Os Dois e Aquele Muro com direção de Francisco Medeiros estreia 13 de junho no Espaço dos Fofos

Texto de Ed Anderson narra uma noite na qual dois homens solitários – interpretados pelos atores Plínio Soares e Luciano Gatti – se encontram pela primeira vez e juntos entram em um jogo intenso de sedução, disputa de poder e impulso entre vida e morte

Fotos de Bob Sousa

Quando escreveu esta peça, o autor convidou Francisco Medeiros para uma primeira leitura encenada. Em seguida, o texto foi publicado e depois de alguns anos ganhou o edital do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo – 3ª edição – 2015. Os Dois e Aquele Muro estreia dia 13 de junho no Espaço dos Fofos. Em cena, os atores Plínio Soares e Luciano Gatti.

No espetáculo dois homens – Lucio e Jonas – marcam um encontro virtualmente e se veem pela primeira vez em um pub. Depois de alguns drinks e conversa, dirigem-se à casa de Lúcio onde o jogo de sedução e poder começa a ficar mais radical. Dois homens solitários, dois universos tristes em busca de algo se jogam em uma noite de caça.

Francisco Medeiros enxerga o texto como uma profunda disputa entre dois homens, uma guerra onde a sedução é a maior arma.  O diretor tem mais de 130 encenações de Teatro, Dança e Ópera em 44 anos de carreira, recebeu 40 prêmios, como Molière, Mambembe, Inacen, APCA, Apetesp, Governador do Estado, Coca-Cola Femsa, Panamco, o Prêmio Internacional Angel Award, além de 12 indicações para o Prêmio Shell.

Em Os Dois e Aquele Muro Medeiros optou por uma linguagem não realista em que a escritura cênica se organiza partindo de uma relação de paralelismo entre ações verbais e ações físicas. O percurso descrito pela obra se inicia num espaço público e se transfere para um espaço privado, que por sua vez vai ganhando uma dimensão íntima crescente.

Para o diretor “o encontro entre duas pessoas no mundo de hoje ocorre com muita frequência no território da disputa de poder. É cada vez mais comum vermos que nós, da espécie humana, buscamos o sentido do encontro na necessidade de submeter, subjugar, vencer: uma guerra, um jogo implacável, em que há quase sempre só duas opções: viver ou morrer, ganhar ou perder”.

“E isto parece hoje ser elemento constitutivo da vida do homem em sociedade. Assim também ocorre com Lucio e Jonas, personagens criados por Ed Anderson.

Um dos aspectos mais interessantes da peça é que, à medida que o encontro se desenrola, os dois não só veem diante de si o muro que os separa e ao mesmo tempo os convida a um confronto, como também experimentam um momento propício para que se revelem diante de si próprios e do outro”.

Os Dois e Aquele Muro mescla de maneira intrigante drama, comédia, suspense, numa sucessão não linear de cenas breves e de variadas pulsações. Imersos na incessante luta pelo poder, nem por isso os dois deixam de experimentar o sabor do afeto, da solidariedade, da ferina ironia, do respeito pelas diferenças, mesmo vivendo as dificuldades ou mesmo as impossibilidades de degustar estas dimensões que também fazem parte da aventura de estar vivo.

Sobre o percurso do texto e do projeto, o autor Ed Anderson relata: ”Os primeiros rascunhos deste texto surgiram nos idos de 2001, portanto há quinze anos, e lá se vai uma paciente primavera. Dizem que o tempo é sábio. Agora ele debuta em cena trazendo uma história de bem mais que quinze parcerias. E quem comanda a valsa não poderia deixar de ser Chico Medeiros – artista inquieto presente em boa parte da história do teatro paulista. Apesar do tempo corrido, fico impressionado com a atualidade da escrita, afinal, nas últimas estações, não foram poucos os “muros” erguidos ao diálogo e raros os demolidos. Espero que através desta encenação cada um saiba lidar com os seus tijolos”.

A iluminação de Domingos Quintiliano sugere a passagem da atmosfera lunar, cheia de sombras, reflexos e transparências, típicas da noite e do universo das aparências, para a emergência de um clima solar, luminoso que nos desperta para o mundo das evidências.

De uma certa maneira esta é também a opção do cenário de Heron Medeiros, um espaço versátil, móvel, e de grande agilidade que se modifica a partir da ação dos personagens: um mundo que ganha configurações e texturas específicas pela ação do homem e, paralelamente um espaço modular, que procura ser um parceiro provocativo e eloquente no jogo entre os dois atores.

A assistência de direção e a trilha sonora são de Aline Meyer, os figurinos são assinados por Marichilene Artisevskis e a preparação corporal dos atores é de Bruna Longo.

Ficha Técnica:
Texto: Ed Anderson.
Direção: Francisco Medeiros.
Elenco: Luciano Gatti e Plínio Soares.
Assistência de direção e trilha sonora: Aline Meyer.
Cenografia: Heron Medeiros.
Figurinos: Marichilene Artisevskis.
Iluminação: Domingos Quintiliano.
Preparação corporal: Bruna Longo.
Direção de produção: Maurício Inafre.
Produção executiva: Ana Elisa Mattos.
Assistência de Produção: Murilo Carvalho.

Serviço:
Estreia: 13 de junho
Duração: 60 minutos
Classificação: 16 anos
Espaço dos Fofos – Rua Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista – SP – CEP: 01318-020. Fone: (11) 3101.6640
Capacidade: 80 lugares.
Ingressos: R$ 30,00 / R$ 15,00.
Cartões: aceita todos os cartões.
Meia entrada: para estudantes, professores da rede pública, maiores de 60 anos e classe teatral.
Grátis para professores e alunos da rede municipal de ensino.
Acessibilidade.
Temporada: segundas, terças e quartas às 21h
Até 3 de agosto

O Alvo Parte 2 – Hateclub
Sequência de premiado espetáculo de Pedro Garrafa estreia no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi

As duas peças (O Alvo Parte 1 e O Alvo Parte 2) ficam em cartaz simultaneamente para temporada até 31 de julho. Em ‘Hateclub’ o jogo vira e as meninas mais populares do colégio são transformadas no novo alvo. É possível assistir os dois espetáculos no mesmo dia

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Foto de Lila Batista

O diretor e dramaturgo Pedro Garrafa escreveu a peça O Alvo Parte 1 – Ser ou não ser o centro das atenções a partir da necessidade que sentiu ao dialogar com seus alunos adolescentes sobre bullying.

O espetáculo (que marcou a estreia da Cia do Bigode) entrou em cartaz em 2015 e foi sucesso de público e crítica, ganhando os prêmios “Melhor Texto Original” e “Melhor Espetáculo Jovem” no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2015 (antigo Prêmio FEMSA). Também foi indicado ao Prêmio Arte e Qualidade 2015 na categoria “Melhor Espetáculo Jovem” e também aos Melhores de 2015, pelo Guia da Folha.

Agora, a Cia do Bigode lança a continuação desta história. Depois empurrar da escada a menina mais zoada do colégio, as cinco meninas populares são transformadas no novo alvo da escola. O Alvo Parte 2 – Hateclub está em cartaz até dia 31 de julho no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi. Os dois espetáculos ficam em cartaz simultaneamente, sendo possível adquirir o pacote para comprar as duas peças e assisti-las na sequência.

“Como o termo está em voga, tende-se a generalizar o bullying, tornando o uso do mesmo banal e vazio”, discorre Pedro. Para não cair no senso comum, a Cia do Bigode busca fugir da lição de moral e abrir as questões para todas as interpretações possíveis. “Temos personagens com atitudes e opiniões diferentes acerca do bullying. Colocando diversos pontos de vista nós não fechamos o diálogo, mas sim abrimos para discussão e reflexão.”

Com a pulverização das redes sociais, o discurso de ódio tornou-se mais corriqueiro. “Quando não estamos na frente da pessoa, nos sentimos livres para falar não só o que pensamos, mas também aquilo que está guardando na nossa mente, como mágoa, angústia e rancor. É preciso olhar com bastante atenção para isso. Somos responsáveis por filtrar o que pode fazer mal para os outros”, finaliza Pedro Garrafa, que aborda o perigo das redes sociais nos dois espetáculos.

Críticas O Alvo Parte 1 – Ser ou não ser o centro das atenções

Texto e direção são assinados por Pedro Garrafa. Ouso dizer que é o espetáculo mais “urgente” em cartaz atualmente para o público jovem e retratando o público jovem. Ele tem de ser visto. Escolas precisam muito descobrir esse espetáculo e levar seus alunos. É forte, bem escrito, bem interpretado, extremamente nu e cru, real de uma forma tão contundente que chega a doer na boca do estômago

Dib Carneiro Neto, colunista da Revista Crescer e jurado do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Com uma combinação de simplicidade, bom texto e elenco talentoso, o diretor e roteirista Pedro Garrafa conseguiu abordar um assunto já bastante explorado de maneira realista (…). O espetáculo da Cia. do Bigode é composto de flashbacks, numa estrutura tão benfeita e dinâmica que o espectador fica grudado na cadeira à espera da decisão sobre o destino das meninas.

Meriane Morselli, crítica da Revista Veja São Paulo

As jovens atrizes da Cia do Bigode apresentam seu primeiro espetáculo com direção de Pedro Garrafa e já acertam no tema, com domínio dos diálogos e interpretação segura.

Mônica Rodrigues Costa, crítica de teatro infantil e jovem da Folha de S. Paulo
Sinopse

O Alvo Parte 1 – Ser ou não ser o centro das atenções
Cinco amigas populares do colégio estão na sala de espera da diretoria. A amizade dessas garotas está ameaçada por causa de um estranho encontro delas com a ‘menina mais zoada do colégio’, que tomou proporções graves, quando a menina rolou as escadas e acabou em um hospital, bastante machucada.

O Alvo Parte 2 – Hateclub
Depois da ‘menina mais zoada do colégio’ rolar as escadas e se machucar por conta de uma provocação, as cinco meninas mais populares se transformam no novo alvo do colégio.

Ficha técnica

O Alvo Parte 1 – Ser ou não ser o centro das atenções
Texto e direção: Pedro Garrafa.
Elenco: Andressa Andreato, Julia Freire, Kuka Annunciato, Luiza Porto, Natalia Viviani.
Figurino: Flávia Garrafa.
Assistente de Direção: Maira Sarmento.
Produção: Elemento Cultural.

O Alvo Parte 2 – Hateclub
Texto e direção: Pedro Garrafa.
Elenco: Andressa Andreato, Julia Freire, Kuka Annunciato, Luiza Porto, Natalia Viviani e Pauline Mingroni
Figurino: Flávia Garrafa.
Assistente de Direção: Maira Sarmento.
Produção: Elemento Cultural.

Serviço

O Alvo Parte 1 – Ser ou não ser o centro das atenções
Reestreia dia 4 de junho.
70 minutos.
Livre.
R$ 50.
Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04543-011
125 lugares.
(11) 5180-4790.
Sábados, às 17h30.
Até dia 31 de julho.

O Alvo Parte 2 – Hateclub
Estreia dia 4 de junho.
70 minutos.
Livre.
R$ 50.
Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04543-011
125 lugares.
(11) 5180-4790.
Sábados, às 19h.
Até dia 31 de julho.

Comédia de Shakespeare é encenada ao ar livre no Parque Trianon em junho

 Fotos de Ana Alexandrino

Vídeo com cenas do espetáculo
Pedro Granato dirige a poética montagem do espetáculo Sonho de uma noite de verão, que faz temporada no Parque Trianon de 4 de junho a 3 de julho. A peça narra as desventuras de jovens enamorados perdidos em um bosque habitado por seres do universo fantástico.

Uma das mais populares comédias de William Shakespeare, escrita por volta de 1590, Sonho de uma noite de verão faz nova temporada em São Paulo. Dirigida por Pedro Granato, a peça é encenada ao ar livre no Parque Trianon aos sábados e domingos até dia 3 de julho. A maioria do elenco também integra o grupo Os Barulhentos, recém-premiado pela montagem de ‘Aqui estamos com milhares de cães vindos do mar’.

A peça traz uma atmosfera delicada e poética para o espaço público. O chão é forrado por pétalas, as árvores enfeitadas com luzes e os atores usam o parque para narrar as desventuras de casais perdidos em um bosque habitado por seres do universo fantástico. O figurino repleto de listras e a maquiagem detalhada com cílios e cabelos estilizados agregam ao espetáculo uma delicadeza pouco usual em espetáculos de rua. O trabalho de interpretação é calcado no humor dos clowns e da commedia dell’arte, onde atores interpretam dois ou mais personagens por meio da transformação vocal e corporal, além de trocas rápidas de elementos cênicos.

Um espetáculo clássico que envolve todas as idades, apresentado gratuitamente em um ano comemorativo da importância de Shakespeare. O público se sente cúmplice da construção dos atores, embalado por músicas originais executadas ao vivo com sanfona, violões, flauta doce e percussão.

A direção de arte da peça foi criada em processo colaborativo. O elenco se envolveu na confecção, construindo, costurando e desenhando as peças. A Cia Novelo é composta por nove atores com diferentes formações, que se uniram para montar este espetáculo – primeiro projeto do grupo construído ao longo de oito meses, em constante relação com o espaço urbano, resultando num projeto independente, cuidadoso e artesanal.

Agora, contemplado pelo “Prêmio Zé Renato”, o grupo poderá cumprir temporada gratuita no coração da cidade. Pelo mesmo projeto, a Cia Novelo ainda circula parques de diferentes regiões da cidade.

Sinopse

A comédia de William Shakespeare narra o desencontro de jovens enamorados, que se perdem em um bosque habitado por seres do universo fantástico. A peça acontece ao ar livre, com trilha sonora executada ao vivo e usando o parque como cenário.

Trajetória

Em agosto de 2014, A cia. Novelo de maneira independente fez uma curta temporada em São Paulo no parque Villa Lobos, totalizando 10 apresentações com público superior a 4.000 mil pessoas. Na sequência recebeu diversos convites: participou do projeto “Centro aberto”, da prefeitura de São Paulo com apresentações no centro da cidade, circulou por unidades do SESC no interior e na capital, integrou o projeto Teatro no Parques, foi selecionada para o “Circuito Sesc de Artes 2015” em nove cidades do interior e litoral de São Paulo e recentemente do Circuito Estadual de Cultura.

Ficha técnica
Texto: William Shakespeare
Direção e adaptação: Pedro Granato
Elenco: Domitila Gonzalez, Gabriel Tavares, Gustavo Pompiani, Lucas Paranhos, Marina Campanatti, Pedro Casali, Samya Pascotto, Thalita  Trevisani, Valérie Mesquita.
Produção: Contorno Produções e Pequeno Ato
Direção de produção: Victória Martinez

Serviço – Sonho de uma noite de verão
Reestreia.
De 4 de junho até dia 3 de julho.
Duração: 90 minutos.
Classificação: Livre.
Parque Trianon – Rua Peixoto Gomide, 949 – Cerqueira César.
Capacidade indeterminada.
Telefone: (11) 97240-7003.
Sábados às 15h e domingos às 11h
Exceto dia 11 de junho – não haverá apresentação.
Grátis.
Comédia | Teatro de Rua.

Sucesso de público e crítica na temporada paulistana, peça inspirada em romance de Virginia Woolf, As Ondas ou Uma Autópsia estreia no Rio de Janeiro no Teatro Poeira

Espetáculo de Gabriel Miziara foi montado em 2016, nos 75 anos de morte da escritora norte-americana, e é inspirado no livro “As Ondas”

Fotos de João Caldas Fº

Depois de várias temporadas com ingressos esgotados em São Paulo, o espetáculo As Ondas ou Uma Autópsia, com concepção e atuação de Gabriel Miziara, chega ao Rio de Janeiro para quatro apresentações no Teatro Poeira, entre 28 de junho e 1º de julho. O espetáculo é inspirado no romance “As Ondas”, de Virginia Woolf (1882-1941), e foi escrito em 2016, nos 75 anos de morte da escritora britânica.

A pesquisa para o espetáculo, em andamento desde 2012, nasceu da paixão do ator pela obra da autora. Ele é o primeiro espetáculo de uma trilogia dedicada a obra de Virginia Woolf, composta ainda por “Momentos de Vida”, baseado no livro homônimo e autobiográfico, e “Virginia”, criação inédita – que ainda não estrearam.

“As Ondas” é um romance conhecido como um dos mais radicais da escritora ao usar a técnica denominada “fluxo de consciência”. Assim como James Joyce, Gustave Flaubert, Marcel Proust, Samuel Beckett, entre outros, a autora em uma maneira impressionista de relatar as experiências vividas pelas personagens, carrega de subjetividade os seus discursos. “Ao mergulhar no interior de suas personagens, ao revelar cada detalhe, cada impressão, Virginia, abre um vasto território de jogo para a interpretação dramática. O mergulho vertical feito pela escritora é o mergulho que o intérprete tem de fazer para buscar em si as palavras escritas por ela”, aponta Miziara.

Sinopse baseada no livro “As Ondas”

Este romance-poema escrito em 1931 descreve através do nascer do sol até seu poente, as diversas fases das vidas de seis amigos: Jinny, Rhoda, Susan, Louis, Bernard e Neville. Os personagens manifestam seus pensamentos, anseios e vontades através de solilóquios, quase nunca existe um diálogo direto, tudo passa por dentro deles, ganha camadas, adquire relevos antes de ganhar o mundo; e cada um destes mundos é vasto, amplo, infinito. Além dos seis personagens existe um sétimo, mudo, apenas um espectro que acompanha os outros: Percival, o herói silencioso que morre no auge da sua vida. Percival é quem leva esta obra até o cerne angustiado da vida da escritora.

Sobre a encenação

Com projeções e recursos visuais tão intensos quanto o universo das palavras de Virginia Woolf e inspirados na poética de Olafur Eliasson, o cenário conspira para dilatar relações de espaço/tempo, real/imaginário e levar o espectador a uma reflexão sobre a Morte. Na sua vida, Virginia deparou-se várias vezes com a morte e cada uma delas foi decisiva para a profundidade de sua escrita e de sua visão de mundo. A morte de sua mãe, por exemplo, foi responsável pela sua primeira crise grave de depressão e sua primeira tentativa de suicídio.

“As Ondas” é uma homenagem a seu irmão, Thoby Stephen que morreu de febre tifoide com apenas 26 anos, uma das perdas mais significativas na vida de Virginia. A “autópsia” do espetáculoaparece aí. Segundo Miziara, na encenação o corpo de estudo é o romance e cada incisão, o olhar de cada personagem sobre a morte, seja ela metafórica ou real. ”A peça é um corpo aberto, uma anatomia poética mapeada, que busca a expressão mais fiel da dimensão íntima destas personagens em suas experiências com a morte”, completa.

Espetáculo “coletivamente” solo

Segundo Miziara, “As Ondas ou Uma Autópsia” é um espetáculo solo, pois emergiu, enquanto forma, em um monólogo, mas coletivo, porque foi criado pela fricção de vários pontos de vista, contando com a presença constante nos ensaios de alguns artistas colaboradores ou “provocadores”:o ator e diretor André Guerreiro Lopes, a atriz e pesquisadora Carolina Fabri, o dramaturgo Cássio Pires, o ator e diretor Elias Andreato, o multiartista, estilista e figurinista Fause Haten, a atriz e diretora Malú Bazan, a atriz e pesquisadora Patrícia Leonardelli e a bailarina, pesquisadora e escritora Sônia Machado de Azevedo.

Sobre Virginia Woolf

Apesar das graves crises que enfrentou durante toda vida, Virginia Woolf (1882-1941) encontrou na escrita uma maneira de dar voz às suas angústias. Foi uma das principais vozes a defender o feminismo e a igualdade entre homens e mulheres.

Virginia Woolf foi uma das principais escritoras do Movimento Modernista do século XX; romancista, contista, ensaísta e editora inglesa. Nasceu em Londres, no dia 25 de janeiro de 1882, filha do editor Leslie Stephen, cresceu sob a influência da sociedade literária vitoriana. Sua vida foi conturbada; durante a adolescência sofreu abuso sexual por parte dos meio-irmãos e após a morte de sua mãe, de sua meia-irmã, de seu pai, e de seu irmão, entrou em profunda depressão.

Em 1910 ingressou no grupo de Bloomsbury, um círculo intelectual de artistas e escritores. Foi neste grupo que conheceu Leonard Woolf, com que se casou em 1912. Em 1915 publicou sua primeira obra “The Voyage Out”. Em 1917, junto com o marido, fundou a editora Hogarth Press.

A notoriedade e importância da sua obra ultrapassam a literatura e são objetos de estudo de: críticos literários, escritores, dramaturgos, cineastas, compositores, artistas plásticos, coreógrafos, atores e performers. Harold Bloom, um dos maiores críticos literários da atualidade, define Virginia Woolf como: “a mais completa pessoa-de-letras da Inglaterra de nosso século”.

Com sua extraordinária sensibilidade e visão de mundo, Virginia deixou como legado uma obra de potência inestimável, um recorte único do mundo e do homem. A escrita, a mulher, a arte, a literatura, o amor, a vida e morte e o impacto destes temas nas vidas de suas personagens, são colocados nos seus livros de um modo impressionista. Virginia revela cada detalhe, cada impressão e assim sendo, faz da sua escrita um vasto campo de jogo para a interpretação dramática.

Com sérios problemas depressivos, que se agravaram durante a segunda guerra, Virginia Woolf se suicidou no rio Ouse, perto de sua casa, em Sussex, na Inglaterra, no dia 28 de março de 1941.

Virginia deixou uma extensa obra composta por nove romances, três biografias, diversos contos, críticas literárias, diários e uma vasta correspondência entre ela e seus amigos.

Sobre Gabriel Miziara

Gabriel Miziara é ator, diretor e professor de interpretação dramática. Além de AS ONDAS OU UMA AUTÓPSIA, ele também atua em APROXIMANDO-SE DE A FERA NA SELVA, de Marina Corazza, com direção de Malú Bazán, que fica em cartaz no Teatro Poeira entre 14 e 24 de junho. Participou também dos espetáculos: “VOLPONE” de Ben Johnson, direção de Neyde Veneziano, “DISSECAR UMA NEVASCA” de Sara Strindberg com direção de Bin De Verdier, “NÃO SE BRINCA COM O AMOR” de Alfred de Musset, direção de Anne Kessler (ComédieFrançaise), “O HOMEM A BESTA E A VIRTUDE” de Luigi Pirandello, direção de Marcelo Lazzaratto.  Integrou a COMPANHIA ELEVADOR DE TEATRO PANORÂMICO por 14 anos, onde participou dos espetáculos: O monólogo “LOUCURA”; autores diversos; “IFIGÊNIA” de Cássio Pires; “DO JEITO QUE VOCÊ GOSTA”, de William Shakespeare (indicado ao PRÊMIO SHELL por sua pesquisa), “A HORA EM QUE NÃO SABÍAMOS NADA UNS DOS OUTROS”, de Peter Handke; “A ILHA DESCONHECIDA”, de José Saramago; “AMOR DE IMPROVISO” autores diversos. Como assistente de direção trabalhou com Elias Andreato, Lígia Cortez, Neyde Veneziano, Rui Cortez, Cristina Mutarelli e Marcelo Lazzaratto. No cinema é o protagonista do longa “CORTE SECO” de Renato Tapajós que estreou no Festival de Cinema Latino Americano de 2014 e que tem estreia prevista para circuito em 2015, participou também do longa “ESTAMOS JUNTOS” de Toni Venturi. Em televisão participou da série “SOMOS TODOS UM SÓ” da TV Cultura com direção de Toni Venturi. Como professor ministra aulas no Teatro-escola Célia Helena e Escola Superior de Artes Célia Helena. Formado na Escola Superior de Artes Célia Helena e Pós-graduando em Corpo: Dança, Teatro e Performance na mesma instituição.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Interpretação: Gabriel Miziara
Dramaturgia: Gabriel Miziara
Supervisão de Dramaturgia: Cássio Pires
Supervisão de Direção: Carol Fabri e Malú Bazán
Provocadores: André Guerreiro, Carol Fabri, Elias Andreato, Malú Bazán, Patrícia Leonardelli e Sônia Machado de Azevedo
Trilha Sonora: Rafael Zenorini e Gustavo Vellutini
Direção de Produção: André Canto e Marcos Arzua
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO
As Ondas ou Uma Autópsia, de Gabriel Miziara
Teatro Poeira – Rua São João Batista, 104 – Botafogo (Rio de Janeiro)
Temporada: de 28 de junho a 1º de julho
De quinta a sábado, às 21h, e no domingo, às 19h
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia-entrada)
Bilheteria: (21) 2537-8053. Vendas presenciais de terça a domingo das 15h até a hora da apresentação, ou até às 19h, nos dias em que não houver espetáculo.
Vendas pela internet: www.tudus.com.br
Venda por telefone: (21) 2537-8053
Classificação: 16 anos
Duração: 60 min
Capacidade: 60 lugares
**Acessibilidade total para todas as necessidades especiais

O PROCESSO, de Franz Kafka, volta aos palcos em maio em montagem da Cia Carne Agonizante

O Processo - Exclusivas - Crédito_Júnior Cecon

Fotos de Alex Merino e Júnior Cecon

Com concepção, coreografia e direção de Sandro Borelli, a Cia Carne Agonizante volta em cartaz com o espetáculo O Processo, de Franz Kafka dia 26 de maio no Kasulo Espaço de Arte e Cultura.

Em 2003, o espetáculo O Processo foi criado e fez temporada sem nenhum tripo de apoio ou recurso financeiro obtido por instituições públicas ou privadas, valendo-se apenas de bilheteria. Com o conceito de produzir espetáculos que provoquem a reflexão na plateia e não deixá-la apenas na superfície do entretenimento banal, utilizando-se para isso elementos angustiantes de obras literárias, é que a Cia Carne Agonizante resolveu montar O Processo novamente, depois de treze anos da estreia.

A reestreia deste espetáculo integra as atividades do projeto Carne Agonizante, contemplado pela XVII edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

Sinopse
Joseph K. na manhã do seu 30º aniversário é despertado e, em vez do café da manhã, recebe uma ordem de prisão sem qualquer explicação lógica. Começa aí uma espécie de pesadelo burocrático que o levará à ruina psicológica, moral e física.

A justiça o fará passar por audiências, cartórios, salas de espancamento e tribunais, sem que ele nunca saiba de que crime é acusado. Como típico anti-herói kafkiano, ele se resigna e nunca tenta escapar das garras da justiça, ao contrário, acata o estranho rito processual, esperando pelos acontecimentos futuros e pelos próximos trâmites do processo.

No entanto, em nenhum momento são apresentados a ele os autos acusatórios, ficando, assim, impedido de saber o crime que teria cometido. Joseph K. permanecerá titubeante, numa busca por respostas que não virão, e que o levará em direção ao completo auto aniquilamento.

A coreografia se vale dos elementos angustiantes da obra literária para reforçar uma ambientação insólita e sinistra, tão essenciais ao universo kafkiano. E é a culpa acusatória que Josef K. carrega em suas costas que se faz presente no espetáculo de dança O Processo.

Ficha Técnica – O Processo
Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Concepção, Coreografia e Direção: Sandro Borelli
Assistente de Coreografia: Rafael Carrion
Trilha Sonora: Gustavo Domingues
Luz: Sandro Borelli
Figurino e cenário: Grupo
Arte Gráfica: Gustavo Domingues
Fotografia: Alex Merino e Júnior Cecon
Preparação Corporal: Jose Ricardo Tomaselli e Vanessa Macedo
Direção de Produção: Júnior Cecon
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço – O Processo
De 26 de maio a 26 de junho
60 minutos
16 anos
Kasulo Espaço de Arte e Cultura – Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda
ciacarneagonizante@gmail.com
Quinta a sábado às 21h; domingo às 19h
Grátis
Até dia 26 de junho

Cia Fragmento de Dança estreia novo espetáculo em São Paulo inspirado na obra de Jason deCaires Taylor

‘Porque somos mutantes’ estreia em São Paulo dia 28 de maio na Vila Maria Zélia e também faz apresentações no interior de São Paulo. Para criação do espetáculo, foram investigados alguns procedimentos utilizados por estátuas vivas a fim de entender o que se passa no contraste entre pausa e movimento

Foto de Leo Lin

Foto de Leo Lin

A obra do escultor e fotógrafo Jason deCaires Taylor é o ponto de partida para a Cia Fragmento de Dança lançar o novo espetáculo, Porque somos mutantes, que estreia em São Paulo dia 28 de maio na Vila Maria Zélia, sob direção de Vanessa Macedo. No elenco, os bailarinos Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Flávia Tiemi, Iolanda Sinatra, Maitê Molnar e Rafael Edgar.

Jason deCaires Taylor cria esculturas e as submerge no mar, formando uma espécie de museu submarino que a natureza se encarrega de modificar, dia após dia. Em Porque somos mutantes, a busca é por um corpo atravessado pela angústia e aceitação de sua impermanência.

Refletindo sobre ações que independem da nossa vontade, a Cia Fragmento propõe discutir processos inevitáveis de transformação em que perdemos o registro do que somos, seja em situações degenerativas (como no Mal de Alzheimer) ou na tentativa, consciente ou não, de que é necessário adequar-se para estar no convívio social.

“Porque somos mutantes convoca o elenco a lidar com a tarefa do indivíduo em grupo, organização, caos, necessidade de pertencimento. Transitando entre memórias e sentimentos, numa linha de tempo não linear, existe uma tentativa fracassada e persistente de encontrar os “eus” que nos travestem”, conta a diretora Vanessa Macedo.
Sobre a Cia Fragmento de Dança
Sob a direção de Vanessa Macedo, a Cia Fragmento de dança, desde sua formação em 2002, desenvolve continuamente pesquisa e criação em dança contemporânea, na cidade de São Paulo-SP-Brasil. Ao longo dos seus 14 anos de existência, construiu uma linguagem estética autoral que investe na qualidade técnica, mas não abre mão de inseri-la num ambiente reflexivo e emocional.

Suas criações são marcadas pela inspiração em artistas, obras e conteúdos confessionais, explorando, nesse contexto, o universo feminino. Com isso, a Cia vem trilhando um sólido caminho, com uma atuação intensa, principalmente, na cidade de São Paulo.

Desde a sua criação, produziu 14 obras, com os quais realizou temporadas, circulações e participações em mostras e festivais. Foi também contemplada por editais de incentivo cultural e outras instituições que fomentam projetos culturais e artísticos, tendo como destaque: Fomento à Dança de SP, ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e Prêmio Funarte Klauss Vianna.

Ficha técnica

Coreografia e direção: Vanessa Macedo
Assistente de coreografia: Maitê Molnar
Elenco: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Flávia Tiemi, Iolanda Sinatra, Maitê Molnar e Rafael Edgar.
Estagiária: Tamiris Maróstica
Criação e execução de trilha sonora: Murilo Emerenciano
Figurino: Daíse Neves
Luz: Sandro Borelli
Colaboração artística: Angela Nolf
Professores: José Ricardo Tomaselli (clássico) e Vanessa Macedo (contemporâneo)
Arte Gráfica: Gustavo Domingues
Fotos: Leo Lin
Produção executiva: Iolanda Sinatra
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Classificação etária: 12 anos
Duração: 45 minutos
Serviço – Ourinhos
23/05 – 20h30
8ª Mostra Sérgio Nunes de Artes Cênicas
Teatro Municipal Miguel Cury
Av Nove de Julho, 496 – Centro

Serviço – São Paulo – Vila Maria Zélia
Dias 28 e 29 de maio.
45 minutos.
14 anos.
Vila Maria Zélia (Armazém 19) – Rua Mário Costa, 13 – Belém (Próximo ao metro Belém).
Capacidade indeterminada.
Não possui telefone.
Sábado e domingo, às 19h.
Grátis – retirar ingressos com 1 hora de antecedência.

Serviço – São Paulo – Centro de Referência da Dança – CRD SP
Dias 2, 3 e 4 de junho.
45 minutos.
14 anos.
Centro de Referência da Dança – CRD SP – Baixos do Viaduto do Chá s.n.
Capacidade: 70 pessoas
Telefone: 3214-3249
Quinta a sábado, às 19h.
Grátis – retirar ingressos com 1 hora de antecedência.

Serviço – Araras
08/06 – 20h00
Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”
Av. Ângelo Franzini, s/n – Jardim dos Ipês

Joelma - Crédito - Alessandra Nohvais (9)

Espetáculo “Joelma” apresenta a história de uma das primeiras transexuais do Brasil

Fotos de Alessandra Nohvais

 Peça faz seis apresentações na CAIXA Cultural São Paulo, em uma comunhão do teatro, cinema e a dança, trazendo ao público a história de uma das primeiras transexuais do Brasil. Apresentações coincidem com a Virada Cultural e Parada LGBT na cidade

Depois de se apresentar recentemente em Brasília, Fortaleza e Goiânia, o espetáculo Joelma entra em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo para curtíssima temporada: de 20 a 29 de maio. Em seu quinto solo, o ator, performer, autor e diretor Fabio Vidal, do Território Sirius Teatro de Salvador (BA) conta a história de Joelma, uma das transexuais mais antigas do Brasil. O espetáculo se prepara para uma turnê europeia na Alemanha, Espanha e Portugal a partir de outubro.

Além das apresentações, a programação conta com performance pública nas ruas do centro da cidade, três workshops gratuitos (“Teatro Físico”, “Técnicas de Produção Audiovisual” e “Formatação e Gestão de Projetos Culturais”), projeção do curta-metragem “Joelma”, mediação com escola de ensino médio e ações de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.

“É gratificante ter a oportunidade de aproximar o público da experiência de vida de Joelma, e por conta dessa “aproximação”, desse processo de tornar  íntimo,  gerar uma nova ótica sobre as ‘questões de gênero’ no intuito de dissolver preconceitos e estimular afetos”, afirma Vidal.

Sinopse
Joelma narra a surpreendente e emocionante vida de uma das primeiras transexuais da Bahia e do Brasil, atualmente com 71 anos de idade. Uma história de afirmação e reinvenção, mesmo em frente a preconceitos e injustiças, que resguarda elementos relativos a questões de gênero e de religiosidade. O texto traz à tona a inadequação de uma mulher nascida num corpo de homem. Natural da cidade de Ipiaú, no interior da Bahia, Joelma parte para São Paulo onde permanece por 30 anos, faz a sua cirurgia de trangenitalização (troca de sexo), casa e volta a sua cidade natal com sua verdadeira cara e alma. Como se não bastasse toda sua trajetória sofrida, um assassinato traz a narrativa do espetáculo um tom de drama policial.

A encenação Joelma é derivante do curta-metragem homônimo e inspiração para o trabalho dirigido pelo autor e diretor Edson Bastos, com quem o performer, ator, Fabio Vidal divide a direção e autoria, agora no teatro. A versão para os palcos aprofunda inúmeras referências estabelecidas no filme, gerando uma nova obra experimental de confluência do teatro com o cinema e a dança. Acrescentam-se diálogos, histórias, personagens, questionamentos e informações que redimensionam o caráter mítico, religioso, filosófico e conceitual da obra cinematográfica.

O espetáculo aprofunda em sua narrativa a forte ligação que Joelma apresenta com o “divino” e o “mistério”. O princípio “Trans”, presente em cena, se apresenta em uma condição Transcendente: rezas são invocadas, ritos estabelecidos e cânticos proferidos, gerando contornos religiosos na encenação.

Projeto de Circulação Joelma promove ações educacionais, performáticas e de acessibilidade
As ações do projeto Joelma se alastram para além da cena e alcançam também pessoas com necessidades especiais, pois foram incluídos nas apresentações tradução em Libras para um acesso mais democrático e uma fruição maior de todos ao espetáculo Joelma.

A Performance “Joelma Circula” leva a personagem Joelma a um passeio de bicicleta pelas ruas do centro da cidade, convidando o público para assistir ao espetáculo, e gerando conteúdos audiovisuais que são posteriormente compartilhados pela Internet.

Já dentro das atividades formativas: O Workshop “Teatro Físico” (dia 26 de maio, das 9 às 13h), ministrado por Fabio Vidal, abordará diversas práticas físicas para desenvolvimento e aprimoramento de princípios, técnicas e qualidades expressivas que orientam o participante para a apresentação pública. Junior Cecon, que ministra o workshop “Formatação e Gestão de Projetos Culturais” (dia 26 de maio, das 14 às 18h), proporcionará informação, discussão e reflexão acerca da importância de uma gestão estratégica de projetos culturais, fornecendo noções sobre elaboração e formatação de projetos de natureza cultural para as Leis de Incentivo à Cultura. Os alunos receberão orientação do facilitador Edson Bastos, também autor e diretor da peça, no workshop “Técnicas de Produção Audiovisual” (dia 28 de maio, das 14 às 18h) sobre conteúdos introdutórios sobre o processo de produção audiovisual e mercado de trabalho.

A atividade Mediação Joelma, promoverá ações educativas, informativas e artísticas desenvolvidas por um arte-educador com alunos de escolas públicas, com o intuito de gerar aproximação com a linguagem teatral, com o espetáculo Joelma e com as temáticas envoltas a ele (como questões de gênero, sexualidade, transexualidade, homossexualidade, homofobia, alteridade, aceitação às diferenças, ética e justiça).

Por fim, haverá ainda a projeção do curta-metragem Joelma que inspirou a montagem do espetáculo teatral. A exibição será no dia 27/05, às 15h, no auditório da CAIXA Cultural São Paulo, seguido de bate-papo com o diretor Edson Bastos.

Ficha Técnica:
Fábio Vidal (Autoria, direção e atuação)
Edson Bastos (Autoria e direção)
Caíca Alves (Assistência de direção)
Luís Parras (Cenário)
Daiane Sarno (Assistente de cenografia)
Pedro Dultra (Iluminação)
Tuca Gomes (Operação de luz)
Maurício Martins (Figurino)
Francisca Duarte (Costureira)
Marie Thauront (Maquiagem)
Alê Estrela (Cabelos)
Luciano Simas e Ronei Jorge (Trilha sonora)
Davi Cavalcanti (Consultoria de projeção)
Henrique Filho (Prod. de VTs)
Mel Andrade (Redes sociais)
Kaula Cordier (Designer)
Thiago Rocha (Site)
Alessandra Novhais (Arte-educadora e Fotografa)
Júnior Cecon (Produção executiva e Operação de legendagem)
Cris Klein – Dionísio Produções Artísticas (Produção local)
Pombo Correio (Assessoria de Imprensa)
Território Sirius e Voo Audiovisual (Realização)

Serviço:
Espetáculo “Joelma”
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro – Metrô Sé)
Data: 20 a 29 de maio de 2016 (sexta-feira a domingo)
Hora: 19h15
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: 14 anos
Capacidade: 80 lugares
Duração: 75 minutos
Entrada franca (ingressos distribuídos a partir das 9h no dia de cada espetáculo – limitado a um par por pessoa)
Com tradução e interpretação em Libras
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Outras atividades:
Performance Joelma Circula
Local: Praça da Sé
Data: 19 de maio de 2016 (quinta-feira)
Horário: das 16h30 às 18h

Workshops:

– Teatro Físico
Data: 26 de maio de 2016 (quinta-feira)
Horário: das 9h às 13h

– Formatação e Gestão de Projetos Culturais

Data: 26 de maio de 2016 (quinta-feira)

Horário: das 14h às 18h

 

– Técnicas de Produção Audiovisual

Data: 28 de maio de 2016 (sábado)

Horário: das 14h às 18h

 

Local dos workshops: CAIXA Cultural São Paulo

Inscrições gratuitas: de 16 a 23 de maio pelo site www.territoriosirius.com.br ou pela Fanpage “Joelma no Teatro”

 

Projeção do Curta-metragem Joelma

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Data: 27 de maio (sexta-feira)

Horário: 15h

Lugares: 50 (lista de espera a partir das 9h – sujeito a lotação do espaço)

 

Assessoria de Imprensa do espetáculo

Pombo Correio

Douglas Picchetti | (11) 99814-6911 | douglas@pombocorreio.art.br

Helô Cintra | (11) 99402-8732

 

 

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural São Paulo (SP)

(11) 3549-6001

www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA

www.facebook.com/CaixaCulturalSaoPaulo

cultura.sp@caixa.gov.br

 

Foto de João Caldas Fº

Foto de João Caldas Fº

Walderez de Barros está em novo espetáculo dirigido por Gabriel Villela no Teatro Vivo

 Comédia do mexicano Emilio Carballido com tradução de Hugo de Villavicenzio é um teatro recheado de canções latino-americanas e traz no elenco também a atriz Luciana Carnieli e o ator e musicista Dagoberto Feliz

 Fotos de João Caldas Fº

Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor. O espetáculo está em cartaz em São Paulo pelo projeto Vivo EnCena até dia 3 de julho no Teatro Vivo.

A encenação foi construída a partir da estética do circo–teatro, tal qual ele existiu no Brasil até meados dos anos 60, que teve seu auge com Vicente Clestino, Gilda de Abreu, Tonico e Tinoco, José Fortuna, Circo Arethusa, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Oscarito, com os grandes circos e grandes melodramas. “Este espetáculo é o irmão ingênuo, formoso, brincalhão da minha montagem de Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, de Soffredini, em 1990, e que foi um momento em que a arte popular acabou nos dando a matéria prima para a configuração de um teatro mais brasileiro, do interior do Brasil profundo. Carballido teve a sabedoria de fazer uma grande comédia. A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta o diretor Gabriel Villela.

Para isso, Gabriel conta com parceiros especiais. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo estão juntos com Gabriel desde o primeiro ensaio. A direção musical, preparação vocal, arranjos vocais e a partitura dos textos coube à mineira Babaya, que já fez 29 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais foram elaborados pelo musicista, diretor e ator Dagoberto Feliz. Os figurinos com cores, texturas e caimentos inspirados em toda a América Latina são de Gabriel Villela. A cenografia de William Pereira remete a um pequeno picadeiro em formato de barco com telões naif reproduzindo a fauna e a flora de uma floresta equatorial. A iluminação é de Caetano Vilela e os adereços e objetos de cena foram confeccionados em sua maioria por Shicó do Mamulengo. A direção de produção é de Cláudio Fontana.

“Meu trabalho como diretor é como uma pesquisa em laboratório cientifico: ela não é feita sozinha. Existe porque há 10, 15 criadores em volta. É uma grande oficina, um ateliê de criadores diversos”, completa Gabriel.  A música tocada e cantada ao vivo pelos atores é um elemento fundamental nesta montagem. A peça de Carballido foi escrita como teatro musicado. Nesta montagem, as esquetes, os entreatos trarão canções diferentes das sugeridas pelo autor no texto original. A base da pesquisa são canções da América Latina cantadas na voz de Cascatinha e Inhana.

As atrizes Walderez de Barros e Luciana Carnieli e o ator Dagoberto Feliz têm uma parceria antiga com o diretor Gabriel Villela. Para Gabriel, “Walderez e Luciana são duas atrizes de gerações diferentes, mas de muita importância para todas as gerações. Elas congregam inteligência com estudo, entendimento e devoção à arte.  Dagoberto é um grande clown-palhaço, um grande artista e esteve na montagem de Vem Buscar-me, ou seja, ele entende o que eu estou pensando para esta peça”.

A atriz Walderez de Barros comenta ainda se surpreender com a quantidade de estímulos visuais que o diretor oferece ao ator. “Desde a leitura de mesa, até o levantamento de cena, fico vendo, por exemplo, o Shicó do Mamulengo trabalhando no ateliê. Quando acaba o ensaio e vejo uma tela acabada por ele, tudo faz mais sentido. Tudo isso já apresenta um clima, o cheiro da cena. Coisas que normalmente a gente demora para adquirir já estão oferecidas na sala de ensaio, então você mergulha nesta criação”.

A atriz Luciana Carnieli trabalhou pela primeira vez com Gabriel na montagem de A Ópera do Malandro e Gota d´Água, de Chico Buarque. “Me formei na EAD e, alguns anos depois fui trabalhar com o Gabriel e nesta montagem eu aprendi tanto que posso dizer que ele me deu uma espécie de segunda formação, não só como maneira de trabalhar, mas como linguagem” comenta Luciana.

Vivo EnCena
Rainhas do Orinoco integra o projeto cultural Vivo EnCena, uma iniciativa da Telefônica Vivo. “A Vivo acredita que o teatro vai além do espetáculo e investe na música e nas artes cênicas como elemento de transformação. Por isso, além de viabilizar esta peça maravilhosa com texto do mexicano Emilio Carballido e com direção do premiado Gabriel Villela, promovemos também uma turnê nacional” revela a diretora de Gestão Responsável e Sustentável da Telefônica Vivo, Heloísa Genish.

“Além da peça, a programação traz também os “Encontros Vivo EnCena”, que acontecem após o espetáculo e geram a aproximação do público com o artista, convidando para a reflexão criativa quem produz e quem consome cultura”, destaca Heloísa. O Vivo EnCena oferece ainda workshops gratuitos que buscam a formação de plateia e a inclusão cultural. Realizado há mais de doze anos, o projeto beneficia 20 estados brasileiros e tem curadoria e gestão do Teatro Vivo, na capital paulista.

Vivo Transforma
O Vivo EnCena integra a plataforma Vivo Transforma, criada pela Telefônica Vivo em 2015 para promover a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas essencialmente à música e às artes cênicas. Em 2016, são mais de 90 projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal, em diferentes regiões do país, com foco em transformação social, revelação de novos talentos e valorização da cultura nacional.

Ficha Técnica
Texto: Emilio Carballido Tradução: Hugo de Villavicenzio. Direção: Gabriel Villela. Elenco: Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz. Figurino: Gabriel Villela Cenografia: William Pereira. Arranjos Instrumentais: Dagoberto Feliz. Direção Musical: Babaya. Iluminação: Caetano Vilela. Assistentes de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo. Produção Executiva: Luiz Alex Tasso. Direção de Produção: Claudio Fontana. Patrocínio: Vivo e 2S Inovações Tecnológicas

Serviço para Roteiros
RAINHAS DO ORINOCO, de Emilio Carballido, tradução de Hugo de Villavicenzio. Comédia. Mina e Fifi são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor.  Elenco: Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz Direção: Gabriel Villela. Duração: 90min. Onde: Teatro VIVO: Av Dr Chucri Zaidan, 2460, Morumbi – telefone:(11) 974201529. Temporada: Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 18h. Ingresso:  R$ 50 (sex), R$ 50 a 80 (sáb e dom). Classificação 14 anos. Estreia 13/05. Até 3 de julho.

– 50% de desconto para Cliente Vivo Valoriza e um acompanhante.

Em circulação há mais de seis anos, Solidão no Fundo da Agulha, do escritor Ignácio de Loyola Brandão e a cantora Rita Gullo, ganha nova temporada no Teatro Eva Herz em julho 

Com direção de Marcelo Lazzarato, espetáculo coloca pai e filha juntos em uma viagem pelas memórias de um escritor com muita história para contar

Uma imagem contendo pessoa, posando, mulher, parede

Descrição gerada com muito alta confiança

Crédito: Letícia Gullo
Fotos de divulgação aqui

A cantora e atriz Rita Gullo sobe ao palco ao lado de seu pai, o premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão, ocupante da cadeira nº11 na Academia Brasileira de Letras, para apresentar Solidão no Fundo da Agulha, no qual eles relembram canções que ficaram gravadas na trajetória do autor. Em circulação há mais de seis anos, o espetáculo ganha uma nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, entre 13 de julho e 31 de agosto, com apresentações aos sábados, às 17h.

A Fundação Carlos Chagas decidiu em 2013 reunir literatura, música e fotografia e convidou o escritor Ignácio de Loyola Brandão para escrever um livro de crônicas e contos inspirados em músicas que remetessem a momentos marcantes de sua vida.

O repertório escolhido ganhou novas versões gravadas pela cantora Rita Gullo e gerou um CD que foi encartado com o livro, além das fotos que Paulo Melo Jr. fez especialmente para esses textos. O lançamento do livro “Solidão no fundo da agulha” em março de 2013 gerou o desejo de levar para o palco essas histórias.

O espetáculo leva o escritor aos palcos para contar histórias marcantes da sua vida, momentos que remetem a canções interpretadas pela filha cantora. No repertório estão músicas como Amado Mio (Doris Fisher/ Allan Roberts), presente na trilha sonora do filme “Gilda”, que era proibido para crianças, que estimulou a criatividade do menino Ignácio, então com 12 anos de idade, e que se fez presente muito anos mais tarde para ajudar o jovem jornalista a não voltar para a terra natal fracassado. Outros temas marcantes, como Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes) e Que reste-t-il de nos amours? (Charles Trenet), ganham novo contexto ao vivo e permeados por lembranças.

Sobre Ignácio de Loyola Brandão

Jornalista e escritor, Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, SP, em 1936. Autor de romances, contos, crônicas de viagens e obras infantis, tem 45 livros publicados até o momento, como Zero, Não Verás País Nenhum, Cadeiras Proibidas, O Beijo Não Vem da Boca, Dentes ao Sol, O Verde Violentou o Muro, Manifesto Verde, O Menino Que Não teve Medo do Medo, O Menino Que Vendia Palavras e O Menino Que Perguntava.

Recentemente, em 2016, ganhou o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras na categoria “Mestre da Narrativa”. Seu mais recente romance, Desta Terra Nada Vai Sobrar…, acaba de ser lançado simultaneamente no Brasil e em Portugal. Em março deste ano, foi eleito para a cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras por unanimidade.

Sobre Rita Gullo

Cantora e atriz, Rita Gullo lançou seu primeiro disco, que leva seu nome, com participação de Chico Buarque e show com direção cênica de Naum Alves de Souza e direção musical de Swami Jr. O segundo álbum vai encartado no livro “Solidão no fundo da agulha”, do escritor Ignácio de Loyola Brandão, que virou espetáculo e segue em turnê há mais de 6 anos.

Em 2018, idealizou junto com Maria Laura Nogueira a peça Eu Sou Essa Outra, de Carla Kinzo, com direção de Vera Egito e elenco integrado por Maria Laura Nogueira, Nana Yazbek e Rita Gullo. Como atriz participou de peças com a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, com direção de Marcelo Lazzaratto, como A hora em que não sabíamos nada uns dos outros, de Peter Handke; e Diásporas, de Cassio Pires.

Tem três livros publicados pela Ed. Moderna na coleção Ritmos do Brasil, escritos em parceria com Carla Gullo e Camilo Vannuchi, sobre música brasileira para crianças: Samba e Bossa Nova; Choro e Música Caipira (selecionado para o acervo básico fnlij – fundação nacional do livro infantil e juvenil); Jovem Guarda e Tropicália (finalista do 59º prêmio jabuti 2017).

Site: http://www.ritagullo.com

Sobre Marcelo Lazzaratto – direção cênica

Ator e diretor, formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA- USP). Professor Doutor em Interpretação Teatral da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2000, cria a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico e assume a função de diretor artístico. Atualmente está em cartaz como diretor no espetáculo Romeu e Julieta 80, com Renato Borgui, Miriam Mehler e Carolina Fabri. Realiza, entre outros, os espetáculos: A Ilha Desconhecida, adaptação da obra de José Saramago, Loucura; A Hora em que Não Sabíamos Nada uns dos Outros, de Peter Handke; Amor de Improviso; Peça de Elevador, de Cássio Pires; Ponto Zero, a partir da obra de Salinger, Kerouac e Godard; e Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse, de Jean-Luc Lagarce, Do Jeito Que Você Gosta, de William Shakespeare, Ifigênia, de Cássio Pires, O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchecov e Sala dos Professores, de Leonardo Cortez. Fora da Cia, o diretor também tem um vasto repertório de espetáculos como, A Tempestade, de William Shakespeare, Ricardo III, de William Shakespeare, Cartas Libanesas, texto de José Eduardo Vendramini, o infantil O Dragão de Fogo, Maldito Benefício, de Leonardo Cortez, entre outras. Marcelo pesquisa e desenvolve o sistema improvisacional e pressuposto estético Campo de Visão há 25 anos, tendo publicado o livro “Campo de Visão: exercício e linguagem cênica”, em 2011.

Breve histórico do espetáculo

2013 – Jornada de Passo Fundo

2014 – Prêmio Jabuti

2014 – Casa de Francisca

2015 – Bienal do Livro de São Paulo

2015 – Teatro Deodoro – Maceió

2016 – Temporada no Teatro Eva Herz

2017 – Temporada Teatro Sergio Cardoso

2017 – Navio de Cruzeiro Costa Fascinosa

2018 – Correntes d’Escritas – Póvoa de Varzim – Portugal

2018 – Tupi or not Tupi

2018 – Temporada no Teatro Eva Herz

2019 – Abertura do Sesc Guarulhos

Além disso, o espetáculo passou por dezenas de festivais, festas e encontros literários pelo país durante todos esses anos, como Flipiri, Flin (Natal), Flim(Maringá), São João da Boa Vista, Flimar e Goiania; e os SESCs Itaquera, São Caetano, Santos, Jundiaí (abertura), Arsenal (Cuiabá).

FICHA TÉCNICA

Ignácio de Loyola Brandão (voz)

Rita Gullo (voz)

Webster Santos (violão)

Marcelo Lazzaratto (direção cênica)

Florencia Saravia Akamine (técnica de som)

Fernanda Guedella (técnica de luz)

Lili Molina – Vila6 Comunicação e Arte (produção)

Pombo Correio (assessoria de imprensa)

Repertório

Uirapuru (Waldemar Henrique)

Valsinha (Chico Buarque/Vinicius de Moraes)

Mensagem (Aldo Cabral/Cícero Nunes)

Amado Mio (Doris Fisher/Allan Roberts)

Que reste-t-il de nos amours (Charles Trenet)

Patrícia (Dámaso Pérz Prado/versão: A. Bourges)

SERVIÇO

Solidão no Fundo da Agulha, de Ignácio de Loyola Brandão e Rita Gullo

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César

Temporada: 13 de julho a 31 de agosto

Aos sábados, às 17h

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)

Duração: 70 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: 168 lugares

Bilheteria: terça a sábado, das 14h às 21h, domingos, das 12h às 19h.

Vendas online: Ingresso Rápido

Ingresso rápido: (11) 3170-4059

Foto de Cris Lyra

Foto de Cris Lyra

 

Coreografado e interpretado por Juliana Moraes, Claro Escuro se apresenta de 9 a 19 de maio na Oficina Cultural Oswald de Andrade 

Bailarina é acompanhada ao vivo pelo cantor Laércio Resende. Na montagem na área de convivência da Oficina Cultural Oswald de Andrade, os espectadores são convidados a assistir o trabalho em duas partes

Fotos de Cris Lyra

Em Claro Escuro, espetáculo coreografado e interpretado por Juliana Moraes, as ações do corpo acontecem sobre tablado de 4m x 6m, formado por placas de vidro sobre suporte de pallets industriais, sob o qual se encontram inúmeras lâmpadas acesas, de diferentes formas e potências, assim como suas fiações. A performance acontece de 9 a 19 de maio, segundas às quintas, às 21h na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

No início, o vidro encontra-se coberto por grossa camada de material preto, que oculta totalmente a iluminação. Juliana Moraes, vestida com figurino escuro, fica inicialmente invisível aos espectadores, mas, aos poucos, seus movimentos começam a riscar o material e permitir que frestas de luz apareçam. O pó acumula-se em diferentes áreas do tablado, criando desenhos e manchas.

“Intenciona-se criar contrapontos entre o antigo e o contemporâneo: referência à pintura em claro e escuro (através da retirada do pó de borracha sobre o vidro, que remete às camadas da pintura à óleo); músicas antigas cantadas ao vivo, assim como entoações do dia a dia; a metáfora da luz contraposta à concretude da fiação exposta; o trabalho árduo do corpo que revela o espaço, mas, como resultado, extenua as forças”, conta Juliana.

Na montagem na área de convivência da Oficina Cultural Oswald de Andrade, os espectadores serão convidados a ver o trabalho em duas partes: inicialmente colocados ao redor do tablado, e, a seguir, serão guiados para as passarelas do segundo andar para ver a instalação de cima.

Ficha técnica – Claro Escuro
Coreografia e interpretação: Juliana Moraes
Instalação: Geórgia Kyriakakis
Trilha sonora e canto ao vivo: Laércio Resende
Assistência de direção: Gustavo Sol
Figurino: Flávia Aranha
Técnico de luz e som: Armando dos Santos
Direção de Produção: Gustavo Sanna / Complementar Produções
Produzido originalmente para o 19º EDITAL CULTURA INGLESA

Serviço – Claro Escuro
De 9 a 19 de maio
Duração: 50 minutos
14 anos
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – Área de Convivência
Capacidade: aproximadamente 70 pessoas
(11) 3221-5558
Segunda a quinta às 21h
Grátis – Ingressos distribuídos com uma hora de antecedência
Até dia 19 de maio.