Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube faz nova temporada nos Parlapatões

Ednaldo Freire dirige espetáculo de Soffredini (montagem do ‘Quintal do Aventino coletivo de teatro’). Obra retrata os vícios e costumes da sociedade patriarcal brasileira e sua consequente opressão ao gênero feminino. Na comédia, Soffredini atualiza, critica e satiriza a condição de opressão sobre a mulher

 Fotos de Leekyung Kim

Obra de Carlos Alberto Soffredini faz nova temporada em São Paulo, nos Parlapatões dia 9 de fevereiro de 2017. A montagem é do Quintal do Aventino coletivo de teatro e tem direção de Ednaldo Freire. No elenco estão os atores Ana Carolina Capozzi, Felipe Fonseca, Flora Rossi, Giovana Arruda, Hildit Nitsche,  Ian Noppeney, Juliana Leite, Martha Almeida e Yannick Iksvaarzen.  

Sinopse
“Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube” conta a história da adolescente Inês, que vive com sua mãe para os afazeres domésticos. Assistir ao seu ídolo, o cantor John Braz, na TV, é sua única diversão. Pressionada pelas vizinhas, mãe e madrinha para que se case, Inês é inscrita em um programa de TV que agencia casamentos, ao melhor estilo “Vai dar Namoro”. Porém, ao casar-se, percebe que nem tudo é um mar de rosas, e não aceita a dura rotina imposta, decidindo libertar-se de maneira inusitada. A comédia de Carlos Alberto Soffredini, adaptada da história de Gil Vicente, se passa na década de 1960 e discute de maneira leve e divertida as relações familiares, os costumes e a pressão social pela qual as mulheres eram e ainda são submetidas.

Na peça, Soffredini buscou por um teatro nacional não só do ponto de vista da temática como das formas de interpretação brasileira, pesquisadas nos remanescentes circos teatros. Ao manter contato com o ator popular brasileiro, Soffredini pôde também observar uma maneira pré-Stanislaviskiana de interpretar, tão eloquente quanto aquelas apontadas por Brecht.

Todas as observações foram deixadas por ele antes de morrer precocemente, numa curta dissertação nada acadêmica (não publicada) intitulada: De um trabalhador sobre o seu trabalho. Ali estão detalhados conceitos e técnicas, quase uma poética popular sobre a interpretação cômica que o diretor Ednaldo Freire, convidado para essa montagem quando integrou o Grupo Mambembe (dirigido por Soffredini), também pôde vivenciar.

A encenação
A ambientação proposta, embora farsesca, remete à estética de uma casa brasileira. A interpretação e caracterização dos tipos são trabalhados segundos os princípios que nortearam aquela investigação que remonta a um modo pré-Stanislaviskiano, observados no teatro de revista e circos teatros, tradição dos saltimbancos e comédia italiana, aclimatado pelos cômicos brasileiros do circo teatro e da chanchada nacional.

Por Ednaldo Freire
“1975, parece que foi ontem que um grupo de jovens atores liderados pelo dramaturgo Carlos Alberto Soffredini iniciava o Projeto Mambembe com a audaciosa montagem de As Aventuras do cavaleiro D. Quixote e seu criado Sancho Pança. Eu era um daqueles jovens quixotescos, muito interessado em toda aquela pesquisa sobre as formas de interpretação. O encontro com Soffredini só fez fortalecer minhas convicções sobre uma visão de teatro de caráter eminentemente popular. Visão essa que continua sendo aprimorada e revisada com os mais variados parceiros que durante esses anos dividi trabalhos. Hoje posso afirmar que o Grupo Mambembe e sua estética foi referência determinante para a estética de vários coletivos atuais como: Os Fofos encenam, Grupo Grafiti, Parlapatões, assim como para vários diretores como Gabriel Villela, Fernando Neves e claro, responsável pela minha carreira como diretor teatral, perpetuando-se na Fraternal Companhia de Artes e Malas Artes o qual sou fundador. Agora o destino me oferece mais uma oportunidade de compartilhar essa experiência com uma nova geração de atores e atrizes agrupados com a denominação QUINTAL DO AVENTINO COLETIVO DE TEATRO. Assim, a concepção de encenação segue os conceitos do conhecimento acumulado por todos esses anos de investigação da cultura popular brasileira e suas formas de expressão populares”.

 

“Para MAIS QUERO ASNO QUE ME CARREGUE QUE CAVALO QUE ME DERRUBE foi criado o grupo Quintal do Aventino com atores formados na Escola Célia Helena de Teatro. Montagem irreverente do delicioso texto do injustamente pouco montado Carlos Alberto Soffredini, com direção de Ednaldo Freire”.

José Cetra – crítico de teatro e jurado do Prêmio APCA

Ficha técnica
Companhia: Quintal do Aventino
Autor: Carlos Alberto Soffredini
Diretor: Ednaldo Freire
Diretor Musical: Fábio Freire
Produtora:  Martha Almeida

Elenco:
Ana Carolina Capozzi – Inês
Felipe Fonseca – John Brás / João Brasílio
Flora Rossi – Festeira / Corista
Giovana Arruda – Dona Leonor / Carmem
Hildit Nitsche – Luzia
Ian Noppeney – Pedro / Espiquer
Juliana Leite – Festeira / Corista
Martha Almeida – Dona Clara
Yannick Iksvaarzen – Festeira / Corista
Cenógrafo e Figurinista: Luiz Augusto dos Santos
Assistentes de Produção: Luan de Andrade e Ana Carolina Capozzi
Operação de Som: Luan de Andrade
Sonoplastia: Hildit Nitsche
Fotos/Vídeos: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Divulgação: Jobstorm
Design Gráfico: Luciana Carvalho
Logotipo: Maiquel Bortolin

Serviço
Local: Espaço Parlapatões
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 158
Tel.: (11) 3258 4449
Período: 09/02 a 24/03, quintas e sextas, às 21hs
Inteira: 40,00
Meia-entrada: 20,00 (há meia-entrada para classe artística)
Vendas: http://www.compreingressos.com/ (a partir de 05/01)
Duração do espetáculo: 70 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

Horário de Funcionamento da Bilheteria:
De terça a quinta
das 16h às 21h
Sexta e Sábado
das 16h à meia-noite
Domingo das 16h às 20h

Estacionamento: Garagem Imeri – Praça Franklin Roosevelt – 194

 

Foto de Victor Iemini

Foto de Victor Iemini

Bia Seidl e Pascoal da Conceição estreiam texto inédito de Sérgio Roveri NÃO CONTÉM GLÚTEN, com direção de José Roberto Jardim

Espetáculo em cartaz no  Sesc Santana mostra um casal em crise que recebe uma estranha visita no dia mais quente do ano. Temporada vai até 12 de junho

Fotos de Victor Iemini

Sábado à noite. O casal Sue e Michael está em seu apartamento, sem água desde o dia anterior, à espera de Dorothy e Henry, amigos de longa data. Quando a campainha toca, anunciando a chegada dos convidados, o público percebe que existe algo muito perturbador e inesperado em relação aos visitantes. Este é o mote da comédia dramática Não Contém Glúten, texto inédito de Sérgio Roveri que flerta com o teatro do absurdo. A peça, com direção de José Roberto Jardim, marca o primeiro trabalho conjunto de dois atores de trajetórias distintas, mas igualmente expressivas, nos palcos e nas telas do País – Bia Seidl e Pascoal da Conceição.

Os diálogos do texto abrangem desde o aquecimento global até o sucesso – ou o fracasso – profissional de cada um dos casais, passando ainda por temas como ciúmes, gravidez, criação de filhos e, claro, alergia a  glúten. O que o espetáculo revela, acima de tudo, são as evidências do casamento desgastado dos anfitriões Sue e Michael – duas pessoas sem êxito nos negócios e na vida doméstica, ainda que seja evidente a existência de um fiapo de amor para manter a relação dos dois em pé. O espetáculo privilegia um bem calculado tom crítico em cada um de seus diálogos e situações. Não se trata simplesmente de uma comédia ácida ou de humor negro. A peça é, acima de tudo, uma oportuna crônica do cotidiano, que procura mostrar que, se o absurdo existe, ele está infiltrado principalmente nas ações mais rotineiras das personagens.

“A peça é um mergulho, muitas vezes cruel, na intimidade de um casal que não atravessa o melhor momento de sua relação”, diz o autor Sérgio Roveri. “Diante de visitantes que parecem desfrutar de uma realidade idílica, os donos da casa são obrigados a encarar a insignificância do seu dia a dia”.

A ação se passa naquele que é considerado o dia mais quente do ano – um elemento que vai influenciar de maneira indisfarçável o ânimo da personagem Sue, dona de casa frustrada e sem filhos que faz do marido Mike e dos visitantes Dorothy e Henry os alvos preferenciais de seu mau humor e de suas críticas. Atormentada pela insuportável onda de calor, Sue move histericamente as hastes de dezenas de ventiladores que não se mostram capazes de aquietar o vazio de sua existência. Por seu lado, o marido Mike é um conciliador adorável, um homem que, talvez por compreender de maneira sublime as frustrações da companheira, empenha-se para que ela ao menos imagine o que possa ser a felicidade. A peça oferece um desafio cênico gigantesco aos atores Bia Seidl e Pascoal da Conceição, que terão suas atuações pautadas pela estranheza dos visitantes.

Não Contém Glúten coloca grande parte de sua potência dramática na questão das aparências, um dos elementos mais presentes na sociedade contemporânea. A peça mostra que não é suficiente apenas estar bem – é preciso, acima de tudo, parecer bem. Neste contexto, o personagem de Sue mostra-se incapaz de se sentir à vontade diante de um casal que desfruta de uma posição social mais privilegiada que a dela e de seu marido. Esta situação torna-se praticamente insustentável quando Sue descobre que Dorothy conseguiu o que ela vem tentando há anos: engravidar. O grande trunfo de Não Contém Glúten é justamente o de obter um efeito cômico a partir da combinação de uma série de elementos que, isoladamente, estariam mais propensos a produzir lágrimas do que gargalhadas.

A peça é o quinto fruto de uma parceria firmada há vários anos entre o dramaturgo Sérgio Roveri e o diretor José Roberto Jardim. Juntos, eles já criaram e encenaram os seguintes espetáculos: Aberdeen, um Possível Kurt Cobain, Ópus 12 para Vozes Humanas, Tempos de Marilyn e Chet Baker – Apenas um Sopro.

“Minha função primordial como diretor é tentar conduzir o público a um outro estado perceptivo, por isso busco desenhar na minha cena ritmos e atmosferas sonoras que valorizem mais o que está submerso do que o comumente dito pelos personagens”, diz o diretor José Roberto Jardim. “Confinar Seidl e Pascoal numa pequena área, com menos de quatro metros de diâmetro, fazendo-os desenhar o espaço apenas com suas vozes e tons, é o pedal que utilizo para que o desgaste e a perversidade da relação desse casal cheguem até nós de maneira profundamente cáustica, potente e angustiante.”

Sinopse
Comédia ambientada na noite mais quente do ano, quando os anfitriões Sue e Mike recebem a visita dos amigos Dorothy e Henry, um casal que foge completamente dos padrões da normalidade.

Ficha técnica
Não Contém Glúten. Texto: Sérgio Roveri. Direção: José Roberto Jardim.. Elenco: Bia Seidl e Pascoal da Conceição. Trilha Original: Piero Damiani. Iluminação, cenário e figurino: José Roberto Jardim e Academia de Palhaços. Vestido da Bia Seidl: Lino Villaventura. Produção: Gelatina Cultural. Fotografia: Victor Iemini.

Serviço:
Estreia: 6 de maio. Duração:55 minutos. Classificação etária: 12 anos. Onde: SESC SANTANA, Av. Luiz Dumont Vilares, 579, Santana. Teatro. Capacidade: 330 lugares. Telefone: 2971-8700.Temporada: de 6 de maio a 12 de junho. Sextas e sábados, 21h. Domingos, 18h. Exceto 20, 21 e 22/5. Ingressos: R$9 a R$30. Gênero: comédia dramática. Até 12 de junho.

Sobre o teatro: Acesso para deficientes – estacionamento – ar condicionado.
Estacionamento – R$5,50 a R$11 período do espetáculo.
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal sescsp.org.br/santana
Funcionamento da bilheteria do Sesc Santana – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 10h às 18h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Ingressos podem ser adquiridos em todas as unidades do Sesc.

Novo espetáculo da Cia Hiato está em cartaz no Sesc Consolação. Atores profissionais e artistas amadores se encontram em cena em ‘Amadores’, que fica em cartaz até dia 29 de maio

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Fotos de Ligia Jardim e Yumi Ogino

Como podemos trazer para o reino da representação indivíduos e corpos que muitas vezes são excluídos dessa possibilidade? Como podemos usar o acontecimento teatral e seus recursos – suas convenções, códigos, locais, gêneros e profissionais – a fim de readequar sua moldura, ou seja, aumentar o perímetro do que pode ou não ser colocado num palco? E ainda: como podemos repensar o palco como um meio democrático, ao alcance de todos aqueles atraídos pela efemeridade da cena?

Novo espetáculo da Cia Hiato, Amadores fica em cartaz no Sesc Consolação até dia 29 de maio.

Amadores é um espetáculo teatral resultante da atual pesquisa da Cia. Hiato. Atores profissionais e artistas amadores de diversas áreas (selecionados através de anúncios em jornal ou oficinas públicas) se encontram em cena. O que começou como uma entrevista, em que cada um deles exibiu suas especialidades e seus “objetos de arte” chega ao palco como um compartilhamento de experiências pessoais que questionam nossa relação com a arte e como nosso desejo por ela pode revelar nossa história, nossos desejos e nossas falhas ­ a desesperança, o anseio pelo outro, a falta de pertencimento.

O espetáculo é um relato poético, mas também um manifesto artístico. Uma galeria de retratos vivos. Um passeio por histórias e contextos que poderiam nos separar, mas que se aproximam em cena. Um evento que almeja o estabelecimento (ainda que só poético, porque tão distante da experiência real) de um palco sem divisões.

Depois do “Projeto Ficção”, em que o depoimento biográfico é um meio de questionar própria teatralidade, a Cia Hiato retorna à cena paulista com uma nova abordagem: deixa de lado o depoimento pessoal para olhar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso.

No palco, estes indivíduos são portadores de um discurso pessoal que os revela também socialmente: seja pela marginalização por questões raciais, de gênero ou sexualidade; seja por uma exclusão de classe (e, logo, geográfica, na cidade de São Paulo) ou por contextos culturais diversos. O trabalho, porém, não corre o risco de ser interpretado apenas sob um prisma social. Antes, o que se vê em cena é uma espécie de diálogo cênico que remove (ou, pelo menos, confronta) as distinções entre artistas e artesãos, profissionais e amadores, cena e política.

Não se trata apenas de colocar em cena pessoas cuja relação com a experiência artística é secundária ou cuja qualidade técnica é limitada, mas sim dar voz àqueles que são marginalizados da artes (como público ou como profissionais). É também a possibilidade de colocar em cena pessoas para quem o palco é o seu trabalho e aqueles a quem o palco nunca foi “permitido”.

SINOPSE
Um anúncio de jornal convida pessoas que se definam como “amadores” para uma seleção de elenco. No mesmo palco, artistas amadores e profissionais se encontram. A nova criação da Cia Hiato – o espetáculo AMADORES – volta-se às experiências teatrais mais comuns (o evento comemorativo, a festa, a apresentação amadora de fim de ano, o exercício) e as subverte, colocando-as num espaço de artes, para refletir sobre nossa relação com a arte e como o nosso desejo por ela revela nossas histórias pessoais, superações e falhas.

SOBRE A CIA. HIATO
Em 2016, a Cia. Hiato comemora oito anos desde a estreia de seu primeiro espetáculo, “Cachorro Morto”. Nesses anos, o projeto artístico da Cia. foi compartilhado com o público através da criação de cinco espetáculos, que associam memória e invenção, alicerçados em dois pilares fundamentais.

O primeiro deles, a investigação de novas dramaturgias, que vão desde a escrita linear que é a multiplicada e fracionada constantemente (Cachorro Morto),  passando por um mapa textual cujas lacunas são expostas a partir de diferentes perspectivas (Escuro – Prêmio Shell de Melhor Autor, Cenário e Figurino; Prêmio CPT de Melhor Dramaturgia e Projeto Visual) ou por uma estrutura fractal, simultânea e fragmentada que simula os procedimentos mnemônicos (O Jardim – Prêmio Governador do Estado, Prêmio APCA de Melhor Direção, Prêmio Shell de Melhor Autor e  Cenário) até o depoimento autoral que questiona procedimentos de representação e autoria (Ficção – 3 indicações ao Prêmio Shell, Prêmio Questão de Crítica de Melhor Ator; e 2 Ficções – coprodução com o KunstenFestivaldesArts/ Bruxelas).

O segundo pilar é a autoria de seus atores, impressa na transformação de biografias em ficções, alinhavando referências literárias a memórias – entre o discurso artístico e o depoimento pessoal, entre o indivíduo e o coletivo, entre o público e o privado.

Após uma série de apresentações em importantes palcos e festivais internacionais – Alemanha, Áustria, Bélgica, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Holanda, Grécia e Romênia – o coletivo retorna a São Paulo para dar um passo em direção oposta aos recentes trabalhos da Cia. Hiato.

Abandonamos a pessoalidade, a metalinguagem e a biografia para pensar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso.

Ficha técnica – Amadores
Uma criação da Cia. Hiato
Aline Filócomo
Aura Cunha
Fernanda Stefanski
Leonardo Moreira
Luciana Paes
Maria Amélia Farah
Marisa Bentivegna
Paula Picarelli
Thiago Amaral
Yumi Ogino

Elenco
Aline Filócomo
Chicão Paraizo
Dalva Cardoso
Dom Lino
Fabi de Farias
Fernanda Stefanski
Giovanni Barontini
Márcia Nishitani
Maria Amélia Farah
Maurício Oliveira
Nairim Bernardo
Nsona Kiaku Arão Isidoro Jorge
Oswaldo Righi
Paula Picarelli
Roberto Alves
Ronaldo de Morais
Rose Sforcin
Thiago Amaral

Serviço – Amadores
De 29 de abril a 29 de maio.
120 minutos.
16 anos.
Local: Teatro Anchieta – Sesc Consolação – Rua Dr Vila Nova, 245
280 lugares.
Tel: (11) 3234-3000.
Quinta a sábado às 21h, domingos e feriado às 18h
R$ 40.
Até dia 29 de maio.

www.ciahiato.com.br
www.sescsp.org.br

 

Foto de Zé Aires

Foto de Zé Aires

Contos de Dorothy Parker são adaptados para o teatro em montagem dirigida por Einat Falbel e Giseli Ramos

Fotos de Zé Aires

‘Só Mais Uma’ aborda questões clássicas do universo feminino, como a espera, a incomunicabilidade, a solidão, a liberdade, o relacionamento e a amizade, a partir da visão e dos contos de Dorothy Parker, escritora americana emblemática dos anos 1920, 30 e 40 e crítica mordaz dos padrões de comportamento da mulher

Dorothy Parker (1893– 1967) foi uma célebre escritora americana famosa por seu senso de humor, perspicácia e sarcasmo – sempre encontrava um comentário ferino a fazer a respeito dos seus contemporâneos. Foi considerada a mais cínica personalidade feminina da Nova York de seu tempo.

As diretoras Einat Falbel e Giseli Ramos e os atores Ângela Fernandes, Camila Ganc, Debora David, Flavia Coelho, Guto Costa, Jaques Bento, Joyce Ophelia Camassuti e Pagan Senior escolheram alguns contos da autora e, a partir dessas obras, os adaptaram para o espetáculo Só Mais Uma, comédia dramática que está em cartaz no Teatro Pequeno Ato até 17 de junho.

O espetáculo aborda questões clássicas do universo feminino e o papel da mulher na sociedade, tratando com humor e ironia assuntos como a incomunicabilidade, o amor, a solidão e a dependência.

Através das personagens, típicas figuras femininas do século XX, Parker trata de temas universais e de sentimentos atemporais utiliza o humor para mascarar discussões profundas e importantes da mulher, como a dependência em relação ao homem e a insegurança sobre seu papel na sociedade. Seus trabalhos preservam o frescor dos seus temas na atualidade – alguns dos dilemas de suas mulheres são discutidos até hoje.

“Seus contos desnudam os pensamentos, desejos e ambições de homens e mulheres em situações cotidianas risíveis, expondo, de forma implacável, suas fraquezas, futilidades, preconceitos e dificuldades em se relacionar verdadeiramente. A mulher, carente e solitária, muitas vezes depende emocionalmente de homens evasivos e fracos”, conta a diretora Einat Falbel.

“Sob a fachada da sátira, Parker mascara as imposições sociais que recaem sobre a mulher e deixa transparecer como elas desvirtuam os seus relacionamentos amorosos, suas amizades e sua própria identidade. Acreditamos que essa visão nos ajuda a compreender a formação da mulher e suas relações na atualidade, numa sociedade que ainda discute a independência feminina, a superficialidade das relações afetivas, os estereótipos de gênero, a solidão da vida nas cidades, a incapacidade de amar e tantos outros conflitos humanos”, diz o coletivo de atores e diretoras.

Sobre Dorothy Parker
Dorothy Parker (1893– 1967) foi uma célebre escritora americana famosa por seu senso de humor, perspicácia e sarcasmo – sempre encontrava um comentário ferino a fazer a respeito dos seus contemporâneos. Foi considerada a mais cínica personalidade feminina da Nova York de seu tempo.

Foi uma autora emblemática da vida literária americana dos anos 20 e 30. Publicou livros de contos e poemas, alguns dos quais bestsellers nos EUA, além de críticas teatrais e literárias nas revistas mais importantes de sua época, como The New Yorker, Esquire, Vogue e Vanity Fair. Colaborou como dramaturga em cinco peças de teatro, e outros diversos roteiros de cinema, dois dos quais receberam indicações ao Oscar.

Ficha técnica:
Adaptação coletiva a partir dos contos de Dorothy Parker
Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos.
Preparação corporal: Camila Ganc
Coreografia: Camila Ganc e Joyce Ophelia Camassuti.
Atores: Ângela Fernandes, Camila Ganc, Debora David, Flavia Coelho, Guto Costa, Jaques Bento, Joyce Ophelia Camassuti, Pagan Senior.
Coordenação de figurino: Veridiana Toledo.
Trilha sonora original: Rogério Maudonnet.
Cenário: Alex Capelossa e João Alfredo Liébana Costa.
Fotografia: Zé Aires.
Iluminação: Gabriel Tavares.
Design gráfico: Debora David.
Coordenação de produção: Debora David.
Produção: Ângela Fernandes, Debora David, Einat Falbel, Giseli Ramos, Guto Costa, Joyce Ophelia Camassuti e Paulo Ganc.
Gênero: Comédia dramática.
Colaboração: Teatro Pequeno Ato, Pedro Granato.

Serviço – Só Mais Uma
De 21 de abril a 17 de junho.
80 minutos.
12 anos.
40 lugares.
Teatro Pequeno Ato: Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque.
Telefone: (11) 99642-8350.
Quintas e sextas-feiras, às 21h
R$ 40.
Formas de pagamento: dinheiro e compra pelo site www.somaisuma.eventbrite.com.br
Não possui acesso para pessoa portadora de necessidades especiais.

 

 

Foto de  Jenniré Narvaéz

Foto de Jenniré Narvaéz

Dois jovens atores formam o núcleo Teatro Concreto e estão em cartaz com Os Sobreviventes, de Caio Fernando Abreu no Viga Espaço Cênico

Contemporâneos da mesma escola de teatro em São Paulo, o Teatro Escola Célia Helena, Carolina Victor e Fernando Vilela contam a história do casal que luta contra a ditadura e acaba por se unir de uma forma extremamente sensível, mas com a abertura democrática, encontram um vazio e uma angústia enorme perante a vida. A peça está em cartaz até dia 8 de maio no Viga Espaço Cênico. No elenco, os atores Adriano Vilas Bôas e Claudia Garcia.

“Essa obra coloca-nos frente a questões como a frustração e a dificuldade de se admitir um fracasso. Fala de como sobreviver diante de uma realidade tão diferente daquilo que foi desejado, sonhado, como lidar com a impotência frente ao sistema social e como recuperar a fé novamente”, comenta o co-diretor Fernando Vilela.

Sobre a encenação
Os diretores buscaram uma construção mais simbólica para esta montagem, diferente do que é apontado no texto original– o retrato de um apartamento, a presença das mobílias, os copos, os cigarros. As duas personagens encontram-se em lugar-nenhum, podendo estarem no mar, em um apartamento, em uma arena. O cenário é composto por uma plataforma, uma espécie de ringue no centro do palco. Os dois estão vestidos iguais, com muitas camadas de roupas sobrepostas. As cores do espetáculo variam entre preto e azul petróleo. Os diretores assinam o cenário e o figurino, a luz é assinada por Jeff Campos e a trilha por Pedro Augusto Monteiro.

Ficha Técnica:
Autor: Caio Fernando Abreu
Direção: Carolina Victor e Fernando Vilela
Elenco: Adriano Vilas Bôas e Claudia Garcia
Cenário: Mateus Fiorentino
Figurino: Duda Viana e Suellen Souza
Iluminação: Fernando Vilela
Operação de Luz: Luana Tiomi
Trilha Sonora Original: Pedro Augusto Monteiro
Produção: Contorno Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotografia: Jenniré Navaréz e Guilherme Prado

Serviço:
Temporada de 16/04 a 08/05
Sábado às 21h e domingo às 19h
Viga Espaço Cênico – sala Piscina – Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)
Não aceitamos cartões.
Venda antecipada: Ingresso Rápido
Duração: 50 minutos
Gênero: Drama
Classificação: 14 anos

Foto de Lígia Jardim

Foto de Lígia Jardim

No Coração das Máquinas, direção de Rita Carelli, faz duas temporadas em São Paulo

Oficina Cultural Oswald de Andrade: de 15 de abril a 7 de maio
Casa do Povo: de 11 de maio a 16 de junho

Fotos de Lígia Jardim: https://drive.google.com/folderview?id=0ByzOZONa5mfTQVc1WWlRc3Viczg&usp=sharing

O espetáculo escrito por Rita Carelli com colaboração de Marcos Arzua e elenco nasceu de um trabalho de pesquisa e investigação de linguagem teatral a partir do tema “utopia social”, usando como elemento provocador o histórico e os depoimentos dos antigos funcionários da fábrica francesa de relógios LIP. Toda a realização deste espetáculo partiu do princípio da horizontalidade e da autogestão, assim como aconteceu na fábrica francesa

No Coração das Máquinas foi criado a partir da ocupação e depois autogestão por empregados na fábrica de relógios LIP, que funcionou por dois anos sob o controle dos próprios trabalhadores nos anos 70, na França. A peça revive a primeira noite de ocupação da fábrica do ponto de vista de sete funcionárias. Durante esta noite resistindo ao cerco da polícia e lutando por seus empregos, essas mulheres, tão diferentes entre si, vão descobrir as dificuldades e a força de viver uma utopia coletiva. O co–autor Marcos Arzua faz um paralelo contemporâneo sobre o texto: “Podemos lembrar dos valentes e engajados secundaristas que lideraram ocupações de escolas estaduais paulistanas como resposta à política repressiva de forças reacionárias mal disfarçadas, capazes até de espancar brutalmente estudantes e outros manifestantes em passeatas totalmente legítimas. Esses jovens viveram plenamente a mobilização em suas unidades, mas atuaram em rede também, e de forma certeira”. No elenco estão as atrizes Anna Zêpa, Fernanda Viacava, Janaína Suaudeau, Manuela Afonso, Nicole Cordery, Renata Roberta, Samya Enes, Thaia Perez.

O cenário de Amanda Vieira e Ding Musa sugere o depósito de uma fábrica, com suas caixas de material estocado e suas luminárias fabris. A iluminação é feita por diversas fontes de luz, como velas, lanternas e luminárias manipuladas pelas atrizes durante a atuação.  “Aproximamos desta forma o aparato cênico da atuação, ajudando a criar a sensação de que o público encontra-se confinado junto com essas mulheres. O som, invocando constantemente o cerco da polícia do lado de fora, nos lembra a todo instante a sensação de perigo e anormalidade”. Completa a diretora.

A peça também traz interlúdios de teatro de sombras: tratam-se dos sonhos das operárias em seus breves períodos de sono durante esta agitada noite de ocupação. Daniel Maia é responsável pela música original, os figurinos foram criados por Valentina Soares e Alex Casimiro, o vídeo é assinado por Amandine Goisbault e o Coletivo Ocupe a Cidade a cuidou de parte gráfica do espetáculo, Amanda Vieira assina a direção de arte do espetáculo e Malu Bazan a preparação do elenco.

O espetáculo fala de uma busca por relações horizontais, e a equipe do espetáculo buscou esta horizontalidade também durante o processo de criação. “Sim, nosso processo de criação é exaustivamente democrático! rs. Claro que temos papéis diferentes, mas a criação é profundamente coletiva. As atrizes, principalmente as que estão há mais tempo no projeto, são responsáveis pela concepção de seus próprios personagens. Nós trazíamos alimento de pesquisa sobre o tema e eu assoprava as fagulhas criativas pertinentes que via surgir. Escrevi o texto muito em cima das improvisações das atrizes. Em seguida, eu e Marcos Arzua acrescentamos temas e informações que faltavam para amarrar o conjunto e contextualizar melhor a peça em seu ambiente econômico, político e histórico. Outros parceiros preciosos chegaram nessa etapa final da criação e todos acabam contribuindo para pensar o projeto como um todo, o que é muito gratificante e dá sentido as palavras que são ditas em cena.” Comenta Rita Carelli.

Ficha Técnica
Texto: Rita Carelli em colaboração com Marcos Arzua e elenco. Direção: Rita Carelli. Elenco: Anna Zêpa, Fernanda Viacava, Janaína Suaudeau, Manuela Afonso, Nicole Cordery, Renata Roberta, Samya Enes, Thaia Perez. Música original: Daniel Maia. Assistente de direção: Amanda Vieira. Preparação de elenco: Malú Bazán. Direção de produção: André Canto. Realização: Canto Produções.

Serviço:
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP
Estreia dia 15 de abril até 7 de maio – Quintas, sextas e sábados às 20h
Gratuito. Retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo na bilheteria.
Censura: 12 anos
Duração: 60 minutos
Lotação: 50 lugares

2ª Temporada
Local: Casa do Povo – Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro – São Paulo/SP
De 11 de maio até 16 de junho – quartas e quintas, às 20h
Gratuito. Retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo na bilheteria.

Currículo Canto Produções
Criada por André Canto em 2010, a Canto Produções traz consigo todo o repertório de seu fundador para a área de produções artísticas. Como produtor executivo atuou em empresas como Buriti Filmes e Canal Azul Produções, trabalhando com cineastas de referência como Di Moretti, Kátia Lund, Laís Bodanzky, Lina Chamie, Luiz Bolognesi e Ugo Giorgetti, em trabalhos para cinema e TV. Nas artes cênicas, integrou o Grupo Tapa de Eduardo Tolentino entre 2004 e 2010.

Dentre as peças produzidas pela Canto Produções destacam-se: A Noite das Tríbades, de Per Olov Enquist, com direção de Malú Bazán (eleito o melhor espetáculo da cidade de São Paulo pela Veja São Paulo), Não se brinca com o amor, de Alfred de Musset, com direção da atriz e diretora francesa Anne Kessler, da Comédie-Française, espetáculo produzido em comemoração aos cinquenta anos do Teatro Aliança Francesa, e o espetáculo Dissecar uma Nevasca, de Sara Stridsberg, coprodução Brasil-Suécia, com direção da atriz e diretora sueca Bim de Verdier, com apresentações no SESC Belenzinho entre janeiro e fevereiro de 2015. Atualmente, assina a produção do longa-metragem ficcional Dias Nublados, projeto em coproducão com o Chile, e é parceiro da HomeMadeFilms no documentário Hilda Hilst Pede Contato, sobre a escritora e poeta Hilda Hilst. No teatro está produzindo diversos espetáculos, dentre eles, A Fera na Selva, baseado no romance homônimo de Henry James, com direção da atriz e diretora francesa Anne Kessler.

A Canto Produções também trabalha em parcerias nacionais e internacionais para trazer espetáculos de qualidade a cidade de São Paulo, onde está sediada, e a outras regiões do país.

‘Playground’, do americano Rajiv Joseph, reestreia dia 6 de fevereiro no Viga Espaço Cênico com direção de Marco Antônio Pâmio

 Fotos de Leekyung Kim

Rajiv Joseph, finalista do prêmio Pulitzer de 2010, conta nessa peça a história de um amor pouco convencional vivido por Daniel e Karina que se conhecem na infância e, entre idas e vindas, chegam à maturidade. Com importantes nomes do cenário teatral paulistano, a equipe artística é composta por Cássio Brasil assinando cenário e figurino, iluminação de Aline Santini, trilha sonora de Gregory Slivar e no elenco os atores Mateus Monteiro (indicado ao Prêmio Shell por este trabalho) e Lara Hassum. A direção é de Marco Antônio Pâmio, também indicado ao Prêmio Shell.

Depois de temporada de sucesso no ano passado, o espetáculo volta ao cartaz dia 6 de fevereiro de 2017 no  Viga Espaço Cênico.

Sinopse
O primeiro encontro de Daniel e Karina acontece aos oito anos de idade na enfermaria da escola em que estudam. Ela sente dores no estômago e ele acabou de cair de bicicleta de cima do telhado. O que parecia pouco provável a princípio, acontece: já no final da primeira cena a amizade é selada com uma bela e sincera demonstração de empatia.

Essa história é contada no decorrer de trinta anos de forma fragmentada. As cenas se passam em intervalos de ora quinze anos para frente e ora dez anos para trás na vida dos protagonistas. Enquanto os anos passam, a amizade dos dois aumenta e, cena a cena, o espectador pode enxergar o rumo que essa relação toma e o vínculo profundo que se estabelece entre feridas no corpo e na alma dos personagens.

Entre encontros e desencontros, os amigos se distanciam chegando a ficar anos sem se encontrar, mas seus caminhos voltam a se cruzar, sempre em momentos que englobam acidentes graves ou até a morte. Nesta dramaturgia impactante, o público se depara com um humor afiado que, magistralmente, propõe uma percepção ainda mais afiada sobre a condição humana.

Sobre o autor
O americano Rajiv Joseph é formado pela Miami Univesity e mestre em Escrita Dramática pela New York University. Tem colecionado diversos prêmios por suas obras, como: “Vineyard Theatre’s Paula Vogel”, 2008; “Whiting Writer’s Award”, 2009; e foi um dos finalistas do mais importante prêmio do mundo para autores de teatro, o “Pulitzer” de 2010, pela peça “Tigre de Bengala no Zoológico de Bagdá”, com o ator Robin Williams.

Sua produção de textos é intensa e suas peças são encenadas no mundo todo. Dentre suas obras mais conhecidas podemos citar: “O Efeito Lago”, “O Monstro à Porta”, “A Piscina do Norte” e “Animais sem papel”.

Sobre o diretor
Marco Antônio Pâmio é ator e diretor teatral. Estudou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) e no Drama Studio London, Inglaterra. Estreou profissionalmente no papel de Romeu na montagem de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, dirigida por Antunes Filho. Destaca-se por sua atuação na cena teatral paulistana, em montagens dirigidas por nomes referenciais da cena brasileira, como Naum Alves de Souza, Gabriel Villela, Elias Andreato, Bete Coelho e Zé Henrique de Paula. Recentemente fez parte do “Repertório Shakespeare”, dirigido por Ron Daniels, e atualmente está em cartaz em “Tróilo e Créssida”, dirigido por Jô Soares. Participou também de telenovelas e minisséries. Recebeu três prêmios APCA: ator-revelação em “Romeu e Julieta” (1984), melhor ator pelo papel-título em “Edmond” (2006) e melhor diretor por “Assim É (Se lhe Parece)” (2014). Também dirigiu “Propriedades Condenadas”, “Consertando Frank”, “Noites Sem Fim” e “Playground”, pelo qual está indicado ao Prêmio Shell 2016 como melhor diretor. Em março estreia sua nova direção, “Baixa Terapia”, protagonizada por Antonio Fagundes.

Lara Hassum
É formada em Dramaturgia pela SP Escola de Teatro, Interpretação pela Escola de Atores Wolf Maya e Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social da UNIP. Atua desde 2010 em companhias teatrais renomadas. Dentre seus trabalhos mais recentes destacam-se: L’Illustre Moliere (3 Prêmios Shell) e Doente da Cia D’Alma, direção de Sandra Corveloni, Senhora dos Afogados do Núcleo Experimental, direção de Ze Henrique de Paula, Memórias (não) inventadas da Cia Triptal, direção de Andre Garolli, ” O lugar de onde se vê” e “O novo rei de Beleléu” da Cia Ouro Velho, direção de Paulo Marcos e Playground (2 indicações ao Prêmio Shell 2016), direção de Marco Antonio Pamio.

Mateus Monteiro
Ator formado pela Escola de Atores Wolf Maya, dramaturgo formado pela SP Escola de Teatro e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Como ator e músico, tem atuado em diversos espetáculos como: Love, Love, Love, direção de Eric Lenate; Playground (indicado ao Prêmio Shell de melhor ator de 2016), direção de Marco Antonio Pamio; Amarelo Distante, direção de Kiko Rieser; Memórias (Não) Inventadas, direção de André Garolli;  Ópera do Malandro, direção de Kléber Montanheiro. Na TV fez algumas publicidades e participou dos seriados A Grande Viagem, para TV Cultura e (Des) Encontros para o Canal Sony. Em 2016 estreou como diretor com o espetáculo Mente Mentira, de Sam Shepard, que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Arte Qualidade Brasil de melhor direção de drama.

Ficha técnica
Texto: Rajiv Joseph
Tradução: Mateus Monteiro
Direção: Marco Antônio Pâmio
Elenco: Lara Hassum e Mateus Monteiro
Assistente de Direção: Gonzaga Pedrosa
Cenário e Figurino: Cássio Brasil
Iluminação: Aline Santini
Trilha Sonora: Gregory Slivar
Direção de Movimento: Marco Aurélio Nunes
Criação de Maquiagem: Beto França
Edição de Vídeo: Gian Marco Delle Sedie
Fotógrafo: Leekyung Kim
Assistente de Iluminação e Operação: Pajeú de Oliveira
Operação de Som e Vídeo: Viviane Barbosa
Assistente de Figurino: Junior Santana
Direção de Palco: Jorge Leal
Designer Gráfico: Bruno Gonçalves e Leonardo Miranda
Produção Executiva: Larissa Barbosa
Direção de Produção: André Canto
Produtores Associados: Lara Hassum e Mateus Monteiro
Produção: Canto Produções

Serviço:
Viga Espaço Cênico – Rua Capote Valente, 1232
Sala Viga
Temporada de 06 a 28 de fevereiro.
Segundas e terças, às 21h.
R$ 20
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Lotação: 80 lugares

Os Médios – um relato de seres terrestres que pilotaram a nave faz temporada gratuita no Teatro Cacilda Becker a partir de 1° de julho

Na comédia dramática de Michelle Ferreira, duas mulheres brasileiras estão expostas numa vitrine em Amsterdã. Uma mulher obesa convida um mendigo para entrar em sua casa. Uma jovem com caspa cuida do irmão deficiente. Espetáculo da A Má Companhia Provoca foi contemplado pela 3ª Edição do Prêmio Zé Renato da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo

 Fotos de Leekyung Kim
Vídeo com cenas do espetáculo

Terceiro trabalho da A Má Companhia Provoca, a comédia dramática Os Médios propõe-se a dar forma ao universo radical do texto de Michelle Ferreira mergulhando na poética de seus personagens, cidadãos de bem, ou que assim se veem. Depois de temporada bem-sucedida no Centro Cultural São Paulo, espetáculo reestreia no Teatro Cacilda Becker dia 1º de julho com ingressos gratuitos.

No elenco, os atores Flavia Strongolli, Maura Hayas, Martina Gallarza,  Réggis Silva e Victor Bittow dão vida a pessoas que atravessam o cotidiano sem se dar conta que o senso comum domesticou a pulsão de vida que tinham. Traídos por seus próprios discursos, transitam pelo perverso, pelo poético e pelo cômico e revelam os traços mais contraditórios de um pensamento medíocre generalizante, disfarçado de boas intenções, que está presente em diversos setores da sociedade.

O processo
Em 2003, a dramaturga Michelle Ferreira foi aceita no Núcleo de Dramaturgia do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho- e lá permaneceu por oito anos. Em 2010, Antunes sentiu a necessidade de descobrir outros caminhos para o projeto Prêt-à-Porter. Para isso, pediu à dramaturga que escrevesse um esboço de três cenas feitas nos moldes já conhecidos, mas que desenvolvesse um texto que as fizessem voar. O estudo buscou encontrar novos caminhos de encenação e dramaturgia dentro das premissas do falso naturalismo desenvolvidas no Prêt-à-Porter. O processo durou um ano, ficou robusto e tomou vida própria, gerando uma matriz de três cenas que hoje compõem a peça OS MÉDIOS – um relato de seres terrestres que pilotam a nave.

Em 2014, a autora voltou a se encontrar com essas três histórias criadas em 2010 e cria um universo particular, onde a ação acontece por meio dos diálogos entre as personagens. Duas mulheres brasileiras estão expostas numa vitrine em Amsterdã. Uma mulher obesa convida um mendigo para entrar em sua casa. Uma jovem com caspa cuida do irmão deficiente.

“Essas personagens, no entanto, não são apenas um recorte de uma parcela da classe média. Para além de uma classe, são a representação de um pensamento que coloniza nossos desejos, domestica a nossa potência de vida até solapá-la na mediocridade” comenta a diretora e dramaturga.

“Eu acredito em uma montagem simples e popular, porque isso é profundo. Aqui, a autora se preocupa muito com o entendimento do espectador e a diretora tem obsessão por isso”, brinca. “Eu busco a simplicidade, quero que o texto alcance todas as pessoas que forem assistir”, finaliza Michelle Ferreira.

Sobre A Má Companhia Provoca
Criada em 2011, A Má Companhia Provoca trabalha com textos exclusivamente brasileiros, contemporâneos e inéditos, e tem como missão principal o fomento e a divulgação da dramaturgia nacional. Em 2013, estreou no Sesc Pinheiros OS ADULTOS ESTÃO NA SALA, texto e direção de Michelle Ferreira. A primeira peça da companhia recebeu duas indicações ao Prêmio Shell daquele ano: Melhor Autora e Melhor Atriz (Michelle Boesche). Em 2014, estreou no mesmo teatro REALITY (FINAL), texto de Michelle Ferreira, direção de Ramiro Silveira. Escrito em 2009, o texto foi finalista do Prêmio Luso Brasileiro de Dramaturgia, promovido pelo Instituto Camões de Portugal e pela Funarte, em 2010, vencedor do Prêmio Heleny Guariba, em 2011, e finalista da Seleção Brasil em Cena do Centro Cultural Banco do Brasil, em 2012.

Ficha Técnica:
Texto e direção: Michelle Ferreira. Diretora Assistente: Solange Akierman. Elenco: Flávia Strongolli, Maura Hayas, Réggis Silva, Victor Bittow, Martina Gallarza Cenário: Juliana Fernandes. Figurinos: Antonio Vanfill. Design de Luz: Ariene Godoy. Trilha sonora: LP Daniel. Desenho sonoro: Ricardo Bertran. Programação Visual: Maura Hayas. Fotos: Leekyung Kim. Diretor de produção: Ricardo Grasson. Produção: Gelatina Cultural. Assistente de produção: Fernando Fado.

Serviço: Os Médios – um relato de seres que pilotaram a nave.
Reestreia dia 1º de julho de 2016.
80 minutos.
14 anos.
Teatro Cacilda Becker: Rua Tito, 295.
198 lugares.
Telefone: (11) 3864 4513
Sextas e sábados às 21h. Domingos às 19h.
Grátis. Retirar ingressos com uma hora de antecedência.
Até dia 24 de julho.
Comédia dramática.

Foto de Cris Lyra

Foto de Cris Lyra

Juliana Moraes apresenta espetáculo solo DESMONTE de 31 de março a 9 de abril

A bailarina faz oito apresentações de solo co-dirigido por seu parceiro Gustavo Sol.
De 31 de março a 3 de abril na Galeria Olido. De 6 a 9 de abril na Oswald de Andrade.
Projeto contemplado pelo 19º Fomento a Dança

O solo Desmonte foi criado como resposta a uma experiência pessoal angustiante, quando o parceiro de Juliana Moraes (e co-diretor da peça, Gustavo Sol), enfrentou uma doença grave. O espetáculo fez três apresentações no SESC Belenzinho em abril de 2015. E, agora, estreia em temporada na Galeria Olido e na Oswald de Andrade a partir de 31 de março. Veja serviço completo abaixo.

A partir da doença grave de seu parceiro, a bailarina Juliana Moraes passou a levar para os ensaios um livro que havia comprado muitos anos antes, O Diário de Nijinsky, depoimento do artista escrito em 1919, nas semanas que precederam sua internação em hospital psiquiátrico (de onde nunca mais sairia). Inicialmente escrito em prosa articulada, aos poucos as palavras do diário se desmontam em onomatopéias, repetições silábicas e fluxos de pensamento sem nexo aparente.

Juliana passou a se gravar lendo esses poemas, além de escrever textos próprios e adquirir o hábito de registrar pessoas falando na televisão, na rua, em cafeterias etc. Os sons derivados das falas gravadas se tornaram o estímulo para a criação de uma movimentação acelerada e fragmentada – muitos gestos a habitar o mesmo corpo que, aos poucos, vai entrando em curto-circuito.

Nos primeiros 16 minutos de DESMONTE, a artista usa fones de ouvido para escutar os sons e vozes por ela gravados. A plateia escuta somente o barulho da movimentação. Juliana faz do limite a estrutura de seu estado corporal, desafiando-se à vista do público, às vezes sendo mais capaz de controlar os impulsos, às vezes completamente passiva às vozes e sons que ela escuta através dos fones.

A relação de ambivalência entre controle e descontrole se expande também para campainhas operadas pela cabine, que comandam a respiração da intérprete, e movimentos tradicionais do balé clássico – técnica na qual Nijinsky se tornou exímio – e que Juliana tenta, desde os oito anos de idade, trazer para seu corpo.

Desmonte lida com muitas camadas de signos, emoções e sensações: a dor do outro para não se perder na própria, a fala que se transmuta em gestos, o balé e sua relação disciplinar pela repetição, estados de presença poética entre o controle e a entrega, o limite não como representação mas como estrutura cênica.

Sinopse:
Desmonte marca a volta de Juliana Moraes à cena solo. O trabalho foi criado como resposta a uma experiência pessoal angustiante, quando o parceiro de Juliana Moraes e co-diretor da peça, Gustavo Sol, enfrentou uma doença grave. Poemas escritos por Nijinsky e gravações feitas pela própria artista são usados como estímulos para um corpo em curto-circuito.

Ficha técnica
Direção: Juliana Moraes e Gustavo Sol
Concepção, coreografia e interpretação: Juliana Moraes
Preparação de intérprete: Gustavo Sol
Desenho de luz: Cristiano Pedott
Adaptação de desenho de luz: Fernando Pereira
Montagem e operação de luz e som: Armando Junior
Treinamento em balé clássico: Zélia Monteiro
Produção: César Ramos e Gustavo Sanna / Complementar Produções
Canção: None but the lonely heart (Op.6 No.6), de Pyotr Tchaikovsky. Interpretação de Christianne Stotijn e Julius Drake.
Fotos para divulgação: Cris Lyra

Sobre Juliana Moraes
Intérprete, coreógrafa, diretora e curadora. Prêmios incluem APCA, Festival Cultura Inglesa, Bolsa Vitae e Rumos Itaú. Dirigiu a Companhia Perdida entre 2008 e 2014. Doutora em Artes Cênicas e formada em Dança pela UNICAMP. Completou especialização e Mestrado em Dança no Laban Centre, em Londres. Professora de performance do Centro Universitário Belas Artes (SP). Professora convidada do Bacharelado em Teatro Físico da Scuola Teatro Dimitri, Verscio (Suíça).

SERVIÇO
De 31 de março a 3 de abril – na Galeria Olido.
Quinta a sábado, às 20h.
Domingo, às 19h.
Endereço: Avenida São João, 473
Grátis. Retirar ingressos com uma hora de antecedência.

De 6 a 9 de abril – na Oswald de Andrade – na  Área de Convivência.
20h30
Endereço: Rua Três Rios, 363
Grátis. Retirar ingressos: com uma hora de antecedência.
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 40 minutos

Links:
https://vimeo.com/136841171
https://www.youtube.com/watch?v=k7eCSc3E6y4
www.julianamoraes.art.br

 

Foto de Cacá Bernardes

Foto de Cacá Bernardes

Folias D’arte estreia espetáculo infantil Chiquita Bacana no Reino das Bananas

Texto escrito por Reinaldo Maia em 1977 ganha montagem dirigida por Dagoberto Feliz. Chiquita Bacana no Reino das Bananas estreia dia 12 de março, às 11h no Galpão do Folias.

Espetáculo coloca em cena o absurdo de uma menina estar sendo acusada de ter comido uma banana no Reino das Bananas. Comandado pelo Rei Leonino e seu staff de girafas e gorilas esse reino no qual os outros animais estão perdendo suas funções sociais é onde se passa a história. O que acontecerá no final só os espectadores poderão decidir a cada dia.

Ficha Técnica
Texto: Reinaldo Maia
Encenação: Dagoberto Feliz
Elenco: Bruno Camargo, Camila Spinella, Clarissa Moser, Gabriel Hirschhorn, Juliana Tedesch, Laruama Alves, Leandro Goulart, Lui Seixas, Marcellus Beghelle, Nuno Carvalho, Rafael Sampaio, Tarcila Tanhã, Thomas Basso.
Treinamento Viewpoints: Marcella Vicentini
Cenografia e Musica: Dagoberto Feliz
Figurino: Fause Haten
Designer Gráfico: Humberto Vieira
Produção: Paloma Rocha
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço
CHIQUITA BACANA NO PAÍS DAS BANANAS
Espetáculo infantil
Temporada: 12/03 a 12/06
Sábados e Domingos às 11h

Galpão do Folias
Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília
Capacidade: 80 pessoas
Duração: 60 minutos

R$20 (inteira) R$10 (meia)
Informações e reservas: 3361-2223
Indicação Etária: 5 anos