das mulheres e dos negros não foi considerada como “o momento de se falar”. Não. Foi esquecida. Hoje não poderia ser. Hoje vivemos em tempos em que a Mulher e o Negro “são” as nossas condições. E é isso que esse trabalho foca: o negro, a mulher. Como partir para uma mudança na sociedade, uma ruptura real, sem nos colocarmos em “pé de igualdade”? Sem podermos ver o que foi feito na época, sem ser percebido, como se os efeitos que provocaram não fossem grandes, enormes, indizíveis? Como pudemos ficar “confortáveis” com isso? Como? Onde estávamos que não pudemos ver isso? Falaremos da Semana de 22, sem esquecer aquilo, que por hora, esquecemos. Aquilo que jamais, em nenhuma arte, em nenhum canto desse divino planeta, podemos esquecer.
Ficha técnica:
Texto e Direção: Alexandra Golik
Elenco: Bebel Ribeiro, Diego Rodda, Joice Jane Teixeira, Marco Barretho e Rennata Airoldi
Espetáculo que relata o desastre de Chernobyl faz apresentações gratuitas em Pindamonhangaba
O desespero de uma família que abandona tudo em meio ao caos de um acidente nuclear é narrado na peça da dramaturga francesa Florence Valéro. Equipe oferece, ainda, uma oficina com as atrizes do espetáculo
No dia 26 de abril de 1986 o mundo acompanhou com perplexidade as notícias de que uma explosão havia destruído o reator nuclear da usina de Chernobyl, próxima à cidade de Pripyat, na Ucrânia. Após o desastre, a região foi esvaziada e a população nunca mais pôde voltar, deixando suas casas, seus bens e, principalmente, suas histórias para trás. Essa é a tônica do espetáculo Chernobyl, que estreou em 2019 em São Paulo, foi sucesso de crítica e público e agora faz duas apresentações gratuitas em Pindamonhangaba, no Espaço Cultural Teatro Galpão, dias 25 e 26 de março às 20h.
O espetáculo foi escrito pela dramaturga francesa Florence Valéro, tem direção de Bruno Perillo e as atrizes Carolina Haddad (que também traduziu o texto), Joana Dória, Manuela Afonso e Nicole Cordery no elenco.
Será oferecida, ainda, a oficina “Construção cênica a partir de estímulos visuais e sonoros” com as atrizes do espetáculo. Inscrições via e-mail: chernobylpeca@gmail.com. O projeto contempla também apresentações nas cidades de Garça, Espírito Santo do Pinhal, Santos e São Bernardo do Campo. Todas as atividades são gratuitas.
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Sobre o espetáculo
O texto, capaz de inserir o público no centro dos acontecimentos, foi escrito em 2017 pela dramaturga francesa Florence Valéro, nascida no mesmo ano do acidente nuclear. “Profundamente agitada, saturada com informações sobre a catástrofe e suas precipitações, eu já não tinha gosto nenhum pelo naturalismo gélido e desejava recorrer à fábula para falar das raízes perdidas. Porque as vítimas de Chernobyl são exiladas, gente forçada a deixar suas casas, sem jamais revê-las. Imaginei de partida os porta-vozes do conto, pesquisadores da zona de exclusão, convivendo com os vestígios radioativos. O que eles têm para nos dizer? Eles vão nos contar a história de que personagens?”, provoca a autora que deu vida à história.
Desde o início, o espectador é apresentado à boneca Antonia, protagonista-narradora da trama, cujos olhos de vidro cor esmeralda veem tudo ao redor. Antonia tem consciência do que está acontecendo, porém, assim como os demais personagens inseridos na catástrofe, sente-se impotente e incapaz de agir frente ao horror do que se anuncia. A boneca, do mais fundo de seu ventre, “deseja, sofre e grita”, enquanto acompanha a dor de “sua família” no exílio forçado, no desamparo pelas autoridades, na vida que ficou e nunca mais voltará.
As atrizes revezam-se entre nove personagens que têm suas rotinas brutalmente alteradas pelo desastre nuclear. São pessoas comuns, famílias comuns, que poderiam ser descritas como vítimas de qualquer outro evento histórico de magnitude semelhante.
Extraindo beleza poética de um universo mergulhado no horror, Chernobyl reflete sobre as consequências da irrefreável sede humana por poder, lucro e supremacia, capaz de destruir pessoas, famílias, cidades e histórias.
Sinopse
No dia 26 de abril de 1986, à 1h23min58seg, uma série de explosões destruiu o reator e o prédio do quarto bloco da Central Elétrica Atômica de Chernobyl, próxima a cidade de Pripyat, na Ucrânia. Em meio ao caos, milhares de pessoas são obrigadas a deixar suas casas, abandonando seus bens e suas histórias. Uma boneca, Antonia, acompanha e compartilha o sofrimento de “sua família”: a menina Hanna, seu irmão Michael, a mãe Elena e o pai Igor, obrigados a enfrentar os efeitos devastadores do maior desastre nuclear da história.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Florence Valéro
(com excertos do livro “Vozes de Chernobyl”, de Svetlana Aleksiévitch inseridos por elenco e direção)
Tradução: Carolina Haddad
Direção: Bruno Perillo
Elenco: Carolina Haddad, Joana Dória, Manuela Afonso e Nicole Cordery
Trilha Sonora: Pedro Semeghini
Iluminação e Vídeo: Grissel Pinguillem
Cenário e Figurinos: Chris Aizner
Preparação Corporal: Marina Caron
Visagismo: Cristina Cavalcanti
Operação de Luz: Michelle Bezerra
Operação de Som: Alexandre Martins
Fotos do espetáculo: Guy Pichard e Felipe Cohen
Produção Executiva: Marcelo Leão
Produção: Anayan Moretto
Serviço – Chernobyl
Dias 25 e 26 de março de 2022, às 20h, no Espaço Cultural Teatro Galpão.
R. Jadir Figuera, 2750 – Jardim das Nações.
Ingressos gratuitos – devem ser retirados no local 1h antes.
Duração: 95 minutos Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
Oficina – Construção cênica a partir de estímulos visuais e sonoros
Sábado, dia 25, às 14h com as atrizes do espetáculo.
Coletivo Labirinto faz nova temporada gratuita do espetáculo MIRAR: QUANDO OS OLHOS SE LEVANTAM, com dramaturgia e direção de Jé Oliveira, no Teatro João Caetano
Depois de estrear recentemente, o espetáculo Mirar: Quando os Olhos Se Levantam faz uma nova temporada no Teatro João Caetano, entre os dias 12 e 22 de maio, com apresentaçõesde quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h. O texto e a direção são de Jé Oliveira e o elenco é formado por Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista).
O que pulsa a América Latina? É sobre esta pergunta que o Coletivo Labirinto tem se debruçado nesta etapa de sua viagem estético-política, buscando rotas cênicas no sentido da discussão, da reelaboração, da luta e do sentido da presença em nosso continente. Depois de uma série de trabalhos em que levou à cena textos elaborados no além das fronteiras brasileiras– passando por dramaturgias de Argentina, Uruguai e Chile, por exemplo – a mirada agora é para dentro, tentativas de se (auto) reconhecer nas palavras, limites, histórias, dores, cores e tremores deste corpo e chão comuns, que são nosso continente.
Sinopse:
Quatro caminhantes percorrem lugares e histórias da América Latina em uma espécie de busca-viagem por pertencimento. O espetáculo lança mão de expedientes contemporâneos para revelar o lastro da colonização, celebrar a potência da diversidade dos povos, e refletir aspectos contraditórios do nosso continente para mirar além das fronteiras.
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O espetáculo é parte do encerramento do projeto “Histórias de Nossa América”, contemplado pela 35ª edição da Lei de Fomento para a cidade de São Paulo. Dessa forma, carrega um lastro de pesquisa e criação assentado, marcadamente, pelo encontro e fricção da dramaturgia com e na cena contemporânea.
A palavra como fisgada para um horizonte im(possível), a poesia dramatúrgica brasileira no encontro com a ação e inação de cada dia. O objeto disparador deste processo criativo foi o livro Crônicas de Nuestra America, escrito por Augusto Boal e publicado em 1977. A obra reúne dez crônicas que versam sobre situações, ambiências e personagens tipicamente latino-americanas, observadas e colhidas pelo diretor e dramaturgo desde sua saída do Brasil, em 1971, reflexo do endurecimento da ditadura militar em nosso país. Em diálogo com o contexto e conteúdo da obra de Boal, o Coletivo Labirinto propôs, neste processo de criação, um passeio sobre as atuais crônicas deste continente tão cheio de saques históricos, personalidade e contradições. A América Latina da década de 1970 em contágio e contato com o ano de 2022.
Para esta jornada, o Coletivo encontrou na parceria com o diretor e dramaturgo Jé Oliveira uma potente interlocução acerca de debates e necessidades estéticas e sociais, desenvolvendo conjuntamente um esquema de trabalho fortemente colaborativo e sensivelmente político.
Em sala de ensaio, toda a equipe artística desenvolveu uma série de procedimentos improvisacionais e de composição cênica que levantaram temáticas, caminhos dramatúrgicos e de encenação. O resultado é um espetáculo que mistura códigos expressivos baseados na relação com o espaço poético, com a musicalidade e símbolos visuais latinos e com a palavra na fronteira entre a postura épica e a vocação lírica. Tudo isso com vistas ao encontro de uma América Latina viva, diversa, corajosa e, espera-se, um pouco mais real. Quatro artistas em cena, outros tantos na bagagem, e um desejo de lançar miradas mais adiante, mesmo que para dentro.
Desde sua fundação em 2013, o Coletivo Labirinto tem como pesquisa o olhar para as relações do sujeito com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea. Neste trabalho a noção de sujeito e dramaturgia se voltam para nós mesmos, brasileiras e brasileiros ensaiando uma viagem e uma investigação sobre o que é ser latino-americano. Apostando no tenso limiar entre a necessidade da denúncia e a carência do anúncio, o teatro é, mais do que nunca, um lugar de onde se vê.
Palavras do diretor e dramaturgo
“Partindo de provocações cênicas tendo como base, num primeiro momento, o livro “Crônicas de Nuestra América”, escrito por Augusto Boal no exílio em 1971, o processo criativo levantou cenas que buscassem um mapeamento de acontecimentos sínteses de uma relação verificável e sintomática do nosso modo de se portar no continente latino-americano. Alguns lugares da América do Sul nos conduzem geograficamente por encontros com pessoas reais e ficcionalizadas, na intenção de refletirmos acerca da nossa contraditória condição de potencialidades humanas e saques históricos, fruto da colonização e genocídio dos povos originários presentes em nosso continente. Em diálogo e como complemento destes primeiros expedientes, foram investigados também dispositivos contemporâneos que contivessem um poder de síntese capaz de auxiliar na explicitação dos nossos posicionamentos críticos perante os entendimentos e impasses da nossa atual situação artística, social e política. “MIRAR: QUANDO OS OLHOS SE LEVANTAM” busca, desta forma, reconhecer, integrar e efetivar, seja no campo do simbólico ou no campo concreto das possibilidades, um movimento de “tirar os olhos do Atlântico”, assim como quem busca contato, arribando as vistas, mirando e elaborando um gesto cênico de ação para a construção de um pertencimento mais efetivo. Vislumbramos e buscamos, com base nas proposições cênicas deste trabalho, uma possibilidade de futuro menos móvel e mais integrado com a potência dos povos que integram a nossa América Latina.” – Jé Oliveira.
O Coletivo Labirinto nasceu em 2013, no ano das emblemáticas manifestações políticas pelo preço do transporte público (e que logo em seguida se pasteurizam em reivindicações genéricas e pouco objetivas), e acompanhou a transformação dos processos sociais no Brasil que culminaram na deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, no avanço das pautas neoliberais e na discussão um tanto incerta sobre os rumos políticos do país.
O grupo pôde, com isso, perceber semelhanças entre essa trajetória e a de seus países vizinhos – com disputas políticas igualmente polarizadas, avanço de medidas econômicas similares e o crescimento de um pensamento conservador também assentado na moral. Dessas observações e vivências – no cotidiano e nas suas ações criativas -, conseguiu amadurecer a necessidade de entender-se como brasileiro e latino-americano, não uma coisa pela outra.
Ficha Técnica
Direção, Dramaturgia e Textos: Jé Oliveira
Artistas Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista)
Assistência de Direção: Éder Lopes
Interlocução Artística: Georgette Fadel e Wallyson Mota
Direção Musical: Maria Beraldo
Vídeos e Projeções: Laíza Dantas
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Éder Lopes
Texto Áudio: Abel Xavier e Jé Oliveira
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Designer Gráfico: Alexandre Caetano – Oré Design
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos: Mayra Azzi
Assistência de Produção: Luiza Moreira Salles
Produção Executiva: Coletivo Labirinto
Direção de Produção: Carol Vidotti
Serviço
Mirar – Quando os Olhos se Levantam, do Coletivo Labirinto
Temporada (presencial): 12 a 22 de maio
De quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h
Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes de cada sessão
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/03/Mirar.-Foto-Mayra-Azzi.jpg531796pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-03-13 19:08:462022-03-13 19:08:46Mirar: quando os olhos se levantam
Com tradução de Luis Marcio Arnaut e David Medeiros e adaptação de Nelson Baskerville e Luis Marcio Arnaut, versão de Anjo de Pedra, clássico de Tennessee Williams (1911 – 1983) estreia sob direção de Nelson Baskerville e produção de Rodrigo Velloni no Tucarena dia 19 de março de 2022.
O elenco é formado por Sara Antunes, Ricardo Gelli, Kiko Marques, Chris Couto, Carolina Borelli, Luiza Porto, Thomas Huszar e Selma Luchesi. Completam a ficha técnica Marcelo Pellegrini (música original), Chris Aizner (cenografia e pintura de arte), Wagner Freire (iluminação), Marichilene Artisevskis (figurino) e André Grynwask e Pri Argoud (direção de imagem).
“Anjo de Pedra” (Summer and Smoke) foi escrita pelo dramaturgo estadunidense Tennessee Williams logo após os grandes sucessos de bilheteria “À Margem da Vida” (The Glass Menagerie) e “Um Bonde Chamado Desejo” (A Streetcar Named Desire).
A obra também lançou a atriz estadunidense Geraldine Page (no papel de Alma Winemiller), ganhadora do Oscar pela versão cinematográfica, e garantiu a Tennessee Williams a tão sonhada estabilidade financeira. O autor é hoje um dos mais montados e premiados em todo mundo e sua produção conta com 32 peças curtas, 7 médias e 24 longas, assim como várias adaptações para o cinema e TV. No Brasil, Anjo de Pedra foi montada poucas vezes, entre elas, a montagem de Cacilda Becker, em 1950, e de Nathália Timberg, em 1960.
Sinopse
Verão de 1916. John está de férias da faculdade de medicina. Alma, sua vizinha, apaixonada desde criança por ele, tenta se aproximar. Ela é filha de um pastor anglicano, educada rigidamente, onde tudo é pecado, proibido ou imoral. Com pulsões sexuais reprimidas e comportamento excêntrico, não consegue se relacionar com outros rapazes. Ele, filho do médico da cidade, é uma espécie de playboy, ateu, não apegado a regras e moral, mulherengo e desleixado. O romance entre eles não se desenvolve. Ele acaba se envolvendo com uma moça mais jovem que Alma, porém mais aberta, educada sem a rigidez religiosa e conservadora. Resta para Alma, depois de não ser aceita pelo grande amor de sua vida, a decisão de um final trágico ou libertador.
O projeto desta nova montagem é um desejo antigo do diretor Nelson Baskerville, que convidou Rodrigo Velloni, seu amigo há 20 anos, para produzir a montagem. “Tenho uma história de amor com ‘Anjo de Pedra’ a montei algumas vezes no Teatro-Escola Célia Helena. Sempre preferi essa obra a outras mais famosas como ‘O Bonde Chamado Desejo’ e ‘À Margem da Vida’.”
“Em toda sua obra, Tennessee disseca a sociedade conservadora dos EUA e a influência desse pensamento sobre a vida das pessoas. Porém, em ‘Anjo de Pedra’ ele o faz de forma mais aguda e quase didática: Alma, a filha de um pastor anglicano é apaixonada desde criança pelo filho do médico da cidade, e através de alguns encontros ao longo da vida vamos percebendo um grande amor crescendo, junto com uma grande diferença comportamental. John é um jovem cheio de vida e a experimenta em toda sua potência, enquanto Alma implode seus desejos e é incapaz de demonstrá-los. Na genialidade de Williams conseguimos acompanhar a história em pelo menos duas camadas: no microcosmo, a impossibilidade de amor entre duas pessoas e, no macrocosmo, a tragédia que ocorre quando a religião (representada por Alma) tenta impor-se à ciência (representada por John)”.
“Esse espetáculo tornou-se imprescindível nos dias de hoje, em que alguns grupos tentaram desacreditar a ciência. Nos EUA de Tennessee, em 1916, onde a peça se passa, John luta para isolar o vírus da gripe espanhola que dizimou 50 milhões de mortos”, conclui Nelson.
Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa, e Fórmula Natural, apresentam:
“Anjo de Pedra”, de Tennessee Williams.
Direção:
Nelson Baskerville
Produção:
Rodrigo Velloni
FICHA TÉCNICA
Tradução:
Luis Marcio Arnaut
David Medeiros
Adaptação:
Nelson Baskerville
Luis Marcio Arnaut
Elenco:
Sara Antunes e Ricardo Gelli
Carolina Borelli
Luiza Porto
Thomas Huszar
Atrizes Convidadas: Chris Couto e Selma Luchesi
Ator Convidado: Kiko Marques
Assistente de Direção: Anna Zêpa
Música Original e Direção Musical: Marcelo Pellegrini
Cenografia: Chris Aizner
Iluminação: Wagner Freire
Figurino: Marichilene Artisevskis
Direção de Imagem: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Designer Gráfico: Ricardo Cammarota
Fotografia: Ronaldo Gutierrez
Produção Musical: Surdina
Pintura de Arte: Chris Aizner e Jones de Souza
Arte Gráfica Painel Cenográfico: Adriana Alvez
Tradução Cena Inicial (filme): Anna Zêpa
Versão espanhol “Bang Bang”: Carolina Borelli
Construtor Cenográfico / Esculturas: Cesar Rezende (Basquiat)
Cenotécnico / Cenário Aéreo: Alicio Silva
Costura: Judite Geronimo de Lima
Alfaiate: Ismail de Souza Mendes
Envelhecimento: Foquinha Cris
Montadores: Igor B. gomes e Cleiton Willy
Operador de Luz: Felipe Miranda
Operador de som e vídeo: Pedro Ricco
Contrarregra e Camareiro: Fábio Ollyver
Produção Executiva: Barbara Dib e Vitor Haruno
Assistentes de Produção: Adriana Souza, Swan Prado e Bruno Gonçalves
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Assessoria Jurídica: Martha Macruz de Sá
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Realização: Velloni Produções Artísticas
SERVIÇO
Tucarena
R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo
De 19 de março a 15 de maio de 2022
Sextas e sábados, às 21h. Domingos às 18h.
Ingressos: R$ 80
120 minutos
14 anos
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/03/A54A0160-Editar.jpg448672pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-03-13 19:05:212022-03-13 19:05:21Anjo de Pedra
Sabe aquela criança que não sai do celular? Que tal levá-la para conhecer o teatro e assistir a uma aventura mágica emocionante? A Turma da Floresta Viva é a primeira obra literária infantil de Augusto Cury – considerado o psiquiatra mais lido do mundo nas últimas duas décadas, com 35 milhões de livros em mais de 60 países.
A adaptação para o teatro foi feita pelo próprio Cury e a diretora Cristiane Natale e a produção é de Luciano Cardoso, da Applaus. A estreia da nova temporada, agora no Teatro Gazeta, acontece no domingo 12 de junho de 2022. O elenco é formado por Chico Neto, Rafael Sandoli, Rafael Procópio, Tamiris Mantovani, Tati Abrantes e Víctor Barros. A peça conta, ainda, com uma música original composta e interpretada ao vivo pelo elenco, da cantora indígena Cayarí.
Sobre o espetáculo
Os gêmeos Guto e Alice não gostam muito de estudar, vivem brigando, não sabem esperar e querem tudo na hora. Suas únicas atividades, além da escola, são jogos e redes sociais. Por consequência, desenvolvem também uma grande incapacidade de concentração. Esses são sintomas do mal do século: a ansiedade.
No entanto, as coisas mudam quando, de repente, começam a ouvir animais falantes e ficam muito intrigadas. Os tais bichos afirmam que elas são escolhidas como guardiãs para um desafio de proteger a natureza. Então, seus pais, preocupados com o comportamento estranho dos filhos, chamam o avô, o psiquiatra Dr. Augusto, para analisá-los.
Quando vovô e netos se encontram, um grande segredo é revelado: ele também é um escolhido! Juntos, encaram um desafio de visitar a perigosa e encantada Floresta Viva, no coração da misteriosa Região Amazônica.
Nessa aventura, além de serem sensibilizadas para a causa ambiental, as crianças descobrirão como controlar seus impulsos, encarar seus medos e aquietar suas mentes. Desvendando assim habilidades de gestão das emoções para salvar a Turma da Floresta Viva como guardiões da natureza.
Gênero: Infantil
Classificação: livre
Duração: 60 min
Ficha Técnica:
Adaptação: Augusto Cury e Cristiane Natale | Direção: Cristiane Natale e Guilherme Carrasco | Elenco: Chico Neto, Rafael Sandoli, Rafael Procópio, Tamiris Mantovani, Tati Abrantes e Víctor Barros | Direção Geral de Produção: Luciano Cardoso | Produção Executiva: Rafael Sandoli | Técnico de som e luz: Isabela Leal | Trilha Sonora: Amanda Giostri | Canção original: “Boas notícias”, de Cayarí | Adereços: Claudinei Hidalgo | Figurino: Débora Munhyz | Produção executiva: Tay Lopes | Coordenação de Produção: Mari Feil | Assistente de produção: Junior Godim | Coordenação de conteúdos: Jessica Ribeiro | Social Media: Francine Alves | Assistente de comunicação: Vanessa Bertotti | Design Gráfico: Lucas Peixoto | Gestão Tráfego Digital: Allysson Domingues | Gerente de projeto: Milena Brey | Copywriter: Debora Venuta | Assessoria de Imprensa: Pombo Correio | Assessoria Jurídica: SVM Advocacia | Assessoria Registro de Marcas: Ranzolin – Propriedade Intelectual | Promoção: Dreamsellers | Realização: Applaus
Serviço:
A Turma da Floresta Viva, de Augusto Cury
Temporada: 12 de junho à 10 de julho, domingos, às 16h
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/03/Copia-de-Fotos_A-turma-da-floresta_03.jpg10801920pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-03-13 19:01:332022-03-13 19:01:33A Turma da Floresta Viva
Considerado o psiquiatra mais lido do mundo nas últimas duas décadas, com 35 milhões de livros em mais de 60 países, Augusto Cury é autor do livro Nunca Desista de seus Sonhos, título que ganha versão teatral adaptada pelo próprio Augusto e Cristiane Natale – também roteirista dos espetáculos de sucesso O Vendedor de Sonhos e O Homem Mais Inteligente da História – e produção de Luciano Cardoso, da Applaus, responsável pelas duas montagens citadas acima.
A direção é de Rogério Fabiano e o elenco é formado por Myrian Rios, Paulo Goulart Filho, Mari Feil e Murilo Cunha. A temporada vai até dia 1º de maio de 2022.
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Myrian Rios comemora estar no elenco do espetáculo: “Sempre fui admiradora de Augusto Cury. Desde o nosso primeiro encontro, na TV Canção Nova, acompanho sua trajetória e coloco em prática seus ensinamentos através dos livros”. Para Paulo Goulart Filho, interpretar Augusto Cury no teatro é uma grande responsabilidade. “Tenho a oportunidade de exercer meu ofício como ator levando ao público uma profunda reflexão sobre si mesmo, suas emoções e pensamentos”, diz o ator que completa 37 anos de carreira e tem mais de sessenta espetáculos teatrais no currículo.
Para o diretor Rogério Fabiano, o objetivo da montagem é que o público saia motivado a buscar a felicidade. “Em cena, coloquei emoção e humor para contar a bela história que é Nunca Desista de seus Sonhos”.
Sobre o espetáculo
Você compreende a fundo o que significa sonhar e por que é vital que nunca desista de seus sonhos? Sonhar pode ser interpretado como uma maneira de busca pela felicidade, mas que comportamentos podem garantir sua conquista?
(Augusto Cury)
No espetáculo Nunca Desista de seus Sonhos, a psiquiatra Camila, enquanto estudante de medicina, assiste a uma palestra de Dr. Augusto Cury e toma a decisão de seguir os seus ensinamentos. Apesar de almejar uma especialização fora do País, protela a realização por vários motivos.
A profissional é muito apaixonada pela sua área e auxilia seus pacientes, estimulando-os ao contar como homens brilhantes da história fracassaram e, ainda assim, foram persistentes e não desistiram de seus propósitos.
A psiquiatra expõe seu lado humano ao confessar que tem um filho viciado em tecnologias e jogos digitais. Sua experiência com a problemática tão presente na atualidade faz parte do enredo. Ela também trabalha temas como depressão e ansiedade. Para superar seus desafios, Camila tem como aliada sua estagiária Helena, recém-formada em medicina psiquiátrica.
A peça tem como pano de fundo passagens da vida do Dr. Augusto Cury, fonte de inspiração da protagonista. “Um espetáculo que pode ressignificar ou até despertar novos olhares sobre seu projeto de vida com personagens vibrantes e divertidos”, observa Cristiane Natale.
Ficha Técnica
Adaptação: Augusto Cury e Cristiane Natale
Direção: Rogério Fabiano
Elenco: Myrian Rios, Paulo Goulart Filho, Mari Feil, Murilo Cunha
Teatro Fernando Torres, Rua Padre Estevão Pernet,588 – Tatuapé, SP.
Valores: R$ 40 a R$ 90
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/Nunca-Desista_Cred-GilbertoRosa.-1.jpg495772pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-24 17:30:122022-02-24 17:30:12Nunca Desista de seus Sonhos
A CONFISSÃO DE LEONTINA faz nova temporada no Teatro Eva Herz
Principal escritora brasileira viva, Lygia Fagundes Telles tem seu conto A Confissão de Leontina adaptado para os palcos. Protagonizado pelo ator Márcio Trinchinatto, com direção de Kleber Montanheiro, a peça faz temporada no Teatro Eva Herz até dia 29 de abril
A Confissão de Leontina é um conto no qual sua protagonista suplica por outra chance social. Faz uma retrospectiva de sua vida, de seus momentos de felicidade, de amores, das traições, dos instantes de solidão e das desilusões.
Reconhecendo-se mais uma habitante da grande cidade, sujeita às injustiças da vida, Leontina reconstitui o seu percurso, desde os tempos de infância em que vivia numa pacata povoação – Olho d’Água. Uma infância árdua e pobre que a obrigou a trabalhar desde pequena, mas mais feliz do que os tempos que se seguiram.
A autora busca, esteticamente, desnaturalizar o preconceito enraizado na sociedade, em que os mais fracos sofrem as consequências do dominador. Do início até o fim do conto ela faz súplicas, por isso que esse corpo se enquadra no conceito de Foucault de “corpo supliciado”.
Uma das grandes marcas da obra de Lygia Fagundes Telles está presente na peça, que é a sua preocupação com as questões políticas e sociais de seu país, e ouvir a dor de Leontina passa a ser metáfora da dor e da beleza de ser brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras, ganhadora do Prêmio Jabuti em 1973 e Prêmio Camões em 2005, Lygia Fagundes Telles foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura de 2016.
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O diretor Kleber Montanheiro trabalha com poucos itens de cenário e adereço, porém todos se transformando e assumindo várias funções, brincando com o que “nada é o que parece realmente”.
Sobre a volta do espetáculo, Marcio Trinchinatto comenta: “Foram dois anos de espera para uma nova temporada. Neste enorme período de confinamento silencioso e obscuro, vivenciamos o horror que nos mata em forma de vírus, poder e desamor. Aquilo que era uma vontade tornou-se necessidade: a obrigação de dar voz à Leontina, personagem invisível que sintetiza a ilustração do brasileiro vivendo à margem da vida. Um brasileiro que quase não é gente, mas conveniência.”
Simultaneamente à estreia do espetáculo, o ator está lançando um livro infantil inédito. A MENINA QUE CONVERSAVA COM A ESTRELA, pela Editora Flamingo, com ilustrações de Victor Grizzo.
Livro O segredo que habitava o armário, de Victor Grizzo
“Este livro é sobre a tarefa de sair dos armários que limitam a gente ser quem a gente é. Não é tarefa trivial. É ato corajoso e necessário que contribui para a saúde mental e alegria do coração. Boa leitura.”
Marcelo Tas (Jornalista e Comunicador)
“Victor Grizzo nos convida a adentrar numa galeria de arte que descortina o mistério da emancipação do ser. Seriam nossos monstros a causa de nossa própria libertação? Entre a palavra e a cor, entre a magia e a realidade, nasce a liberdade”.
Assucena Assucena (Compositora e Cantora)
“Que bom poder ter uma amiga monstra. Que bom poder ser um pouco monstra, em um mundo de reis intolerantes, também. Serena e Papona revelam que armários podem ser tanto casas, quanto prisões. E nos lembram de buscar acolhimento nos espelhos.”
Serena era uma menina muito inteligente e não gostava de demonstrar sentimentos em público. Seu choro era sempre contido e solitário no quarto escuro de uma antiga casa que morava. Suas maiores angústias estavam ligadas em não poder brincar de futebol e escalar a casinha da árvore sem sofrer retaliações de alguns meninos. Após um dia turbulento, Serena encontrou em seu quarto debaixo de sua cama uma Criatura Papão.
A Criatura Papão contou à menina que estava com sérios problemas para assustar as crianças, pois não conseguia assustar vestido as roupas de monstro, só conseguia assustar vestindo-se de monstra, e por isso estava usando os vestidos da menina. Serena, prometeu ajudar então a Criatura a se tornar quem realmente ela era. Em troca, a Monstra prometeu ajudá-la a dar uma lição em forma de susto nos meninos que zombavam Serena.
Dessa forma, a narrativa contada pela menina dá vida a duas personagens que atuam no mundo dialogando com sua própria subjetividade, e assim aprendem e crescem. Percebem desde cedo que as diferenças não devem ser um problema e sim a maneira de cada um encontrar seu lugar no mundo.
A história de Serena e da Monstra Papona é um conto contemporâneo, com pitadas de terror sobre o valor da liberdade e da diversidade, uma vez que as personagens são agentes de um processo educativo em busca da ética e do seu lugar no mundo. A narrativa testemunha o condicionamento que a realidade impõe às crianças padrões, preconceitos e amarras do mundo adulto. Relata também um testemunho da esperança inerente à infância, de que quando juntamos forças e amizades, fica mais fácil conseguir reconhecimento e respaldo. Quando pequenos, muitas vezes podemos sofrer em silêncio sem entender que pertencemos a uma cultura extremamente machista, homofóbica e transfóbica.
Sobre Victor Grizzo
Victor Grizzo nasceu na cidade de Jaú, interior de São Paulo. Graduado em História pela Universidade de São Paulo e Especializado em Desenho pelo Departamento de Artes Visuais da ECA-USP. Em 2016 foi premiado pelo concurso realizado no MIS (Museu de Imagem e do Som) por ocasião da exposição “O Mundo de Tim Burton”. Sua obra foi selecionada pelo próprio Tim Burton para ser exposta no museu. Publicou seu primeiro livro em 2019 “Luz dos Olhos Meus”. Já realizou e participou de inúmeras exposições como artista visual. Em paralelo à carreira de artista, trabalha como educador e escritor. Dedica sua vida principalmente a trabalhar em seu ateliê pintando, ilustrando e escrevendo novas histórias.
Garanta o seu exemplar em:
• Livraria Atlântico
• Martins Fontes
• Livraria da Travessa
• Livraria Cultura
• Flamingo Edições
Ficha Técnica:
Ano de Publicação: 2021
Número de páginas: 46
ISBN: 978-989-37-1676-2
Formato: 28×21 (Capa Dura)
Preço de capa: R$56,00
Preço e-book: R$20,00
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/o-sgredo-1.png289333pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-24 16:27:292022-02-24 16:27:29O Segredo que Habitava o Armário
Marcio Trinchinatto lança o livro infantil A MENINA QUE CONVERSAVA COM A ESTRELA pela Editora Flamingo
No dia 6 de julho de 2022, o autor estará autografando o livro na Bienal de São Paulo
Marcio Trinchinatto é ator, diretor, professor de teatro, chef de cozinha e confeiteiro. Em seu primeiro livro, ele traz uma receita que desenvolveu durante anos e mistura palco, conversas, despedidas, alunos, risadas, medos, choros, amores e silêncios. Pisciano e tímido, esse viajante do mundo só encontrou coragem para mostrar essa iguaria depois de generosas conversas com sua amiga Sônia Nolasco e o encantador encontro com Victor Grizzo, esse ilustrador que conseguiu traduzir o pedido de “etéreo” em imagens tão significativas que habitam as páginas do livro.
Em A MENINA QUE CONVERSAVA COM AS ESTRELAS, a personagem Lara enxerga, sente e fala coisas que só conseguimos entender quando aprendemos Coraçonês, a língua oficial das estrelas do céu. Da janela do seu quarto no sótão, nossa personagem conversa com uma estrela e acaba se inspirando para sugerir transformações na vida de algumas crianças do condomínio do lago. Uma língua diferente, sem nenhuma palavra, mas que pode ser traduzida para o Português, Finlandês, Maori ou qualquer outra língua. Até quem não pode falar, enxergar ou mesmo fazer um único movimento consegue ser fluente.
Coraçonês é um mistério que está a ponto de ser desvendado: Por não conter palavras, só sabemos que estamos falando essa língua quando olhamos bem no fundo dos olhos do outro e descobrimos, maravilhados, que os dois seres possuem aquele mesmo brilhozinho especial que vemos nas estrelas. Esse brilho, que dá origem ao Coraçonês, só nasce quando respiramos quatro letras: a-m-o-r. E nunca, nunca mais acaba.
Marcio Trinchinatto conta que o processo de escrita deste livro passou por memórias e aprendizados especiais, “Lembro-me que ainda criança achava fabuloso fazer redações usando os nomes dos meus colegas de classe. Todos ficavam esperando minha vez de ler em voz alta para saber onde e como eles se encaixavam na história.
A ideia de escrever A MENINA QUE CONVERSAVA COM A ESTRELA, no entanto, nasceu durante um período de muito recolhimento, depois de acompanhar uma aluna com um sério problema de saúde, justamente na idade que eu tinha quando escrevi as primeiras redações nas aulas de Português. Testemunhar a luta e a fé de sua mãe mexeu em algo valioso em mim, e pouco tempo depois de vencerem a doença fui eu que perdi minha mãe, o meu coração do lado de fora.
A partir daí, a ideia foi criando forma. Juntei alguns nomes e voltei no tempo, reescrevendo minha própria história pelo olhar de Lara.”
Trechos do livro
“Juliano entendeu tudo, e dos seus olhos que não enxergavam saíram lágrimas quando Lara perguntou por que ele, que era capaz de entender os cinco sentidos, ficaria triste em não ter um deles.
Juliano segurou a mão de Lara e agradeceu. Disse que as pessoas o chamavam de anjinho porque ainda não sabiam o quanto Lara era especial. Lara ficou vermelha e sentiu que seu coração estava quase explodindo, mas preferiu não falar mais nada. Tomou um copo inteiro de suco de laranja para disfarçar.
Lara ensinou a Juliano que ele não podia mais ter sua mãe por perto, mas podia encontrar sua voz nas músicas que ela adorava. Sua pele permanecia suave como os vestidos que estavam guardados; seu cheiro permanecia no perfume das macarronadas, e ela estaria sempre atenta, lá de cima, onde moram as estrelas, para ouvir suas risadas.”
O autor, que também é ator, está em cartaz com o espetáculo A Confissão de Leontina, de Lygia Fagundes Telles, com direção de Kleber Montanheiro. O solo está no Teatro Eva Herz, de 11 de março a 29 de abril, toda sexta às 20h.
https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/02/CAPA-1.jpeg316380pombo438https://daniel.pombocorreio.art.br/wp-content/uploads/2022/08/logo-final-300x162.pngpombo4382022-02-24 16:18:222022-02-24 16:18:22A Menina que Conversava com a Estrela