Após uma bem sucedida temporada em 2021, a Cia Mariana Muniz retorna com Caminantes e realiza ciclo de lives para finalizar o projeto Percursos/20 anos

21 a 31 de janeiro

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Claudio Gimenez

Para comemorar seus 20 anos de trajetória, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança finaliza o projeto Percursos/20 anos, contemplado pela 29ª Edição do Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, com retorno do espetáculo audiovisual CAMINANTES, com interpretação de Mariana Muniz e Luis Arrieta, lançamento da atualização da exposição virtual Trajetória(s) Mariana Muniz e lançamento da publicação histórica sobre os 20 anos de trabalho da Cia. Todas as ações são gratuitas, e acontecem no Youtube da MoviCena Produções.

CAMINANTES é um vídeo poético gravado ao ar livre, tem direção artística de Ulysses Cruz, fotografia de Osmar Zampieri e apresenta ao espectador uma articulação entre imagens das danças e textos de Mariana e Luis durante suas trajetórias artísticas, num exercício de revisitar ambos repertórios coreográficos e também apresenta criações inéditas. Dividindo a cena pela primeira vez, Mariana e Luis mergulham em suas memórias artísticas, alimentados pelo diálogo entre os saberes em dança e teatro, sob direção artística do emblemático diretor teatral Ulysses Cruz. É também um trabalho que homenageia a professora de Artes Corporais Orientais, Maria Lúcia Lee, tradutora e comentarista do Dao De Jing. A obra ainda conta com os nomes de Fabio Namatame (que assina os figurinos), Gregory Slivar (que assina a trilha sonora), Hernandes de Oliveira (que assina juntamente com Ulysses Cruz o espaço cênico) e a produtora paulista MoviCena Produções (gerida por Rafael Petri e Jota Rafaelli). Depois de uma bem-sucedida temporada de estreia em dezembro de 2021, Caminantes volta ao ar no dia 21 de janeiro às 19h, ficando em cartaz até o dia 31 de janeiro.

A programação final do projeto ainda conta, uma live para lançamento da publicação “Trajetórias Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro – 20 anos” no dia 28 de janeiro às 19h e a live final para apresentação da atualização da exposição virtual “Trajetória(s) Mariana Muniz”, criada pelo Portal MUD no dia 31 de janeiro às 19h.

O livro apresenta ao leitor os últimos 20 anos de criações artísticas da cia, além de contar com ensaios escritos por Cássia Navas, Helena Katz e Valmir Santos. A organização é de Ana Terra e Talita Bretas, com coordenação de Mariana Muniz e Cláudio Gimenez, arte gráfica de Lídia Ganhito (Estúdio Pavio), produção da MoviCena Produções e apoio da editora O Barong Edições.

A realização do projeto é da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e da Cooperativa Paulista de Dança.

SINOPSE DO VÍDEO ESPETÁCULO

CAMINANTES é um vídeo espetáculo, realizado nas dependências do Jardim Botânico da cidade de São Paulo, onde Mariana Muniz e Luis Arrieta, pela primeira vez juntos em cena, e sob a direção de Ulysses Cruz, mergulham em suas memórias de criadores e intérpretes, alimentados pelo diálogo entre os saberes em dança e teatro. É também um trabalho que homenageia a professora de Artes Corporais Orientais, Maria Lúcia Lee, tradutora e comentarista do Dao De Jing.

FICHA TÉCNICA DO VÍDEO ESPETÁCULO

Coordenação e Direção Geral: Mariana Muniz | Assistente de Coordenação: Cláudio Gimenez | Direção Artística: Ulysses Cruz | Intérpretes: Mariana Muniz e Luis Arrieta | Concepção de Espaço Cênico: Hernandes de Oliveira e Ulysses Cruz | Figurinos: Fábio Namatame | Criação de Trilha Sonora: Gregory Slivar | Fotografia e Edição: Osmar Zampieri | Assistente de Câmera: Daniel Lins | Assistente Técnico: Fellipe Oliveira |  Registro em Foto: Cláudio Gimenez | Arte Gráfica: Rafael Petri | Direção de Produção e Produção Executiva: MoviCena Produções (Rafael Petri e Jota Rafaelli) | Assistente de Produção: Luciana Venancio | Assessoria de Imprensa: Pombo Correio | Realização: Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro, Cooperativa Paulista de Dança, Fomento à Dança e Prefeitura de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura

SERVIÇO

Lançamento da segunda temporada de Caminantes – 21 de janeiro, às 19h. O vídeo ficará disponível até 31/01.

Live Livro Histórico – 28 de janeiro às 19h

Live Exposição Virtual – 31 de janeiro às 19h

Todas as ações acontecem de forma gratuita em www.youtube.com/movicenaproducoes

Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Douglas Picchetti e Helô Cintra

(11) 9 9814-6911 | (11) 9 9402-8732
douglas@pombocorreio.art.br | helo@pombocorreio.art.br
www.pombocorreio.art.br

Espetáculo infantojuvenil Sonho de Herói está em cartaz no Teatro Viradalata até dia 13 de março

Foto de João Caldas Fº

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Com texto de Leonardo Cássio, direção de Débora Dubois, músicas e direção musical de Gustavo Kurlat e os atores Érika Altimeyer, Flávia Strongolli, Márcia de Oliveira, Thomas Huszar e Vanessa Campanari no elenco, o espetáculo infantojuvenil Sonho de Herói está em cartaz no Teatro Viradalata até dia 13 de março de 2022. 

Após ir ao cinema, Cauã mostra todo seu encantamento com as personagens corajosas e destemidas do filme que acabara de assistir. Em seu quarto, um pouco antes de dormir, ele revela o sonho de conhecer algum super-herói e, então, é acordado pelo Curupira. Cauã descobre que o Curupira, a Caipora, a Alamoa e a Matinta Pereira combatem sérios problemas sociais e que possuem poderes, sendo figuras tão incríveis quanto as do filme. O que Cauã não sabe mais é se aquilo tudo é um sonho ou não.

O autor Leonardo Cássio conta que folclore é um tema, ao mesmo tempo, importante e estranho ao brasileiro. “O senso comum enxerga o folclore como algo distante, sendo que ele se constrói no dia a dia, nas calçadas, nas praias, nos parques, nas padarias, nas comunidades, nas escolas. A oralidade que sustenta o folclore é confundida com mentira. Quem nunca ouviu ‘mas isso aí é folclore, nem existe’? O folclore existe, cria e se recria nas conversas diárias. A ideia de Sonho de Herói é apresentar as lendas dos folclores brasileiros (sim, no plural) de uma maneira menos estereotipada, buscando aguçar no público infantojuvenil um olhar mais  profundo sobre sua cultura, mas com muita fantasia e diversão”. 

Sobre a direção, Débora Dubois traz o encantamento para o palco. “O figurino de Márcio Vinicius deixa o rosto dos atores à mostra com os personagens estampados em seus peitos e a manipulação é feita pelo próprio ator. E, para além da luz do teatro no palco, cada personagem tem a sua luz própria, ou seja, eles se auto-iluminam. Gustavo Kurlat, que assina a trilha sonora e direção musical, trouxe uma melodia de cada região do Brasil para as canções do espetáculo”, completa. 

Ficha técnica do espetáculo

Texto: Leonardo Cássio

Direção Geral: Débora Dubois

Elenco: Érika Altimeyer, Flávia Strongolli, Márcia de Oliveira, Thomas Huszar, Vanessa Campanari e Rosana Serra 

Músicas e direção musical: Gustavo Kurlat

Arranjos, instrumentos acústicos e produção musical: André Bedurê

Vozes adicionais: Ana Clara Fischer, Gustavo Kurlat

Gravação estúdio: Pra lá de Teerã – Técnico André Bedurê e Parede-Meia – Técnico Rovilson Pascoal

Iluminação: Débora Dubois e Márcio Lima

Cenografia: Débora Dubois e Márcio Vinicius

Figurinos e adereços: Márcio Vinicius

Assistência de figurinos: Andre Aires e Haroldo Glalk

Costura: Sirlene Campos, Maria do Socorro e Haroldo Glalk

Camareira ensaios: Alaíde Alves

Operação de luz e vídeo: Márcio Lima

Operação de som: Kleber Marques

Assistência som: Brenda Umbelino

Fotografia: João Caldas Fº

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari

Administração: Elza Costa

Produtores Associados: Edinho Rodrigues, Leonardo Cássio, Thais Polimeni

Realização: Brancalyone Produções Artísticas, Cult Cultura, Carbono 60

Serviço

Teatro ViraDaLata: Rua Apinajés, 1387 – Perdizes/SP – Tel. (11) 3868-2535

Quando: de 15 de janeiro a 13 de março. Sábado e Domingo 16h

Não haverá sessões nos dias 26 e 27 de fevereiro. 

Ingressos: entrada gratuita

Bilheteria: terça a sábado, das 14h às 23h, domingo das 9h às 22h.

Duração: 45 minutos

Gênero: infantil

Capacidade do espaço: 273 lugares

Dirigido por William Pereira, O Náufrago está em cartaz no Sesc Bom Retiro até dia 5 de fevereiro

Espetáculo faz a transposição para o palco da obra homônima de um dos mais importantes autores de língua alemã do século XX, Thomas Bernhard

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Créditos: João Maria

Lançado no Brasil pela Companhia das Letras em 1996, o livro foi um enorme sucesso de vendas, e mesmo com uma segunda edição em 2006, encontra-se esgotado nos catálogos das livrarias, transformando-se na obra mais conhecida e vendida do autor. O romance foi adaptado para teatro por William Pereira para um elenco de dois atores, Luciano Chirolli e Romis Ferreira.

William queria muito trabalhar com Romis e Chirolli nesta montagem e o talento e experiência destes dois atores foram essenciais na decisão do diretor. Luciano Chirolli e William Pereira fizeram USP na década de 80. William na ECA e Chirolli na EAD. “Eu dirigi muitas obras em que ele atuava, enquanto estávamos na faculdade, e sempre quis voltar a trabalhar com este excelente ator, Náufrago é a oportunidade perfeita. Romis Ferreira empresta seu talento e vasta experiência nos palcos, o que contribuirá bastante para a encenação” comenta William.

Sinopse

Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach.

Sobre a encenação

O grande desafio na transposição de uma obra literária para a cena é criar teatralidade para que o espetáculo não se transforme somente em um ator narrando fatos, uma leitura dramática. No espetáculo “O Náufrago” essa narrativa que no romance é feita por um único personagem, é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Romis Ferreira), o personagem que é citado durante toda a obra e é um alter-ego, uma sombra daquele que conta a história e está sempre em um segundo plano, atrás de uma tela transparente, sobre os destroços de um piano de cauda, que surge e desaparece como em um grande corte cinematográfico.

Em cena, William propõe dois planos: memória e tempo presente, estes planos vão se fundindo ao longo do espetáculo e os limites entre lembrança e realidade se rompem. “Eu trabalhei para que a densidade do texto esteja emoldurada por uma dramaticidade visceral, sinto como se em vez de dirigir, eu estivesse regendo, inclusive pedi aos atores que chegassem no primeiro dia de ensaio com os textos completamente decorados, para que eu pudesse reger as pausas, o ritmo, os volumes e os tempos, já que o grande foco nesta peça é a palavra, o texto”, completa o diretor.

A trilha sonora é o terceiro personagem. Um contraponto entre a genialidade da execução de Glenn Gould e a interpretação medíocre de Wertheimer em seus últimos dias.

Os figurinos e o cenário também são assinados pelo diretor William Pereira, a luz é de Caetano Vilela, que desenvolve grandes parcerias artísticas com o diretor há mais de 20 anos, e a direção de produção é de Leopoldo de Leo Jr, com quem WilliAam Pereira faz parceria desde 2001, além de serem sócios na LNW Produções Artísticas desde 2009. A produtora é uma sociedade entre Leopoldo, William e o dramaturgo e diretor Newton Moreno.

Sobre William Pereira

Encenador, Regisséur, Cenógrafo. Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e ópera no Brasil, iniciou sua formação artística com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1.987. Fez estágio em Direção Operística na English National Opera e Royal Opera House em Londres – Inglaterra em 1992-1993 em produções dirigidas por David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez

Representante da vanguarda teatral dos anos 80, um dos fundadores do grupo Barca de Dionisos onde dirigiu “Leonce e Lena” de G. Büchner e “O Burguês Fidalgo” de Moliére. Seus mais recentes trabalhos em teatro são, “Dom Juan “de Molière, “Aula Magna com Stálin” de David Pownal e “Um Berço de Pedra”de Newton Moreno.

Dirigiu nas principais casas de ópera do país. onde se destacam suas produções de “Pedro Malazartes” de C. Guarnieri, “Colombo” de Carlos Gomes e “Olga” de J. Antunes (estréia mundial), ”O Morcego “de J. Strauss, “I Pagliacci” de Leoncavallo no Theatro Municipal de São Paulo, “Os Pescadores de Pérolas” de Bizet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “O Messias” de Haendel e “A Menina das Nuvens” de Villa-Lobos no Palácio das Artes de Belo Horizonte, “Il Guarany” de Carlos Gomes no Theatro da Paz em Belém, “Carmen” de Bizet e “Olga” no III Festival de ópera de Brasília, “Madama Butterfly” de Puccini, “Le Nozze de Fígaro” de Mozart, “Romeo et Juliette” de Gounod, “Le Dialogue des Carmèlites”de Poulenc, “I Puritani”de Bellini , a estréia nacional de “As Aventuras da Raposa Astuta”de Janacék, a estréia mundial de “Onheama” de J.G.Ripper no Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas de Manaus, “A Tempestade” de R. Miranda (estréia mundial), “Gianni Schicchi” de Puccini , “Il Barbieri di Siviglia” de Rossini, “A Viúva Alegre” de Lehàr e “O Anão” de Zemlinsky, “Pulcinella e Arlecchino” de Stravinsky/Busoni, “ALCINA” de Haendel no Theatro São Pedro em São Paulo.

Entre os inúmeros prêmios recebidos por seu trabalho, destacam-se o Prêmio Governador do Estado-SP, Troféu Mambembe, APCA e Prêmio Shell.

Sobre a LNW Produções Artísticas

A LNW Produções Artísticas Ltda, foi criada em 1984 por Leopoldo De Léo Junior – produtor cultural – e desde então realizou mais de 70 espetáculos na área de teatro e Dança, com o nome de ECP S/C Ltda. A partir de 2009, com a entrada de dois sócios que já atuavam juntos de maneira informal : William Pereira ( diretor ) e Newton Moreno ( autor, diretor e ator ), passam a integrar a sociedade apenas alterando o nome ( de ECP S/C Ltda para LNW Produções Artísticas Ltda  – proveniente das iniciais dos três nomes).

Produções mais recentes: “A Serpente no Jardim” (2011), “Isso É O Que Ela Pensa” (2012), “Assombrando Julia” (2012), “O Salão de Baile Elétrico” (2012), “Um Berço de Pedra” (2016), “Aula Magna com Stalin” (2018) e “O Mal-Entendido” (2018).

Sobre Romis Ferreira

Cursou a Escola de Arte Dramática-EAD (USP) e trabalhou com alguns dos melhores diretores de teatro do país como Gabriel Villela (Você vai ver o que você vai ver / O Concílio do Amor, Peer Gynt e A Tempestade), Ulysses Cruz (O Despertar da Primavera / Corpo de Baile / Pantaleão e as Visitadoras), Roberto Lage (Tamara), Noemi Marinho (Corte Fatal), Iacov Hillel (Angels in América), Enrique Dias (Uma Coisa Muito Louca), Alexandre Reinecke (Aqui se paga, Aqui se faz/Conexão Marilyn Monroe e A Banheira), Cacá Rosset (O Avarento / Scapino), Hugo Possolo (Alô, alô Terezinha), José Possi Neto (Amigas, Pero no  Mucho), Elias Andreato (Édipo).  Em 2017 e 2018 esteve em cartaz com “A Visita da Velha Senhora”, direção Luiz Villaça.

Na área de publicidade, realizou inúmeros trabalhos publicitários em todo o                                                                              Brasil, muitos premiados internacionalmente.

Na TV apresentou os programas Eureka e Revistinha, ambos na TV Cultura e Profissão Empresário, no Canal Futura. Na TV Globo participou da série Retrato Falado / Malhação / Por Toda a minha Vida-Cartola / Novela Belíssima / Força Tarefa. Em 2012 e 2013 realizou na TV Globo a novela Lado a Lado, personagem Luiz Neto. Recentemente atuou em participações na Novela Império/ no longa metragem Mundo Cão / e nas mini-séries O Caçador, PSI, Motel, Três Terezas, Felizes para Sempre, Vizinhos, O Negócio e A Vida Secreta Dos Casais.

Sobre Luciano Chirolli

Formado pela EAD/ECA/USP. Considerado pela crítica o ator de sua geração que mais interpretou montagens de sucesso do autor russo Anton Tchecov. Participou de montagens de grandes dramaturgos universais como Büchner, Brecht, Lorca, Ibsen, Shakeaspeare, Molière, entre outros.

Trabalhou com os melhores diretores brasileiros como William Pereira, Aderbal Freire Filho, Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Rafael Gomes entre outros.

Sua parceria com Maria Alice Vergueiro foi responsável por montagens teatrais que viajaram 8 países e a montagem de ” NO ALVO ” de Thomas Bernhard lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de melhor diretor e deu a atriz o Shell de melhor atriz.

Ganhador dos prêmios GOVERNADOR DO ESTADO- 1986, MAMBEMBE-1987 e SHELL-2011 de melhor ator.

Em 2015 foi indicado ao Prêmio Shell como melhor ator por “Gotas D’agua sobre Pedras Escaldantes” de Rainer Fassbinder. Em 2016 ao completar 30 anos de carreira participou do monólogo ” Memórias de Adriano ” da obra de Marguerite Yourcenar,. Em 2019 esteve em cartaz com “CASA DE BONECAS – Parte 2”.

FICHA TÉCNICA
O Náufrago de Thomas Bernard.
Tradução de Sérgio Tellaroli.
Adaptação, encenação e direção: William Pereira

Elenco:
O narrador:
Luciano Chirolli
Wertheimer:  Romis Ferreira

Cenários e Figurinos: William Pereira
Iluminação: Caetano Vilela
Direção de Palco: Henrique Pina
Ensaiadora: Lígia Pereira
Construção cenográfica e adereços: Casa Malagueta – Giorgia Massetani e Alício Silva
Fotos: Marcos Frutig / João Maria
Vídeo: Marcos Frutig
Programação Visual: Giuliano Almeida Ziviani.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.
Mobiliário: City Design.
Piano de Wertheimer: Désirèe Brissac
Técnico de gravação: João Henrique Baracho
Técnica de Som: Janice Rodrigues
Operador de Luz: Guilherme Soares
Maquinista: Anderson de Assis
Produção Executiva: Rafaela Penteado
Assistente de Produção: Adriana Florence
Direção de produção: Leopoldo De Léo Jr.
Produção: LNW Produções Artísticas Ltda.
Realização: SESC

Serviço:
O Náufrago, de Thomas Bernard
De 13 de janeiro a 05 de fevereiro no Sesc Bom Retiro
Quintas, Sextas e sábados às 20h
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: (R$40,00 inteira, R$ 20,00 meia)

Transporte: o Sesc oferece transporte gratuito entre a Estação Luz (saída CPTM/José Paulino) e o Sesc Bom Retiro.

HORÁRIOS DA VAN
Ida: Sextas e sábados, a partir das 17h30. Domingos e Feriados, a partir das 16h.
Volta: Ao término do espetáculo. Sextas e sábados, até 23h45. Domingos e Feriados, até 21h

Filme Os Assassinos de Inês de Castro, dirigido por Munir Pedrosa, tem seu ponto de partida o poema dramático de Rui Xavier

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Frame – Will Prado

Com direção de Munir Pedrosa, o filme Os Assassinos de Inês de Castro tem o poema dramático de Rui Xavier como ponto de partida. A estreia acontece dia 17 de dezembro, às 21h pelo canal do Youtube do longa e conta com Flávio Pacato, Marcelo Villas Boas, Marcelo Zorzeto, Maria Clara Manesco, Munir Pedrosa e Rodrigo Caetano no elenco.

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O assassinato de Inês de Castro, político medieval, tem encontrado diversas interpretações na arte desde que aconteceu, sendo a mais famosa delas no Lusíadas, épico fundador do idioma. É com essa versão, a mais canônica do cânone, que o texto de Rui Xavier dialoga. Numa escrita poética, fortemente carregada de drama e reflexão filosófica, o texto dá voz justamente àqueles que, na narrativa camoniana, não a tem, coloca o fantasma de Inês em cena, põe protagonismo na voz dos assassinos, e, através da presença do surreal narrador, procura colocar a voz da própria História em cena, com suas contradições e becos sem saída. 

No fundo de toda violência, desde aquela que foi sofrida por Inês até aquela sofrida por seus assassinos, encontramos o mesmo conflito fundamental de todas as sociedades humanas, entre as razões do afeto, do indivíduo, e as razões da política, que com tanta frequência o esmaga.

HISTÓRICO DO FILME
O projeto Os Assassinos de Inês de Castro foi contemplado pelo ProAC Edital inicialmente para ser um espetáculo teatral, mas por conta da pandemia houve a necessidade de ser adaptado para o formato audiovisual. 

SINOPSE

A história da ficção é como uma espiral; as novas narrativas que movimentam a espiral em direção ao alto não partem do zero, mas são a reinvenção de velhos motes, antigas histórias sempre recontadas, e que se tornam canônicas por tocar em alguma corda fundamental. 

A história real de Inês de Castro, o fato histórico acontecido no improvável ano de 1325, é certamente um daqueles que tocam em várias dessas cordas: um amor proibido do príncipe é percebido como uma ameaça ao Estado, o Rei manda matar a amada, e após a morte desse rei o príncipe (agora ele o rei) manda buscar os assassinos, tortura-os barbaramente, os mata. Renovando a tradição das obras sobre o tema, o espetáculo nos convida para dentro da masmorra, onde vemos pairar o fantasma de Inês de Castro sobre a cena da tortura dos assassinos pelo furioso Pedro e pelo Carrasco, que só cumpre ordens. 

A figura surreal de um Menestrel conduz a narrativa, em estado de cumplicidade com a plateia. Todos em cena são assassinos e vítimas: uns dos outros, do Estado, das relações de poder do seu tempo, e exprimem suas razões na loucura da masmorra, onde o único fiel da balança é a consciência do público. 

FICHA TÉCNICA

Elenco

Flávio Pacato

Marcelo Villas Boas

Marcelo Zorzeto

Maria Clara Manesco

Munir Pedrosa

Rodrigo Caetano

Direção: Munir Pedrosa

Dramaturgia: Rui Xavier

Assistente de direção: Dani D’Agostino

Fotografia: Will Prado

Luz cênica: Rodrigo Caetano 

Cenografia e arte: Marcelo Maffei

Direção de produção: Munir Pedrosa

Produção: Gengibre Multimídia

SERVIÇO

Em cartaz – no Youtube.

Data – 17 a 22 de dezembro

Primeira exibição – 21h

Segunda exibição – 00h (meia noite)

Duração – 60min

Link de acesso – www.youtube.com/osassassinosdeines

  • o filme inicia no horário programado e sai do ar após o término da exibição

Espetáculo de dança online de Mariana Muniz estreia dia 10 de dezembro 

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Link para download de fotos: Cláudio Gimenez

A Vida Secreta das Coisas é o mais recente trabalho solo audiovisual/coreográfico de Mariana Muniz. O trabalho nasceu durante a crise sanitária mundial que nos afastou do convívio social pelo coronavírus. 

O vídeo será lançado no dia 10 de dezembro às 20h e ficará disponível ao público até o dia 22 de dezembro pelo canal do Youtube da Movicena Produções. 

O prolongado tempo de convívio com os objetos da casa geraram uma conexão inusitada com o corpo dançante da artista. Trata-se de um testemunho artístico do que pode revelar a vida sensível e silenciosa daquilo que nos rodeia, e da qual não nos damos conta, por força da convivência automática e apressada que a vida impõe.

Nas palavras de Mariana Muniz: “Meu corpo, em estado de diálogo, fala e se move a partir dos sons e movimentos que emergem das coisas e dos ambientes. Vasos, plantas, cadeiras, mesas, bancos, tapetes, paredes, portas, beirais, chão e pratos dão suporte a uma conversa que atravessa as salas, a cozinha e a área de serviço do apartamento”. 

Contemplado pela lei ProAC Lab do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, este trabalho coreográfico foi filmado nas dependências da casa de Mariana. 

O vídeo terá seu lançamento on-line no dia 10 de dezembro às 20h e ficará disponível ao público até o dia 22 de dezembro. No dia do lançamento, Mariana Muniz, Cláudio Gimenez e Fellipe Oliveira realizarão um bate-papo ao final do vídeo, aberto a todes espectadores. Todas as ações acontecerão gratuitamente no canal do Youtube da MoviCena Produções.

SINOPSE

A Vida Secreta das Coisas é um trabalho coreográfico concebido durante a quarentena e inspirado na escuta, atenciosa e amorosa, dos objetos que fazem parte da casa da artista Mariana Muniz. 

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção, Interpretação e Figurino: Mariana Muniz

Assistente de Direção e Foto: Cláudio Gimenez

Direção Audiovisual e Iluminação: Fellipe Oliveira

Assistente de Câmera: Cláudio Gimenez

Sonorização e Arte Gráfica: Rafael Petri

Produção Geral: MoviCena Produções

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

SERVIÇO

Estreia dia 10 de dezembro, às 20h

O vídeo ficará disponível por 12 dias, até 22/12.

Bate-papo dia 10 de dezembro após o lançamento do vídeo

Acesse:  www.youtube.com/movicenaproducoes

Livremente inspirado na obra de Oliver Sacks, grupo Os Barulhentos estreia segundo trabalho audiovisual 

Com dramaturgia de Carla Kinzo e direção de Rodrigo Spina, Você me escuta? estreia dia 13 de dezembro pelo canal do Youtube da Cia.

  

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Você me escuta? se inspira livremente em casos clínicos reais de pessoas que têm respostas neurológicas fora do comum a músicas e outros estímulos sonoros, presentes no livro “Alucinações Musicais”, de Oliver Sacks.

O projeto é da Cia Os Barulhentos, com direção de Rodrigo Spina, que traz à cena essa obra de Sacks desde a última bem-sucedida montagem do grupo Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindo do Mar (Prêmio APCA). 

Para isso, convidam Carla Kinzo para assinar a dramaturgia, que se transforma em seis cenas curtas independentes interpretadas por Aléxia Lorrana, Gabriel Góes, Gabriel Pangonis, Lucas Fernandes, Maria Rita Gullo Lopes e Samantha Rossetti. Completam a ficha técnica: Gregory Slivar na direção musical, Júlio Dojcsar na direção de arte. 

A peça-filme tem estreia no dia 13 de dezembro, às 21h no canal do Youtube d’Os Barulhentos. 

 
A idealização do projeto parte da observação do sentido da escuta e da percepção do ensurdecimento, a falta de comunicação, presente no atual cenário político-social da civilização urbana; bem como a importante relação entre música e memória, elemento fundamental da condição humana.

A música afeta as pessoas de maneiras diferentes, não há dúvida. Isso se baseia, em parte, na experiência e nas associações que temos entre memória e música. Mas ouvir música não é apenas algo auditivo e emocional, é também motor, podendo ter diversos efeitos no corpo. Dependendo da música há quem diga que se sinta mais feliz ou relaxado, outros não gostam de certos sons. Nós, humanos, somos uma espécie musical além de linguística, mas alguns de nós são perseguidos por músicas, enquanto outros dependem dela para rememorar atividades, ou mesmo se mover. Mas o que acontece no nosso cérebro quando estamos ouvindo música? De forma geral, é como se todas as áreas do cérebro conversassem entre si. Esse maquinário complexo é vulnerável a várias distorções, excessos e panes, e a música pode vir  a ser o ímpeto para conectar ou fragmentar experiências e memórias.

“Alucinações Musicais” de Oliver Sacks foi escolhido como material poético para abordar essas relações com o som e com a música. “No livro encontram-se relatos incomuns de indivíduos absortos pelo som, seja pelo ruído ou pela música, e que nesta adaptação do romance constroem metáforas para outras e novas qualidades de escuta, redimensionando a compreensão dos próprios sentidos. Assim, pretende-se estimular, através da criação artística apresentada, uma nova dinamização da escuta, que, como nos tempos pré-históricos, será fundamental para a sobrevivência, não na selvageria, mas em coletivo, redimensionando as relações sociais contemporâneas”, completa Rodrigo Spina

Os Barulhentos buscam o mesmo que Sacks, mas com uma postura bastante distinta, a de imaginar. “E se, por alguma disfunção neurológica essa composição do som se inverter? Se agora, os problemas estão em tudo que se aprendeu a ignorar por meio dos hábitos sociais? Será que todos os ruídos, nessa busca por problemas e soluções, são mais significativos que os discursos? A solução só pode ser encontrada ouvindo aquilo que incomoda? Aceitando que os ruídos fazem parte do mundo que construímos, e que, só através deles, poderemos encontrar uma escuta apurada para travar um verdadeiro diálogo. A hipótese é que a paisagem sonora da vida urbana e as relações com ela podem falar mais sobre os humanos de hoje do que eles mesmos”, contam os artistas do grupo.

O livro, a neurociência e o teatro

Oliver Sacks (1933 – 2015) foi um importante neurologista e professor universitário anglo-americano. Como escritor, lançou 13 livros, com grande sucesso de público e crítica. Ao longo do livro “Alucinações Musicais”, Sacks oferece histórias envolvendo pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuro-perceptivos. O que se passa com o cérebro humano ao fazer ou ouvir música? Onde exatamente reside o enorme poder, muitas vezes indomável e inominável, que a música exerce sobre nós? Essas são algumas das questões que Oliver Sacks explora, em seu estilo cativante, mostrando, por exemplo, como a música pode nos induzir a estados emocionais que de outra maneira seriam ignorados por nossa mente ou ainda evocar memórias supostamente perdidas nos meandros do cérebro. É impossível, por exemplo, não se impressionar com os casos de “amusia”, uma condição clínica que faz Mozart soar como uma trombada automobilística aos ouvidos da pessoa afetada. 

Muitos dos livros do Dr. Oliver são reconhecidas coletâneas de casos neurológicos. Seus pares médicos dizem que ele faz ‘ciência romântica’. Ao mesmo tempo, a crítica literária atribui a ele a invenção do ‘romance neurológico’. De fato, o estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a maior contribuição de Sacks para a medicina: a defesa da humanização do paciente, que tenta, junto com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual tanto das patologias quanto de seus tratamentos. 

Em Você me Escuta?, o grupo decidiu aprofundar sua pesquisa se debruçando sobre o sentido da audição, do encontro com a obra de Sacks. A ‘humanização’ dos pacientes sob olhar científico da neurociência, logo se revelou como metafórico aos artistas em meio a polarização política, os ataques contra grupos sociais vulneráveis e a onda de anti-ciência que varreu o país nos últimos anos. 

A obra de Oliver Sacks não só mostra as diferentes maneiras de se ouvir. Ela exalta essas diferenças. Seu olhar científico, que investiga e decifra atentamente os fenômenos descritos, é apenas sua ferramenta de trabalho. O que ela constrói é uma visão de mundo, ou melhor, uma escuta para o mundo, muito mais receptiva e compreensível com o outro, com o diferente ou com o que foge à regra do normal. 

A partir dessas questões decidiu-se adaptar o trabalho de Sacks para o teatro. Não é a primeira vez que Dr. Oliver é adaptado, o filme “Tempo de Despertar” (1990), com Robin Williams e Robert De Niro foi baseado no seu livro de maior sucesso “Awakenings” (1973). Também a peça “The man who” (1993), de Peter Brook, é baseada em um de seus livros de neurologia. No entanto, esta montagem é mais do que divulgação científica, ou espanto diante de histórias curiosas.   “Você me escuta?”, d’Os Barulhentos, são os votos de que a ciência, tão importante e ainda sim tão atacada no Brasil atual, aliada com a arte, possam desatrofiar os ouvidos, convidando todos a serem genuinamente interessados simplesmente em escutar os outros e seu redor. 

Ficha técnica “Você me escuta?”

Livremente inspirado na obra “Alucinações Musicais” de Oliver Sacks

Direção artística: Rodrigo Spina 

Direção de Fotografia e edição: Gabriel Góes

Dramaturgia: Carla Kinzo 

Direção e execução musical: Gregory Slivar 

Direção e execução de arte: Julio Dojcsar 

Assistência de direção: Cadu Cardoso 

Elenco: Aléxia Lorrana, Gabriel Góes, Gabriel Pangonis, Lucas Fernandes, Rita Gullo, Samantha Rossetti

Designer gráfico: Junior Romanini

Artes Gráficas: Junior Romanini e Gabriel Góes

Produção: Thalita Trevisani – TSS Produções Artísticas 

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio  

Intérprete de Libras: Jhafiny Lima 

Legendas: Lucas Lazarini 

Sinopse

Composta por 6 cenas curtas, a peça-filme é livremente inspirada em casos reais presentes no livro “Alucinações Musicais” do neurologista Oliver Sacks, oferecendo histórias de pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuroperceptivos que têm diferentes relações com a arte musical, patológicas ou não. A neurociência e a arte se unem aqui exaltando as diferenças. Constroem uma visão de mundo, ou melhor, uma escuta aprofundada para o mundo, muito mais receptiva e compreensível.  A obra reitera nossa íntima ligação com a música e a arte, e propõe que ampliemos o sentido de nossa escuta aos outros, ao diferente, o que foge da nossa estreita regra do normal. 

Serviço: 

Temporada: de 13 a 22 de dezembro pelo canal dos Barulhentos no Youtube. 

Será disponibilizado link com acessibilidade (libras e legenda).

Classificação indicativa: 12 anos  

Duração: 90 minutos

Grátis. 

Espetáculo tem direção de Malú Bazan e traz no elenco Antonio Petrin, Oswaldo Mendes, Heitor Goldflus, Roberto Ascar, Cesar Baccan e Julio Assad.  Clique aqui para acessar o release completo.

Enoch Arden, espetáculo que comemora 30 anos da Companhia Razões Inversas, estreia dia 10 de dezembro no CBB (Centro Brasileiro Britânico)

Link para download as fotos

A Cia Razões Inversas comemora 30 anos de existência trazendo para o palco a adaptação do poema narrativo de Alfred Tennyson, traduzido por Paulo Marcello, que está em cena ao lado do músico Fernando Esteves, com direção de Marcio Aurelio. Essa é a primeira tradução e versão integral do poema no Brasil.

O espetáculo Enoch Arden estreia dia 10 de dezembro no CBB (Centro Brasileiro Britânico) onde faz apresentações também nos dias 11 e 12. Em seguida, vai para a Oficina Cultural Oswald de Andrade para temporada de 15 a 18 de dezembro de 2021. Projeto contemplado pelo Edital ProAc Expresso LAB n° 47/2020, pelo Histórico em Teatro da Companhia.

Como parte das comemorações de 30 anos da Cia, também serão colocados à disposição do público no Youtube o registro dos seguintes espetáculos: Vem, senta aqui ao meu lado e deixa o mundo girar… Jamais seremos tão jovens (1990 – espetáculo de formatura da primeira turma que deu origem à companhia), A Comédia dos Erros (1991), Ricardo II (1992), A Bilha Quebrada (1993), Senhorita Else (1997), Maligno Baal, o Associal (1998), A Arte da Comédia (1999), Édipo Rei 2001), Filoctetes (2015) e Caixa de Memória (2018). 

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Enoch Arden é um poema narrativo publicado em 1864 por Alfred Lord Tennyson, durante seu período como Poeta Laureado da Inglaterra. A história em que foi baseada foi fornecida a Tennyson por Thomas Woolner. O poema emprestou seu nome a um princípio legal de que, depois de desaparecer por certo número de anos (normalmente sete), uma pessoa poderia ser declarada morta para  fins de novo casamento e herança. 

A Cia Razões Inversas, que está completando 31 anos, vem desenvolvendo há anos uma profunda pesquisa sobre teatro narrativo que levou à criação de espetáculos premiados e de grande sucesso como Agreste e Anatomia Frozen. Além disso, a utilização do elemento musical na construção da estrutura espetacular se tornou uma das características distintivas de linguagem cênica dentro do  trabalho do grupo. 

Estes dois elementos de linguagem podem ser observados em diversos trabalhos. Neste sentido, a obra Enoch  Arden reúne estas características de modo perfeito para a continuidade e aprofundamento da pesquisa de linguagem teatral da Companhia. Além disso, ele propicia a oportunidade para que a Companhia investigue a linguagem do melodrama, um desejo antigo  que agora se concretiza. 

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O herói do poema, o pescador que virou marinheiro mercante Enoch  Arden, deixa sua esposa Annie e três filhos para ir ao mar com seu antigo capitão, que lhe oferece trabalho depois que ele perdeu o emprego devido a um acidente; refletindo a visão masculina do herói sobre o trabalho e as dificuldades pessoais para sustentar sua família,  Enoch deixa sua família acreditando assim servi-los melhor como marido e pai. No entanto, durante sua viagem, naufraga em uma ilha deserta com dois companheiros: ambos  eventualmente morrem, deixando Arden sozinho lá. 

Esta parte da  história é uma reminiscência de Robinson Crusoé. Enoch Arden  permanece perdido e desaparecido por mais de dez anos. Ele descobre ao retornar do mar que, após sua longa ausência, sua esposa, que imaginava morto, está casada novamente, um casamento feliz com outro homem, seu amigo de infância Philip  (Annie conhece os dois homens desde a infância, daí a rivalidade) e  tem um filho com ele. A vida de Enoque permanece vazia, com um de seus filhos agora morto, e sua esposa e os filhos restantes sendo  cuidados por seu antigo rival. Enoque nunca revela à esposa e aos filhos que está realmente vivo,  pois a ama demais para estragar sua nova felicidade. Contudo, com o  coração partido, Enoch vem a morrer de tristeza. 

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A OBRA DE RICHARD STRAUSS 

O Enoch Arden (Op, 38, TrV. 181, de Richard Strauss) é um  melodrama para narrador e piano escrito em 1897 para o poema  narrativo de Tennyson. 

Richard Strauss escreveu Enoch Arden para o ator Ernest von  Possart, que em 1896 o ajudou a obter o posto de Maestro Chefe na  Ópera do Estado da Bavária, em Munique. Ele o escreveu enquanto  se dedicava à composição de Dom Quixote e o terminou em fevereiro  de 1897. Strauss e Possart viajaram muito com o melodrama, em uma tradução alemã de Adolf Strodtmann, sendo a obra bem  recebida pelo público e fazendo crescer a reputação de Strauss mais  pela força dela do que por seus poemas sinfônicos. No ano seguinte,  Strauss capitalizou seu sucesso escrevendo Das Schloss am Meere (O  castelo junto ao mar) com palavras de Ludwig Uhland. 

O gênero do trabalho foi descrito como de música incidental. Consiste  principalmente em breves interlúdios indicativos de mudanças de  tempo e ambiente, bem como momentos de pontuação e  comentários. Cada uma das duas partes é introduzida por um  prelúdio e conclui com um poslúdio. Strauss usa leitmotifs para  identificar cada um dos personagens: Enoch Arden (uma sequência  de acordes em Mi bemol), Annie Lee (uma figura crescente em Sol),  Philip Ray (uma melodia em Mi), o mar (Sol menor). Ele não as  desenvolve em melodias, mas as usa estaticamente. Existem longas  passagens onde o piano fica em silêncio enquanto permanece apenas  a narrativa. 

Devido à natureza esparsa da música, as apresentações de Enoch  Arden dependem muito mais do narrador e do que do pianista. Não  se trata de uma obra musical em si, já que ela nunca teve a intenção  de ser principalmente uma peça musical, mas uma apresentação dramática com acompanhamento musical. 

Enoch Arden foi muito popular em sua época, mas caiu na  obscuridade quando a moda mudou e recitações, declamações e  melodramas passaram a ser considerados ultrapassados. Contudo,  nos últimos anos, o trabalho atraiu alguns nomes notáveis no papel  do narrador, incluindo Dietrich Fischer-Dieskau, Jon Vickers, Michael  York, Claude Rains, Benjamin Luxon, Patrick Stewart e Gwyneth  Jones, e no papel do pianista, incluindo Glenn Gould, Emanuel Axe e Mark-André Hamelin. 

Sobre a Companhia Razões Inversas

A Companhia Razões Inversas foi criada em 1990 pelo diretor Marcio Aurelio e a primeira turma de formandos do curso de teatro da Unicamp. Nesses trinta anos construiu uma trajetória voltada para o constante processo de pesquisa, para a formação de seus intérpretes, artistas criadores, na busca do diálogo com o público contemporâneo e da excelência do fazer teatral. Durante este longo período, a Companhia criou 22 espetáculos partindo de textos consagrados da dramaturgia internacional, textos inéditos de autores nacionais e criações dramatúrgicas coletivas a partir de longos processos de pesquisa e criação. Em seus primórdios, a pesquisa da Companhia se deu a partir do estudo de encenadores do século XX que nortearam nosso trabalho. Iniciando com um estudo aprofundado do método de ações físicas de Stanislavski, passando em seguida pelo estudo dos encenadores Tadeusz Kantor e Jerzy Grotowski. Essa pesquisa levou a criação do primeiro espetáculo da Companhia, Vem, Senta Aqui ao Meu Lado e Deixa o Mundo Girar (…) Jamais Seremos Tão Jovens criado a partir do texto Fala Comigo como a Chuva e me Deixa Ouvir, de Tennessee Williams, improvisações, performances, resultando em mais de seis horas de material cênico que foram utilizados na criação do espetáculo. Outra grande influência foi o estudo do teatro de Bertolt Brecht. Ela está presente em montagens como Ricardo II, de Shakespeare, em 1992. Na peça, o rei Ricardo, após confiscar os bens dos nobres e exilar Henrique Bolingbrok, sofre um golpe e é obrigado a renunciar à coroa. A encenação evidenciava o paralelo com a realidade do Brasil sob a presidência de Fernando Collor, tendo o processo de impeachment e renúncia ocorrido durante nossa temporada, surpreendendo a todos com a realidade incrivelmente imitando a arte. A pesquisa sobre o teatro didático de Bertolt Brecht levou à criação do espetáculo Maligno Baal, o Associal, em 1998, no qual as cenas foram construídas por meio de improvisações a partir dos fragmentos brechtianos. Já em A Bilha Quebrada, de 1994, um dos grandes sucessos da Companhia, a inspiração era o teatro de marionetes de Kleist. Outra grande influência em nosso percurso foi nosso encontro com Grotowski em 1996. Nele, durante três dias de encontro pessoal com ele e com os atores do Centro de Pesquisa e Experimentação Teatral de Pontedera, pudemos assistir The Action, nos apresentarmos para eles e realizarmos uma noite conversa e troca. Essa influência foi fundamental no processo de montagem dos trabalhos seguintes. Em 2003 a Companhia iniciou uma pesquisa sobre teatro narrativo que resultou em encenações como Agreste em 2004, A Metafísica do Amor em 2007 e Anatomia Frozen em 2009. Uma análise atenta da encenação do espetáculo Agreste evidencia a influência do teatro épico de Brecht, do teatro de Grotowski e das instalações e performances de Joseph Beuys que surgem nos cenários, figurinos e sonoridade. Em sua criação também foi feito um estudo aprofundado de Walter Benjamin e Platão sobre o narrador e a imitação na narrativa. Já o teatro de Heiner Müller está presente na performance criada a partir da PeçaCoração, em 1994, e na montagem de Filoctetes, em 2015. Uma das questões temáticas que surgiram durante nosso percurso, foi a discussão da própria arte e do fazer teatral. Torquato Tasso, de Goethe, montagem de 1995, discutia a propriedade da obra e o apoio do estado, em um momento em que se iniciavam as discussões que levariam a criação de leis como a de Fomento ao teatro na cidade de São Paulo. A montagem de A Arte da Comédia, de Eduardo de Fillipo em 1999, discute a função e a utilidade do teatro. A Ilusão Cômica, de Corneille, em 2011 também tratava do próprio teatro e da profissão do artista. Dois novos espetáculos estão sendo criados para as comemorações dos trinta anos da Companhia. Enoch Arden, que aprofunda o projeto de pesquisa de teatro narrativo desenvolvido e O Fazedor de Teatro, de Thomas Bernhard, que mais uma vez tratou do tema do teatro e do fazer teatral.

Ficha técnica: 

Texto: Alfred Tennyson
Tradução: Paulo Marcello
Música: Richard Strauss
Encenação: Marcio Aurelio
Cenários, figurinos e iluminação: Marcio Aurelio
Ator-narrador: Paulo Marcello
Pianista: Fernando Esteves
Preparação Corporal: Luciana Hoppe
Direção de Produção: Paulo Marcello

Oficina: 

De 16 a 18 de dezembro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

OFICINA – Teatro narrativo, investigação de uma poética contemporânea.

DESCRIÇÃO: Apresentação da pesquisa de linguagem realizada pela Companhia Razões Inversas e aplicação de exercícios práticos dentro das técnicas de atuação desenvolvidas para a cena.

PÚBLICO ALVO: Atores com alguma experiência na área.

Link para inscrição na oficina: https://oficinasculturais.org.br/atividade/teatro-narrativo-investigacao-de-uma-poetica-contemporanea/

Serviço: 

Enoch Arden

Duração: 1h30 

Dias 10, 11 e 12 de dezembro no CBB (Centro Brasileiro Britânico)

Horários: Sexta às 20h. Sábado e domingo às 19h. 

Reservas de ingressos: enoch@razoesinversas.com.br

Duke of York Auditorium

Rua Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros

Estacionamento tarifado no local.

Capacidade: 78 lugares.

Grátis. 

De 15 a 18 de dezembro na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios, 363 

Horários: quarta, quinta e sexta às 20h; sábado às 18h. 

Grátis. 

Exigência de máscara e comprovante de vacinação. 

A VIDA SECRETA DAS COISAS 

Espetáculo de dança online de Mariana Muniz estreia dia 10 de dezembro 

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Link para download de fotos: Cláudio Gimenez

A Vida Secreta das Coisas é o mais recente trabalho solo audiovisual/coreográfico de Mariana Muniz. O trabalho nasceu durante a crise sanitária mundial que nos afastou do convívio social pelo coronavírus. 

O vídeo será lançado no dia 10 de dezembro às 20h e ficará disponível ao público até o dia 22 de dezembro pelo canal do Youtube da Movicena Produções. 

O prolongado tempo de convívio com os objetos da casa geraram uma conexão inusitada com o corpo dançante da artista. Trata-se de um testemunho artístico do que pode revelar a vida sensível e silenciosa daquilo que nos rodeia, e da qual não nos damos conta, por força da convivência automática e apressada que a vida impõe.

Nas palavras de Mariana Muniz: “Meu corpo, em estado de diálogo, fala e se move a partir dos sons e movimentos que emergem das coisas e dos ambientes. Vasos, plantas, cadeiras, mesas, bancos, tapetes, paredes, portas, beirais, chão e pratos dão suporte a uma conversa que atravessa as salas, a cozinha e a área de serviço do apartamento”. 

Contemplado pela lei ProAC Lab do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, este trabalho coreográfico foi filmado nas dependências da casa de Mariana. 

O vídeo terá seu lançamento on-line no dia 10 de dezembro às 20h e ficará disponível ao público até o dia 22 de dezembro. No dia do lançamento, Mariana Muniz, Cláudio Gimenez e Fellipe Oliveira realizarão um bate-papo ao final do vídeo, aberto a todes espectadores. Todas as ações acontecerão gratuitamente no canal do Youtube da MoviCena Produções.

SINOPSE

A Vida Secreta das Coisas é um trabalho coreográfico concebido durante a quarentena e inspirado na escuta, atenciosa e amorosa, dos objetos que fazem parte da casa da artista Mariana Muniz. 

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção, Interpretação e Figurino: Mariana Muniz

Assistente de Direção e Foto: Cláudio Gimenez

Direção Audiovisual e Iluminação: Fellipe Oliveira

Assistente de Câmera: Cláudio Gimenez

Sonorização e Arte Gráfica: Rafael Petri

Produção Geral: MoviCena Produções

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

SERVIÇO

Estreia dia 10 de dezembro, às 20h

O vídeo ficará disponível por 12 dias, até 22/12.

Bate-papo dia 10 de dezembro após o lançamento do vídeo

Acesse:  www.youtube.com/movicenaproducoes

Cia. Provisório Definitivo abre ensaios de (A) DOR (A)

Clique aqui para download das fotos de divulgação

Livremente inspirado na vida de Maria Auxiliadora Lara Barcellos (Dora), militante da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares) que se suicidou na Alemanha, (A) DOR (A) é um texto que mistura dados biográficos dessa mineira natural de Antônio Dias, com recriações ficcionais baseadas em fatos colhidos por meio de relatos históricos de outros guerrilheiros na literatura e em filmes documentais. Uma atmosfera poética não linear permeia essa colcha de retalhos da vida dessa estudante de medicina que entrou para a clandestinidade, onde três atrizes representando Dora em algumas de suas facetas (a mulher, a guerrilheira e a torturada) dialogam entre si e convivem com os fantasmas da tortura ao mesmo tempo em que se relacionam com a atmosfera política do Brasil e dos países percorridos por ela.

Com texto e direção de Pedro Guilherme, o espetáculo finaliza o projeto “Cia. Provisório-Definitivo 20 anos” contemplado pelo Proac Lab PRÊMIO POR HISTÓRICO DE REALIZAÇÃO EM TEATRO da Lei Aldir Blanc em 2020. 

Serão seis ensaios abertos do seu décimo-sexto trabalho de 08 a 17 de dezembro em diversos teatros da cidade de São Paulo. No elenco estão Ana Tardivo, Flavia Couto, Pedro Guilherme, Sofia Botelho e Thiago Andreuccetti.

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Um texto de um ato, com duração de 90 minutos. Mesclam-se elementos épicos e dramáticos de forma não-linear. A pesquisa e escrita do texto foi inicialmente encomendada por Henrique Stroeter e também ocorreu no âmbito do Programa de Ação Cultural Proac nº 40, de 2014, e aprovado no Edital do “Concurso para Bolsa de Incentivo à Criação Literária no Estado de São Paulo – Texto de Dramaturgia”.  Texto Vencedor do 2o. Concurso Nacional FETAERJ de dramaturgia –Prêmio João Siqueira em 2015 no Rio de Janeiro. No mês de dezembro, completando o projeto “Cia. Provisório-Definitivo 20 anos” serão realizados seis ensaios abertos em diferentes teatros da cidade, todos gratuitos.

…

A peça tem como objetivo traçar uma reflexão sobre o momento político brasileiro atual a partir do retratado no espetáculo dentro do período do Regime Militar. Mais precisamente, sobre a participação dos jovens na vida política do país de uma forma ativa e utópica. Em paralelo a isso, também se busca questionar a violência que sofrem aqueles que se opõem francamente à ordem capitalista estabelecida, em especial o grupo de militantes que entraram para a luta armada no momento de linha dura da ditadura e foram vítimas de tortura, e, no caso de Dora, posterior exílio. 

Um mergulho não só racional mas também emocional e sentimental nos subterrâneos da história do país.

Segundo Jacob Gorender no livro Combate nas Trevas – A esquerda brasileira: Das Ilusões perdidas à luta armada, “sem o exercício do poder coercitivo não existiria o Estado burguês. O golpe direitista de 1964 arrancou os véus que disfarçavam a violência do Estado burguês no Brasil.” Descobrir assim os limites democráticos da sociedade atual através do olhar voltado pro passado, tudo isso sem necessariamente trazer respostas, mas até perguntar profundamente ao espectador/leitor da obra se é possível a caminhada humana na Terra sem a existência de utopias transformadoras parece ser fundamental numa sociedade cada vez mais normativa e mercadológica. 

As “transgressões” da juventude de 68, são, talvez, a primeira busca de resposta mais clara a essas questões dentro da modernidade e da contemporaneidade. Revisitá-las, ressignificando-as, sem um forçoso olhar maniqueísta para os fatos, ainda que esses nos levem às mais altas transgressões aos mais básicos direitos humanos no caso das torturas, poderá nos levar a entender como se dá a interação social da nossa juventude atual. Hoje em dia, tem-se um contingente assustador de pessoas anestesiadas de um lado e de rebeldes sem causa do outro, tornando necessário analisar os processos históricos como mais profundos do que se pensa. Talvez a ditadura tenha deixado heranças políticas e sociais maiores dentro do cenário atual do que pode imaginar nossa vã filosofia.

Assim, o estudo e a colocação da história na dramaturgia analisando todos os pontos de vista dos envolvidos no conflito, aliado à fruição estética da obra em si, pode ser um importante instrumento para pensarmos o sistema político, educacional e cultural do país livre das estruturas que se arraigaram a estes. Em outras palavras, mais do que eleições diretas e liberdade de expressão, a revisão dos fatos nos mostra que a democracia é um processo de atualização e de constante revogação dos modos de funcionamento do passado. Alguns exemplos que sempre devem ser transformados e que possivelmente tem a sua estruturação influenciada pelo período militar: Uma polícia que não oprima e sim proteja o cidadão, alianças políticas não pautadas em governabilidade somente, a busca de sistemas educacionais preocupados em formar cidadãos pensantes e não somente mão de obra para o mercado de trabalho.

Dora, mulher, militante, realmente preocupada em fazer diferença no quadro político e social, ao ter sua vida massacrada pelo exílio e pela tortura, nos faz ver que ter o pensamento voltado para o ser humano no mundo de hoje, pode ser um ato de extrema ingenuidade. Mas talvez seja o único necessário.

FICHA TÉCNICA

Livremente inspirada na vida de Maria Auxiliadora Lara Barcellos 

Texto e Direção: Pedro Guilherme

Elenco: Ana Tardivo, Flavia Couto, Pedro Guilherme, Thiago Andreuccetti, Sofia Botelho

Figurino: Maria D’Cajas

Cenário: Pedro Guilherme

Cenotécnico: Mateus Fiorentino Nanci

Trilha Sonora: Barbara Frazão

Iluminação: Vinícius Andrade

Edição de Vídeos: Gabriela Bernd

Operação de Vídeo: Júnior Docini

Fotografia: Bob Sousa

Arte Gráfica: Flavia Couto

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: Pedro Guilherme

idealização inicial do projeto de Henrique Stroeter

Realização: Cia. Provisório-Definitivo

SERVIÇO

Dia 08 – Centro Cultural da Diversidade – Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi – às 20:00h

Dias 09 e 10 – Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – às 19:00h

Dia 15 – Centro Cultural da Diversidade – Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi – às 20:00

Dia 16 – Espaço Companhia da Revista – Alameda Nothmann, 1135 – Campos Elísios – às 21:00h

Dia 17 – Teatro Alfredo Mesquita – Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana – às 21:00h